Complicações da menopausa: conheça os efeitos no organismo

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Além dos sintomas que indicam a menopausa, sobretudo as ondas de calor e mudanças de humor, há manifestações a médio e longo prazo que podem se desenvolver ou ser favorecidas pelas alterações hormonais.

Entre elas:

Disfunções do trato urinário

Os problemas urinários não são uma condição necessária da idade, mas podem ser bastante favorecidos pelo processo de envelhecimento.

Com a idade, o organismo vai perdendo a força muscular, incluindo da musculatura pélvica, responsável pelo controle da urina. Junto a isso, a redução de estrogênio pode favorecer o relaxamento do tônus.

Além dos impactos à rotina, a incontinência urinária carrega um grande impacto social à vida da mulher, pois geralmente há comprometimento das atividades diárias e a paciente tende a evitar muitos afazeres, entre eles o convívio social.

Atrofia das mucosas genitais

A queda de estrogênio pode favorecer uma série de alterações na saúde íntima da mulher, pois a maior parte apresenta algum grau de estreitamento, diminuição da lubrificação e fragilidade do tecido, impactando sobretudo na sexualidade.

Alguns sintomas como disúria (ardor ao fazer xixi), síndrome uretral, incontinência urinária, infecções urinárias, dor e dificuldades ao fazer xixi podem ocorrer e se agravar com o tempo.

Alterações no colesterol e metabolismo lipídico

A redução do hormônio estrogênio também pode afetar na metabolização do colesterol e dos triglicérides, resultando em maiores riscos de elevação do colesterol ruim (LDL) e diminuição do bom (HDL).

Essa condição pode resultar no favorecimento da aterosclerose (acúmulo de colesterol nas artérias), infarto do miocárdio, AVC e dislipidemia (elevação de lipídios no sangue), por exemplo. Com a redução das taxas de estrógenos, os riscos são elevados sobretudo em mulheres com menopausa precoce.

Além disso, com a queda hormonal podem ocorrer alterações das taxas de elementos envolvidos nos processos de coagulação (hemostasia), resultando em maiores chances de ocorrer tromboembolismo, sobretudo no climatério.

Efeitos no osso

A estrutura óssea pode ser afetada pela alteração hormonal, pois tanto a testosterona quanto o estrogênio participam da maturação do tecido ósseo.

Estudos apontam que o hormônio feminino pode atuar na reparação da estrutura do osso e, portanto, na menopausa, os ossos podem sofrer com degeneração, enfraquecimento e osteoporose.

Em média, há diminuição da massa óssea de 2% a 5% ao ano nos primeiros 5 anos da menopausa e, nos anos seguintes, de 0,5% a 1% ao ano.

Depressão

Diversos estudos buscam investigar a correlação entre a menopausa e a depressão, mas os dados muitas vezes são conflitantes.

Alguns apontam que há maiores taxas de distúrbios depressivos antecedendo a menopausa, mas que o índice tende a reduzir após 1 ano da última menstruação, ou seja, no fim do climatério.

Enquanto outros, indicam que após a menopausa, sobretudo com o avanço da idade, as taxas de depressão tendem a permanecer altas.

Há especialistas que apontam uma das possíveis causas para a variação dos dados sendo o impacto social no envelhecimento feminino assume em diferentes locais.

Como os estudos são, em geral, feitos com comunidades diferentes, o peso cultural e regional pode ser determinante nas taxas de problemas psicológicos.

Como a menopausa demarca o fim da idade reprodutiva, ela pode ter um alto impacto na vida pessoal e na aceitabilidade social dela.

Além disso, a idade traz mudanças fisiológicas e pode ter implicações na independência pessoal, financeira e afetiva. Assim, aliado às alterações hormonais, o valor que a menopausa adquire em cada sociedade ou centro familiar pode acarretar em maiores distúrbios emocionais e psicológicos.

Mudanças endócrinas

Além dos níveis de colesterol, as quedas na produção de estrogênio, associadas aos demais fatores (como ganho de peso ou mudanças alimentares), podem favorecer a diabetes e a elevação da pressão arterial.

Disfunções sexuais

É bastante comum ainda associar a redução da atividade sexual à menopausa, mas há especialistas — incluindo o Ministério da Saúde — que indicam que o maior determinante para afastar a mulher da vida sexual saudável é o tabu e o preconceito.

Em geral, a queda hormonal pode afetar a libido, o desejo e a resposta de estímulo. Mas ainda é a desinformação e o peso social sobre a sexualidade feminina e da terceira idade que mais incapacita a mulher de manter uma vida ativa sexualmente.


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