Esofagite (erosiva, eosinofílica e de refluxo): o que é e sintomas

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O que é esofagite?

A esofagite é uma inflamação do esôfago (canal que conduz o alimento até o estômago). Quando não diagnosticada e tratada precocemente, causa alterações em sua estrutura, bem como em sua função.

Dentre os sintomas que podem caracterizar a condição está uma dor no peito referente à azia gerada pelos problemas de deglutição que são causados. Ela afeta, em grande parte dos casos, pessoas na faixa dos 55 anos de idade ou mais.

Índice — neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é esofagite?
  2. Causas e tipos
  3. Graus da esofagite
  4. Fatores de risco
  5. Sintomas
  6. Como a esofagite é diagnosticada?
  7. Esofagite tem cura? Qual o tratamento?
  8. Complicações e Prognóstico
  9. Como prevenir a esofagite

Causas e tipos de esofagite

Um caso de esofagite pode ser causado por dois fatores: uma infecção ou uma irritação na região do músculo do local. Essas irritações causadoras podem ser de diferentes naturezas, desde alergia a alguns tipos de alimentos até por conta de presença da Doença por Refluxo Gastroesofágico. Já as infecções podem ser desenvolvidas por patógenos, como o Candida ou o Herpes.

Esofagite por infecção

A simples presença de uma bactéria, um vírus ou um fungo pode ocasionar uma esofagite. Casos de esofagite por infecção são extremamente raros e normalmente ocorrem em pessoas que possuem o seu sistema imunológico enfraquecido devido a alguma outra doença, como a AIDS (HIV) ou algum tipo de câncer.

Normalmente, uma infecção no esôfago ocorre devido a um fungo já presente na boca, o Candida albicans, porém pode ser desenvolvido por diversos outros tipos de agentes infecciosos.

Esofagite por irritação

Mais de um fator pode desenvolver uma esofagite, pois basta uma pequena irritação para a inflamação aparecer na região do esôfago. Irritações que normalmente levam a um caso de esofagite podem ser devidas a:

  • Doença por Refluxo Gastroesofágico (DRGE);
  • Vômitos;
  • Cirurgia;
  • Alergia a determinados alimentos;
  • Uso de anti-inflamatórios;
  • Ingerir um comprimido relativamente grande com pouca ou nenhuma água;
  • Hérnias, principalmente a de hiato;
  • Engolir uma substância tóxica;
  • Lesão por radiação que pode ocorrer por conta de tratamentos para câncer.

Confira abaixo as classificações que a esofagite pode ter devido a esses agentes irritantes.

Esofagite de refluxo

Ao fim do esôfago, uma estrutura semelhante a uma válvula, chamada esfíncter, se faz presente. O esfíncter possui a função de manter o conteúdo ácido do estômago dentro dele, porém, quando não consegue permanecer fechado, o conteúdo retorna ao esôfago (refluxo gastroesofágico).

Quando essa situação se dá de forma recorrente, a condição passa a ser chamada de Doença por Refluxo Gastroesofágico, que possui, por sua vez, uma inflamação crônica no tecido do esôfago como complicação.

Esofagite eosinofílica

A esofagite eosinofílica acontece por conta da grande quantidade de glóbulos brancos presentes na região, provavelmente em resposta a algum alérgeno ou refluxo ácido que tenha acontecido.

A principal causa de grande parte dos casos desse tipo de esofagite é alguma alergia a determinados alimentos, como leite, trigo ou amendoim. Porém, essas alergias podem ser advindas de outros itens que não alimentares, como o pólen ou alguma substância tóxica.

Esofagite induzida por medicamentos

Diversos são os medicamentos que podem desencadear uma esofagite. Isso se deve ao fato da permanência do produto em contato com o revestimento do esôfago por muito tempo.

Um exemplo nítido disso é a ingestão de um comprimido com pouca ou nenhuma água, o que pode ocasionar a entalação do mesmo no esôfago, gerando, assim, a inflamação característica da doença.

Graus da esofagite

A esofagite pode ser classificada em diferentes graus, o que irá depender da severidade de cada caso. Atualmente, há dois tipos de sistema que pode fazer essa avaliação: o de Savary-Miller e o Sistema de Classificação Los Angeles.

Savary-Miller

O sistema de Savary-Miller classifica a esofagite em quatro graus distintos (de I a IV):

  • Grau I: uma ou mais manchas avermelhadas não confluentes, com ou sem exsudato (líquido produzido em reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos).
  • Grau II: lesões erosivas e exsudativas que podem ser confluentes, mas não circunferenciais.
  • Grau III: erosões circunferenciais cobertas por exsudatos hemorrágicos e pseudomembranosos.
  • Grau IV: presença de complicações crônicas, como úlceras profundas.

Sistema de Classificação Los Angeles

Esse sistema também classifica a esofagite em quatro graus diferentes (de A a D):

  • Grau A: uma (ou mais) ruptura não superior a 5mm que não se estende entre as partes superiores de duas dobras da mucosa.
  • Grau B: uma (ou mais) ruptura com mais de 5mm que não se estende entre as partes superiores de duas dobras da mucosa.
  • Grau C: uma (ou mais) ruptura contínua entre os topos de duas ou mais dobras da mucosa. Envolvem menos de 75% da circunferência.
  • Grau D: uma (ou mais) ruptura que envolve, no mínimo, 75% da circunferência do esôfago.

Fatores de risco

Os fatores de risco que podem facilitar o desenvolvimento de uma esofagite irá depender muito do tipo da doença que desenvolveu. Confira os principais abaixo:

Esofagite de refluxo

O refluxo gastroesofágico pode ser desencadeado pelas seguintes práticas:

  • Deitar-se imediatamente após comer;
  • Fazer refeições com alta taxa de gordura e em grande quantidade;
  • Consumir alguns fatores dietéticos, como excesso de álcool, cafeína e chocolate.

Esofagite eosinofílica

Fatores de risco para esse tipo de esofagite podem ser:

Esofagite induzida por medicamentos

Grande parte dos fatores de risco de uma esofagite induzida por medicamentos é devida de problemas que impedem a passagem rápida e completa de um comprimido pelo esôfago. Esses fatores podem ser:

  • Engolir um comprimido com pouca ou nenhuma água;
  • Tomar medicamentos enquanto está deitado;
  • Tomar medicamentos logo antes de dormir, pois a produção de saliva é menor, o que impede a deglutição completa do fármaco;
  • Comprimidos grandes ou de formas exóticas;
  • Idade mais avançada, possivelmente pelas alterações relacionadas à idade no músculo do esôfago ou à produção menor de saliva.

Esofagite infecciosa

Esse tipo de esofagite normalmente está associado a medicamentos ou certas doenças, como o diabetes. Outras causas, porém, podem estar relacionadas com a baixa imunidade do indivíduo, causada, muitas vezes, pelo vírus HIV ou certos cânceres. O tratamento para câncer também é um alto fator de risco para enfraquecer o sistema imunológico.

Sintomas da esofagite

Os sintomas da esofagite são, muitas vezes, semelhantes aos do refluxo gastroesofágico, porém um pouco mais intensos. Além desses, pode ser que outros sintomas venham a aparecer, como dificuldade na deglutição e mau hálito.

Sintomas semelhantes ao refluxo gastroesofágico

Entre esses sintomas, estão:

  • Azia, que começa na altura do estômago e pode atingir a garganta;
  • Dor no peito, às vezes tão intensa que chega a ser confundida com a dor da angina ou do infarto;
  • Dor nas costas (dorsalgia), irradiada da dor no peito.

Demais sintomas

Além dos sintomas já citados, pode haver a presença de outros, tais como:

  • Disfagia (dificuldade para engolir);
  • Sangue nos vômitos e fezes, quando a inflamação é mais acentuada;
  • Gosto amargo na boca;
  • Mau hálito;
  • Rouquidão;
  • Dor de garganta;
  • Tosse.

Sintomas em crianças

Muitas vezes, crianças pequenas não conseguem explicar exatamente o que sentem quando estão com dor. Portanto, fique atento em dois sinais que elas podem apresentar em caso de esofagite:

  • Dificuldade em se alimentar;
  • Problemas de crescimento, devido à dificuldade na alimentação.

Como a esofagite é diagnosticada?

O médico especialista que cuida da parte digestiva de nosso organismo chama-se gastroenterologista. Portanto, será com ele que o diagnóstico e tratamento para esofagite serão realizados.

Há dois tipos de exames que podem ser realizados a fim de detectar alterações no esôfago e, assim, diagnosticar de forma precisa a inflamação nele. Veja:

Raio-X de bário

Para esse exame, o paciente ingere uma solução que contém composto de bário ou toma uma pílula que seja revestida com o elemento, o qual irá tornar o revestimento do esôfago e do estômago visíveis. Com isso feito, as imagens que surgirão podem ajudar a identificar quaisquer alterações na estrutura, desde estreitamento até tumores ou outras anormalidades.

Endoscopia

Durante uma endoscopia, o médico insere um tubo longo e fino, equipado por uma câmera bem pequena, por dentro de sua garganta. Com esse instrumento, o especialista terá como ver algum tipo de alteração no músculo do esôfago, bem como coletar algumas amostras para análise (biópsia) do tecido lesionado.

A biópsia normalmente é realizada para:

  • Diagnosticar uma infecção bacteriana, viral ou fúngica;
  • Determinar a quantidade de glóbulos brancos relacionados à alergia possivelmente causada;
  • Identificar células anormais que indicam câncer de esôfago ou alterações pré-cancerosas.

Esofagite tem cura? Qual o tratamento?

Para que a cura da esofagite seja alcançada, é preciso que ela seja diagnosticada e tratada corretamente o quanto antes. No caso do tratamento, é preciso, primeiro, descobrir o que causou a doença. Feito isso, o passo a passo para tratar a inflamação torna-se mais simples e direto.

Esofagite de refluxo

Para esse tipo de esofagite, os seguintes tratamentos podem ser indicados:

Medicamentos que controlam a acidez

Dentre esses medicamentos, você pode fazer uso dos seguintes:

Medicamentos por prescrição médica

Dependendo do seu caso de esofagite, o médico poderá receitar outros tipos de medicamentos para o seu tratamento:

Cirurgia

Caso nenhum dos tratamentos anteriores surta efeito no paciente, a cirurgia poderá ser indicada. Nela, uma parte do esôfago é enrolada em volta do esfíncter, fortalecendo-o e garantindo a sua função retomada.

Esofagite eosinofílica

Como esse tipo de esofagite é causado por reações alérgicas, os melhores meios de tratamento são:

Inibidores da bomba de protões

Alguns medicamentos poderão ser indicados pelo médico, como:

Esteróides tópicos ingeridos

Normalmente utilizados no controle da asma, esses esteróides são inalados e atuam diretamente nas vias aéreas. Esse tipo de administração (inalação) possui menos chances de desencadear efeitos colaterais graves comparado com a ingestão de pílulas de esteróides orais.

Dieta de eliminação de alimentos

Se a causa da reação alérgica for um alimento, a sua eliminação da dieta é fundamental. Porém, se não há o conhecimento de qual alimento, especificamente, causa a esofagite, um teste deverá ser realizado.

Esse teste consiste em tirar, de uma só vez, os alimentos alérgenos de sua dieta. Então, aos poucos, esses alimentos vão sendo readicionados na dieta. Ao aparecimento de qualquer sinal de alergia, retira-se o alimento novamente.

Esofagite induzida por medicamento

Para evitar o desenvolvimento de um problema maior relacionado à ingestão de medicamentos, o médico poderá recomendar os seguintes itens:

  • Fazer uso de um medicamento que seja menos provável de causar esofagite;
  • Tomar o medicamento na versão líquida, quando possível;
  • Beber um copo de água inteiro quando for tomar o medicamento;
  • Ficar sentado ou em pé, por pelo menos, 30 minutos após a ingestão do medicamento.

Esofagite infecciosa

O médico irá prescrever a medicação adequada para tratar a infecção causadora da esofagite. Dentre as opções, esse medicamento poderá ser um antibiótico, antiviral ou antifúngico.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tratamento alternativo

Não há comprovação alguma de que estes tratamentos alternativos possuem alguma eficácia perante o tratamento. Porém, quando utilizados de maneira conjunta aos tratamentos médicos, podem aliviar alguns dos sintomas da doença.

Remédios herbais

Utilizados normalmente para aliviar os sintomas do refluxo gastroesofágico, os remédios herbais incluem alcaçuz, camomila e olmo escorregadia. Alguns desses remédios podem causar efeitos colaterais relevantes e, também, fazer interação com algum tipo de medicamento. Portanto, sempre consulte o seu médico antes de fazer uso de qualquer tipo de remédio.

Terapias relaxantes

Algumas técnicas são super eficientes para aliviar o estresse e a ansiedade, o que, por sua vez, podem reduzir os sintomas de azia e refluxo.

Acupuntura

Alguns pacientes que passaram por uma esofagite afirmam que fazer acupuntura pode ajudar com regurgitação e azia, porém não há nenhum estudo que comprove de fato isso.

Chás e sucos

Alguns líquidos, por conta da natureza de seus ingredientes, servem como antiácidos naturais. São eles:

  • Chá de alface;
  • Chá de batata;
  • Suco de melão.

Complicações e Prognóstico

O prognóstico da doença depende muito de como ela foi tratada e do quanto o paciente colaborou para que a administração fosse a melhor possível. No entanto, a maioria dos pacientes melhoram com o tratamento imposto pelo médico e se recuperam em torno de três a cinco dias.

Quando não tratada corretamente, a esofagite pode causar algumas complicações graves, como estas descritas abaixo.

Esôfago de Barret

Essa complicação é devida à Doença por Refluxo Gastroesofágico crônica e é caracterizada pela mudança das células que alinham o fundo do esôfago. Devido ao refluxo, essas células se irritam, podendo causar, até mesmo, um câncer de esôfago.

Estenose esofágica

A estenose é o estreitamento do esôfago, tornando a passagem de alimentos e bebidas muito mais difícil. Nesse caso, a comida pode ficar presa na região.

Anéis esofágicos

Um anel de tecido no interior do esôfago (parte inferior) se desenvolve, estreitando a passagem e bloqueando, parcialmente, a região.

Como prevenir a esofagite?

Para prevenir o desenvolvimento de uma esofagite, algumas dicas são válidas de seguir durante o seu dia a dia:

  • Evitar comidas que podem causar um refluxo;
  • Tenha bons hábitos referentes à ingestão de medicamentos;
  • Perca peso;
  • Pare de fumar, caso o faça;
  • Evite certos tipos de medicamentos, como analgésicos e antibióticos, caso tenha uma ampliação do átrio (parte superior esquerda do coração) ou após uma cirurgia cardíaca;
  • Evite se inclinar ou dobrar, principalmente após comer;
  • Evite se deitar logo após comer;
  • Levante a cabeceira de sua cama em 15 a 20 cm para evitar o refluxo enquanto estiver dormindo.

A esofagite, por mais que aconteça mais frequentemente em pessoas com 55 anos ou mais, é uma doença que acarreta qualquer idade e possui diversas causas. Compartilhe esse texto com seus familiares e amigos para que mais pessoas tenham acesso às informações!

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31 Comentários

  1. Eu já há meses que tenho sentido azia todos os dias, e refluxo a cada vez que bebo ou como qualquer coisa, inclusive água. No entanto decidi ir ao médico, já farta desta tortura diária que muitas vezes se tornava tão insuportável ao ponto de me virem lágrimas aos olhos com a queimação do ácido, e este disse-me que eu tinha gastrite e esofagite, e possivelmente mais algo que iremos ver adiante. Porém não se deu ao trabalho de explicar o que era esofagite (embora eu também me tenha esquecido de perguntar), e este site ajudou-me bastante a entender o que é. Finalmente percebi porque havia dias que acordava sem voz, nunca me passou pela cabeça que fosse da azia, ou que as dores que sinto nas costas tivessem a ter com isso também. Por isso agradeço bastante ao quão esclerecedores que foram, ajudaram-me bastante também a entender outras coisas a ver com a esofagia e espero vir a melhorar, agora que sei o que é.

  2. Gente eu tenho grau moderado , quando estou em crise a dor é insuportavel, a minha se concentra na garganta e doi todo o maxilar, analgesico nenhum faz efeito , é um pesadelo

    gostaria de encontrar uma cura natural pra isso

  3. BN,fiz endoscopia e deu o grau de Los Angeles A, médico receitou pantoprazol de 40 Mg por 3 meses e depois tomar dia sim é dia não por mais 3 meses, depois para eu voltar para nova consulta,deitar após 3 horas após refeição, não usar antiflamatorios não hormonais, café, cigarro, refrigerante, cerveja,etc.

    • Também tenho esofagite. Já fiz a cirurgia de refluxo e apesar de incômoda para quem é disciplinado na alimentação ela é muito eficaz, mais a mudança nos hábitos alimentares é o mais importante. Vamos juntas nos conscientizar disso!

  4. Eu fiz hoje uma endoscopia Onde deu o esofagite erosiva a de los Angeles . Tinha feito o tratamento tinha terminado a 15 dias hoje , repeti o exame e deu isso fiquei sem saber.

  5. Pessoal eu descobri que tenho em 2015 pela endoscopia hernia de hiato,gastrite.refluxo e esofagite..aff foi uma mudança de habitos na minha vida..porém o ser humano volta a ser ou esquecer quando dá uma melhora…porém ontem dia 23/05/2018 fiz outra endoscopia e deu esofagite Los Angeles C…e gastrite erosiva moderada…mas puxa piorei ..e a esofagite requer mais cuidados severos…e o meu convenio do hospital daqui é fresco e nao curte entre aspas cirurgia….pois tomo todo medicamento todo santo dia…afff…

  6. Gostei muito do exposto. Tenho esofagite há anos. Estou em tratamento médico. Passo bem e espero sarar. Parabéns pele que foi dito. Bate com o que meu médico diz.

  7. Boa tarde, fui diagnosticada com hernia Hietal, gastrite e esofagite. Meu medico disse que eu devia fazer um acompanhamento e todo mês retornar a consulta. Tomando 2 medicamentos. Só que fazem uns 3 meses que não vou ao medico, e por questões financeiras também não estou tomando os medicamentos, porém as dores voltaram, as queimações. Gostaria de saber qual o agravante das doenças caso não forem tratadas, pode piorar???? Pretendo retomar o tratamento assim que minhas condições financeiras melhorarem!

    • Olá Daniele.

      A falta de tratamento dessas condições pode trazer complicações, mas apenas o médico pode dizer quais são essas consequências. O ideal é retornar ao tratamento assim que possível.

      Boa sorte, Daniele!

    • Ola Daniele!
      há cerca de 20 anos também me detectaram hérnia do hiato, esofagite de refluxo, gastrite e ulcera. Andei cerca de 10 anos sem qualquer sintoma e fazia uma vida e alimentação normal, agora comecei a ter dores de estômago, repeti a endoscopia e foi detectado o esófago de barret. e me arrependo de nao ter tomado todos os cuidados que deveria ter tomado para evitar esta situação.
      cuida-te, pois há sempre dias piores.

  8. Boa tarde, eu fiz exame da endoscopia e deu que estou com esofagite grau D de Los Angeles. O médico me passou um remédio novo que esta no mercado, mas eu li a bula e ele da várias reações para tomar durante dois meses. O nome dele é dexlansoprazol 60mg. Posso tomar sem medo?

    • Olá Tiago,

      Você deve confiar que seu médico está passando o tratamento certo, pois ele estudou anos e aprendeu muita coisa para poder te ajudar nesses momentos. Por mais que hajam efeitos colaterais, isso é normal e todo medicamento tem. Nem todas as pessoas apresentam esses efeitos e, muitas vezes, eles são bem contornáveis, ou seja, nada que vá atrapalhar mais do que ajudar.

      Caso você venha a desenvolver reações graves ao medicamento, você deve voltar ao médico e relatar esses problemas. Assim, ele irá procurar outro tratamento que seja adequado para você.

  9. Fui diagnostica em 2016 com esofagite grau A Los Angeles, e tive a orientação de fazer dieta, cortar alguns hábitos (bebida alcoólica, café, chocolate, frituras, presunto, mortadela, frutas ácidas (laranja, abacaxi, maracujá etc).
    Fiz a mudança nos hábitos, e tratei com pantoprazol 40mg (2 ao dia) e domperidona (30min antes das refeições).
    Só que… não permaneci no tratamento no tempo indicado pela minha gastro. Assim que fiquei boa, voltei aos velhos hábitos e um ano depois… volta tudo!
    Claro. Culpa toda minha.
    Retornei a médica, ganhei um sábio sermão e retomei o tratamento… Estou quase completando os 03 meses e me sinto plenamente curada…
    Quando completar o prazo para uso dos medicamentos irei fazer minha endoscopia para apenas confirmar as melhoras.
    Super indico manter a calma, o equilíbrio e a preserverar no seu objetivo.

    • Também fui diagnosticada com grau a de los angeles! Cortei esses e outros alimentos durante o tratamento porém depois comecei a ingerir novamente! A questão que é praticamente impossível “cortar” tudo que devemos. O que venho fazendo há uns dois anos é ingerir, contudo, em porções menores todos os alimentos “proibidos” e são raras as vezes que sinto dor. Só quando abuso mesmo. Acredito que nunca mais consumir esses alimentos é praticamente impossível, tendo-se em vista que a lista é imensa e engloba praticamente todas as frutas, temperos e etc … Enfim, diminui e está surtindo efeito.

  10. Excelente e esclarecedor.

    Em duas endoscopias, a primeira, realizada 5 anos antes, acusou Esofagite Grau B de Los Angeles. A segunda, há um ano atrás, demonstrou que a Esofagite se desenvolveu para o grau C. Por incrível que pareça, só acuso dois dos sintomas assinalados no artigo: Gosto amargo na boca e mau hálito. Talvez inclua um terceiro, que é a tosse involuntária. Não sempre. Uma tosse que entendo por comprimir o tórax quando deitado e em razão do peso excessivo. Não sinto dores ou refluxo (ao menos não percebo) em que pese o exame ter acusado uma pequena hérnia de hiato, creio que igualmente por estar bem acima do peso.

    Não sei a causa, pois não fui buscar o resultado da biópsia, achando apenas que tinha o objetivo único de averiguação acerca da presenta ou não de câncer (santa ignorância a minha). Posso, agora, presumir, após atenta leitura deste artigo. Está a resposta no meu estilo de vida. Maus hábitos alimentares, peso descontrolado, vida agitada, estresse etc. Associado à dieta inadequada, a cervejinha dos finais de semana e cigarro (apesar de que este apenas quando acompanhado da bebida).

    Além de tudo, confesso que fiz uso de muitos fármacos (anti-inflamatórios e antibióticos). Bem verdade, este último, há muito tempo não o uso. Friso, todavia que até tenho até uma saúde relativamente razoável, apesar dos meus maus hábitos. Exames com taxas dentro da normalidade (PA, batimentos cardíacos, níveis de colesterol – Total 227, sendo que o bom (HDL) está dentro da normalidade -, glicemia (93). Triglicérides abaixo de 150 etc). O anti-inflamatório, infelizmente ainda fazendo uso com certa frequência, por conta de contusões no joelho e dores musculares. Que eu conheça, além da briga com a balança, tenho níveis altos de ácido úrico, que nem sei se há relação com tudo isso.

    Não percebo o refluxo, exceto quando como exageradamente e, em seguida, me deito. Não tenho dores, azia ou mal estar. Sinto que, se ficar tenso com alguma situação, por exemplo, receio que meu interlocutor perceba o mau hálito, aí é que vem lá de dentro. Eu sinto.

    Jamais fiz tratamento para a esofagite porque estava triste imaginando que seria muito difícil. Mas agora, após ver esse artigo, me encho de esperança de resolver isso.

    A partir de 2015, passei a me cuidar mais, modifiquei alguns hábitos alimentares, reiniciei a prática de exercícios físicos (corrida de rua) e já diminuí cerca de 25% do peso corporal (De 140 para 107). Ainda estou acima do peso, pois tenho apenas 1,72 e idade 58 anos. As taxas continuam boas, com exceção do ácido úrico. Mas, como sempre uma coisa boa nunca vem de graça, com a prática esportiva, algumas contusões que me induzem o uso do anti-inflamatório. Continuo a acidez e, consequentemente, a esofagite deve estar se desenvolvendo ainda mais.

    Vou buscar logo ajuda médica para tentar resolver de vez isso. Me encho de esperanças novamente.

    Bom

  11. gostei muito deste esclarecimento estou a tomar esomeprasol já a algum tempo mas agora tenho piorado estou com muito refluxo no esofago e ardor parece queimar quando como e também dor nas costas não sabia que fazia parte do mesmo . ainda bem que criaram esse site para nos esclarecer um bem haja

  12. Muito bom o site realmente, gratidão !
    Vi que devemos evitar frutas ácidas, eu estou tomando em jejum limão com água (porque me disseram ser saudável ) seria o caso de suspender também este limão em jejum?
    Fui diagnosticado com esofagite Grau A.

    • Olá Cidinha,

      O limão é ácido e, apesar do que muitas pessoas dizem, ele não é capaz de equilibrar os ácidos do estômago. Em pessoas sem problemas no esôfago, a água com limão pode até ser saudável, mas para pessoas com problemas de acidez, seria melhor procurar outras alternativas com nutrientes parecidos e evitar a acidez do limão.

      • O Limão só é acido na boca ao chegar ao estomago se torna alcalino, diminuindo a concentração do acido, tenho feito uso constante do limão, é um “santo remédio” para quem tem Esofagite, os “zois” para o meu problema não faz efeito nenhum, a Ranitidina, bloqueia a produção do acido, mas no meu caso o acido e a gosma se concentra no esófago, aperta, causando dores no esófago e na costas, tenho de provocar tosse e vomito para regurgitar a espuma acumulada e aliviar o esófago, e só obtenho sucesso com limão.

  13. gostei muito,voces esclareceram muitas duvidas.pois venho sofrendo a muito tempo com estes problemas.os medicos não explica muita coisa pra gente. so sabe passar remédios que muitas vezes nao funcionam. muito obrigado .

    • Realmente estes remédios não funciona mesmo, já fiz todos os exames, tomei todos os remédios e o problema continua, meu médico não acha boa ideia me operar no momento, acha que a cirurgia vai comprometer o esófago..insiste na continuidade da medicação. A Otorrino descarta “câncer e meu Médico também”, Apesar de ser Alérgico ainda não relacionaram o meu problema com alergia. Hoje toda a minha alimentação é processada, raro frutas e alguns legumes, falam para não comer bolachas, mas não tenho dificuldade de engolir se comer bebendo chá branco, abortei o café e chá preto. Receita para dormir : Um dedo de suco de limão, num copo com dois dedos de água, mais uma colher de chá de mel, mais três gotas de própolis..

  14. Eu fiz endoscopia, na primeira vez a minha esofagite era Grau B tomei pantoprazol e ao refazer o exame estava em GRAU A, finalizei o tratamento, mas estou sentindo dores todos os dias. Essa semana terei que retornar ao médico. Não sei mais o que fazer para sarar.

    • Olá Ana,

      Primeiramente, saiba que você não está sozinha. A esofagite atinge muitas pessoas e nem sempre é muito claro o que se pode fazer. Nem todos os medicamentos são eficazes para todas as pessoas. Existem diversos antiácidos no mercado e seria bom que você pedisse uma segunda opinião em outro médico, já que você continua sentindo dores.

  15. Obrigado por poder esclarecer, foi mais proveitoso do que o próprio medico que fui , que não me explicou praticamente nada , só me mandou tomar o medicamento por três meses ( Lansolprazol) e disse que eu não precisava voltar , pois a dois dias que vou dormir e amanheço sem voz como quem queimou a garganta e só pesquisando aqui foi que descobri que foi o o refluxo que voltou quando eu estava dormindo e com o esclarecimento que tive desse site, ontem eu levantei a travesseira da cama e já amanheci melhor, só estou ainda rouca mais pra vista do que eu estava minha voz nem saia e eu tinha uma sensação de algo preso na garganta , mais estou melhor Graças a Deus e a esses esclarecimento, Deus abençoe e continue ajudando as pessoas , pois alguns médicos se negam da dar esclarecimento , só olham pra o paciente , passa o remédio e os manda ir pra casa , não sei pra que uma criatura dessa estudou e é porque é na rede particular , nem publica foi , sei que vou ter que procurar outro gastro e tomara que eu tenha mais sorte dessa vez ,obrigado por esse saite existir , pois fiz exames até de coração achando que era algo, pq eu sentia dores abaixo do peito esquerdo achando que ia infartar , e falei ao medico e ele não me disse nada mesmo tendo os exames nas mãos e a endoscopia com o resultado de Esofagite erosiva , apenas me passou e lansoprazol e disse que em tres mese eu estaria boa, engano dele , pois até eu descobrir que estava tendo refluxo e a noite ao dormir , só depois de ler aqui , DEUS ABENÇOE VC QUE ESCREVEU ESSAS EXPLICAÇÕES E CRIOU ESSE SITE.

    • Oi Ana, tudo bem? Poxa, que pena que você teve o azar de encontrar um profissional assim :(. Ficamos muito felizes com o seu comentário e ainda mais por termos conseguido te ajudar. Estamos todos torcendo aqui para que você fique 100% e encontre um médico que te trate bem e esclareça todas as suas dúvidas.

      Se precisar de algo, estamos aqui! <3

      • Esclarecimento maravilhoso, tenho Esofagite Erosiva de Refluxo grau B de Los Angeles é muito ruim os sintomas estou em tratamento mas sinto muito incômodo e tudo que foi falado é exatamente o que sinto inclusive essa dor que pode ser confundida com infarto.

  16. Muito esclarecedor este artigo.., me deixou sabido a me previnir e a cuidar de mais um probleminha que pode pode nos afetar no nosso dia-a-dia.

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