O que é menopausa?

Menopausa é o período que vem logo após a última menstruação espontânea de uma mulher e, nele, são encerrados dois ciclos simultaneamente: o menstrual e o ovulatório.

Só se considera que alguém está na menopausa após ter passado 12 meses de seu último fluxo menstrual, pois, eventualmente, podem haver fluxos irregulares nesse meio tempo.

Trata-se de um fenômeno natural da mulher, portanto não há como prevenir ou impedir esse acontecimento que, normalmente, acontece entre os 45 e os 55 anos de idade. Não há uma maneira exata de prever quando a menopausa irá ocorrer, pois ela pode se diferenciar de mulher para mulher, porém alguns anos antes do evento, sintomas característicos como intensas ondas de calor podem aparecer e persistir por anos depois do acontecimento.

O que é menopausa precoce?

Dá-se o nome de menopausa precoce quando o evento acontece antes dos 40 anos de idade devido a algum fator que impeça os seus ovários de funcionarem corretamente. Seus sintomas são os mesmos de uma menopausa comum e acontece, principalmente, quando alguém próximo da família passou pela mesma situação.

A menopausa precoce surge quando a mulher já nasce com uma reserva menor que a esperada de folículos ovarianos agrupamentos de células encontrados no ovário ou quando eles são consumidos de forma muito mais rápida que o normal ao longo da vida. Muitas vezes, as causas não são muito bem definidas, mas podem ser explicadas por anormalidades genéticas, exposição a toxinas ou doenças autoimunes.

Confira abaixo alguns dados sobre a menopausa precoce:

  • 0,1% das mulheres sofrem de menopausa precoce antes dos 30 anos.
  • 0,25% das mulheres tem menopausa precoce antes dos 35 anos.
  • 1% das mulheres entram em menopausa precoce antes dos 40 anos.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é menopausa?
  2. O que é menopausa precoce?
  3. Os estágios da menopausa
  4. Causas
  5. Sintomas da menopausa
  6. Diagnóstico
  7. Tratamento da menopausa
  8. Complicações
  9. Como conviver com a menopausa
  10. Principais dúvidas quanto a reposição hormonal

Os estágios da menopausa

Dá-se o nome de menopausa apenas à última menstruação da mulher. Porém, muitas pessoas, erroneamente, acabam nomeando de menopausa os períodos que antecedem e precedem esse evento.

Para que não haja mais dúvidas, confira abaixo o que é e o que caracteriza cada um dos estágios:

Pré-menopausa

A pré-menopausa é o período que conduz ao último período antes da menopausa acontecer. Ou seja, ela acontece quando os níveis dos hormônios sexuais da mulher (estrogênio e progesterona) começam a ficar instáveis e um pouco antes dos fluxos menstruais tornarem-se irregulares de fato.

Perimenopausa

Entende-se por perimenopausa, literalmente, como o período “em torno da menopausa”, ou seja, é o período que vai de alguns anos antes do fenômeno até alguns anos depois. Segundo a Sociedade Norte-Americana de Menopausa, essa transição pode levar de quatro a oito anos.

Essa transição da perimenopausa para a menopausa acontece, geralmente, entre os 45 e 55 anos de idade, podendo ter uma pequena variação conforme o organismo da mulher. Normalmente, a menopausa de uma mulher se dará mais ou menos na mesma época em que aconteceu a de sua mãe.

Pós-menopausa (climatério)

A pós-menopausa, também conhecida como climatério, é o período que acontece após a última menstruação da mulher. Para se ter certeza de que a menopausa realmente aconteceu, é preciso de um tempo razoavelmente longo, para que, assim, seja constatado que o ciclo menstrual cessou permanentemente.

Causas

A menopausa é um fenômeno natural de todas as mulheres, porém há alguns fatores que podem influenciar o momento em que ela acontece. São eles:

Declínio natural dos hormônios

A partir do final dos 30 anos, os ovários da mulher já começam a produzir menos hormônios sexuais femininos, isto é, os hormônios que regulam a menstruação. Já na faixa dos 40 anos, o período menstrual pode se tornar mais curto, mais pesado ou claro, além de mais ou menos frequente. Isso permanece até que, enfim, ela não menstrue mais.

Histerectomia

A histerectomia é a cirurgia de remoção de parte ou da totalidade do útero. O acontecimento da menopausa, nesse caso, irá depender de qual cirurgia for realizada:

  • Histerectomia parcial: chama-se histerectomia parcial a retirada apenas do útero (sem os óvulos). Nessa situação, a menopausa não é imediata, pois como os ovários estão presentes no organismo, ainda são produzidos o estrogênio e a progesterona.
  • Histerectomia total: se os ovários foram retirados juntamente com o útero, a menopausa acontece imediatamente, sem ter qualquer tipo de transição na perimenopausa. Sintomas como ondas de calor e suores noturnos acontecem de forma abrupta na mulher, ao invés de ao longo dos anos.

Quimio e radioterapia

Essas terapias podem induzir a menopausa durante ou logo após o encerramento do tratamento, gerando sintomas como ondas de calor. É importante salientar que a interrupção da menstruação e da fertilidade nem sempre se dá de forma permanente na mulher.

Insuficiência ovariana primária

Estima-se que 1% das mulheres possuem menopausa precoce, ou seja, antes dos 40 anos de idade. Isso pode acontecer devido a insuficiência ovariana primária, isto é, quando os ovários não produzem níveis normais dos hormônios femininos em consequência de fatores genéticos ou determinadas doenças, como tuberculose, malária e catapora.

Sintomas da menopausa

Além da irregularidade dos ciclos menstruais, alguns outros sintomas podem aparecer num período de um ano antes da menopausa se efetivar. Veja:

  • Fertilidade menor: por conta do estrogênio ter o seu nível em queda, menores são as chances da mulher engravidar.
  • Secura vaginal: esse sintoma tende a acontecer durante a perimenopausa e, normalmente, vem acompanhada de coceira e dor durante o sexo (dispareunia).
  • Ondas de calor: sintoma que geralmente acontece na parte de cima do corpo da mulher, começando no rosto, pescoço ou peito e que se espalha para outras partes. Por conta dessas ondas de calor, a pele fica avermelhada de maneira desigual e a mulher começa a suar. De acordo com um levantamento da Universidade de Pittsburgh, cerca de 80% das mulheres sofre com esse sintoma, além dos suores noturnos.
  • Suores noturnos: quando as ondas de calor acontecem a noite muitas vezes quando a mulher já está deitada -, dá-se o nome de suores noturnos.
  • Problemas para dormir: por conta dos suores frequentes, muitas mulheres tem problemas para dormir de forma decente. Esses distúrbios do sono podem ser causados por insônia ou ansiedade.
  • Problemas urinários: além da frequência urinária poder aumentar, algumas mulheres tendem a ser mais suscetíveis a desenvolverem infecções urinárias na fase da menopausa.
  • Mudanças no humor: normalmente atreladas aos distúrbios do sono, as mudanças de humor são muito comuns em mulheres na menopausa.
  • Dificuldade na aprendizagem e em se focar: algumas mulheres podem ter problemas de memória curta ou dificuldade em se concentrar em algo por um período longo de tempo.
  • Demais sintomas: ganho de peso (principalmente na região do abdômen), queda de cabelo e diminuição do tamanho dos seios.

Dados de pesquisa feita pelo Hospital de Clínicas de São Paulo

O Hospital de Clínicas de São Paulo realizou um estudo durante 10 anos com cerca de 6 mil mulheres brasileiras, com mais de 40 anos, e que já estavam na menopausa. Os resultados foram bem interessantes, confira:

  • Mais da metade dessas mulheres estavam obesas ou com sobrepeso na idade da menopausa.
  • Dois terços das mulheres tinham ondas de calor como sintomas recorrentes;
  • Em média, as brasileiras tem a menopausa por volta dos 48 anos.
  • Mais de 80% das mulheres com menopausa sofrem com doenças crônicas. como hipertensão, diabetes, câncer ou problemas na tireoide.
  • As ondas de calor, palpitações e momentos de tristeza aparecem, normalmente, em mulheres mais novas que acabam tendo menopausa prematura.
  • O ganho de peso durante a menopausa aumenta os sintomas de ondas de calor e depressão, assim como as dores nas articulações e/ou musculares.

Diagnóstico

Caso dúvidas surjam sobre períodos menstruais irregulares, a paciente deverá questionar o seu ginecologista sobre possíveis causas para aquilo. Se o especialista suspeitar que ela está na transição da menopausa, um exame de sangue poderá ser realizado para medir os níveis dos hormônios:

  • Hormônio folículo-estimulante (FSH) e estrogênio: na menopausa, os níveis de FSH aumentam, enquanto o do estrogênio diminui.
  • Hormônio estimulante da tireoide (TSH): o hipotireoidismo pode causar sintomas muito parecidos com os da menopausa.

Tratamento da menopausa

A menopausa, como é um fenômeno natural da mulher, não requer tratamento. Porém, alguns sintomas podem interferir diretamente na qualidade de vida da paciente e, para isso não acontecer, alguns recursos são recomendados. Veja abaixo:

Terapia hormonal

Considerada como o melhor tipo de tratamento para as intensas ondas de calor, a terapia hormonal consiste na administração de baixas doses de estrogênio e, caso a mulher possua o útero em seu organismo, progesterona também será necessária no procedimento.

Quando há secura vaginal, além das ondas de calor, há a possibilidade de administrar o estrogênio diretamente na vagina, através de creme, comprimido ou anel vaginal. Nesse procedimento, pequenas doses do hormônio são liberadas para que a secura na região alivie, bem como o desconforto que pode vir a acontecer durante as relações sexuais.

Por mais que o tratamento seja bastante recomendado, algumas pessoas não podem fazer uso dela, tais como:

  • Obesas.
  • Diabéticas.
  • Hipertensas.
  • Mulheres que apresentam fatores de risco para câncer de mama.

Antidepressivos

Alguns antidepressivos da classe inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), em doses baixas, podem diminuir os sintomas da menopausa. Esse tipo de tratamento pode ser bastante eficaz em mulheres que não podem realizar a terapia hormonal por razões de saúde ou àquelas que sofrem muito com os transtornos de humor.

Alguns desses medicamentos são:

Gabapentina

Por mais que seja indicada para o tratamento de convulsões, a gabapentina é um medicamento capaz de controlar alguns sintomas causados pela menopausa. Ela é recomendada às mulheres que não podem fazer uso da terapia hormonal e que sofrem de enxaqueca.

Medicamentos para osteoporose

Dependendo do caso, o médico poderá receitar algum medicamento para tratar ou prevenir a osteoporose, tais como: raloxifeno e denosumabe.

Tratamentos alternativos

Mesmo sem comprovação científica, alguns tratamentos alternativos são eficazes no controle de certos sintomas causados pela menopausa:

  • Estrogênios vegetais: alguns vegetais possuem, em sua composição, o estrogênio de maneira natural. Esses alimentos podem ser divididos em duas classes: as isoflavonas (soja, grão de bico) e as lignanas (linhaça, grãos integrais).
  • Hormônios bioidênticos: por “bioidêntico”, entende-se que os hormônios são quimicamente idênticos aos que o corpo produz. Converse com o seu médico antes de fazer uso de algum desses compostos.
  • Cohosh preto: popular entre várias mulheres na menopausa, ainda há pouca evidência sobre a eficácia do cohosh preto à condição.
  • Ioga: estudos mostram que a prática da ioga, para mulheres na perimenopausa, auxilia no controle de alguns sintomas.
  • Acupuntura: a técnica traz alguns benefícios temporários quando se trata de ondas de calor.
  • Hipnose: uma pesquisa, publicada na revista Menopause, descobriu que a técnica da hipnose diminui em 74% as ondas de calor que acometem grande parte das mulheres no período da menopausa.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site tem apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações

Após a menopausa se consolidar, várias condições de saúde podem aparecer e/ou se agravar devido ao baixo nível dos hormônios femininos. Saiba quais são as complicações possíveis:

Doenças cardiovasculares

Com o baixo nível de estrogênio, os riscos de desenvolvimento de uma doença cardiovascular aumenta.

Osteoporose

Após os primeiros anos da menopausa, sua densidade óssea pode diminuir de maneira muito rápida, fragilizando os seus ossos. Mulheres na menopausa são mais suscetíveis a fraturar o quadril, pulsos e coluna vertebral.

Incontinência urinária

Como os tecidos da vagina e da uretra vão perdendo a sua elasticidade com o passar dos anos, as mulheres podem experimentar impulsos frequentes, repentinos e fortes de urinar. Após isso, a perda involuntária de urina pode acontecer, bem como infecções do trato urinário.

Disfunção sexual

Devido à secura vaginal causada pela menopausa, ter relações sexuais pode ser extremamente desconfortável e dolorido.

Ganho de peso

A menopausa faz com que o metabolismo da paciente diminua. Com isso, o ganho de peso torna-se mais fácil.

Como conviver com a menopausa

Muitos sintomas característicos da menopausa podem ser controlados no dia a dia da mulher através de alguns hábitos. Entenda melhor:

Como prevenir os sintomas da menopausa

  • Converse com o seu médico sobre possíveis alterações em seu ciclo menstrual, humor, dores, etc.;
  • Não fume;
  • Controle o seu peso, a pressão arterial e os níveis de colesterol para prevenir as doenças cardiovasculares;
  • Faça exercícios físicos regularmente;
  • Faça uma dieta balanceada.

Caso haja ganho de peso na menopausa

  • Adote uma alimentação saudável em seu dia a dia, rica em frutas, legumes, grãos e ômega 3;
  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Se possível, regule a temperatura do seu quarto, deixando-o o mais fresco possível;
  • Evite o consumo de bebidas quentes, alcoólicas ou pratos apimentados;
  • Consuma, no mínimo, 400 UI de vitamina E para ajudar no controle das ondas de calor;
  • Faça os exames de check-up ao menos uma vez no ano.

Em caso de ondas de calor

  • Evite usar roupas muito quentes ou de materiais sintéticos;
  • Faça compressas de gelo no corpo ou, se preferir, tome uma ducha fria;
  • Procure manter afastado o estresse. Para isso, recorra às técnicas de relaxamento, como ioga e acupuntura;
  • Evite fumar;
  • Pratique exercícios físicos com frequência.

Principais dúvidas quanto a reposição hormonal

Quando se trata do assunto, várias são as dúvidas que o rondam. Conheça algumas das mais frequentes entre as mulheres:

1. A reposição hormonal é obrigatória para todas as mulheres?

Não. A reposição hormonal é indicada para mulheres que possuem o déficit de estrogênio em seu organismo. Além de controlar alguns dos sintomas característicos da menopausa, como as ondas de calor, os suores noturnos e a depressão, o uso da reposição hormonal também previne a osteoporose.

Algumas mulheres, em contrapartida, não podem fazer uso desse tratamento, devido ao histórico ou tendência de câncer de mama ou trombose.

2. O meu corpo sofrerá com alguma mudança com o tratamento de reposição hormonal?

Sim. Com a prática desse tratamento, sua pele e mucosa terão a elasticidade melhorada, bem como o seu cabelo tende a ficar mais bonito e volumoso.

Ao contrário do que muitas mulheres pensam, a reposição hormonal não causa aumento no peso, mas sim outros fatores ligados à menopausa: queda do estrogênio e o avanço da idade, já que interfere diretamente no ritmo do metabolismo do corpo.

3. Quais sintomas podem ser controlados com a reposição hormonal?

Como esse tipo de tratamento é o mais eficaz de todos, possui um resultado bem amplo, isto é, além de melhorar a pele e o cabelo, também protege os ossos e o coração, sem contar que a secura vaginal diminui com o procedimento.

4. Pode haver sangramentos durante esse tipo de tratamento?

Sim, mas muitas vezes isso acontece devido ao não acerto da dose do medicamento. Portanto, tenha em mente que o problema não está relacionado diretamente à pessoa e que ele melhora conforme o seu tempo de uso.

5. Tomar pílula anticoncepcional por muito tempo interfere no tempo de início da menopausa?

Não. Uma coisa não tem relação alguma com a outra.


A menopausa faz parte da natureza feminina e, portanto, é preciso entender como ela acontece e o porquê de acontecer. Compartilhe esse artigo com os seus amigos e familiares e nos ajude a transmitir essas informações para a maior quantidade de pessoas possível!

Referências
http://www.gineco.com.br/saude-feminina/menopausa/o-que-emenopausa/
http://mdemulher.abril.com.br/saude/7-verdades-sobre-a-menopausa/
http://www.medicinenet.com/menopause/article.htm
https://en.wikipedia.org/wiki/Menopause
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/menopause/basics/definition/con-20019726
http://www.your.md/condition/menopause
http://www.medicalnewstoday.com/articles/155651.php
https://www.criasaude.com.br/N2216/doencas/menopausa.html
http://www.mdsaude.com/2013/05/menopausa-precoce.html
https://www.tuasaude.com/sintomas-da-menopausa-precoce/

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