A dor no peito é um sintoma que costuma nos preocupar, mas as causas podem ser diversas. Reconhecer o que provocou ou está provocando a condição é fundamental para prevenir-se e evitar complicações mais graves.

Um dor esporádica, passageira e moderada, muitas vezes, não representa nenhum riscos. Porém, em alguns casos ela pode estar relacionada a doenças cardiovasculares graves. Assim, se não tratada, pode evoluir ou até mesmo levar ao óbito.

Confira quais as condições que podem desencadear esse sintoma e como tratar!

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é dor no peito?
  2. O que causa dor no peito?
  3. O que é a dor no peito do lado esquerdo?
  4. O que pode ser dor no peito direito?
  5. O que pode ser dor no peito ao respirar?
  6. O que pode ser dor no meio do peito e queimação?
  7. Quais os grupos de risco para dor no peito (dor torácica)?
  8. Dor no peito: quando pode ser grave?
  9. Como é a dor de um infarto?
  10. Como é feito o diagnóstico da dor torácica?
  11. Tratamento: o que fazer para aliviar a dor no peito?
  12. Procedimentos cirúrgicos para condições cardíacas
  13. Medicamentos
  14. Complicações
  15. Como prevenir a dor no peito?

O que é dor no peito?

A dor no peito, ou dor torácica, é um sintoma frequentemente associada à angina ou ao infarto, doenças cardiovasculares graves. No entanto, também pode ser causado por distúrbios psiquiátricos ou doenças que atingem o estômago, esôfago, pulmão e a caixa torácica (esqueleto e músculos). 

Um estudo realizado no ano 2000, pela Universidade de Michigan, nos EUA, avaliou 400 pacientes com dor no peito frequente e descobriu que somente 11% tinha problemas cardíacos. 

O diagnóstico da pesquisa mostrou que em 53% dos voluntários não foram encontradas causas definidas para a dor e nos outros 36% os sintomas são originados por problemas nos músculos ou esôfago. 

Ainda sim, doenças crônicas não transmissíveis, como se encaixam os distúrbios no coração, correspondem a 72% dos óbitos no Brasil, portanto não se deve ignorar sintomas como aperto ou desconforto no peito. 


A intensidade da dor pode variar de incômodos leves à sensação de aperto, pressão ou queimadura no peito. Em casos graves, a dor se espalha ao pescoço, mandíbula, costas e braços. 

O mais recomendado é ir ao hospital quando a dor prolongar-se por mais de 20 minutos ou estar associada a outros sintomas, como tonturas, suores frios, dificuldade de respirar e dor de cabeça.

O que causa dor no peito?

A dor no peito pode ser causada por diversas doenças ou alterações que atingem o esôfago, estômago, pulmão, coração e a caixa torácica (esqueleto e músculos). Dor muscular e sensibilidade nas articulações são as causas mais comuns. Mas até os gases podem ser os culpados pelo incômodo!

As doenças com maior teor de preocupação são as cardíacas, que atingem o lado esquerdo do peito e podem levar à morte, caso não haja assistência adequada.

Outras causas de dor forte no peito 

  • Artrite e artrite reumatoide;
  • Hipertensão arterial;
  • Fibromialgia;
  • Estenose da válvula aórtica;
  • Herpes Zoster;
  • Miocardite;
  • Cardiomiopatia;
  • Alterações da aorta, como calcificação da aorta;
  • Complicação nas veias ou aortas.

O que é a dor no peito do lado esquerdo?

A dor no peito não é igual independente do lado. Quando é mais forte ou só acomete o lado esquerdo pode indicar algumas condições específicas de saúde. Entre as mais comuns estão:

Infarto

No infarto, a dor no peito é constante e se espalha para o braço esquerdo, pescoço e mandíbula, durante mais de 20 minutos. Geralmente é acompanhado por dormência nos membros do lado esquerdo, enjoo, sudorese, dificuldade em respirar e vômitos.

Costocondrite

Costocondrite é uma inflamação na cartilagem que conecta uma costela ao osso esterno. Os sintomas incluem inchaço e dor agravada ao deitar, respirar profundamente ou tossir. As dores que a costocondrite causa no peito são semelhantes às de um ataque cardíaco.  

Angina

A dor da Angina é causada pela redução de sangue no coração, alterando o funcionamento do órgão. Ela é localizada no centro do peito, descrita como uma pressão, aperto, ardor, desconforto ou sensação de choque. 

Pode ser estável, resultado de esforço excessivo, e instável, originada mesmo em estado de repouso ou atividades físicas leves. Geralmente é acompanhada por falta de ar, palidez, hipotensão e suor excessivo. 

Isquemia cardíaca

A Isquemia cardíaca é a diminuição da passagem de sangue pelas artérias do coração. É o primeiro sinal de infarto, causando falta de ar, palpitações, aperto no peito, formigamento nos braços e pescoço do lado esquerdo. 

Pode provocar dores no peito a partir da sua forma crônica, quando acumula gordura nas artérias, ou transitória, quando ocorre em momentos de estresse

Arritmia cardíaca 

A frequência inadequada do ritmo do coração, que pode ser muito rápida, muito devagar ou irregular é denominada arritmia cardíaca. O quadro apresenta riscos de não permitir que o coração bombeie sangue suficiente para abastecer o corpo, o que pode danificar órgãos essenciais, como o cérebro e o coração. 

Além da dor no peito, a arritmia cardíaca pode estar associada a outros sintomas, como cansaço, fraqueza, tontura, mal-estar, desmaios, falta de ar, palidez e suor frio.

Arteriosclerose

A Arteriosclerose consiste no espessamento e perda da elasticidade da parede das artérias — vasos que levam sangue e oxigênio ao cérebro, coração e outras partes do corpo.

É uma enfermidade que provoca o aumento da pressão arterial e é causada pelo acúmulo de gordura e outras substâncias no interior das artérias. É predominante na população masculina com mais de 50 anos. 

O que pode ser dor no peito direito?

Quando a dor no peito acontece no lado direito, há outras hipóteses. Existem algumas inflamações e distúrbios que podem causar essa dor característica, como problemas na vesícula biliar, pericardite, inflamação nos órgãos, etc.

Sempre vale lembrar que a dor pode ser decorrente de diversas condições, graves ou não, persistentes ou passageiras. Por isso, é sempre preciso um diagnóstico preciso. Entre as condições que podem estar ocasionando as dores no peito estão:

Distúrbios na vesícula biliar

Cálculos biliares ou colecistite (inflamação da vesícula biliar) podem causar a dor no peito e outros sintomas em paralelo, como febre, náuseas, vômitos e falta de apetite. A dor costuma ser aguda e repentina, que se espalha para a barriga e o ombro, do lado direito. 

Inflamação dos órgãos

As inflamações mais comuns que causam dor no peito do lado direito são: gastrite (inflamação do estômago), hepatite (inflamação do fígado) e pleurisia (inflamação da pleura, membrana que cobre o pulmão).

Pericardite

Inflamação do pericárdio, membrana que cobre o coração, é chamada de pericardite. Começa com uma dor aguda no peito e se espalha para as costas. Os sintomas também manifestados com a doença são: tosse seca, dificuldade em respirar, febre, fadiga e ansiedade.

O que pode ser dor no peito ao respirar?

A dor no peito ao respirar pode ser causada por uma série de diferentes motivos. Pode estar associada a lesões nos músculos, inflamações nos pulmões, distúrbios pulmonares e até mesmo ser uma dor psicossomática, por estar relacionada a quadros de crise de ansiedade, estresse e ataque de pânico.

De forma geral, entre as condições mais associadas estão:

Lesão nos músculos

Dor no peito ao respirar pode ser sintoma de lesões nos músculos ou fraturas, infecções e agressões nas costelas. Tosse intensa também pode causar dor na região.

Assim, ao respirar e exige movimentação do local lesionado, ocorre a dor. Porém, nem sempre é simples perceber que se trata de uma dor muscular. 

De forma geral, o incômodo e a sensibilidade tendem a diminuir gradativamente, caso seja uma lesão ou inflamação de menor gravidade.

Pneumotórax

Presença de ar entre a pleura e a parede do pulmão. A pessoa costuma sentir dificuldades para respirar e uma dor que se intensifica ao inspirar (puxar o ar), podendo irradiar para os ombros e região próxima.

Distúrbios pulmonares

Certas doenças que afetam diretamente os pulmões podem causar dor ao respirar, como nos casos de pneumonia (infecção nos pulmões), embolia pulmonar (artérias do pulmão obstruídas por coágulos) e hipertensão pulmonar (pressão alta nas artérias dos pulmões).

Câncer de pulmão

Dor contínua que pode ser sentida no peito e nas costas. Junto com a dor no peito, apresenta os seguintes sintomas: dedos em forma de baqueta (com as pontas inchadas), hemoptise (eliminação de sangue pelo trato respiratório), dispneia, tosse, entre outros.

Ansiedade, ataque de pânico e estresse

Crises de ansiedade, ataque de pânico e altas doses de estresse podem causar dor no peito, mal-estar, tontura, inquietação e dificuldade ao respirar. Esse tipo de dor é descrito como um aperto no peito e pode ser confundido com infarto. 

O que pode ser dor no meio do peito e queimação?

A dor no meio do peito pode ocorrer acompanhada de outros sintomas. Quando a pessoa sente a dor e também queimação, a causa pode ser algum problema relacionado ao sistema digestivo ou ao excesso de gases. Veja como essas dores podem estar relacionadas nessas condições e quando procurar ajuda médica:

Problemas no sistema digestivo

Dor causada após longos períodos sem comer, gastrite, esofagite, refluxo gastroesofágico ou úlcera gástrica podem ser a origem da dor no peito. 

Também podem ocorrer espasmos do esôfago, quando algum problema digestivo faz o esôfago expandir-se e contrair, o que agrava ou intensifica a dor no meio do peito.

Gases

Excesso de gases pode provocar dores agudas e intensas, que parecem estar localizadas no peito, geralmente na região central. Nem sempre a pessoa consegue notar a presença de gases rapidamente, o que faz parecer que a dor no peito é o único sintoma.

Isso ocorre porque a flatulência provoca o inchaço e o estufamento do intestino. Quando os gases se movimentam, o incômodo pode ser ainda maior.

Quais os grupos de risco para dor no peito (dor torácica)?

Pacientes acima dos 40 anos ou com histórico médico de risco, como tendência a ter pressão alta, diabetes, angina, colesterol alto e obesidade, devem ser monitorados com frequência, para garantir que dores no peito não sejam problemas graves. 

Outros grupos que correm o risco de contrair alguma doença que cause dor no peito:

  • Pessoas com insuficiência renal crônica;
  • Fumantes; 
  • Quem tem histórico familiar de doença isquêmica cardíaca e pacientes com casos anteriores da doença;
  • Pessoas sedentárias e que mantêm dieta rica em gorduras saturadas; 
  • Quem faz uso de drogas, como cocaína.

Dor no peito: quando pode ser grave?

As causas de dor no peito, seja no lado esquerdo, direito ou centro, podem ser bastante variáveis. Nem sempre representam riscos, apesar de muita gente associar imediatamente aos quadros cardíacos.

De forma geral, qualquer dor ou mal-estar que persista por alguns dias, gere grandes incômodos, limite as atividades ou se agrave com o passar dos dias deve ser investigados.

Porém, um caso de emergência geralmente envolve manifestações como:

  • Se a dor no peito demorar mais de 20 minutos para aliviar, principalmente se estiver associada a outros sintomas;
  • Se a dor piorar com mudanças posturais;
  • Se a dor espalhar para outros lugares. 

Caso a pessoa acometida seja portadora de alguma doença cardiovascular, deve tomar corretamente os medicamentos receitados pelo(a) cardiologista e ir ao hospital caso a dor não passe em até 30 minutos. 

Dor no peito de origem cardíaca

A dor causada por doenças no coração é descrita geralmente como um aperto, pressão ou peso no peito. Ela pode irradiar para outras áreas próximas, como costas, pescoço, mandíbula, ombros e braços (principalmente o esquerdo).

Além disso, costuma tornar-se mais intensa com a realização de exercícios físicos ou quando a pessoa realiza esforços. 

A dor pode parar e voltar em torno de minutos e outros sintomas associados a dor no peito de origem cardíaca podem surgir:

  • Suor frio ou excessivo;
  • Tontura ou fraqueza;
  • Náusea ou vômito;
  • Dor de cabeça;
  • Falta de ar;
  • Taquicardia.

Dor no peito de origem não cardíaca

As dores causadas por condições não cardíacas ainda necessitam de tratamento, mas não são tão urgentes. 

De forma geral, eles têm localização pontual (lado direito, centro do peito) e não se espalham para outras áreas. Dependendo da causa, é comum que a intensidade piore somente quando o tórax faz algum movimento, ao respirar profundamente ou apertar a área dolorida. 

Há inúmeras causas de dores não cardíacas. Por isso, é importante observar outros sintomas associados que podem indicar a causa ou origem do sintomas. Entre eles: 

  • Gosto azedo na boca ou sensação de náusea; 
  • Dificuldade em engolir; 
  • Sintomas da azia, como sensação dolorosa e ardente por trás do osso esterno.

Como é a dor de um infarto?

A dor de infarto pode ser identificada pelas seguintes características: 

  • Dor que não melhora e não piora com movimentos;
  • Lembra ardência ou queimação;
  • Irradia para o braço esquerdo, mandíbula, cabeça ou dorso;
  • Persiste por mais de 10 minutos. 

Em casos de infarto agudo do miocárdio, ainda é possível que a pessoa apresente dificuldade em respirar, falta de ar, pulsação irregular, dor de estômago e suor frio.

Nesses casos, é indicado sempre buscar um centro de emergência médica.

Como é feito o diagnóstico da dor torácica?

O diagnóstico pode ser realizado a partir da análise do histórico clínico da pessoa, além de exames para uma série de condições. Os sintomas e as queixas associadas são importantes para que a condução correta seja feita, podendo ser indicado buscar especialistas ou realizar outros exames mais específicos. 

Para eliminar a hipótese de doenças cardíacas ou fazer a distinção entre elas, o(a) profissional de saúde pode requisitar exames, como:

Eletrocardiograma

O Eletrocardiograma é um exame não invasivo e indolor, usado para fazer uma avaliação elétrica da atividade cardíaca. Ele serve para identificar possíveis alterações no ritmo do coração e o número de batidas por minuto, sendo capaz de descobrir distúrbios na condução elétrica cardíaca.

É uma exame que costuma fazer parte das investigações iniciais de dores no peito.

Teste ergométrico

O teste ergométrico, ou teste de esforço, é uma avaliação do funcionamento cardiovascular submetido a esforço físico. Geralmente, é feito em uma esteira, mas a intensidade da atividade vai depender do quadro de cada paciente. 

O exame analisa anormalidades na quantidade de sangue do coração, distúrbios do ritmo cardíaco e capacidade de bombeamento, além de avaliar as chances de ocorrer angina e sinais de infarto. 

Ecocardiograma

Exame de ultrassonografia que avalia as cavidades cardíacas e o fluxo sanguíneo que passa pelas válvulas do coração. É ideal para detectar disfunções ou malformação do coração.

Endoscopia

O exame é bem popular, sobretudo entre quem sofre com problemas gástricos, como a gastrite. Apesar de ser invasivo, ele é simples e sem grandes riscos.

A endoscopia pode ser sugerida às pessoas que sofrem com dor no peito se houver suspeita de relação com problemas do trato digestivo. 

Refluxo, problemas de digestão e gastrite podem ser a origem a dor.

Raio-x do peito

Quando há suspeitos de infecções ou alterações no trato respiratório, como a pneumonia e pneumotórax, os exames de imagem podem ser bem importantes para analisar o estado estrutural da região.

Isso porque danos ou obstruções podem causar dores no peito que se intensificam ao respirar.

Tratamento: o que fazer para aliviar a dor no peito?

Os tratamentos para dor no peito variam de acordo com o diagnóstico médico e pode consistir no uso de medicação, procedimentos não-invasivos, cirurgia ou sequer precisar de intervenção terapêutica.

Entre os tratamentos e aconselhamentos mais frequentes estão:

Alívio do estresse

É comum que as dores no peito sejam causadas por condições emocionais ou transtornos psicológicos, sobretudo estresse e ansiedade. Nesses casos, é preciso que o quadro seja avaliado por profissionais em psicologia e psiquiatria, que vão orientar quanto o melhor tratamento.

Pode ser necessário o acompanhamento psicológico e o uso de medicamentos que amenizam crises de ansiedade.

Antibióticos

Quando a dor é causada por infecções no trato respiratório, é possível que seja necessário usar antibióticos para auxiliar na recuperação do quadro. Além disso, a inalação pode ser recomendada também, dependendo de cada caso.

Fisioterapia

Caso a dor no peito seja de origem muscular, causada por uma lesão ou inflamação do tecido, é possível que além de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios seja indicada a realização de fisioterapia.

Os exercícios, frequência e duração do tratamento serão orientados por profissionais.

Remédios para dor

O uso de analgésicos e anti-inflamatórios podem ser indicados quando a dor for decorrente de traumas, lesões ou esforços que provocaram lesões em algum músculo ou vértebra. Nesses casos, é possível que a dor seja irradiada e pareça estar ocorrendo no peito.

Exercícios físicos

A adoção de atividades físicas pode auxiliar a melhorar quadros de dores no peito que ocorrem pela falta de condicionamento. É importante que isso seja feito com auxílio médico e orientação de especialistas em educação física, para que todo o quadro clínico seja avaliado.

Com a prática regular de exercícios, a circulação sanguínea é melhorada e o coração fica mais resistente. Isso faz com que aquele aperto no peito pós-esforço seja gradualmente reduzido.

Antiácidos e digestivos

Se a dor no peito for causada por distúrbios gástricos, o gastroenterologista pode indicar o uso de medicamentos antiácidos, auxiliadores gástricos ou outros tratamentos para distúrbios como a gastrite.

Mudanças alimentares

Se a dor estiver associada aos gases, uma mudança alimentar pode auxiliar no alívio da dor. Aumentar o consumo de fibras, melhorar a ingestão de água, evitar alimentos que fermentam e adotar hábitos alimentares mais balanceados pode fazer bastante diferença na saúde intestinal, reduzindo a flatulência. 

Procedimentos cirúrgicos para condições cardíacas

Quando a dor for intensa e a causa grave, relacionada às alterações cardíacas, o tratamento de dor no peito pode consistir em procedimentos cirúrgicos, como: 

Angioplastia

Procedimento cirúrgico pouco invasivo, indicado para combater a obstrução de artérias que conduzem o fluxo sanguíneo até o coração, geralmente causada por acúmulo de gordura.

Um cateter com um balão é introduzido na artéria femoral, através de uma incisão na virilha, e guiado até o local bloqueado. O balão é inflado, para expandir e abrir o diâmetro da artéria. O stent, um tubo minúsculo, pode ser inserido para manter a artéria aberta. 

Cirurgia de Ponte de Safena

Nome dado à cirurgia de revascularização do miocárdio, principal técnica para o tratamento de doenças arteriais coronárias, condições que atingem as artérias do coração.

Durante o procedimento, o cirurgião utiliza a veia de outra parte do corpo, normalmente a safena magna (uma veia da perna), e cria uma rota alternativa para o sangue contornar as artérias bloqueadas. A operação também é indicada para pacientes que sofrem de isquemia, com risco de angina e infarto. 

Reparação de dissecção da aorta

Em casos graves, a dor no peito pode ser resultado de uma condição fatal denominada dissecção da aorta, que consiste na ruptura da artéria que transporta sangue do coração para o resto do corpo. A cirurgia deve reparar ou substituir a aorta o mais rápido possível.. 

Medicamentos

Os medicamentos para a dor no peito variam de acordo com o diagnóstico de cada um. Consulte um(a) profissional de saúde para descobrir a causa da dor e realizar o tratamento específico para sua condição. 

Para alívio da dor, profissionais podem prescrever certos medicamentos. Porém, seu uso não deve substituir a realização de exames para diagnosticar a origem do problema. Os medicamentos geralmente indicados são: 

Se as causas estiverem relacionadas ao coração, os profissionais podem indicar os seguintes medicamentos:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações

As complicações da dor no peito são bastante variáveis e, obviamente, dependem da causa do problema. 

Quadros que estão relacionados aos problemas cardíacos têm maiores riscos de complicação, podendo resultar em infarto e óbito. Porém, a maioria dos quadros de dor no peito são decorrentes de outras condições, como estresse e lesões. 

Apesar de necessitarem de tratamento, esses quadros tendem a não ter complicações severas, logo que o agravo é mais lento e gradual. 

Como prevenir a dor no peito?

Não há prevenção específica, pois a dor no peito pode ter diversas causas. Porém, alguns cuidados e atitudes ajudam evitar a dor, são elas: 

  • Evite situações de estresse ou ansiedade; 
  • Adote um estilo de vida mais tranquilo, com a prática frequente de exercícios físicos e alimentação balanceada;
  • Evite cigarros e consumo de drogas;
  • Reduza a cafeína;
  • Faça alongamentos;
  • Mantenha os exames e consultas clínicas em dia.

A dor no peito pode estar associada a doenças não fatais e de fácil tratamento, no entanto, deve-se dar atenção quando se torna persistente ou recorrente. Para evitar maiores complicações, esse artigo busca informar sobre as causas da dor no peito e a importância em prestar atenção em seus sintomas. 

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