Remédio para candidíase masculina e feminina (oral, dose única)

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Revisado por: Dra. Francielle Tatiana Mathias (CRF/PR 24612) – Farmacologista

A candidíase é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, sendo que, a maior parte dos quadros não é causada por contágio ou transmissão, mas sim por fungos que habitam naturalmente o nosso organismo.

A espécie de Candida que mais causa a candidíase é o C. albicans, um microrganismo geralmente presente na flora gastrointestinal.

Quando o sistema imunológico está saudável, ele permanece no corpo sem trazer maiores prejuízos, vivendo de maneira harmônica. Porém, se houver disfunções imunológicas ou alterações que favoreçam a manifestação do fungo, a candidíase se desenvolve.

Vale lembrar que, apesar de ser mais associada às infecções da região íntima, a candidíase pode ocorrer também na boca, na pele ou nos órgãos internos — como esôfago.

Portanto, sendo causada pela ação de fungos, a candidíase é tratada com medicamentos capazes de combater a ação do agente infeccioso (antifúngicos), podendo ser por via oral, injetável ou tópica (como cremes ou sprays administrados por via dermatológica ou vaginal).

O tratamento visa amenizar rapidamente os sintomas, que podem incluir coceira intensa, vermelhidão da região afetada, pequenas úlceras na superfície, ardor e mal-estar.

Conheça quais os remédios mais comuns usados no tratamento da candidíase!

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Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. Tipos de antifúngico para candidíase
  2. Remédios orais para candidíase
  3. Cremes e pomadas para candidíase
  4. Injeções para candidíase
  5. Remédio em dose única
  6. Candidíase masculina (peniana)
  7. Candidíase feminina
  8. Candidíase na gravidez
  9. Candidíase oral
  10. Candidíase da pele e das unhas
  11. Candidíase esofágica
  12. Candidíase intestinal

Tipos de antifúngico para candidíase

Existem diversas classes de medicamentos antifúngicos para combater a manifestação da candidíase. Eles podem variar conforme o mecanismo de ação (ou seja, a forma com que ele vai eliminar o fungo) e a apresentação (tratamento local ou sistêmico).

Como tratamento tópico se entende que o medicamento tem ação isolada ou localizada, podendo ser encontrado como pomadas, cremes ou soluções para fazer bochecho, por exemplo. Já os tratamentos sistêmicos são aqueles feitos com comprimidos ou injeções, que podem ter ação em todo o organismo.

Em geral, os pacientes respondem bem aos medicamentos antifúngicos, sejam eles em pomada, solução, comprimidos ou comprimidos orais, sem necessidade de hospitalização ou associação medicamentosa (analgésico, por exemplo).

Vale lembrar que todo tratamento e medicação só devem ser indicados por um médico, e que o uso indiscriminado pode trazer riscos à saúde.

Leia mais: O que é automedicação, causas e quais são as consequências?

Remédios orais para candidíase

Os comprimidos devem ser tomados de acordo com a recomendação médica, geralmente em dose única (dosagens mais altas) ou durante alguns dias (dosagens menores e fracionadas).

Nesses casos, os comprimidos e cápsulas devem, em geral, ser ingeridos junto com alimentos ou após as refeições, sempre com água e com extrema atenção para que nenhuma dose seja esquecida. Na lista dos mais utilizados estão:

Cremes e pomadas para candidíase

Alguns desses medicamentos incluem os mesmo princípios ativos encontrados nos remédios orais, mas no caso do tratamento tópico a ação é mais localizada.

A forma de aplicar, a frequência e a duração do tratamento devem ser expressamente recomendadas pelo médico. Porém, algumas dicas de uso incluem a lavagem e higienização correta das mãos antes de aplicar cremes e pomadas, os cuidados com a quantidade correta do produto, além atenção ao espalhá-lo (evitando esfregar ou lesionar a pele).

O médico poderá receitar:

Injeções para candidíase

Esse tipo de tratamento é utilizado em casos mais graves de infecção por candida, infecções sistêmicas em pacientes imunossuprimidos (com AIDS ou câncer, por exemplo). As injeções devem ser aplicadas pelo profissional responsável e, geralmente, necessitam de uma única aplicação. Entre as opções disponíveis estão os medicamentos à base de:

Remédio em dose única

Em geral, quadros leves e moderados de candidíase podem ser tratados com medicamentos de dose única (em que é necessário usá-los apenas uma vez, sejam os comprimidos orais ou vaginais).

Entre as opções terapêuticas de dose única estão o fluconazol e o itraconazol. Além disso, há o nitrato de isoconazol, uma opção de comprimido vaginal de dose única.

Candidíase masculina (peniana)

A candidíase peniana pode acontecer após contato sexual. Assim, é comum que o médico solicite que tanto o homem quanto a parceira tomem o comprimido via oral.

Em geral, o tratamento mais eficaz é através de pomadas ou cremes na região afetada (tratamento tópico). O Fluconazol é o mais indicado, devendo ser usado de 7 a 14 dias, mas há também:

  • Clotrimazol, por até 14 dias;
  • Econazol, por até 14 dias.

Em casos mais intensos, o tratamento sistêmico pode ser realizado através de fluconazol ou cetoconazol, de 7 a 14 dias.

Candidíase feminina

Em geral, as pacientes respondem bem às terapias tópicas, ou seja, realizadas com cremes, pomadas ou comprimidos vaginais. Normalmente, são necessários entre 7 e 14 dias para que o tratamento combata os fungos, dependendo da concentração da pomada ou creme. Entre as opções, pode ser recomendado:

  • Comprimidos vaginais de Clotrimazol;
  • Creme de Miconazol;
  • Comprimido vaginal de Miconazol;
  • Comprimido vaginal de Econazol;
  • Creme de Terconazol;
  • Comprimido vaginal de Nistatina.

No tratamento de candidíase vaginal, o fluconazol e o itraconazol, podem ser receitados em dose única, em associação com medicamentos de uso tópico.

Em casos recorrentes ou na candidíase sistêmica, pode-se optar por Fluconazol oral de 150mg uma vez por semana, Clotrimazol vaginal 500 mg uma vez por semana ou 200mg duas vezes por semana, por até 6 meses.

Candidíase na gravidez

A candidíase na gravidez não é, geralmente, uma condição perigosa à mãe ou ao bebê. Ela costuma ser provocada devido às mudanças hormonais e no pH vaginal da gestante, o que favorece a proliferação do fungo.

Apesar de não apresentar riscos na maioria dos casos, é necessário tratá-la de maneira correta, preferencialmente através dos cremes e pomadas, devido à ação mais localizada dos medicamentos.

Porém, se a infecção for mais intensa ou se as respostas à terapia tópica não for suficiente, os medicamentos orais podem ser adotados (a critério médico).

Os tratamentos tópicos incluem pomadas, cremes ou comprimidos vaginais, geralmente usados entre 7 e 14 dias, à base de:

  • Nistatina;
  • Clotrimazol;
  • Terconazol;
  • Miconazol.

Mesmo no caso de cremes de uso tópico, o uso durante a gravidez deve contar com indicação e acompanhamento médico, pois a possibilidade de uso depende de fatores como o tempo de gestação e a condição de saúde da gestante.

Candidíase oral

A candidíase pode acometer a mucosa da boca e garganta, causando dores e incômodos por toda a cavidade oral. Essa é uma condição que costuma atingir pacientes imunodeprimidas, como portadores do HIV ou pessoas transplantadas.

O tratamento é realizado, em geral, com a realização de bochechos e gargarejos com medicamentos à base de nistatina e/ou com fluconazol comprimidos, em dose única.

Pacientes que não respondem bem ao tratamento com os comprimidos de fluconazol ou que tenham alguma restrição a ele, podem ser indicados ao uso de:

  • Itraconazol, de 7 a 14 dias;
  • Voriconazol, de 7 a 14 dias;
  • Posaconazol, por 14 dias.

Leia também: Herpes labial: sintomas, tratamento, remédio, pomada, como curar?

Candidíase da pele e das unhas

A infecção pode acometer a superfície da pele e causar erupções, coceira, manchas e vermelhidão. Nesses casos, o tratamento pode ser com o uso de pomadas e cremes à base de imidazol, 1 vez ao dia por até 4 semanas.

Porém, outros antifúngicos podem ser empregados, como:

  • Solução ou esmalte à base de Ciclopirox;
  • Creme de Terbinafina;
  • Creme Clotrimazol;
  • Creme Econazol;
  • Creme Cetoconazol;
  • Nistatina (creme ou solução).

Candidíase esofágica

O fluconazol é o medicamento mais comum para o tratamento, geralmente sendo necessário a utilização entre 14 e 21 dias. Em casos que o antifúngico não apresenta bons resultados, podem ser empregados:

  • Voriconazol;
  • Itraconazol;
  • Posaconazol.

O tempo do tratamento irá depender da recomendação médica.

Candidíase intestinal

Estresse e mudanças alimentares estão entre as principais causas de alterações na flora intestinal.

Para combater a presença de fungos no órgão, pode ser necessário utilizar remédios orais, como o fluconazol, aliado a mudanças na alimentação, como a ingestão de produtos probióticos (leite e iogurte natural, por exemplo), de acordo com as recomendações médicas.

Leia mais: O que é Kefir (leite, água), benefícios, receitas, como fazer e cuidar?

A dieta visa fortalecer a imunidade e recuperar ou restabelecer o equilíbrio da flora intestinal, eliminando e evitando novas proliferações fúngicas.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.


Há diversas opções medicamentosas para tratar a candidíase e aliviar rapidamente os sintomas. Os antifúngicos, em geral, apresentam bons resultados no combate à ação do agente infeccioso, sendo que o tratamento de infecções localizadas normalmente é curto — podendo ser realizado em dose única ou entre 7 e 14 dias.

Somente o médico poderá receitar o melhor tratamento para o seu caso, por isso, a consulta e o acompanhamento especializado são fundamentais.

Para saber mais dicas sobre saúde, acompanhe o Minuto Saudável.

Fontes consultadas

  • Dra. Francielle Tatiana Mathias (CRF/PR 24612), farmacêutica generalista (CRF/PR 24612) com mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (2013) e doutorado em Farmacologia pela Universidade Federal do Paraná (2018)
  • Diretrizes brasileiras para o tratamento da candidíase – Jornal Brasileiro de Doenças Infecciosas;
  • Protocolo Saúde da Mulher – Ministério da Saúde.
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