Quais os sinais e sintomas da menopausa? Saiba como reconhecer

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A maior parte das mulheres apresenta algum sinal no climatério, que pode variar de intensidade ou de mecanismo de ação. Por exemplo, mais leves, mais típicos ou mais abrangentes (como dores musculares).

Em geral, eles começam a se manifestar 2 anos antes e duram até 1 ano após a menopausa.

Quanto mais longe ou distante da menopausa, mais sutis e amenos eles tendem a ser, assim como, em geral, são mais intensos quando estão próximos à data da última menstruação.

Nem todas as mulheres vivenciam essa transição ou sentem alguma ou todas as manifestações. Há quem passe pela finalização menstrual sem apresentar nenhum aspecto sintomático, a não ser a ausência menstrual.

Alguns dos quadros mais comuns podem ser:

Indisposição

A fadiga constante pode ser um indicativo da aproximação do climatério. Em geral, mulheres acima de 30 anos que se queixam de cansaço constante e exagerado, redução da produtividade e cansaço mental podem estar iniciando quadros sintomáticos da pré-menopausa.

Além disso, a fadiga pode ser resultado de anemias, hipoglicemias e hipotireoidismo, que são condições com maiores riscos de se desenvolver com a aproximação da menopausa. Esses quadros, então, precisam ser avaliados e monitorados.

Hipotireoidismo

Caracterizado pela disfunção da glândula da tireoide, a doença se apresenta bastante comum entre as mulheres sobretudo acima dos 65 anos.

Entre os sintomas, podem se manifestar indisposição, desregulação menstrual, metabolismo lento, ganho de peso, sonolência, queda de cabelos.

Além dos sintomas bastante semelhantes, a menopausa pode afetar as taxas hormonais da tireoide e favorecer o hipotireoidismo.

Alterações hormonais

Entre os sintomas clássicos, está o hipoestrogenismo, que é a queda da produção de estrogênio. Mas, sobretudo nos períodos próximos à menopausa, ainda pode ocorrer uma elevação ou oscilação do hormônio.

O aumento pode ser um dos fatores que causam a distensão abdominal e mastalgia (dor nas mamas).

Alterações menstruais

A regularidade da menstruação tende a ser afetada. Apesar da menopausa ser a última menstruação, antes dela ocorrer, em geral, há irregularidade dos ciclos, que podem apresentar redução do fluxo sanguíneo, minimização dos períodos mensais ou até elevação da menstruação em um período curto de tempo.

Leia mais: O que é Menstruação Irregular? Conheça os tipos, causas, sintomas

Fogachos (ondas de calor)

De acordo com um levantamento da Universidade de Pittsburgh, cerca de 80% das mulheres sofre com os fogachos durante o climatério.

Os fogachos são manifestações transitórias de intenso calor na pele, sobretudo na parte superior do corpo (braço, cintura, pescoço e rosto). A frequência é bastante variada, podendo ocorrer de modo aleatório ou até várias vezes ao dia.

A maioria das mulheres vivencia os fogachos por períodos entre 3 e 5 anos próximos à menopausa, mas há quem sinta as ondas de calor até os 70 anos.

Em geral, eles podem iniciar pelos braços ou tronco, acometendo todo o corpo, e incluir calafrios, tremores, palpitações e sentimentos de ansiedade.

Não se sabe a causa exata do sintoma, mas estudos sugerem que as ondas de calor sejam ocasionadas por alterações no hipotálamo devido a redução de estrogênio. A região cerebral é responsável, entre outras coisas, pelo controle da temperatura corporal.

Essas alterações fazem com que o hipotálamo perceba o corpo mais quente do que realmente está e inicie processos para resfriá-lo.

Assim como ocorre quando se pratica atividade física, os vasos sanguíneos dilatam para que o fluxo sanguíneo seja favorecido e o calor seja amenizado. Além disso, a transpiração ocorre para baixar a temperatura da superfície corporal.

Assim, esse conjunto de reações são, possivelmente, os mecanismo dos fogachos.

Transpiração excessiva e suor noturno

A sudorese é uma variação dos fogachos, que pode ser predominante à noite ou no decorrer do dia. Algumas mulheres podem apresentar transpiração excessiva durante todo o dia ou apenas quando os fogachos ocorrem.

Além disso, a manifestação pode ser tão intensa que gera empecilhos à rotina, ao sono e às atividades sociais.

Distúrbios psicológicos

As alterações emocionais são bastante intensas na fase próxima à menopausa e pesquisas apontam que durante os períodos que a antecedem, há 2 vezes mais chances da mulher entrar em depressão.

Com a queda das taxas de progesterona, os neurotransmissores que atuam no Sistema Nervoso Central (SNC) podem ser afetados e resultar em alterações psíquicas, como mais irritação, sensibilidade sonora, depressão, ansiedade, agitação ou apatia.

Ou seja, a falta de estrogênio pode impedir que esses neurotransmissores atuem de forma adequada e, assim, interfiram na ação e liberação da serotonina, ácido GABA e endorfina, responsáveis pelo prazer e controles de humor, por exemplo.

Os quadros de variação hormonal são intensificados pela pressão e cobrança social que ocorrem durante o processo de envelhecimento.

Os aspectos estéticos, funcionais e independentes podem ser afetados e nem sempre as mudanças no corpo e na rotina são bem aceitas.

Sobretudo se houver quadros anteriores de depressão e ansiedade, os riscos de prejuízos psicológicos são altos.

Além disso, mulheres que ainda desejam engravidar podem apresentar os quadros emocionais mais intensos devido à autocobrança ou à familiar e social.

A interrupção dos desejos de vivenciar a maternidade pode ser bastante danosa à saúde mental, sobretudo porque há uma intensa cobrança da função reprodutiva feminina.

Secura vaginal

As mucosas da vagina precisam da lubrificação, sobretudo durante o sexo. O tecido depende das taxas de estrogênio para manter a lubrificação e hidratação. Mas quando o hormônio cai, começam a ocorrer atrofias da vagina e secura vaginal.

Como o atrito de tecido é maior, as coceiras, lesões, irritações e dor ocorrem com mais frequência. Inclusive, a secura da região íntima gera grande desconforto durante o sexo que, se não tratada, pode afetar a vida sexual da mulher e agravar os quadros emocionais.

Leia mais: Sexo na menopausa: 5 dicas para combater a redução da libido

Ganho de peso

Muitas mulheres apresentam um aumento de peso quando estão próximas à menopausa, porém não há uma relação direta entre a queda hormonal de estrogênio e os números da balança.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Monash e publicada no periódico médico Climacteric sugere que engordar, na verdade, é uma soma de fatores decorrente das mudanças de rotina, da queda do metabolismo pela idade e das alterações de distribuição de gordura devido à menopausa.

Ou seja, o fim da menstruação afeta o modo que o organismo estoca gordura, fazendo com que ela se concentre sobretudo nos quadris e na cintura.

Esse fator, unido com as mudanças na alimentação, no ritmo de atividades físicas e no estado emocional, pode provocar um aumento de peso.

O Hospital de Clínicas de São Paulo realizou um estudo durante 10 anos com cerca de 6 mil mulheres brasileiras, acima de 40 anos, e apontou que mais da metade das participantes estavam obesas ou com sobrepeso na idade da menopausa.

Segundo o levantamento, o ganho de peso durante a menopausa pode agravar os sintomas de ondas de calor e depressão, assim como as dores nas articulações ou nos músculos.

Infecções urinárias

Com o processo de envelhecimento, os problemas relacionados ao trato urinário tendem a ser mais frequentes. Mas com a queda hormonal, quadros de infecção urinária (como a cistite) podem se acentuar.

Alterações de humor

Sem caracterizar distúrbios psicológicos (como ansiedade e depressão), os sentimentos de tristeza, agitação, irritabilidade, cansaço mental e letargia podem ser acentuados e ocorrerem de forma constante.

Os sintomas emocionais podem ser bastante semelhantes aos da TPM, mas de modo mais acentuado e intenso.

Distúrbios do sono

A insônia pode se manifestar nos períodos próximos à menopausa, sobretudo quando as ondas de calor e sudorese ocorrem à noite.

Algumas mulheres apresentam fogachos tão intensos que podem acarretar em impedimentos para dormir, desconforto e até a interrupção do sono no meio da noite, implicando em alterações de todas as atividades durante o dia.

Alterações na concentração e memória

Além disso, dificuldades de concentração, redução da memória e cansaço mental também podem ocorrer devido às alterações hormonais.

O cérebro possui diversos receptores que interagem com o estrogênio e, por isso, a redução hormonal pode acarretar em alterações na memória, no foco, na memorização e na capacidade de realizar tarefas múltiplas.

Como há, para a maioria das mulheres, alterações de humor e sono, o comprometimento funcional pode ser ainda maior. Ou seja, se a mulher dorme mal e se sente irritada nas tarefas do dia a dia, por exemplo, a dispersão pode ser ainda mais intensa.

Pelos faciais

As alterações hormonais podem provocar mudanças na quantidade de pelos do corpo, mas sobretudo na face.

O organismo da mulher produz uma pequena quantia de hormônios androgênios, que são considerados hormônios masculinos, mas que têm os efeitos controlados pela ação do estrogênio.

Mas com a queda do hormônio feminino, a ação dos androgênios não pode ser inibida e, por isso, os pelos podem crescer mais facilmente.

Dor de cabeça

Alguns estudos indicam que os hormônios femininos podem estar associados à enxaqueca. Mulheres que apresentaram dores de cabeça nos períodos pré-menstruais ou durante o uso de anticoncepcionais têm maiores índices de enxaqueca em períodos próximos à menopausa.

Ainda que algumas pacientes possam continuar apresentando cefaleia após a menopausa, uma quantidade significativa relata que as dores cessam quando a última menstruação ocorre.

Alterações nos tecidos

A falta de estrogênio pode ter uma ação direta nos tecidos da pele, unhas e cabelo. As camadas da pele podem apresentar mais ressecamento, descamação e, especialmente no rosto, podem aparecer mais rugas.

Leia mais: Hidratação da Pele: importância, como hidratar, produtos e dicas

Os cabelos podem sofrer enfraquecimento e ressecamento, provocando mais queda e dificuldade de crescimento. Já as unhas podem lascar e quebrar com mais facilidade, tendo também dificuldades de crescimento.


Saiba mais sobre menopausa:

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