É natural que querer cuidar do corpo e ter uma boa forma. Mas isso passa a ser um transtorno quando essa preocupação se torna obsessiva.

A anorexia nervosa apresenta a maior taxa de mortalidade entre os transtornos alimentares. Além disso, a condição pode resultar em várias complicações para a saúde.

Por isso, se você conhece alguém que esteja nessa situação, converse e indique um médico para fazer uma avaliação.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é anorexia nervosa?
  2. O que são transtornos alimentares?
  3. Tipos
  4. Anorexia nos homens
  5. Anorexia em crianças
  6. Qual é a diferença entre anorexia e bulimia?
  7. O que causa?
  8. Grupos de risco
  9. Sintomas
  10. Como é feito o diagnóstico?
  11. Anorexia tem cura?
  12. Qual o tratamento?
  13. Medicamentos
  14. Convivendo
  15. Dicas para os familiares
  16. Prognóstico
  17. Quais as consequências da anorexia?
  18. Como prevenir a anorexia?

O que é anorexia nervosa?

A anorexia nervosa (AN) é um distúrbio alimentar caracterizado pela perda de peso excessivo. O paciente geralmente elimina os alimentos que acredita ser mais calóricos e progressivamente vai excluindo vários outros. Questões alimentares se tornam fundamentais na vida do paciente, que fica obsessivo com o ganho de peso.

A mente não consegue se livrar de pensamentos excessivos sobre o corpo, a comida e as calorias, como se a alimentação fosse sua preocupação máxima, a ponto de perder o instinto da fome e da sobrevivência.

Os pacientes com frequência negam o problema e se recusam a manter um peso mínimo, se mostrando indiferentes com relação ao seu estado nutricional.


Os sistemas corporais ficam prejudicados, mostrando-se principalmente por 3 sinais:

  • Alteração de saciedade: As pessoas ficam muito satisfeitas mesmo tendo comido pouco;
  • Redução de apetite: Fica reduzido e a pessoa restringe os grupos de alimentos que ingere (normalmente cortam os carboidratos);
  • Distorção da imagem corporal: Em que a pessoa mesmo estando magra se percebe como grande ou gorda.

Além dos sintomas mencionados acima, precisamos ficar atento a pessoas que possuem alguns hábitos recorrentes em seu dia a dia, por exemplo:

  • Fazer dietas muito recorrentes ou muito radicais;
  • Preocupação excessiva com o corpo e peso;
  • Insatisfação com o corpo e a alimentação;
  • Tem crenças rígidas com a alimentação;
  • Hábito de comer sozinho ou não comer;

Com relação ao principal grupo de risco e faixa etária, 80% dos casos de anorexia nervosa se iniciam entre os 12 e os 20 anos e ocorrem com mulheres.

A anorexia pode incapacitar um indivíduo de realizar suas atividades cotidianas, trazendo grandes sofrimentos emocionais.

Essa condição pode ser encontrada no CID-10 nas seguintes classificações:

  • F50.0: anorexia nervosa;
  • F50.1: anorexia nervosa atípica;
  • R63.0: anorexia.

O que são transtornos alimentares?

Entre os principais tipos de transtornos alimentares estão a anorexia e bulimia. Ambos são caracterizados pela preocupação recorrente com o peso e o medo abundante de engordar. Além disso, o distúrbio da imagem corporal e as autocríticas se fazem presentes diariamente nessa condição.

Tipos

A anorexia nervosa é caracterizada pela perda extrema de peso, por um medo excessivo de ganhar peso, distorção da imagem corporal e comportamentos compensatórios inadequados.

A principal diferença entre os subtipos de anorexia nervosa estão relacionados à estratégia para perder peso.

Alguns médicos e pesquisadores acreditam que as pessoas que possuem anorexia não necessariamente vão desenvolver um tipo só. Geralmente são fases da doença, em que o paciente pode alternar os tipos de privação.

Restritivo

É caracterizado pela recusa obsessiva da alimentação, a fim de restringir ao máximo a ingestão calórica para manter ou diminuir o peso.

Nesse tipo de condição, apesar da pessoa manter o peso abaixo do ideal, porém, as chances de comorbidades são menores e a tendência de recuperação é maior pois não há métodos compensatórios purgativos.

Purgativo

Esse subtipo está atrelado à frequência e a intensidade de comportamentos bulímicos relacionados ao comportamento alimentar restritivo.

Pode ocorre a indução de vômito, consumo de laxativos e diuréticos em 40% dos casos, sempre visando perder peso.

O subtipo purgativo normalmente está associado a comportamentos impulsivos, como automutilação, abuso de substâncias e comportamentos suicidas.

Leia mais: O que é Compulsão alimentar, sintomas, remédios, como tratar?

Além disso, quando comparados com o subtipo restritivo, apresenta maior frequência de quadros relacionados à ansiedade e depressão, tornando sua evolução mais complexa.

Anorexia nos homens

Ao contrário do que se imagina, tanto a anorexia como a bulimia são condições que também afetam os homens.

Estudos recentes revelam uma média de 8% dos casos ocorrem no sexo masculino. Porém, vários fatores dificultam os diagnósticos, por exemplo, a maneira como os homens expressam seus conflitos e incômodos com relação a forma corporal.

A anorexia em homens geralmente está associada a baixos níveis de testosterona, LH e FSH, além de uma diminuição do volume testicular e da libido.

Anorexia em crianças

A causa da anorexia em crianças ainda é desconhecida, porém, acredita-se que tem relação com fatores genéticos e externos, como o meio em que ela vive.

Com o tempo, essa condição pode causar consequências que incluem: atrofia no crescimento, perda óssea e danos nos principais órgãos, como o coração.

É preciso ficar atento aos comportamentos da criança antes mesmo das alterações físicas. Alguns sintomas que podem ser apresentados são: obsessão com comida, imagem corporal distorcida, excesso de atividade física, entre outros.

O tratamento, assim como com os casos em adultos, é feito com um time multidisciplinar de especialistas, que deve incluir suporte nutricional e terapia.

Qual é a diferença entre anorexia e bulimia?

Ambas as condições são consideradas distúrbios alimentares, que estão associados a distorção da imagem corporal, medo de engordar e busca pelo corpo ideal.

A principal diferença entre elas é o método utilizado para perder peso.

A anorexia está relacionada a dietas rigorosas e longos períodos de restrição alimentar, além da eliminação de alimentos considerados mais calóricos, como o grupo dos carboidratos.

Já a bulimia pode ser descrita como episódios em que a pessoa come descontroladamente em quantidades exageradas e depois recorre a métodos purgativos (abuso de laxantes, diuréticos, indução de vômito), podendo ter ciclos de dieta rigorosa e restritiva também.

O que causa?

Não se sabe a causa específica da anorexia, mas se acredita que ela seja derivada de uma combinação de fatores genéticos, personalidade, emoções e padrões de pensamento, bem como fatores ambientais e biológicos.

Transtornos alimentares podem ter causas físicas, como mudança nos hormônios que regulam o organismo. Além disso, distúrbios psicológicos e emocionais têm grande impacto para o desenvolvimento dessa condição.

Leia mais: Alimentação Saudável: o que é, benefícios, como ter, cardápio, dicas

Grupos de risco

Com relação ao principal grupo de risco e faixa etária, a maioria das pessoas que sofrem com essa condição são mulheres ainda no período da adolescência, entre 12 e 20 anos.

A condição gera grandes sofrimentos emocionais, impedindo um indivíduo de realizar suas atividades cotidianas.

Algumas profissões também podem aumentar o risco de anorexia nervosa, entre os quais podemos citar: bailarinas, modelos e atletas, que estão sujeitas a sofrer uma pressão maior relacionada à perda de peso.

Além disso, é preciso estar atento às adolescentes. Pode-se dizer que a sociedade contemporânea fundiu uma ideia de perfeição ligada à magreza, o que acaba influenciando na imagem corporal e no que vai ser considerado esteticamente bonito.

Fatores internalizados, como o ideal de magreza, são expostos todos os dias pela mídia, promovendo comportamentos de restrição alimentar e dedicação extrema a exercícios físicos. Além disso, esses fatores colaboram para uma insatisfação corporal, uma vez que o ideal nunca é atingido pelas mulheres.

Sintomas

Por ser considerada uma condição complexa, é preciso ficar atento aos mais diversos padrões de manifestação da doença, entre os quais podemos citar:

Pele seca ou amarelada (hipercarotenemia)

Isso ocorre devido ao aumento dos níveis de caroteno no organismo. A pele amarelada é causada por um acúmulo dessa substância de cor amarela no sangue, que se deposita na pele, nos olhos e nas mucosas.

A falta de nutrientes também pode causar o ressecamento e fragilização do tecido.

Alterações cardiovasculares

A hipotensão arterial pode ser diagnosticada em até 85% dos pacientes com anorexia nervosa.

A desnutrição resultante dessa condição pode conduzir a uma atrofia do músculo cardíaco e da massa ventricular, podendo causar o fechamento do lado esquerdo do coração.

Perda de peso rápida e prolongada

As pessoas que possuem essa condição começam a restringir gradualmente os alimentos, sobretudo açúcares e carboidratos.

Devido a uma percepção inadequada da imagem corporal, algumas pessoas que têm anorexia fazem dietas extremamente restritivas e, em alguns casos, podem apresentar quadros de desnutrição.

Alterações renais

A grande ingestão de líquidos de baixa caloria e a instabilidade dos níveis de ADH (alteração hipotalâmica promovendo diabetes insipidus parcial), podem causar concentrações urinárias menores que o normal.

Como consequência, 70% das pessoas com anorexia desenvolvem azotemia, ou seja, grandes concentrações de ureia, creatinina, ácido úrico no rim, podendo levar a danos definitivos.

Alterações gastrointestinais

O uso de laxante é recorrente em pessoas com anorexia e bulimia. Se utilizados por um longo período, podem causar danos irreversíveis ao cólon intestinal. Além disso, os vômitos frequentes podem provocar uma esofagite e ao sangramento da mucosa intestinal.

Como é feito o diagnóstico?

Através do Manual Estatístico e Diagnóstico das Desordens Mentais (DSM) foram definidos alguns critérios de avaliação para definir a anorexia, entre os quais podemos citar:

  • Medo exagerado (fobia) de engordar;
  • Perda de 25% ou mais de peso, além do esperado;
  • Amenorreia (ausência de menstruação em mulheres);
  • Distúrbio de imagem corporal.

O principal fator a ser analisado pelo médico é a maneira como é tratada a questão de autopercepção. A maioria das pessoas que sofre dessa condição acredita estar fora de forma, ou que pode ficar ainda mais magra.

Os níveis de atividade física e dieta também devem ser debatidos com o médico, assim como demais problemas relacionados a comportamentos, como tendências bulímicas ou outros transtornos alimentares.

Outro critério médico importante para diagnosticar a anorexia é o Índice de Massa Corporal (IMC) que em alguns casos mais severos acaba ficando abaixo de 15.

Anorexia tem cura?

Sim. Porém, por ter um tratamento multidisciplinar pode levar um tempo um pouco mais longo. Em alguns casos é preciso internamento para reintroduzir alimentos e uma dieta balanceada, a fim de não sobrecarregar o coração.

Alguns profissionais consideram que o tratamento é para toda a vida, fazendo com que o transtorno fique apenas controlado.

Qual o tratamento?

Os tratamentos para transtornos alimentares são feitos com uma equipe multidisciplinar e visam atender vários âmbitos relacionados à anorexia.

Acompanhamento psiquiátrico

O primeiro passo para o tratamento da anorexia é contatar um psiquiatra e fazer uma avaliação médica. Durante essa avaliação são realizados registros relacionados ao histórico médico e psiquiátrico do porquê da procura.

O intermédio psiquiátrico visa a normalização de peso, comportamento alimentar, manutenção de hábitos e de peso saudáveis. O uso de medicamentos é o principal aspecto psiquiátrico da anorexia.

Acompanhamento nutricional

O segundo especialista a ser recorrido é o nutricionista. Ele é o profissional capacitado para propor uma rotina alimentar balanceada, sugerindo modificações de consumo e atitudes alimentares.

O atendimento nutricional tem como objetivo recuperar e manter o peso adequado, além de ensinar conceitos como alimentação saudável, tipos e fontes de nutrientes.

Em geral, o atendimento nutricional é feito uma vez por semana, onde são traçadas metas alimentares e de comportamento, que devem ser realizadas durante a semana.

Acompanhamento familiar

A inclusão e a participação da família no processo de tratamento é fundamental para a eficácia terapêutica. O atendimento ocorre por meio de orientações, informações, troca de experiências e a participação dos familiares.

A intenção dessa abordagem terapêutica é proporcionar conhecimento, diminuir a ansiedade e preocupação dos familiares, solucionar e reforçar posturas adequadas para a família junto aos pacientes que enfrentam os transtornos alimentares.

Atendimento psicológico

Dentro da perspectiva de tratamento, é muito importante que os pacientes entendam a interação dos pensamentos, emoções e comportamentos, pois assim serão capazes de reconhecer suas próprias mudanças e reações.

Pensando nisso, parte do tratamento de distúrbios alimentares é o acompanhamento psicológico cognitivo-comportamental, buscando entender que emoções e comportamentos são influenciados pela percepção do paciente frente às situações.

De acordo com a Academia de Transtornos Alimentares (DAE), a psicoterapia auxilia no processo de cura dos transtornos alimentares, abordando o tema, curando episódios traumáticos e desenvolvendo habilidades.

Podem ser indicadas para episódios pontuais em curto período, como também pode se estender por anos, dependendo de cada pessoa e caso.

A frequência de sessões depende da avaliação do profissional.

Medicamentos

O uso de medicamentos fica restrito a uma avaliação médica individual, visando o tratamento do distúrbio alimentar. Em alguns casos podem ser utilizados remédios para tratar a ansiedade, a depressão ou atitudes compulsivas.

Segundo a Associação Psiquiátrica Americana (APA) o tratamento da anorexia visa, acima de tudo, fazer com que o paciente consiga entrar em um peso saudável novamente.

Entre as classes medicamentosas estão:

Antidepressivos

Atuam como inibidor seletivo da serotonina, sendo reconhecido como eficaz no tratamento de sintomas da depressão associada à anorexia e bulimia. Porém, os ISRS, como são chamados, podem provocar diversas reações. Entre as opções mais utilizadas temos a fluoxetina.

Já a amitriptilina é um medicamento da classe dos antidepressivos tricíclicos (ADT’s), amplamente utilizados no tratamento de transtornos de humor e depressão.

Dos medicamentos, os antidepressivos tricíclicos são os mais utilizados.

Antipsicóticos

A utilização de fármacos antipsicóticos pode ser indicada sobretudo devido à distorção corporal que o paciente tem. Entre as opções de medicamentos podemos citar pimozida e sulpirida.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Obter ajuda e apoio de familiares e amigos auxilia no processo de recuperação. Estreitar laços afetivos também é um bom jeito de buscar apoio.

Busque ajuda

Se você está sofrendo problemas relacionados à alimentação, distúrbios alimentares ou transtornos de imagem corporal, o mais importante é buscar ajuda profissional.

Existem centros e ONGs destinadas ao tratamento e com pessoas capacitadas para auxiliar no tratamento e no diagnóstico.

Uma opção é o Centro de Valorização da Vida, que fornece todo o apoio emocional para pessoas que precisem conversar, com total sigilo e anonimato. Os contatos podem ser feitos por telefone, pessoalmente, através de chat ou email.

Outro aspecto que pode auxiliar no processo de aceitação e busca de tratamentos é conversar com alguém que você confie.

Pais, amigos, familiares, qualquer pessoa que você confie, e que não vá te julgar, podem ser extremamente úteis no processo de tratamento da anorexia.

Esteja em contato com a natureza

Um estudo da Universidade de Virgínia em parceria com o Centro de Resiliência de Estocolmo analisou a relação entre o contato com a natureza e a qualidade da saúde mental.

Como resposta, o estudo demonstrou que interações com a natureza podem trazer benefícios para à saúde e aliviando sintomas de doenças psiquiátricas, como depressão e transtornos alimentares.

Leia mais: Os benefícios mentais (e físicos) da respiração profunda

Defina o que é importante para você

Sabemos que algumas escolhas são mais difíceis de serem feitas, mas que os resultados mais esperados só vêm com os esforços diários.

Definir prioridades é importante para podermos criar novos vínculos, hábitos e até mesmo encontrar novas distrações que evite pensamentos negativos ou até mesmo relacionados com a distorção de imagem corporal.

Leia mais: 13 dicas para melhorara a autoestima

Mantenha uma rotina de alimentação saudável

É importante definir horários específicos para alimentação, a fim de restabelecer um peso saudável.

Além disso, é importante traçar metas alimentares e/ou de comportamentos a serem realizados durante a semana para serem discutidas na próxima consulta com o nutricionista ou psicólogo.

A reeducação alimentar é um dos principais pontos para quem enfrenta algum tipo de compulsão alimentar. Pensando nisso, trouxemos algumas dicas de grupos alimentares mais indicados para quem está enfrentando essa condição. São eles:

Alimentos ricos em vitamina B6 e B9

Esses alimentos são responsáveis pelas sínteses de serotonina (hormônio que regula o humor) no organismo. Podem ser encontrados em carnes vermelhas, frango, grãos integrais, leite e feijão.

Alimentos ricos em triptofano

Essa substância é considerada um aminoácido que não é produzido pelo corpo humano, mas que pode ser adquirido através da alimentação. O triptofano age sintetizando a serotonina, hormônio esse ligado ao humor e bem-estar.

Esse aminoácido pode ser encontrado em ovos, leite e carne.

Alimentos ricos em vitamina C

Essa vitamina está diretamente relacionada com a diminuição dos níveis de cortisol, que é o hormônio responsável pelo estresse e ansiedade.

Ao consumir esse grupo de alimentos, estamos melhorando a qualidade de vida, além de fortalecer o sistema nervoso.

Pode ser encontrado em frutas como laranja, acerola, abacaxi, limão e em alguns vegetais, como tomates e pimentões.

Trate-se bem

É importante pensar estratégias de recompensa para o seu corpo e mente, que pode ser feito através de atividades simples, como um banho relaxante, um passeio diferente ou um agrado especial.

Vista o que te faz bem

Um pensamento interessante de se ter é pensar “o que eu quero usar hoje?” e não ficar com medo de usar.

A anorexia é uma condição que tem em suas principais características a distorção de imagem. Por isso, uma boa dica é começar o processo de aceitação com roupas que você goste e que te façam sentir bem.

É um processo complicado e que exige determinação e apoio familiar ou dos amigos. A auto aceitação em alguns casos também pode ser tratada durante a terapia, pois é preciso identificar quais pontos incomodam e como fazer para melhorá-los.

Deixe sua mente descansar

É preciso muito cuidado e atenção para não repetir hábitos antigos, como de ficar verificando o peso e as medidas o tempo todo. Por isso, sempre que você se pegar pensando nisso, distraia a sua cabeça. Pode ser com um filme, uma série ou uma boa noite de sono.

Dicas para os familiares

Os transtornos alimentares são condições que afetam a estrutura familiar.

Porém, o que a maioria dos pais não sabe é que, depois do próprio paciente, eles são justamente as pessoas que mais podem colaborar no tratamento.

Porém, sabemos que é normal se sentir meio perdido e sem saber o que fazer para ajudar. Pensando nisso, trouxemos algumas sugestões e informações para facilitar esse processo.

Em primeiro lugar, é importante que a família entenda que a condição não é uma frescura e sim uma doença, em que a colaboração familiar é fundamental no processo de tratamento.

Além disso, é importante a família demonstrar que acredita no sofrimento que essa condição provoca, se oferecendo para conversar ou até mesmo para buscar tratamento.

É importante ressaltar que os pais e familiares devem se unir em torno da causa, seguindo as recomendações médicas, a fim de auxiliar a equipe multidisciplinar durante o tratamento. Isso faz com que as chances de recuperação sejam bem maiores.

Prognóstico

O grande desafio dos transtornos alimentares está ligado à taxa de mortalidade, chegando a 20% nos casos de anorexia, segundo um estudo publicado pela Arch Gen Psychiatry.

Pacientes podem ter complicações clínicas e cirúrgicas gravíssimas decorrentes da desnutrição e dos métodos purgativos, além das tentativas de suicídios.

Cerca de 50% das pessoas que sofrem de anorexia se curam totalmente, restabelecendo o peso e os comportamentos alimentares.

Já outros 30% apresentam uma recuperação parcial, onde existe algum tipo de resíduo relacionado ao distúrbio. Os 20% que sobram são os que assumem a doença de uma forma crônica, ou seja, continuam tentando combater a anorexia.

Quais as consequências da anorexia?

Esta condição pode provocar inúmeros danos no organismo. Conforme o quadro se agrava, mais áreas do corpo acabam sendo prejudicadas. Entre as possíveis complicações podemos citar:

Subnutrição aguda

Alguns casos de anorexia acompanham mudanças endócrinas e metabólicas, devido ao baixo índice de ingestão calórica diária. Como consequência, a pessoa pode apresentar graus variáveis de subnutrição, além de transtornos das funções fisiológicas do organismo.

Anemia

Devido à falta de nutrientes, o corpo começa a ficar fraco e com isso economizar energia.

Além da deficiência nutricional (anemia), outras manifestações podem ocorrer em decorrência, como: redução do metabolismo, baixa da temperatura corporal.

Diminuição da densidade óssea

Um estudo do Hospital Clínico Universitário de Barcelona identificou que vítimas de anorexia podem apresentar ossos enfraquecidos devido ao distúrbio alimentar.

Ao retomarem hábitos nutricionais e alimentares regulares, é possível reverter a situação e recuperar a resistência óssea.

Alterações gastrointestinais

Entre as manifestações mais comuns está a constipação (intestino preso), decorrente do uso excessivo de laxantes e métodos purgativos, que podem provocar danos irreversíveis ao cólon intestinal.

Problemas cardiovasculares

A desnutrição crônica e a falta de hidratação podem causar riscos cardiovasculares para as pessoas que enfrentam a anorexia.

Devido à desidratação intensa, o coração fica atrofiado favorecendo o surgimento de arritmias malignas.

Além disso, as pessoas que possuem essa condição podem sofrer com a bradicardia (frequência cardíaca menor de 60 batimentos por minuto), podendo levar a tonturas e desmaios.

Como prevenir a anorexia?

Embora nem todos os casos de anorexia possam ser prevenidos, é importante que amigos e familiares incentivem hábitos alimentares saudáveis.

Outra dica é buscar atividades que promovam o autoconhecimento, autoconfiança e respeito com o seu próprio corpo. Pode ser uma atividade física, uma terapia alternativa ou grupos de ajuda.

Um ponto bem importante de ser reforçado é o de manter uma alimentação saudável. É essencial manter um prazer relacionado à alimentação e aos comportamentos alimentares.


A anorexia é uma condição silenciosa, por isso é preciso ter atenção redobrada aos sintomas, que podem estar ocultos. Se você conhece alguém que está nessa situação, não hesite em oferecer ajuda.

Compartilhe esse texto para que mais pessoas saibam a importância de cuidarmos da nossa saúde mental e os perigos da anorexia.

Publicado originalmente em: 30/06/2017 | Última atualização: 20/02/2019

Fontes consultadas


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3 comentários

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  1. Olá, sou estudante e estou fazendo um trabalho, mais especificamente uma apresentação, sobre esse tema, e só queria agradecer as informações deste site, que me ajudou em grande parte do trabalho, senão em tudo… Muito obrigada!♡♡♡

    1. Olá Shirley!

      É importante que você leve sua filha a um médico para que este profissional faça o diagnóstico e indique, se necessário, um tratamento. Este especialista pode ser um psicólogo, nutricionista, nutrólogo ou clínico geral.

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