O que é Menstruação Irregular? Conheça os tipos, causas, sintomas

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O que é menstruação irregular?

Antes de esclarecer o que é a menstruação irregular, precisamos entender o que é menstruação e o que é considerado normal.

O fluxo menstrual se inicia ainda na puberdade, entre os 10 e os 17 anos de idade. Com isso, a mulher passa a ovular, ou seja, ela já pode ser mãe. O corpo feminino se prepara para a gravidez, mas quando isso não ocorre, o endométrio (mucosa que reveste a parte interna do útero) se desprende, provocando o sangramento.

O ciclo menstrual regular dura 28 dias, variando de 3 a 7 dias e acontece todo mês. No entanto, apenas 15% das mulheres possuem o ciclo estável: a grande maioria não sabe a data de início ou término, o que dificulta o reconhecimento do período fértil. Em casos assim, o ciclo varia de 21 a 40 dias.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é menstruação irregular?
  2. Tipos
  3. Causas
  4. Grupos de risco
  5. Sintomas da menstruação irregular
  6. Como é feito o diagnóstico?
  7. Menstruação irregular tem cura?
  8. Tratamento
  9. Medicamentos
  10. Convivendo
  11. Doenças relacionadas
  12. Como prevenir
  13. Perguntas frequentes

Tipos

Amenorreia

Amenorreia é quando não há menstruação após 16 anos de idade ou a ausência da mesma por um período de três meses, mesmo não havendo gravidez. Não é considerada uma patologia, mas sim, um indicativo de outro distúrbio.

Oligomenorreia

Na oligomenorreia, a menstruação origina de forma imprevisível e esporádica. Os ciclos se dão em intervalos maiores que 40 dias. Assim como a amenorréia, não é vista como doença.

Polimenorreia

O ciclo menstrual se sucede num período muito curto, cerca de 21 dias ou menos.

Hipermenorreia ou menorragia

É caracterizada pelo sangramento escuro, superior a 8 dias e em quantidade abundante, maior que 80 ml.

Metrorragia ou sangramento uterino

O sangramento ocorre fora do período menstrual. A metrorragia é o terceiro distúrbio mais apresentando em consultas ginecológicas. Dentre os pacientes que possuem o problema, 20% são adolescentes e metade dos casos são mulheres adultas, entre 40 a 50 anos.

Menometrorragia

A menometrorragia é percebida quando há perda de sangue de forma intensa e prolongada, tanto no período menstrual quanto fora dele. Ela pode se desenvolver através da hipermenorreia.

Hipomenorreia

Quantidade de sangue considerada menor que o normal (abaixo de 30 ml) e com duração inferior a 3 dias.

Causas

O distúrbio menstrual é resultado de alterações hormonais. Ela pode ser causada por diversos fatores, desde o estilo de vida até problemas de saúde. Os principais são:

Estresse

Em situações de estresse, nosso corpo produz mais dos hormônios adrenalina e cortisol, deixando de lado a produção de estrogênio (hormônio responsável pela ovulação e aspectos femininos) e demais hormônios reprodutivos.

É uma resposta natural do nosso organismo, ligado ao instinto de sobrevivência. A falta do estrogênio interfere no desenvolvimento do revestimento uterino.

Doenças

Gripes, infecções ou doenças mais graves causam uma reação de defesa de forma prioritária, natural do nosso corpo, assim como na condição de estresse. A ovulação, neste caso, pode ser prorrogada ou interrompida.

Ovários policísticos

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) afeta 20% das mulheres durante sua fase reprodutiva. A SOP é definida pela alteração do processo ovulatório devido a oscilação hormonal, colaborando para o aparecimento de cistos.

O surgimento de cistos durante o período ovular é normal e desaparece no ciclo menstrual. Contudo, portadoras de SOP não os eliminam, causando o crescimento do ovário em até três vezes. Como consequência, a ovulação ocorre de forma esporádica e com ciclos irregulares.

Hipertireoidismo

A tireoide é uma glândula encarregada de produzir hormônios tireoidianos (T4 e T3), fundamentais no desempenho do metabolismo e funcionamento de quase todos os órgãos do corpo.

Quando ocorre um distúrbio na produção, a menstruação é comprometida. Entre os sintomas do hipertireoidismo, está o sangramento com pouco fluxo e de forma dispersa. Além disso, a mulher pode perder massa corporal, transpirar excessivamente e ter insônia.

Medicamentos

O uso de anticoncepcionais e pílulas do dia seguinte (PDS) pode desregular a menstruação. O anticoncepcional, utilizado para impedir a ovulação ou regular o ciclo, administrado de forma errada — caso não seja o indicado para seu organismo ou ingerido em horários alternados —, altera a menstruação. Deixar de tomá-lo também causa variações até o organismo regular o nível hormonal sozinho.

Antidepressivos, reguladores de pressão arterial e antialérgicos também podem afetar o funcionamento do período menstrual.

Consumo exacerbado de álcool

Ingerir bebidas alcoólicas de forma acentuada pode desequilibrar ou provocar o desaparecimento da menstruação. Isto ocorre porque o álcool reduz a quantidade de estrogênio e testosterona no corpo feminino.

Massa corporal

Possuir uma massa corporal elevada aumenta a produção de estrogênio, o que gera um revestimento uterino mais volumoso e consequentemente, uma menstruação mais intensa.

O contrário também é prejudicial. Pessoas muito magras estão sujeitas às alterações no fluxo menstrual, ainda mais se a perda de massa aconteceu de forma rápida. Neste caso, a produção de estrogênio diminui, ocasionando a redução da ovulação, tornando a menstruação instável ou extinguindo-a.

Atividade física intensa

Atividade física em excesso pode causar amenorreia. O exercício físico intenso diminui o estrogênio no organismo, levando a interrupção da menstruação.

Esta condição pode provocar a osteoporose, doença que deixa os ossos fracos. Normalmente, a osteoporose ocorre em idosos, mas mulheres jovens que possuem uma rotina pesada podem desenvolver a patologia. Devido à fragilidade dos ossos, é comum ocorrer fraturas e problemas de postura.

Mudança de horário

Mudanças extremas de horários afetam diretamente o ciclo menstrual. O relógio biológico fica desregulado assim como os hormônios responsáveis pela menstruação.

Grupos de risco

Puberdade

A primeira menstruação (menarca) ocorre, em média, em meninas com idade entre 11 a 13 anos. Em 50% dos casos, os ciclos são anovulatórios (quando não há a existência de óvulos, criado pelos ovários), causando modificações na menstruação por até dois anos. As adolescentes podem sofrer alterações de intervalo, duração e dosagem do fluxo menstrual.

Pós-parto

Após o nascimento do bebê, a mulher poderá sangrar num período de até 40 dias, o que não é considerado menstruação. O sangramento consiste na saída do material que envolvia o útero durante a gravidez.

Neste período, a mulher deixa de ovular e não há menstruação. O tempo de retorno do ciclo menstrual está ligado diretamente à amamentação, pois o hormônio prolactina, produzido durante o aleitamento materno, inibe a ovulação.

Menopausa

A mulher entra na menopausa oficialmente quando não menstrua por um ano, geralmente a partir dos 45 anos. Os hormônios sofrem mudanças repentinas e frequentes, provocando a menstruação inconstante.

Sintomas da menstruação irregular

Fique atenta aos sinais que indicam uma menstruação irregular:

  • Ciclo menstrual com durabilidade maior que 8 dias;
  • Intervalo superior a 35 dias;
  • Intervalo inferior a 25 dias;
  • Perda abundante de sangue;
  • Cólica intensa;
  • Variações do ciclo, ou seja, a cada mês, ele apresenta dias e fluxo diferenciados;
  • Alteração de massa corporal, sendo para mais ou menos;
  • Crescimento acentuado de pelos;
  • Irritabilidade;
  • Falta de libido.

Como é feito o diagnóstico?

Consulte seu ginecologista. Por meio de exames, é possível identificar a causa e o tratamento adequado. Eles podem ser:

Papanicolau ou esfregaço cervicovaginal

O papanicolau ou esfregaço cervicovaginal, como também é chamado — consiste na avaliação externa na vulva seguida da inserção vaginal de um instrumento chamado espéculo, com o intuito de visualizar o canal vaginal bem como o colo do útero. O exame tem como objetivo detectar possíveis doenças como câncer de colo de útero, HPV e outras DST’s.

Hemograma

É a análise dos níveis das células sanguíneas, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. O intuito é diagnosticar possíveis anemias, leucemias e doenças autoimunes (quando o próprio sistema imunológico agride células saudáveis).

Dosagens hormonais

Devido a importância dos hormônios femininos na regulamentação do período menstrual, é medido sua quantidade na corrente sanguínea para indicar o tratamento adequado.

Ultrassonografia pélvica

A avaliação pode ser feita de duas formas: a primeira, chamada de técnica suprapúbica, é quando o transdutor (mecanismo que permite visualizar através de imagens) é posto em cima da pele do abdômen na parte mais baixa; a segunda, conhecida como transvaginal ou endovaginal, ocorre quando o transdutor é inserido na vagina.

Os procedimentos têm como finalidade examinar os órgãos perineais, como útero, trompas, ovários, artérias e veias.

Colposcopia

Observação da vagina e do colo do útero por meio de um aparelho chamado colposcópio. Ele é feito quando os resultados do papanicolau mostram-se anormais. O exame também é indicado para diagnosticar o HPV.

Biópsia

Se constatado alterações na mucosa da parede uterina, o médico, utilizando uma pinça, extrai o material para análise.

Exames de urina

Este recurso é usado para investigar possíveis variações hormonais.

Menstruação irregular tem cura?

Se tratada de forma correta, através de acompanhamento médico e uma rotina saudável, a menstruação irregular pode ser remediada.

Em casos de sangramento uterino disfuncional (SUD), o problema é resolvido por mudanças no estilo de vida e/ou com reposição hormonal. Em situações mais graves, o problema é resolvido através de cirurgia.

Tratamento

Conheça alguns tratamentos indicados para solucionar o problema:

Reposição hormonal

A reposição hormonal tem como objetivo reparar a falta de quantidade de estrogênio e da progesterona (hormônio sexual que tem como função manter o equilíbrio do ciclo ovariano).

A forma como é feita a reposição varia para cada paciente, podendo ser através de medicamento via oral, gel ou adesivo.

Pílula anticoncepcional combinada

O medicamento interrompe a ovulação por meio da junção sintética de estrogênio e progesterona, fazendo com que não haja fecundação em caso de relação sexual desprotegida. Também transforma o muco cervical (fluido produzido pelo colo do útero), desfavorecendo a permanência do espermatozoide.

Além de evitar a gravidez, a pílula é indicada para mulheres que desejam regular a menstruação, pois o anticoncepcional controla a dosagem hormonal no organismo, evitando, desta forma, os distúrbios menstruais. Devido a ausência do óvulo, o sangue vem em menos quantidade e, em alguns casos, apresenta uma coloração mais escura.

Pílula anticoncepcional de progesterona

Indicado para mulheres que possuem restrição hormonal, a pílula anticoncepcional de progesterona ou minipílula, como também é conhecida, possui apenas um hormônio em sua fórmula, o progestogênico.

Assim como a pílula combinada, também impede a ovulação, porém, com um resultado mais fraco. Ela tem como função mudar a espessura do muco cervical, impossibilitando a entrada do esperma, e modificar a estrutura do endométrio (parede uterina), impedindo a gravidez.

A mulher menstrua regularmente e de forma reduzida. Contudo, quando ingerida em dias alternados, a minipílula pode causar irregularidade menstrual. Ela também é recomendada para pessoas predispostas à tumores uterinos.

Estrogênio

A reposição do estrogênio é recomendada para mulheres que estão na menopausa. A redução hormonal nesta fase contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares e da osteoporose.

Testosterona

A restituição da testosterona também é indicada para mulheres em menopausa e as que apresentam falta de libido.

Nos ovários, o desequilíbrio provoca cistos dentro do órgão. O problema pode ser percebido quando há menstruação irregular e dor intensa.

Cirurgia

A cirurgia só é indicada em casos mais graves, como o surgimento de tumores e cistos. Uma das intervenções, em caso de sangramento excessivo e quando a mulher não deseja mais engravidar, é a chamada ablação endometrial, que consiste na utilização do calor para desmanchar a camada interna do útero.

Medicamentos

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Algumas mudanças de hábito e práticas podem amenizar ou até mesmo regularizar a menstruação:

Compressão no abdômen

Realizar compressas com água gelada na região abdominal diminui o espaçamento dos vasos sanguíneos, reduzindo a quantidade de sangue.

Alimentação saudável

Os hábitos alimentares influenciam nas funções reprodutivas, o que faz com que o ciclo menstrual esteja ligado à quantidade de calorias que o corpo feminino absorve. Quando as reservas calóricas entram em ação, por exemplo, o mecanismo reprodutivo para, ou seja, a menstruação cessa.

Por isso, invista em alimentos que contribuem para o funcionamento da enzima aromatase CYP, responsável pelo equilíbrio dos estrogênios. Frutas de cor avermelhada (morango e framboesa, por exemplo) e vegetais coloridos (como a cenoura e abóbora) devem ser adicionados ao cardápio.

A vitamina C também deve ser consumida em abundância, pois auxilia na produção de hormônios, além de ter um efeito relaxante e antiestresse, uma das principais causas da menstruação irregular. A vitamina C pode ser encontrada em alimentos como o pimentão amarelo cru, suco de laranja e kiwi.

Chás

Alguns tipos de chá auxiliam no bom funcionamento do fluxo. Ingerir uma mistura contendo orégano, arruda e canela, por exemplo, ajuda no processo hormonal. Cavalinha, casca de carvalho e pé-de-leão, juntas, comprimem os vasos sanguíneos por possuírem função adstringente e assim, reduzem o fluxo menstrual.

Atividade física

A prática de atividade física gera beta endorfina (neurotransmissor localizado em neurônios do sistema nervoso central e sistema nervoso periférico) que estrutura os hormônios sexuais. Como consequência, há um reajuste no ciclo, bem como a diminuição de cólicas e melhora na lubrificação e libido.

Além desses cuidados, fique atenta aos sintomas da menstruação irregular, para informar de maneira mais precisa seu ginecologista:

  • Quantos dias duraram o ciclo menstrual;
  • Período de intervalo entre as menstruações;
  • Intensidade do sangramento;
  • Aparência do fluxo;
  • Demais sintomas apresentados.

Doenças relacionadas

A menstruação irregular pode indicar o aparecimento de outros problemas:

Hipotireoidismo

As mulheres são as mais afetadas pela doença, cerca de 8 vezes mais que os homens, sendo a menstruação irregular um dos sintomas.

A glândula tireoide é responsável por nos dar energia e auxilia no bom desempenho do nosso organismo. Quando os níveis de hormônios produzidos pela tireoide são baixos, ocorre o hipotireoidismo, quando acontece o oposto, é chamado de hipertireoidismo.

Além de prejudicar o desempenho do ciclo menstrual, o hipotireoidismo pode afetar a fertilidade. Isto acontece por dois fatores: o primeiro deles é pela anovulação, ou seja, o corpo feminino é impedido de liberar o óvulo; o segundo, é a redução do tempo em que o óvulo é fertilizado, levando à expulsão durante a menstruação.

Mioma

Mioma é um tumor benigno hospedado no músculo uterino, tanto na região interna quanto na região externa. Não há uma justificativa para o surgimento da doença, mas o que se sabe é que ela está relacionada à progesterona e ao estrogênio.

75% das mulheres são atingidas pelo problema, porém, metade delas não apresentam indícios. A medida que o mioma progride, pode surgir alguns desconfortos, como sangramento menstrual abundante, período menstrual demorado, problemas urinários, dores abdominais, pélvicas e durante a relação sexual.

A patologia pode comprometer a capacidade de a mulher engravidar, já que pode ocorrer deformação na parte interna uterina e aumento de inflamações.

Pólipo

As alterações hormonais podem ser apontadas como os responsáveis pelo surgimento deste tipo de tumor, que normalmente é benigno. Dentre os sintomas apresentados pela doença, está a menstruação irregular, sangramento após relação sexual ou pós-menopausa, corrimento com mau odor e dificuldade para engravidar.

A disfunção pode se tornar maligna em situações de obesidade, pressão arterial alta ou quando a paciente tem casos de pólipo na família.

Hiperplasia endometrial

Hiperplasia endometrial é caracterizada pelo aumento de espessura da parte mucosa que reveste a parte interna do útero (endométrio). O endométrio pode chegar até 15 mm de grossura e varia em situações de gravidez, menopausa ou no período menstrual.

O aparecimento do problema está ligado ao excesso de estrogênio e diminuição de progesterona no organismo. Esta alteração pode acontecer devido a diversos fatores, como diabetes, obesidade e Síndrome do Ovário Policístico (SOP).

Além de mudanças no ciclo menstrual, a mulher sofre com oscilações de temperatura corporal, mudanças de humor, acréscimo de pelos no corpo, dor abdominal e pélvica. Caso a mulher engravide estando doente, aumenta o risco de ter câncer do colo de útero e complicações na gravidez.

Câncer

A menstruação irregular, por si só, não é sinal de câncer. Contudo, em situações específicas, você deve ficar alerta e consultar o médico. Confira:

  • Sangramento após atividade sexual;
  • Ter feito o tratamento recomendado pelo especialista e mesmo assim persistir o problema;
  • Mulheres acima de 50 anos;
  • Estar na menopausa e não menstruar por um ano.

Alguns tumores estão relacionados com estes sintomas:

Câncer do colo do útero

Causado pelo papiloma vírus humano (HPV), o câncer do colo do útero fere a parte interna do útero. Normalmente, seu avanço demora em torno de 20 a 30 anos. Ele pode ser despertado quando a mulher faz sexo com vários parceiros sem camisinha, engravidar muitas vezes ou pelo hábito do tabagismo. Ocorre sangramento depois do sexo, dor pélvica e corrimento com cor amarela ou rosa, acompanhada de mau cheiro.

Câncer de endométrio

O câncer pode penetrar, na maioria dos casos, superficialmente a camada do endométrio. O sangramento pode surgir no período pré-menopausa e pós-menopausa, alternando sua periodicidade e intensidade.

Alguns fatores, como alto nível de estrogênio, pouca ou nenhuma quantidade de progesterona, diabetes e histórico familiar, contribuem para o aparecimento da doença.

Câncer de ovário

Câncer de ovário pode levar à morte. Não há um motivo exato de como surge a doença, porém, algumas condições favorecem o aparecimento da mesma:

  • Ovulação em excesso ou anovulação;
  • Casos na família;
  • Hereditariedade, ou seja, passada de mãe para filha;
  • Menstruar antes dos 12 anos;
  • Nunca engravidar;
  • Menopausa a partir dos 50 anos;
  • Tratamento hormonal na menopausa e de fertilidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP);
  • Sobrepeso;
  • Tabagismo;
  • Uso de dispositivo intrauterino (DIU).

Os sintomas são parecidos com de outras doenças, o que dificulta seu diagnóstico. Menstruação irregular, dor nas costas e no abdômen, problemas digestivos são alguns indícios. O alto índice de mortalidade está associado pela demora da mulher em sentir os sinais. Por isso, consulte o médico regularmente.

Como prevenir

É difícil determinar hábitos que previnem alterações no ciclo menstrual. No geral, ter uma dieta balanceada e praticar exercícios físicos é essencial para manter o funcionamento do organismo. Algumas mulheres ainda fazem uso de pílulas anticoncepcionais para controlar a menstruação.

Perguntas frequentes

Como saber o período fértil com menstruação irregular?

O período fértil em mulheres com ciclos regulares de 28 dias acontece na metade do ciclo, ou seja, conta-se 14 dias a partir da data da última menstruação. Já aquelas que possuem a menstruação desregular, a análise deve ser feita a partir dos últimos 6 meses. O cálculo deve ser embasado no menor e maior ciclo. Veja como determinar seu período fértil aqui.

Pode fazer tabelinha na menstruação irregular?

Como a estimativa do período fértil não é certeira, não é recomendável fazer a tabelinha nestes casos.

Menstruação irregular aumenta as chances de engravidar?

Devido a dificuldade em saber o período fértil, caso a mulher mantenha relações sexuais e não utilize métodos contraceptivos, o risco de gravidez é maior.

Quantos dias de atraso são suficientes para fazer um teste de gravidez?

Com 1 ou 2 dias de atraso no ciclo menstrual já é possível fazer o teste. Para um resultado mais confiável, aguarde, no mínimo, uma semana.

Sangramento menstrual excessivo é perigoso?

Menstruar em grande quantidade provoca perda de ferro, mineral ligado à hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio para as células. Como consequência, a mulher pode desenvolver anemia e apresentar sinais de fraqueza e cansaço. Em casos mais graves, a paciente necessita de internação e transfusão sanguínea.


A menstruação irregular atinge a maior parte das mulheres, por isso, não se apavore! Contudo, fique atenta aos sintomas explicados no post, pois pode ser um indicativo de problemas mais graves.

Converse com outras mulheres e em caso de dúvidas, entre em contato conosco!

Referências

Machado, L. (2001). Sangramento uterino disfuncional. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 45(4), 375-382. (http://dx.doi.org/10.1590/s0004-27302001000400010)
Cardoso CBMA, Bordallo MAN (2004). Distúrbios menstruais na adolescência. Adolescência Saúde, 1(4):23-25. (http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=202)
Barreiros, F. (2015). Alimentação, Stresse e Ciclo Menstrual. Universidade Fernando Pessoa. (https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/5314/1/PPG_18238.pdf)

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