O que é Pneumonia, sintomas, tratamento, remédios, é contagiosa?

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Revisão por: Dr. Paulo Caproni (CRM/PR: 27679) – Medicina Preventiva e Social

O que é a pneumonia?

A pneumonia é uma infecção que provoca inflamação dos sacos de ar em um ou ambos os pulmões. É uma doença provocada pela invasão de algum agente infeccioso, como por exemplo bactérias, protozoários e fungos. Em alguns casos, pode acontecer por reações alérgicas.

Febre alta e dores pelo corpo (principalmente na região do tórax) são apenas alguns dos sintomas ocasionados pela pneumonia.

Quando chega aos alvéolos, pequenas estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, a infecção pode afetar a qualidade respiratória e trazer outras consequências à saúde.

É mais comum que a infecção ocorra em indivíduos que estão com o sistema imunológico enfraquecido. Dessa forma, quando entram em contato com bactérias como a Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, correm grande risco de serem acometidos.

A doença se torna mais comum em épocas específicas do ano, como no inverno. Isso acontece principalmente devido às quedas bruscas de temperatura.

Além disso, o sistema imunológico pode ficar mais suscetível ao contágio por vírus e bactérias presentes no ar, saliva e outros tipos de secreção corporal. Mas, esses são apenas alguns dos meios. O contato com agentes tóxicos também pode desencadear um quadro de pneumonia.

Basicamente, as pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante no parênquima pulmonar, onde ocorre a troca gasosa. A presença de qualquer tipo de microrganismo pode causar uma reação inflamatória muito grande na região dos pulmões.

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Por isso, a pneumonia nada mais é do que uma tentativa do próprio organismo de expelir esse agente externo causador da infecção.

Contudo, diferente de como acontece em doenças como a gripe e o resfriado, os agentes da pneumonia não são facilmente transmitidos. No entanto, apesar de ser menos contagiosa, isso não deve diminuir a preocupação com essa doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é responsável por 1,6 milhão de mortes a cada ano no mundo, sendo a 2ª doença respiratória mais comum no Brasil.

Em pessoas com idade acima de 50 anos, a doença é um risco ainda maior, pois o envelhecimento é considerado um fator de risco primário, devido ao sistema imunológico mais debilitado. 50% de todas as internações hospitalares no país por pneumonia acontecem nessa faixa etária.

No CID-10, Classificação Internacional de Doenças, a pneumonia é encontrada pelo código J15.

Continue a leitura e entenda a importância do tratamento correto e da prevenção da pneumonia. Boa leitura!

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é a pneumonia?
  2. Causas
  3. Tipos de pneumonia
  4. Fatores de risco
  5. A pneumonia é contagiosa?
  6. Sintomas
  7. Pneumonia ou tuberculose?
  8. Broncopneumonia
  9. Pneumonia em crianças
  10. Diagnóstico
  11. Tem cura?
  12. Tratamento
  13. Medicamentos
  14. Prognóstico
  15. Convivendo
  16. Complicações
  17. Mortalidade
  18. Como se prevenir?
  19. Vacina

Causas

A pneumonia pode acontecer por diferentes fatores externos, mas normalmente ocorre por agentes como bactérias, fungos e protozoários.

Quando se trata de uma pneumonia bacteriana, por exemplo, geralmente a causa se dá pela invasão do Streptococcus pneumoniae (conhecida também como pneumococo), Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae etc.

Menos comum, mas possível, a pneumonia pode acontecer por uma irritação química ou física, com origem na região dos pulmões.

Quando a causa da pneumonia é difícil de diagnóstico, o médico pode iniciar o tratamento mesmo sem confirmar o agente que a provocou, isso porque existe a grande probabilidade do agente causador ser um dos citados anteriormente.

Como a pneumonia afeta o organismo?

Nosso organismo possui várias ferramentas e mecanismos para driblar os invasores e se defender, mas nem sempre isso é possível. Quando ele não consegue vencer acabamos adoecendo.

O nariz e as vias áreas, por exemplo, são a primeira barreira para filtrar os germes e impurezas presentes no ar que respiramos. Assim, auxiliam na proteção dos pulmões de infecções.

No entanto, às vezes essa passagem acontece. Alguns fatores contribuem para isso, como sistema imunológico enfraquecido, como durante um resfriado ou uma gripe, por exemplo, ou quando se trata de um agente infeccioso forte ou em grande quantidade.

No caso da pneumonia, quando o agente causador atinge os pulmões, os alvéolos ficam inflamados e se enchem de líquido. A partir disso, os sintomas da doença começam a se manifestar. Tosse, calafrios, febre e dificuldade para respirar são os mais comuns.

Em um quadro de pneumonia, as trocas gasosas no pulmão e o transporte de oxigênio pelo sangue também é prejudicado. Quando isso acontece, as células do corpo não funcionam corretamente e uma série de complicações podem surgir.

Devido a esse fator e ao risco da infecção se espalhar, a pneumonia é uma grande preocupação, podendo levar os pacientes a sérias complicações. Por isso, o médico deve ser sempre consultado quando houver a presença dos sintomas.

Existem duas formas principais da pneumonia afetar os pulmões. Uma das possibilidades afeta apenas uma parte (ou lobo) do pulmão, condição chamada de pneumonia lobar. A outra forma afeta as duas partes com manchas (focos) em ambos os lobos. Essa manifestação é chamada de pneumonia brônquica ou broncopneumonia.

Tipos de pneumonia

A pneumonia pode ser dividida de acordo com o organismo que provocou a doença ou de acordo com o ambiente e a forma em que foi adquirida.

Quando se trata do local onde houve a infecção, por exemplo, a pneumonia é classificada de duas formas: pneumonia adquirida no hospital e pneumonia adquirida na comunidade.

A pneumonia adquirida no hospital, como o nome indica, ocorre quando a doença acontece durante uma internação hospitalar. Quando comparado aos outros tipos, pode ser mais preocupante. Isso porque as bactérias envolvidas podem ser mais resistentes aos efeitos dos antibióticos, pois nesse ambiente há uma flora (conjunto) de bactérias mais resistentes.

No caso de uma pneumonia adquirida na comunidade, por outro lado, trata-se  dos tipos de pneumonia iniciadas fora do ambiente hospitalar.

Pneumonia atípica

A pneumonia atípica costuma se diferenciar dos casos “típicos” da doença pelo fato de ser causada por microrganismos menos comuns. Além disso, também podem ter sintomas diferentes.

Ela também pode apresentar resultados diferenciados na hora dos exames, principalmente na radiografia do tórax e na auscultação pulmonar, técnica realizada para identificar ruídos pulmonares. Normalmente, esse tipo de pneumonia é contagiosa.

A transmissão pode acontecer pelo contato através da saliva, sendo mais comum em pessoas que dividem espaços pequenos, como acontece com pessoas em cárcere ou entre familiares.

Esse tipo da doença possui tratamento e cura. Em alguns casos, o paciente pode se recuperar em casa, com alguns cuidados básicos como repouso e o uso de antibióticos prescritos por um médico.

Os sintomas aqui são semelhantes aos que se manifestam nos outros tipos de pneumonia. No caso de complicações, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória, o que pode levá-lo a morte.

Pneumonia viral

É o tipo de pneumonia causada pela invasão de vírus ao organismo. Ao invadirem o corpo do paciente, atingem os alvéolos pulmonares e acabam provocando a infecção.

Entre os vírus mais comuns que provocam essa doença estão também aqueles responsáveis por causar a gripe e o resfriado, como o Haemophilus influenzae A ou B, H1N1 e H5N1, vírus da gripe aviária.

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Costuma afetar com maior frequência indivíduos com imunidade debilitada, como portadores do vírus HIV, bebês prematuros, pessoas com doenças pulmonares ou que estão realizando tratamentos quimioterápicos.

Apesar da pneumonia viral ser contagiosa, dificilmente provoca a pneumonia na pessoa que esteve em contato com o vírus, a não ser que ela esteja dentro de algum dos grupos com fatores de risco.

Pneumonia bacteriana

A pneumonia bacteriana normalmente é provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo). Pode ser causada também pelos agentes Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae, Legionella pneumophila, entre outros.

Geralmente, esse tipo de pneumonia não é contagioso, podendo ser tratado com o uso de antibióticos.

No entanto, em idosos e recém-nascidos, pode ser uma ameaça maior, precisando, em alguns casos, de internamento hospitalar. Os sintomas comuns incluem febre alta, dificuldade respiratória, tosse e catarro. Pode surgir como complicação secundária a uma gripe ou resfriado que não foram tratados adequadamente.

A pneumonia pneumocócica, causada pela bactéria pneumococo, é a causa de 3 em cada 10 casos de pneumonia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo da doença é responsável por 1,6 milhão de mortes a cada ano no mundo, principalmente em casos de pneumonia em idosos e crianças.

Pneumonia nosocomial (hospitalar)

Conhecida popularmente como um tipo de infecção hospitalar, a pneumonia nosocomial costuma acontecer quando o paciente se encontra hospitalizado durante muito tempo.

Devido a isso, acaba se tornando mais propenso ao contato com bactérias que podem infectar o organismo, causando um problema de saúde. Os pacientes que se encontram em UTIs são os mais afetados pela infecção.

As causas da pneumonia hospitalar podem variar, podendo ser causada por vírus, fungos, bactérias ou protozoários. O que diferencia esse tipo de pneumonia dos outros é a forma como é contraída, sendo a infecção mais comum adquirida em hospitais. Dessa forma, também possui tratamento e cura.

Pneumonia química

Pouco conhecido, esse tipo costuma ser causado pela inalação de agentes tóxicos. Quando entram em contato com o organismo, essas substâncias nocivas (fumaça, produtos químicos e agrotóxicos) podem causar a irritação dos alvéolos pulmonares e inclusive dos pulmões, causando uma inflamação brônquica e desencadeando sintomas respiratórios.

É essencial que o problema receba o tratamento adequado o quanto antes, pois a infecção a longo prazo pode prejudicar funções essenciais do organismo, como a respiração.

Pneumonia causada por fungos

A pneumonia causada por fungos é considerada a forma mais rara da doença e pode ser também a mais grave. É mais comum, quando acontece, em pessoas com doenças crônicas ou imunodeprimidas, como pacientes com HIV, pacientes em tratamento de algum tipo de câncer ou que tiveram algum órgão transplantado.

Os fungos que podem causar esse tipo de pneumonia são mais específicos, sendo eles o Histoplasma capsulatum, Coccidioides immitis e Blastomyces dermatitidis.

Dependendo do fungo causador da pneumonia, esse tipo pode ser contagioso, apresentando uma evolução dos sintomas mais rápida do que os outros tipos.

O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos. Em casos mais graves, o paciente pode ser internado e receber o medicamento por via intravenosa.

Pneumonia por aspiração

A pneumonia por aspiração acontece quando ocorre a entrada de líquidos, alimentos ou outras substâncias, da via aérea ou do estômago, para os pulmões.

Muitas vezes, esse tipo de pneumonia acontece pela aspiração de suco gástrico do estômago para ambos os pulmões. Por ser ácido, inicialmente, provoca uma irritação no pulmão (pneumonite). Dessa forma, com o parênquima inflamado, as chances de uma infecção por microrganismos se torna maior.

É um tipo de pneumonia que atinge mais pessoas jovens ou idosos. Não é algo tão comum de acontecer, pois o nosso organismo possui uma série de defesas que ajudam a prevenir a passagem de substâncias para os pulmões.

Por isso, existem duas condições em que a pneumonia de aspiração pode ocorrer, sendo por falha nos mecanismos de defesa que protegem esses órgãos ou quando o objeto que alcançou o pulmão é irritativo o suficiente para provocar um processo inflamatório.

Para impedir a pneumonia por aspiração o nosso organismo utiliza como recurso a tosse, o fechamento da glote, entre outros.

Pacientes que possuem dificuldade de deglutição, que tiveram alguma lesão cerebral ou fazem uso excessivo de álcool e drogas correm um risco maior.

Pneumonia em crianças

O problema é mais comum entre os pequenos e pode ser muito grave. O organismo das crianças costuma ser mais suscetível aos possíveis agentes externos causadores de infecções.

Isso acontece porque o sistema imunológico dessa faixa etária ainda não consegue combater todos os tipos de bactérias, fungos e vírus que entram em contato com o organismo. Por isso, o cuidado deve ser redobrado.

Para evitar que as crianças estejam expostas ao risco da pneumonia, alguns cuidados de prevenção podem ser feitos, tais como manter a vacinação em dia, incentivar a higiene das mãos com frequência e não deixá-las expostas à fumaça do cigarro, por exemplo.

Em recém-nascidos, é importante tomar cuidado com a exposição a mudanças bruscas de temperatura e ar-condicionado.

Os bebês que são considerados como os que mais correm risco de pneumonia são aqueles que nascem prematuros, com peso inferior a 2Kg, desnutridos, que não foram amamentados ou que estão frequentemente expostos a fumaça do cigarro.

As crianças que não receberam vacina contra sarampo e coqueluche, por exemplo, também podem estar correndo maior risco de terem a pneumonia.

A pneumonia em crianças tem cura. O tratamento pode durar aproximadamente 2 semanas e pode ser feito com o uso de medicamentos prescrito pelo médico.

Outros cuidados incluem inalação (nebulização), alimentação saudável, água e leite em quantidade suficiente, repouso, evitar lugares públicos como creche e escola, vestimentas de acordo com a estação e evitar corrente de ar após o banho.

Fatores de risco

Quadros virais de pneumonia podem estar relacionados com inúmeros fatores, muitos deles interligados. Casos de gripe sem tratamento em conjunto com mudanças bruscas de temperatura, por exemplo, podem resultar no aparecimento do problema como complicação da doença.

Além disso, ficar muito tempo em locais externos passando frio ou com roupas úmidas/molhadas pode aumentar as chances de sofrer com a doença, quando o organismo já se encontra debilitado. Confira os principais fatores de risco:

Resfriados ou gripes não tratados

Nessas condições o organismo do paciente está mais sensível a complicações como a pneumonia, por já estar com o sistema imunológico debilitado.

Tabagismo e álcool

Pessoas fumantes são muito mais propensas a sofrer com o problema. O mesmo serve para indivíduos que consomem frequentemente bebidas alcoólicas.

Isso acontece porque o uso dessas substâncias pode interferir no aparelho respiratório, além de afetar o sistema imunológico do organismo, deixando-o mais suscetível ao contato com possíveis agentes externos, como vírus e bactérias. A fumaça do cigarro, por exemplo, pode alterar os mecanismos de defesa naturais do corpo.

Mudanças bruscas na temperatura

Alterações muito grandes na temperatura podem afetar a imunidade das pessoas, as deixando mais expostas a riscos, uma vez que seu organismo está mais indefeso.

Ar-condicionado

O uso frequente do ar-condicionado, seja este no carro, em casa ou no trabalho também pode desencadear o desenvolvimento da doença. Por isso, é necessário estar atento.

O processo responsável pela mudança climática deixa o ar muito seco, o que afeta consideravelmente a hidratação natural da mucosa nasal e favorece o contato com  microrganismos, como germes e bactérias.

Quando o nariz não consegue filtrar corretamente o ar é possível que esses microrganismos cheguem até os pulmões, gerando um caso de pneumonia em indivíduos já predispostos ao problema.

Pessoas com sistema imunológico baixo

As chances de ocorrer a pneumonia em pessoas saudáveis não é uma preocupação recorrente, pois ela é mais comum em indivíduos que apresentam alguma deficiência na defesa do organismo.

Essa baixa na imunidade pode acontecer por diversos motivos sendo a pneumonia  um risco para pacientes com câncer, desnutrição, que apresentam doença pulmonar prévia, portadores de HIV, diante de alterações no sono e até mesmo em pessoas sob estresse.

A pneumonia é contagiosa?

De modo geral, a pneumonia não é considerada uma doença contagiosa, mesmo quando é causada por vírus ou bactérias. Se torna uma preocupação maior quando se trata de pessoas que apresentam imunidade baixa.

Assim, ficar ao lado de alguém diagnosticado com pneumonia não é um risco tão grande quanto estar ao lado de alguém gripado, por exemplo.

Por isso, para evitar a pneumonia é fundamental manter hábitos saudáveis e deixar seu organismo fortalecido e preparado para combater agentes invasores.

Em pessoas com o organismo indefeso, a pneumonia pode ser adquirida pela saliva, secreções, transfusão de sangue, pelo ar e por mudanças bruscas na temperatura.

Sintomas

Entre os sintomas mais frequentes pode-se citar:

  • Febre alta (sinal presente em praticamente todos os casos);
  • Dor no peito, ao tossir ou respirar;
  • Tosse com ou sem catarro;
  • Calafrios;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Fadiga;
  • Sensação de mal-estar;
  • Falta de ar;
  • Secreção amarelada proveniente dos pulmões;
  • Fraqueza;
  • Confusão mental;
  • Mudanças perceptíveis na pressão arterial;
  • Presença de toxinas na circulação sanguínea.

É importante que o tratamento seja realizado o quanto antes, para evitar maiores complicações. Os sintomas costumam desaparecer entre 7 e 10 dias após a administração de antibióticos específicos, que devem ser prescritos pelo médico.

Em alguns pacientes, no entanto, a percepção dos sintomas é mais complicada.

Recém-nascidos e idosos, por exemplo, podem não apresentar nenhum sintoma da infecção. Os sinais mais comuns entre os bebês podem ser vômito, febre, tosse, inquietação, cansaço, perda de apetite e dificuldade de respirar.

Pessoas idosas, devido ao envelhecimento natural do sistema imunológico, dificilmente apresentam febre como sintoma. Neste grupo, os sinais mais frequentes são mudança de apetite e apatia, geralmente os únicos sintomas da doença.

Pneumonia ou tuberculose?

Os dois problemas podem trazer confusão na hora do diagnóstico por terem sintomas muito parecidos. A tuberculose e a pneumonia apresentam a tosse como um dos sinais mais comuns da doença.

O diagnóstico se torna mais difícil, principalmente, em pacientes diabéticos, com insuficiência renal crônica, idosos, pessoas com problemas hepáticos ou portadores do vírus HIV.

Nesses casos, as pessoas podem apresentar quadros atípicos, tornando mais difícil o diagnóstico.

Mas, na hora de diferenciar é importante levar em conta o tempo que os sintomas levam para se agravar. A pneumonia costuma evoluir rapidamente, enquanto a tuberculose pode demorar até mesmo semanas para que o quadro piore e necessite de ajuda médica.

Uma das formas de distinção entre essas duas acontece quando o paciente apresenta sintomas típicos da pneumonia, como febre e tosse, mas mesmo com o tratamento de antibióticos não apresenta melhora do quadro. Dessa forma, a tuberculose pulmonar torna-se uma das principais suspeitas.

Outra diferença está no agente infeccioso. Enquanto a pneumonia ocorre por diferentes agentes, a tuberculose acontece por uma única bactéria, a Mycobacterium tuberculosis, também conhecida por bacilo de Koch.

Também se diferem pela transmissão, sendo a tuberculose altamente mais contagiosa do que a pneumonia.

Para o diagnóstico correto, também é importante analisar o tempo que a doença levou para se manifestar. A pneumonia é uma condição aguda, em poucas horas da infecção os sintomas começam a atingir o paciente.

O intervalo entre o surgimentos dos primeiros sinais e a busca por um médico pode ser de 48 a 72 horas, nesses casos. Já na tuberculose, o processo é diferente. Os sintomas surgem de forma gradual e mais lenta. A tosse, principal sintoma, também vai piorando com o tempo.

Broncopneumonia

A broncopneumonia é o tipo mais frequente de pneumonia bacteriana, responsável por afetar a região peribrônquica. A consolidação focal é uma das principais características dessa afecção, pois atinge especificamente os brônquios. Quando essa infecção se expande, ela pode acabar atingindo um lobo pulmonar, condição chamada de pneumonia lobar.

Diagnóstico

Após a identificação dos sintomas descritos acima, é aconselhável que o paciente procure ajuda médica para que o diagnóstico correto possa ser realizado, que pode ser feito pelo clínico geral ou o pneumologista.

A pneumonia normalmente mostra alterações em exames clínicos, de sangue, cultura do escarro, além de radiografias do tórax e auscultação pulmonar. Conheça um pouco mais sobre os exames:

Auscultação pulmonar

Com o uso de um estetoscópio, o médico irá buscar a partir do som ou ruído escutado a localização do problema e a existência de algum tipo de obstrução dos brônquios e no pulmão, além de investigar complicações como derrame pleural e pneumotórax, por exemplo.

Radiografia do tórax

A partir de um raio-x (fotografia dos pulmões) é possível analisar se o local apresenta algum tipo de lesão, edema pulmonar (líquido nos pulmões), entre outros problemas.

Hemograma

A coleta de sangue pode ajudar a analisar o número de leucócitos e seus subtipos. Quando esse valor se torna elevado, pode indicar a presença de um quadro infeccioso, ajudando no diagnóstico da pneumonia.

Cultura do escarro

Utilizado principalmente para conseguir diferenciar casos de tuberculose, pneumonias de difícil diagnóstico ou falha terapêutica. A coleta do escarro é proveniente principalmente dos brônquios, a partir da tosse do paciente. Com base nas bactérias encontradas é possível realizar o diagnóstico correto, para que assim o médico consiga prescrever o tratamento mais adequado.

Broncoscopia

É um exame que permite a visualização da laringe, traqueia e dos brônquios. É realizado com o paciente sob sedação leve, em que se é introduzido um broncoscópio flexível pela garganta.

Normalmente, é um procedimento utilizado para diagnosticar e analisar câncer no pulmão, mas também para diagnosticar a pneumonia. Pode ser feito para diagnóstico, coleta de amostra ou para retirar um possível corpo estranho.

Oximetria de pulso

A oximetria de pulso é um método simples e não invasivo de medir a quantidade de oxigênio no sangue. Não é exatamente feito para o diagnóstico, mas pode ajudar no acompanhamento do paciente com pneumonia.

Com ele é possível monitorar se o paciente está conseguindo realizar o transporte de oxigênio suficiente.

Cultura de fluido pleural

Neste exame, uma punção é feita com uma agulha colocada entre as costelas até o área pleural (espaço entre o pulmão e parede interna do tórax) e uma amostra do fluido é retirado. É importante para o diagnóstico, pois permite detectar o microrganismo causador da infecção, além de possibilitar uma avaliação histopatológica do líquido aspirado.

Tomografia computadorizada

Essa é um exame de imagem realizado para visualizar mais detalhadamente os pulmões. Pode ser feito em pacientes que não estão respondendo bem ao tratamento.

Tem cura?

A pneumonia é uma doença que tem cura. Embora possa provocar complicações sérias e apresentar risco de morte, quando o diagnóstico e tratamento são feitos corretamente, o paciente tende a melhorar e retomar a rotina normal em uma semana.

Esse prognóstico, no entanto, depende muito da condição clínica de cada pessoa. Pessoas que apresentam sistema imunológico mais baixo podem levar um tempo maior para se recuperar totalmente.

Tratamento

O tratamento da pneumonia depende do microrganismo causador. Normalmente é realizado com o uso de antibióticos prescritos pelo médico.

Quando o caso em questão é considerado grave pode ser necessário a internação do paciente, principalmente quando se trata de pessoas pertencentes aos grupos de risco, como crianças, idosos e pessoas com sistema imunológico mais vulnerável.

A internação hospitalar também pode ser necessária quando a pessoa tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como comprometimento da função renal ou da pressão arterial.

Algumas pessoas podem precisar de tratamento por via endovenosa, por isso é comum que necessitem de internação, para que recebam a aplicação dos antibióticos por pelo menos 48 horas.

Mas, também é muito comum que indivíduos internados há muito tempo acabem sofrendo com a falta de mobilidade. Em casos complexos ou com sérias complicações, pode ser necessário que o paciente tenha que ser  transferido para a UTI.

O paciente pode ainda apresentar dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue (o alvéolo se encontra cheio de secreção e não trabalha corretamente durante a troca de gases).

Além do uso de medicamentos, o tratamento pode ser feito com o apoio de fisioterapia respiratória. Nesses casos, o fisioterapeuta orienta exercícios respiratórios, o uso de vibradores no tórax e tapotagem (espécie de percussão do tórax feito com os punhos) para ajudar a eliminar as secreções dentro dos pulmões, acelerando a cura do paciente.

Quando a pneumonia tem como causa fungos ou protozoários, por exemplo, antimicrobianos específicos são prescritos.

Outros cuidados incluem boa alimentação, oxigênio e medicamentos para aliviar sintomas como dor e febre.

Além dos idosos e das crianças, indivíduos com doenças crônicas (casos de diabetes, asma, anemia falciforme e doença pulmonar crônica) como, por exemplo, pacientes com AIDS, devem tomar maiores cuidados. Os portadores do vírus HIV podem sofrer com infecções causadas por fungos conhecidos como Pneumocystis jiroveci.

Após iniciar o tratamento, a melhora dos sintomas costuma ocorrer entre três ou quatro dias, quando o paciente não apresenta complicações ou não possui outras condições clínicas.

Dessa forma, o tratamento da pneumonia pode ser realizado de três formas principais:

Tratamento medicamentoso

Esse tratamento, normalmente, é feito após avaliação e diagnóstico médico. Com a confirmação do quadro de pneumonia e o tipo em específico, o paciente deve iniciar e seguir corretamente as prescrições médicas.

O medicamento depende do agente infeccioso que causou, podendo ser feito com antibióticos, antivirais ou antifúngicos.

Também pode ser necessário o uso de medicamentos para aliviar sintomas como dor, febre e para melhora da respiração.

Internação

Quando se trata de um quadro grave de pneumonia ou quando o paciente possui alguma doença crônica grave pode ser necessário a hospitalização.

No hospital, o acompanhamento médico previne os riscos de complicações analisando a frequência cardíaca, temperatura, frequência respiratória, circulação do oxigênio na corrente sanguínea (saturação) e pressão arterial do paciente.

Dentro dos tratamentos possíveis na internação, o paciente pode ser submetido ao uso de antibióticos intravenosos, terapia respiratória e oxigenoterapia.

A terapia respiratória pode ser feita através de diversas técnicas, como a entrega direta de medicamentos nos pulmões. Além disso, o terapeuta pode ajudar o paciente com exercícios de respiração que ajudam a aumentar a oxigenação.

A oxigenoterapia, por exemplo, é um tratamento que busca manter o nível de oxigênio adequado na corrente sanguínea. Pode ser feito através do uso de um tubo nasal (cateter) ou uma máscara facial. Em casos mais graves, pode ser necessário a intubação orotraqueal e o uso de uma máquina de suporte a respiração, chamado de ventilação mecânica.

Cuidados em casa

Para ajudar na recuperação, o paciente pode manter cuidados em casa, tais como seguir corretamente a prescrição médica, descansar, ingerir bastante líquido e voltar aos poucos para a rotina de estudo e trabalho.

Medicamentos

Os medicamentos devem ser prescritos de acordo com o tipo de pneumonia que o paciente apresenta. Entre os medicamentos comumente indicados para o tratamento da pneumonia, pode-se citar:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prognóstico

Na maioria dos casos de pneumonia, o tratamento feito com antibióticos é efetivo, principalmente quando o diagnóstico é rápido. Nesses casos, a remissão da doença deve acontecer dentro de uma semana ou menos.

No entanto, é necessário ressaltar o quanto essa doença pode ser perigosa ou até mesmo letal, principalmente para as pessoas que pertencem aos grupos de risco.

A pneumonia, de modo geral, também não causa lesões permanentes nos pulmões. No caso das complicações, como derrame pleural, em que condições como líquido infectado em volta do pulmão podem acontecer, pode ser necessário a realização de procedimento cirúrgico  para que esse líquido seja drenado.

Nesses casos mais graves, o paciente pode levar semanas para se recuperar.

Convivendo

Durante o tratamento da pneumonia, o paciente deve tomar alguns cuidados com sua saúde, para conseguir evitar complicações e contribuir para a remissão dos sintomas. Nessa condição, o paciente deve:

Descansar

Enquanto estiver doente, o paciente deve priorizar o seu descanso, evitando atividades que exijam esforço físico exagerado. O ideal é deixar compromissos de lado, principalmente em lugares lotados.

Seguir as orientações médicas

Para evitar complicações, é fundamental que o paciente respeite as orientações do médico para o tratamento. Os medicamentos só devem ser utilizados quando houver prescrição.

Manter uma boa alimentação e manter-se hidratado

Para ajudar no tratamento, é importante que o paciente busque manter uma alimentação saudável, que vise fortalecer seu sistema imunológico.

A alimentação ajuda a aliviar os sintomas e reduzir o tempo gripado, aumenta a sensação de bem-estar, contribui para que o paciente possa repor as energias e a melhorar a desidratação.  Bem hidratado, o organismo consegue eliminar as toxinas através da urina.

As melhores opções são os alimentos que possuem vitamina A, B, C, E e zinco, importantes para a produção de anticorpos. Cebola, alho e pimenta, por exemplo, são ótimos descongestionantes.

Chás e sopas, de um modo geral, também proporcionam um aumento no bem-estar. Isso acontece porque, além de poder ser feito com alimentos ricos na vitaminas citadas, o paciente enquanto consome a sopa está respirando um ar quente. Mesmo que de forma momentânea, ajuda o paciente a se sentir melhor.

Pensando nesses pequenos momentos de conforto, o paciente também pode aproveitar a seguinte dica caseira: em uma bacia de água quente, adicione um chá de camomila, algumas gotas de própolis e/ou eucalipto e inale o vapor quente por 5 a 10 minutos, ou pelo tempo que o ar quente estiver subindo. Isso ajuda a melhorar a sensação de congestão nasal.

Vale ressaltar que esses tratamentos são para alívio dos sintomas e que o médico deve ser consultado, sempre.

Complicações

As complicações da pneumonia podem variar de acordo com o tipo. No caso da pneumonia viral, o paciente, mesmo com o tratamento, pode desenvolver quadros mais graves como a hipoxemia, apneia e atelectasia.

A hipoxemia é uma condição em que o corpo não recebe oxigênio suficiente. É um risco pois quando o cérebro e outros órgãos vitais ficam sem oxigênio estão suscetíveis a sofrer graves sequelas.

Pacientes com pneumonia podem também sofrer de apneia, condição em que ocorre uma obstrução do fluxo de ar para os pulmões. Muitos pacientes com apneia podem apresentar também a apneia do sono. Sono agitado, ronco e qualidade de sono ruim são características dessa doença.

Já a atelectasia é uma condição em que o pulmão, ou parte dele, sofre um colapso e acaba perdendo volume e capacidade expansiva.

Em grupos de alto risco, por exemplo, as seguintes complicações podem acontecer:

Bacteremia

A bacteremia é uma complicação em que o paciente apresenta a presença de bactérias na corrente sanguínea. Dessa forma, as bactérias que entram nos pulmões do paciente se espalham para outros órgãos, podendo causar a falência destes pela infecção.

Dificuldade de respirar (dispneia)

Se a pneumonia se agravar ou se o paciente apresentar doenças pulmonares crônicas subjacentes, pode acabar sofrendo mais e tendo maior dificuldade para respirar.

Nesses casos, pode ser necessário a hospitalização, para que o paciente possa ser colocado em observação e, se preciso, fazer uso de aparelhos para ajudar na respiração até que o pulmão esteja totalmente curado.

Abscesso pulmonar

O abscesso pulmonar é quando o paciente apresenta uma cavidade pulmonar com pus, em que o tecido em volta está inflamado por causa de uma infecção, como é na pneumonia.

A principal causa de um abscesso é a invasão de bactérias.

Os sintomas que podem ocorrer são cansaço, suores noturnos, febre, perda de peso e de apetite e tosse com expectoração.

Normalmente, o tratamento acontece com o uso de antibióticos. Em casos mais graves, pode ser necessário cirurgia ou drenagem com uma agulha ou tubo, em que o médico drena a cavidade.

Derrame pleural

O derrame pleural acontece quando a pneumonia causa a formação de líquido no espaço entre as camadas de tecido que o revestem e a cavidade torácica, a pleura.

Se esse líquido também estiver infectado, pode ser necessário realizar cirurgia para drená-lo, assim como ocorre no abscesso pulmonar.

Mortalidade

A pneumonia é uma condição grave. Alguns tipos são mais do que outros e para alguns pacientes também. A interrupção na troca de gases impede que o oxigênio atinja corretamente a corrente sanguínea, o que pode aumentar os níveis de dióxido de carbono. Assim, a pessoa acaba tendo dificuldade para respirar.

Se não for tratada, os níveis de oxigênio podem levar o paciente a correr risco de morte ou a sofrer graves sequelas, como em casos em que os tecidos do coração e do cérebro não recebem oxigênio suficiente a tempo.

Além do risco de morte, o paciente pode ter problemas como confusão, coma e insuficiência cardíaca.

Normalmente, a pneumonia bacteriana é mais grave, mas a pneumonia viral também pode provocar complicações graves e colocar o paciente em risco de vida.

Pacientes com doenças crônicas ou sistema imunológico comprometido são os que mais apresentam risco de complicações. A pneumonia também é uma das principais causas de morte entre idosos, representando 50% de todas as internações de pessoas com mais de 50 anos no Brasil.

Como se prevenir?

Na hora da prevenção é essencial que alguns critérios sejam levados em conta.

As principais formas de prevenção podem ser simples e, quando são seguidas corretamente, diminuem consideravelmente as chances de sofrer com a infecção.

Algumas das recomendações para prevenir a pneumonia incluem certos hábitos de higiene e cuidados com a saúde:

  • Fazer uso moderado do ar-condicionado e observar as instruções do fabricante para que ele permaneça em condições adequadas;
  • Tomar cuidado com mudanças extremas de temperatura;
  • Lavar as mãos sempre que possível, principalmente após frequentar ambientes públicos (com grande circulação de pessoas);
  • Evitar o contato direto com os olhos, nariz ou boca quando as mãos não estiverem higienizadas;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro;
  • Evitar ambientes fechados e com pouca circulação de ar;
  • Manter a carteira de vacinação em dia;
  • Alimentar-se corretamente, com os nutrientes e vitaminas necessários para manter o organismo saudável;
  • Dormir o tempo necessário para que o corpo consiga descansar e combater possíveis agentes infecciosos;
  • Praticar exercícios físicos regularmente.

Além de todos esses cuidados, também é importante que as pessoas recebam, anualmente, a vacina contra a gripe, considerando que um quadro gripal pode evoluir para uma pneumonia.

Vacina

Ainda que a vacina não consiga evitar todos os tipos da doença, essa é uma das melhores formas para se prevenir de alguns casos de pneumonia. Dados do Ministério da Saúde afirmam que a vacinação em massa reduz drasticamente os casos da doença.

Por isso, é essencial que grupos de risco, como gestantes, pessoas idosas, profissionais da área de saúde e indivíduos com doenças crônicas se vacinem anualmente.

Atualmente, existem dois tipos de vacina contra a pneumonia pneumocócica (causada pela bactéria pneumococo), sendo elas a vacina pneumocócica polissacarídica e vacina pneumocócica conjugada.

A vacina pneumocócica polissacarídica, em 1977, se tornou a primeira vacina licenciada contra o pneumococo com componentes polissacarídeos da cápsula pneumocócica purificados.

Por fatores como a sua baixa eficácia, efeito pouco duradouro de proteção, por não ser aplicável em lactantes e por não promover a memória imunológica, por exemplo, essa vacina deixou de ser utilizada como recurso rotineiro de prevenção contra a doença pneumocócica.

Atualmente, esse tipo de vacina é utilizado para populações em risco, como crianças com mais de 2 anos de idade e na população idosa.

A vacina pneumocócica conjugada, licenciada em 2000, é uma versão mais avançada. Essa é uma vacina conjugada com componente imunológico polissacarídico associado.

Esse tipo de vacina permite a indução de uma resposta imunológica independente da presença dos linfócitos T, células fundamentais na resposta imunológico contra patógenos.

Dessa forma, a vacina é capaz de induzir uma resposta imune até mesmo em crianças menores de 2 anos, podendo gerar memória imunológica e contribuir para reduzir o estado do portador.

A vacina pneumocócica deve ser prioridade em alguns grupos, são eles:

  • Pessoas com imunidade comprometida ou com doenças crônicas (doenças cardiovasculares, pulmonares, cirrose, diabetes mellitus, alcoolismo, ausência de baço após cirurgia congênita, insuficiência renal crônica, câncer etc.);
  • Pessoas com 65 anos ou mais;
  • Portadores do vírus HIV;
  • Pessoas que moram ou trabalham em locais com maior risco;
  • Crianças.

Em 2016, a Anvisa ampliou a indicação da vacina Prevenar 13, que protege contra a bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo). Antes, a vacina era indicada para crianças e adolescentes de 2 meses a 17 anos e adultos com 50 anos ou mais.

Após a ampliação na faixa etária de imunização, pessoas entre 18 e 49 anos também podem receber.

No entanto, apesar de ser acessível para qualquer adulto, a composição da vacina é especialmente recomendada para pessoas que sofrem de alguma doença crônica, que podem sofrer complicações graves por causa da pneumonia.


A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões. Pode levar o paciente a graves complicações e até mesmo a morte, quando não tratado adequadamente. Contudo, algumas medidas simples podem ajudar a prevenir essa doença.

Compartilhe esse texto com seus familiares e amigos, para que eles possam conhecer um pouco mais sobre essa condição. Obrigada pela leitura!

Fontes consultadas

  • Dr. Paulo Caproni (CRM/PR 27.679 | CRM/SC 25.853 | CRM/SP 144.063), graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP-SP (PROAHSA). MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde (CEAHS) pela FGV-SP
  • Ministério da Saúde – Biblioteca Virtual em Saúde
  • Daniel, M. (2009). Pneumonia: Tratamento e Evolução. Cadernos UniFOA, (edição nº 14, dezembro/2010)

Publicado originalmente em: 30/06/2017 | Última atualização: 31/08/2018

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46 Comentários

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  1. Oi. Há umas duas semanas escarrei e saiu sangue. Apresentei um quadro de resfriado que durou bastante e identifiquei minha garganta ferida. Estou sentido dor no Tórax. Pode ser tuberculose ou pneumonia?

    • Olá, Josiel!

      Tosse é um sintoma comum aos quadros de tuberculose e pneumonia, mas nada de tirar conclusões por conta própria. Nós, do Minuto Saudável, não podemos fornecer nenhum tipo de diagnóstico individual, portanto recomendamos que você vá ao médico! Só ele poderá dizer com grau de certeza e confiabilidade o que está causando seus problemas.

  2. Meu filho teve pneumonia em a abril a partir daí só anda gripado e tossindo muito. Toma torante de vez enquanto, mas não melhora. Qual o remédio indicado?

  3. Trabalho em uma crechee estou com pneumonia o médico me deu três dias para ficar em casa.
    Será que é perigoso para as crianças elas podem ficar perto de mim sem prejudica-lá. Já estou no segundo dia de antibiótico e continuo com muita tosse e falta de ar.

    • Olá Rosangela!

      Mesmo nas pneumonias de origem viral, a transmissão não costuma ocorrer. De qualquer forma é importante conversar com o médico responsável para saber quais cuidados serão necessários durante o tratamento.

  4. quais exames necessários para saber se estou curada da pneumonia? (não estou sentindo nenhum sintomas como antes, tipo tosse etc).

    • Olá!

      Somente um médico pode dizer se está curada, por isso procure o profissional responsável pelo seu tratamento. Os próprios exames usados para diagnósticos, quando apresentarem resultados negativos, podem indicar a falta de infecção.

  5. Descobrir q estou com pneumonia,
    estou tomando antibióticos q o médico passou.
    Queria se Posso continua a treinar,
    Faço academia. ?
    Queria saber ,porque as vezes sinto um cansaço.

      • Meu nome e Mariligia, fui ao medico pois sentia mt calor, tipo febre no peito, e não constava no termômetro, e suores noturnos de madrugada. Fui ao médico, fez raio x constou pneumonia me receitou sinot clay 875mg+125 mg pra tomar dez dias. Melhorei um pouco dos suores e do febrão q sentia, mas não acusava no termômetro mas o tratamento esta no fim mas ainda sinto no peito um pouco de febre… nem tomei vacina da gripe pq estive gripada quando foi detectada pneumonia, mas não sinto gripe… só que ainda tenho sensação de febre e pouco suor, meu sistema imunológico fiquei meio debilitada devido a viagem q fiz me alimentei mal mas a medicação esta no fim falta dois dias pra terminar mas não me sinto totalmente curada

  6. Meu marido esta com a doença ja a um mes mas so agora descobriu e esta se tratando. Mas e quanto a mim, o que fazer ja que vivemos juntos?

    • Olá!

      A pneumonia não é uma doença que costuma ser transmitida com facilidade. De qualquer forma é importante conversar com o médico responsável para saber quais cuidados serão necessários durante o tratamento.

  7. Bom dia minha filha tem 4 anos e está tomando antibiótico pois fez Raio-X e apareceu mancha… só que a tosse não para, reclamou de dor no peito, estou no 5º dia de antibiótico e não melhorou muito, será que volto no médico ou é assim mesmo o tratamento? Não teve febre

  8. Oi bom dia! Gostaria muito de saber se existe outro procedimento para ajudar no tratamento grave de pneumonia além de medicamentos, pois minha tia ficou internada por causa de convulsões epilepsia e lá pegou pneumonia fez o tratamento com antibióticos e teve alta mais com sete dias em casa ela só piorou e tivemos q voltar com ela com a pneumonia gravíssimas.

    • Olá Rosilene!

      Somente um médico é capaz de indicar o melhor tratamento para o paciente, bem como receitar o medicamento adequado de acordo com suas condições de saúde. Cada paciente possui um histórico e por isso as medidas a serem adotadas podem ser diferentes em cada caso. É importante estar sempre atento a qualquer sintoma ou sinal suspeito e sempre relatar ao médico.

  9. Percebi que depois que vacinei com a vacina da gripe, comecei a gripar mais. Agora estou com medo de vacinar de novo. Tenho 62 anos.

    • Minha avo está nesse exato momento internada no HGE
      (Hospital Geral do Estado) com pneumonia que aparentemente se desenvolveu após ela ter tomado a vacina contra a gripe. Ela piorou da gripe e quando ontem ela quase faleceu e a levamos ao HGE foi constatado a doença.

      • Comigo aconteceu o mesmo depois q tomei a vacina vários dias com calafrios mal-estar e finalmente tosse e febre alta, diagnostico : Pneumonia ! Não acredito em Teoria da conspiração mas depois dessa e de observar vários relatos com pessoas próximas acho q tem algo errado nessas vacinas e não descarto

  10. Olá, estou há 2 meses sentindo uma dor abaixo da costela do lado direito, a dor está se alastrando e está começando a doer nas costas. Estou com dificuldades para me locomover, tossir e espirrar…

  11. Tomei antibiótico sulfato de na veia, agora to com tosse, será alergia ao remédio? Faz 3 meses com infeção urinária a Nitrofurantoína ta me dando náuseas e dor de cabeça

    • Olá Jurema!

      Ao sinal de qualquer sintoma suspeito, é importante procurar ajuda médica imediatamente. Recomendamos que busque o auxílio de um profissional de saúde, pois apenas ele está apto para fornecer um diagnóstico preciso de acordo com suas condições de saúde.

  12. Tenho 61 anos fui diagnosticado com pneumonia. Sou portador de enfisema pulmonar. Onde posso me vacinar contra pneumonia?

  13. Agradeço os esclarecimentos…..
    Hj.fui ao UPA…pq.estou com alguns desses sintomas…na esperança do médico me pedir alguns exames como RX…sai de lá irada..com uma receita de paracetamol….
    Sei que vcs.precisam orientar sobre automedicar…mas quando vamos buscar ajuda médica não encontramos…..o que fazer ???😪🤒🤕🤧😭😭😭😭

    • Olá Sónia .. Concordo com você .. Nem mesmo os melhores planos de saúde e as clínicas mais caras estão sempre aptas a nos fornecer um diagnóstico decente e por isso muitos se automedicam. Situação complicada .
      Melhor forma na minha visão é procurar os nossos ancestrais idosos que conhecem medicamentos naturais eles sabem melhor que muitos facultados e especialistas e o melhor os seus remédios não tem efeitos colaterais.
      Desde já agradeço a compreensão! !

  14. Excelente artigo esclarecendo as diferenças entre as doenças mencionadas, como se precaver de doenças futuras, no caso de pneumonia.

  15. Boa tarde! Fui diagnosticado com pneumonia e há 17 dias estou tomado antibióticos, mas continuo com dor, falta de ar, moleza no corpo. Continuo tomando ou devo voltar ao médico?

  16. Fui diagnosticada com esta doença, estou em tratamento, sinto-me debilitada porém com melhoras graças a Deus. Vou consultar o médico sobre a vacina. Esclarecedor o artigo sobre o assunto, gostei e tirou minhas muitas dúvidas. Obrigada e parabéns!

  17. Olá tenho 19 e sinto alguns sintomas dessa doença
    3 dias atrás como o clima estava frio
    Eu fiquei espirrando o dia inteiro
    Não liguei muito e ignorei como sempre tenho alergia a frieza né.
    Desses 3 dias pra hoje
    Sinto algumas dificuldades de respiração, não tenho febre , as vezes a caixa torácica dói.
    Meu corpo sinto pesado e dolorido com algumas dores nas costas.
    As vezes meu coração acelerada porque tenho ansiedade​ e fico nervosa.
    E recomendável eu procurar um hospital pra verificar. ? Ou pode ser a mudança do tempo ?
    Desde já obrigado! 😰😰

    • Olá Fabíola,

      É recomendado procurar ajuda médica sempre que estiver com dúvidas. Pode até ser apenas a mudança de tempo, mas também pode ser algo mais grave, e é sempre melhor prevenir do que remediar.

  18. Olá..
    Minha bebe tem 3 meses e foi diagnosticada com começo de pneumonia ja ficou internada e ahora estou dando os medicamentos em casa! Minha duvida é… Oque devo evitar ?
    Ex. Ventilador, roupas etc! Faz mal o ventilador ou pouca rouoa mesmo no calor?
    Aguardo respostas! Desde já agradeço.

    • Olá Mariane!

      Lamentamos a impossibilidade de fornecer conselho médico ou responder a questões médicas e farmacêuticas individuais, pois somos impossibilitados pela ANVISA de prestar tal atendimento. Mas nós esperamos que você encontre respostas dentro de nosso site, através de informações como bulas ou até mesmo conteúdos e artigos. Se você acha que pode ter uma emergência médica, ligue para o seu médico ou 190 imediatamente.

  19. Meu filho de 10 anos foi internado com diagnóstico de peneumonia com isso está completando 48 de tratamento. A febre que deu desde o início foi no máximo de 38 e não tem febre há mais de 12 horas . O único meio de continuar o tratamento é o medicamento injetável ou existem outras alternativas?

    • Olá Silvana!

      Somente um médico é capaz de avaliar as opções de tratamento, bem como receitar o medicamento adequado para as condições de saúde de um paciente. Recomendamos que procure auxílio com o profissional responsável pelo caso do seu filho, a fim de esclarecer suas dúvidas.

    • Olá Magda,

      Infelizmente, a ação do antibiótico é lenta e os sintomas podem persistir por alguns dias durante o tratamento. Contudo, não deixe de tomar os medicamentos, pois as bactérias são espertas e podem voltar com uma resistência maior ao antibiótico, o que dificulta a cura da doença.

      Melhoras!

  20. Quando a pessoa já está com pneumonia pode tomar a vacina contra a doença ou deve esperar mais tempo. Quanto tempo?

    • Olá Mariangela,

      A vacina depende muito da causa da sua pneumonia. Nem sempre é possível adquirir imunização contra a pneumonia, porque não são todos os agentes causadores que podem ser prevenidos pela vacina. Caso a sua pneumonia seja causada pelo vírus da gripe, não adianta tomar a vacina agora, visto que você adquire imunidade depois da doença. No entanto, como esse vírus está sempre em mutação, é importante se vacinar todos os anos.

      Recomendo que consulte um médico a respeito da vacina, até porque apenas um médico será capaz de diagnosticar o seu tipo de pneumonia e indicar qual o tratamento mais adequado.

  21. Bom suporte técnico. Agradeço pelo serviço, que sem dúvida nos auxilia a melhor orientar clientes e amigos.

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