A enxaqueca é uma doença cerebral crônica, que se apresenta principalmente na forma de dores de cabeça. Mas você sabia que existem muitos outros sintomas relacionados à ela?

Essa doença, que atinge 15% da população brasileira, pode causar enjoos, sensibilidade a odores e até mesmo alterações visuais.

Ficou curioso para saber se sua dor de cabeça pode ser enxaqueca? Então aproveite as dicas e informações que trouxemos para você!

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é enxaqueca?
  2. Tipos
  3. Causas: o que pode ocasionar a enxaqueca?
  4. Fatores de risco
  5. Sintomas de enxaqueca
  6. Como é feito o diagnóstico?
  7. Tem cura?
  8. Qual o tratamento?
  9. Remédios
  10. Remédio caseiro
  11. Convivendo: como aliviar as crises?
  12. Prognósticos
  13. Complicações
  14. Como prevenir a enxaqueca?

O que é enxaqueca?

A enxaqueca, também conhecida como hemialgia, é uma doença neurológica, genética e crônica, caracterizada por uma dor de cabeça intensa, muitas vezes acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz e som.

É causada por um desequilíbrio químico no cérebro, que engloba neurônios e neurotransmissores, atingindo 1 a cada 7 adultos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como consequência, a enxaqueca provoca dores que podem ser acompanhadas de náuseas, vômitos e intolerância a alguns estímulos, como luz, sons e cheiros.


Considerada um tipo de cefaleia (dor de cabeça), a condição acomete principalmente mulheres, que são cerca de 20% a 30% dos pacientes.

A enxaqueca pode ser encontrada no CID-10 sob a classificação G43 e nas subclassificações como:

  • G43.0: Enxaqueca sem aura (enxaqueca comum);
  • G43.1: Enxaqueca com aura (enxaqueca clássica);
  • G43.3: Enxaqueca complicada;
  • G43.8: Outras formas de enxaqueca;
  • G43.9: Enxaqueca, sem especificação.

Crise de enxaqueca

Algumas pessoas sofrem com crises de enxaqueca (que são o período de manifestação da dor) e acabam impedindo a realização de atividades cotidianas.

Porém, é preciso estar atento à frequência dessas dores e a quantidade de medicamentos ingeridos. Isso porque o uso excessivo de analgésicos pode acabar desencadeando crises futuras.

O importante nesses casos é consultar um neurologista ou clínico geral para expor suas queixas e, em alguns casos, começar um tratamento preventivo.

Tipos

Existem diferentes tipos de enxaqueca que foram classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1988. Entre os tipos mais comuns temos a com aura e sem aura.

Enxaqueca com aura

O tipo com aura acomete cerca de 10% a 15% dos pacientes com enxaqueca. É caracterizado por alucinações visuais, que podem ser flashes de luz, imagens brilhantes, perda de parte do campo visual (visão duplicada) ou visão desfocada.

Além disso, esse tipo de dor pode possibilitar alguns outros sintomas, que podem incluir:

  • Dormência ou formigamento;
  • Tontura;
  • Vertigem;
  • Fraqueza.

Esses sintomas indicam são geralmente transitórios e de curta duração.

Vale ressaltar que o tipo com aura pode ser tratado e prevenido com o uso de medicamentos, por isso, consulte um médico e faça uma avaliação detalhada.

Enxaqueca sem aura

Cerca de 70% a 90% das pessoas com enxaqueca apresentam a enxaqueca sem aura. O tipo pode ser caracterizado por dores em um lado só da cabeça e que pioram com exercícios ou força física.

É possível sentir enjoos, sensibilidade à luz e som, ou até mesmo apresentar quadros de diarreia.

Enxaqueca crônica

Considerada um sub-tipo de enxaqueca, é definida por um período com mais de 15 dias de dor de cabeça por mês, durante um período de três meses e pode ou não apresentar aura.

A enxaqueca crônica pode ocorrer devido a diversos fatores, entre os quais podemos citar:

  • Estresse;
  • Sono irregular;
  • Exposição a ruídos e odores fortes;
  • Ingestão de alimentos que favorecem a enxaqueca, como café;
  • Variações dos níveis hormonais;
  • Atividades físicas intensas;
  • Jejum por muito tempo.

Embora cada organismo apresente características únicas, essas causas são, em geral, muito comuns entre pessoas que sofrem com a condição.

Enxaqueca menstrual

A enxaqueca menstrual está associada à queda dos níveis de estrogênio (hormônio feminino) nas mulheres que estão no período menstrual.

Esse tipo de enxaqueca não apresenta aura e pode começar um pouco antes da menstruação (cerca de 2 dias) ou se manifestar junto com o sangramento, podendo durar por até a finalização dele.

Enxaqueca hemiplégica

Considerada uma variante da enxaqueca, a palavra hemiplégica significa paralisia em um lado do corpo. Ou seja, pessoas que sentem fraqueza temporária em um dos lados do corpo associado a dores de cabeça pode estar presenciando uma enxaqueca hemiplégica.

As pessoas com esse tipo de enxaqueca podem apresentar dificuldades na fala e problemas de visão, o que pode assustar quem está com esses sintomas, uma vez que são semelhantes ao de um derrame.

É importante observar que a enxaqueca hemiplégica está associada a má distribuição dos neurotransmissores que liberam serotonina de forma anormal, causando esses sintomas.

Por isso, é importante consultar um médico especialista para explicar o aparecimento e o desenvolvimento da doença em cada caso específico.

Enxaqueca na gravidez

Durante a gravidez, a mulher apresenta diversas alterações hormonais normais do período. Isso faz com que as gestantes possam apresentar um quadro mais frequente de crises de enxaqueca.

Porém, é preciso redobrar os cuidados com relação à medicação na gravidez, buscando medidas alternativas para aliviar as dores.

Há tratamentos que, quando prescritos pelo médico, são seguros para a gestante, mas o ideal é, sempre que possível, evitar o uso excessivo, contínuo ou exagerado de medicamentos.

É possível, por exemplo, recorrer a técnicas como acupuntura, yoga, meditação, além de lembrar de descansar e se hidratar o máximo possível.

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Causas: o que pode ocasionar a enxaqueca?

A enxaqueca é uma doença causada por um desequilíbrio bioquímico no cérebro, fazendo com que haja pessoas predispostas às dores. Mas, junto disso, o estilo de vida e os comportamentos podem auxiliar na manifestação da condição.

Lembrando, que os fatores são diferentes para cada pessoa e podem variar em cada época da vida.

Entre as causas podemos citar:

Fatores ambientais

Pessoas suscetíveis à enxaqueca são mais sensíveis às mudanças ambientais, como questões climáticas (chuva, vento, frio)  ou exposição à luz solar muito forte.

Como resposta, o organismo produz uma série de impulsos elétricos que resultam na dor.

Alimentos

Alguns alimentos possuem substâncias que podem gerar crises de enxaqueca, principalmente aqueles com compostos que atuam diretamente nos vasos sanguíneos.

A alteração do fluxo, seja por constrição ou dilatação, está envolvida no aparecimento das dores. Entre as substâncias mais associadas às dores estão:

  • Tiramina (por exemplo, queijos, carnes, embutidos, azeitona, frutas secas, pão, massas);
  • Feniletilamina (chocolate, amendoim, nozes, ovos.);
  • Nitritos (alimentos derivados da carne e queijos);
  • Glutamato monossódico (alimentos em conserva, salgadinhos, produtos enlatados);
  • Álcool.

Medicamentos

Fazer o uso excessivo de medicamentos também pode provocar o surgimento de uma crise de enxaqueca.

Isso porque, quando abusamos de algum remédio para dor, o organismo reduz a produção de endorfina (analgésico naturalmente produzido pelo corpo), o que nos deixa mais suscetíveis a uma crise.

Nesses casos, é preciso procurar um médico especialista, para fazer uma desintoxicação e tratar a doença propriamente.

Fatores comportamentais

É importante estar ciente de que os aspectos físicos e emocionais irão determinar de que maneira o organismo deve se comportar. Ou seja, mudanças no padrão de sono, depressão, estresse, atividade física em excesso, entre outros fatores, auxiliam no desencadeamento de uma crise de enxaqueca.

Fatores de risco

Algumas características e situações podem agravar as chances de se desenvolver uma enxaqueca. Essa condição precisa ser diagnosticada por um neurologista, para que a compreensão dos sintomas seja mais fácil.

Pensando nisso, trouxemos alguns fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da doença, olha só:

  • Alergia (chuva, frio, poluição);
  • Altitude (isso ocorre porque à medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui deixando o ar mais rarefeito. Como consequência, apresenta-se crise de enxaqueca);
  • Situações de estresse, esforço físico ou mental (essas situações afetam o fluxo sanguíneo e podem expandir ou contrair os vasos sanguíneos, provocando dores);
  • Exposição a ruídos muito altos.

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Sintomas de enxaqueca

Além da dor, que é um sintoma característico da enxaqueca, é possível apresentar alguns outros que ocorrem antes, durante e depois de uma crise, entre os quais:

  • Fotofobia (intolerância à luz);
  • Fonofobia (intolerância a ruídos);
  • Osmofobia (intolerância a odores);
  • Náuseas;
  • Fraqueza;
  • Formigamento e dormências no corpo;
  • Tontura;
  • Visão embaçada;
  • Irritabilidade.

Os episódios de enxaqueca podem ser, em geral, marcados por 4 fases, divididas entre: premonitória, aura, dor de cabeça e resolução. Entenda melhor abaixo:

Premonitória

Essa é a fase inicial da enxaqueca, que pode ser percebida até 72 horas antes da dor de cabeça. É composta por um conjunto de outros sintomas, como irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga, bocejo e vontade de comer doces.

Aura

A aura é um sintoma que pode surgir antes ou junto com a dor de cabeça, podendo durar por até uma hora. É caracterizada por alterações visuais e sensitivas (formigamento) que vão ganhando maior intensidade. Geralmente, após a aura a dor de cabeça se apresenta intensificada.

Dor de cabeça

Essa fase pode ser descrita como dores latejantes, em apenas um lado da cabeça, podendo durar de 4 horas a 3 dias. Pode-se presenciar enjoos e vômitos associados a dor de cabeça, além de sensibilidade a luz, som e cheiro.

Resolução

Também conhecida como “fase da ressaca”, esta se assemelha à primeira (premonitória). É possível sentir sensação de fadiga, sonolência e dificuldade de concentração.

Lembrando que um indivíduo não precisa necessariamente apresentar todos os sintomas para que seja diagnosticado com enxaqueca.

Como é feito o diagnóstico?

Os diagnósticos de enxaqueca são todos clínicos, através de uma avaliação médica. Por isso, sempre que houver o aparecimento de algum sintoma ou de um conjunto de sintomas, é recomendado buscar um neurologista.

É preciso relatar o histórico familiar e, em alguns casos, pode ser necessário realizar alguns exames, como ressonância magnética do cérebro (exame de imagem não invasivo), a fim de identificar se existem outros fatores causando a dor.

Além disso, o médico pode sentir a necessidade de fazer algumas perguntas relacionadas ao seu estilo de vida e as dores que você apresenta, como por exemplo:

  • Qual a duração dos sintomas?
  • Você sente dor de um lado só da cabeça?
  • Você apresenta sintomas visuais?
  • Apresenta mais algum sintoma antes da dor de cabeça começar?
  • Sua dor começa depois de um esforço excessivo?

Com base nos relatos e na ausência de outras condições (por exemplo, infecções ou tumores), o diagnóstico é realizado.

Tem cura?

Não. Por ser uma doença complexa e de difícil diagnóstico, atualmente ainda não tem cura. Porém, existem diversos medicamentos para prevenção e controle das dores, que abordaremos a seguir.

Qual o tratamento?

Não existe um tratamento padrão para enxaqueca, por isso, a principal medida está relacionada à prevenção.

Para isso, é importante adotar medidas que evitem as crises, podendo ser feito com o uso de medicamentos prescritos pelo médico ou métodos alternativos e terapias relaxantes.

Adotar hábitos saudáveis como uma boa alimentação, praticar exercícios físicos e manter uma rotina de sono equilibrada são fundamentais para prevenir as crises. O objetivo é evitar novas crises e diminuir a intensidade as mesmas.

Remédios

Existem dois grupos de medicamentos para o tratamento de enxaquecas, que são divididos em:

  • Medicamentos agudos — analgésicos administrados no momento em que a dor começa;
  • Medicamentos profiláticos — agem na prevenção das dores.

Vale ressaltar a importância de consultar um neurologista ou médico responsável, além de sempre ler a bula e as contraindicações de qualquer medicamento que venha a ser receitado.

Analgesicos (antienxaquecosos)

O uso destes medicamentos é indicado especificamente para dor e deve ser feito, preferencialmente, no início dos sintomas de dor.

Entre as opções estão:

Betabloqueadores

Esses medicamentos têm como objetivo bloquear os efeitos do hormônio da adrenalina. Sua utilização ajuda a diminuir a frequência, duração e intensidade das crises de enxaqueca.

Entre as opções está o Succinato de Metoprolol (Selozok, Zarmine, Emprol XR, Inephoros XR).

Antagonistas dos canais de cálcio

Esses medicamentos atuam como liberadores de mediadores relacionados a dor. Ou seja, podem ajudar a prevenir a dor e são geralmente indicados para uso contínuo.

Durante o tratamento, o médico responsável pode variar o tempo necessário de duração. Porém, antes de fazer a utilização de qualquer medicamento, procure um médico neurologista ou clínico geral. Alguns medicamentos são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Remédios caseiros

Existem algumas opções naturais e caseiras que podem auxiliar no combate à enxaqueca e no alívio dos sintomas. Porém, é essencial reforçar a importância de não abandonar os tratamentos ou acompanhamento médico.

Chá

Os chás podem ser bons aliados na redução das dores. O gengibre, por exemplo, contém propriedades anti-inflamatórias que auxiliam no combate da enxaqueca. O recomendado é que se prepare um chá com a raiz em água fervida e deixe fazendo a infusão por alguns minutos.

A camomila também é recomendada no auxílio ao combate à enxaqueca e outras cefaleias. Para consumi-la, faça uma infusão com camomila seca e água fervente e deixe em infusão por aproximadamente 10 minutos.

Aromaterapia

Alguns óleos essenciais como o de melissa, lavanda, camomila e alecrim podem ser eficazes no combate a enxaqueca por meio do relaxamento.

É possível pingar algumas gotas em um pano e posicionar o mesmo na região da cabeça e pescoço. Outra forma é ferver os óleos com água e respirar o vapor.

Convivendo: como aliviar as crises?

A maioria das pessoas que sofrem de enxaqueca buscam soluções imediatas nos momentos de dor. Mas para ajudar no controle das crises existem opções simples para colocar em prática e conviver melhor com a condição:

Cuide da postura

Considere fazer um esforço contínuo para se manter com uma boa postura. Isso evita dores no pescoço e tensão muscular, que acabam contribuindo para a enxaqueca.

Uma boa dica é usar despertadores ao longo do dia que te lembre de cuidar da postura. Além disso, considere aulas de yoga, alongamentos ou outros exercícios para o alinhamento estrutural do corpo, facilitando o processo.

Pratique exercícios

Experimente passear em regiões perto da sua casa, tire um tempo para observar as plantas e flores ou até mesmo para se sentar embaixo de uma árvore. Além de relaxar, a caminhada (ainda que leve) auxilia a diminuir os riscos de crises.

Praticar exercícios físicos diminui consideravelmente a quantidade de episódios de dor. Porém, busque por atividades que não exijam tanto esforço físico, como caminhadas, alongamento, pilates, natação ou aulas de dança.

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Evite o uso exagerado de medicamentos

O uso excessivo de medicamentos está diretamente relacionado com cefaleias em geral. Esse uso abusivo pode colaborar para redução do nível de serotonina no sangue, fazendo com que ocorra a indução às enxaquecas.

Durma bem

A falta de sono é um dos principais desencadeadores da enxaqueca, por isso, manter horários regulares para dormir é fundamental.

Para isso, limite o uso do celular ou eletrônicos até meia hora antes do horário de dormir, cuide com alimentos estimulantes à noite e busque formas de reduzir o estresse.

Essas práticas melhoram no processo de relaxamento dos músculos e da atividade cerebral.

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Mantenha uma alimentação colorida e saudável

Existe uma grande relação entre problemas digestivos e a enxaqueca. Beber bastante água durante o dia e manter refeições saudáveis ajudam a preservar seu intestino saudável e reduzir os riscos de crises de enxaqueca.

Além disso, evite permanecer muito tempo em jejum, sempre estabelecendo uma rotina alimentar de três em três horas.

Outra alternativa para prevenir as dores é evitar os alimentos que possam desencadear crises de enxaqueca, como chocolate, cafeína ou bebidas alcoólicas.

Treine seu cérebro

Apostar em práticas de atenção plena, como mindfulness e yoga, demonstrou diminuir os ataques de enxaqueca. Estudos apontam que meia hora de prática por dia é capaz de diminuir a duração e a intensidade das enxaquecas.

A prática da yoga pode ser considerada um tratamento complementar para as dores de cabeça, uma vez que alivia a tensão e aumenta a circulação de sangue no corpo. Além disso, ela tem como objetivo acalmar a mente, consequentemente, diminuindo o estresse.

Prognóstico

A enxaqueca é uma condição que afeta a vida do paciente e muitas vezes atrapalha atividades cotidianas. Porém, se for diagnosticada e tratada corretamente, é uma patologia que pode ser resolvida ou, em alguns casos, ter os sintomas diminuídos.

Entretanto, se não for tratada pode trazer complicações, principalmente na qualidade de vida do paciente.

Complicações

É extremamente importante que as pessoas não associem enxaqueca com frescura ou apenas uma dor de cabeça. Isso porque os pacientes possuem risco de complicações vasculares maior que aqueles sem enxaqueca.

As causas ainda não são bem esclarecidas, mas há pesquisas que apontam a maior prevalência de infarto e derrame cerebral em pacientes com enxaqueca crônica.

Além disso, essa condição também pode causar limitações pessoais, como sair para trabalhar, passear e, às vezes, pode ter consequências emocionais, como ansiedade e depressão.

Por isso, caso você venha tenha algum sintoma ou um conjunto de sintomas, não deixe de procurar um médico neurologista. É importante diagnosticar a doença para poder fazer um tratamento específico.

Como prevenir a enxaqueca?

Existem algumas práticas cotidianas que podem prevenir as enxaquecas. O estilo de vida e alguns hábitos podem ser repensados, a fim de impedir as enxaquecas.

  • Evite alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas;
  • Mantenha uma rotina de sono adequada;
  • Não pule refeições;
  • Evite cheiros fortes ou irritantes;
  • Não fume;
  • Evite mudanças de temperatura;
  • Controle o estresse e a ansiedade;
  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Acalme-se com técnicas de relaxamento;
  • Beba bastante água.

Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, a enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça. Pode estar associada a diversos fatores, causando incômodos e afetando a vida pessoal e profissional da pessoa.

Por isso, se você conhece alguém que sofre com enxaquecas, compartilhe esse artigo para que ela possa se informar mais!

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 30/01/2019

Fontes consultadas


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