O que é edema pulmonar?

Edema pulmonar é o acúmulo de líquido nos pulmões, impedindo o processo de oxigenação do sangue e, assim, podendo levar à morte. Pode ser agudo ou crônico, e também costuma ser chamado de água no pulmão. As causas do problema podem ou não estar relacionadas a problemas cardíacos.

Além de doenças cardíacas, outros problemas podem causar um edema pulmonar, como problemas nos rins, infecções, traumas, ingestão de alguns medicamentos, overdose de drogas, tabagismo, acidentes e mudanças bruscas de altitude entre outros.

O tratamento para edema pulmonar consiste na ministração de medicamentos e no controle dos níveis de oxigênio do paciente.

A doença é grave e pode causar complicações como falta de oxigênio nos tecidos do organismo, hipertensão pulmonar e morte.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é edema pulmonar?
  2. Como acontece o edema pulmonar
  3. Tipos de edema pulmonar
  4. Qual é a relação entre coração e pulmão?
  5. Causas de edema pulmonar
  6. Grupos de risco
  7. Sintomas de edema pulmonar
  8. Como é feito o diagnóstico de edema pulmonar?
  9. O que é importante contar ao seu médico
  10. Edema pulmonar tem cura?
  11. Tratamento de edema pulmonar
  12. Remédios para edema pulmonar
  13. Convivendo com edema pulmonar
  14. Complicações de edema pulmonar
  15. Como prevenir edema pulmonar?
  16. Prevenção a Edema Pulmonar de Grande Altitude
  17. Perguntas frequentes

Como acontece o edema pulmonar

O processo que chamamos de respiração é, na realidade, uma troca gasosa: seres humanos inspiram oxigênio, substância necessária para realização do metabolismo celular (ou seja, das funções plenas das células) e expiram gás carbônico (ou dióxido de carbono), um gás necessário para a sobrevivência de outros seres vivos (como flores e plantas, por exemplo).

Para que esse processo de absorção de oxigênio e lançamento de gás carbônico para a atmosfera ocorra adequadamente, é necessário que dois órgãos trabalhem em conjunto na troca gasosa: o pulmão e o coração.

O ar devidamente oxigenado vai para os pulmões, onde passa pelos brônquios – pequenos caminhos que indicam, a grosso modo, a direção em que o ar precisa seguir.

Esses caminhos vão ficando cada vez mais estreitos, até chegarem aos alvéolos pulmonares, que são uma espécie de caixa em formato de colméia onde ocorre a passagem do oxigênio para os vasos capilares.

Os vasos capilares, por sua vez, são vasos sanguíneos muito finos, onde ocorre efetivamente a troca gasosa. Ali, o oxigênio se liga às células sanguíneas, e, assim, vai para o coração.

O coração, por sua vez, bombeia o sangue oxigenado para que todo o corpo utilize. E, posteriormente, o recebe de volta, já desoxigenado, para que o processo de oxigenação se repita.

Um edema pulmonar acontece quando algum fenômeno anormal atrapalha o fluxo de sangue nos vasos capilares, fazendo com que esses vasos, por sua vez, extravasem água para a região dos pulmões, causando um inchaço com água em seu interior.

Tipos de edema pulmonar

Os edemas pulmonares podem, basicamente, ser divididos em quatro tipos.

São eles:

Edema pulmonar agudo

O edema pulmonar agudo, também conhecido como edema agudo do pulmão (EAP), é uma situação de emergência, que precisa de atendimento médico o mais rápido possível.

Acontece quando os pulmões se enchem de líquido proveniente dos vasos sanguíneos, fazendo com que o sistema respiratório entre em colapso.

Esse processo dificulta a respiração e causa ao paciente a sensação de que está se afogando. O quadro é extremamente grave e pode levar à morte rapidamente.

A principal característica do edema pulmonar agudo é seu surgimento repentino. Na maioria das vezes, afeta pessoas que já têm histórico de problemas cardiovasculares – alguns relativamente comuns, como hipertensão e insuficiência cardíaca.

Se o paciente apresentar respiração curta e rápida, tosse, sensação de estar se afogando, falta de ar, pele com coloração azul-arroxeada (principalmente os lábios e as pontas dos dedos) e agitação, é imprescindível chamar uma ambulância o mais rápido possível e encaminhá-lo a um hospital.

Edema pulmonar crônico

O edema pulmonar crônico não é uma condição que acontece de repente, mas sim, que vai evoluindo gradativamente ao longo do tempo.

As causas mais comuns para esse tipo de edema pulmonar são cardiopatias. No entanto, algumas outras condições podem causar o edema pulmonar crônico, como:

  • Lesões no pulmão;
  • Ingestão de determinados medicamentos;
  • Doenças que afetem o sistema nervoso;
  • Uso de drogas;
  • Inalação de fumaça.

Edema Pulmonar de Grande Altitude (EPGA)

O Edema Pulmonar de Grande Altitude (também conhecido pela sigla, EPGA) é uma complicação de outra patologia – a Doença das Alturas, também conhecida como Mal da Montanha ou Hipobaropatia, que é caracterizada por dificuldades respiratórias depois de mudar subitamente de altitude.

Isso significa que um paciente pode desenvolver um quadro de EPGA se for para um lugar muito alto em um intervalo pequeno de tempo. Em geral, as mudanças de altitude que representam riscos são superiores a 2000 metros (ou aproximadamente 6500 pés).

Os primeiros sintomas podem aparecer imediatamente ou de 24 a 96 horas depois da mudança brusca de altitude.

Qualquer pessoa está sujeita a desenvolver EPGA, inclusive indivíduos jovens e saudáveis. No entanto, os riscos são maiores entre quem tem problemas cardiorrespiratórios ou já teve EPGA antes.

Edema pulmonar neurogênico

O edema pulmonar neurogênico é um tipo raro de edema pulmonar, causado por doenças e traumas que atingem o sistema nervoso central.

Entre os problemas que podem ocasionar um edema pulmonar de origem neurogênica, estão meningites, esclerose múltipla, overdose de substâncias, traumatismo craniano e lesão na medula espinhal.

Qual é a relação entre coração e pulmão?

Seus pulmões e sistema cardiovascular trabalham em conjunto para oxigenar as células do organismo. Portanto, as funções do coração e do pulmão estão intimamente ligadas.

O coração possui dois departamentos: um responsável por direcionar o fluxo sanguíneo sem oxigênio exclusivamente para os pulmões, e outro que deve bombear sangue devidamente oxigenado para todo o corpo.

O sangue sem oxigênio é chamado de venoso, enquanto o fluxo sanguíneo oxigenado se chama arterial.

A função dos pulmões é oxigenar o sangue que recebe do ”primeiro departamento” do coração e devolvê-lo oxigenado para o “segundo departamento”, para que, assim, o restante do corpo possa receber sangue com oxigênio para continuar trabalhando.

Isso significa que, para que seus dois departamentos exerçam perfeitamente suas funções, o coração depende diretamente do pulmão. Em contrapartida, o pulmão também precisa de um coração saudável para continuar fazendo seu trabalho.

É por isso que problemas cardíacos e respiratórios (como o edema pulmonar, por exemplo) estão diretamente relacionados.

Causas de edema pulmonar

As causas de um edema pulmonar podem ou não estar diretamente relacionadas a problemas cardíacos.

Entre as possíveis causas do problema, estão:

Causas cardiogênicas

As causas cardiogênicas são relacionadas a problemas cardiovasculares. Isso significa que, nesses casos, o edema pulmonar é ocasionado por alguma doença cardíaca que congestiona os vasos pulmonares. Esse processo faz com que a água presente no sangue invada os alvéolos pulmonares.

Falhas no funcionamento do coração, em geral, são as principais responsáveis por edemas pulmonares.

Elas podem ser:

Hipertensão

A pressão arterial alta causa diversos problemas de saúde, e muitos deles afetam diretamente o coração e a circulação sanguínea, que afetam o funcionamento do pulmão.

Por isso, a hipertensão pode ser a causa original de um quadro de edema pulmonar.

Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma doença crônica que, como o nome sugere, faz com que o coração não trabalhe o bastante para suprir as necessidades do organismo.

Em alguns casos de insuficiência cardíaca, o coração não consegue bombear sangue o suficiente (um movimento chamado sístole). Em outros, não é capaz de se encher de sangue não oxigenado (diástole), que deveria ser enviado para o pulmão.

A doença é uma das principais causas de edema pulmonar.

Doença arterial coronariana

Também chamada de Aterosclerose e Doença Coronariana, esse problema faz com que placas de gordura (clinicamente chamadas de ateroma) se acumulem nas paredes de vasos sanguíneos do coração.

Isso faz com que o fluxo sanguíneo não consiga passar e chegar ao coração, que, por sua vez, precisa bombear sangue para o pulmão.

Além de causar edema pulmonar, a doença arterial coronariana também pode ocasionar infarto do miocárdio.

Cardiomiopatia

A cardiomiopatia é um problema que pode desencadear um quadro de insuficiência cardíaca, que, por sua vez, pode causar edema pulmonar.

Portadores da doença têm um tecido cardíaco inchado e inflamado. Essa inflamação, por sua vez, enfraquece as paredes do órgão, que não consegue bombear sangue o suficiente para o resto do corpo e nem fazer trocas gasosas com o pulmão, que são necessárias para oxigenar o fluxo sanguíneo.

Problemas nas válvulas cardíacas

O coração conta com quatro válvulas: tricúspide, pulmonar, mitral e aórtica. Essas válvulas funcionam como elementos que “empurram” o sangue sempre para frente, impedindo que o fluxo sanguíneo volte para o coração depois de ter sido bombeado.

Quando essas válvulas param de funcionar, ou não funcionam como deveriam, o processo de oxigenação no sangue fica comprometido – o que afeta diretamente o pulmão e pode causar edema pulmonar.

Infarto do miocárdio

Popularmente chamado de ataque cardíaco, o infarto do miocárdio é um problema que acontece quando uma artéria fica “entupida” por um coágulo sanguíneo.

Essa obstrução no meio do caminho impede o sangue de chegar ao coração. O tecido cardíaco sem irrigação sanguínea, por sua vez, acaba morrendo.

O infarto do miocárdio pode causar edema pulmonar porque a obstrução arterial pode levar a uma insuficiência cardíaca repentina – que, por sua vez, é um dos principais motivos para o desenvolvimento de edemas pulmonares.

Causas não-cardiogênicas

As causas não-cardiogênicas são aquelas que não estão diretamente relacionadas ao coração.

São elas:

Lesões pulmonares causadas por infecções

Algumas infecções pulmonares (causadas por bactérias, fungos e principalmente vírus), entre elas a pneumonia, podem provocar lesões no pulmão.

Essas lesões alteram a permeabilidade do tecido pulmonar, fazendo com que o órgão fique mais suscetível a entrada de água, causando um edema.

Insuficiência renal

A insuficiência renal é uma doença que caracteriza a perda da principal capacidade dos rins: a de filtrar resíduos sólidos e líquidos do organismo.

O quadro pode ocasionar um acúmulo de líquido nos vasos sanguíneos. Esses líquidos podem acabar “vazando” para outros órgãos, causando edemas em várias partes do corpo – incluindo o pulmão.

Condições do sistema nervoso central

Lesões e doenças que afetem o sistema nervoso central (e, principalmente, que possam aumentar a pressão intracraniana) podem ser responsáveis por um acúmulo de líquido nos pulmões. O edema pulmonar com esse tipo de origem se chama edema pulmonar neurogênico.

Embora existam poucos estudos sobre a incidência de edemas pulmonares neurogênicos, sabe-se que alguns quadros que podem gerar o problema são:

Lesão espinhal

A medula espinhal é uma espécie de haste alongada que funciona como extensão do sistema nervoso central. É, basicamente, o caminho percorrido pelos impulsos nervosos do cérebro em direção a todo o corpo.

Lesões na medula espinhal são geralmente causadas por acidentes e quedas. Por conta da importância dessa parte do organismo, traumas podem afetar várias regiões do corpo. No sistema respiratório, algumas possíveis complicações são edema pulmonar, infecções e atrofias.

Traumatismo cranioencefálico (TCE)

O traumatismo cranioencefálico (também conhecido pela sigla, TCE) acontece quando há uma lesão significativa no cérebro, geralmente causada por eventos como pancadas, acidentes de trânsito, tiros, entre outros.

Complicações pulmonares como obstrução das vias aéreas e edemas agudos de pulmão são comuns em quadros de TCE. Alguns estudos sugerem que a causa para isso é o aumento da pressão intracraniana, que desestabiliza diversos órgãos do corpo.

Aneurismas

Existem diversos relatos de edemas pulmonares agudos durante o processo de embolização de aneurismas – um processo cirúrgico em que o aneurisma é dilatado através do uso de um catéter.

Malformações de artérias cerebrais

Malformações arteriais são problemas congênitos que podem dificultar o transporte de oxigênio, gerando graves complicações cerebrais, cardíacas, e, é claro, pulmonares.

Esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode causar diversos problemas no organismo.

O edema pulmonar pode ser ocasionado por um quadro de esclerose múltipla. Entretanto, essa origem para o problema é rara.

Medicamentos

O uso excessivo de Aspirina pode provocar quadros de edema pulmonar.

O edema pulmonar causado pela ingestão exagerada de Aspirina pode acontecer tanto na forma de uma overdose (quando uma pessoa toma muitos comprimidos de uma vez só) quanto pelo uso crônico do medicamento (que ocorre quando um paciente ingere muitos comprimidos de Aspirina a longo prazo, aos pouquinhos).

Uso de drogas

Ter uma overdose de drogas como cocaína e metadona também pode ser a causa de um edema pulmonar.

Altitude

Com alterações de altitude, o coração e os pulmões precisam fazer um esforço extra para absorver a quantidade de oxigênio que precisam para que o corpo continue funcionando.

Por isso, mudanças bruscas de altitude podem ser a causa de um edema pulmonar. Nesses casos, a doença é chamada de Edema Pulmonar de Grande Altitude (EPGA).

Inalação de fumaça

O monóxido de carbono é um gás inflamável que está presente na fumaça proveniente da queima de carvão e de combustíveis fósseis.

Inalar essa fumaça em excesso pode ocasionar um edema pulmonar, agudo ou mesmo crônico.

Afogamento

Afogamentos em mares, rios, piscinas e lagos são agentes causadores de edema pulmonar. Afinal, se afogar é, literalmente, encher os pulmões de água.

Estima-se que algo entre 30% e 44% dos pacientes internados após afogamentos apresentem quadros de edema pulmonar.

Grupos de risco

Algumas pessoas com determinados históricos de saúde e comportamentais podem ser mais suscetíveis à desenvolver um edema pulmonar, entre elas:

  • Portadores de doenças cardiorrespiratórias;
  • Hipertensos;
  • Idosos, que são mais propensos a quadros de insuficiência cardíaca;
  • Pessoas que usam Aspirina em excesso;
  • Pessoas que tenham o hábito de escalar montanhas e picos.

Sintomas de edema pulmonar

Os sintomas de edema pulmonar variam de acordo com o tipo da doença.

Podem ser:

Sintomas de edema pulmonar agudo

  • Respiração curta;
  • Falta de ar;
  • Necessidade de puxar o ar, tentando respirar fundo;
  • Tosse, que pode ou não ser acompanhada de sangue;
  • Sensação de afogamento;
  • Ansiedade;
  • Alteração nos batimentos cardíacos, que, em geral, ficam mais rápidos que o normal;
  • Dor no peito.

Sintomas de edema pulmonar crônico

  • Falta de ar ao fazer esforço físico;
  • Dificuldade para respirar quando você deita;
  • Chiado no peito;
  • Acordar no meio da noite com sensação de afogamento e/ou falta de ar;
  • Inchaço nas pernas, pés e mãos;
  • Fadiga;
  • Ganho de peso sem justificativa.

Sintomas de Edema Pulmonar de Grande Altitude

  • Dor de cabeça repentina, cuja intensidade escala rapidamente;
  • Dificuldade para respirar;
  • Tosse;
  • Batimentos cardíacos irregulares e mais rápidos que o normal;
  • Incômodo ou desconforto no meio do peito;
  • Dificuldade para se equilibrar e andar;
  • Febre repentina.

Como é feito o diagnóstico de edema pulmonar

Dada a gravidade de um edema pulmonar, assim que os sintomas da doença forem detectados, o paciente provavelmente será encaminhado para fazer exames em caráter de urgência.

Entre os testes que poderão ser solicitados pelo médico, estão:

Exames de sangue

Os exames de sangue podem ser realizados para medir os índices de oxigênio e dióxido de carbono no sangue do paciente. Os valores de referência de ambas as substâncias são utilizados para indicar que o processo respiratório do organismo está funcionando direito.

Outro exame sanguíneo que pode ser solicitado é o Peptídeo Natiurético Tipo-B (BNP), que pode indicar se um edema pulmonar agudo tem relações com um problema cardíaco.

Oximetria de pulso

A oximetria de pulso é um teste rápido e simples que pode mostrar a quantidade de oxigênio que está circulando na corrente sanguínea do paciente.

O exame é feito através de um pequeno aparelho eletrônico chamado oxímetro de pulso, que pode ser colocado na ponta do dedo indicador ou no lóbulo da orelha. O resultado sai na hora.

Raio-x do tórax e dos pulmões

Esse tipo de exame é solicitado para que o médico possa ter uma visão geral do tórax e dos pulmões do paciente, avaliando se existe de fato um edema pulmonar e excluindo outras possíveis doenças ou fenômenos que poderiam estar causando os sintomas.

Eletrocardiograma

Se o médico desconfiar que a causa do seu edema pulmonar é cardiogênica, provavelmente irá solicitar um eletrocardiograma.

O exame serve para mensurar os impulsos elétricos do coração. Esses dados podem indicar uma série de problemas cardíacas, incluindo infartos do miocárdio.

Ecocardiograma

O ecocardiograma funciona como uma espécie de ultrassonografia do coração, que avalia, principalmente, como está o fluxo sanguíneo que passa pelo órgão.

Existem vários tipos de ecocardiograma, que podem ser solicitados de acordo com as hipóteses do médico responsável pelo paciente.

O que é importante contar ao seu médico

Se o seu quadro de edema pulmonar for estável, seu médico provavelmente irá precisar conversar com você sobre seu histórico de saúde.

É imprescindível ser totalmente honesto e lembrar de comunicar ao profissional sobre detalhes como:

  • Há quanto tempo você tem sentido os sintomas de edema pulmonar;
  • Quão intensos e frequentes são seus sintomas;
  • Qualquer comportamento ou hábito que pareça intensificar seus sintomas;
  • Se você já foi diagnosticado com apneia do sono, asma e/ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica;
  • Se você já apresentou sintomas de apneia do sono (ronco, falta de ar durante a noite, sonolência durante o dia, insônia e dor de cabeça matinal, por exemplo);
  • Se você fuma ou costumava fumar no passado;
  • Qual é sua rotina de exercícios físicos;
  • Se você tem o hábito de escalar montanhas, fazer trilhas ou viajar para cidades em altitudes maiores do que a cidade em que você reside, e se o fez recentemente.

Edema pulmonar tem cura?

Um quadro de edema pulmonar é grave e inspira cuidados emergenciais e rígidos, mas, sim, a doença tem cura. O problema pode, inclusive, ser revertido mesmo quando surge na forma aguda.

Tratamento de edema pulmonar

A prioridade em um tratamento de edema pulmonar é melhorar a capacidade respiratória do paciente, mantendo os níveis de oxigênio controlados.

Em seguida, os profissionais de saúde tentarão mapear a causa do edema e mantê-la sob controle. Tratar a causa é a principal maneira de tratar um edema pulmonar.

Oxigênio

Fornecer oxigênio para o paciente é, geralmente, a primeira preocupação da equipe médica em qualquer quadro de internação por edema pulmonar.

Dependendo do caso, os profissionais envolvidos no tratamento poderão recomendar o uso de máscaras e cânulas de oxigênio, ou mesmo ventilação mecânica em casos um pouco mais sérios.

Além disso, os índices de oxigênio do paciente com edema pulmonar deverão ser constantemente monitorados.

Hemodiálise

Em casos de edema pulmonar agudo, a equipe médica pode recomendar uma hemodiálise de emergência.

A hemodiálise é um processo em que, basicamente, uma máquina reforça o trabalho de filtragem de líquidos feito pelos rins. Através dela, é possível drenar cerca de um litro de água dos pulmões em meia hora.

Aspiração

Quando necessário, pode-se aspirar os líquidos dos pulmões por meio de um tubo inserido na garganta.

Remédios para edema pulmonar

Os remédios ministrados para o médico em casos de edema pulmonar estarão diretamente relacionados a causa da doença.

Alguns medicamentos que podem ser receitados para aliviar os sintomas e a evolução do edema pulmonar em si são:

Anti hipertensivos

Anti hipertensivos são remédios utilizados para manter à pressão arterial sob controle.

Diuréticos

Os diuréticos são remédios utilizados para aumentar a produção de urina e consequente eliminação de líquido do corpo.

Medicamentos complementares

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo com edema pulmonar

Mantenha um estilo de vida saudável

Até aqui, nada de novo: você precisa se alimentar de forma saudável e praticar exercícios físicos regularmente, de acordo com as orientações do seu médico. Cuidados redobrados com a dinâmica do seu estilo de vida são uma etapa importante da convivência com um quadro de edema pulmonar.

Evite hábitos que possam piorar o edema pulmonar

Fumar, manter uma rotina de escaladas e trilhas em locais com altitudes muito altas e usar drogas são hábitos que costumam ser extremamente prejudiciais e perigosos a pessoas com quadros de edema pulmonar.

Trate a causa da sua condição

Na grande maioria das vezes, o edema pulmonar está diretamente relacionado a outra condição de saúde. Por isso, é importante detectar a origem do problema e mantê-la sob controle.

Acompanhamento médico é imprescindível

O quadro de edema pulmonar inspira cuidados. Por isso, é importante visitar um médico regularmente para fazer exames e verificar como vão as coisas.

Fique de olho na pressão e nos níveis de glicose

Hipertensão e diabetes são quadros que exigem cuidados naturalmente. Em pessoas com histórico de edema pulmonar, essa necessidade é ainda maior para evitar problemas graves. Mantenha a pressão arterial e a glicose controladas.

Complicações de edema pulmonar

Hipóxia

A hipóxia é o nome clínico de uma condição caracterizada pelos níveis baixos de oxigênio nos tecidos do corpo.

Um quadro de hipóxia significa que alguma obstrução está impedindo o transporte de oxigênio pelo corpo – no caso de pacientes com edema pulmonar, o próprio problema.

O principal sintoma de hipóxia é a coloração roxa (cianose) nos lábios, unhas e pontas dos dedos. O problema também pode causar fadiga, insônia, dores de cabeça, falta de apetite, tonturas e, alguns casos, diarreia.

A hipóxia é uma complicação grave que pode afetar as habilidades psicomotoras do paciente (causando a limitação dos movimentos ou capacidade de fala, por exemplo), além de ter a capacidade de levar a quadros de desmaio, ataque cardíaco, coma e morte.

Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA)

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é um tipo de falência pulmonar causada pelo acúmulo de líquidos no interior do pulmão. A condição faz com que o pulmão entre em colapso e libere proteínas defeituosas para a corrente sanguínea, danificando, também, outros órgãos do corpo.

Um quadro de SDRA pode causar graves danos cardíacos e pulmonares, coma, falência múltipla de órgãos e morte.

Hipertensão pulmonar

Um edema pulmonar pode ocasionar Hipertensão Pulmonar Secundária, uma condição sem cura que consiste no aumento da pressão intrapulmonar.

Pacientes com hipertensão pulmonar podem desenvolver falências pulmonares e cardíacas. Além disso, pessoas que não respondem ao tratamento medicamentoso podem precisar de um transplante de pulmão.

Derrame pleural

No pulmão, existem duas membranas finas chamadas pleuras. Uma delas se localiza no interior do órgão e atende pelo nome de pleura visceral; já a segunda reveste a parede torácica e se chama pleura parietal.

Dentro do espaço que separa as duas pleuras, existe uma pequena quantidade de líquido, que deve estar ali naturalmente para facilitar a expansão dos pulmões durante o processo de respiração.

Quando há uma quantidade excessiva de líquido entre as pleuras, se estabelece a condição chamada de derrame pleural.

Um derrame pleural, por sua vez, pode causar a falência dos pulmões, infecções generalizadas (também chamadas de sepse ou septicemia), coma e morte.

Morte

Se não for tratado rapidamente ou de forma adequada, um edema pulmonar pode levar à morte.

Um estudo publicado por médicos do Jonscher Hospital, na Polônia, apontou que 21% dos pacientes internados na unidade com quadros de edema pulmonar acabaram falecendo.

Como prevenir edema pulmonar?

É difícil prevenir o edema pulmonar em si. A saída é buscar a prevenção às situações que podem causar ou favorecer o aparecimento do problema.

Algumas medidas que podem ser tomadas são:

Visite um cardiologista regularmente

Uma das melhores maneiras de prevenir um edema pulmonar é manter doenças cardíacas sob controle.

Se você foi diagnosticado com algum problema cardíaco, é importante fazer acompanhamento médico regularmente e seguir o tratamento de maneira correta.

Fique de olho na sua pressão arterial

Pacientes hipertensos precisam manter a situação sob controle para evitar uma série de problemas de saúde, entre eles, o edema pulmonar.

Por isso, é importante tomar os remédios indicados pelo médico para controle da pressão arterial, evitar comer alimentos muito salgados e seguir todas as recomendações do profissional que acompanha o caso.

Coma bem

Se alimentar de forma saudável, equilibrando os níveis de açúcares, sal e gorduras, pode fazer uma grande diferença na prevenção a diversas doenças que afetam o coração e os pulmões.

Não fume

O tabagismo é o agente causador de diversos problemas cardiorrespiratórios, entre eles o edema pulmonar agudo.

Faça exercícios físicos

Estudos indicam que praticar atividade física regularmente fortalece o pulmão e todos os músculos do sistema respiratório, evitando problemas nessa parte do organismo (e em muitas outras!).

Prevenção a Edema Pulmonar de Grande Altitude (EPGA)

Faça check-ups

Se você tem o hábito de encarar aventuras em picos e montanhas, é importante procurar um médico para verificar se está tudo bem com sua saúde ao menos uma vez por ano.

O cuidado deve ser ainda maior se você já tem histórico de EPGA, com acompanhamento constante de um cardiologista.

Atenção ao histórico de saúde

Falando em histórico de EPGA, também é fundamental manter atenção redobrada se você já tiver outros problemas cardiorrespiratórios. Debata com o médico se apostar em escaladas e trilhas é o melhor para sua saúde.

Escale com calma

Mudanças bruscas de altitude são a principal causa de um quadro de EPGA. Por isso, é importante subir morros, picos e montanhas com calma – sobretudo se você é um iniciante.

Pessoas que começaram a atividade há pouco tempo devem parar para descansar e se acostumarem com a alteração de altitude à cada 300 ou 600 metros de subida, de acordo com o nível de experiência.

Para escaladas maiores, é importante subir no máximo 1.200 metros por dia, durante os dois primeiros dias de jornada. Após o segundo dia, o montanhista deve se limitar a subir cerca de 400 metros por dia.

Mais importante do que as convenções é subir em um ritmo que seja confortável para o montanhista, conhecendo seus próprios limites e sabendo quando parar e retroceder.

Cuidado com a alimentação

Algumas pesquisas sugerem que evitar comidas com muito sal, ingerir bastante líquido e não tomar bebidas alcoólicas durante incursões para locais em altitudes mais elevadas podem reduzir drasticamente os riscos de um edema pulmonar.

Invista no condicionamento físico

As pesquisas que relacionam um condicionamento físico adequado com a prevenção a edemas pulmonares relacionados a altitude ainda são escassas, mas existem. Por isso, não dar um passo maior que as pernas e respeitar os limites do seu corpo é fundamental.

O preparo para escaladas é imprescindível. Se possível, também invista em acompanhamento médico durante sua preparação.

Perguntas frequentes

Edema pulmonar pode levar à morte?

Sim, o edema pulmonar é um quadro que pode levar à morte do paciente.

Por isso, é muito importante que pessoas que apresentem sintomas da doença (ou que já tenham sido diagnosticados com edema pulmonar crônico e sintam uma piora súbita) sejam socorridas o mais rápido possível.

Qual é a diferença entre edema pulmonar e enfisema pulmonar?

Apesar dos nomes e sintomas parecidos, edema pulmonar e enfisema pulmonar são doenças bem diferentes.

Enquanto o edema pulmonar é causado pelo acúmulo de líquido nos pulmões, o enfisema pulmonar se caracteriza pela perda de elasticidade das paredes do órgão.

Outra diferença crucial é que, para quadros de edema pulmonar, há possibilidade de cura. Já o enfisema pulmonar- que se desenvolve majoritariamente pelo uso de cigarros –  é incurável.

Qual é a diferença entre edema pulmonar e água no pulmão?

“Água no pulmão” é uma nomenclatura popular para edema pulmonar. No entanto, o termo também pode se referir a uma outra doença, chamada derrame pleural.

Viajar de avião pode causar edema pulmonar?

É raro que andar de avião cause um quadro de Edema Pulmonar de Grande Altitude (EPGA) em uma pessoa saudável. Isso porque as cabines aéreas são pressurizadas – ou seja, têm sua pressão interna artificialmente regulada para que o organismo humano fique confortável e consiga absorver as quantidades necessárias de oxigênio durante a viagem.

No entanto, pessoas que já possuam diagnóstico de problemas cardiovasculares e respiratórios ou que tenham histórico de EPGA precisam ter um pouco de cautela antes de planejar uma viagem aérea, porque, aí, existe um risco maior de ocorrerem problemas.

Se esse é o seu caso, é importante discutir os planos de viajar com seu médico e perguntar se o avião é o meio de transporte mais adequado para você, de acordo com seu histórico de saúde.

Você também precisa avisar a companhia aérea sobre a sua condição no momento da reserva da passagem aérea, ou, no máximo, até 72 horas antes do embarque. Assim, a tripulação pode se preparar para fornecer os primeiros-socorros necessários caso qualquer eventualidade envolvendo sua saúde aconteça durante o trajeto.

Quem tem edema pulmonar crônico pode viajar de avião?

Depende. Existe, sim, a possibilidade de uma pessoa com edema pulmonar andar de avião sem enfrentar maiores problemas. No entanto, apenas um médico que conheça o histórico do paciente pode autorizar a viagem.

Além de conversar com um profissional de saúde, a pessoa com edema pulmonar também precisa comunicar sua condição à companhia aérea, que pode solicitar um laudo médico para avaliar a situação ou mesmo preparar a tripulação para atender o paciente da melhor forma possível durante o voo.

Crianças podem ter edema pulmonar?

Sim, crianças e bebês podem ter edema pulmonar.

Na maior parte dos casos, o quadro de edema pulmonar em crianças está relacionado a cardiopatias congênitas, complicações pós-cirúrgicas ou acidentes (como afogamentos e incêndios, por exemplo). No entanto, todas as causas de edema pulmonar em adultos também se aplicam aos pequenos.


O edema pulmonar é um problema grave que exige cuidados médicos expressos, mas, com o tratamento adequado, pode melhorar.

Caso tenha alguma dúvida, história ou dica para dividir com a gente, deixe nos comentários. Responderemos assim que possível.

Referências

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http://emedicine.medscape.com/article/157452-medication
http://www.scielo.br/pdf/rpp/v31n3/pt_0103-0582-rpp-31-03-00411.pdf

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