Hepatites são doenças que afetam o fígado e podem trazer diversas complicações para aqueles que as possuem. Diversas delas são causadas por vírus e são sexualmente transmissíveis.

As hepatites virais, como a hepatite B, podem ser muito perigosas. Ter as informações sobre como se proteger é muito importante.

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Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é hepatite B?
  2. Tipos
  3. Causas da hepatite B
  4. Qual a forma de transmissão da hepatite B?
  5. Sintomas da hepatite B
  6. Como é feito o diagnóstico?
  7. Anti-HBs: valores de referência
  8. Hepatite B tem cura?
  9. Qual o tratamento da hepatite B?
  10. Medicamentos
  11. Convivendo com hepatite B
  12. Hepatite B e gravidez
  13. Prognóstico
  14. Complicações
  15. Como prevenir hepatite B?
  16. Vacina para hepatite B
  17. Perguntas frequentes

O que é hepatite B?

A hepatite B é uma das hepatites, um conjunto de inflamações que afetam o fígado. Elas podem ser causadas por variadas condições, mas o tipo B, especificamente, é uma infecção causada pelo Vírus da Hepatite B (VHB).

Quando afeta adultos, nos casos mais leves, a doença costuma desaparecer sozinha. Mas  em crianças ou alguns adultos, pode se tornar crônica. O que significa que não é eliminada do corpo pelo sistema imunológico e causa danos extensos no decorrer da vida.

Ela é transmitida através de líquidos corporais e pode ser contraída através da relação sexual e compartilhamento de seringas.

O vírus é especialmente contagioso e é transmitido facilmente.

Quando ocorre a transmissão, o VHB contamina os hepatócitos, células do fígado, multiplicando-se dentro delas e então as rompendo, o que resulta em mais vírus no organismo. Estes vírus então recomeçam o ciclo de reprodução.

O sistema imunológico então ataca os vírus, destruindo os hepatócitos infectados. Entretanto, diversos hepatócitos saudáveis também podem ser destruídos.

Em algumas semanas, o vírus é eliminado do corpo, exceto nos casos em que o sistema imunológico não está forte o bastante, o que resulta no desenvolvimento da doença para a forma crônica.

Mas existem formas de prevenir a doença, entre elas, a vacina para a hepatite B.

O código da hepatite B no CID-10 é B16.

Tipos

Apesar de sempre ter uma ação parecida, a hepatite B pode se apresentar em 3 diferentes tipos. São eles:

Hepatite B aguda

A versão clássica, a hepatite B aguda acontece quando a pessoa contrai o VHB em qualquer um dos tipos possíveis de contágio, seja por contato com sangue ou através da relação sexual.

Nesse caso, a doença se apresenta afetando os hepatócitos, causando a destruição das células para que o vírus se reproduza. A consequência é que isso reduz a capacidade de ação do fígado, que tem a função de metabolizar substâncias ingeridas pelo corpo.

O sistema imunológico ataca o vírus, eliminando a infecção e hepatócitos infectados e saudáveis no processo.

Em algumas semanas o vírus não existe mais no corpo, o fígado se recupera dos danos e o paciente fica imune à contaminação por hepatite B.

Hepatite B crônica

A hepatite B crônica é mais comum em crianças, mas pode afetar adultos em até 25% dos casos. Define-se a hepatite como crônica quando, depois de 6 meses de infecção, o vírus ainda está presente no organismo.

O mecanismo de ação da hepatite B crônica é o mesmo da aguda, entretanto, nesse caso, o vírus não é completamente eliminado e volta a causar a inflamação das células hepáticas.

Ou seja, o paciente não é capaz de se curar sozinho e, como resultado de diversas inflamações subsequentes no órgão, o fígado fica danificado.

Esse comprometimento do órgão pode levar a uma cirrose hepática, que é uma doença caracterizada pela formação de tecido cicatricial no fígado e que pode matar. Também pode causar câncer no fígado.

No caso de uma hepatite crônica, o transplante de fígado pode ser necessário para livrar o paciente de um fígado danificado, mas não é possível remover o vírus por completo e a doença pode voltar.

Hepatite B fulminante

A hepatite fulminante é um acontecimento raro que surge quando a doença se desenvolve rápido demais, afetando muitas células do corpo.

O vírus da hepatite B é o maior causador deste tipo de hepatite, apesar de na maioria dos casos ela acontecer quando o VHB age em conjunto com a hepatite D. Nos casos de hepatite sem o vírus da hepatite B, a versão fulminante é bem mais rara.

Esse tipo de hepatite pode causar a morte em pouco tempo, já que as funções hepáticas ficam fortemente comprometidas.

Como consequência, podem ocorrer inclusive doenças neurológicas, como a encefalopatia portossistêmica, que surge quando substâncias que deveriam ser metabolizadas pelo fígado não são.

Nos casos de hepatite fulminante, a piora dos sintomas é rápida e súbita, e a hospitalização é necessária.

Causas da hepatite B

A hepatite B é causada pelo Vírus da Hepatite B ou VHB. Esse vírus é extremamente contagioso e afeta o fígado, assim como todos os vírus de hepatites virais — hepatites A, B, C, D e E.

Leia mais: O que é Hepatite A, transmissão, sintomas, vacina, tem cura?

O VHB se instala dentro das células do fígado e as utiliza para se reproduzir. O sistema imunológico ataca as células infectadas, causando assim um processo inflamatório, a hepatite.

Leia mais: Hepatite C: cura, sintomas, o que é, tratamento, contágio e mais

Qual a forma de transmissão da hepatite B?

O vírus da hepatite B está presente no sangue, esperma, fluidos vaginais e no leite materno. Ela é uma doença sexualmente transmissível, o que significa que o sexo sem proteção pode ser um meio de contágio.

Também é possível contrair hepatite B através do compartilhamento de seringas. Caso uma das pessoas usando a seringa esteja contaminada, a outra pode se infectar.

A hepatite B é extremamente contagiosa, sendo de 50 a 100 vezes mais transmissível do que o HIV. Entretanto, apesar da transmissibilidade, não é possível pegar hepatite através do ar, saliva ou contato.

Os principais fatores de risco para a contaminação pelo vírus da hepatite B são:

Compartilhamento de seringas

O compartilhamento de seringas é um dos meios que se pode contrair a hepatite B. Se uma pessoa contaminada usa uma seringa e a empresta para outra pessoa, a transmissão pode facilmente ocorrer.

Isso acontece com maior frequência no caso de uso de drogas injetáveis em que se divide seringas, mas também pode acontecer em hospitais que não realizam higienização adequada ou quando alguém partilha seringas para algum medicamento.

Sexo sem proteção

O sexo sem proteção é um dos principais fatores de transmissão. O vírus pode ser encontrado nos fluidos vaginais e no esperma, portanto, transar sem camisinha (o único método contraceptivo que protege de ISTs) com alguém infectado pode resultar na contaminação pelo VHB.

Reutilização de agulhas de tatuagem

Agulhas de tatuagens devem ser bem esterilizadas e, da mesma forma que as seringas, as agulhas de tatuagem não devem ser reutilizadas, pois doenças transmitidas pelo sangue podem ser contraídas dessa forma.

Se o material for utilizado em alguém com hepatite B e, então, reutilizado em uma pessoa que não tem a doença, existem chances de contaminação.

Sintomas da hepatite B

A hepatite B tem um longo período de incubação, que pode durar de algumas semanas a 6 meses, e só depois disso os sintomas surgem.

Em casos mais leves, o sistema imunológico pode eliminar o vírus sem que qualquer sinal apareça. Entretanto, em muitos casos, sintomas surgem.

Em crianças pequenas, a doença também costuma ser assintomática, mas existe a grande possibilidade dela se tornar crônica, o que pode causar cirrose depois de anos.

Os sintomas, quando surgem, são:

Dor abdominal

A hepatite B afeta o fígado e causa dor abdominal, na região do órgão. O fígado fica no lado direito do corpo, próximo às costelas.

Urina escura

O fígado é o responsável pela metabolização da bilirrubina, um pigmento amarelado natural do corpo humano.

A hepatite B faz com que o fígado não metabolize a bilirrubina de maneira adequada e então é o rim que a filtra. A bilirrubina sai do corpo na urina, deixando-a com uma cor amarelada escura.

Icterícia

A bilirrubina, o pigmento amarelado que o fígado costuma metabolizar e liberar através da bile, pode se acumular no sangue e na pele antes de ser filtrada pelos rins nos casos em que o fígado não consegue exercer sua função adequadamente.

Durante a hepatite B a bilirrubina se acumula no sangue e na pele, deixando a pessoa com uma aparência amarelada, que indica que o fígado não está trabalhando de maneira adequada.

Além disso, a esclera, o branco do olho, também pode ficar amarelada devido ao acúmulo do pigmento.

Fezes claras

Normalmente, o fígado metaboliza a bilirrubina e a elimina através da bile, que vai para o intestino e sai nas fezes. Parte da coloração das fezes se deve a essa substância.

Quando a bilirrubina não está passando do fígado para a bile por causa da hepatite B (ou qualquer outra condição), as fezes podem ficar mais claras do que o normal.

Febre

Inflamações e infecções frequentemente causam febre, que é uma reação natural causada pelo sistema imunológico. Ela é esperada em casos de hepatite B.

Dor articular

A dor nas articulações é um dos sintoma da hepatite B. Nesse caso, ela é chamada de “Síndrome semelhante à doença do soro”.

Seu funcionamento é como a doença do soro, que acontece devido à ligação de anticorpos com certas substâncias como drogas ou o soro heterólogo, que é produzido em interações imunológicas.

No caso da hepatite B, ela não é uma verdadeira doença do soro, mas é semelhante, por isso o nome. Causa dores articulares devido a deposição da substância formada pela ligação dos anticorpos com outras coisas.

Perda de apetite

A hepatite B pode causar perda de apetite nos pacientes, um sintoma comum relacionado a condições do sistema gastrointestinal e hepático.

Vômitos

Vômitos podem acontecer em caso de hepatite B. É importante que o paciente se mantenha hidratado, já que vômitos podem fazer com que o corpo perca muita água, ocasionando uma desidratação.

Fraqueza

A doença causa fraqueza e é importante que o paciente repouse bastante para guardar energias e permitir que o corpo enfrente a infecção de maneira eficaz. Descansar é essencial durante a hepatite B.

Como é feito o diagnóstico da hepatite B?

O diagnóstico da hepatite B é laboratorial, feito através do exame de sangue, e o médico responsável é o clínico geral ou o hepatologista.

Além de usar o exame de sangue, é possível levantar a suspeita com grau elevado de confiabilidade através do teste rápido de hepatite B, que pode ser aplicado no consultório.

Teste rápido para hepatite B

O teste rápido para hepatite B pode ser aplicado no próprio consultório e detecta o HBsAg, que é o antígeno que o corpo produz para enfrentar o vírus da hepatite B.

Se este antígeno é encontrado no sangue, significa que a infecção está ativa.

Para o exame, o médico retira uma amostra de sangue do dedo do paciente e o analisa com o teste rápido, que pode dar um resultado inconclusivo, negativo ou positivo.

Caso o resultado seja negativo, é confirmado que o paciente não possui o vírus. Entretanto, se o resultado for inconclusivo ou positivo, é necessário realizar o exame de sangue para o diagnóstico, já que mesmo nos casos positivos, pode haver um falso positivo.

Exame de sangue

É realizado um exame de sangue que identifica antígenos HBsAg, que quando presentes indicam que a infecção está ativa e seu resultado é positivo. Ele é mais preciso do que o teste rápido, realizado em laboratório, além de ser capaz de detectar o próprio vírus no sangue.

Além disso, através de um exame de sangue é possível encontrar outras células imunológicas que podem dar mais detalhes sobre a situação do paciente.

Enquanto os antígenos HBsAg indicam que a infecção está ativa (aguda), os anti-HBs indicam que a pessoa está imune, seja por vacina, seja por já ter tido a doença no passado.

A presença do antígeno Anti-HBs IGM, por sua vez, indica uma infecção recente. Caso o exame dê negativo para todos os antígenos significa que não houve contato deste paciente com o vírus.

Depois de concluído o exame laboratorial, o diagnóstico pode ser oficializado e o tratamento iniciado.

Anti-HBs: valores de referência

O exame anti-HBs não é medido em valores de referência, mas sim em positivo ou negativo para certos tipos de antígeno ou para o próprio vírus.

A presença de antígenos HBsAg indica infecção ativa. A presença de antígenos anti-HBs indica a imunidade e a presença de antígenos anti-HBs IGM indica, além da imunidade, uma infecção recente. A presença do antígeno Anti HBc Total indica que uma infecção aconteceu anteriormente.

No geral, valores menores do que 10mUI/mL indicam não reagente. O paciente pode não estar imunizado (vacinado) ou que está contaminado. Já concentrações maiores do que 100mUI/mL significa reagente, ou que a pessoa está imune ou curada da doença.

Os valores de referência podem mudar de acordo com o tipo de exame e o laboratório, por isso, lembre-se que o médico é o profissional capacitado para analisar e interpretar o exame

Hepatite B tem cura?

Sim. A hepatite B costuma se curar sozinha e, nos casos de hepatite B fulminante, antivirais podem ser utilizados no hospital para garantir a sobrevida do paciente.

Entretanto, nos casos em que a doença se torna crônica, o tratamento se torna mais complexo já que o próprio sistema imunológico do paciente não é capaz de eliminar os vírus.

Nesses casos, não há cura. A hepatite crônica pode causar muitos danos no órgão, então o transplante de fígado pode se mostrar necessário.

Qual o tratamento da hepatite B?

O tratamento da hepatite B, na maioria dos casos, é simples, mas em certas pessoas o processo pode ser mais complicado. Tudo depende do tipo de hepatite B.

Lembre-se de não forçar o fígado durante o tratamento para hepatite B. Isso significa não ingerir álcool de maneira nenhuma, já que essa substância é metabolizada no fígado.

Se o órgão não está funcionando adequadamente, você pode se intoxicar com álcool muito mais facilmente, além de danificar ainda mais o fígado.

Acompanhamento e observação

A hepatite B aguda, na maioria dos casos, não precisa de tratamento médico. Basta que a pessoa descanse bem, beba bastante água e utilize os medicamentos receitados para alívio de possíveis sintomas.

O sistema imunológico pode dar conta do vírus em poucas semanas e, em muitos casos, nenhum sintoma aparece ou são fracos.

Hospitalização

A hepatite fulminante, por outro lado, é mais séria devido à velocidade com que age. O paciente pode precisar ser hospitalizado e a atenção medicamentosa se torna necessária, especificamente antivirais, para a eliminação rápida do vírus.

Medicação

Os medicamentos antivirais são utilizados para tratar tanto a hepatite crônica quanto a fulminante.

No caso da crônica, não é possível eliminar o VHB por completo, mas é possível que o medicamento seja usado de forma prolongada e contínua.

Entretanto, nos casos em que a hepatite não foi tratada por muito tempo, danos permanentes podem estar presentes no fígado e pode haver cirrose ou até câncer de fígado.

Transplante de fígado

Quando os danos no fígado são extensos demais, o transplante de fígado pode se mostrar necessário. Isso não cura a doença, já que o vírus pode estar no corpo, mas é uma maneira de garantir que o paciente sobreviva e possa continuar o tratamento.

Medicamentos

Os medicamentos utilizados para o tratamento da hepatite B são antivirais e são voltados especialmente para aqueles que têm hepatite B crônica ou fulminante.

O tratamento medicamentoso ajuda a evitar maiores danos no fígado ao eliminar a maior quantidade possível de vírus em pouco tempo. Algumas opções são:

Estes medicamentos podem ser encontrados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo com hepatite B

Quando se tem hepatite B crônica, alguns cuidados devem ser tomados para evitar que complicações mais graves apareçam, além de evitar a transmissão. São eles:

Evite álcool

O álcool afeta o fígado e pode causar problemas caso o paciente que tem hepatite B o ingira. Danos no fígado se tornam mais fáceis, o que podem evoluir, com o tempo, para uma cirrose, que pode matar.

Avise seus médicos

Sempre que for a uma consulta médica, avise o médico que possui hepatite B. Isso fará com que os medicamentos usados não sejam aqueles que afetam o fígado, ou que esses medicamentos, caso necessário, sejam usados com maior cuidado devido à condição.

Use camisinha

Evite que a doença seja transmitida para outras pessoas. Use camisinha, diminuindo os riscos de contaminar seus parceiros pela hepatite B.

Hepatite B e gravidez

A hepatite B pode ser transmitida para o feto durante a gestação, por isso é essencial que as mulheres grávidas façam os exames para hepatite, para que os médicos estejam cientes de uma possível infecção e possam proteger o bebê do vírus.

A mãe pode transmitir hepatite B para o bebê?

Sim. A transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho pode ocorrer, tanto antes, durante e depois do parto, além de ser possível por meio da amamentação.

O momento em que a infecção costuma ocorrer com mais frequência é durante o parto e, antes dele, é bastante raro. Entretanto, é possível evitar essa contaminação.

A primeira dose da vacina contra hepatite B imediatamente após o parto, somada à aplicação de imunoglobulina humana anti-hepatite B nas primeiras 12 horas de vida da criança costuma evitar a contaminação vertical em 90% dos casos.

É essencial que estes cuidados sejam tomados caso a mãe tenha hepatite B, já que entre 70% e 90% dos casos de transmissão vertical evoluem para hepatite crônica.

Prognóstico

Na maior parte dos casos, o prognóstico da hepatite B é bom e o paciente sobrevive sem maiores complicações.

Entretanto, nos casos em que a doença é crônica, o que acontece em 10% a 30% dos casos, o tratamento será necessário por toda a vida, ou existe risco alto de danos nos rins no decorrer do tempo.

No caso da hepatite B fulminante, há maiores riscos que podem incluir desde danos renais a prejuízos neurológicos e morte, portanto é importante que o atendimento seja realizado o mais rápido possível.

Complicações

A hepatite B, apesar de se curar em sozinha em muitos casos, pode trazer consequências desagradáveis. Entre elas:

Hepatite B crônica

A hepatite B crônica é uma das principais possíveis complicações da hepatite B. A doença não deixa o corpo e, no decorrer dos anos, o fígado pode ser muito afetado pela condição. O que leva à próxima complicação.

Cirrose

Especialmente nos casos de hepatite crônica, a cirrose pode surgir quando o fígado é muito danificado pela doença. O fígado é o órgão que mais rápido se regenera, mas até ele tem um limite e, eventualmente, pode ficar coberto de tecido cicatricial.

Quando isso acontece, sua função pode ficar prejudicada.

A cirrose é uma doença terminal grave que eventualmente mata o paciente. O único tratamento possível é o transplante de fígado.

Câncer de fígado

Os danos repetidos ao fígado, causados pela hepatite crônica, podem levar a um câncer de fígado. Essa é a mais temida complicação da doença e um dos principais motivos para que a prevenção seja extremamente necessária.

Danos cerebrais

Quando existe a hepatite B fulminante, a função hepática pode ser rapidamente danificada, o que pode aumentar o número de toxinas no corpo, levando inclusive a danos cerebrais.

Morte

A morte pode acontecer em decorrência dos danos no fígado ou a falta de sua atividade. Normalmente, isso não acontece com pacientes que têm apenas a versão aguda da doença, mas nas versões crônica e fulminante, a morte é um perigo real.

Como prevenir hepatite B?

Existem diversas maneiras de se prevenir e não pegar hepatite B. são elas:

Vacine-se

A vacina é o método mais eficaz para evitar a hepatite B já que, mesmo que de alguma forma você seja contaminado, o seu sistema imunológico já estará pronto para enfrentar o vírus antes mesmo dele conseguir se instalar.

A hepatite B pode ser uma doença perigosa, mas ela é facilmente prevenível através da vacina que pode ser dada desde o primeiro dia de vida.

Use camisinha

O único método contraceptivo que evita a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (IST) é a camisinha, pois impede o contato direto com os líquidos que podem transmitir o vírus da hepatite B.

Lembre-se de usar o preservativo, especialmente se for ter relações sexuais com um parceiro novo.

Não compartilhe seringas

Compartilhar seringas é uma das maneiras de transmissão da hepatite B. Sempre utilize seringas novas e não as compartilhe. Além das hepatites, outras doenças podem ser transmitidas dessa forma, como o HIV.

Não compartilhe agulhas de tatuagem

Da mesma forma que as seringas, agulhas de tatuagem entram em contato com os líquidos que podem estar contaminados, como o sangue.

Sempre que for realizar uma tatuagem, tenha certeza dos padrões de higiene do local e se informe sobre a esterilização dos materiais utilizados.

Vacina para hepatite B

A vacina para a hepatite B é a principal e mais eficaz maneira de se proteger da doença. Ela é divida em três doses e a primeira pode ser dada logo no primeiro dia de vida para proteger a criança do vírus.

A imunização está no programa nacional de vacinação e é essencial para garantir que as pessoas fiquem saudáveis.

Gestantes também têm indicação para receber a vacina, o que evita que a mãe contraia a doença e a passe para o bebê.

A vacina utiliza vírus inativados para dar ao sistema imunológico uma amostra do vírus. O corpo então passa a produzir anticorpos para esse vírus específico e se versões ativas dele um dia aparecerem, o corpo já estará preparado para enfrentar a infecção antes que ela cresça.

Leia mais: Bula da Vacina contra hepatite B recombinante

Perguntas frequentes

Posso beber álcool com hepatite?

Não! O álcool é metabolizado no fígado, que é um órgão que precisa de descanso para se recuperar durante uma hepatite. Se você ingerir álcool, pode danificá-lo ainda mais.

Além disso, dependendo do estado do fígado, a ingestão de álcool pode causar intoxicação já que ele é responsável por sua metabolização.

Fique longe de bebidas alcoólicas enquanto se recupera de uma hepatite.

Posso contrair hepatite B através do ar?

Não. O único jeito de contrair hepatite é através da troca de fluidos como o sangue, esperma e fluidos vaginais, além do leite materno. Outros fluidos, como a saliva, não transmitem o vírus. Espirros e toque também não podem carregar o VHB.

Como se pega hepatite B?

É possível pegar a hepatite B através do sexo desprotegido, do compartilhamento de seringas e agulhas de tatuagem e através da amamentação.

Mulheres com hepatite B podem amamentar?

Apenas se o bebê estiver vacinado. O vírus é transmitido pelo leite materno, mas se o bebê estiver vacinado, ele estará imune à hepatite B e pode beber o leite contaminado sem maiores problemas.

Peguei hepatite B. Estou imune às hepatites A e C?

Não. Os vírus de cada hepatite são diferentes e, por isso, ter imunidade a um não significa ter imunidade a outro. Mesmo que já tenha pego alguma das hepatites, tome as precauções para evitar as outras, como usar camisinha e não compartilhar seringas.


A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível que pode ter como consequência a cirrose, mas que na maioria das vezes se cura sozinha.

Compartilhe com seus amigos para que eles saibam mais sobre a hepatite B!

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 18/02/2019

Fontes consultadas

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9 comentários

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  1. No momento leio essas informações no leito do hospital. O qual estou internado faz uma semana. Eu que to sentindo na pele esse efeito posso deixar registrado aqui que é muito importante tomar a vacina e fazer sexo com proteção. O que não ocorreu comigo.
    As náuseas são horríveis… não vale a pena nem por um dia ter esse sintoma. falo sério e te garanto que nenhum prazer esta acima desse risco. PROTEJAM-SE

    1. Sábias palavras. Obrigada por compartilhar isso conosco.

      Desejamos melhoras!

  2. Pedro obrigado…
    Também tenho a hepatite, e as tuas palavras já dão uma força… Mas espero que melhores assim como eu. Abraços.

  3. A muitos anos fui diagnosticado com hepatite B, o hemocentro me encaminhou para uma clínica para exame mais complexo, fui informado que o meu organismo produz o soro anti hepático, porém não posso mais doar sangue, estou noivo qual a possibilidade de minha futura esposa ser contaminada? E o futuro bebê ? E se tem algum tratamento pra me curar totalmente ?

    1. Olá, Carlos.
      O soto anti-hepático ou anti-HBs é produzido pelo organismo que foi acometido pela hepatite B e foi curado. Não há riscos de transmissão, pois são anticorpos e não os vírus da doença.
      Não é necessário fazer tratamento também, logo que não se trata da doença. Mas caso haja dúvidas, consulte um(a) médico(a) e converse com o(a) profissional obstetra que acompanha a gestação de sua esposa.

  4. Fiz um exame anti-hbs resultado deu: valor de referência 992,9 não reagente. Queria saber o que significa.

    1. Olá, Ana.
      Os exames devem ser interpretados pelo médico ou médica que solicitou. Exames de hepatite devem ser avaliados em conjunto, pois podem indicar apenas a imunização ou contato com o agente infeccioso, ou também podem indicar a infecção ativa.
      Por isso, é necessário levar os resultados à consulta médica.

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