O que é Gonorreia, sintomas, cura, tratamento e mais

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O que é gonorreia

A gonorreia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns entre os homens e as mulheres, sendo causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que também costuma ser conhecida como Gonocco. Uma das formas mais fáceis de se contrair o problema é a partir das relações sexuais sem o uso de preservativos, seja pela penetração, contato oral ou ocular.

A bactéria costuma se desenvolver de diferentes formas, dentre elas, no reto, aparelho urogenital, traqueia e nos olhos. Uma vez que ela se encontra presente no organismo, é possível que o paciente apresente alguns sintomas característicos do problema.

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É comum que a bactéria se prolifere em ambientes úmidos e quentes, o que acaba facilitando o seu crescimento em locais como a uretra, reto e vagina. Mas, diferente do que muitos imaginam, a doença não é transmitida apenas através da ejaculação.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é gonorreia
  2. Sintomas da gonorreia
  3. Gonorreia nas mulheres
  4. Gonorreia nos homens
  5. Consequências da gonorreia
  6. Gonorreia pode causar infertilidade em homens e mulheres
  7. Transmissão da gonorreia
  8. Qual médico procurar?
  9. Tratamento da gonorreia
  10. Medicamentos para gonorreia
  11. Prevenção
  12. Prognóstico

Sintomas da gonorreia

Existem diversos casos de pacientes infectados pela doença que não apresentam nenhum tipo de sintoma. Quando isso acontece é comum que o problema não receba o devido tratamento e acabe se agravando. Devido a isso, é necessário que os médicos realizem exames de rotina para verificar a presença da bactéria, principalmente em casos nos quais houve relação desprotegida.

Apesar disso, quando afeta os homens, é comum que em 90% dos casos os pacientes apresentem os seguintes sintomas:

  • Ardência ao urinar;
  • Corrimento uretral (ou vaginal no caso das mulheres);
  • Movimentos intestinais dolorosos;
  • Coceira;
  • Erupções;
  • Hemorragias.

Quando existem, os sintomas da gonorreia nas mulheres costumam ser:

  • Coceira vaginal;
  • Disúria (ardência ao urinar);
  • Dor durante o ato sexual;
  • Corrimento vaginal;
  • Escape de sangue vaginal.

Gonorreia nas mulheres

Apenas 50% das mulheres afetadas pela doença costumam apresentar sintomas. Quando a gonorreia atinge o público feminino é comum que ela ataque o colo do útero, fato que costuma acontecer de maneira silenciosa. Apesar disso, é possível que ela provoque escapes de sangue, que acontecem poucos dias após o contato com a bactéria.

O aparecimento do corrimento vaginal pode ajudar no diagnóstico clínico, já que muitas vezes o problema costuma ser confundido com casos de cistite. Este sintoma seria um diferencial na hora de identificar a DST.

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Gonorreia nos homens

Após 5 ou 30 dias é comum que os sintomas da gonorreia se tornem visíveis nos pacientes homens. A dor ao urinar (disúria), vontade excessiva de urinar ou corrimento anormal no pênis podem ser indicativos do contágio. São raros os casos em que os pacientes se queixam de inchaço ou desconforto nos testículos, corrimento anal ou inchaço da uretra.

Consequências da gonorreia

Quando a gonorreia não é tratada corretamente, ela pode trazer graves complicações à saúde dos homens e mulheres. As mais comuns e perigosas são:

  • Artrites infeciosas;
  • Meningite;
  • Osteomielite (infecção nos ossos);
  • Endocardite (infecção nas válvulas do coração);
  • Hepatite;
  • Lesões de pele;
  • Epididimite (inflamação no tubo espiralado que fica na parte de trás do testículo, tubo pelo qual o esperma é transportado e armazenado);
  • Complicações sanguíneas;
  • Infertilidade (em casos graves).

Nas mulheres, além de todas essas, também podem ocorrer:

  • Gravidez ectópica (ocorre na cavidade abdominal, impossível de prosseguir pois o ovo fertilizado não sobrevive);
  • DIP (doença inflamatória pélvica);
  • Parto prematuro;
  • Infecção do recém-nascido.

Gonorreia pode causar infertilidade em homens e mulheres

No caso das mulheres, se a doença se espalhar pelo aparelho reprodutor (útero e tubas uterinas) pode causar inflamação nestes órgãos e em outras partes mais internas do órgão genital feminino. Essa complicação é conhecida como DIP (doença inflamatória pélvica) e aumenta os riscos de complicações na gravidez e também pode causar infertilidade.

No homem, a gonorreia não tratada devidamente pode causar epididimite, caracterizada pela inflamação no reservatório de sêmen que fica junto ao testículo. Esta complicação se não for tratada pode levar a infertilidade masculina.

Além desta complicação, os homens ainda podem ter consequências como estreitamento da uretra e inflamação da próstata.

Transmissão da gonorreia

Mesmo em contato com a bactéria, existem chances de não se desenvolver a gonorreia. As chances de transmissão da bactéria durante uma relação sexual são de 50% a 70%. É essencial que a higienização dos órgãos genitais aconteça, principalmente após os casos de relações sexuais desprotegidas.

Se a relação desprotegida acontecer mais de uma vez as chances aumentam para 90% e até 100% dependendo da exposição do órgão sexual ao vírus.

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Em casos em que acontece a ruptura do preservativo, é possível que o indivíduo entre em contato com a bactéria, mas não desenvolva a doença. Mesmo em casos acidentais, os exames devem ser feitos o mais rápido possível.

Qual médico procurar?

A gonorreia é facilmente detectada a partir de exames e, apesar de parecer extremamente grave, ela é muito comum e o seu tratamento é simples.

Ao menor sinal da doença, é recomendável consultar um urologista ou ginecologista. O especialista solicitará amostras de secreção para serem analisadas em microscópio, a partir de um método que se chama coloração de Gram. O parceiro(a) também deve ser tratado o quanto antes.

Tratamento da gonorreia

O tratamento da doença é realizado com a prescrição de antibióticos específicos. Eles normalmente são indicados de acordo com o organismo de cada paciente. Os medicamentos podem ser ingeridos por via oral ou por injeção. Normalmente a bactéria costuma ser eliminada dentro de alguns dias ou semanas.

Quando a gonorreia é diagnosticada em recém-nascidos, os médicos geralmente já estão cientes antes do parto e aplicam um remédio nos olhos do bebê logo após o nascimento. Se mesmo assim a doença persistir, o bebê pode ser tratado com antibióticos normalmente.

Se você foi diagnosticado com gonorreia, solicite exames para identificação de outras doenças sexualmente transmissíveis como clamídia, sífilis, hepatite B e HIV, pois a doença torna o paciente mais suscetível a outras doenças.

Medicamentos para gonorreia

Os medicamentos comumente utilizados para o tratamento da gonorreia são:

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Devido ao uso indiscriminado de antibióticos nos últimos anos, estudos constataram que a bactéria Neisseria Gonorrheae tem criado resistência aos tratamentos convencionais de gonorreia, principalmente às penicilinas.

No Brasil, o ministério da saúde recomenda o tratamento de gonorreia e clamídia simultâneo, utilizando-se ciprofloxacino 500 mg, dose única mais azitromicina 1 g, dose única ou doxiciclina 100 mg, de 12 em 12 horas por sete dias.

Somente o médico poderá receitar o medicamento mais indicado para o caso em questão. Além disso, ele irá indicar a posologia e o tempo de tratamento da forma mais adequada, por isso é importante evitar a automedicação.

Muitas pessoas acabam interrompendo seus tratamentos por pensar que já estão curadas. É importante que não haja consumo de bebidas alcoólicas ou drogas durante o tratamento antibiótico pois o efeito das cápsulas passa a ser nulo e a bactéria em seu organismo se torna resistente ao mesmo tratamento.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prevenção

A incidência da doença é muito maior em pessoas entre os 15 e 30 anos de idade. No Brasil, estima-se que existam mais de 1,5 milhões de pessoas com gonorreia. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), nos Estados Unidos, são reportados aproximadamente 400 casos da doença por ano.

A prevenção da gonorreia é feita com preservativos durante o ato sexual. Todos os modos de contato com os órgãos sexuais devem ser feitos com o uso da camisinha para prevenir-se da doença.

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Em casos de relacionamentos fixos com uma única pessoa, é preciso manter em dia os exames de rotina para a identificação da bactéria. Caso uma das pessoas tenha tido gonorreia alguma vez, é preciso ter certeza de que não existem vestígios da bactéria.

Prognóstico

O convívio com a doença é indolor e não afeta a rotina de nenhum paciente. Caso a doença não tenha se espalhado nem causado consequências mais graves, o tratamento pode ser feito com a ajuda de medicamentos.

Os pacientes costumam tratar a gonorreia como algo muito pessoal. Esta ideia, muitas vezes é o motivo pelo qual o paciente se afasta das últimas pessoas com quem teve relações sexuais, não informando-os sobre a doença e, assim, por falta de evidencias da doença, muitas pessoas evitam os médicos e exames, aumentando as chances de contagiar terceiros.


Se você foi diagnosticado com gonorreia, procure ter uma conversa franca com seus últimos parceiros sexuais sugerindo que consultem um médico e façam os exames para que não se prejudiquem no futuro e nem prejudiquem outras pessoas.

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4 Comentários

    • Olá Thiago,

      Uma das possíveis complicações da gonorreia é justamente a infertilidade. Contudo, ela é apenas possível, e nem sempre os portadores da doença ficarão inférteis. Se esse for o caso, é completamente possível que esses pacientes consigam ter filhos posteriormente.

    • Olá Octavio,

      Quando o tratamento não está dando resultados, é importante que você comunique seu médico para que ele possa avaliar as medidas a serem tomadas.

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