De acordo com a Secretaria da Saúde do Paraná, ter saúde mental é estar bem consigo mesmo(a) e com as outras pessoas, aceitar as exigências da vida, saber lidar com as emoções que fazem parte dela e entender seus limites pessoais, para saber quando é necessário buscar ajuda.

No decorrer da vida, qualquer pessoa pode ser afetada por problemas de saúde mental, de maior ou menor gravidade.

Falaremos um pouco mais a respeito da saúde mental a fim de esclarecer algumas dúvidas sobre o tema. 

O que é a saúde mental?

A Organização Mundial da Saúde afirma que não há uma definição exata do que é a saúde mental. O termo visa mensurar o nível de qualidade de vida cognitivo (função psicológica que atua na aquisição do conhecimento) e emocional. A ausência de transtornos mentais não significa necessariamente o equilíbrio da saúde mental.

Já para a Secretaria da Saúde do Paraná, saúde mental (ou psíquica) é o equilíbrio emocional entre o interior da pessoa e o exterior que a cerca. É a capacidade de controle sobre a própria vida e suas emoções. 

É ser capaz de apreciar a vida e buscar vivê-la em sua plenitude, respeitando a si mesmo(a) e aos demais.   

A Secretaria da Saúde identifica ainda alguns critérios da saúde mental como atitudes positivas, desenvolvimento e realização pessoal, autonomia, determinação, percepção da realidade e capacidade de adaptação social.

Quem cuida da saúde mental?

Quem cuida da saúde mental são profissionais das áreas de psicologia e psiquiatria. Essas especialidades são indicadas para terapias e orientações específicas, mas a saúde mental envolve todas as áreas de saúde.


Esses profissionais investigam quais as razões ligadas aos transtornos ou distúrbios mentais em pacientes e podem diagnosticar possíveis doenças, bem como iniciar o tratamento adequado para cada situação.

Uma especialidade não substitui a outra, sendo que muitas vezes elas atuam em conjunto.

Enquanto profissionais em psicologia atuam com terapia psicanalítica, cognitivo comportamental ou de outras áreas, especialistas em psiquiatria trabalham com medicamentos.

Ou seja, psicólogos(as) não podem prescrever remédios, mas psiquiatras — por terem formação em medicina — podem.

Em geral, essas são opções recorridas quando a pessoa já está necessitando de intervenção clínica. Porém, vale lembrar que cuidar da saúde mental envolve bem-estar familiar e profissional, boa alimentação e práticas de atividades regulares.

Quais são os problemas de saúde mental mais frequentes?  

Estima-se que a cada 100 pessoas, 30 passam por algum sofrimento mental intenso em algum momento da vida. Além disso, aproximadamente 12 têm alguma doença mental grave.

Depressão e ansiedade estão entre as mais comuns, além dos quadros de estresse intenso e prolongado, síndrome do pânico e síndrome de Burnout.

Ainda bastante frequentes, há outros problemas como:

  • Mal-estar psicológico: desconforto, perturbação e indisposição sem causa específica; 
  • Stress continuado: situações constantes de sobrecarga emocional que desestabilizam a pessoa e podem ocasionar problemas psicossomáticos que são refletidos também no corpo;
  • Dependência química e alcoólica: doença crônica que se desenvolve após o uso repetido de determinada substância;
  • Perturbações psicóticas: como a esquizofrenia, que é um distúrbio que afeta a capacidade de pensar, sentir e comportar-se com clareza;
  • Atraso mental: desempenho intelectual abaixo da média;
  • Demências: grupo de sintomas caracterizado pelo funcionamento anormal de ao menos duas funções do cérebro, como a memória e a capacidade de compreensão e raciocínio lógico.

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Qual a diferença entre transtorno e distúrbio mental?

O transtorno mental se caracteriza por uma perturbação de ordem psicológica e comportamental, causando sofrimento e mal-estar psicológico. Já o distúrbio mental é uma disfunção no Sistema Nervoso Central do cérebro, que leva a um desequilíbrio e alteração no comportamento.

Podemos entender, então, o transtorno como um estado de saúde fora da normalidade, mas não necessariamente vinculado a uma doença.

Ela pode decorrer de uma má adaptação a determinadas situações, que acaba alterando os processos mentais.

Quanto ao distúrbio, pode-se dizer que é uma irregularidade nas funções de um órgão ou sistema, sendo, portanto, uma espécie de desordem psíquica.

Quais as causas dos problemas mentais?

Os problemas mentais podem ser causados por uma interação de diversos fatores hereditários, biológicos, psicológicos, sociais e culturais.

Pesquisas demonstram que os fatores hereditários são bastante relevantes, pois pessoas com predisposição genética se tornam mais vulneráveis aos problemas mentais. Além disso, fatores como stress relacionado a trabalho ou família podem desencadear um transtorno.

Especialistas acreditam que disfunções nos neurotransmissores (mensageiros químicos que transportam, estimulam e equilibram os sinais entre os neurônios), também podem contribuir para os transtornos de saúde mental. 

Isso pode ser visto em diagnósticos por imagem, como ressonância magnética e tomografia, que costumam mostrar alterações no cérebro.

Os conflitos e situações dolorosas que temos que enfrentar durante a vida não podem ser enquadrados como doenças, a menos que se prolonguem e durem muito tempo ou tenham uma alta intensidade.

O que podemos fazer para melhorar a saúde mental?

Para melhorar a saúde mental, é preciso entender que ela não é apenas um diagnóstico e sim uma capacidade de gerenciar os sentimentos e lidar com os desafios do cotidiano. Portanto, a pessoa também pode se ajudar e fazer algumas mudanças de hábito a fim de melhorar a saúde mental, tais como:

  • Evitar o consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica;
  • Não usar drogas, pois elas alteram o funcionamento do sistema nervoso central;
  • Reservar tempo para o lazer;
  • Ter um hobby, uma atividade que seja prazerosa;
  • Manter amizades e convivência com familiares;
  • Manter bons hábitos alimentares;
  • Dormir bem;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Não se isolar;
  • Estimular as funções cognitivas como percepção, memória, linguagem e raciocínio;
  • Procurar orientação médica em casos de alterações de comportamento ou saúde.

Como ter saúde mental no trabalho ou escola?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais depressivo da América Latina. Só no ano de 2016, 75 milhões de trabalhadores(as) com depressão foram afastados(as) de suas funções ao redor do mundo.

Manter a saúde mental no ambiente de trabalho nem sempre é fácil. 

Um ambiente hostil, com falta de transparência, pressões desnecessárias, situações de assédio ou humilhação são fatores que podem acontecer no ambiente corporativo e afetar membros da equipe.

É importante, em casos de mal-estar no ambiente corporativo, comunicar o setor de recursos humanos da empresa. Proporcionar bem-estar no ambiente de trabalho é um papel principalmente da liderança.

Já na escola, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 130 milhões de estudantes, entre 13 e 15 anos, sofrem bullying regularmente no mundo.

Esse é apenas um dos problemas que podem acontecer no ambiente escolar que impactam a saúde mental de estudantes. 

Nesses casos, a família e a escola devem interferir, e o primeiro passo é  promover conversas sobre o assunto, visando ajudar crianças e adolescentes a lidarem com as situações adversas do ambiente escolar.

Segundo especialistas da área de psicologia, o processo de falar sobre os problemas vivenciados, ajuda a compreender os sentimentos envolvidos e organizá-los da melhor maneira.


O grande escritor e professor universitário, C.S Lewis, afirmava que: “A dor mental é menos dramática que a dor física, mas é mais comum e também mais difícil de suportar.”

Busque ajuda médica e terapêutica se perceber que algo perturba a sua saúde mental! Ninguém precisa suportar isso sozinho(a).

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