Febre alta e dores pelo corpo (principalmente na região do tórax) são apenas alguns dos sintomas ocasionados pela pneumonia. O problema consiste em um tipo de infecção que atinge o organismo debilitado e, principalmente, o pulmão. Quando chega aos alvéolos, pequenas estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, a infecção pode afetar a qualidade respiratória e trazer outras consequências à saúde.

A pneumonia pode ser causada facilmente pela contaminação por bactérias, vírus ou fungos. Mas, é comum que a infecção aconteça quando um indivíduo com o sistema imunológico enfraquecido entra em contato com bactérias como a Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae.

A doença se torna mais comum em épocas específicas do ano, como no inverno. Isso acontece devido às quedas bruscas de temperatura. Além disso, o sistema imunológico pode ficar mais suscetível ao contágio por vírus e bactérias presentes no ar, saliva e outros tipos de secreção corporal. Mas, esses são apenas alguns dos meios. O contato com agentes tóxicos também pode desencadear um quadro de pneumonia.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia costuma atingir mais de 1 milhão de pessoas no mundo e causa inúmeras mortes de crianças.

Basicamente, as pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. A presença de qualquer tipo de bactéria pode causar uma reação inflamatória muito grande na região dos pulmões. Por isso, a pneumonia nada mais é do que uma tentativa do próprio organismo de expelir esse agente externo causador da infecção.

Pneumonia ou tuberculose?

Os dois problemas podem trazer confusão na hora do diagnóstico por terem sintomas muito parecidos. A tuberculose e a pneumonia apresentam a tosse como um dos sinais mais comuns da doença. Mas, na hora de diferenciar é importante levar em conta o tempo que os sintomas levam para se agravar. A pneumonia costuma evoluir rapidamente, enquanto a tuberculose pode demorar até mesmo semanas para que o quadro piore e necessite de ajuda médica.

Pneumonia x Broncopneumonia

A principal diferença entre os dois tipos se encontra nas bactérias causadoras da infecção. Enquanto a broncopneumonia é menos agressiva, os casos de pneumonia podem se tornar mais preocupantes devido à grande variedade de bactérias que podem causar o quadro infeccioso.

Pneumonia em crianças

O problema é mais comum entre os pequenos e pode ser muito grave. O organismo das crianças costuma ser mais suscetível aos possíveis agentes externos causadores de infecções. Isso acontece porque o sistema imunológico dessa faixa etária ainda não consegue combater todos os tipos de bactérias, fungos e vírus que entram em contato com o organismo. Por isso, o cuidado com elas deve ser redobrado.

Os diferentes tipos de pneumonia

Pneumonia atípica

A pneumonia atípica costuma se diferenciar dos casos “típicos” da doença pelo fato dela ser causada por micro-organismos menos comuns. Além disso, é possível que esses casos não causem febre. Ela também pode apresentar resultados diferenciados na hora dos exames, principalmente na auscultação pulmonar e na radiografia do tórax.

Pneumonia viral

Costuma ser causada por vírus que atingem os alvéolos pulmonares. O problema costuma afetar com maior frequência indivíduos com HIV, bebês com o sistema imunológico debilitado (prematuros), pessoas com casos de doenças pulmonares ou que estão realizando tratamentos quimioterápicos.

Pneumonia bacteriana

Causada por um tipo de bactéria, a pneumonia bacteriana pode ser muito grave. Entre os sintomas mais frequentes, estão: febre alta e dificuldade para respirar.

Pneumonia nosocomical (Hospitalar):

Conhecida popularmente como um tipo de infecção hospitalar, ela costuma acontecer quando o paciente se encontra hospitalizado durante muito tempo e, devido a isso, acaba se tornando mais propenso ao contato com bactérias que podem adentrar o organismo, causando um problema de saúde. Os pacientes que se encontram em UTIs são os mais afetados pela infecção.

Pneumonia química

Pouco conhecido, esse tipo costuma ser causado pela inalação de agentes tóxicos. Quando entram em contato com o organismo, essas substâncias nocivas (fumaça, produtos químicos e agrotóxicos) podem causar a irritação dos alvéolos pulmonares e inclusive dos pulmões. É essencial que o problema receba o tratamento adequado o quanto antes, pois a infecção a longo prazo pode prejudicar funções essenciais do organismo, como a troca de gases e a respiração.

Pneumonia causada por fungos

Ela é causada por fungos específicos (Histoplasma capsulatum, Coccidioides immits, Blastomyces dermatitidis) e apesar de necessitar de tratamento assim como os outros tipos de pneumonia, é comum que nesses casos os pacientes não percebam o problema e, consequentemente, fiquem com a saúde extremamente debilitada.

Fatores de risco

Quadros virais de pneumonia podem estar relacionados com inúmeros fatores, muitos deles interligados. Casos de gripe sem tratamento em conjunto com mudanças bruscas de temperatura, por exemplo, podem resultar no aparecimento do problema. Além disso, ficar muito tempo em locais externos passando frio ou com roupas úmidas/molhadas pode aumentar as chances de sofrer com a doença, quando o organismo já se encontra debilitado.

O uso frequente do ar-condicionado, seja este no carro, em casa ou no trabalho também pode desencadear o desenvolvimento da doença. Por isso, é necessário estar atento. O processo responsável pela mudança climática deixa o ar muito seco, o que afeta consideravelmente a hidratação natural da mucosa nasal e favorece o contato com germes e bactérias. Quando o nariz não consegue filtrar corretamente o ar é possível que o vírus chegue até os pulmões, gerando um caso de pneumonia em indivíduos já predispostos ao problema.

Pessoas fumantes são muito mais propensas a sofrer com o problema. O mesmo serve para indivíduos que consomem frequentemente bebidas alcoólicas. Mas, por que isso acontece? O uso dessas substâncias pode interferir no aparelho respiratório, além de afetar o sistema imunológico do organismo, deixando-o mais suscetível ao contato com possíveis agentes externos, como vírus e bactérias. A fumaça do cigarro, por exemplo, pode inclusive alterar os mecanismos de defesa naturais do corpo.

Sintomas comuns

Entre os sintomas mais frequentes pode-se citar: febre alta (sinal presente em todos os casos), tosse, sensação de mal-estar, falta de ar, secreção amarelada proveniente dos pulmões, fraqueza, confusão mental, mudanças perceptíveis na pressão arterial e presença de toxinas na circulação sanguínea. É importante que o tratamento seja realizado o quanto antes, para evitar maiores complicações. Os sintomas costumam desaparecer entre 7 e 10 dias após a administração de antibióticos específicos.

A doença é contagiosa?

A pneumonia em si não é uma doença contagiosa. O problema, que costuma ser causado por vírus e bactérias, não é considerado uma preocupação quando se trata do seu potencial de infecção já que ele costuma atingir apenas pessoas com o organismo já debilitado.

Diagnóstico

Após a identificação dos sintomas descritos acima, é aconselhável que o paciente procure ajuda médica para que o diagnóstico correto possa ser realizado. A pneumonia normalmente mostra alterações em exames clínicos, de sangue, cultura do escarro, além de radiografias do tórax e auscultação pulmonar.

Conheça um pouco mais sobre os exames:

Auscultação pulmonar: com o uso de um estetoscópio, o médico irá buscar a partir do som ou ruído escutado a localização do problema e a existência de algum tipo de obstrução nos brônquios e no pulmão.

Radiografia do tórax: a partir de um raio-x (fotografia dos pulmões) é possível analisar se o local apresenta algum tipo de lesão, edema pulmonar (líquido nos pulmões), entre outros problemas.

Hemograma: a coleta de sangue pode ajudar a analisar o número de leucócitos. Quando esse valor se torna elevado, pode indicar a presença de um quadro infeccioso, ajudando no diagnóstico da pneumonia.

Cultura do escarro: utilizado principalmente para conseguir diferenciar casos de tuberculose e pneumonia, a coleta do escarro é proveniente principalmente dos brônquios, a partir da tosse do paciente. Com base nas bactérias encontradas é possível realizar o diagnóstico correto.

Formas de tratamento

Na hora do tratamento é importante que o médico submeta o paciente ao uso de antibióticos. Quando o caso em questão é considerado grave pode ser necessária a sua internação, principalmente quando se trata de crianças e idosos, indivíduos que se enquadram em grupos de risco por terem o sistema imunológico mais vulnerável.

O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma ocorrer entre três ou quatro dias após o seu início. A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função renal e da pressão arterial e dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue (o alvéolo se encontra cheio de secreção e não trabalha corretamente durante a troca de gases). Entre os medicamentos mais indicados para o tratamento da pneumonia, pode-se citar:

Outros medicamentos:

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tratamento individualizado

Pessoas de idade podem precisar de tratamento por via endovenosa, por isso é comum que eles necessitem de internação, para que recebam a aplicação dos antibióticos por pelo menos 48 horas. Mas, também é muito comum que indivíduos internados há muito tempo acabem sofrendo com a falta de mobilidade e, consequentemente, sejam transferidos para a UTI.

Além dos idosos e das crianças, indivíduos com doenças crônicas (casos de diabetes, asma, anemia falciforme e doença pulmonar crônica) como, por exemplo, pacientes com AIDS, devem tomar maiores cuidados. Os portadores do vírus HIV podem sofrer com infecções causadas por fungos conhecidos como Pneumocystis jiroveci.

Formas de prevenção

Na hora da prevenção é essencial que alguns critérios sejam levados em conta, como: vacinação anual contra pneumonia, principalmente contra o vírus influenza, a vacina HIB contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo B e a vacina pneumocócica (Pneumovax, prevnar) que ajuda a reduzir consideravelmente as chances de se contaminar pelo Streptococcus pneumoniae.

As principais formas de prevenção podem ser simples e, quando são seguidas corretamente, diminuem consideravelmente as chances de sofrer com a infecção. Confira as principais e mantenha a saúde em dia:

  1. Lavar as mãos sempre que possível, principalmente após frequentar ambientes públicos (com grande circulação de pessoas) e evitar o contato direto com os olhos, nariz ou boca quando as mãos não estiverem higienizadas.
  2. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro.
  3. Evitar ambientes fechados e com pouca circulação de ar.
  4. Manter a carteira de vacinação em dia.
  5. Alimentar-se corretamente, com os nutrientes e vitaminas necessários para manter o organismo saudável.
  6. Dormir o tempo necessário para que o corpo consiga descansar e combater possíveis agentes infecciosos.

A vacinação é uma das melhores formas para se prevenir dos casos de pneumonia. Dados do Ministério da Saúde afirmam que a vacinação em massa reduz drasticamente os casos da doença, por isso é essencial que grupos de risco, como gestantes, pessoas de idade, profissionais da área de saúde e indivíduos com doenças crônicas se vacinem anualmente.


Se você ficou com alguma dúvida sobre a doença, mande a sua pergunta e a nossa equipe irá tentar responde-la o quanto antes!

Além disso, lembre-se que o uso de medicamentos sem prescrição médica pode ser prejudicial à saúde e inclusive agravar o caso da doença em questão, por isso sempre que for necessário procure a ajuda de um especialista.

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