Longas noites de uma tosse forte que deixam a criança respirando pesado podem ser bem preocupantes e causar sérios problemas.

A coqueluche é uma doença que também é conhecida por tosse comprida devido a tosse intensa e de longa duração característica da doença.

É importante que as pessoas sejam vacinadas contra a bactéria causadora da infecção. Leia mais para aprender sobre a coqueluche!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é coqueluche?
  2. O que é coqueluche em bebês?
  3. Causas da coqueluche
  4. Como a coqueluche é transmitida?
  5. Fatores de risco
  6. Sintomas da coqueluche
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Coqueluche tem cura?
  9. Qual o tratamento para coqueluche?
  10. Medicamentos para coqueluche
  11. Convivendo
  12. Prognóstico
  13. Complicações
  14. Como prevenir coqueluche?
  15. Vacina para coqueluche
  16. Perguntas frequentes

O que é coqueluche?

A coqueluche ou pertussis é uma infecção bacteriana que afeta os pulmões. Ela é conhecida como tosse convulsa ou tosse comprida, pois seu sintoma mais claro é uma tosse persistente que deixa a pessoa cansada e é, frequentemente, acompanhada por vômitos.

Enquanto para adultos ela não é uma doença especialmente perigosa, frequentemente nem apresentando sintomas, ela representa um grande risco para crianças, principalmente bebês, que têm as vias aéreas mais finas e sensíveis às tosses violentas e ao muco.

A imunização contra a coqueluche está presente na atual vacina pentavalente e é eficaz em proteger a criança da infecção. Ela é especialmente necessária já que a doença se espalha com grande facilidade pelo ar.

Durante a década de 1940, pouco antes da criação da vacina, a doença foi uma das principais causas de morte nos Estados Unidos.


Os sintomas costumam ser confundidos, no início, com uma gripe ou resfriado, mas a tosse da coqueluche é bastante característica e dura semanas.

O código da coqueluche no CID-10 é o A37.

O que é coqueluche em bebês?

A coqueluche em bebês é a mesma doença, entretanto, neles, ela é extremamente perigosa. Como as vias aéreas das crianças são mais estreitas, a grande produção de catarro causada pela coqueluche pode apresentar um sério perigo para a respiração, especialmente se a criança tem menos de 1 ano.

Além disso, existe o perigo da pneumonia, que pode facilmente se desenvolver a partir da coqueluche nas crianças mais novas, que tem o sistema imunológico mais fraco. A coqueluche em bebês é uma emergência e a criança deve ser tratada por um médico.

Causas da doença coqueluche

A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que só afeta seres humanos. Ela adere às células dos brônquios (estruturas que levam o ar para os pulmões) e causa grande produção de muco, além de uma toxina da bactéria.

A bactéria tem certa resistência aos macrófagos, células do sistema imunológico que lidam com infecções. Por isso, o tempo de cura, caso não haja tratamento, pode ser extenso.

Em média, a bactéria fica incubada por 5 a 20 dias e a tosse começa após o fim desse período.

Essa infecção causa inflamação dos brônquios e necrose em algumas áreas, e após duas a três semanas, instala-se a tosse convulsiva, que é frequente durante a noite e busca expulsar a quantidade exagerada de muco dos pulmões.

O sintoma dura em média 3 semanas e pode haver vômitos por causa da intensidade. Depois dessa fase, o corpo pode levar algumas semanas para se recuperar completamente

Cerca de ⅓ dos pacientes adultos sequer apresenta sintomas, mas as crianças estão em risco de morte, já que as vias aéreas delas são menores e a quantidade de muco pode causar obstrução.

Como a coqueluche é transmitida?

A tosse comprida é facilmente transmitida por meio de gotículas com a bactéria que escapam do corpo infectado através da tosse. Como a doença é comum em crianças, escolas onde os alunos não são vacinados apresentam grande risco de epidemia localizada.

Essa bactéria pode ser transmitida durante toda a fase de tosse, mas nas primeiras semanas (fase catarral) é mais transmissível, afetando até 90% dos expostos que não estão imunizados.

Mesmo nos casos de adultos infectados que não apresentam sintomas, a Bordetella pertussis pode ser disseminada pelas gotículas da boca para outras pessoas.

Pacientes contaminados pela bactéria devem ficar em isolamento até que os sintomas passem, para evitar transmitir a doença para pessoas não vacinadas, especialmente crianças, que correm risco de morte caso contraiam a coqueluche.

Em média, 80 a 85% dos pacientes que sobrevivem à contaminação por coqueluche desenvolvem imunidade à doença e não correm o risco de ser infectado novamente.

Fases da coqueluche

A coqueluche pode ser dividida em três fases com base nos sintomas. São elas:

Fase catarral

Essa é a primeira fase da doença e também a de maior transmissibilidade. Durante esta fase, os sintomas são parecidos com os de uma gripe, envolvendo tosse seca, espirros e febre leve.

A produção de catarro aumenta gradativamente no decorrer de 1 a 2 semanas e, com isso, aumenta também a intensidade das tosses, o que leva para a próxima fase da condição.

Fase paroxística

A segunda fase da doença dura de 2 a 6 semanas e é marcada por uma redução na transmissibilidade, mas um aumento nas tosses e a aparição de crises de tosse, chamadas de tosse convulsa.

Elas são crises intensas, que surgem frequentemente durante a noite, duram de alguns segundos a alguns minutos e podem surgir até 30 vezes no decorrer de 24 horas.

Este sintoma é especialmente perigoso para crianças e bebês, já que suas vias aéreas são mais sensíveis e menores.

As tosses são tão intensas que podem causar vômitos e impedir a respiração enquanto ocorrem. Frequentemente, as crises acabam deixando a pessoa respirando de forma pesada e produzindo um barulho chamado de silvo ou guincho, que é uma inspiração forçada do ar.

Quando o paciente não está em crise, não há mal estar.

Fase de convalescença

Nessa fase, as crises de tosse reduzem gradativamente até que finalmente acabam, e o paciente fica livre da doença. Nessa fase o paciente já não transmite a condição. Ela pode durar de algumas semanas até meses.

Fatores de risco

Qualquer pessoa que não esteja imunizada pode contrair a coqueluche. A bactéria é extremamente infecciosa e, inicialmente, resistente ao sistema imunológico, o que significa que a força das células imunes não é tão relevante assim para o risco de contrair a doença.

Por isso, o único fator de risco para a coqueluche é a falta de vacinação. Claro que, se você não foi vacinado, mas já contraiu a doença uma vez, as chances de ter coqueluche novamente são extremamente baixas.

Sintomas da coqueluche

Os sintomas da coqueluche, inicialmente, são parecidos com os de um resfriado comum:

  • Espirros;
  • Corrimento;
  • Febre baixa;
  • Tosse seca
  • Dor de garganta.

 

Porém, rapidamente eles evoluem e podem resultar no principal sintoma da doença, a tosse convulsa.

Tosse convulsa

A tosse convulsa costuma começar depois de aproximadamente 2 semanas do início dos sintomas.

Quando há catarro nos pulmões, o corpo força tosses para eliminá-lo. Entretanto, no caso da tosse comprida, a quantidade de catarro é grande e a produção dele é rápida.

Por isso, o resultado dessa quantidade de muco pulmonar são tosses fortes e severas, com catarro. Elas podem ser intensas ao ponto de impedir o paciente de respirar ou até causar vômitos.

As crises de tosse podem ser acompanhadas de inspirações de ar fortes, que causam silvos, um som que também pode ser conhecido como “guincho”.

É um sintoma especialmente perigoso para crianças pois a quantidade de catarro pode bloquear o canal respiratório.

Após algumas semanas — aproximadamente 3 — começa a fase de convalescença, em que o paciente melhora gradativamente no decorrer de mais 3 semanas.

Nessa fase, as tosses podem ficar mais barulhentas, entretanto também ficam menos frequentes e as crises duram menos tempo.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da tosse comprida é feito por um médico infectologista, clinicamente e através da técnica da cultura bacteriana.

Cultura bacteriana

A cultura bacteriana é feita a partir de amostras do revestimento da garganta, traqueia e vias aéreas.

Esse exame coloca a amostra com as bactérias em um ambiente propício para sua reprodução, o que permite que elas se multipliquem e fiquem facilmente identificáveis.

O procedimento é mais eficaz durante a fase inicial da doença, quando ela é mais facilmente transmissível, mas também quando ela é mais confundível com outras doenças.

Depois do paciente entrar na fase em que as crises intensas de tosse aparecem, a quantidade de bactérias nas amostras fica reduzida e a identificação delas se torna mais difícil.

Exame de sangue

Um exame de sangue pode ser realizado para identificar a concentração de anticorpos contra a bactéria. Apesar de não confirmar a presença da bactéria no corpo, ela pode ser um indicativo forte para o auxílio do diagnóstico.

Exame clínico

O exame clínico, durante as fases iniciais da doença, não é o mais efetivo já que a coqueluche, nas primeiras semanas, tem sintomas parecidos com o de outras doenças do sistema respiratório.

Entretanto, quando a condição entra na fase de tosse convulsa, o diagnóstico clínico fica mais fácil para o médico.

Coqueluche tem cura?

Sim. Normalmente a coqueluche se cura sozinha e basta que o paciente tenha repouso e aguente as crises de tosse. Entretanto, existem tratamentos medicamentosos que podem facilitar a cura e aliviar os sintomas.

Qual o tratamento para coqueluche?

O tratamento para a coqueluche é feito com medicamentos antibióticos. Ele é efetivo quando aplicado durante a fase de incubação da bactéria ou no início da fase sintomática.

Nesse período, ele é capaz de reduzir ou até mesmo eliminar completamente as manifestações clínicas.

Quando a tosse convulsa começa, o tratamento com antibióticos não é efetivo e não há como impedir o curso da doença, mas os mesmos antibióticos podem eliminar bactérias presentes no sistema respiratório, reduzindo a transmissibilidade.

Internação

Quando a coqueluche afeta crianças, a internação e isolamento podem se mostrar necessários.

Como a doença pode causar a morte de crianças, especialmente as com menos de um ano, a internação pode ser necessária para que o cuidado médico seja imediato.

As principais preocupações com as crianças são a possibilidade de uma pneumonia desenvolver-se, além da falta de oxigênio causada pela dificuldade de respiração durante os acessos de tosse, que é muito mais perigosa para bebês do que para adultos.

Medicamentos para coqueluche

Os medicamentos para coqueluche são antibióticos, substâncias que matam bactérias. Eles são mais efetivos quando utilizados durante a fase de incubação e dos primeiros sintomas. Nestas fases, a medicação pode reduzir muito as manifestações clínicas.

Entretanto, quando a doença alcança a fase da tosse convulsa, os antibióticos não tem grande eficácia, apenas reduzem a transmissibilidade da coqueluche.

Os principais medicamentos usados para tratar a tosse comprida são:

 

O tratamento preventivo com antibióticos deve ser realizado em recém-nascidos cujo a mãe tenha apresentado sintomas da coqueluche, especialmente nos últimos 45 dias de gestação.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

A coqueluche dura semanas e seu principal sintoma é a tosse violenta. Ela representa um grande risco para as crianças, e é recomendável tomar cuidado com ela durante os episódios.

As crises de tosse podem durar muito tempo, requerem muito esforço e costumam acontecer durante a noite. Algumas atitudes podem facilitar o processo:

Repouso

Durante a crise, é importante que o paciente esteja o mais confortável possível. As tosses são violentas e não são fáceis, mas tendem a passar.

Garantir o conforto é ideal para esperar que as crises acabem. Quando o paciente é uma criança, o conforto dos pais é importante para que ela não fique assustada demais. Se a criança for pequena — menos de um ano — deve ser levada ao médico para o tratamento.

Hidrate-se

As crises de tosse comprida podem eliminar muita água, tanto pela tosse quanto através de vômito e suor. Manter o corpo hidratado é essencial.

Reduza as refeições noturnas

Como as crises de tosse comprida são mais comuns de noite, é recomendável evitar grandes refeições nesse horário para reduzir as chances de vômito por causa das tosses.

Evite fumaça perto do paciente

A fumaça causada por cigarros, incensos e semelhantes pode causar ressecamento do muco nos pulmões do paciente. Isso dificulta a tosse e torna a crise mais intensa e dolorosa para a garganta e os pulmões.

Prognóstico

Na maioria dos casos, a doença se cura sozinha e o paciente se recupera completamente. Apesar de ter certa resistência ao sistema imunológico, em pouco tempo a bactéria é eliminada do corpo.

Os sintomas, apesar de persistirem por várias semanas, passam e a grande maioria das pessoas sobrevive à doença, especialmente adultos.

Porém, a doença mata entre 1% e 2% dos menores de 1 ano infectados.

No caso de crianças, a atenção especial é necessária pois a doença pode ser um perigo para elas, tanto devido à possibilidade de outras infecções causadas pela bactéria — como uma pneumonia — quanto devido à intensidade dos sintomas de tosse, que podem causar problemas.

Quando tratada adequadamente, a tosse comprida não é uma ameaça à vida, mas pode causar grandes desconfortos e dores por um longo período, portanto, a prevenção é importante, especialmente com crianças.

Complicações

As complicações da coqueluche, em maioria, se devem à tosse convulsa, apesar de isso não ser regra. Entre elas estão:

Fraturas nas costelas

Raramente, as tosses podem ser tão violentas a ponto de causar fraturas nas costelas do paciente.

Os acessos de tosse podem durar muito tempo e forçam muito o corpo. As fraturas de costela são raras, mas podem ocorrer, assim como rachaduras que não evoluem completamente em fraturas.

Problemas de sono

As crises de tosse causadas pela coqueluche são muito mais comuns durante a noite. Isso pode causar sérios problemas de sono para os pacientes, que não conseguem dormir enquanto tossem.

Isso pode atrapalhar o trabalho e a escola, não só do paciente como de todos que moram na casa já que as tosses são barulhentas e intensas.

Desmaios

Devido ao esforço causado pelas tosses, além da falta de respiração durante elas, é possível que a pessoa infectada pela coqueluche desmaie.

Hérnia

Hérnias acontecem quando um órgão ou outro tecido se desloca por uma abertura muscular que não devia estar lá. As tosses causam um esforço grande, o que pode causar hérnias.

Hemorragias

Vasos e veias podem se romper devido aos acessos de tosse, especialmente os vasos dos olhos e nariz, que podem ser mais sensíveis.

Convulsões

Este sintoma é mais comum em bebês com a coqueluche, mas também pode afetar adultos. Acredita-se que as convulsões são causadas por efeitos neurológicos da toxina produzida pela bactéria nos pulmões.

Encefalopatia

Da mesma forma que as convulsões, a encefalopatia — uma inflamação cerebral — pode ser causada pela toxina que a bactéria produz. Essa complicação aparece em menos de 0,5% dos casos em crianças.

A encefalopatia pode causar lesões permanentes no cérebro.

Desidratação

A coqueluche apresenta risco de desidratação devido a quantidade de líquido que é perdida durante as crises de tosse e no catarro.

Pneumonia

A pneumonia é uma das maiores preocupações da coqueluche em crianças, especialmente as com menos de um ano, já que é uma doença que pode levar ao óbito. A bactéria da coqueluche pode causar a pneumonia.

Dificuldades respiratórias

Devido à infecção, podem ocorrer problemas para a respiração. As tosses também podem causar essa complicação e, especialmente quando afeta bebês, as vias aéreas podem ser bloqueadas pelo catarro, o que pode causar falta de oxigênio.

Otite

A otite é uma infecção do ouvido. É uma complicação da coqueluche que afeta especialmente crianças, quando a infecção se espalha para outras partes do corpo.

Morte

A morte é a maior complicação possível causada pela coqueluche. A doença é especialmente perigosa para crianças e bebês e o tratamento é essencial para garantir a sobrevida do paciente.

Como prevenir coqueluche?

Como a coqueluche é extremamente transmissível e mesmo um sistema imunológico forte dificilmente consegue impedir a infecção de começar.

Em média, 90% das pessoas sem imunidade que são expostas à bactéria desenvolvem a coqueluche e a única maneira de prevenção eficiente é a vacinação.

A vacina é ofertada pelo SUS e costuma ser dada em 3 doses. A primeira vem na vacina pentavalente bacteriana, que protege contra o tétano, a coqueluche, hepatite B, difteria e influenza B.

Vacina para coqueluche

A vacina para coqueluche foi desenvolvida em 1926, mas começou a ser usada em larga escala algumas décadas depois. Existem dois tipos diferentes, a vacina de célula inteira e a acelular.

Quando se fala da vacina de célula inteira, falamos de uma vacina que carrega o corpo da bactéria morta. Dessa forma, o sistema imunológico pode ser exposto ao agente que causa a doença sem o risco de ser infectado, o que permite que o paciente produza anticorpos adequados.

Com a vacina acelular, o que está na vacina não é a bactéria morta, mas sim antígenos de outras pessoas que já foram imunizadas pela exposição.

A vacina de célula inteira apresenta 78% de taxa de imunização enquanto a acelular varia entre 71% e 85%, devido a variações do sistema imunológico.

Apesar de alta, a taxa de imunização ainda deixa muita gente de fora em uma única aplicação, por isso a vacina para tosse comprida é aplicada em 3 doses, o que aumenta a eficácia para aproximadamente de 98% a até 99,7%.

É importante mencionar que a efetividade da vacina contra coqueluche cai no decorrer dos anos a partir da última dose. Por isso, pode acontecer de um adulto que foi vacinado quando criança contrair a doença.

Entretanto, a fase em que existe maior risco com a coqueluche é justamente a infância, por isso é importante que, durante essa fase, ela seja protegida já que em adultos a doença não é tão perigosa.

Contraindicações

Existem algumas contraindicações para a vacina contra coqueluche. Não se recomenda que pessoas com mais de 7 anos tomem a vacina. Também deve-se evitá-la caso haja histórico de alergia a algum de seus componentes. Converse com seu médico sobre outras possíveis contraindicações.

É importantíssimo que todos que podem se vacinem contra as doenças justamente pela existência de pessoas que não podem tomar a vacina. Se todas as pessoas ao redor daquele que não pode se vacinar estiverem imunizadas, a doença não tem como alcançar aquela pessoa.

Perguntas frequentes

Coqueluche cura sozinha?

Sim, especialmente em adultos. A doença é resistente ao sistema imunológico, mas não imune a ele e com o tempo, pode se curar sozinha.

Entretanto, seus sintomas podem ser perigosos, além de existir o risco alto de transmissão, portanto é importante realizar o tratamento médico para a coqueluche.

A vacina contra coqueluche protege para sempre?

Não. A vacina contra coqueluche protege por um tempo prolongado, mas não é permanente. Apesar disso, ela segue sendo indispensável para crianças, já que o risco de morte caso um bebê contraia a doença é muito maior do que a de alguém mais velho.

A vacinação tem eficácia por aproximadamente 10 anos, então as chances de contrair a doença aumentam depois desse período.

É importante lembrar que após os dez anos de idade, o risco de sofrer complicações graves devido a coqueluche é bem pequeno.

Qual o período de transmissão da coqueluche?

O período de transmissão da coqueluche dura desde 5 dias após o contato com a bactéria até 3 semanas depois do início da fase de tosse convulsa. A primeira fase da doença é mais contagiosa e após o início das tosses a transmissibilidade cai.

Como fico imune à coqueluche?

Existem duas maneiras de adquirir imunidade à coqueluche. Esta imunidade não é permanente, mas dura até 10 anos, tempo o bastante para sair da infância, que é a época em que a doença representa maior perigo.

A vacinação torna o paciente imune à coqueluche, o que previne a doença e pode salvar vidas.

Também é possível ficar imune ao contrair a coqueluche uma vez, o que deixa o sistema imunológico preparado para parar uma possível segunda infecção antes que a doença se manifeste.

As gestantes podem tomar a vacina adulta a partir da semana número 20 da gestação, garantindo que não vão contrair a doença e transmiti-la para o bebê.


A coqueluche é uma doença que pode ser um perigo para crianças e é facilmente transmitida. Entretanto, ela pode ser prevenida com a vacinação.

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Publicado originalmente em: 30/06/2017 | Última atualização: 31/03/2019

Fontes consultadas


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6 comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. Vejo do texto um artigo bem completo; merece o carinho para ser estudado!

  2. Bom dia!
    Por favor verifiquem o calendário vacinal, pois as informações contidas nesta matéria a respeito de vacina estão totalmente erradas.

    1. Olá, Tatiane

      Atualizamos nosso artigo para completar as informações sobre a vacina contra a coqueluche. Obrigada pela observação e pela leitura!

  3. Esclarecedor, simples e direto. E deixa claro que temos que procurar o médico , mesmo lendo esse texto. Uma coisa importante é ver as referências bibliográficas.

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