O que é Faringite, sintomas, tratamento, remédios caseiros e mais

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O que é faringite?

A faringite é uma inflamação na faringe, um órgão que fica na nossa garganta. Ela faz a ligação entre o nariz e a boca e também conecta a laringe ao esôfago. Quando a faringe está inflamada, a pessoa sente irritação, dor, coceira, desconforto na região, entre outros sinais.

As inflamações na faringe normalmente acontecem no inverno, quando o ar está mais seco e a população tende a se concentrar em ambientes fechados, com pouca ou nenhuma ventilação. Deste modo, as bactérias e os vírus entram pelas vias aéreas mais facilmente e causam doenças. Outras afecções típicas da estação são a laringite e a amigdalite.

Índice – neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é faringite?
  2. Faringite, laringite ou amigdalite?
  3. Tipos
  4. Causas
  5. Transmissão: Faringite é contagiosa?
  6. Grupos de risco
  7. Sintomas
  8. Como é feito o diagnóstico da faringite?
  9. Faringite tem cura?
  10. Qual é o tratamento?
  11. Medicamentos para faringite
  12. Remédios caseiros
  13. Cuidados durante o tratamento
  14. Faringite em bebês
  15. Prognóstico
  16. Complicações
  17. Como prevenir a faringite?

Faringite, laringite ou amigdalite?

Estas três doenças são frequentemente confundidas pois tem sintomas extremamente parecidos. As três provocam dor de garganta e são causadas tanto por vírus quanto por bactérias. Todas elas são inflamações, porém em lugares diferentes.

Os tratamentos, apesar de parecidos, possuem diferenças importantes. Por exemplo, a laringite exige descanso da voz, a faringite pode ser tratada com pastilhas e a amigdalite pode precisar de cirurgia para a remoção das tonsilas.

Faringite

Faringite acontece na faringe. É a parte da garganta que podemos ver lá no fundo da boca quando a abrimos e olhamos no espelho. Ela conecta a boca aos dois canais da garganta, o esôfago (que leva para o estômago) e a laringe, que leva para a traqueia e os pulmões.

Laringite

Laringite afeta a laringe. Fica no topo da traqueia e é onde as cordas vocais se localizam. Não dá pra ver a laringe só de abrir a boca.

Amigdalite

Amigdalite afeta as amígdalas, também chamadas de tonsilas palatinas. É a parte do corpo que conecta a boca à faringe. Você pode ver suas tonsilas, que são duas, no espelho.

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Para isso, abra a boca e contraia o fundo da garganta, como se fechando o caminho. Lá no fundo, as tonsilas irão aparecer. Sem a contração, elas ficam escondidas atrás das paredes da sua boca.

Tipos

A faringite pode ser dividida em três tipos. São eles:

Faringite viral

Tipo mais comum de faringite, representando aproximadamente 70% dos casos com crianças e 85% dos casos com adultos, a faringite viral é causada, como o nome diz, por um vírus que contamina a faringe.

Costuma estar acompanhada pela doença que o vírus causa, como a gripe, por exemplo. Seus sintomas são mais suaves em comparação ao outro tipo da doença.

Faringite bacteriana

Com 15% das infecções em adultos e 30% das em crianças, a faringite bacteriana é mais rara e mais perigosa do que a viral. Ela é causada por uma bactéria que contamina a faringe. Este tipo de faringite causa pode causar febre alta e pode precisar da utilização de antibióticos.

Faringite não infecciosa

Este tipo de faringite não é causada por vírus nem bactérias, mas por irritação na faringe. Pessoas com rinite e que por algum motivo ficam com o nariz congestionado e são obrigados a respirar pela boca podem sofrer com isso.

O nariz costuma aquecer e filtrar o ar, coisa que a boca não faz. Esse ar não tratado atinge a faringe, que perde calor e umidade para o ar.

Isso também pode acontecer com qualquer um em ambientes com muito ar condicionado, poluição, ou em épocas em que o clima está muito seco.

Causas

As principais causas da faringite podem ser reduzidas simplesmente a vírus e bactérias. É mais comum que a doença atinja as pessoas no inverno, quando busca-se ficar em lugares mais aquecidos e fechados, o que favorece a transmissão de agentes infecciosos para a via respiratória.

O ar seco também facilita a irritação da garganta, o que é propício tanto para infecções quanto para a faringite não infecciosa.

Vírus

Os vírus que mais frequentemente causam a faringite são o influenza (vírus da gripe), parainfluenza e o adenovírus, mas outras infecções virais, se afetarem a faringe, podem causar sua inflamação. Os seguintes vírus são conhecidos por causar a doença:

  • Orthomyxoviridae, família do vírus da gripe;
  • Adenovirus;
  • Vírus de Epstein-Barr, causador da mononucleose infecciosa;
  • O vírus Herpes simplex, causador da herpes;
  • O vírus Paramixovírus, causador do sarampo;
  • Rhinovirus, Coronavirus e Parainfluenza, responsáveis pelo resfriado;
  • HIV, vírus da AIDS.

Bactérias

Faringite bacteriana é frequentemente causada pelas bactérias chamadas de estreptococos. A maioria dos tipos dessa bactéria são inofensivas, mas algumas podem levar a faringite, meningite e pneumonia.

Quando a bactéria causadora da faringite é o estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBGA), existem riscos maiores como a febre reumática.

Nos casos de faringite bacteriana, o paciente deve ser observado para evitar evoluções da doença e comprometimento das vias respiratórias.

Também é possível adquirir faringite através das bactérias causadoras da gonorreia e da clamídia.

Transmissão: faringite é contagiosa?

Sim, ela é. Com a aglomeração de pessoas em ambientes fechados, as chances de obter uma doença nas vias respiratórias aumentam, já que o ar não consegue circular. Se alguém estiver infectado, vírus irão se espalhar pelo ambiente e contaminar todos.

A faringite pode ser contraída através da fala, espirros e tosse (que liberam gotículas de saliva no ar), beijos, compartilhamento de talheres, canudos; qualquer contato direto com alguém que tenha o vírus ou bactéria causador da faringite em seu organismo pode transmitir a doença.

O sexo oral também é um caminho de bactérias para a faringe, já que as bactérias de doenças venéreas como a gonorreia e a clamídia podem afetar a garganta.

Grupos de risco

Situações com muitas pessoas em um lugar fechado e contato com pessoas infectadas facilitam a transmissão, mas há grupos que são ainda mais propensos a se contaminarem. São eles:

Crianças/Adolescentes

Crianças e adolescentes possuem um risco maior de contaminação por bactérias causadoras da faringite.

Portadores de doenças sexualmente transmissíveis

Algumas DSTs como a gonorreia e a clamídia podem ser transmitidas da área genital para a garganta, causando a inflamação da faringe. Isso pode acontecer tanto através do sexo oral quanto pelo contato das mãos com a genitália seguida pelo contato com alimentos ou a própria boca.

Pacientes HIV positivo também podem ter maior facilidade em adquirir a faringite por conta de seu sistema imunológico debilitado.

Fumantes

Fumantes possuem a faringe irritada, além disso, o calor da fumaça queimada resseca a faringe. Isso facilita a contaminação por vírus e bactérias, causando inflamação. Fumantes passivos também podem ser afetados pela irritação na garganta.

Contato com substâncias químicas e/ou tóxicas

Da mesma forma que os fumantes, o contato frequente com químicos pode deixar o sistema respiratório irritado, o que facilita infecções.

Alergias

Ter reações alérgicas a pó, animais, mofo, entre outros, pode facilitar a contaminação causadora da faringite.

Ingestão de bebidas muito quentes e o álcool frequente

Estas atividades também irritam a faringe, facilitando a contaminação de agentes que causam a faringite.

Baixa imunidade

A imunidade baixa permite que contaminações bacterianas e virais se instalem com maior facilidade no corpo.

Sintomas

Os sintomas da faringite são fáceis de identificar, mas apesar disso, ela é facilmente confundida com laringite e a amigdalite, que também afetam a garganta e demonstram sintomas semelhantes. Os principais sintomas são estes:

Faringite viral

  • Febre;
  • Dor de garganta;
  • Diminuição de apetite;
  • Vermelhidão da garganta;
  • Pescoço inchado;
  • Desconforto ao engolir;
  • Rouquidão.

Podem também surgir dores de ouvido, de cabeça e vômitos, apesar de estes serem sintomas mais raros. A febre relacionada a faringite viral costuma ser amena quando comparada à causada por bactérias.

Faringite bacteriana

Está versão da doença é mais agressiva e seus sintomas costumam aparecer abruptamente de 2 a 5 dias depois do contágio. Os sintomas são os seguintes:

  • Dor de garganta;
  • Rouquidão;
  • Vermelhidão na garganta com presença de pus;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dor de cabeça;
  • Febre acima dos 38 ºC;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Dor de barriga;
  • Perda de apetite;
  • Ínguas.

Dores no ouvido podem aparecer caso a infecção se espalhe e vire uma otite.

Como é feito o diagnóstico da faringite?

O médico que faz o diagnóstico de uma faringite é o clínico geral ou o otorrinolaringologista, que é o médico especialista em ouvido, nariz e garganta. Ele pode requisitar os seguintes testes:

Exame da orofaringe

Durante o exame da orofaringe, o paciente tem a garganta examinada e o médico pode identificar a inflamação. É aqui que o diagnóstico da faringite é feito. Entretanto, através deste exame, não é possível diferenciar com certeza a faringite viral da bacteriana, o que é um passo importante, já que o tratamento é diferente para cada um dos tipos.

Conhecendo os sintomas, o médico pode decidir se existe necessidade de fazer exames mais aprofundados. Um paciente com febre alta e pus na garganta possui fortes indicativos de que a infecção é bacteriana, enquanto um com tosse e coriza indica que existe uma infecção viral. Para essa confirmação, são realizados exames laboratoriais.

Teste rápido do antígeno para EBGA

Este teste busca antígenos para a bactéria EBGA, o estreptococo beta-hemolítico do grupo A, que é a bactéria que causa a faringite mais agressiva. É um exame feito em emergências e tem resultados rápidos.

Cultura da secreção da orofaringe

Este exame também busca a bactéria EBGA através de cultura bacteriana. Ele possui de 90 a 99% de sensibilidade a bactéria, mas leva mais tempo para ficar pronto. Por conta disso, é recomendado para internamentos, não em emergências.

Hemocultura

Cultura bacteriana do sangue do paciente, busca encontrar bactérias nele. Também é mais recomendado para internamentos do que para emergências, por conta do tempo que leva para que as bactérias se desenvolvam e possam ser encontradas.

Cultura da orofaringe em busca de gonococo ou clamídia

Se o histórico do paciente indicar a possibilidade de uma faringite causada por gonorréia ou clamídia, esse exame é indicado para se obter comprovação ou refutação da presença dessas bactérias como causa da faringite.

Tomografia computadorizada dos tecidos moles do pescoço

Caso o médico suspeite de abcessos ou comprometimento dos espaços profundos do pescoço, este exame pode confirmar ou eliminar a suspeita.

Início do tratamento

Caso não haja sinais de infecção bacteriana, outros exames não são necessários e o tratamento para a faringite viral pode começar.

Dependendo da quantidade de sintomas que indiquem a presença bacteriana, é possível começar a tratamento para esse tipo de faringite enquanto se espera pelos resultados laboratoriais.

Faringite tem cura?

Sim, a faringite tem cura e ela costuma ser rápida. Com o tratamento adequado, os sintomas da faringite bacteriana podem desaparecer em uma semana. A faringite viral costuma se resolver sozinha e são usados medicamentos para redução dos sintomas.

Qual o tratamento?

Cada tipo de faringite tem um tipo de tratamento, mas em ambos os casos, ele costuma ser fácil.

Faringite viral

No caso de faringite viral, repouso e hidratação são o bastante para se curar a doença. O próprio corpo é capaz de lidar com a infecção e, depois de alguns dias, ela desaparece.

Entretanto, é possível que o médico receite anti-inflamatórios e analgésicos para tratar os sintomas e desconforto do paciente.

Faringite bacteriana

Quando existe faringite bacteriana, é necessário o uso de antibióticos que podem ser administrados por via oral, tratamento que costuma durar de 7 a 10 dias, e por injeção intramuscular, de dosagem única. Nesse caso, o antibiótico injetado é a penicilina benzatina G.

Em caso de alergia a penicilina, existem outros antibióticos que podem ser usados por via oral.

Lembre-se: não interrompa o tratamento com antibióticos antes do indicado pelo médico, mesmo que a inflamação já tenha ido embora.

Antibióticos eliminam bactérias e, quando elas forem poucas, a inflamação vai embora, mas isso não quer dizer que elas não estão mais lá. É necessário continuar tomando o antibiótico para garantir que todas as bactérias serão eliminadas.

Se você interromper o tratamento antes de isso acontecer, elas voltam a se reproduzir, a inflamação volta, e existem grandes chances de ela desenvolver resistência ao antibiótico, tornando-se uma superbactéria.

Internamento

Em alguns casos de infecção bacteriana mais grave, é possível que o paciente tenha de ser internado. O internamento é recomendado para casos graves em que existe dificuldade de deglutição que possa levar ao risco de desidratação, ou seja, caso o paciente não consiga engolir nem líquidos, ou caso haja risco de comprometimento das vias aéreas, como uma tumoração na garganta.

Superbactérias

Superbactérias são bactérias que desenvolveram resistência a maioria dos antibióticos. Isso acontece por causa da má utilização desse tipo de medicamento, interrompendo o uso assim que os sintomas desaparecem ou tomando antibióticos para qualquer coisa.

Esse comportamento expõe as bactérias ao antibiótico sem a capacidade de eliminar todas e as que sobrevivem acabam desenvolvendo resistência.

Tonsilectomia

Nos casos de faringite recorrente, o clínico geral pode pedir um parecer do otorrinolaringologista para a indicação de tonsilectomia, ou a cirurgia de remoção das tonsilas.

As tonsilas são responsáveis por capturar patógenos que entram pela boca. Existem estudos que indicam que após a remoção das tonsilas, a quantidade de episódios graves de faringite cai drasticamente, assim como a quantidade de casos de faringite sem gravidade.

Algumas revisões de estudo não apoiam este tipo de cirurgia, mas ela pode dar algum conforto para pacientes de faringite frequente, especialmente crianças.

Medicamentos para faringite

Os sintomas da inflamação viral tendem a diminuir sem a administração de medicamentos já que o próprio sistema imunológico do paciente costuma lidar com vírus, mas anti-inflamatórios e analgésicos normalmente são administrados para minimizar a dor e desconforto.

Contudo, os antibióticos são necessários para combater as bactérias causadoras da faringite bacteriana. Além disso, os sintomas da doença serão diminuídos e desaparecerão em bem menos tempo se comparados a não medicar-se.

Alguns medicamentos receitados pelos médicos para a faringite ou para combater seus sintomas são:

Antibióticos

Anti-inflamatórios e analgésicos

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Remédios caseiros

Existem algumas receitas caseiras para tratar a faringite e elas podem ser usadas junto com o tratamento médico. Mas atenção! Não há provas de que elas funcionam ou de que são seguras, portanto tome cuidado ao utilizá-las.

Vinagre de maçã

Misturando 1 ou 2 colheres de sopa de vinagre de maçã e um pouco de mel em um copo de água morna, você faz uma bebida que pode ajudar com a infecção. O vinagre é conhecido por suas propriedades antivirais, antifúngicas e antibacterianas. Você pode beber essa mistura duas vezes por dia até sentir-se melhor.

Também é possível usar o vinagre para gargarejo. Misture 1 colher de chá de sal com 1 colher de sopa de vinagre de maçã em um copo de água morna e faça gargarejo com o líquido 15 minutos antes de cada refeição.

Pimenta de caiena

Você pode misturar uma colher de chá de pimenta de caiena em um copo de água morna para fazer um líquido para bochecho que ajuda a combater bactérias, vírus e inflamação. Use algumas vezes por dia e não engula. Se quiser, pode colocar também uma colher de suco de limão na mistura.

Água e sal

A mais simples das receitas: basta misturar 3 colheres de sal em 2 xícaras de água morna e usar a solução para bochecho algumas vezes ao dia. Lembre-se de não engolir. Esta mistura ajuda a matar bactérias e vírus, mas provoca vômitos caso engolida.

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados devem ser tomados durante o tratamento para evitar maiores problemas. São eles:

Evite o consumo de álcool

Misturar bebidas alcoólicas com antibióticos resultará em piora do quadro inflamatório, assim como aumenta o risco de ter outros sintomas.

Tome o medicamento com alguma comida

Não é necessário programá-lo para a hora das refeições, mas tenha algum alimento no estômago ao ingerir o antibiótico. Esta precaução aumenta a absorção do remédio pelo organismo.

Uso de anticoncepcionais

Se você é mulher e usa anticoncepcionais, pergunte a seu médico se o medicamento para a faringite poderá interferir com o seu comprimido diário. Alguns antibióticos diminuem a eficácia dos contraceptivos orais.

Descanse bastante!

Fique deitado o máximo de tempo possível enquanto estiver se tratando da faringite. Isto é recomendado para o corpo se restabelecer, além de dar tempo ao antibiótico para combater a inflamação. Cubra-se com lençóis limpos e evite o uso de ventiladores, que podem causar alergias respiratórias e piorar o quadro da doença. Evite correntes de vento no quarto também.

Se preferir, você pode preparar uma solução de água com sal e gargarejar várias vezes por dia com este líquido. Basta colocar uma colher (chá) de sal em um copo de água morna e mexer bem. Não engula esta solução. Ela recuperará a garganta aos poucos, juntamente com o medicamento prescrito.

Use pastilhas para a garganta

Jovens e adultos podem chupar pastilhas para a garganta durante o quadro inflamatório de faringe. Pergunte ao seu médico qual o remédio mais indicado para o seu caso. Para crianças, recomenda-se a prescrição de sprays, pois elas podem se engasgar com as pastilhas.

Obedeça as doses e horários dos medicamentos

É importante seguir a risca as instruções do médico para os medicamentos, especialmente no caso de antibióticos. Seu uso errado pode criar bactérias resistentes a antibióticos.

Hidrate-se

Água é importante para todos, mas é fundamental para quem está se tratando da faringite. Beba vários copos deste líquido por dia, tomando também sucos naturais, chá quente com mel e limão e consuma caldo de galinha. Estas sugestões são excelentes para restabelecer o organismo debilitado e estimular nosso sistema de defesa a combater a doença. Outras sugestões, que são fáceis de engolir, são: pudim, gelatina, frutas e vegetais cozidos.

Alimentos gelados para a garganta

Bebidas geladas, sorvetes e picolés podem fornecer alívio temporário para os incômodos da garganta. Deixe-os de lado se o problema for derivado de gripes ou resfriados.

Fale pouco

Procure falar o mínimo possível, para recuperar a garganta reduzindo o esforço que ela faz, além de evitar o contágio.

Faringite em bebês

Bebês podem contrair faringite assim como qualquer pessoa. Porém é necessário que hajam certos cuidados com eles, já que não podem fazer muitas coisas sozinhos.

Os sintomas presentes em um bebê com faringite são os mesmos de um adulto. Normalmente a doença é viral, mas pode ser bacteriana e nesse caso é necessário tratamento médico. Se o bebê apresentar febre, ficar muito quieto, apresentar dificuldade de engolir ou babar muito, você deve levá-lo ao pediatra.

Caso o bebê apresente dor de garganta, algumas dicas podem aliviar o quadro. Lembre-se de que elas não garantem a cura e só um médico pode dizer o que é um bom tratamento para a criança.

Banho morno

Um banho morno, com as janelas e portas fechadas, garante que o vapor de água fique no ambiente, umedecendo, limpando e fluidificando a garganta.

Lavar as mãos

Lavas as mãos com frequência garante que menos micróbios consigam entrar em contato com a criança. Isso vale tanto para as mãos dos pais quanto as do próprio bebê.

Agasalhe a criança

Lembre-se de proteger a criança do frio sempre que for levá-la para a rua e mesmo dentro de casa.

Mantenha-o em casa caso haja febre

Se a criança tiver febre, levá-la para a creche ou escola não é uma boa ideia. O melhor é que ela fique dentro de casa, protegida, e vá ao pediatra caso a febre persista.

Lavar o nariz da criança com soro fisiológico

Caso a garganta apresente secreções, o soro pode ajudar na limpeza. Lembre-se de que se houver pus na garganta, a infecção provavelmente é bacteriana, e cuidados médicos são necessários.

Evite pastilhas ou sprays

Bebês não devem utilizar pastilhas ou aerossóis para a garganta. As pastilhas podem ser engolidas por acidente e fazê-los engasgar e sprays para garganta possuem analgésicos que podem causar amortecimento na boca, o que também facilita engasgos.

Prognóstico

Na maioria dos casos, é possível notar melhora em cinco dias, mas o tratamento não acaba aí. É necessário tomar o antibiótico durante todos os dias receitados pelo médico (frequentemente de 7 a 10 dias) para garantir que todas as bactérias causadoras da faringite sejam eliminadas.

A cura da faringite costuma ser rápida, sem maiores problemas ou sequelas.

Complicações

Existem algumas complicações possíveis para a faringite quando ela não é tratada. São elas:

Desidratação

Caso a dificuldade para engolir fique muito séria, pode ser possível que o paciente não consiga ingerir líquidos, o que pode levar a desidratação.

Falta de ar

Se houve obstrução das vias aéreas pode haver dificuldade de respiração.

Otite média

Otite é a infecção por vírus ou bactéria do ouvido. A otite média acontece quando a região infectada é o ouvido médio, o espaço cheio de ar que fica atrás do tímpano. As bactérias da garganta podem se mover até o ouvido, causando uma otite, que pode apresentar dor e febre.

Febre reumática

A infecção por estreptococos pode servir de gatilho para esta doença grave que pode precisar de tratamento pela vida inteira. A febre reumática provoca inflamações no coração, vasos sanguíneos e articulações. Ela acontece especialmente quando a faringite não é adequadamente tratada.

Como prevenir a faringite?

Evite lugares fechados

Especialmente durante o inverno, é importante evitar lugares públicos fechados. Abrir a janela do ônibus pode evitar a transmissão de várias doenças, mesmo que isso cause um pouquinho de frio.

Higiene

Lavar as mãos com frequência, usando água e sabão, ajuda a evitar a contaminação por vírus e bactérias. Utilizar álcool gel também evita contaminações.

Mantenha o ar úmido

Você pode comprar vaporizadores ou umidificadores para sua casa para usar nas épocas mais secas do ano. É possível fazer um umidificador caseiro.

Basta ferver três copos de água em uma panela e então, com cuidado, levar a panela para o cômodo que precisa de umidade, deixando-a por lá. A água evaporando irá umedecer o cômodo. Porém, cuidado com exageros. Umidade em excesso pode criar fungos e trazer outras doenças.

Mantenha-se aquecido

Manter o corpo aquecido ajuda a imunidade a ficar elevada. Isso pode prevenir vários tipos de doenças, inclusive a faringite.


A faringite é uma inflamação da faringe que causa incômodo na garganta que na maioria das vezes é viral e se resolve sozinha, mas que pode trazer riscos sérios quando bacteriana.

Lembre-se de evitar lugares fechados e com muita gente, especialmente durante o inverno, quando doenças infecciosas são mais comuns!

Compartilhe este texto com seus amigos para que eles aprendam um pouco mais sobre a faringite!

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17 Comentários

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  1. Estou a 3 meses com garganta irritada doendo….disse o médico ser faringite, porém n passou remédios. E comum esse tempo todo?

    • Olá, Priscila!

      No tratamento de faringite os medicamentos costumam ser indicados só quando a doença é causada por bactérias, ou em alguns casos para aliviar a dor. Quadros prolongados são chamados de crônicos e podem ter causas diversas. É importante identificar a origem do problema junto ao seu médico 😉

  2. ola! eu tou preocupada com meu estado de saude. por vezes me conformo e quando a situacao piora mesmo a preocupacao volta. estou com problemas de faringe a 11 anos todos os dias tenho ao minimo meio litro de expectoracao( muco) que por vezes nem precisa tossir pra aparecer, basta so pelo encomodo puxar como se estivesse a resgatar uma comida engolida por engano. ja fui ao pronto socorro tomei bastante medicamento cumprindo com horario e dosagem, ate alivia a dor mas nao elimina o muco e quando a temperatura estiver para mudar ja vem em grandes quantidades e criando dor no pulmao, e pela experiencia dos anos , a dor aparece quando o muco estiver alojado na via respiratoria inferior. ja nao sei o que fazer cansei de gargarejos… de beber agua morna com limao… agoraso posso experimentar pimenta de caiena. haja meu heroi na medicina.

  3. Adorei as informações são otmas estou passando por uma faringite crônica por ser fumante e cabeleireira estou sofrendo muinto comecei a beber água depois de cinco dias e com dificuldades depois de tomar duas 8ngecoes como bezetacil e profenid tive que tomar a terceira diprospan foi aí se comecei a engolir e cuspir não passava nada só depois da última que estou reagindo com muinto sofrimento mais estou indo só não consegui comer ainda estou tomando soro

  4. Eu tenho faringite aguda bacteriana,e de tres em tres meses ela volta,nao entendo porque ja que tem cura deveria sumir de vez se eu tomo antibiotico,pode me esclarecer?

    • Olá Haiala,

      Em caso de faringites que retornam com frequência, é importante avaliar se o uso do antibiótico está sendo feito de forma correta. O medicamento deve ser tomado pelo período que o médico prescreveu, sem interrupções e nos horários corretos. A utilização incorreta do antibiótico pode causar resistência bacteriana, que é quando as bactérias que causam a infecção na faringe não são mais eliminadas pelo antibiótico, sendo necessário ajuste de dose e do medicamento. Na próxima vez que ocorrer a faringite, procure um médico e explique que as faringites ocorrem com frequência para que o profissional possa ter uma postura diferenciada quanto a medicação. Esperamos ter ajudado!

    • Olá Maria!

      A vacina contra a gripe pode ajudar a prevenir faringites de origem viral. Porém, é importante lembrar que a doença também pode ser causada por bactérias e por irritação, fatores que não estão relacionados com a gripe. Consulte um médico para determinar a origem do problema.

  5. Muito esclarecedor tudo.. Mas não conseguir identificar a partir dos sintomas o que eu poderia ter.. Estava a algumas semanas numa tosse seca, alérgica.. só que venho melhorando.. mas agora estou com um incômodo na minha garganta, que faz eu tossir tanto, fazendo eu quase vomitar (de tanto tossir). Como que se a defesa do meu corpo quisesse expulsar isso da minha garganta.. O que poderia ser isso, o que seria bom pra acabar com isso? Se alguém tiver informações sobre, ficarei muito agradecida!. Porque isso é horrível..

  6. Olá, boa tarde.
    Por gentileza, um dos sintomas da faringite também é a perda da voz?
    (mesmo sem ter febre ou outros sintomas)

    obrigada.

    • Olá Karin!

      A perda de voz normalmente está associada a laringite, inflamação que atinge as cordas vocais. Para um diagnóstico correto, consulte sempre um médico. Lembre-se que a automedicação é uma medida perigosa para sua saúde.

    • Olá Antonio!

      As cordas vocais se localizam na laringe. Graças a seu comentário encontramos um erro no texto que dizia que elas ficavam na faringe. Ele já foi corrigido.
      Obrigado pelo comentário!

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