Tuberculose Pulmonar: sintomas, tratamento, o que é, prevenção e mais

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O que é Tuberculose Pulmonar?

A tuberculose pulmonar é conhecida por afetar o mundo inteiro. O microorganismo que causa a doença é conhecido como Mycobacterium tuberculosis ou então por bacilo de Koch. A doença afeta principalmente os pulmões, mas ela pode acometer outros órgãos, como os rins, intestinos, sistema nervoso, pele, ossos, articulações, ovários e gânglios.

Apesar da doença atingir todos os lugares do mundo, os países menos desenvolvidos são os mais afetados. China, Índia, Brasil, Filipinas, Nigéria, Paquistão e outros são os que possuem maior incidência da doença.

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No Brasil, os números são preocupantes, apesar da doença diminuir anualmente. A tuberculose aqui é tratada como problema de saúde pública, com profundas raízes sociais. Todo ano, cerca de 70 mil casos de tuberculose são diagnosticados, e 4,6 mil pessoas morrem dessa doença no Brasil.

A tuberculose já foi a principal causa de morte durante muitos anos e as pessoas que mais sofriam com a doença eram as mais pobres. Durante um tempo esse número diminuiu, mas na década de 80 a tuberculose voltou com força após o surgimento da AIDS. A notificação da doença é obrigatória, o que quer dizer que o médico deve informar a secretaria da saúde contaminação.

Índice — neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Tuberculose Pulmonar?
  2. Causa e Transmissão
  3. Tipos
  4. Fatores de risco
  5. Sintomas da Tuberculose Pulmonar
  6. Diagnóstico
  7. Tratamento para Tuberculose Pulmonar
  8. Complicações
  9. Convivendo com o problema
  10. A Tuberculose Pulmonar tem prevenção?

Causa e Transmissão

A doença é causada pelo Mycobacterium tuberculosis e é transmitida pelo ar, através de gotículas do espirro, tosse ou fala de pessoas já infectadas, assim, as pessoas com saúde respirando o ar contaminado inala a bactéria que se aloja no pulmão. Após ser lançada ao ar, a bactéria pode durar várias horas, desde que não haja contato com a luz solar.

Se a pessoa que entrou em contato com a bactéria estiver com boa saúde, o corpo absorve a bactéria e ela ficará no corpo por um tempo (período latente).

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Apesar da doença ser passada de pessoa para pessoa, existem alguns fatores que facilitam a contaminação da tuberculose. A difusão da bactéria depende da condição de vida das pessoas, o nível de aglomeração, habitação, alimentação e trabalho. Todos esses fatores influenciam na proliferação da doença.

O contágio da doença depende de alguns fatores, como:

  • Condições do ambiente;
  • Extensão da doença (pessoas com lesões no pulmão são mais suscetíveis à doença);
  • Tempo de exposição entre o paciente e a pessoa com saúde.

Tipos

Primoinfecção tuberculosa

Ao inalar gotículas que contenham os bacilos da doença, pode ser que elas se alojem na garganta e no nariz, onde é impossível que a infecção aconteça. Mas se os bacilos chegarem nos alvéolos, a inflamação ocorre rapidamente.

Quando os bacilos atingem o corpo sem causar a doença, significa que o sistema imunológico está sob controle.

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Tuberculose primária

A pequena maioria dos casos de primoinfecção (5%) se desenvolve causando a doença. A doença pode se desenvolver em até cinco anos após a primoinfecção.

Tuberculose pós primária

Uma vez que a pessoa esteja infectada, o desenvolvimento da doença pode ocorrer em qualquer fase da vida. A doença pode surgir quando o corpo não aguenta e o sistema imunológico não consegue controlar os bacillos, fazendo com que eles se multipliquem rapidamente.

A baciloscopia de escarro é positiva e a principal fonte de infecção da doença.

É necessário realizar todos os exames para que o tratamento seja feito o mais rápido possível para que não haja transmissão da doença para outras pessoas. Existem alguns fatores que contribuem para a estabilidade da doença no corpo, como, má alimentação, falta de higiene, alcoolismo, tabagismo ou qualquer outra atividade que diminua o sistema imunológico.

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Fatores de risco

Apesar da doença só ser transmitida com a inalação do microorganismo do bacilo de Koch, existem algumas condições que facilitam as condições do surgimento da tuberculose. São elas:

  • Desnutrição;
  • Aglomerações;
  • Idade avançada;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Infecção por AIDS/HIV;
  • Quimioterapia;
  • Diabetes;
  • Insuficiência renal crônica;
  • Medicamentos indicados para tratar psoríase, doença de Crohn e artrite reumatoide;
  • Viver ou viajar para países com pouco desenvolvimento.

A falta de acesso a cuidados básicos, sejam eles médicos ou relacionados ao saneamento, pode influenciar muito no maior risco de tuberculose. O tabagismo também é um fator de risco da doença, acredita-se que 20% dos casos da tuberculose são relacionados ao consumo de cigarro.

Com o aumento do número de casos de AIDS e HIV, a tuberculose também se tornou mais vulnerável por conta dos pacientes possuírem a imunidade baixa. Acredita-se que os pacientes soropositivos têm até 30 vezes mais chances de contrair a doença do que pessoas que não possuem o vírus do HIV.

A tuberculose também se tornou resistente a alguns medicamentos como, por exemplo, a rifampicina e a isoniazida. Isso ocorreu graças à Cepas bacterianas, que ocorrem quando o antibiótico não é capaz de matar todas as bactérias, fazendo com que elas se tornem resistentes ao próprio antibiótico e também a outros.

Sintomas da Tuberculose Pulmonar

Apesar da doença ser muito conhecida, apenas 10% dos pacientes desenvolvem os sintomas da tuberculose. Os outros 90% ficam inativados, se tornando incapaz de provocar ou transmitir os sinais da doença. A doença pode surgir tempos depois se a imunidade cair, fazendo com que a bactéria seja proliferada.

Os principais sintomas da tuberculose são:

Febre

A febre é um sintoma comum de várias doenças, mas na tuberculose é um dos principais. A febre costuma passar dos 38°C e aparece somente no final do dia.

Suor noturno

Muito comum durante a noite, o suor noturno pode surgir com ou sem a presença da febre. O sintoma também é bem comum em pacientes com tuberculose.

Tosse

A tosse é o principal sintoma da doença. Ela só é comum na tuberculose pulmonar e pode durar semanas. Geralmente começa com tosse seca, podendo se desenvolver com expectoração amarelo-esverdeada.

Falta de ar e cansaço

Esse sintoma é comum em fases mais avançadas da doença, quando o pulmão já está bastante danificado. No início, a falta de ar pode surgir somente após realizar esforço e, com o passar do tempo, a falta de ar acontece mesmo com o paciente em repouso.

Expectoração com sangue

Com a evolução da tosse, a expectoração com sangue pode surgir. Isso é conhecido como hemoptise.

Dor torácica

A dor torácica pode surgir por conta do esforço do pulmão durante a tosse crônica ou, então, pela lesão que o pulmão tem por conta da tuberculose.

Perda de peso

Em poucas semanas, é possível que o paciente perca de 5 a 10 quilos. A falta de apetite também é um sintoma da doença.

Diagnóstico

Os médicos indicados para tratar problemas de tuberculose são:

Pneumologista, infectologista, clínico geral, neurologista e nefrologista.

Para que o diagnóstico seja dado mais rapidamente, o paciente pode ir com algumas informações para auxiliar o médico:

  • Quando os sintomas surgiram;
  • Se os sintomas se intensificaram gradualmente;
  • Se houve presença de sangue na tosse;
  • Se o paciente já tomou vacina contra a tuberculose;
  • Se o paciente fuma.

Responder esses tipos de perguntas pode fazer com que o diagnóstico seja dado com mais rapidez.

O diagnóstico geralmente é feito através da coleta de secreção pulmonar. O catarro pode ser coletado ao tossir (de preferência pela manhã). Duas amostras em dias consecutivos, no mínimo, devem ser colhidas para que o diagnóstico seja dado com precisão. Se o microorganismo Mycobacterium tuberculosis for encontrado, a doença será confirmada.

Existe ainda o teste de Mantoux que pode ser feito para auxiliar o médico no diagnóstico da doença. Realizar  o aspirado gástrico, a fibrobroncospia, biópsia pulmonar, PCR e outros exames podem ser feitos para que o diagnóstico seja dado com mais precisão pelo médico.

Tratamento para Tuberculose Pulmonar

O tratamento da tuberculose pulmonar pode ser feito de diversas formas. Basicamente, são utilizados antibióticos, mas é sabido que demora mais tempo do que o tratamento de outras infecções causadas por bactérias.

Geralmente, o tratamento dura entre seis e nove meses, dependendo da idade do paciente, das condições de saúde e de uma possível resistência da cepa bacteriana, que será indicada no diagnóstico do paciente.

Há estudos de que o tratamento pode ser feito em quatro meses, se houver a interação de diversos medicamentos, o que faz com que não haja evolução da doença.

Medicamentos

Os medicamentos indicados para tratar a tuberculose pulmonar são conhecidos como:

Os seguintes medicamentos são distribuídos gratuitamente em postos de saúde após a confirmação laboratorial da doença bacteriana. São antibióticos, então devem ser tratados com cuidados.

  • Pirazinamida
  • Rifampicina
  • Isoniazida
  • Etambutol

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações

Se não houver tratamento, a doença pode se tornar fatal. Se a doença afetar outros órgãos, pode ocorrer:

  • Meningite, que pode causar dor de cabeça e até mesmo alterações mentais;
  • Dores na coluna e rigidez muscular;
  • Lesões articulares causadas por artrite tuberculosa, afetando joelhos e quadris;
  • Problemas cardíacos, incluindo inflamação dos tecidos que estão envoltos ao coração, dificultando o bombeamento de sangue e podendo levar à morte;
  • Problemas nos rins e no fígado podem surgir se os próprios órgãos não exercerem a função de filtrar e livrar o sangue  de impurezas corretamente.

Convivendo com o problema

Existem dois problemas que costumam afetar quem tem tuberculose. O primeiro são os efeitos colaterais causado pelo tratamento da doença: náuseas, vômitos, urina com cor anormal, icterícia, perda de apetite e febre intensa e contínua podem se tornar um problema aos pacientes. Caso os efeitos colaterais ocorram, é preciso que o médico especialista observe de perto e se for necessário, que ele intervenha no tratamento.

Outro problema que costuma afetar as pessoas que fazem o tratamento é que a duração é muito longa. O uso contínuo do medicamento pode trazer prejuízos à saúde do paciente.

Pessoas que convivem com o infectado devem manter cuidados básicos de higiene para que o risco de contrair a doença seja mínimo. Já as pessoas infectadas com HIV, possuem maiores riscos de terem a doença por conta do sistema imunológico.

A Tuberculose Pulmonar tem prevenção?

A melhor forma de prevenir a doença é tomar a vacina BCG. No Brasil, as crianças são vacinadas entre 1 a 4 anos de idade.

Fazer a prevenção secundária com isoniazida é indicada para as pessoas que convivem com o paciente de tuberculose, seja em casa ou no trabalho. Essa prevenção, antes de ser feita, é necessária a realização de exames específicos.

Também é indicado evitar locais que não haja luz solar e que esteja com aglomeração de pessoas.

Quanto antes o problema for diagnosticado, maior as chances de tratamento e cura da doença.


A tuberculose é uma doença que pode afetar qualquer pessoa. Para que mais pessoas se informem sobre a doença, compartilhe esse texto com seus amigos e familiares.

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12 Comentários

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  1. Um tubérculo pode ter vida conjugal normal, ou o cônjuge precisa tomar cuidados, para não contrair a doença?? Como beijo na boca, sexo, convivência diária.

    • Olá, Maria!

      A transmissão da tuberculose acontece exclusivamente pelo ar, através de gotículas de espirro, tosse, ou fala do paciente que tem a doença no pulmão. Pacientes que tem tuberculose em outras partes do corpo não transmitem a doença. Pacientes que já iniciaram o tratamento também não oferecem grande perigo de contágio, já que a partir do início do tratamento o risco de contágio vai diminuindo. Depois de pelo menos 15 dias de tratamento, é provável que o paciente não transmita mais a doença. Então, respondendo sua pergunta, o melhor seria evitar certas práticas durante o início do tratamento. Depois desse tempo, o casal pode voltar as atividades normais sem restrições.

  2. Eu já tive TB três vezes, minha mãe viveu 40 anos com um pulmão só por conta de uma tuberculose, minha mãe já não está entre nós faz 19 anos, após ter tomado a vacina contra febre amarela, comecei a sentir alguns sintomas do lado direito das costas, desconforto, formigamento, pontadas o que me levou a vários médicos que trataram como dores musculares, mas não passaram as dores, falei que jã tive TB, de tanto insistir fizeram rx dando normal, exame de sangue normal, exame de escarro normal, porém no PPD deu alteração, a médica do posto de saúde disse que não estou com a doença, que é normal dar alterado pois tive a doença anteriormente, só que os sintomas que sinto continuam, e olha que não tenho os sintomas que se tem com a tuberculose, estou vivendo um dilema incrível!

  3. Olá , tenho uma dúvida
    Meu bebé tem 8 meses e suas vacinas estão em dias, mas acabamos de descobrir um caso na família de tuberculose e meu bebé chegou a até dormir na cama com a pessoa enfeitada, ele corri o risco de está enfeitado ?

    • Olá!

      As chances de transmissão existem, inclusive porque a vacina não oferece 100% de eficácia. Por isso, é importante adotar as medidas de controle, o que inclui manter os locais arejados e seguir os cuidados básicos de higiene corretamente. Se a criança apresentar qualquer sinal suspeito, é importante procurar ajuda médica.

  4. Conheço uma pessoa que está com tuberculose mas essa pessoa não consegue deixar de usar cocaína. Quais os efeitos da cocaína em um paciente que está em tratamento para a tuberculose?

    • Olá, Lucineide

      A cocaína e o crack, a longo prazo, pode fazer com que o usuário se torne mais propenso a adquirir doenças como a tuberculose e a pneumonia. O uso dessa substância pode fazer com que a recuperação da doença não aconteça da maneira correta.

  5. A medicação para tratar tuberculose são: Pirazinamida, Rifampicina, Isoniazida e Etambutol. Fornecidas gratuitamente pelo ministerio da saude, nas unidades de saude, após confirmação do diagnostico(laboratorial) e notificação, pois se trata de doença de notificação compulsória e de interesse na saude publica. Essa medicação não vende em farmacia.
    A febre geralmente é baixa e ao final da tarde. Só para esclarecer algumas das informações erradas.

    • Olá Inês!

      Muito obrigado pelas correções, elas foram adicionadas no texto.
      Os medicamentos que você cita são antibióticos e podem sim ser vendidos em farmácia, porém apenas com apresentação e retenção da receita médica.

      Obrigado também pela informação sobre a notificação compulsória!

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