Menopausa (pré, precoce): o que é, sintomas, idade, tratamento

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A menstruação está associada à capacidade reprodutiva feminina. Em geral, o início e o fim dos ciclos, chamados de menarca e menopausa respectivamente, acarretam em significativas mudanças na vida da mulher, mesmo entre as que não querem ter filhos.

Ao ter a primeira menstruação, inicia-se um período mensal que, para muitas mulheres, envolve cólicas, alterações de humor, mudanças hormonais e, claro, o sangramento.

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Do mesmo modo, quando a fase reprodutiva se encerra, na idade média de 51 anos, essa rotina menstrual cessa definitivamente.

Em geral, o período é acompanhado de alterações significativas no bem-estar da mulher, sobretudo devido aos fatores psicossociais.

Isso porque, segundo o Ministério da Saúde, a menstruação e a menopausa são processos fisiológicos da vida da mulher, mas que foram tratados como incômodo e até como doença por muitos anos.

Hoje, essa relação ainda persiste em muitas culturas, fazendo com que a saída da vida fértil seja carregada de mais dificuldades do que deveria.

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Por isso, a fase pode — e deve — ser encarada como um processo natural e precisa ser conduzida de forma saudável física e mentalmente.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é menopausa?
  2. Quais as fases da menstruação?
  3. As fases da menopausa
  4. O que é menopausa precoce?
  5. Causas de menopausa
  6. Sintomas
  7. Diagnóstico
  8. Exames, acompanhamento e condução
  9. Tratamento da menopausa
  10. Alimentação na menopausa
  11. Remédios naturais
  12. Medicamentos
  13. Os riscos da reposição hormonal
  14. Como conviver com a menopausa
  15. Menopausa e a redução da libido
  16. Complicações
  17. Perguntas frequentes

O que é menopausa?

A menopausa é definida como a data da última menstruação, caracterizando a finalização definitiva da fase reprodutiva da mulher.

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Verdadeiramente, ela só pode ser confirmada depois de 12 meses sem que haja sangramentos, pois podem ocorrer irregularidades menstruais. Ou seja, a menopausa é, clinicamente, a última menstruação.

Já foram elaborados diversos conceitos para esse período da vida feminina. Mas a definição adotada atualmente foi baseada num artigo publicado em 1816, que descrevia a ausência menstrual como “La ménopause”.

O termo vem do latim menopausis, que significa mēn = mês ou luas, e paûsis = fim, isto é, algo como o fim dos períodos mensais.

Apesar do termo se referir essencialmente à última menstruação, uma série de mudanças e alterações são geralmente percebidas antes. Aliás, alguns anos antes, caracterizando uma pré-menopausa.

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Muito conhecida como climatério, a pré-menopausa pode dar sinais quando, por volta dos 40 anos, a fertilidade começa a reduzir e os sintomas atribuídos à menopausa podem se apresentar, geralmente de modo um pouco mais ameno.

Ondas de calor, irregularidade menstrual, diminuição ou aumento do fluxo sanguíneo, além de alterações na pele são alguns sinais que podem ocorrer e tendem a ser mais presentes conforme o tempo passa.

Mas é quando a menopausa está próxima de ocorrer — ou seja, quando a última menstruação desce —  que esses sintomas se intensificam e atingem o ápice.

O período também tem nome: perimenopausa e compreende mais ou menos 2 anos antes e 1 ano depois do sangramento.

Nessa fase, as quantidades hormonais no organismo já não são suficientes para que haja regularidade menstrual.

Lembrando que, todos os meses, o corpo se preparada para fecundar e gerar uma vida. Quando isso não ocorre, o útero descama e a menstruação desce.

Mas sem os hormônios equilibrados para preparar o organismo para a gravidez, a mulher pode apresentar uma irregularidade de ciclos bastante grande: alguns meses sem menstruar ou até mais de 1 sangramento em menos de 30 dias.

A falta de sangramento ocorre porque os óvulos da mulher se esgotaram e, junto com isso, se dá a queda da produção dos hormônios estrogênio e progesterona. Porém, a ausência de menstruação é apenas um dos sinais do período não-reprodutivo.

Há uma intensa oscilação hormonal nessa fase, sendo ela a responsável pelos sintomas desagradáveis e geralmente experimentados pelas pacientes — incluindo sintomas nem tão comuns, como dores de cabeça, cansaço e agitação.

Além de alguns sinais no bem-estar, são os tabus que permeiam e assustam, ainda, muitas mulheres. A ideia de que inevitavelmente haverá uma redução do desejo sexual ou abandono da vida afetiva e sexual é bastante equivocada.

Sinais no organismo podem surgir e, num primeiro momento, dificultar a manutenção da rotina sexual — entre eles, a maior demora de lubrificação, o ressecamento vaginal e a irritação íntima. Mas eles têm tratamento e não devem soar como um empecilho na qualidade de vida.

Além disso, os sintomas não duram para sempre na maioria dos casos. Até mais ou menos 12 meses após a menopausa, eles ainda são intensos, pois é nessa fase (perimenopausa) que a oscilação hormonal está em seu ápice.

Depois disso, grande parte das mulheres tem uma redução — que pode ser gradual ou mais abrupta — dos sinais e sintomas.

A pós-menopausa se estende até os 65 anos, quando a mulher adentra a terceira idade. Os calorões, irritação, transpiração intensa e mudanças de humor, em geral, são substituídos por maiores riscos de osteoporose, câncer de mama e doenças cardiovasculares.

Mas vale ressaltar que mesmo distante da menopausa, algumas mulheres na terceira idade ainda podem conviver com alguns sintomas.

Quais as fases da menstruação?

Diferente de algumas células e hormônios que podem ser produzidos ao longo da vida, os óvulos têm um número limitado. Eles nascem com as mulheres e o organismo depende desse número para o resto da vida. Bom, na verdade mais ou menos.

Ao nascer, o corpo da mulher conta com cerca de 2 milhões de folículos e a cada menstruação são utilizados cerca de mil deles. Como esses folículos usados em cada ciclo não podem ser repostos ou reaproveitados, o número vai decaindo a cada menstruação.

O número bastante alto poderia durar por longos anos — aproximadamente 160 anos ou 1920 menstruações —, mas a quantidade de folículo cai significativamente antes mesmo da primeira menstruação e o corpo feminino inicia a fase reprodutiva (menarca) com cerca de 400 mil.

Ou seja, fazendo as contas, são aproximadamente 400 menstruações ou 33 anos de vida reprodutiva.

Quando o corpo entra na puberdade, ocorre a menarca, ou seja, a primeira menstruação que demarca o início da vida reprodutiva feminina.

Depois de estabilizar os índices hormonais, em geral, todos os meses, o organismo promove condições para gestar uma vida e, para isso, ocorrem alterações hormonais intensas.

Mas se não houver fecundação, o resultado é o sangramento ou menstruação. Essa rotina acompanhará grande parte das mulheres por longos anos.

O primeiro dia de menstruação é considerado a fase folicular, ou seja, o primeiro dia do ciclo. Os hormônios estrogênio e progesterona estão baixos e o útero tem uma parede bastante fina (chamada de endométrio).

A hipófise, localizada no sistema nervoso central (SNC), produz o hormônio FSH ou hormônio folículo estimulante, responsável por acarretar a produção de estrogênio.

Ocorre um pico hormonal 1 dia antes da ovulação, fazendo com que a hipófise libere o LH (hormônio luteinizante) e, também, inicia-se a produção de progesterona. Esse hormônio é responsável pela inibição da secreção de LH pela hipófise.

Se o óvulo não for fecundado, ocorre uma queda na produção dos hormônios progesterona e estrogênio, fazendo com que o endométrio descame (caracterizando a menstruação e reiniciando o ciclo).

O processo ocorre durante todo o período fértil da mulher, até que pré-menopausa começa a manifestar sintomas devido às alterações hormonais.

As fases da menopausa

Ainda que geralmente o termo menopausa seja usado para designar a finalização das menstruações, o período é clinicamente apenas o último sangramento. As fases que envolvem os sintomas ou a transição para a menopausa são divididas em:

Pré-menopausa

Em geral, ocorre entre os 35 e 48 anos, mas o período ainda gera debates entre os especialistas que nem sempre concordam com essa idade.

As taxas de estrogênio e progesterona começam a sofrer alterações, ainda que nem sempre perceptíveis.

A característica mais marcante da pré-menopausa é efetivamente a queda na fertilidade, que pode reduzir para 20% após a faixa de idade entre 35 e 40 anos.

Ou seja, a pré-menopausa é uma fase que pode começar bem cedo e que poucas mulheres, de fato, sentem a chegada, pois é geralmente marcado por uma sutil redução hormonal, sem grandes sintomas ao organismo — diferente do climatério, mais comum e mais relatado pelas mulheres.

Perimenopausa (climatério)

A perimenopausa, ou conhecida, de modo mais popular, como climatério, em geral, começa entre os 45 e 50 anos, sendo que essa é a fase de transição para a menopausa (peri = em torno). Também é o período em que os sintomas relacionados ao fim da menstruação estão mais presentes e acentuados.

Para a maioria das mulheres, a perimenopausa começa cerca de 2 anos antes da última menstruação e se estende até 1 anos após ela.

Os níveis de estrogênio antes da menopausa estão em queda, mas de forma bastante irregular. Inclusive, é possível que eles se elevem mais do que em períodos anteriores.

Nessa fase, ondas de calor (chamadas de fogachos), suor excessivo, irregularidades no ciclo menstrual, mudanças de humor (irritabilidade, ansiedade e depressão) começam a se manifestar com mais intensidade e, em geral, tendem a ficar cada vez mais acentuados até ocorrer a menopausa.

Além disso, podem ocorrer:

  • Amenorreia: ausência de menstruação ou irregularidades menstruais;
  • Perturbações vasomotoras: calores, calafrios e suores noturnos;
  • Alterações do sono;
  • Irritabilidade, angústia e estados depressivos.

Mas vale ressaltar que cada organismo é único e que há manifestações diversas, incluindo nenhuma percepção sintomática para algumas mulheres.

Menopausa

É, de fato, a última menstruação. No entanto, apenas após 1 ano é possível determinar que o sangramento foi a menopausa. Portanto, ela é, na verdade, um evento bastante pontual.

Uma margem ampla considera que a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos, mas a média das brasileiras fica em 51 anos.

Aproximadamente 5% das mulheres sofre a menopausa tardia, que acontece após os 55 anos, e outros 5% das mulheres vivencia a menopausa precoce, que ocorre antes dos 45 anos.

Clinicamente, a menopausa natural é caracterizada por amenorreia (ausência de menstruação) por 12 meses em mulheres acima de 45 anos, com taxas hormonais do hormônio folículo estimulante elevadas e estrogênio gradualmente menores.

Mas as taxas de estrogênio nem sempre são marcas do período, logo que a redução é gradual e nem sempre regular, podendo demorar alguns meses para se estabilizar e demonstrar taxas constantemente baixas.

Pós-menopausa

A pós-menopausa vai da última menstruação até os 65 anos, quando a mulher atinge a terceira idade. No entanto, após a menopausa, por aproximadamente 1 ano, a paciente se encontra ainda na perimenopausa, sendo que as fases ocorrem juntas.

Sinais de irritação na região íntima, mucosas ressecadas, infecções e incontinência urinárias, redução de interesse sexual, dificuldade de lubrificação vaginal, dores e desconforto durante o sexo tendem a ocorrer com mais predominância nessa fase.

É nesse período que as manifestações tardias tendem a aparecer. Entre elas:

  • Alterações na pele: rugas, perda de elasticidade e da resistência da pele;
  • Problemas íntimos: secura vaginal, infecções, irritação e dificuldade de lubrificação;
  • Disfunções urinárias: cistite e incontinência urinária;
  • Problemas neuromentais: aumento do risco das doenças de Alzheimer, AVC, déficit de concentração, dificuldade de concentração e redução da memória;
  • Doenças cardiovasculares: aumento de risco de enfarte agudo do miocárdio;
  • Disfunções ósseas: maiores riscos de osteoporose.

O que é menopausa precoce?

A menopausa pode ser considerada precoce quando ocorre antes dos 45 anos para alguns especialistas ou antes dos 40 para outros. Os motivos que podem interromper precocemente a menstruação são diversos, envolvendo fatores naturais ou induzidos.

Entre as causas de menopausa precoce natural estão os aspectos genéticos, como outras mulheres da família com pausa precoce da idade reprodutiva e insuficiência ovariana primária.

Para a menopausa induzida, fatores como tratamentos médicos (como quimioterapia ou radioterapia), cirurgias no ovário, cistos, doenças autoimunes e até alguns medicamentos (como isotretinoína, usado para reduzir as acnes) podem ser a causa.

Mas não é somente o menor tempo de reprodução que a menopausa precoce ocasiona, pois os impactos da redução na produção de estrogênio podem envolver maior predisposição a problemas de saúde tardios, como a osteoporose e as doenças cardíacas.

Os sintomas são, em geral, os mesmo da menopausa natural, envolvendo uma irregularidade menstrual, diminuição do fluxo sanguíneo e, após cessar o sangramento, podem ocorrer os calorões (fogachos), queda de cabelo, redução da lubrificação e alterações de humor, por exemplo.

Mulheres com menopausa induzida, em geral, apresentam sintomas mais intensos e severos do que as que passam pelo processo natural.

Além disso, é preciso destacar o impacto emocional que pode ser gerado na vida da paciente. Mais do que as alterações de humor ocasionadas pelas oscilações hormonais, pode ocorrer uma série de agravantes emocionais devido à perda das possibilidades reprodutivas.

Mulheres jovens que, mesmo desejando viver a maternidade, mas ainda não engravidaram podem sofrer cobranças pessoais, familiares e sociais intensas. Sendo que a atenção e assistência profissional e familiar se mostram fundamentais.

Causas de menopausa

A menopausa é um processo fisiológico e natural, mas alguns fatores ou condições podem desencadear ou acelerar a interrupção da fase reprodutiva feminina.

Redução natural dos hormônios

A partir dos 30 anos, em geral, o organismo começa a sofrer uma queda na produção de hormônios.

Mesmo parecendo pouco tempo, nessa idade o organismo pode apresentar alterações significativas na disposição, na produção celular, no metabolismo e no funcionamento em geral.

Observar outras mulheres da família, como mãe e irmãs, pode dar indícios sobre as fases hormonais, pois há uma tendência da menopausa ocorrer em idades aproximadas entre as familiares.

A interrupção menstrual precoce, mesmo antes dos 30 anos, pode também ser resultante dessa diminuição hormonal natural, sem que haja outras disfunções associadas.

Insuficiência ovariana primária

Mulheres que apresentam insuficiência ovariana primária (IOP) têm apenas algumas menstruações ocasionais ou nenhum sangramento.

Os níveis do hormônio folículo estimulante é mais elevado, fazendo com com que haja uma diminuição do número de óvulos no organismo. Algumas pacientes podem não sofrer com alterações ou desregulações menstruais, mas é possível que a menopausa precoce ocorra.

Nesses casos, as pacientes devem realizar acompanhamento médico e estar atenta aos sintomas decorrentes da falta de estrogênio, como a saúde dos ossos, cerebral e sexual.

Entre as principais causas da insuficiência ovariana primária estão as deficiências enzimáticas, os defeitos genéticos e os distúrbios imunes (como sarcoidose, diabetes, tabagismo, infecção viral, doença de Addison, anemia perniciosa e insuficiência adrenal).

Histerectomia

A histerectomia é a cirurgia de remoção do útero que pode ser acompanhada da retirada dos ovários (total) ou não (parcial).

Na histerectomia parcial, a mulher não terá mais o sangramento mensal (logo que não há mais a camada uterina para descamar), mas os ovários são mantidos e, por isso, permanecem produzindo hormônios.

Nesse caso, não há menstruação, mas também não há, necessariamente, a menopausa. Por isso, a principal característica da fase — a ausência de menstruação — não poderá indicar o início do período. Apenas os demais sintomas e exames de dosagem hormonal poderão apontar o fim da fase reprodutiva.

Se a mulher for submetida à histerectomia total (tanto o útero quanto os ovários são retirados), a menopausa é induzida imediatamente. Os sintomas podem ocorrer de forma mais intensa, dependendo de cada organismo.

Quimioterapia e radioterapia

Os tratamentos para destruir as células do câncer podem danificar também células saudáveis.

A quimioterapia consiste na ingestão de drogas que circulam pelo organismo e destroem as células danificadas, porém, como não é possível restringir a ação, outras células podem ser danificadas durante o tratamento, incluindo as do ovário.

Já a radioterapia utiliza ondas ou frequências de alta intensidade para destruir células em regiões específicas. Apesar de ser bem delimitada, a terapia pode afetar regiões próximas às das células destruídas.

É sobretudo a radioterapia da região pélvica que tem maiores chances de ocasionar a menopausa induzida.

Tratamentos que recorrem a ondas de menor intensidade podem ter efeito temporário, causando amenorreia limitada, em que as funções reprodutivas da mulher podem ser recuperadas após algum tempo sem menstruar.

Sintomas

A maior parte das mulheres apresenta algum sinal no climatério, que pode variar de intensidades ou de mecanismo de ação. Por exemplo, mais leves, mais típicos ou mais abrangentes (como dores musculares).

Em geral, eles começam a se manifestar 2 anos antes e duram até 1 ano após a menopausa.

Quanto mais longe ou distante da menopausa, mais sutis e amenos eles tendem a ser, assim como, em geral, são mais intensos quando estão próximos à data da última menstruação.

Nem todas as mulheres vivenciam essa transição ou sentem alguma ou todas as manifestações. Há quem passe pela finalização menstrual sem apresentar nenhum aspecto sintomático, a não ser a ausência menstrual.

Alguns dos quadros mais comuns podem ser:

Indisposição

A fadiga constante pode ser um indicativo da aproximação do climatério. Em geral, mulheres acima de 30 anos que se queixam de cansaço constante e exagerado, redução da produtividade e cansaço mental podem estar iniciando quadros sintomáticos da pré-menopausa.

Além disso, a fadiga pode ser resultado de anemias, hipoglicemias e hipotireoidismo, que são condições com maiores riscos de se desenvolver com a aproximação da menopausa. Esses quadros, então, precisam ser avaliados e monitorados.

Hipotireoidismo

Caracterizado pela disfunção da glândula da tireoide, a doença se apresenta bastante comum entre as mulheres sobretudo acima dos 65 anos.

Entre os sintomas, podem se manifestar indisposição, desregulação menstrual, metabolismo lento, ganho de peso, sonolência, queda de cabelos.

Além dos sintomas bastante semelhantes, a menopausa pode afetar as taxas hormonais da tireoide e favorecer o hipotireoidismo.

Alterações hormonais

Entre os sintomas clássicos, está o hipoestrogenismo, que é a queda da produção de estrogênio. Mas, sobretudo nos períodos próximos à menopausa, ainda pode ocorrer uma elevação ou oscilação do hormônio.

O aumento pode ser um dos fatores que causam a distensão abdominal e mastalgia (dor nas mamas).

Alterações menstruais

A regularidade da menstruação tende a ser afetada. Apesar da menopausa ser a última menstruação, antes dela ocorrer, em geral, há irregularidade dos ciclos, que podem apresentar redução do fluxo sanguíneo, minimização dos períodos mensais ou até elevação da menstruação em um período curto de tempo.

Fogachos (ondas de calor)

De acordo com um levantamento da Universidade de Pittsburgh, cerca de 80% das mulheres sofre com os fogachos durante o climatério.

Os fogachos são manifestações transitórias de intenso calor na pele, sobretudo na parte superior do corpo (braço, cintura, pescoço e rosto). A frequência é bastante variada, podendo ocorrer de modo aleatório ou até várias vezes ao dia.

A maioria das mulheres vivencia os fogachos por períodos entre 3 e 5 anos próximos à menopausa, mas há quem sinta as ondas de calor até os 70 anos.

Em geral, eles podem iniciar pelos braços ou tronco, acometendo todo o corpo, e incluir calafrios, tremores, palpitações e sentimentos de ansiedade.

Não se sabe a causa exata do sintoma, mas estudos sugerem que as ondas de calor sejam ocasionadas por alterações no hipotálamo devido a redução de estrogênio. A região cerebral é responsável, entre outras coisas, pelo controle da temperatura corporal.

Essas alterações fazem com que o hipotálamo perceba o corpo mais quente do que realmente está e inicie processos para resfriá-lo.

Assim como ocorre quando se pratica atividade física, os vasos sanguíneos dilatam para que o fluxo sanguíneo seja favorecido e o calor seja amenizado. Além disso, a transpiração ocorre para baixar a temperatura da superfície corporal.

Assim, esse conjunto de reações são, possivelmente, os mecanismo dos fogachos.

Transpiração excessiva e suor noturno

A sudorese é uma variação dos fogachos, que pode ser predominante à noite ou no decorrer do dia. Algumas mulheres podem apresentar transpiração excessiva durante todo o dia ou apenas quando os fogachos ocorrem.

Além disso, a manifestação pode ser tão intensa que gera empecilhos à rotina, ao sono e às atividades sociais.

Distúrbios psicológicos

As alterações emocionais são bastante intensas na fase próxima à menopausa e pesquisas apontam que durante os períodos que a antecedem, há 2 vezes mais chances da mulher entrar em depressão.

Com a queda das taxas de progesterona, os neurotransmissores que atuam no Sistema Nervoso Central (SNC) podem ser afetados e resultar em alterações psíquicas, como mais irritação, sensibilidade sonora, depressão, ansiedade, agitação ou apatia.

Ou seja, a falta de estrogênio pode impedir que esses neurotransmissores atuem de forma adequada e, assim, interfiram na ação e liberação da serotonina, ácido GABA e endorfina, responsáveis pelo prazer e controles de humor, por exemplo.

Os quadros de variação hormonal são intensificados pela pressão e cobrança social que ocorrem durante o processo de envelhecimento.

Os aspectos estéticos, funcionais e independentes podem ser afetados e nem sempre as mudanças no corpo e na rotina são bem aceitas.

Sobretudo se houver quadros anteriores de depressão e ansiedade, os riscos de prejuízos psicológicos são altos.

Além disso, mulheres que ainda desejam engravidar podem apresentar os quadros emocionais mais intensos devido à autocobrança ou à familiar e social.

A interrupção dos desejos de vivenciar a maternidade pode ser bastante danosa à saúde mental, sobretudo porque há uma intensa cobrança da função reprodutiva feminina.

Secura vaginal

As mucosas da vagina precisam da lubrificação, sobretudo durante o sexo. O tecido depende das taxas de estrogênio para manter a lubrificação e hidratação. Mas quando o hormônio cai, começam a ocorrer atrofias da vagina e secura vaginal.

Como o atrito de tecido é maior, as coceiras, lesões, irritações e dor ocorrem com mais frequência. Inclusive, a secura da região íntima gera grande desconforto durante o sexo que, se não tratada, pode afetar a vida sexual da mulher e agravar os quadros emocionais.

Ganho de peso

Muitas mulheres apresentam um aumento de peso quando estão próximas à menopausa, porém não há uma relação direta entre a queda hormonal de estrogênio e os números da balança.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Monash e publicada no periódico médico Climacteric sugere que engordar, na verdade, é uma soma de fatores decorrente das mudanças de rotina, da queda do metabolismo pela idade e das alterações de distribuição de gordura devido à menopausa.

Ou seja, o fim da menstruação afeta o modo que o organismo estoca gordura, fazendo com que ela se concentre sobretudo nos quadris e na cintura.

Esse fator, unido com as mudanças na alimentação, no ritmo de atividades físicas e no estado emocional, pode provocar um aumento de peso.

O Hospital de Clínicas de São Paulo realizou um estudo durante 10 anos com cerca de 6 mil mulheres brasileiras, acima de 40 anos, e apontou que mais da metade das participantes estavam obesas ou com sobrepeso na idade da menopausa.

Segundo o levantamento, o ganho de peso durante a menopausa pode agravar os sintomas de ondas de calor e depressão, assim como as dores nas articulações ou nos músculos.

Infecções urinárias

Com o processo de envelhecimento, os problemas relacionados ao trato urinário tendem a ser mais frequentes. Mas com a queda hormonal, quadros de infecção urinária e cistite podem se acentuar.

Alterações de humor

Sem caracterizar distúrbios psicológicos (como ansiedade e depressão), os sentimentos de tristeza, agitação, irritabilidade, cansaço mental e letargia podem ser acentuados e ocorrerem de forma constante.

Os sintomas emocionais podem ser bastante semelhantes aos da TPM, mas de modo mais acentuado e intenso.

Distúrbios do sono

A insônia pode se manifestar nos períodos próximos à menopausa, sobretudo quando as ondas de calor e sudorese ocorrem à noite.

Algumas mulheres apresentam fogachos tão intensos que podem acarretar em impedimentos para dormir, desconforto e até a interrupção do sono no meio da noite, implicando em alterações de todas as atividades durante o dia.

Alterações na concentração e memória

Além disso, dificuldades de concentração, redução da memória e cansaço mental também podem ocorrer devido às alterações hormonais.

O cérebro possui diversos receptores que interagem com o estrogênio e, por isso, a redução hormonal pode acarretar em alterações na memória, no foco, na memorização e na capacidade de realizar tarefas múltiplas.

Como há, para a maioria das mulheres, alterações de humor e sono, o comprometimento funcional pode ser ainda maior. Ou seja, se a mulher dorme mal e se sente irritada nas tarefas do dia a dia, por exemplo, a dispersão pode ser ainda mais intensa.

Pelos faciais

As alterações hormonais podem provocar mudanças na quantidade de pelos do corpo, mas sobretudo na face.

O organismo da mulher produz uma pequena quantia de hormônios androgênios, que são considerados hormônios masculinos, mas que têm os efeitos controlados pela ação do estrogênio.

Mas com a queda do hormônio feminino, a ação dos androgênios não pode ser inibida e, por isso, os pelos podem crescer mais facilmente.

Dor de cabeça

Alguns estudos indicam que os hormônios femininos podem estar associados à enxaqueca. Mulheres que apresentaram dores de cabeça nos períodos pré-menstruais ou durante o uso de anticoncepcionais têm maiores índices de enxaqueca em períodos próximos à menopausa.

Ainda que algumas pacientes possam continuar apresentando cefaleia após a menopausa, uma quantidade significativa relata que as dores cessam quando a última menstruação ocorre.

Alterações nos tecidos

A falta de estrogênio pode ter uma ação direta nos tecidos da pele, unhas e cabelo. As camadas da pele podem apresentar mais ressecamento, descamação e, especialmente no rosto, podem aparecer mais rugas.

Os cabelos podem sofrer enfraquecimento e ressecamento, provocando mais queda e dificuldade de crescimento. Já as unhas podem lascar e quebrar com mais facilidade, tendo também dificuldades de crescimento.

Diagnóstico

O período de transição para a menopausa deve ser acompanhado pelo profissional ginecologista, a fim de encaminhar tratamentos, reposição hormonal e esclarecimentos à paciente.

Clinicamente, é possível diagnosticar a menopausa com a solicitação de alguns exames, incluindo os hormonais, como o hormônio folículo-estimulante (FSH) e estrogênio, pois na menopausa os níveis de FSH aumentam, enquanto o do estrogênio diminuem.

O ponto principal do diagnóstico da menopausa é diferenciar a amenorreia de outras condições, pois a ausência menstrual às vezes pode ser uma ocorrência secundária, apontando outras disfunções ou alterações.

Para isso, o médico precisa avaliar se a interrupção da menstruação não é devido, por exemplo, a:

  • Hipertiroidismo (disfunções da glândula da tireoide);
  • Hiperprolactinemia (aumento da produção hormonal de prolactina);
  • Gravidez;
  • Medicações;
  • Síndrome carcinóide (tumores nas células produtoras de hormônio);
  • Feocromocitoma (tumor nas células adrenais).

Além disso, mulheres que antes da menopausa optam por métodos contraceptivos para não menstruar (como emendar cartelas de anticoncepcional), podem demorar mais para perceber a chegada dos sintomas ou da ausência menstrual.

Nesses casos, é importante que os exames de acompanhamento hormonal sejam feitos e a suspensão do contraceptivo ou a alteração do tratamento sejam conduzidas pelo especialista.

Exames, acompanhamento e condução

Após suspeitas do início da perimenopausa ou aproximação da menopausa, é necessário realizar o acompanhamento para as alterações que podem ocorrer no organismo.

A avaliação clínica e fisiológica na pré-menopausa ou no climatério pode ser fundamental para acompanhar o quadro da mulher. Em geral, é um período delicado e de significativas mudanças no organismo.

Muitas pacientes podem se sentir fragilizadas ou desamparadas, sendo que é papel do profissional de saúde atender e assistir as alterações, prestando suporte clínico e informacional. Entre as medidas que o médico poderá tomar, estão:

Exames físicos

O peso e a altura são taxas que deverão ser acompanhadas de perto pelo médico. O IMC (índice de massa corporal) pode indicar a necessidade de alterações alimentares ou adoção de uma vida mais ativa fisicamente.

Medir a pressão arterial e a circunferência abdominal também é necessário, pois além do peso, o funcionamento do organismo precisa ser considerado como um todo.

Exames ginecológicos, a avaliação das mamas e o exame íntimo (verificando a rugosidade das mucosas, lubrificação do colo e da vagina) são necessários para avaliar e encaminhar a paciente para terapias medicamentosas.

Exames clínicos

Alguns exames que podem ser solicitados para verificar a saúde do organismo são:

  • Exames laboratoriais (incluindo hemograma, TSH, glicemia, colesterol e funções hepáticas);
  • Mamografia e ultrassonografia mamária (para avaliação de câncer de mama);
  • Exames e colo de útero (preventivos ao câncer);
  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Densitometria óssea (avaliação da saúde da massa óssea).

Tratamento da menopausa

O tratamento dos sintomas da menopausa pode começar antes dela ocorrer, mas nem sempre é recomendado ou necessário. É importante que não apenas o ginecologista seja consultado nessa fase, mas também outras especialidades para que os cuidados com a saúde sejam completos.

Devido ao envelhecimento, alterações metabólicas podem gerar o aumento de peso, por isso o endocrinologista e o nutricionista são necessários para avaliar as condições metabólicos e alimentares. Além disso, o endócrino pode acompanhar outras condições ou doenças, como diabetes, pressão alta ou colesterol.

Gastroenterologista e cardiologista são outras especialidades recomendadas para fazer um check up geral, que deve ser realizado anualmente.

Além disso, é sempre recomendado avaliar a necessidade de um acompanhamento psicológico. Vale lembrar que nem todos precisam de medicação psiquiátrica, porém a terapia é medida de manutenção da saúde e qualidade mental.

Melhorar a qualidade de vida e o bem-estar é o ponto principal do tratamento, que deve sempre ser conversado e avaliado com o médico.

Podem ser empregadas alternativas medicamentosas hormonais e não-hormonais, além de outras práticas terapêuticas.

Os tratamentos medicamentosos devem ser considerados como recursos de curto prazo, com o objetivo de controlar sintomas.

As terapias complementares ou alternativas podem ser adotadas sem tempo determinado, pois as medidas não químicas para a melhora da qualidade de vida devem se estender por toda a vida.

Atualmente, a reposição hormonal para a prevenção de doenças ou a longo prazo não é mais recomendada.

Conheça um pouco mais sobre algumas opções:

Terapia hormonal (reposição hormonal)

A terapia hormonal tem como objetivo combater os sintomas mais debilitantes ocasionados pela queda hormonal. O ressecamento vaginal, as alterações de pele, o comprometimento da massa óssea, as alterações de sono e de humor são alguns dos sintomas mais beneficiados com a reposição.

A apresentação dos hormônios é variada, podendo ser por ingestão oral (comprimidos), gel ou cremes de uso tópico, adesivos ou injetáveis, por exemplo.

Quando há sintomas limitados, como secura vaginal, há a possibilidade de administrar medicamentos à base de hormônio estrogênio diretamente na vagina, através de creme, comprimido ou anel vaginal.

Nesse procedimento, pequenas doses do hormônio são liberadas para que o ressecamento na região alivie, diminuindo o atrito da mucosa vaginal.

As dosagens devem ser as menores possíveis, visando apenas estabelecer o equilíbrio e conforto da paciente, sempre considerando os riscos que a terapia pode oferecer.

Em geral, a terapia para a menopausa deve ser planejada pretendendo o menor tempo possível. Ou seja, segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos devem sanar o desconforto da mulher e melhor a qualidade de vida, devolvendo o bem-estar à paciente.

Para mulheres que decidem iniciar tratamento hormonal, o tempo médio de uso deve ser de 4 anos e sempre considerando os possíveis efeitos adversos. Além disso, podem ser associados ou usados isoladamente outros remédios a fim de amenizar sintomas.

Quando a paciente apresenta quadros de diabetes, endometriose e miomatose uterina ou pré-disposição para qualquer tipo de câncer, a reposição com hormônios deve ser devidamente conversada e avaliada com o médico.

Mas o uso hormonal pode trazer riscos à saúde e, segundo o Ministério da Saúde, a terapia é desaconselhada quando há:

  • Câncer de mama;
  • Câncer de endométrio;
  • Doença hepática grave;
  • Sangramento genital não esclarecido;
  • História de tromboembolismo agudo e recorrente;
  • Porfiria.

No entanto, alguns estudos avaliam os riscos e benefícios de adotar a terapia hormonal antes da finalização da menstruação, assim, inicia-se a reposição como modo preventivo e redutor dos sintomas.

O método é conhecido como reposição na janela de oportunidade. Ou seja, aproveitar que os sintomas ainda não se manifestaram e a mulher ainda não sofreu os efeitos da idade e da falta de estrogênio, para ofertar hormônios.

A janela de oportunidade, segundo os adeptos, poderia reduzir os riscos de complicações geradas pela queda hormonal.

Porém, diversos especialistas e estudos, como um de revisão publicado nos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, apontam que, considerando o conhecimento atual sobre os efeitos da terapia hormonal, não há evidência de que seja seguro ou benéfico iniciar os medicamentos à base de hormônio como método preventivo.

Tratamento não-hormonal

Alguns sintomas, como calorão, transpiração excessiva, fadiga e alterações emocionais podem ser amenizados com o uso de terapias não hormonais, que pode ser através do uso de antidepressivos, antidopaminérgicos, vaso-ativos e hipnosedativos.

Além disso, devem ser mantidos ou iniciados medicamentos necessários para tratar ou estabilizar outras doenças, como diabetes, pressão alta ou osteoporose (que podem ser desencadeadas ou agravadas com a chegada da menopausa).

Terapias alternativas

O Ministério da Saúde também considera como parte do tratamento medicamentoso não-hormonal a medicina natural, as práticas complementares e a fitoterapia.

Recorrer às medidas alternativas e naturais para amenizar os sintomas é uma prática válida e reconhecida, que pode trazer benefícios ao organismo e à qualidade de vida, desde que devidamente acompanhados por profissionais habilitados.

Algumas opções que podem trazer bons resultados ao bem-estar da mulher são:

Fitoterapia

Mulheres interessadas em adotar a fitoterapia no climatério ou após a menopausa podem fazer essa transição entre as fases reprodutivas de maneira muito mais tranquila. As medidas encontram amparo em estudos que apontam os benefícios e a ação de alguns fitoterápicos, entre eles os chás ou os suplementos manipulados, de acordo com a recomendação do profissional.

Acupuntura

Considerando a paciente em sua integridade, a acupuntura visa resolver ou amenizar os sintomas trabalhando pontos específicos do corpo. A prática promove o relaxamento, melhora a respiração e pode ser funcional para amenizar quadros psicológicos e orgânicos.

Associada aos tratamentos medicamentosos, se necessário, a acupuntura pode trazer benefícios à rotina, sendo também uma atividade para manter e estimular as atividades fora do eixo familiar ou doméstico.

Alimentação na menopausa

Os alimentos têm um grande impacto na saúde do organismo em qualquer fase da vida, por isso, na menopausa, eles podem ser aliados na saúde e busca pelo bem-estar.

Refeições equilibradas e diversificadas auxiliam a manter o peso e dar mais disposição, pois há mais oferta de nutrientes de forma natural.

Além disso, preferir alimentos menos industrializados e mais frescos — como frutas e verduras — auxilia no controle da glicemia e da pressão, refletindo também no funcionamento e equilíbrio dos sistemas corporais.

A forma de comer também pode impactar no organismo, por isso evite passar longas horas sem se alimentar ou comer exageradamente, fazendo refeições muito grandes (pois o excesso de calorias pode acentuar os fogachos).

Quais nutrientes consumir?

Abaixo você encontra alguns alimentos que podem compor a alimentação e amenizar alguns sintomas ou carências que a menopausa pode causar:

Vitamina D

Pode ser encontrada em carnes vermelhas, frango, queijos, ovos, leite e derivados e peixes. A vitamina participa da metabolização e absorção do cálcio, mantendo a saúde dos ossos, além de agir nas atividades neuronais.

Vitamina C

Pode ser encontrada em frutas cítricas, como laranja e limão, além de verduras e vegetais.

A vitamina atua na manutenção do colégio, estabilização do colesterol e auxilia o sistema imune (reduz infecções, protege o organismo e atua como anti-inflamatório).

Vitamina E

Pode ser encontrada em óleos vegetais, cereais integrais, castanhas, sementes (como linhaça), abacate e folhas verdes.

A vitamina atua como antioxidante e age diminuindo fogachos e a ateromatose. Além disso, tem ação direta nos tecidos, auxiliando na sustentação da pele e saúde dos cabelos e unhas.

Cromo

Encontrado em frutas, vegetais, carnes, leites e grãos integrais, o cromo participa da ação da insulina e no metabolismo de lipídeos.

Ácidos graxos insaturados

Encontrados sobretudo em sementes de linhaça e no azeite de oliva.

Essa substância pode diminuir os fogachos, minimizar a ansiedade e proteger a atividade neuronal. Além disso, a atrofia do tecido da vagina e da pele podem ser minimizados. Em casos tumorais, os ácidos graxos podem reduzir a proliferação ou crescimento as células alteradas.

Cobre

Alimentos como grão-de-bico, feijão branco e lentilha são fontes de cobre.

A substância é essencial para prevenir anemias, melhorar os sintomas de cansaço físico e mental, além de atuar na saúde dos tecidos, como a pele e as cartilagens.

Complexo B

O complexo B é formado por 12 vitaminas que podem ser encontradas em alimentos como semente de girassol, fígado, feijão, cereais integrais, leite, ovos e gérmen de trigo, atum, frango e carne vermelha.

Devido à diversidade do complexo B, as vitaminas atuam em diferentes mecanismos e participam de inúmeras funções no organismo.

O reforço do complexo B pode auxiliar a reduzir a ansiedade, a depressão, os fogachos, melhorar a saúde óssea e dos tecidos, além de melhorar a formação celular e prevenir sintomas e doenças decorrentes (como enemias ou fraquezas).

Isoflavonas

Alguns alimentos, como a soja, contêm isoflavonas, que são considerados estrogênios naturais ou vegetais, uma forma fraca do hormônio.

Alguns especialistas e estudos indicam que o consumo de isoflavonas pode auxiliar a amenizar ou controlar os sintomas incômodos da menopausa. Além disso, o tofu, que é um queijo de soja, e o leite de soja também contêm a substância.

Ainda que não haja comprovação científica sobre os efeitos das isoflavonas durante a menopausa, institutos de saúde têm desenvolvido pesquisas a fim de averiguar a segurança do consumo.

Proteínas

Fontes de proteína e com baixo teor de carboidratos, o leite e seus derivados são alimentos que devem estar inclusos nas refeições, pois são ricos em cálcio, que ajuda na manutenção da saúde dos ossos.

O nutriente também pode ser encontrado em alimentos de origem vegetal, como as hortaliças escuras (brócolis, rúcula e espinafre).

Os iogurtes naturais são fáceis de ser consumidos e fornecem uma cultura de microrganismos benéficos ao funcionamento do intestino.

Além disso, os peixes são boas fontes de ômega 3.

Fibras

As fibras auxiliam na saúde do intestino e ajudam na saciedade. Os vegetais e hortaliças, além de ricos em fibras, promovem nutrição e auxiliam na saúde tecidos (como pele e cabelos).

As oleaginosas que são ricas em fibras, como castanhas e semente de linhaça podem, ainda, auxiliar na redução de ondas de calor e, sobretudo devido ao selênio, melhorar a capacidade cerebral e a memória.

O que não consumir?

Devido às ondas de calor (fogachos) e à transpiração excessiva, é melhor evitar temperos fortes ou comidas termogênicas, como as pimentas, o gengibre e refeições com alto índice calórico (pois podem causar mais sensação de calor, além de favorecer o ganho de peso).

Também é ideal reduzir alimentos industrializados, que são ricos em sódio e podem promover a retenção de líquidos e inchaços.

Carnes gordurosas ou alimentos ricos em gordura, como os queijos amarelos, podem impactar nas taxas de colesterol e triglicerídeos.

Também é indicado moderar o consumo de refrigerantes e café, devido à cafeína, pois eles podem prejudicar a qualidade do sono e favorecer a ansiedade e agitação.

Remédios naturais

Algumas medidas naturais podem ser adotadas para amenizar os sintomas da menopausa, estando aliadas ou não ao tratamento medicamentoso.

Em geral, a ingestão é segura e traz benefícios ao organismo, mas é importante lembrar que mesmo o uso de chás ou suplementos naturais deve ser discutido com especialistas.

Mesmo que naturais, os tratamentos abaixo podem causar efeitos colaterais e doses excessivas podem acarretar em intoxicações. Por isso o uso deve sempre seguir as recomendações do profissional.

Suplementos de vitamina D e E

A vitamina D e E podem reduzir as ondas de calor e controlar o desconforto da menopausa, auxiliando também na manutenção da saúde dos ossos. Além do reforço na alimentação, é possível encontrá-las em suplementos manipulados ou prontos.

Óleo de sálvia

O produto pode auxiliar na regulação hormonal devido às propriedades estrogênicas. É possível usá-lo em massagens, de modo tópico (passando na pele) ou fazendo inalações (misturando o óleo na água e aquecendo-a).

Ginseng

O ginseng é uma planta utilizada para aliviar os sintomas de ansiedade, melhorar a disposição, tratar a insônia e a depressão. Além disso, na menopausa o ginseng pode ser consumido para melhorar a lubrificação íntima, melhorar o desejo sexual e estimular a libido.

Black cohosh ou erva-de-são-cristóvão

O produto pode auxiliar na manutenção do sono, equilibrar o humor e reduzir dores e inflamações. Por isso, na menopausa, a erva pode minimizar os fogachos, manter a qualidade do sono e diminuir as variações emocionais.

Em pacientes que sentem melhorias com o consumo regular, o chá da erva pode ser mais indicado do que as isoflavonas, pois se torna mais seguro para as pacientes que têm histórico de câncer de mama.

Trevo-vermelho

A planta possui diversas isoflavonas e, por isso, atua de modo semelhante aos estrogênios. Além disso, o chá ou suplemento, consumido regularmente, pode auxiliar na saúde dos ossos e equilibrar o colesterol. A recomendação para os sintomas de menopausa é de até 60mg por dia, aliviando sobretudo os fogachos.

Cimicifuga

A planta age principalmente reduzindo os sintomas de fogachos e na mucosa vaginal, amenizando a atrofia. A dose recomendada é de até 80mg por dia.

Hipérico

A erva é usada sobretudo para ações no sistema nervoso e melhora dos quadros emocionais, agindo como calmante e antidepressiva. Para auxiliar no equilíbrio da serotonina (neurotransmissor relacionado ao humor), recomenda-se até 900mg por dia.

Valeriana

A planta é indicada principalmente para tratamentos emocionais e psicológicos, devido ao seu efeito calmante e facilitador do sono. As doses recomendadas são de até 400mg por dia para distúrbios de ansiedade, depressão e insônia.

Melissa

A melissa é usada para melhorar os quadros emocionais relacionados à ansiedade, insônia e agitação, mas também para os sintomas digestivos. A ingestão deve ser de até 240mg por dia.

Óleo de coco

Ajuda a minimizar a secura vaginal e pode ser usado após ou durante o banho. Também auxilia na hidratação da pele e cabelos.

Óleo de hortelã

Pode melhorar as dores de cabeça e reduzir a ansiedade, auxiliando no controle emocional. O produto pode ser encontrado em lojas de produtos naturais e deve ser usado de forma tópica (sobre a pele).

Óleo de ylang ylang

A planta é utilizada como terapia relaxante e afrodisíaca, aumentando a libido e os estímulos sexuais. O produto é extraído da planta ylang ylang, resultando em um líquido oleoso, com aroma bem marcante. Em geral, recomenda-se o uso tópico, massageando a pele na região da barriga.

Óleo de patchouli

O extrato de patchouli é encontrado em casas de produtos naturais e pode ser usado para reduzir as alterações de humor, aliviar sintomas de depressão e ansiedade, além de poder agir como estimulante sexual.

Assim como o óleo de ylang ylang, o produto deve ser usado de forma externa, massageando a pele, principalmente na região da barriga.

Medicamentos

Os medicamentos devem sempre ser receitados pelo médico e o tratamento acompanhado constantemente, sendo que cada paciente necessita de uma avaliação individualizada para definir os melhores métodos de tratamento.

Alguns dos medicamentos usados para os sintomas da menopausa são:

Hormonais

Podem ser indicadas a terapia estrogênica (TE) para mulheres que fizeram histerectomia (remoção do útero), entre eles:

As opções de uso tópico podem incluir: Estreva Gel, Oestrogel e Sandrena Gel.

Na terapia estroprogestagênica (TEP), é receitado o uso de um estrogênio associado a um progestagênio para reduzir os riscos de câncer de endométrio (uterino) para pacientes que não fizeram cirurgias de remoção do útero.

Entre os medicamentos à base de progesterona estão o acetato de medroxiprogesterona, acetato de nomegestrol, didrogesterona ou gestodeno, por exemplo.

Não-hormonais

Alguns antidepressivos da classe inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), em doses baixas, podem ser usados no tratamento dos sintomas da menopausa.

Esse tipo de tratamento pode ser bastante eficaz em mulheres que não podem realizar a terapia hormonal por razões de saúde ou àquelas que sofrem muito com os transtornos de humor.

Alguns dos antidepressivos empregados são:

A gabapentina é indicada para o tratamento de convulsões, mas pode ser útil no controle de alguns sintomas causados pela menopausa, sobretudo os fogachos.

Para mulheres que não recebem indicação para consumir estrogênios, podem ser utilizados:

  • Moduladores seletivos dos receptores de estrogênio: tamoxifeno ou raloxifeno;
  • Tibolona: medicamento derivado de noresteroides que pode ter efeitos positivos nos fogachos, na sexualidade e na manutenção da massa óssea.
  • Antidopaminérgicos: veraliprida e sulpiride;
  • Hipnosedativos: fenobarbital;
  • Vasoativos: benciclano, cinarizina e propranolol.

A continuidade ou frequência deve ser determinada pelo médico, mas segundo a Sociedade Brasileira de Climatério, os esquemas terapêuticos mais utilizados são:

  • Estrogênio isolado cíclico (toma por um tempo e para) ou contínuo (toma sem interrupção);
  • Progestógeno isolado cíclico ou contínuo;
  • Estrogênio cíclico e progestógeno cíclico;
  • Estrogênio contínuo e progestagênio cíclico;
  • Estrogênio contínuo e progestógeno cíclico trimestral ou quadrimestral;
  • Estrogênio e progestogênio combinados contínuos;
  • Estrogênio e androgênio contínuos ou cíclicos;
  • Estrogênio e androgênio contínuos e progestágenos cíclicos;
  • Tibolona contínua.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site tem apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Os riscos da reposição hormonal

Para algumas mulheres a reposição hormonal pode trazer inúmeros benefícios na amenização dos sintomas. Sobretudo os fogachos, o suor excessivo, as dores em geral e as variações de humor se mostram mais controladas e amenas com a reposição hormonal.

No entanto, é preciso que a adoção terapêutica seja devidamente conversada com o médico e os riscos sejam sempre avaliados.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Iniciativa da Saúde das Mulheres (Women’s Health Initiative – WHI) em 2004, apontou que o estrogênio utilizado na reposição hormonal pode causar 29% a mais de chances de doença cardíaca, 41% a mais de chances de derrame cerebral e 30% a mais de riscos de câncer de mama.

Outros estudos apontam que a reposição hormonal pode favorecer também o aumento no risco de câncer de endométrio, sangramento uterino, sintomas gastrintestinais e aumento no risco de tromboembolismo venoso e embolia pulmonar.

Entre os efeitos colaterais da reposição hormonal, podem envolver sobretudo:

  • Sangramento uterino;
  • Sensibilidade na mama;
  • Náusea;
  • Inchaço abdominal;
  • Retenção de líquido;
  • Visão embaçada;
  • Dores de cabeça;
  • Tontura;
  • Mudanças de humor.

Como conviver com a menopausa

O melhor modo de conviver com as mudanças que vão ocorrer no organismo é através da informação e das assistências médica e familiar.

Nesse período, é fundamental contar com o suporte das pessoas próximas e compreender que o fim da fase reprodutiva é um processo natural, que não deve ser complexo ou danoso à saúde.

Diversas medidas podem ser adotadas e incluídas na rotina, visando melhorar a aceitação, a adaptação e o bem-estar da mulher.

Pratique atividades físicas

Provavelmente você já ouvir que as atividades físicas são fundamentais durante a vida. Os benefícios são inúmeros e o resultado é um organismo mais saudável, disposto e fortalecido.

Especialmente as mulheres que estão passando pela perimenopausa podem se beneficiar da adoção regular das atividades físicas, pois além dos benefícios já conhecidos, o aumento de peso provocado pela queda hormonal pode ser reduzido ou evitado.

Intensificar o ritmo ajuda a eliminar mais calorias e manter o metabolismo ativo. Além disso, como há maiores riscos da mulher desenvolver pressão alta e diabetes, manter-se ativa fisicamente dá uma forcinha para controlar essas taxas fisiológicas.

Um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, indica que apenas 30 minutos de exercícios por dia podem reduzir as ondas de calor. Além de dar mais disposição e melhorar o condicionamento, as atividades equilibram o humor e reduzem os sintomas de cansaço mental e depressão.

Ao manter uma rotina em equipe, a interação social é favorecida e a autoestima melhorada. Boas opções para quem quer continuar ou começar a se movimentar são as caminhadas, a dança, as aulas de academia, a yoga ou esportes em equipe.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, em 2011, apontou que os sintomas moderados e intensos da menopausa foram relatados por 63% das mulheres acompanhadas que não praticavam atividades físicas. Já entre as que mantinham rotinas de exercícios, os quadros foram relatados por apenas 33%.

Cuide da alimentação

Assim como os exercícios, não é apenas na menopausa que você deve ter ouvido sobre a necessidade de manter refeições equilibradas e saudáveis.

Dar atenção aos alimentos é uma forma de prevenir doenças, melhorar a imunidade, equilibrar a balança e reduzir complicações advindas de doenças como diabetes ou hipertensão.

O ideal é preferir alimentos naturais, reduzindo os conservantes, o sódio e os industrializados. Manter um equilíbrio no prato é, em geral, suficiente para suprir todas as necessidades nutricionais e prevenir carências alimentares.

Na hora de escolher os alimentos, fique de olho nos nutrientes. O cálcio, o ferro, o folato e as fibras devem estar bastante presentes nessa etapa da vida, pois agem na saúde dos ossos, músculos e intestino.

Leia mais: Por que comer legumes e verduras?

A hidratação é fundamental para que o organismo desempenhe bem suas funções e o aspecto dos tecidos (como a pele e o cabelo) seja favorecido.

As proteínas magras, como ovos, peixe e a carne de frango, são opções para equilibrar o prato e reduzir a ingestão de carboidratos (que, em excesso, podem favorecer o acúmulo de gorduras).

Há estudos que apontam os benefícios da isoflavona (que é um estrogênio fraco derivados de plantas) para a redução dos fogachos. A substância é encontrada na soja e em suplementos alimentares.

Apesar de haver indícios que o consumo pode trazer melhorias para alguns sintomas, mulheres que tiveram câncer de mama devem conversar com o médico antes de incluir as porções alimentares na rotina.

Lembre-se que um cardápio equilibrado deve sempre ser acompanhado das recomendações nutricionais de um especialista.

Mantenha o corpo fresco

O desconforto das ondas de calor e a sudorese pode ser amenizado adotando alguns cuidados, como o uso de roupas frescas, com tecidos leves e confortáveis. A hidratação constante merece atenção e você pode incluir chás e bebidas refrescantes, como os sucos naturais.

Adote o uso de ventiladores e umidificadores de ar que podem refrescar o ambiente e priorize sempre a circulação de ar.

Molhar ou umedecer partes estratégicas do corpo, como os pulsos e a nuca, pode amenizar a sensação de calor. É possível borrifar água gelada, aplicar toalhas úmidas com água fria ou colocar bolsas térmicas geladas em regiões do corpo, como nos ombros.

Evite alimentos que elevam a temperatura corporal, como temperos fortes e pimentas, sobretudo próximos à hora de dormir. Intensificar a ingestão de líquidos, como água e sucos refrescantes naturais, reduzindo a ingestão de bebidas estimulantes, como refrigerantes, cafés e chá preto também pode auxiliar a manter o corpo fresco.

Além disso, algumas técnicas de respiração podem ser eficazes se os sintomas causam insônia, pois respirar corretamente ajuda a trazer mais tranquilidade e favorece o adormecimento.

Reduza o estresse e cuide do emocional

Diminuir o ritmo de vida pode ser eficaz para amenizar o estresse. As alterações de humor podem ser bastante comprometedoras para a produtividade e gerar dificuldades severas na rotina. Por isso, respeite o seu tempo.

Inclua atividades relaxantes e prazerosas no dia a dia. Pode ser uma caminhada, um curso ou uma terapia alternativa. Tirar algumas horas por dia para ler um livro, desenvolver um projeto pessoal ou cuidar de um jardim podem trazer mais calma e amenizar a ansiedade.

Nos casos necessários, não hesite em iniciar tratamento medicamentoso para aliviar os sintomas emocionais, sempre aliado com terapia psicológica.

Menopausa e a redução da libido

É bastante comum associar a menopausa com a redução natural da libido, sendo que esse é, ainda, um dos fatores que mais merecem atenção no atendimento à saúde feminina.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos problemas que estão relacionados às mudanças sexuais no climatério são ocasionadas por mudanças na funcionalidade da anatomia íntima.

Ou seja, muitas mulheres apresentam sintomas devido à redução hormonal, acarretando no ressecamento das mucosas, atrofia do aparelho genital e resposta mais lenta aos estímulos sexuais.

Portanto, vale ressaltar que a mulher no climatério não necessariamente tem menos desejo ou necessidades sexuais. Muitas vezes, há apenas uma redução na velocidade das respostas do organismo.

Esse fator, somado com o desconforto que a lentidão na lubrificação vaginal causa e a redução na autoestima pode fazer com que haja um afastamento das atividades sexuais.

Muitas vezes, o sexo causa dor ou desconforto, e devido à falta de informação ou receio, a mulher não recorre às terapias e atendimentos disponíveis.

O resultado é um ciclo comprometedor da saúde, pois há uma tendência de que a autoestima seja ainda mais abalada, os relacionamentos pessoais (casamento, namoro, amizade e familiar) sejam também prejudicados e a saúde mental se agrave.

É preciso reforçar que é necessário e saudável que a mulher mantenha uma rotina sexual semelhante àquela anterior à perimenopausa e que, quando ocorrem alterações, o tratamento psicológico e medicamentoso pode auxiliar a manter equilibradas as rotinas.

Algumas dicas para lidar melhor com o período da menopausa e as mudanças na rotina sexual são:

Respeite o seu organismo

A menopausa é um período de mudanças e, assim como qualquer fase nova, é necessário que haja uma adaptação e aceitação das alterações que podem ocorrer. Como não dá para evitar ou reverter, é preciso buscar a melhor forma de lidar com a fase.

Compreender as limitações do corpo e da mente — seja pela idade ou pela própria menopausa — é essencial. Por isso, muitas vezes é necessário encarar as mudanças como pertencentes à vida.

Se houver desinteresse persistente ou prolongado de atividades que antes eram prazerosas — seja passear, trabalhar ou fazer sexo —, é necessário recorrer à auxílio profissional.

Não hesite em buscar ajuda

Todo desconforto ou dúvida relativa à saúde e bem-estar envolvida à menopausa deve ser conversada com um profissional, pois há uma série de alternativas para auxiliar a mulher a manter uma rotina sexual saudável.

Muitas vezes, as mulheres encaram a redução da libido como inevitável ou irremediável, aceitando conviver com um problema que, muitas vezes, é simples de ser resolvido.

Vale lembrar que nem todo tratamento funciona da mesma maneira em todos os organismos. Então é importante que o acompanhamento seja feito buscando os melhores métodos para o bem-estar de cada mulher.

Se você não estiver satisfeita com a rotina sexual, sentindo desconforto ou desinteresse, converse com o seu médico. Juntos, vocês podem iniciar ou trocar os medicamentos, acrescentar terapias secundárias e, provavelmente, encontrar uma solução.

É importante lembrar que a menopausa, em geral, não deve afetar negativamente a vida e a saúde feminina, sendo que recursos medicamentosos e terapêuticos podem se aliar à rotina para manter a qualidade de vida.

Descubra produtos

Além dos tratamentos hormonais ou medicamentosos, há diversos geis lubrificantes que podem auxiliar na hora do sexo a reduzir o desconforto e as dores causadas pelo ressecamento vaginal. Converse com o seu médico e visite lojas especializadas em produtos íntimos.

Vale lembrar que o corpo feminino pode demorar mais para se excitar se o estado emocional for ansioso ou tenso. Por isso, é necessário investir na intimidade e descontração do momento, buscando atividades, produtos ou rotinas que estimulem ambos.

Busque apoio das pessoas próximas

Se a mulher está em um casamento ou relacionamento estável, é importante que haja uma compreensão do parceiro ou parceira sobre as mudanças que podem ocorrer neste período de perimenopausa.

É importante lembrar que, muitas vezes, o desinteresse por sexo começa com conflitos ou problemas no relacionamento. A disfunção erétil e problemas que afetam a qualidade da ereção podem ser fatores desencadeantes.

Sentir-se acolhida é essencial inclusive para a saúde do relacionamento.

Além disso, é importante que os sintomas e desejos sejam respeitados. Por exemplo, se a mulher sentir dor durante o sexo ou desinteresse, é fundamental que a outra pessoa esteja ciente e respeite.

Também é fundamental que relacionamento que fogem da esfera sexual participem desta fase da menopausa. Familiares e amigos podem compor redes de afeto, acolhendo e tornando os sintomas mais fáceis de lidar.

Cuide da saúde em geral

Não dá para atribuir somente à menopausa a falta de interesse sexual, pois é preciso que todo o organismo esteja trabalhando adequadamente.

Com a idade, em geral, é esperado que haja uma diminuição da libido em grande parte das pessoas — incluindo os homens. Mas além da passagem dos anos, algumas patologias podem ser a causa da falta de libido.

Por exemplo, uma paciente com diabetes descontrolada pode apresentar problemas de circulação ou anemias e a falta de atividades físicas pode provocar cansaço extremo, dificultando a estimulação e a capacidade da mulher se excitar.

Então é importante manter a saúde em dia e cuidar do corpo.

Complicações

Além dos sintomas que indicam a menopausa, sobretudo as ondas de calor e mudanças de humor, há manifestações a médio e longo prazo que podem se desenvolver ou ser favorecidas pelas alterações hormonais.

Entre elas:

Disfunções do trato urinário

Os problemas urinários não são uma condição necessária da idade, mas podem ser bastante favorecidos pelo processo de envelhecimento.

Com a idade, o organismo vai perdendo a força muscular, incluindo da musculatura pélvica, responsável pelo controle da urina. Junto a isso, a redução de estrogênio pode favorecer o relaxamento do tônus.

Além dos impactos à rotina, a incontinência urinária carrega um grande impacto social à vida da mulher, pois geralmente há comprometimento das atividades diárias e a paciente tende a evitar muitos afazeres, entre eles o convívio social.

Atrofia das mucosas genitais

A queda de estrogênio pode favorecer uma série de alterações na saúde íntima da mulher, pois a maior parte apresenta algum grau de adelgaçamento, diminuição da lubrificação e fragilidade do tecido, impactando sobretudo na sexualidade.

Alguns sintomas como disúria (ardor ao fazer xixi), síndrome uretral, incontinência urinária, infecções urinárias, dor e dificuldades ao fazer xixi podem ocorrer e se agravar com o tempo.

Alterações no colesterol e metabolismo lipídico

A redução do hormônio estrogênio também pode afetar na metabolização do colesterol e dos triglicérides, resultando em maiores riscos de elevação do colesterol ruim (LDL) e diminuição do bom (HDL).

Essa condição pode resultar no favorecimento da aterosclerose (acúmulo de colesterol nas artérias), infarto do miocárdio, AVC e dislipidemia (elevação de lipídios no sangue), por exemplo. Com a redução das taxas de estrógenos, os riscos são elevados sobretudo em mulheres com menopausa precoce.

Além disso, com a queda hormonal podem ocorrer alterações das taxas de elementos envolvidos nos processos de coagulação (hemostasia), resultando em maiores chances de ocorrer tromboembolismo, sobretudo no climatério.

Efeitos no osso

A estrutura óssea pode ser afetada pela alteração hormonal, pois tanto a testosterona quanto o estrogênio participam da maturação do tecido ósseo.

Estudos apontam que o hormônio feminino pode atuar na reparação da estrutura do osso e, portanto, na menopausa, os ossos podem sofrer com degeneração, enfraquecimento e osteoporose.

Em média, há diminuição da massa óssea de 2% a 5% ao ano nos primeiros 5 anos da menopausa e, nos anos seguintes, de 0,5% a 1% ao ano.

Depressão

Diversos estudos buscam investigar a correlação entre a menopausa e a depressão, mas os dados muitas vezes são conflitantes.

Alguns apontam que há maiores taxas de distúrbios depressivos antecedendo a menopausa, mas que o índice tende a reduzir após 1 ano da última menstruação, ou seja, no fim do climatério.

Enquanto outros, indicam que após a menopausa, sobretudo com o avanço da idade, as taxas de depressão tendem a permanecer altas.

Há especialistas que apontam uma das possíveis causas para a variação dos dados sendo o impacto social no envelhecimento feminino assume em diferentes locais.

Como os estudos são, em geral, feitos com comunidades diferentes, o peso cultural e regional pode ser determinante nas taxas de problemas psicológicos.

Como a menopausa demarca o fim da idade reprodutiva, ela pode ter um alto impacto na vida pessoal e na aceitabilidade social dela.

Além disso, a idade traz mudanças fisiológicas e pode ter implicações na independência pessoal, financeira e afetiva. Assim, aliado às alterações hormonais, o valor que a menopausa adquire em cada sociedade ou centro familiar pode acarretar em maiores distúrbios emocionais e psicológicos.

Mudanças endócrinas

Além dos níveis de colesterol, as quedas na produção de estrogênio, associadas aos demais fatores (como ganho de peso ou mudanças alimentares), podem favorecer a diabetes e a elevação da pressão arterial.

Disfunções sexuais

É bastante comum ainda associar a redução da atividade sexual à menopausa, mas há especialistas — incluindo o Ministério da Saúde — que indicam que o maior determinante para afastar a mulher da vida sexual saudável é o tabu e o preconceito.

Em geral, a queda hormonal pode afetar a libido, o desejo e a resposta de estímulo. Mas ainda é a desinformação e o peso social sobre a sexualidade feminina e da terceira idade que mais incapacita a mulher de manter uma vida ativa sexualmente.

Perguntas frequentes

Pode ocorrer gravidez na menopausa?

Não. Depois que a menopausa ocorre, ou seja, a última menstruação, naturalmente não é possível que a mulher engravide.

Vale lembrar que o sangue menstrual desce porque o organismo, que estava se preparando para gestar um bebê, não pode prosseguir com o processo. Ou seja, não houve fecundação e o endométrio (camada de sangue na parede do útero) se desprendeu.

Sendo a menopausa a última menstruação da mulher, o todos os óvulos foram liberados e não haverá mais ovulação.

Mas isso não significa que não é viável engravidar após a menopausa, pois há técnicas, como a reprodução assistida ou in vitro, que podem ser indicadas pelo ginecologista e especialista em fertilização se houver o desejo da gravidez.

Pode engravidar no climatério ou perimenopausa?

Sim. Apesar do índice de fertilidade começar a decair alguns anos antes da menopausa, podendo ocorrer uma redução em até 80% da taxa de fertilidade para algumas mulheres, a ovulação continua ocorrendo na perimenopausa.

Isso significa que mulheres devem manter os métodos contraceptivos se não desejarem engravidar.

Também é importante ressaltar que a gravidez próxima à menopausa pode ser mais delicada, representando riscos mais elevados à saúde da mãe e do bebê.

Ainda assim, mulheres que desejam iniciar o processo de gestação mas estão no climatério, se realizarem os acompanhamentos necessários, podem ter uma gravidez saudável e segura.

Com quantos anos a menstruação começa a falhar?

Depende de uma série de fatores, como os genéticos, fisiológicos e até externos (como medicamentos ou tratamentos cirúrgicos). Em geral, a menopausa acontece entre os 45 e 55 anos, sendo que a média estimada das brasileiras é aos 51 anos.

Quanto tempo dura o climatério?

O climatério ou perimenopausa é um período estimado entre 2 anos antes da menopausa e 1 ano após. Não há como determinar o início e o fim precisos dessa fase, sendo que a presença dos sintomas e as alterações hormonais podem ser indicativos.

Mas é preciso lembrar que nem todas as mulheres manifestam os sintomas de forma semelhante, na mesma intensidade ou com a mesma regularidade. É possível, ainda, que o climatério (ou os meses que antecedem a menopausa) sejam totalmente assintomáticos.

Quais os sintomas da menopausa antes dos 50 anos?

Independentemente da idade, os sintomas mais comuns são os calorões, transpiração excessiva, alterações de humor, dores de cabeça, depressão, cansaço e mudanças hormonais.

Isso não quer dizer que você terá todos eles. Também não significa que você sentirá, necessariamente, esses, pois há uma série de outras manifestações físicas e orgânicas que podem ocorrer de acordo com cada mulher.

Geralmente, os sintomas da menopausa precoce, antes dos 45 ou 40 anos, tendem a ser mais intensos. Mas isso não é uma regra.

A reposição hormonal é obrigatória para todas as mulheres?

Não. Há alguns anos, a terapia de reposição hormonal foi sugerida para a maioria das mulheres, inclusive como forma de prevenir os sintomas. O problema é que a reposição sem necessidade pode trazer inúmeros prejuízos à saúde.

A falta de estrogênio ocasionada pela menopausa pode trazer sintomas bastante incômodos, amenos ou nenhum sintoma. Por isso, os tratamentos devem ser conversados e avaliados com o médico.

Se for possível, é indicado tratar os sintomas com medicamentos não-hormonais específicos e terapias integradas. Mas, nos casos necessários, a reposição devidamente acompanhada pelo médico pode ser bastante benéfica e trazer mais qualidade à vida da mulher.

O tratamento de reposição hormonal reverte a menopausa?

Não. A menopausa é o encerramento da idade fértil da mulher. Apesar de haver possibilidades artificiais da paciente engravidar, a menopausa não pode ser revertida. Ou seja, os tratamentos são apenas para amenizar os sintomas do período.

A pílula anticoncepcional acelera a menopausa?

Não. Mulheres que tomam pílula por longos períodos não têm alterações na idade da menopausa, sendo que ela é definida sobretudo por fatores genéticos.

Se a primeira menstruação foi muito cedo, terei menopausa precoce também?

Não. Cientificamente, não há nada que comprove que mulheres que menstruam cedo terão menopausa mais cedo também.

Apesar de cientificamente não haver comprovação entre a relação, um estudo conduzido com 50 mil mulheres, pelo centro de pesquisa Internacional Colaborativo de Abordagem em Saúde Reprodutiva e Doenças Crônicas (INterLACE Consortium), apontou que possa haver.

A avaliação indicou que entre as participantes que tiveram a primeira menstruação antes dos 11 anos de idade, os riscos de menopausa precoce foram 80% maior do que entre as mulheres que menstruaram depois dos 13 anos.

Independente da idade, o estudo apontou também que houve 32% a mais de menopausa precoce entre mulheres que não tiveram filhos em comparação às mulheres com 2 ou mais filhos.

Após a menopausa, eu ainda preciso ir ao ginecologista?

Sim. O ideal é que o acompanhamento ginecológico seja frequente durante toda a vida da mulher, mesmo (ou até sobretudo) após a menopausa.

Todos os sintomas e alterações que o organismo vai enfrentar devem ser acompanhados pelo médico, que precisa manter a paciente informada e ciente de suas possibilidades, como tratamentos e reposição hormonal.

O ideal é manter uma periodicidade de, pelo menos, uma consulta por ano. Mas no começo, a ida mais frequente pode ser necessária, sobretudo se for iniciado qualquer tipo de tratamento (hormonal ou não).

Existe alguma relação entre menopausa e câncer?

Não. A menopausa em si não causa câncer. É preciso estar atenta apenas à predisposição à doença, sobretudo se houver pretensão de iniciar terapia hormonal, pois a reposição pode acarretar em riscos mais elevados de desenvolvimento de câncer, sobretudo os de mama e de útero.

Reposição hormonal engorda?

Não. Nem a menopausa e nem a terapia hormonal efetivamente engordam. A falta de estrogênio pode favorecer o acúmulo de gordura da região abdominal, mas se as atividades físicas e a alimentação balanceada se mantiverem adequadas, a tendência é que não ocorram variações de peso.

Caso haja elevação de peso depois de iniciar algum tratamento para os sintomas da menopausa, você deve conversar com o seu médico para avaliar a troca do medicamento.


Durante a vida, o organismo sofre uma série de alterações que podem ser naturais ou não.

Crescimento, puberdade, doenças, cirurgias ou até hábitos de vida podem provocar mudanças na estrutura corporal ou no funcionamento orgânico.

Algumas podem ser mais fácies de serem aceitas, outras mais dolorosas ou debilitantes, mas, certamente elas irão ocorrer durante a vida.

A menstruação e a capacidade reprodutiva são situações, em geral, bastante delicadas para a maioria das mulheres, seja na primeira menstruação ou na última.

Não apenas pelas mudanças no organismo advindas dessas fases, mas também pelo valor e peso social e pessoal que elas carregam.

O fim da idade fértil é permeado ainda pela falta de informação, pelo preconceito e pela dificuldade em lidar com o processo natural à grande maioria das mulheres. Por isso, nem sempre essa transição comum a grande maioria das mulheres é um processo simples, apesar de ser inevitável.

Converse com o seu médico, informe-se e conheça o seu organismo. O bem-estar e a qualidade de vida devem ser sempre a prioridade.

Para saber mais dicas, acompanhe o Minuto Saudável!

Fontes consultadas

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 10/08/2018

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8 Comentários

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  1. Estou com 41 anos e minha menstruação já falhou 2 vezes. Há um ano atrás fiz um exame que deu ovários recequidos.
    Hoje tomo antedeprecivos há 2 meses por causa de depressão mas não vejo os remédios fazerem efeito. Me sinto cansada e desanimada e gostaria de saber se a falha da menstruação tem a ver com a menopausa ou não?. É se a menopausa interfere no tratamento de depressão? Obrigada

    • Olá Márcia!

      As falhas na menstruação são bastante características no período chamado de climatério. Essa fase pode ser confundida com a menopausa, pois se refere a todos os sintomas pelos quais a mulher passa antes de ter o diagnóstico da menopausa (última menstruação). Ou seja, se trata do processo transitório entre a fase reprodutiva e o momento em que não há mais ovulação. Durante esse período, os níveis de estrogênio (hormônios femininos) são reduzidos, o que afeta o bom funcionamento do sistema nervoso central e pode gerar sintomas característicos da depressão.

      É importante que você converse com seu médico a respeito de todas as mudanças que vem sentindo, pois este é um período que pode ser difícil para a grande maioria das mulheres, especialmente àquelas que já passam por problemas emocionais. Novas medidas de tratamento prescritas pelo especialista podem te ajudar a conviver melhor com a condição.

  2. Queria saber se a menopausa faz com que deixe de gostar do marido, vê como amigo, não pode tocar nela ela afasta se nem pode ouvir o marido

  3. Tenho 32 anos e estou na menopausa desde dos 19 e varios problemas a menopausa pode causa problema no coraçao?

    • Olá Anny!

      A menopausa pode favorecer o surgimento de certas doenças cardiovasculares. É importante que você consulte um ginecologista para avaliar suas condições de saúde, pois somente um médico poderá fornecer informações a respeito de seu caso.

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