Sempre que vemos um filme que retrata o período escolar, está presente a figura do valentão, que intimida os outros alunos e muitas vezes os agride física e psicologicamente.

Infelizmente, essas situações não são exclusividade da ficção e, na vida real, podem causar danos tremendos às vítimas.

Entenda mais sobre o bullying no texto a seguir!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é bullying?
  2. Quem são as pessoas envolvidas?
  3. Tipos de bullying
  4. Bullying na escola
  5. Bullying virtual (cyberbullying)
  6. Sinais de que a criança está sofrendo bullying
  7. Consequências do bullying
  8. Como combater o bullying?
  9. Lei do bullying
  10. Bullying é crime?
  11. Como denunciar?

O que é bullying?

O bullying pode ser definido como atitudes que visam causar dor e angústia a outra pessoa de forma sistemática, seja através de demonstrações de força física ou através de agressões verbais que visam agir sobre o psicológico da vítima.

Esse termo tem origem na língua inglesa. Trata-se do gerúndio do verbo “to bully“, que pode ser traduzido para o português como “intimidar”, “ameaçar”, “maltratar” e “oprimir”.

Ele tem sido usado desde a década de 1990 para descrever agressões físicas ou psicológicas intencionais e repetidas praticadas por uma pessoa ou grupo contra uma vítima que tem menos condição de se defender.

Nesse sentido, diversas práticas pode ser usadas de forma intencional para maltratar uma vítima.


Algumas agressões são mais evidentes, como xingamentos ou o uso de violência física, entretanto, existem ações menos óbvias que podem causar dor e sofrimento intenso.

Por essa razão, deve-se estar atento aos comportamentos e situações que caracterizam o bullying, como:

  • Xingamentos;
  • Apelidos ofensivos;
  • Ameaças e intimidações;
  • Discriminações de qualquer tipo;
  • Agressões físicas;
  • Contato físico indesejado;
  • Ataques online;
  • Invenção de boatos;
  • Humilhação pública;
  • Roubo de objetos pessoais;
  • Destruição de objetos pessoais.

Entretanto, citar somente esses fatores pode não ser suficiente.

É preciso notar que pode ser considerado como bullying qualquer forma de perseguição ou intimidação sistemática que provoque sofrimento.

Quem são as pessoas envolvidas?

Em casos de bullying, há geralmente três tipos de pessoas envolvidas:

Agressor

A pessoa que pratica o bullying pode ser chamada de bullie. É comum que o agressor tenha um perfil de comportamento antissocial, em que costuma se isolar e manter poucas relações sociais.

Também não é difícil identificar um perfil manipulador e indiferente no agressor, em que suas ações são calculadas e não há preocupação com as possíveis consequências de seus atos.

Vítima

Todos estamos sujeitos ao bullying. Contudo, as maiores vítimas geralmente são pessoas mais tímidas e reservadas. Aos olhos do agressor, elas costumam ser consideradas mais frágeis e por isso as chances de revidar são menores.

Pessoas consideradas “fora do padrão” também costumam ser alvo do bullying, isso inclui estar acima ou abaixo do peso, ter uma deficiência cognitiva, ter poucos amigos, ser portador de algum transtorno, entre outros.

Testemunha

As testemunhas são os espectadores, que acabam por presenciar as agressões.

Testemunhas são fundamentais no processo de combate ao bullying, pois geralmente conseguem identificar padrões de comportamento e suas consequências nas partes envolvidas. Assim, têm maiores ferramentas para denunciar situações de abuso.

Por outro lado, muitas vezes essas pessoas acabam não denunciando o problema por intimidação. Crianças que assistem as agressões no ambiente escolar, por exemplo, acabam sentindo-se inseguras e podem sofrer consequências semelhantes às da vítima.

Tipos de bullying

O bullying pode se manifestar de diversas formas e pode ser difícil categorizar todos eles. Entretanto, é possível elencar as principais práticas. Entenda mais sobre elas:

Bullying físico

O bullying físico é categorizado pela agressão física. Isso inclui beliscões, socos, chutes, empurrões etc.

Bullying verbal

O bullying verbal é caracterizado por agressões verbais que buscam diminuir a vítima. Xingamentos, provocações e apelidos são formas de praticar bullying verbal.

Bullying escrito

O bullying escrito ocorre quando bilhetes, pichações, cartazes, faixas, desenhos e cartas depreciativas são usadas para intimidar e atacar a vítima.

Bullying material

O bullying material se manifesta quando a vítima tem seus pertences danificados, roubados, jogados contra si e outras práticas similares.

Bullying moral

No bullying moral, o agressor busca intimidar, difamar e/ou caluniar a vítima ao imitar trejeitos próprios do alvo de forma a fazer chacota.

Bullying social

O bullying social acontece quando um grupo cria rumores, ignora, exclui e incentiva a exclusão da vítima com o objetivo de humilhar o outro.

Bullying psicológico

O bullying psicológico acontece quando o agressor impõe pressão psicológica sobre a vítima através de diversos meios, como intimidação, risadas e ataques físicos e verbais.

Cyberbullying

O cyberbullying, ou bullying virtual, acontece quando a agressão ocorre através dos meios digitais, como as redes sociais, e-mails, fotos, vídeos e posts. É comum que nesses casos as agressões se tornem públicas, alcançando muita gente em pouco tempo.

Bullying na escola

A escola é o local mais suscetível para a prática de bullying. Isso pode acontecer, dentre outros fatores, porque as crianças e jovens, por conta de estarem em fase de formação, sentem uma necessidade de autoafirmação.

Isso, somado à dificuldade em conviver com as diferenças, pode dar origem às práticas de bullying.

Essa questão se torna ainda mais séria à medida que muitos alunos que sofrem ou testemunham o bullying acabam calando-se, por medo de sofrer consequências piores ou de se tornarem a próxima vítima.

Dessa forma, muitas das agressões que deveriam ser repreendidas pela instituição escolar nem chegam ao conhecimento da equipe.

Para tentar driblar esse assunto, foi aceita, em 2016, a lei antibullying, que prevê que as instituições de ensino devem promover campanhas de conscientização e desenvolver planos de ação para combater as intimidações dentro da escola.

Isso significa que a escola ou instituição de ensino não pode se omitir perante a casos de bullying e que professores, coordenadores, psicólogos e diretores devem manter-se atentos para identificar qualquer problema e agir para coibir as agressões e intimidações.

Bullying virtual (cyberbullying)

O bullying virtual acontece quando os atos de perseguição, discriminação e violência acontecem no meio virtual, sobretudo nas redes sociais.

Também recebe o nome de cyberbullying e, apesar de parecer um problema menos sério, já que não envolve necessariamente agressões físicas, ele pode se tornar um problema ainda maior.

Nos espaços virtuais, os xingamentos e provocações atormentam a vítima de forma constante. Se antes o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola, no cyberbullying, a perseguição acontece o tempo todo.

Como os jovens usam cada vez mais aplicativos de troca de mensagens, é mais fácil conversas que deveriam ser sigilosas irem a público, expondo a privacidade das vítimas e de outras pessoas.

Esse problema se torna ainda maior, pois a tecnologia permite que os agressores se escondam atrás do anonimato, tornando a identificação mais difícil.

Tudo isso pode dar à vítima uma sensação de impotência grande, pois não tem como se esconder das agressões e, por vezes, nem mesmo denunciar os culpados.

Mas o que realmente pode tornar o cyberbullying potencialmente mais danoso do que o bullying convencional é o fato de que a característica da agressão de ser online pode acabar potencializando as situações de humilhação, pois, na Internet um número muito maior de pessoas pode ver e participar da agressão.

Se você estiver num ambiente online e presenciar situações como essa, de humilhação e perseguição, você pode denunciar para a plataforma, seja YouTube, Facebook, ou qualquer outra rede social, e também pode mandar mensagens positivas para a vítima.

Nesses casos, sua palavra de solidariedade pode trazer conforto para quem está sofrendo a agressão.

Sinais de que a criança está sofrendo bullying

Existem alguns sinais que podem indicar que a criança está sofrendo bullying na escola. Confira alguns:

Dificuldade para dormir

Muitas crianças, quando sofrem bullying, se tornam ansiosas e ficam com medo do que o agressor fará no dia seguinte, o que pode ter como consequência dificuldade para dormir e pesadelos.

Queda no desempenho escolar

Por conta da preocupação com as agressões que está sofrendo, a criança pode perder o interesse na escola e ter dificuldade concentração, o que resulta numa queda na produtividade.

Isolamento social

Muitas crianças, quando sofrem bullying, podem começar a se afastar dos poucos amigos que têm por medo. Outro motivo pode ser discriminação das outras crianças com ela.

Baixa autoestima

As agressões sofridas pela criança podem ter um impacto tremendo no psicológico e autoestima da criança, que se sente diminuída e sem aparo.

Em casos mais graves, ela pode buscar fugir de casa ou começar a se machucar.

Pertences e roupas danificadas

Se o seu filho costuma chegar em casa depois da aula com alguma peça de roupa rasgada ou com o caderno, mochilas e outros materiais estragados, isso pode ser um sinal de que está sofrendo bullying.

Converse com o seu filho e preste muita atenção na explicação dele. Quanto mais simples, desconexa ou sem sentido, maiores são as chances de estar sofrendo bullying.

Doenças frequentes

Crianças naturalmente são mais suscetíveis a ficar doentes do que adultos, pois o seu sistema imune ainda não está completamente desenvolvido.

Entretanto, quando elas começam a se queixar com muita frequência de dores de cabeça e estômago, por exemplo, é preciso verificar se não há nenhum problema na escola.

A criança pode estar tensa demais devido a preocupação com o bullying, as dores podem ser resultado de alguma agressão ou ela pode estar mentindo para evitar de ter de ir à escola.

Mudanças nos hábitos alimentares

Se a criança começar a comer mais, de forma compulsiva, ou então parou de comer, talvez seja porque ela está preocupada demais com o que vai acontecer na escola no dia seguinte.

Outra explicação é ela estar voltando para casa com muita fome, porque não tem se alimentado. Muitos agressores roubam o lanche de suas vítimas.

Medo generalizado

Muitas crianças passam a ter medo de tudo que envolva as pessoas. É como se estivesse com síndrome do pânico. Elas têm medo de ir à escola, pegar o ônibus, ir à clubes etc.

Aparência triste

Fique atento ao humor do seu filho, se ele está chateado com mais frequência, choroso ou até mesmo depressivo. Essa é a maneira dele expressar sua dor sem expressar palavras.

Começar a atacar outras crianças

Uma das consequências do bullying é que a vítima pode começar a descontar as agressões que sofre nos irmãos e amigos mais fracos. Elas se tornam mais agressivas e podem ser desobedientes com os pais.

Perda de interesse

Se seu filho era fascinado por algum assunto e subitamente passa a mostrar desinteresse nesse assunto, isso pode ser sinal de que ele está sofrendo algum tipo de agressão na escola.

Converse com ele sobre essa perda de interesse e fique atento à explicações desconexas e sem sentido.

Consequências do bullying

O bullying traz consequências ruins tanto para as vítimas dessa prática quanto para os agressores.

Diminuição da autoestima, dificuldades no aprendizado e na socialização, medo e até mesmo ansiedade e depressão podem ser consequências do bullying.

Em crianças mais novas, a prática pode causar atraso no desenvolvimento, queda no rendimento e até evasão escolar.

Entenda melhor as consequências para a vítima e para o agressor:

Vítima

As crianças e adolescentes que sofrem bullying frequentemente apresentam alterações no comportamento.

Alterações repentinas de humor, reclusão e falta de socialização são algumas dessas mudanças. Entre as consequências, estão quadros de depressão, ansiedade, abuso de substâncias e distúrbios alimentares.

Essas crianças e adolescentes também tendem a ficar doentes com mais frequência, pois a imunidade fica mais baixa. Em casos mais sérios, elas podem até mesmo ter pensamentos destrutivos ou suicidas.

É importante ressaltar que, ao notar esses sinais, a família deve conversar com a criança e identificar a origem do problema.

Caso a escola note esses comportamentos, os profissionais da instituição devem avisar os pais e também devem conversar com a criança.

Quanto mais cedo for detectada a prática de bullying, menores serão as consequências físicas e psicológicas. Dependendo da duração da prática, a gravidade das consequências psicológicas e emocionais pode exigir tratamento psicológico.

Agressor

Tão importante quanto olhar para a vítima do bullying, também é olhar para o agressor. As crianças e adolescentes que praticam o bullying normalmente possuem maior porcentagem de reprovação.

Em grande parte dos casos, as relações familiares dos agressores são desestabilizadas e podem servir de gatilho para a prática dessa violência.

Portanto, ao invés de simplesmente castigar o aluno, é necessário avaliar suas condições psicológicas, sua história e seu contexto para que a abordagem tenha maior eficácia.

Como combater o bullying?

Combater o bullying é uma tarefa difícil, mas necessária. Ao fazer isso, não estamos melhorando somente a vida da vítima, mas de todas as crianças, pois essa prática tem efeitos ruins sobre a sociedade.

Veja o que fazer:

Mantenha um diálogo aberto

Converse com o seu filho sobre o que constitui uma amizade saudável e vice-versa. Conversar com o seu filho sobre a sua vida social é uma ótima maneira de identificar casos precocemente.

Faça perguntas amplas, busque saber com quem eles lancharam na escola, o que fizeram no recreio, o que aconteceu no ônibus ou na hora de voltar para casa.

Esteja atento aos sinais

Muitas crianças não contam para ninguém que estão sofrendo bullying. Por essa razão, é importante estar atento aos sinais.

Inventar uma dor de cabeça ou dor de barriga para não ter que ir à escola e outros sinais como dificuldade de socializar e diminuição do rendimento acadêmico podem ser sinais de que algo não está certo.

Confira mais no tópico “Sinais de que a criança está sofrendo bullying”.

Ensine a criança sobre o bullying

É muito importante explicar à criança sobre o bullying em si e ensiná-la o quão errada e danosa essa prática é. Ou seja, a criança não deve considerar o bullying uma prática aceitável.

Isso inclui muito mais do que somente ensinar a sua criança a não bater, intimidar e xingar os coleguinhas.

Você deve incentivá-la a ter um pensamento crítico, para que ela possa entender que fazer piadas de mal gosto com o colega ou espalhar rumores sobre um colega também é uma prática de bullying.

Você também deve ensinar a sua criança a ser responsável nos ambientes online, justamente para evitar o cyberbullying.

Empodere seu filho

Forneça a seu filho ferramentas para lidar com o bullying. Ensiná-los a evitar o confronto e a falar com os superiores da escola é uma maneira de empoderá-los.

Você também deve ensinar seus filhos a denunciar o bullying quando eles o testemunharem.

Pesquisas mostram que a maioria das crianças se sente intimidada e sem poder quando vê outra pessoa sofrendo uma agressão.

Ajude seu filho a entender que ele existe maneira de lidar com essa situação e sair dela.

Também o ensine a ter empatia pelos colegas, para que, ao presenciar uma situação de bullying, ele tenha forças suficientes para combatê-la.

Se envolva com a escola

É importante saber como a escola em que seu filho estuda lida com casos de bullying. Não somente com quem conversar caso algo aconteça, mas também para tomar medidas necessárias nesses casos.

Denuncie

Se você souber de casos de bullying, seja com o seu filho ou com o filho dos outros, denuncie.

Muitas vezes, os pais da criança que está sofrendo essas agressões não sabem o que está acontecendo e é seu dever informá-los e à escola sobre isso.

Isso não é só por uma questão moral, mas porque o bullying prejudica todo o ambiente escolar.

Seu filho pode não estar sofrendo essas agressões, mas pode ser afetado por essas atitudes também.

Lei do bullying

Desde 2016, entrou em vigor a Lei Nº 13.185, ou “Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying)”, que determina que escolas e clubes adotem medidas de combate e prevenção às agressões.

De acordo com o documento, “considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.”

O texto também considera as agressões decorrentes do ambiente virtual, o chamado cyberbullying.

Às instituições de ensino, cabe, além de prevenir e combater as práticas, realizar campanhas de conscientização, capacitar educadores e profissionais, oferecer assistência às vítimas e agressores, entre outros.

Bullying é crime?

Essa questão é complicada. É considerada crime uma conduta cuja realização é prevista como uma infração na legislação brasileira. Por essa razão, o bullying só poderia ser considerado um crime se sua ação fosse prevista na lei.

Nesse sentido, não existe nenhum dispositivo penal que especifique o bullying como algo passível de pena.

Contudo, a prática de bullying pode envolver diversos tipos de agressão psicológica, física, além de coerção. Essas práticas, por sua vez, são consideradas infrações específicas.

Simplificando, não existe “crime de bullying”, contudo, as ações praticadas no bullying podem ser consideradas infrações no código penal e, portanto, é possível buscar legalmente por punições.

Dependendo do tipo de agressão praticada, as penas podem leves ou então até mesmo levar à prisão com duração possível de 3 anos.

Como denunciar?

Como o bullying não é tipificado como crime no Brasil, muitas pessoas podem acreditar que não há muito o que se fazer para denunciar a prática.

Entretanto, cada caso de bullying pode ser levado em consideração como caso de polícia, especialmente aqueles que envolvem coerção e agressões físicas e verbais.

Existem penas para essas práticas e possível denunciá-las. Veja como fazer:

Disque 100

O Disque Direitos Humanos é um serviço gratuito com atendimento 24 horas, em que você pode reportar a prática de bullying.

Colete provas

A vítima do bullying deve recolher provas e testemunhas de que as agressões ocorreram antes de levar o caso às autoridades, sejam elas policiais ou da instituição onde as agressões ocorreram.

Serviços de ajuda

Existem diversos serviços especializados no combate ao bullying e ao cyberbullying. Dentre eles, podemos destacar o trabalho do Instituto Abrace e o do SaferNet. Lá você pode denunciar abusos e ser orientado de como agir para manter-se seguro.


Hoje você aprendeu mais sobre o bullying e como ele pode impactar a vida das crianças e adolescentes de maneira muito problemática.

Compartilhe este texto para que mais pessoas se conscientizem dessa situação!


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