Redação (Minuto Saudável)
22/03/2019 08:06

Escarlatina (doença): o que é, sintomas (febre), fotos, tratamento

Comum em crianças entre 5 e 15 anos, a escarlatina é uma doença que, se não tratada, pode trazer complicações graves para a saúde, como problemas no rim e no coração.

A condição é contagiosa e se espalha principalmente em locais fechados e com bastante circulação, como transporte público, escolas e ambientes de trabalho.

Saiba mais sobre essa doença e como se prevenir dela no texto a seguir!

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é escarlatina?
  2. Causa: qual a bactéria da escarlatina?
  3. Transmissão: é contagiosa?
  4. Grupos de risco
  5. Sintomas
  6. Fotos
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Tem cura?
  9. Qual o tratamento?
  10. Medicamentos
  11. Remédios caseiros
  12. Como cuidar do bebê ou criança com escarlatina?
  13. Escarlatina na gravidez
  14. Convivendo
  15. Prognóstico
  16. Complicações
  17. Como prevenir a escarlatina
  18. Perguntas frequentes

O que é escarlatina?

A escarlatina é uma doença causada por uma bactéria chamada Streptococcus pyogenes. Ela acomete normalmente pessoas que têm faringite estreptocócica, uma doença caracterizada por inflamação da garganta ocasionada por conta do Streptococcus.

No caso da escarlatina, o Streptococcus é responsável pela produção de uma substância que ocasiona respostas inflamatórias no organismo, causando os sintomas clássicos da doença.

Dentre os sintomas mais característicos, podemos citar o surgimento de erupções cutâneas avermelhadas e ásperas que cobrem boa parte do corpo.

Além disso, um tipo de palidez seguida de descamação e vermelhidão na pele em volta da boca e na língua, com o aparecimento de pequenos pontos vermelhos no fundo do céu da boca, também são comuns.

Na maior parte dos casos, esses e outros sintomas também são acompanhados de faringite e febre alta.

A escarlatina é mais comum em crianças entre 5 e 15 anos de idade. Isso porque as crianças ainda não desenvolveram anticorpos protetores que protegem contra as toxinas liberadas pelo Streptococcus.

Normalmente, após os 10 anos de idade, cerca de 80% das crianças já desenvolveu esses anticorpos e têm menos chances de manifestar a doença.

Contudo, é preciso ter a noção de que não são todos os Streptococcus que produzem a toxina responsável pela escarlatina. Além disso, nem todas as crianças são sensíveis a essa toxina.

Crianças contaminadas pelo Streptococcus e que vivem na mesma casa podem desenvolver a doença de formas diferentes, pois cada uma pode reagir à toxina de uma forma, ou mesmo não reagir a ela.

Embora já tenha sido considerada uma condição grave, com a evolução dos tratamentos com antibióticos, ela se tornou menos perigosa.

Ainda assim, se não for tratada, pode resultar em condições mais sérias, afetando o coração, rins e outras partes do corpo.

Essa doença pode ser encontrada na Classificação Internacional de Doenças, o CID-10, através do código A38.

Causa: qual a bactéria da escarlatina?

A escarlatina é causada por toxinas produzidas pela bactéria Streptococcus pyogenes (ou simplesmente Estreptococo beta hemolítico do grupo A), que causam inflamações na pele e na garganta. Com o tempo, o corpo humano desenvolve imunidade à bactéria, por isso, a doença tende a atingir mais crianças do que adultos.

Um reservatório natural para o Streptococcus é a pele do ser humano, sendo que essa essa bactéria comumente causa infecções na garganta, mais especificamente a faringite estreptocócica, que causa inflamação e dor na garganta.

Normalmente, essa doença acaba acometendo primeiramente crianças que apresentam feridas ou queimaduras infectadas pelo Streptococcus ou por conta de infecções no trato respiratório superior também causadas pela mesma bactéria, como o caso da faringite estreptocócica.

Outras bactérias que também podem causar a escarlatina são o Staphylococcus aureus, o Haemophilus influenzae e algumas espécies de Clostridium.

Esses agentes infecciosos são transmitidos de pessoa para pessoa por meio de gotículas de água expelidas quando um paciente infectado tosse ou espirra.

O período de incubação (o tempo entre o momento da exposição e o começo dos sintomas) é de, normalmente, 2 a 4 dias.

Transmissão: é contagiosa?

A escarlatina é transmitida através de fluidos da boca e do nariz. Quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, a bactéria pode se espalhar pelo ar em gotículas de água.

A transmissão acontece efetivamente quando outra pessoa saudável inala o ar ou toca em superfícies onde as gotículas estão. Por exemplo, ao tocar uma maçaneta e depois levar a mão à boca ou ao nariz.

Por essa razão, o Streptococcus pyogenes se espalha com maior facilidade em ambientes fechados e onde as pessoas entram em contato próximo, como escolas, ambientes de trabalho, em casa e no transporte público.

Tocar a pele de uma pessoa infectada também, dividir toalhas de banho, roupas e roupas de cama também aumenta o risco de transmissão.

Quando a pessoa com escarlatina não é tratada, ela pode continuar espalhando a bactéria por diversas semanas, mesmo depois dos sintomas terem desaparecido.

Além disso, alguns indivíduos não reagem à infecção, ou seja, não apresentam nenhum sintoma, mas são portadores da doença.

Por isso, ainda podem transmitir a bactéria para outras pessoas. Isso faz com que seja difícil saber se você foi ou não exposto.

Embora menos comum, é possível ocorrer a transmissão por meio do consumo de comida contaminada com Streptococcus, em especial o leite que, se não passar pelo processo correto de pasteurização, pode continuar contaminado com a bactéria.

Ainda assim, existem algumas pessoas que podem ter escarlatina e não transmiti-la. Nesses casos, a pessoa é portadora de um tipo diferente de Streptococcus que não consegue se multiplicar de forma tão eficiente, o que diminui os números de infecção.

Apesar disso, ao surgir os primeiros sinais da doença, é necessário tomar as medidas de precaução, para evitar que a doença se espalhe.

Grupos de risco

Qualquer pessoa pode ter escarlatina, entretanto, existem alguns grupos que estão em maior risco. Assim como a faringite estreptocócica, a escarlatina é mais comum em crianças entre 5 e 15 anos, sendo rara em crianças menores do que 3 anos.

Dentre os adultos que possuem maior risco de contrair a escarlatina, podemos destacar:

  • Pais de crianças em idade escolar;
  • Adultos que entram em contato com crianças diariamente, como professores, educadores, psicólogos, etc.

Isso porque o maior fator de risco para a escarlatina é contato e convivência com a pessoa infectada.

Pessoas que moram na mesma casa que um paciente com escarlatina, por exemplo, podem ser infectadas ao dividir o mesmo ambiente, pois o paciente infectado pode ter contaminado móveis e objetos da casa com espirros ou tosses.

Doenças infecciosas normalmente se espalham em situações em que um grupo grande de pessoas se aglomera, portanto, locais muito frequentados são um prato cheio para a doença se espalhar. Desses locais, podemos destacar:

  • Escolas;
  • Creches;
  • Transporte público;
  • Ambiente de trabalho.

Sintomas da doença escarlatina

A escarlatina possui sintomas característicos, que são as erupções cutâneas. Essas erupções são causadas por uma toxina que induz respostas inflamatórias no corpo.

Algumas crianças apresentam, nos primeiros dias, palidez ao redor da boca e da língua. Com o passar do tempo, o aspecto das erupções fica próximo ao de um morango.

Entenda mais sobre esse e outros sintomas:

Erupções cutâneas

As erupções cutâneas podem ser consideradas o principal sintoma da escarlatina. Elas são vermelhas, ásperas ao toque, como uma lixa, e causam coceira. Duram em média pouco mais de uma semana.

São como pintinhas vermelhas que costumam surgir primeiramente no pescoço, na face, axila e virilhas, se espalhando posteriormente pelo peito, costas e resto do corpo.

Gradualmente, elas vãos sumindo e, com isso, pode ocorrer descamação em torno das mãos, dos dedos e também da virilha.

Linhas de Pastia

As lesões na pele causadas pela escarlatina costumam ficar aglomeradas nas áreas de dobras, como as axilas, virilhas, pregas do cotovelo, sendo que linhas avermelhadas e características surgem nessas regiões.

Nesses casos, recebem o nome de Linhas de Pastia.

Febre e calafrios

A pessoa infectada pela escarlatina pode ter febre alta (superior a 37,8 ºC). Esse sintoma costuma aparecer de 12 a 48 horas antes das erupções cutâneas e pode ou não vir acompanhada de calafrios.

Inchaço na língua

Um dos sintomas característicos da escarlatina são alterações na língua. A língua da criança pode ficar inchada e com um tom vermelho-esbranquiçado com pequenos pontos vermelhos, fazendo com que fique parecida com um morango.

Inflamação de garganta

A escarlatina pode causar inflamação na garganta. No caso das crianças que possuem amígdalas, caso ela esteja infectada, é possível vê-las avermelhadas e dilatadas, por vezes cobertas por uma membrana ou película branco-amarelada.

Outros sintomas

Além de todos esses, a escarlatina ainda pode causar outros sintomas, como:

Fotos

Confira a seguir algumas fotos dos sintomas mais característicos da escarlatina:

Como é feito o diagnóstico?

Os médicos que estão aptos para diagnosticar a escarlatina são o clínico geral, o dermatologista, o infectologista, o otorrinolaringologista e o pediatra, sendo que a suspeita pode ser levantada já no próprio consultório médico, através do exame físico e da descrição dos sintomas.

Contudo, pode ser necessária a realização de um exames de sangue e outros testes para verificar a presença do Streptococcus. Confira:

Hemograma completo

O hemograma completo é um exame que serve para avaliar as células sanguíneas de um paciente. Nela é realizada uma contagem de plaquetas, de células brancas (leucócitos), glóbulos vermelhos (hemácias) e outras características sanguíneas.

Esse exame normalmente é requisitado pelo médico quando ele quer diagnosticar ou controlar a evolução de uma doença.

No caso da escarlatina, uma quantidade alta de glóbulos brancos, que são as células de defesa do organismo, pode indicar uma infecção.

O teste também permite verificar a presença do Streptococcus em si.

Cultura

A cultura é um tipo de teste que vai avaliar verificar a presença da bactéria em laboratório.

A equipe médica pega uma amostra da saliva ou de secreções nasais, onde a bactéria costuma ficar para se disseminar com mais facilidade, e coloca essa mostra em uma placa com um líquido nutritivo para bactérias.

Depois de um tempo, as bactérias crescem nessa placa até ficarem visíveis. Ela é, então analisada no microscópio para que se verifique a presença do Streptococcus.

Teste rápido

O teste rápido é desenvolvido justamente para verificar a presença do Streptococcus.

Nele, o profissional responsável pelo exame coleta amostras de saliva e, através de algumas reações químicas específicas, consegue verificar a presença de antígenos (moléculas que “informam” os anticorpos de infecções) da escarlatina, confirmando ou descartando a suspeita.

O resultado deste teste fica pronto em meia hora, mas, em casos de surto em escolas, por exemplo, é preciso ficar atento aos sintomas, pois o teste pode dar um falso negativo.

Tem cura?

Sim, com o tratamento adequado, a escarlatina tem cura. Ela envolve o uso de medicamentos antibióticos para controlar a infecção e, se necessário, medicamentos que aliviam os sintomas.

Contudo, se não for tratada da maneira correta, a doença pode trazer complicações graves, como pneumonia e artrite.

Qual o tratamento?

A escarlatina é tratada com o uso de antibióticos. Os antibióticos são medicamentos que matam bactérias e ajudam o sistema imune do corpo a lutar contra o agente infeccioso.

Certifique-se de fazer o tratamento completo, tomando o medicamento durante a quantidade de dias indicada na receita. Dessa forma, o tratamento terá mais eficiência, além de evitar o surgimento de superbactérias.

Outras formas de tratamento buscam diminuir os sintomas. Nesse caso, o uso de medicamentos para febre e dor podem ser usados. Entretanto, lembre-se de sempre consultar um médico antes de tomar qualquer outro medicamento para evitar possíveis interações medicamentosas que possam afetar a efetividade do antibiótico.

Durante o período de tratamento, também é importante estar atento a sintomas de desidratação, portanto, certifique-se de beber bastante água.

Medicamentos

O principal medicamento utilizado pela equipe médica para o tratamento da escarlatina são os antibióticos. Eles somente são vendidos com receita médica e o princípio ativo a ser utilizado pode variar de acordo com a indicação médica.

Dentre os principais usados para tratar a escarlatina, podemos destacar:

Os medicamentos indicados para o tratamento dos sintomas nem sempre podem ser tomados por crianças. Se for o caso, consulte o seu médico antes de administrar. Dentre os utilizados para o tratamento dos sintomas, podemos destacar:

A aspirina (ácido acetilsalicílico) não deve ser usada, independente da idade, pois, como a escarlatina causa febre, o uso desse medicamento aumenta as chances de se desenvolver a Síndrome de Reye, uma complicação que, embora rara, pode causar danos ao fígado e ao cérebro.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Remédios caseiros

Existem alguns tratamentos caseiros que podem ser feitos para o alívio dos sintomas causados pela escarlatina.

Para melhorar os sintomas na garganta, é possível:

  • Fazer gargarejo com água e sal;
  • Tomar chás que ajudem na recuperação da garganta, como o chá de sálvia;
  • Comer somente alimentos pastosos ou sopa.

No caso de descamação da pele, a aplicação de vaselina ou óleo mineral no local pode ajudar a aliviar os sintomas. Também se deve evitar a exposição à luz solar para não piorar os sintomas.

Vale lembrar que, antes de usar esses remédios caseiros, você deve consultar um médico para verificar se há ou não chance de interação medicamentosa e avaliar os riscos e benefícios desses tratamentos.

Como cuidar do bebê ou criança com escarlatina?

Assim que os primeiros sintomas surgirem, consulte um médico para que o tratamento seja iniciado o quanto antes. Normalmente, 24 horas após o fim do tratamento, já é possível que a criança volte a sua rotina normal.

Crianças e bebês com escarlatina não devem ir a escola, pois, enquanto ainda não foram curadas, representam um risco de contaminação para outras crianças.

Portanto, ela deve ficar em casa, em repouso intenso, evitando contato com outras crianças.

Um dos grandes problemas da escarlatina são as dores de garganta causadas pela doença. Uma maneira de evitar que esses sintomas piorem é priorizar a alimentação pastosa e mole.

Portanto, dê preferência a mingaus, frutas cozidas, cereais, sopas e purês. Outra medida interessante a ser ressaltada caso o seu filho esteja com escarlatina é informar a escola. Desse jeito, é possível ajudar a prevenir surtos dessa doença.

Ao saber dessas informações, normalmente a escola solicitará exames de garganta nos outros alunos, pois, quando os surtos ocorrem, há grandes chances de haver um infectado assintomático.

Através desse simples exame de garganta, é possível verificar se existe algum caso como esse, pois é possível observar a presença do Streptococcus pyogenes na garganta ou nariz das crianças.

Escarlatina na gravidez

As mulheres normalmente ficam mais vulneráveis às infecções nos estágios iniciais da gravidez. Entretanto, existe pouca evidência de que a escarlatina cause danos ao bebê durante a gravidez.

Mesmo assim, se você suspeita estar com esse problema, converse com seu médico imediatamente.

Assim como no caso de qualquer outra infecção, é importante que a mulher grávida fique atenta a possíveis problemas e que, mais importante, não inicie nenhum tipo de tratamento sem o aval médico.

Convivendo

Conviver com a escarlatina pode ser bastante complicado, visto que os sintomas causados pela doença são usualmente bastante incômodos. Existem, entretanto, algumas formas de tornar esse processo menos penoso.

Em primeiro lugar, mantenha-se fiel ao tratamento indicado pelo médico. Se, na receita, ele indicou que você deve tomar antibióticos por 10 dias, tome os antibióticos sempre no horário certo durante todos os 10 dias.

Não pare o tratamento antes do seu fim, pois esse tipo de prática pode piorar a infecção, já que aumenta as chances do surgimento de superbactérias (bactérias resistentes aos antibióticos comuns).

Outras coisas que você pode fazer para aliviar os sintomas e otimizar o processo de recuperação são:

  • Comer alimentos moles ou adotar uma dieta líquida, caso o processo de engolir esteja doloroso;
  • Beber chás quentes e sopas para ajudar a recuperar a garganta;
  • Se necessário, converse com o médico para ver se você pode usar medicamentos como ibuprofeno ou paracetamol para o alívio das dores;
  • Se necessário, converse com seu médico para ver se há a possibilidade de usar medicamentos tópicos que aliviam a coceira;
  • Beba bastante água, para manter-se hidratado e aliviar a irritação da garganta;
  • Se necessário, converse com seu médico para ver se você pode usar pastilhas para aliviar a dor de garganta;
  • Mantenha distância de substâncias que podem piorar a irritação, como a fumaça do cigarro ou a poluição do ar;
  • Não fume;
  • Se necessário, você pode tentar fazer um gargarejo com água e sal para aliviar a dor de garganta;
  • Use um umidificador de ar para evitar mais irritação na garganta por conta do ar seco.

Prognóstico

O prognóstico da escarlatina, quando identificada na hora certa e com o tratamento adequado, é bom. Os adultos ou crianças infectados pelo Streptococcus normalmente conseguem se curar sem grandes dificuldades com o uso de medicamentos antibióticos.

Contudo, caso a doença não seja tratada da maneira correta, ela pode trazer complicações graves para o funcionamento do coração e dos rins.

Complicações

Dentre as complicações que podem acontecer por conta da infecção pelo Streptococcus pyogenes, podemos destacar:

Febre reumática

A febre reumática é um tipo de doença inflamatória que acomete os pacientes após infecções causadas por bactérias Streptococcus. Essa complicação pode afetar as articulações, a pele e órgãos vitais, como o coração.

Dentre os sintomas da febre reumática, podemos destacar:

  • Febre;
  • Sensibilidade e dor nas articulações;
  • Inchaço, calor e vermelhidão nas articulações
  • Surgimento de pequenos nódulos sob a pele;
  • Dor no peito;
  • Sopro cardíaco (quando o sangue do coração passa por orifícios que não deveria);
  • Fadiga;
  • Artrite migratória (os sintomas desaparecem de uma parte do corpo para afetar outra parte, antes saudável);
  • Falta de ar;
  • Cardite (inflamação dos músculos do coração).

Glomerulonefrite

A glomerulonefrite é a inflamação do glomérulo, uma parte do rim formada essencialmente por capilares, onde ocorre a filtragem do sangue e a formação da urina.

Os glomérulos são a parte do rim que remove o excesso de fluidos, eletrólitos e resíduos do sangue, transformando-os em urina. Quando eles se encontram inflamados, há o quadro de glomerulonefrite, que causa sintomas como:

  • Coloração anormal da urina (rosada ou mais escura);
  • Urina espumosa (por conta do excesso de proteína);
  • Hipertensão;
  • Retenção de líquidos (edema), causando inchaço no rosto, mãos, pés e abdômen;
  • Fadiga.

Infecções no ouvido

Uma das possíveis complicações da escarlatina são as infecções de ouvido, causadas normalmente por bactérias. Dentre os principais sintomas podemos destacar a dor de ouvido, dificuldade para dormir, perda de equilíbrio, febre alta, dor de cabeça e perda de apetite.

Abscesso na garganta

Os abscessos na garganta são causados por infecções bacterianas e gera sintomas como dificuldade e dor ao engolir, além de febre. Além disso, o abscesso pode bloquear as vias aéreas, tornando a respiração mais difícil e barulhenta, especialmente na hora de inspirar o ar.

Pneumonia

A pneumonia é um tipo de infecção que se instala nos pulmões, podendo acometer a região dos alvéolos pulmonares, causando febre alta, tosse seca ou com catarro de cor amarelada ou esverdeada, falta de ar e dificuldade de respirar.

A escarlatina, ao afetar o sistema respiratório, o deixa mais vulnerável a outras infecções, podendo causar a pneumonia.

Artrite

A artrite é uma inflamação nas articulações que causa dor, rigidez e inchaço nos locais afetados. Uma das causas da artrite são infecções e processos inflamatórios que acometem as articulações, causando os sintomas. Entre as infecções que podem causar artrite está a escarlatina.

Como prevenir a escarlatina?

Como se trata de uma doença infecciosa passada de pessoa para pessoa, existem medidas que devem ser tomadas tanto por quem está saudável quanto pelas pessoas já infectadas. Confira:

Como não pegar escarlatina?

Para evitar pegar escarlatina, existem algumas medidas de prevenção que você pode tomar. Dentre elas, podemos destacar:

  • Evite levar as mãos à boca ou nariz;
  • Lave as mãos com água e sabão com frequência;
  • Não divida talheres, copos, roupas, toalhas de banho ou qualquer objeto de uso pessoal.

Como não transmitir escarlatina?

Caso você já esteja infectado com a escarlatina, existem algumas medidas que você pode tomar para evitar transmitir essa doença para outras pessoas. São elas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Usar lenços na hora de tossir ou espirrar;
  • Jogar lenços usados fora o mais rápido possível;
  • Não dividir copos, toalhas, talheres ou roupas com outras pessoas.

Medidas ambientais de prevenção à escarlatina

Existem ainda algumas medidas de higiene ambiental que podem ser tomadas para evitar a propagação da escarlatina no ambiente escolar. São elas:

  • Prezar pela limpeza e secura do ambiente;
  • Garantir boa ventilação no interior das salas;
  • Ao menos uma vez ao dia, limpar e desinfectar brinquedos, móveis, pavimento e locais com que a mão das crianças tenham contato frequente;
  • Desinfetar adequadamente materiais e locais contaminados por secreções ou excrementos;
  • Assegurar a existência de álcool em gel, sabão líquido e toalhas de papel ou secador para as mãos nos banheiros.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a escarlatina?

Normalmente, os sintomas da escarlatina tendem a durar uma semana. Inicialmente, eles se apresentam como inflamação na garganta e febre, sendo que as erupções cutâneas começam a aparecer por volta de 12 a 48 horas após os sintomas iniciais, desaparecendo depois de aproximadamente 7 dias.

Uma vez que as erupções desaparecem, as áreas afetadas podem começar a descascar. Esse descascamento é mais comum nas pontas dos dedos, nos pés e na virilha, podendo durar até 6 semanas.

Qual o período de transmissibilidade?

Assim que os primeiros sintomas começam a aparecer, o paciente já pode transmitir a doença. os casos não tratados e sem complicações, o período em que o paciente pode transmitir a doença por 10 a 21 dias.

Contudo, nos casos em que o paciente é tratado de maneira adequada, o paciente continua a transmitir a doença pelas 24 horas após o início do tratamento.

Meu filho pode ir à escola com escarlatina?

Não. É necessário que a criança fique em casa, não somente por conta dos sintomas, que podem trazer a necessidade de que fique acamada, mas porque é preciso evitar a transmissão para outras crianças.

Mesmo assim, não precisa ficar muito tempo fora da escola. Normalmente, após 24 horas depois do início do tratamento com o antibiótico, se não houver mais sintomas, a criança já pode voltar a frequentar a escola.

Entretanto, para garantir a segurança das outras crianças e do seu filho, sempre converse com um médico antes.

Adultos podem pegar escarlatina?

Apesar de ser mais comum em crianças entre 5 e 15 anos, adultos também têm risco de ser infectados pela escarlatina, especialmente se forem muito expostos à pessoas infectadas.

Pode pegar escarlatina mais de uma vez?

A escarlatina acontece normalmente em crianças entre 5 e 15 anos porque o seu sistema imune não está desenvolvido o suficiente para lidar com a doença. Por essa razão, uma vez que se contraiu escarlatina, é difícil contraí-la de novo. Contudo, apesar de raro, isso pode acontecer.


Hoje você aprendeu mais sobre a escarlatina, como ela é transmitida e o que fazer para evitar que mais pessoas sejam contaminadas.

Compartilhe este texto com seus amigos para que a doença seja melhor combatida!

Publicado originalmente em: 30/06/2017 | Última atualização: 22/03/2019

Fontes consultadas

22/03/2019 09:06

Redação (Minuto Saudável)

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Ver comentários

  • Excelente artigo, bem esclarecedor! Obrigada.

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  • Muito bom,as informações são bem Claras e fáceis de compreender.Obg

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  • Artigo maravilhoso. ...a 3 semanas passamos com Maria Eduarda minha sobrinha. ..quase perdemos ela pq nem todos médicos sabem diagnosticar a Escarlatina graças a Deus depois de tantas idas ao hospital e com piora ..encontramos auxílio em quem sabe diagnosticar Dra Sorria Cristiane Cassab Acosta na hora que viu já diagnosticou Escarlatina abcesso na garganta...língua de morango bolhas 😢😢😢😢muito triste....agora bem amém. ..passei este artigo podem o meu grupo 👏👏👏👏👏👏

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    • meu bb de 1 ano tbm passou por isso fui e voltei no hospital 3 vezes estavam tratando como alergia graças a Deus veio um medico abençoado e deu diagnóstico 😢😢😢 nossa eles sofrem muito com isso tadinhos

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