O que é fadiga?

A fadiga é uma sensação comum após períodos de grande estresse, tanto físico quanto mental, causada por alterações fisiológicas durante estes períodos. Em alguns casos, pode ser um sintoma de uma condição mais grave ou até mesmo uma patologia em si.

Vale lembrar que a fadiga é um fenômeno subjetivo, ou seja, ninguém sente a fadiga do mesmo jeito que você, assim como a intensidade pode variar de pessoa para pessoa.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é fadiga?
  2. Tipos de fadiga
  3. Causas
  4. Síndrome da fadiga crônica
  5. Síndrome de Burn Out
  6. Sintomas
  7. Como é feito o diagnóstico da fadiga?
  8. Fadiga tem cura? Qual o tratamento?
  9. Como melhorar a fadiga?
  10. Complicações e consequências
  11. Como prevenir a fadiga?

Tipos de fadiga

Por mais que o sentimento de cansaço seja algo bem generalizado, a fadiga pode ser dividida em diversos tipos, em especial por conta de suas causas. Os principais tipos de fadiga são:

Fadiga muscular (física)

A fadiga muscular é aquele cansaço físico extremo, geralmente presente após exercícios intensos. Em diversos contextos, sentir-se fisicamente exausto é normal, como após o treino. No entanto, ela também pode aparecer em momentos não propícios, como ao acordar. Nesses casos, trata-se de um sinal de que algo está errado.

A fadiga muscular pode, ainda, ser dividida entre central e periférica:

  • Fadiga muscular central: há incapacidade/falta de força localizada;
  • Fadiga muscular periférica: é caracterizada por uma sensação de falta de energia abrangente.

Fadiga mental

Sensações como dificuldade na concentração, irritabilidade e dores de cabeça soam familiar? Todos esses são sintomas da fadiga mental, sinal de que o cérebro andou trabalhando demais e está se sentindo cansado.

Assim como na fadiga muscular, é normal após certas atividades, como trabalhos intelectuais de longa duração. Em outras circunstâncias, também pode indicar que algo está errado, principalmente no que tange estilo de vida e a situação emocional.

Fadiga crônica

Quando a fadiga dura mais de 6 meses, ela se torna crônica. Nesses casos, a sensação pode estar relacionada a alguma condição médica ou à Síndrome da Fadiga Crônica, uma doença ainda pouco conhecida.

Fadiga adrenal

Resultado de uma disfunção nas glândulas adrenais, a fadiga adrenal se encaixa na classificação de fadiga crônica com fundo patológico. É caracterizada por uma baixa da energia geral, com dificuldade para sair da cama, enfraquecimento do sistema imunológico, irritabilidade, entre outros sintomas.

Fadiga sensorial

Esse tipo de fadiga está relacionada aos órgãos sensoriais, como olhos e ouvidos. Nesses casos, a maior parte dos sintomas está relacionado aos próprios órgãos e podem ser resolvidos com um tempo em repouso.

Fadiga de verão (natsubane)

No Japão, aquele cansaço bem conhecido durante o verão recebe um nome próprio: natsubane. Provocada primariamente por conta da temperatura, a fadiga de verão também está relacionada à desidratação e desequilíbrio de eletrólitos causados pela transpiração excessiva no calor.

Causas

Apesar de ser uma reação normal do corpo ao estresse, a fadiga pode ter causas associadas.
São elas:

Exercícios físicos

No caso da fadiga muscular, os exercícios físicos são os principais culpados. Isso acontece porque as fibras musculares dependem de processos metabólicos para funcionar. Os dois principais culpados são a falta de energia e modificações eletroquímicas nas células.

Exercícios curtos que requerem esforço intenso liberam cálcio, promovendo aumento da acidez nas células musculares, acumulando substâncias nocivas para as células, como o lactato e amônia.

Essas substâncias bloqueiam os sistemas responsáveis pela geração de nova energia para as fibras, fazendo com que seja necessário cessar o esforço. Além disso, elas podem ser transportadas para o cérebro, gerando uma sensação de desconforto e fadiga geral.

Já no caso de exercícios mais brandos com esforço prolongado, a fadiga se dá por conta da diminuição dos estoques de energia das células musculares. Outros fatores que podem influenciar nesse processo são a desidratação, falta de açúcar e temperatura elevada.

Trabalhos intelectuais extensos

Se você já prestou vestibular ou passou muito tempo estudando para uma prova importante, sabe que, no fim do dia, o cansaço pode ser comparado a passar o dia inteiro fazendo trabalhos pesados.

Tarefas intelectuais como ler, escrever, estudar, resolver problemas lógico-matemáticos, entre outros, podem levar à fadiga mental, visto que existe um verdadeiro exercício cerebral na jogada.

Problemas hormonais

Disfunções hormonais como hipotireoidismo e hipoatividade do eixo HPA podem ser os responsáveis pela fadiga.

No hipotireoidismo, o cansaço é provocado pela redução na velocidade dos processos metabólicos. Enquanto isso, quando o problema é no eixo HPA, o motivo da fadiga é a baixa do cortisol, hormônio responsável pela resposta do corpo em situações de estresse.

Estresse

O estresse é qualquer tipo de evento externo que altera o estado fisiológico de equilíbrio do organismo. Com essa definição, entende-se que até mesmo eventos sentimentalmente bons são estressantes, pois envolvem um desequilíbrio de alguma coisa. Esses desequilíbrios podem acontecer tanto na mente quanto no corpo.

Essas alterações, quando prolongadas, podem facilmente causar um estado de fadiga física ou mental.

Medicamentos

Existem diversos medicamentos que podem ser responsáveis pela sensação de cansaço. Entre os mais comuns, estão os antialérgicos, calmantes (benzodiazepínicos), antidepressivos, entre outros.

Até mesmo a cafeína, apesar de estimulante, quando tomada em excesso pode causar uma “tolerância” que deixa mais cansado do que estimula.

Condições médicas

Não raramente, a fadiga pode ser um sintoma de que algo está errado no corpo. Nesses casos, ela costuma ser chamada de astenia.

Infecções, tumores e outras doenças podem estar por trás da sensação. Isso pode ser tanto pela energia utilizada pelo corpo ao tentar lutar contra esses problemas quanto pelas doenças em si.

Um exemplo de condição médica que causa a fadiga diretamente é a anemia, resultado da diminuição do número de células vermelhas na corrente sanguínea. Já no caso de infecções bacterianas, por exemplo, o corpo acaba gastando muita energia para tentar se livrar do microrganismo.

Outras condições que podem ser as responsáveis pela fadiga são:

  • Insuficiência cardíaca;
  • Insuficiência renal crônica;
  • Diabetes mellitus;
  • Bronquite;
  • Enfisema pulmonar;
  • Fibromialgia;
  • Doenças do fígado;
  • Mononucleose.

Desnutrição

A fadiga é um dos principais sintomas da falta dos nutrientes necessários para manter o bom funcionamento do corpo. A desnutrição está intimamente ligada à falta de energia, tanto física quanto mental.

Transtornos mentais

Muitas vezes conhecida pelas limitações que causa, a depressão é um dos vários transtornos mentais que podem causar fadiga. Indivíduos depressivos podem experienciar um cansaço tão intenso que torna-se difícil levantar da cama de manhã, por mais que, fisicamente, esteja tudo bem.

O mesmo pode acontecer com portadores do transtorno bipolar, psicoses, entre outros distúrbios menos conhecidos e/ou creditados pela fadiga.

Distúrbios do sono

É lógico pensar que noites mal dormidas se traduzem em cansaço nos dias subsequentes. As principais condições responsáveis por isso são distúrbios do sono como insônia, apneia do sono e narcolepsia.

Idade

Já percebeu que nossos pais e avós se cansam muito mais facilmente que os jovens? Pois bem, isso ocorre porque o envelhecimento introduz diversas condições que podem provocar a fadiga, como redução da força muscular, diminuição das funções cardiovasculares, problemas nutricionais, perturbações na absorção dos alimentos, entre outros.

Os idosos também não costumam praticar tantos exercícios físicos quanto pessoas mais jovens e, com isso, há perda de força muscular. Além disso, é normal que idosos sofram de depressão, piorando ainda mais a sensação de cansaço extremo.

É também na terceira idade que muitas doenças podem se instalar e, por isso, só porque a pessoa é mais velha, não significa que a fadiga é normal. Sempre vale a pena fazer um check-up para conferir se está tudo bem com a saúde.

Gravidez

Durante a gravidez, as demandas de energia e nutricionais da mulher podem ser aumentadas. Por isso, é comum que gestantes sintam fadiga, especialmente no final da gestação.

Síndrome da Fadiga Crônica

Muito raramente, a Síndrome da Fadiga Crônica é o diagnóstico de uma pessoa que sofre com o cansaço extremo sem que qualquer causa seja determinada. Não existem marcadores biológicos ou doenças por trás: a pessoa simplesmente sente fadiga sem motivo algum.

Essa síndrome pode ser acompanhada de outros sintomas como dificuldade de concentração, problemas de memória, dores musculares e articulares, dor de garganta, dificuldades em dormir, entre outros. No entanto, não é possível estabelecer um diagnóstico para qualquer um desses sintomas.

Acredita-se que a doença possa ser desencadeada por outros problemas como infecções virais, depressão, anemia, causas autoimunes, entre outras.

Síndromde de Burn Out

Quando a bateria do celular chega ao zero, ele desliga. Algo semelhante acontece com a nossa mente na síndrome de burn out, também conhecida como esgotamento mental. É precedida por longos períodos de trabalho intelectual e seus principais sintomas são incapacidade de pensar com clareza, problemas de memória, lentidão nos pensamentos, desânimo, alterações no sono e cansaço.

O esgotamento não é aquele cansaço do final do expediente, mas sim a consequência de um processo crônico no qual o indivíduo passa por longos períodos de estresse no trabalho. Não é de se admirar que, hoje em dia, essa síndrome se torne cada vez mais comum.

Para essa síndrome, o melhor tratamento é o lazer. Sim, tirar um tempo para descansar é imprescindível para que o indivíduo possa voltar à sua rotina. No entanto, nada disso adianta se, voltando ao trabalho, ele não conseguir mudar os fatores que o levaram até ali.

Por isso, muitas vezes é necessário uma reavaliação das escolhas de vida e o tratamento psicoterápico pode ser de boa ajuda para resolver seus problemas e conflitos emocionais.

Sintomas da fadiga

Sendo um sintoma em si, é estranho falar de sintomas da fadiga. No entanto, a maneira que a fadiga é sentida varia de pessoa para pessoa e, além disso, ela pode vir acompanhada de outras sensações. Os principais sintomas são:

  • Cansaço e dificuldade para se levantar mesmo tendo dormido bem na noite anterior;
  • Diminuição da energia em geral;
  • Falta de vontade para realizar as atividades do dia-a-dia;
  • Humores tristes ou variáveis;
  • Dificuldade de concentração;
  • Problemas com a memória;
  • Dores de cabeça (cefaleia);
  • Dores musculares;
  • Maior facilidade para contração de doenças.

Quando estes sintomas duram mais de 6 meses, pode-se falar em fadiga crônica, geralmente um sinal de que algo está errado.

Como é feito o diagnóstico da fadiga?

Em primeiro lugar, precisa-se esclarecer a diferença entre um sintoma e um sinal.

O sintoma é algo subjetivo, que o paciente sente e relata ao médico. Já o sinal é algo verificável pelo médico, como é o caso de uma erupção cutânea.

Se formos pensar que a fadiga é um sintoma, é simples: o próprio paciente se diagnostica. Como saber, então, quando se deve procurar um médico? Bem, é importante prestar atenção aos sintomas associados à fadiga, pois eles podem ser boas pistas do que está acontecendo.

Caso seja apenas um cansaço normal, sem outros sintomas, pode-se tentar reverter a situação adotando hábitos saudáveis como uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos. Nesse caso, espere cerca de 3 a 4 semanas nessa nova rotina para ver se há melhorias.

Quando o cansaço é acompanhado de dores, falta de energia, falta de apetite e/ou humor depressivo, é de extrema importância que o paciente procure um profissional da saúde e verificar se está tudo certo mesmo.

Ao visitar um clínico geral queixando-se de fadiga, o profissional pode pedir:

Histórico clínico

O médico pode perguntar se o paciente já sabe de alguma condição que possa estar causando a fadiga, assim como há quanto tempo os sintomas começaram, como eles se manifestam, etc. Ele também pode perguntar sobre hábitos noturnos e se o indivíduo já tentou tomar alguma medida para contornar a situação, como fazer o uso de suplementos.

É importante citar sempre os medicamentos tomados na consulta, pois muitas vezes esse pode ser o problema.

Exames de sangue

Os principais testes a serem pedidos são exames de sangue, tanto pelas informações precisas que nos proporcionam quanto pela facilidade de realização. Quando se trata de fadiga, os exames mais pedidos estão relacionados ao estado nutricional do paciente.

Por isso, o médico pode pedir um hemograma completo, no qual as condições do sangue são analisadas para descartar a possibilidade de uma anemia. Um lipidograma também pode ajudar a diagnosticar outras doenças que podem estar causando a fadiga.

Um exame de ferritina verifica os níveis de ferro absorvidos na corrente sanguínea, enquanto a glicose em jejum confere a possibilidade de diabetes e hiperglicemia. O exame de creatinina ajuda a verificar a função dos rins.

Outros exames que podem ser pedidos são para analisar as vitaminas e minerais no organismo que, quando baixos, podem ser a causa da fadiga.

Síndrome da Fadiga Crônica

O diagnóstico da Síndrome da Fadiga Crônica é feito por exclusão, ou seja, só pode ser dado após ter testado todas as possibilidades. É um diagnóstico muito raro e, portanto, você não deve se preocupar com medo de ter uma síndrome desconhecida antes de visitar o médico.

Fadiga tem cura? Como tratar?

Se formos pensar que fadiga é uma reação normal do corpo, ela não tem cura. No entanto, ela pode passar. Muitas vezes, o tratamento é simples como uma boa noite de sono. Em outras, pode haver a necessidade de medidas mais drásticas.

Quando se trata de problemas nutricionais, o médico poderá recomendar o uso de suplementos alimentares, como Centrum ou Sustagen, que podem ser completos ou específicos para um determinado nutriente que está faltando.

Se o problema for um transtorno mental, como um quadro depressivo, um psiquiatra será responsável por receitar o medicamento apropriado, geralmente um antidepressivo. Portadores de transtorno bipolar podem ser medicados com estabilizadores de humor e antipsicóticos. É de extrema importância que haja acompanhamento psicológico nesses casos.

Outras doenças adjacentes devem ser tratadas de acordo com o prescrito pelo médico.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Como melhorar a fadiga?

Algumas dicas para diminuir a possibilidade de se sentir fadigado no dia-a-dia são:

  • Dormir por tempo o suficiente: Vale lembrar que a quantidade de sono necessária varia de pessoa para pessoa e de acordo com a idade mas, em geral, um adulto deve dormir 8 horas por noite em média;
  • Dormir e acordar em horários fixos: Isso auxilia o corpo a se ajustar aos ciclos, extremamente importantes para o descanso físico e mental;
  • Ter uma dieta equilibrada: Dietas saudáveis equilibradas em gorduras, carboidratos, doces e salgados são a melhor opção para evitar uma fadiga por conta de problemas nutricionais;
  • Beber muito líquido: Auxilia a manter o corpo hidratado, visto que a desidratação também pode causar fadiga;
  • Realizar atividades físicas: 30 minutos de atividades físicas por dia ajuda a manter os músculos e ossos fortes;
  • Diminuir as fontes de estresse: Longos períodos de estresse são grandes aliados da fadiga e, por isso, diminuir as fontes de estresse no dia-a-dia pode ajudar com o problema.

Como lidar com a fadiga de verão

A fadiga típica do verão pode ser facilmente combatida com algumas dicas simples:

  • Dieta: Uma dieta rica em proteínas, sais minerais e vitaminas é o ideal para a estação mais quente do ano. Recomenda-se carnes brancas, como peixes, aves e porco, além dos vegetais e frutas da estação. Evite consumir alimentos e bebidas geladas para não causar uma queda brusca na temperatura corporal interna;
  • Hidratação: Beber bastante água é imprescindível no calor. Não se deve beber refrigerantes e bebidas alcoólicas, pois estas só pioram a desidratação. Caso haja muito suor e perda de eletrólitos, bebidas esportivas também podem ser incluídas no cardápio;
  • Sono adequado: Dormir no calor pode ser difícil, mas utilizar um ventilador é a melhor opção, em oposição ao ar condicionado. A temperatura ideal para dormir é de 28 ºC. Roupas de cama e de dormir devem ser feitas de fibras naturais, como algodão, seda ou linho, para ajudar a manter a temperatura estável;
  • Exercícios físicos moderados: Por conta do calor, o suor é muito mais abundante no verão. Isso causa um desequilíbrio eletrolítico no corpo, o que piora a fadiga. Por isso, os exercícios físicos devem ser moderados, a fim de evitar a perda de muita água e eletrólitos.

Como combater a fadiga muscular antes e depois do treino?

Pessoas ativas sabem que é de extrema importância cuidar de seus músculos tanto antes quanto após o treino. Por isso, algumas dicas para evitar a fadiga muscular são:

  • Alimentação: Ao ir treinar, deve-se ingerir carboidratos de 20 a 30 minutos antes, a fim de fornecer energia para os músculos. No término, recomenda-se a ingestão de proteínas até no máximo 30 minutos após o treino, o que auxilia na recuperação e crescimento muscular;
  • Calor: Para aliviar a dor e a fadiga muscular pós-treino, a temperatura quente é um bom aliado, visto que dilata os vasos sanguíneos e relaxa os músculos;
  • Massagem com pomada ou spray: Pomadas como Gelol possuem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, além de possuírem mentol uma substância que proporciona frescor;
  • Repouso: É importante que o corpo repouse por pelo menos 1 dia antes de outro treino, pois isso ajuda na sua recuperação;
  • Exercícios de aquecimento: Preparar-se com exercícios de aquecimento antes do treino é imprescindível para evitar lesões musculares;
  • Alongamentos: No final do treino, alongamentos ajudam a diminuir a dor e aceleram a recuperação dos músculos;
  • Alternar exercícios: Os exercícios devem ser alternados a cada treino a fim de permitir a recuperação e evitar lesões musculares.

Fadiga mental: o que fazer?

Quando se trata de fadiga mental, existem algumas dicas que podem ajudar:

  • Descanse: Descansar, seja em casa ou em uma viagem, é uma das melhores medidas contra a fadiga mental;
  • Lazer: Busque realizar uma atividade de lazer por pelo menos 20 minutos todos os dias. O lazer é tão importante quanto a produtividade e não se dar esse tempo pode ser extremamente prejudicial para a saúde mental;
  • Considere buscar ajuda: Quando nada disso adianta e há pensamentos negativos em relação à vida ou ao mundo, é hora de buscar ajuda. Procure um psiquiatra ou um psicólogo, pois são os profissionais de saúde mais recomendados para tratar essas questões;
  • Medite: Já foi comprovado que a meditação traz muitos benefícios para a saúde mental. Dedique 15 minutos do seu dia à arte de respirar e esvaziar a cabeça que você perceberá como as coisas mudam;
  • Terapias alternativas: Outras terapias, como ioga e aromaterapia, podem ser de grande ajuda para encontrar um equilíbrio mental. Apenas não esqueça de continuar o tratamento com profissionais da saúde mental, pois eles são os principais aliados no combate aos transtornos mentais.

Complicações e consequências

Num geral, a fadiga não costuma causar muitas complicações, até porque é só descansar que ela vai embora. Quando dura mais tempo ou quando é resultado de alguma doença mais grave, aí sim as coisas podem complicar. Entenda:

Acidentes

A falta de capacidade de se concentrar da fadiga mental e a dificuldade de coordenação motora da fadiga muscular pode levar à acidentes em ambiente de trabalho ou durante atividades que requerem muita atenção, como ao dirigir.

Fraturas de fadiga

Quem faz exercícios com frequência deve ficar atento, pois a fadiga muscular pode causar fraturas ósseas denominadas “fratura de fadiga” ou “por estresse”. Isso porque, quando fadigado, o músculo tem maiores dificuldades para absorção dos impactos, deixando que eles passem para o osso com mais intensidade.

Isolamento social e depressão

Da mesma forma que a depressão pode levar à fadiga, o cansaço extremo pode levar ao isolamento social, um grande contribuinte para o desenvolvimento da depressão. Embora seja difícil dizer que alguém vai desenvolver depressão pelo isolamento — devido à complexidade da doença —, este é um grande fator de risco para desencadear distúrbios emocionais.

Diminuição da qualidade de vida geral

Como se estar fadigado não fosse o suficiente, o problema pode diminuir a qualidade de vida, uma vez que o paciente que sofre com essa condição pode deixar de se cuidar, expondo-se a diversos riscos. Além disso, a falta de energia impede que o paciente faça exercícios, imprescindíveis para a manutenção de uma vida saudável e prevenção de doenças crônicas.

Piora de doenças subjacentes

Quando não diagnosticadas e tratadas, as doenças que podem estar causando a fadiga podem piorar. Vale lembrar que algumas delas são bem sérias, como o câncer. Ao constatar o sintoma da fadiga que não melhora e aparece sem motivos, é de extrema importância que o paciente visite um médico para fazer um check-up.

Como prevenir a fadiga?

De certa forma, prevenir a fadiga é uma tarefa impossível, visto que ela é uma reação normal do corpo. O máximo que pode ser feito é tentar amenizar seus efeitos por meio de um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, exercícios físicos e sono adequado.

Para prevenir a fadiga causada por doenças infecciosas, medidas de higienização são necessárias: lavar as mãos com água e sabão frequentemente, não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal, assim como evitar contato com superfícies potencialmente contaminadas são as melhores alternativas.

Tomar os devidos cuidados antes e após o treino diminui o risco da fadiga muscular, lesões e, consequentemente, fraturas por estresse.

Consultar um profissional da saúde mental assim que sentir os primeiros sinais de uma depressão é uma das melhores maneiras de impedir que a doença evolua até o estágio de fadiga psicológica. Seguir corretamente o tratamento de doenças subjacentes também é eficaz no combate contra o cansaço extremo.


Apesar de normal, sentir-se fadigado costuma ser muito desagradável. Compartilhe este artigo com seus amigos para que mais pessoas possam saber maneiras de lidar com a fadiga no dia-a-dia!

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fadiga
https://www.criasaude.com.br/N2380/doencas/fadiga.html
https://www.significados.com.br/fadiga/
https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/201238/Fadiga-f%C3%ADsica-mental-ou-sensorial-ela-pode-significar-uma-doen%C3%A7a-grave.htm
http://www.mdsaude.com/2011/09/cansaco-fadiga.html
https://www.tuasaude.com/o-que-fazer-para-combater-a-fadiga-muscular/
http://www.portalmie.com/atualidade/cotidiano/saude/2017/07/fadiga-de-verao-ou-natsubate-sintomas-e-como-combater/
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/05/31/esgotamento-mental-pode-causar-doencas-serias-avisam-medicos.htm
http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/fadiga-adrenal/
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/guia/fratura-por-estresse-conheca-sinais-riscos-e-tratamento-para-o-problema.html

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