Bronquite (asmática, crônica): o que é, sintomas, remédios, tem cura?

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Revisado por: Dr. Paulo Caproni (CRM/PR 27679) – Medicina Preventiva e Social

Tosse e falta de ar há mais de 5 dias? Você pode estar diante de um quadro de bronquite. Essa condição, popularmente associada a infância, pode atingir pessoas de todas as idades e, muitas vezes surge como consequência de uma gripe ou resfriado.

Entenda de que maneira ela atinge o organismo e saiba como combatê-la!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é bronquite?
  2. Tipos de bronquite
  3. Qual a diferença entre bronquite e asma?
  4. Bronquite asmática ou alérgica existe?
  5. Quais as causas da bronquite?
  6. Bronquite é contagiosa?
  7. Grupos de risco
  8. Sintomas da bronquite
  9. Quanto tempo dura a crise de bronquite?
  10. Bronquite infantil (em bebês)
  11. Quando consultar um médico?
  12. Como diagnosticar bronquite?
  13. Bronquite tem cura?
  14. Qual o tratamento?
  15. Remédios para bronquite
  16. Tratamento caseiro
  17. Complicações
  18. Prevenção

O que é bronquite?

A bronquite é uma doença respiratória caracterizada pela inflamação dos brônquios, tubos respiratórios que levam o ar até os pulmões.

Nesta condição, há um acúmulo de secreção nas paredes dos brônquios, o que gera a inflamação e, consequentemente, um inchaço no local. Assim, o espaço pelo qual o ar passa (de dentro para fora dos pulmões) fica parcialmente bloqueado, provocando ataques de tosse e, em alguns casos, falta de ar e chiado no peito (sibilo).

Muitas vezes, a doença pode ser confundida com outras que também afetam as vias respiratórias, como a asma. Por mais que os sintomas das duas sejam parecidos, os diagnósticos são diferentes, bem como o tratamento para cada uma delas.

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Portanto, o ideal sempre é procurar um médico quando você perceber algum sintoma anormal.

Na Classificação Internacional de Doenças, CID-10, a bronquite pode ser encontrada pelo código J20 (bronquite aguda) e J41 (bronquite crônica).

Tipos de bronquite

A bronquite se manifesta de duas formas: aguda e crônica. Elas são classificadas de acordo com a duração e agravamento dos sintomas. Saiba mais sobre cada uma delas abaixo.

Bronquite aguda

Chamado também de resfriado torácico, esse tipo da doença é, na maioria das vezes, uma infecção causada por vírus. Ela pode ser uma consequência de algum resfriado ou gripe que o paciente tenha pego anteriormente ou também pode surgir devido a exposição intensa à fumaça ou poluição.

Nos casos agudos, a bronquite ataca e perdura por apenas alguns dias — normalmente, a tosse dura entre 1 a 3 semanas. Caso os sintomas permaneçam por mais tempo, é indicado que se tome muito cuidado, pois pode se tratar de um quadro crônico.

Bronquite crônica

A bronquite crônica é uma das condições que fazem parte do grupo de doenças chamado DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). Ela é considerada mais grave, exigindo cuidados médicos.

Normalmente, a bronquite crônica acontece devido ao consumo excessivo do tabaco ou da forte exposição à poluição, duas substâncias que limitam o funcionamento dos brônquios e do trato respiratório, anatomia que vai desde o nariz até os alvéolos pulmonares.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a bronquite é considerada crônica quando os sintomas estão presentes por, pelo menos, 3 meses por ano e durante 2 anos consecutivos. Nesses casos, os sintomas voltam com frequência e o paciente pode ter a condição pelo resto da vida.

Qual a diferença entre bronquite e asma?

É relativamente comum que as pessoas encarem as duas condições como sinônimos. Mas é preciso ressaltar que bronquite e asma não são a mesma doença. Para entender essa diferença, é importante saber o que cada uma significa e de que maneira elas atingem nosso corpo.

Você já sabe que a bronquite é uma inflamação dos brônquios. Mas, e a asma?

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A asma é um tipo de alergia crônica em que há uma inflamação das vias aéreas. Geralmente, ela está relacionada a exposição à substâncias irritantes (alérgenos), como pólen, mofo e ácaros.

Ao entrar em contato com tais substâncias, há o inchaço, produção de muco e estreitamento das vias aéreas. Com isso, o ar encontra mais dificuldade de chegar até os pulmões. O resultado são os sintomas semelhantes aos da bronquite: falta de ar, tosse e chiado no peito.

A grande diferença entre as doenças está, então, na origem do problema. Na bronquite aguda, por exemplo, os vírus e bactérias costumam ser os causadores. Por outro lado, a asma costuma surgir devido a fatores particulares em cada indivíduo, em que o sistema imunológico reage após entrar em contato com certos gatilhos, resultando na alergia.

Para garantir o diagnóstico correto, é fundamental apresentar um histórico completo durante a consulta ao médico, incluindo relatar casos semelhantes na família — a asma, em alguns casos, tem origem genética.

Bronquite asmática ou alérgica existe?

Os termos “bronquite asmática” e “bronquite alérgica” costumam ser usados com frequência, mas eles também fazem parte da confusão em torno das doenças asma e bronquite.

Portanto, tratam-se apenas de nomenclaturas equivocadas, que, no geral, costumam se referir a episódios de asma. Contudo, vale lembrar que é possível que uma pessoa tenha, ao mesmo tempo, ambas as condições.

Quais são as causas da bronquite?

A bronquite podem possuir causas diferentes em cada tipo. Conheça cada uma delas a seguir:

Vírus

A principal causa da bronquite aguda são vírus provindos de uma inflamação ou gripe anterior, podendo ser adenovírus, rinovírus, influenza etc. Nesses casos, a infecção começa nas vias respiratórias superiores e chega até os brônquios.

Bactérias

Em casos mais raros, a bronquite aguda pode ser provocada por bactérias, como a Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae, ambas causadoras da pneumonia.

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Exposição a substâncias irritantes

Na bronquite crônica, a causa vem principalmente da inalação de substâncias irritantes, sendo o tabaco o principal responsável pela doença. Vale destacar que os fumantes passivos também fazem parte do grupo de risco.

Mas, além do cigarro, a bronquite crônica também pode ser desenvolvida devido a exposição exagerada à poluição do ar.

Existe ainda a chamada “bronquite ocupacional”, que é provocada pelo contato rotineiro no ambiente de trabalho à substâncias que podem prejudicar os pulmões, como: amônia, cloro e ácidos fortes.

Bronquite é contagiosa?

Os quadros de bronquite aguda têm como principal causa os vírus — aqueles mesmos responsáveis por provocar gripes e resfriados. Por esse motivo, esse tipo da doença pode ser transmissível.

A transmissão acontece da mesma maneira que em outras infecções respiratórias. Ou seja, ocorre por meio do contato com secreções de uma pessoa infectada com o vírus ao levar as mãos até o nariz, boca e olhos.

Ao tossir ou espirrar, o portador espalha pequenas partículas que ficam suspensas no ar e podem atingir uma pessoa saudável ou depositar-se em superfícies. Na segunda situação, o vírus pode sobreviver por até 24 horas e infectar outras pessoas que toquem esses objetos.

Nos casos de bronquite crônica, não há riscos de transmissão.

Grupos de risco

Nos quadros agudos de bronquite, é comum que crianças com menos de 5 anos de idade sejam atingidas. Já a condição crônica aparece mais frequentemente em indivíduos com mais de 50 anos.

Outros grupos de risco incluem:

  • Fumantes e pessoas expostas à fumaça do cigarro;
  • Pessoas diagnosticadas com doença pulmonar;
  • Pessoas com problemas cardíacos;
  • Pessoas com refluxo gástrico;
  • Pessoas com imunidade comprometida, como idosos e crianças;
  • Pessoas que trabalham em locais que os deixam expostos à substâncias irritantes;
  • Pessoas não vacinadas contra a gripe anualmente.

Sintomas da bronquite

Apesar de ser uma doença facilmente confundida com outras condições que afetam o sistema respiratório, existe um sintoma bastante característico na bronquite: a tosse. Ela pode ou não vir acompanhada de catarro — a tosse seca se apresenta apenas no quadro agudo — e dura 5 dias ou mais.

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Em ambos os tipos, o paciente pode apresentar:

  • Produção de muco (expectoração) amarelo, branco ou verde;
  • Falta de ar;
  • Dores no peito ao tossir;
  • Chiado no peito;
  • Fadiga;
  • Febre repentina e baixa;
  • Arrepios.

Os sintomas que precedem o ataque de bronquite aguda são azia e dificuldade para respirar. Além deles, podem aparecer dor de cabeça, dor de garganta e rouquidão — comuns em resfriados e gripes. O paciente costuma sentir melhora em poucos dias, mas a tosse tende a durar por mais algumas semanas.

Além das manifestações comuns já citadas, o paciente crônico pode apresentar esforço em tossir e diferentes complicações respiratórias. É comum também que haja o agravamento das crises em alguns períodos.

Quanto tempo dura a crise de bronquite?

Casos de bronquite aguda tendem a durar menos tempo se comparados aos crônicos. Na primeira situação, os sintomas costumam persistir por no máximo 10 a 15 dias, sendo que a tosse pode permanecer por até 3 semanas. Já na bronquite crônica, o problema se estende por meses (no mínimo 3).

Bronquite infantil (em bebês)

A bronquite também pode afetar os pequenos. Nesses casos, as causas e sintomas não se diferem da manifestação em adultos.

Especialmente na condição aguda, as crianças menores de 5 anos são as mais afetadas. Isso porque apresentam, assim como os idosos, um sistema imunológico enfraquecido e, portanto, mais propenso a infecções. Os episódios também costumam surgir em associação a gripes e resfriados.

É comum que no início da manifestação dos sintomas a criança apresente tosse seca, sem a produção de catarro. Porém, em pouco tempo essa mesma tosse passa a conter muco. Além dos demais sintomas comuns a infecções respiratórias, os bebês com bronquite podem sofrer com vômitos e engasgos.

Os pais devem estar atentos a qualquer sinal, pois a semelhança entre algumas doenças pode confundir o diagnóstico e dificultar a recuperação. Ao mesmo tempo, certos medicamentos podem ser prejudiciais à saúde da criança. Por isso, a melhor opção é sempre consultar o pediatra e evitar a medicação sem conhecimento médico.

Quando consultar um médico?

Além dos bebês, é importante buscar ajuda médica quando o paciente já apresenta problemas cardíacos ou pulmonares, ou quando:

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  • A tosse está prejudicando o sono e suas atividades diárias;
  • A tosse persiste há mais de 3 semanas;
  • Há presença de sangue ao tossir;
  • O muco está mais escuro e mais espesso;
  • Há perda de peso sem motivo aparente.

Casos de febre alta, perda de apetite e falta de ar também merecem atenção, pois podem ser sinal de pneumonia.

Como diagnosticar bronquite?

Durante os primeiros dias em que os sintomas aparecem, você pode procurar o médico especialista em doenças das vias aéreas: o pneumologista. Ele pode fornecer o diagnóstico ao analisar seu histórico e sintomas. Além disso, pode pedir exames de raio-x, teste de escarro e teste de função pulmonar (espirometria).

Comumente, o diagnóstico é feito somente pelo exame clínico. Em casos em que o paciente apresenta febre, o médico pode solicitar o raio-X para descartar um quadro de pneumonia.

Já o teste de escarro, serve para avaliar a origem do muco. Por fim, a espirometria mede a quantidade de ar nos pulmões e verifica sinais de asma ou algum outro problema pulmonar.

Bronquite tem cura?

A resposta para essa pergunta é: depende. Nas bronquites agudas, causadas por vírus ou bactérias, a condição pode ser resolvida e o paciente se vê livre do problema em poucos dias ou semanas.

Nas infecções virais, por exemplo, muitas vezes não há necessidade nem mesmo de tomar medicamentos. Já nas condições crônicas, não existe cura. O tratamento, nestes casos, serve para evitar as crises e a progressão da doença.

Qual o tratamento?

Assim como os sintomas e as causas, os tratamentos para a bronquite variam de acordo com o seu tipo. Quando o paciente tem alergias, asma ou qualquer outra condição pulmonar, o médico pode solicitar o uso do inalador para facilitar a respiração.

É importante que, em ambas as condições, a pessoa mantenha uma rotina de exercícios e uma dieta equilibrada para manter um peso saudável e evitar complicações. Beber bastante líquido também é essencial, pois a prática evita a desidratação e ajuda a diluir o muco contido nos pulmões.

Confira mais detalhes sobre o tratamento de cada condição:

Tratamento da bronquite aguda

Muitos casos de bronquite aguda são tratados sem medicamentos e podem ser acompanhados de casa. Isso porque a condição tende a ser combatida pelo próprio organismo e costuma melhorar em poucos dias.

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A ausência do tratamento medicamentoso também acontece devido a inexistência de substâncias que combatam os vírus. Nos casos causados por bactérias, os antibióticos podem eliminar a infecção.

O tratamento é sintomático, isto é, serve apenas para combater os sintomas, não para a causa. Em caso de bronquite aguda, você deve:

  • Ficar em repouso;
  • Combater a tosse com antitussígenos (não em demasia, já que a expectoração é necessária para combater a infecção);
  • Usar expectorantes no caso de tosse com escarro;
  • Tratar eventuais febres e dores de cabeça com analgésicos.

No caso dos remédios, lembre sempre de consultar um profissional antes de fazer o uso.

Leia mais: O que é automedicação, causas e quais são as consequências?

Tratamento da bronquite crônica

A bronquite crônica não tem cura. Para manter a qualidade de vida, o paciente deve adotar mudanças de comportamento, especialmente no que diz respeito ao contato com substâncias irritantes.

As dicas a seguir auxiliam na melhora dos sintomas da doença:

  • Parar de fumar, uma vez que o tabaco pode causar a doença;
  • Evitar o contato com a fumaça do cigarro;
  • Se a causa for por contato com produtos químicos ou poluentes, o paciente deve parar ou reduzir o contato com esses agentes;
  • Fazer uso de broncodilatadores, para diminuir o componente que estreita os brônquios;
  • Evitar tranquilizantes, pois eles podem causar uma depressão na respiração por conta de sua ação no Sistema Nervoso Central (SNC);
  • Praticar terapias que auxiliam na reabilitação pulmonar, como a fisioterapia.

Em casos mais graves, o médico pode prescrever inalação de oxigênio, para abrir as vias respiratórias.

Além desses itens, é importante que o paciente que tenha bronquite crônica seja vacinado anualmente contra a gripe e também contra a pneumonia.

Remédios para bronquite

A prescrição de medicamentos não acontece em todos os casos de bronquite. No geral, a condição se resolve sozinha. Porém, em algumas situações, é possível que o médico recomende o uso de alguns fármacos.

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Vale lembrar que os medicamentos listados aqui são os mais recorrentes, mas não se esqueça que apenas o médico responsável pelo seu tratamento é capaz de indicar o melhor deles de acordo com o seu quadro clínico.

Conheça as principais classes medicamentosas utilizadas em casos de bronquite:

Broncodilatadores

Os broncodilatadores ajudam a abrir as vias respiratórias, mantendo os brônquios relaxados para facilitar a passagem de ar e reduzir a inflamação. Alguns medicamentos incluem:

Corticoides

Utilizados no tratamento de doenças crônicas inflamatórias, os corticoides ajudam a combater a inflamação nos pulmões, ajudando a manter as vias aéreas abertas. Esse tipo de medicamento costuma ser usado também em quadros de asma e DPOC. Dentre as opções, está:

Analgésicos

Os analgésicos são úteis para aliviar alguns sintomas da bronquite aguda, como dor e a febre. As poções podem incluir:

  • Paracetamol;
  • Ibuprofeno.

Antitussígenos

São indicados para cessar o fluxo do muco e restringir o reflexo de tossir. Ou seja, servem apenas para aliviar a tosse de maneira temporária.

Se utilizados durante muito tempo, com a intenção de curar a tosse, podem fazer com que o muco fique preso nos pulmões, aumentando o risco de desenvolver uma infecção bacteriana.

Antibióticos

Os antibióticos não costumam ser indicados em casos de infecções causadas por vírus, pois eles não são capazes de combater o agente. Mas esse tipo de medicamento pode ser indicado quando a bronquite é causada por bactérias ou em pacientes que apresentam riscos de complicações, como:

  • Bebês prematuros;
  • Pessoas com mais de 80 anos;
  • Pessoas que possuem doenças de pulmão, rim, coração ou fígado;
  • Pessoas com a imunidade muito baixa;
  • Pessoas com fibrose cística.

Na lista de antibióticos que podem ser receitados, estão:

  • Amoxicilina + Clavulanato de Potássio;
  • Azitromicina;
  • Clindamicina;
  • Claritromicina.
  • Levofloxacino.

Atenção!

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NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tratamento caseiro

Algumas medidas caseiras podem ajudar a aliviar os sintomas e evitar as crises de bronquite. Lembre-se, porém, que qualquer prática deve ser relatada ao médico e não deve substituir as recomendações do profissional. Confira algumas opções:

Chás

Certas plantas possuem um enorme poder medicinal na ajuda do tratamento para diversas doenças, entre elas a bronquite. Neste caso, há 4 tipos de chás que você pode fazer para melhorar os sintomas:

  • Chá de sabugueiro e guaco com mel;
  • Chá da raiz de gengibre;
  • Chá das sementes de erva-doce;
  • Chá de malva.

Umidificador

Fazer uso de vaporizador ou umidificador pode ajudar a soltar o muco da garganta e diminuir o chiado do peito, bem como melhorar a respiração. Esses aparelhos emitem vapor com o objetivo de aumentar os níveis de umidade no ar.

É importante estar atento às instruções do fabricante quanto à limpeza para evitar a proliferação de bactérias e fungos.

Complicações

Caso a bronquite não seja tratada corretamente, ela pode evoluir para pneumonia. No caso da bronquite crônica, as complicações são ainda mais preocupantes, pois há chances do paciente contrair um enfisema pulmonar que, posteriormente, pode vir a se tornar uma DPOC. Entenda:

Pneumonia

Essa complicação ocorre quando a infecção se espalha pelos pulmões e atinge os alvéolos (pequenos sacos de ar), enchendo-os de líquido. Pessoas com a imunidade comprometida, idosos, fumantes e pacientes com problemas cardíacos têm mais chance de ter pneumonia.

Os sintomas característicos são: tosse, febre alta, calafrios e dificuldade para respirar. Em bebês pode haver vômito, inquietação, cansaço e perda de apetite. Já no caso de idosos, os sinais mais frequentes são mudança de apetite e apatia, geralmente os únicos sintomas da doença.

Por tratar-se de uma condição potencialmente grave, é indispensável buscar ajuda médica assim que houver qualquer manifestação de sintoma.

Enfisema pulmonar

O enfisema pulmonar é uma condição crônica que também atinge os alvéolos (pequenos sacos de ar nos pulmões). Diferentemente da pneumonia, neste caso essas estruturas acabam ficando infladas devido a danos que causam destruição do tecido pulmonar. Assim, o ar fica preso nos pulmões e paciente tem dificuldades de respirar.

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A maior causa é o tabagismo, mas o enfisema também pode surgir devido a exposição à poluição do ar e fatores genéticos.

DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)

A DPOC não se trata de uma doença em si, mas sim de um grupo de condições. Para que haja seu diagnóstico, o paciente precisa apresentar bronquite crônica e enfisema pulmonar de maneira simultânea.

Esta condição progressiva causa disfunção pulmonar, fazendo com que a função respiratória seja bastante prejudicada. Os sintomas incluem falta de ar ao realizar atividades simples, tosse crônica, fadiga, excesso de produção de muco e facilidade em contrair infecções respiratórias.

A DPOC é uma doença que merece atenção. De acordo com o estudo Global Burden of Disease (Carga Global de Doenças, em tradução livre), ela foi a 5ª maior causa de morte no Brasil no ano de 2017. A posição expressiva no ranking vai de encontro a outro dado importante: no mesmo período, o tabagismo — maior causa da DPOC — foi considerado o principal fator de risco associado às mortes no país.

Prevenção

Algumas dicas para diminuir os riscos de contrair a bronquite são:

  • Evite fumar: o cigarro aumenta o risco de você contrair a bronquite crônica;
  • Vacine-se: vários casos de bronquite aguda são causados por vírus, na maioria das vezes pelo tipo Influenza. Portanto, estar com a vacinação em dia é fundamental;
  • Lave sempre as mãos: para evitar a contração de uma doença viral, mantenha sempre as mãos limpas;
  • Use máscaras cirúrgicas: caso você já apresente alguma doença crônica do pulmão, use máscaras no ambiente de trabalho e em multidões para evitar a exposição à substâncias irritantes.

Diante de tantas dicas, não espere pelo pior. Previna-se da doença o quanto antes. E, lembre-se: ao constatar algum desses sintomas, consulte um médico!

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 14/11/2018

Fontes consultadas

  • Dr. Paulo Caproni (CRM/PR 27.679 | CRM/SC 25.853 | CRM/SP 144.063), graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP-SP (PROAHSA). MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde (CEAHS) pela FGV-SP
  • Centers for Disease Control and Prevention (CDC)
  • Ministério da Saúde
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19 Comentários

Atenção: os comentários abaixo são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. Excelente por isso dizem que o google é o manual dos burros rsrs pensando que era apenas uma gripe deu nisso, não foi agora mas um tempo atrás se tivesse lido uma matéria dessa antes não teria sofrido e gastado tanto como foi!

  2. Acho que deve ser obra de Deus, colocar pessoas no mundo com a finalidade de esclarecer divulgar e ensinar outras pessoas gratuitamente. Parabéns por este seu trabalho muito bom.

  3. Desde a minha adolescência contrai pneunomia, sempre na mesma época do ano. Dignosticada, medicada, melhorava. Nos últimos 6 anos, uma tosse constante. Fiz vários exames, e neste ano detectou-se bronquite asmática. Li a reportagem de vcs, muito interessante. Informações importantes para superarmos os momentos de crises da bronquite.

  4. Aqui em casa a família toda esta com Bronquite não imaginava que era transmitida de um para o outro. Graças a Deus já fomos informados e estamos medicados.

  5. A minha filha esta com bronquite e me preocupa muito, com essas informações ajudaram-me a compreender realmente o tipo de bronquites que existem e como trata-las-

  6. As informações me foram muitos úteis. Sei agora que devo procurar um médico urgente. Já dura cerca de um mês um quadro pos gripe com todos esses sintomas. Agradeço pelo carinho que tiveram com quem precisa saber disso.

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