O que é Sinusite (aguda, crônica), remédios, sintomas, tratamento

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O frio geralmente é acompanhado de uma elevação dos quadros de infecção, doenças respiratórias e alergias. A sensação de nariz escorrendo, os espirros constantes e a dor no corpo são sinais de que o organismo está debilitado.

Algumas pessoas são mais resistentes aos vírus e bactérias — pode ser pela correta alimentação, pelos hábitos de vida adequados ou porque o sistema imune está trabalhando direitinho. Mas quando os sintomas aparecem, o mal-estar costuma ser intenso também.

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Porém, não basta que a gripe, alergia ou resfriado apresentem melhora para que tudo volte ao normal, pois é geralmente após esses episódios que a sinusite se manifesta, fazendo com que as condições sejam inclusive confundidas.

Sabe aquela situação muito frequente em consultórios, em que o paciente relata estar gripado há mais de 20 dias? Na verdade, é muito provável que o quadro seja uma sinusite e que a gripe ou resfriado já tenha sido curado.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Sinusite
  2. O que são seios paranasais?
  3. Tipos
  4. Causas
  5. Sinusite por vírus ou bactéria?
  6. Qual a diferença entre sinusite e rinite?
  7. Fatores de risco
  8. Sintomas
  9. Como é feito o diagnóstico?
  10. Exames
  11. Tem cura?
  12. Qual o tratamento?
  13. Medicamentos
  14. Remédios caseiros
  15. Convivendo
  16. Prognóstico
  17. Complicações
  18. Como prevenir a sinusite?
  19. Perguntas frequentes

O que é Sinusite?

Atualmente, o termo clínico mais adequado é rinossinusite, caracterizada pela inflamação das mucosas que revestem as cavidades dos seios da face, que são espaços ósseos ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos.

A inflamação pode ter causas diversas — alérgicas, infecciosas ou imunológicas —, provocadas por um inchaço que restringe a passagem do muco nasal — um fluido naturalmente produzido pela região —, facilitando e promovendo a proliferação de agentes infecciosos.

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Em geral, é decorrente de resfriados, gripes, alergias e baixa imunidade, podendo causar sintomas como dor de cabeça, corrimento nasal e rosto inchado.

A grande maioria das sinusites é devido ao vírus Influenza — responsável pelas gripes —, mas também podem ocorrer infecções por bactérias ou fungos.

Leia mais: H3N2: o novo vírus da gripe. Conheça os sintomas, vacina e mais

Apesar de ser consideravelmente frequente, a inflamação pode comprometer a rotina e as atividades, logo que, mesmo sem complicações, o incômodo e o mal-estar são geralmente grandes.

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Quando o quadro dura por até 4 semanas, a sinusite é aguda. Fatores externos, como poluição, cigarro e agentes alergênicos podem favorecem a manifestação da inflamação, o que torna a doença recorrente em muitos pacientes. Se quadro persistir por mais do que 4 semanas contínuas, caracteriza-se como sinusite crônica.

A maioria dos pacientes que passam por uma gripe ou resfriado, após recuperados, apresentam alguma alteração e acúmulo de secreção no seio das faces. No entanto, muitos quadros não evoluem para a sinusite, pois o corpo consegue eliminar o muco naturalmente.

Mas mesmo quando a inflamação se manifesta, a condição é, geralmente, bem simples e tende a se resolver com o uso de medicamentos que facilitam a eliminação das secreções. Quando os sintomas se agravam ou acometem mais intensamente o paciente, é preciso verificar se não há infecção bacteriana, que pode precisar de antibióticos.

A condição está listada no CID-10 sob os códigos J01- Sinusite aguda e J32 – Sinusite crônica.

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O que são seios paranasais?

Os seios paranasais, também chamados de seios nasais ou seios da face, são cavidades bilaterais situadas na face do crânio — ou seja, se traçarmos uma linha bem no meio do nosso rosto, passando verticalmente pelo nariz, as cavidades são simétricas, observadas nos dois lados — e se dividem em 4:

  • Seio frontal: localizados acima dos olhos;
  • Seio etmoidal: são pequenas e numerosas cavidades (como furinhos) no osso entre o olho e o nariz;
  • Seio esfenoidal: situado na parte interna do crânio, na altura do nariz;
  • Seio maxilar: localizados abaixo dos olhos, ao lado do nariz.

É importante diferenciar a cavidade nasal das cavidades paranasais. Enquanto a primeira é maior e se estende da narina até a faringe (basicamente compreendida como o nariz), as paranasais são pequenos túneis próximos ao nariz.

Os seios são ocupados por ar (cavidades pneumáticas) e possuem um revestimento repleto de vasos sanguíneos e cílios, que são bastante semelhantes aos que temos nos olhos, porém em tamanhos microscópicos. Entre as funções das fossas nasais estão:

  • Umidificação e aquecimento do ar respirado;
  • Redução do peso do crânio;
  • Aumento da ressonância da voz;
  • Equilíbrio das pressões intracranianas quando há variações na pressão atmosférica (mergulhos, viagens de avião ou subidas a grandes altitudes);
  • Absorção de impacto em casos de trauma (materiais ocos absorvem mais impacto do que materiais maciços).

Além disso, no revestimento paranasal há uma produção constante de muco ou secreção, que é responsável pela retenção de partículas estranhas ao corpos — como poeira ou sujeiras.

Os cílios têm um papel importante no encaminhamento dessas secreções para fora das cavidades, conduzindo-as até a garganta para serem eliminadas através das vias aéreas.

Quadros de alergia ou gripe, por exemplo, podem causar edema (inchaço) da mucosa nasal e aumento das secreções, o que favorece a obstrução da drenagem dos seios da face levando à congestão da cavidade, que pode evoluir para a sinusite.

Tipos de sinusite

Um dos modos de classificar a sinusite é conforme o local de acometimento, que pode provocar dores em regiões diferentes, muitas vezes até sendo confundidas com outros tipos de dor.

Pode-se separá-la em:

  • Sinusite maxilar: a inflamação é nas mucosas próximas das maçãs do rosto;
  • Sinusite etmoidal: a inflamação ocorre entre o globo ocular e o nariz;
  • Sinusite frontal: a inflamação acomete sobretudo a região da testa, acima dos olhos;
  • Sinusite esfenoidal: a inflamação pode provocar dores na lateral da cabeça ou, também, na altura do dente canino, sendo muitas vezes confundida com dores de dente.

Vale lembrar que essa classificação visa apenas situar a dor, mas não são únicas ou excludentes. Ou seja,é possível apresentar sinusite maxilar e frontal ao mesmo tempo, sendo um quadro bastante comum.

De acordo com as diretrizes para o diagnóstico médico da sinusite, a condição pode ser classificada de acordo com a persistência dos sintomas, dividindo-se em aguda, subaguda, recorrente crônica, crônica agudizada e complicada. Conheça um pouco mais sobre cada uma:

Aguda

No tipo agudo, os sintomas duram até 4 semanas e, em geral, a resposta ao tratamento costuma ser boa. Mas se os sintomas não forem amenizados ou houver piora entre 5 e 10 dias de tratamento, é preciso considerar uma sinusite bacteriana.

Normalmente o quadro agudo é desencadeado por alergias, gripes ou infecções.

Subaguda

Os sintomas duram entre 4 e 12 semanas e são uma continuação da sinusite aguda. Ou seja, ainda não é classificada como crônica, mas persiste por algum tempo a mais.

Em geral, ela ocorre quando o quadro não é diagnosticado ou o organismo não responde bem ao tratamento da sinusite aguda.

A tendência é que os sintomas sejam mais amenos do que nas 4 primeiras semanas.

Recorrente

No tipo recorrente, ocorrem 3 ou mais episódios de sinusite aguda em 1 ano. Em geral, cada episódio tem manifestação de sintomas entre 7 e 12 dias, seguidos da melhora do paciente.

Para ser considerado um quadro recorrente, o paciente precisa apresentar melhora total do episódio e outra manifestação dos sintomas, caracterizando como um novo quadro de sinusite.

Crônica

Quando os sinais da sinusite permanecem por mais de 12 semanas, o quadro se caracteriza como crônico. Em geral, os sintomas são mais brandos do que no tipo agudo.

A sinusite crônica apresenta maiores riscos ao paciente, logo que quanto mais tempo as inflamações estiverem presentes no organismo, maior o comprometimento da saúde, possibilitando complicações e alterações irreversíveis.

Crônica agudizada

O quadro dura mais do que 12 semanas, caracterizando a sinusite crônica, mas o paciente apresenta piora em sintomas específicos ou no estado em geral.

Complicada

A sinusite pode provocar complicações no quadro inflamatório. Além das cavidades paranasais, a inflamação pode se estender para outras regiões e provocar danos intracranianos, orbitários ou sistêmicos (geralmente envolvem meningites, abscessos cerebrais e abscessos periorbitários).

Causas

Estima-se que 90% dos quadros sejam decorrentes de gripes e resfriados, mas há uma série de fatores que podem desencadear a sinusite. Em geral, estão associados às condições de imunidade e fatores ambientais. As mais comuns são:

Alergias

Quando algum agente entra em contato com o organismo sensível a ele, há uma resposta exagerada da imunidade. Entre os sinais que podem ocorrer estão a produção de muco e os edemas, que são inchaços de regiões específicas.

Há, então, maiores chances de congestionar o canal nasal responsável pela eliminação do muco. Consequentemente, o fluido fica acumulado na cavidade óssea e as inflamações são favorecidas, desenvolvendo a sinusite.

Pólipos nasais

Pólipos são pequenas formações que ocorrem dentro do nariz e, quando crescem e obstruem o canal nasal, estão associadas à sinusite crônica.

Vale lembrar que pólipos não são tumores e nem têm relação com o câncer.

Desvio do septo nasal

O desvio de septo nasal pode provocar diversos graus de obstrução dos canais. Nem sempre é preciso recorrer à cirurgia, pois o desvio muitas vezes não impacta a saúde do paciente.

Mas se a alteração favorecer o acúmulo de secreção nos seios da face, a sinusite crônica pode se manifestar.

Irritação nasal

Poeira e cheiros fortes, como produtos de limpeza ou químicos, podem provocar irritação das mucosas nasais e favorecer a sinusite.

Choque térmico

Variações bruscas e repentinas de temperatura podem ser fator desencadeante da sinusite.

O trato respiratório é um dos primeiros locais do organismo a sofrer com a instabilidade climática, pois os cílios nasais, que atuam como filtros e impedem a entrada de diversos agentes infecciosos no organismo, ficam com dificuldades de movimentação.

Como atuam de modo menos eficaz, mais poeiras, vírus, bactérias e sujeiras em geral passam pelo nariz e chegam à parte interna do organismo, favorecendo as inflamações e infecções.

Rinite alérgica

A condição é caracterizada por uma inflamação das mucosas do nariz que pode se apresentar isoladamente e nunca evoluir para a sinusite.

Mas segundo as diretrizes para o diagnóstico e tratamento da sinusite, a associação dos quadros é bastante comum, porque são escassos os casos em que a sinusite não apresenta a rinite também.

Nesse caso, o mecanismo é o mesmo das alergias, em que há uma resposta exagerada do organismo a agentes que entram em contato com o corpo. Mas como há sintomas alérgicos persistentes, a sinusite também pode ser frequente.

Refluxo gastroesofágico

Pode parecer difícil estabelecer uma ligação entre o estômago e a sinusite, mas o refluxo é um dos fatores desencadeantes possíveis.

Quando o alimento, junto com o suco gástrico retorna até a altura dos seios paranasais, pode haver obstruções, irritações e inflamações das mucosas.

Infecções

As infecções respiratórias são uma das causas mais frequentes de sinusite. Geralmente, o paciente se queixa de dores na região dos olhos e cabeça pesada, mesmo já tendo melhorado da gripe ou resfriado.

As infecções podem ser virais, bacterianas ou, mais raramente, fúngicas.

Entre os agentes mais frequentes estão:

  • Vírus: rinovírus, vírus do grupo influenza ou parainfluenza (responsáveis sobretudo por gripes e resfriados);
  • Bactérias: Streptococcus pneumoniae (responsável pela pneumonia), Haemophilus influenzae (responsável pela meningite e epiglotite), e Moraxella catarrhalis (responsável pela otite média e doença pulmonar obstrutiva crônica);
  • Fungos: Aspergillus (responsável pela aspergilose pulmonar).

Tumores

Há diversos tipos de tumor que podem acometer a região nasal, podendo ser classificados de acordo com o tecido de origem e a condição maligna ou benigna.

Os tumores naso-sinusais, como são chamados, podem ser uma manifestação exagerada de células das fossas nasais e dos seios paranasais.

Se não houver tendência para que eles invadam outros tecidos e se espalhem, o tumor é benigno. Mas se as células têm possibilidade de disseminação pela corrente sanguínea ou linfática, o tumor é maligno.

Apesar das condições acometerem os pacientes de modo bastante diferente, ambas as situações podem causar obstruções nasais e favorecer as sinusites e outras doenças, como rinites.

Outras causas

Há também outras situações, menos frequentes, capazes de desencadear a sinusite, como trauma na face ou alterações da cavidade nasal, que ocorrem quando um osso do rosto é fraturado ou alterado cirurgicamente.

Como a anatomia nasal é modificada, as secreções não são corretamente eliminadas e se acumulam nos seios da face.

Doenças e remédios que enfraquecem a imunidade podem favorecer alterações nasais, propiciando a infecção por agentes externos.

Além disso, o tabagismo ou os fumantes passivos estão mais propensos também.

Sinusite por vírus ou bactéria?

Em geral, se os sintomas não se agravarem nos dias iniciais e persistirem por até 10 dias, é mais provável que a infecção seja causada por vírus.

Mas se não houver melhora do quadro ou ocorrer agravamento dos sintomas, sobretudo após o décimo dia, há maiores chances da infecção ser bacteriana.

Saber a origem infecciosa é importante para que o médico conduza o melhor tratamento. Isso porque as sinusites virais não necessitam do uso de antibióticos, logo que são medicamentos eficazes para combater esses agentes.

É geralmente mais recomendado investir em sprays para o nariz, analgésicos e limpeza nasal. Mas se a causa for bacteriana, além de recorrer aos métodos utilizados na sinusite viral, é geralmente necessário fazer uso de antibióticos.

Qual a diferença entre sinusite e rinite?

Os sintomas entre a sinusite e rinite são bastante semelhantes e, por isso, muitas vezes as condições são confundidas. Mas, basicamente a rinite é a inflamação das mucosas do nariz, enquanto a sinusite é a inflamação das mucosas dos seios paranasais.

Quem tem rinite pode desenvolver sinusite, apesar de não ser uma condição tão frequente. Ao contrário, a grande parte dos pacientes com sinusite apresenta quadros de rinite também.

A condição é tão recorrente, que os médicos e especialistas adotaram o termo rinossinusite para definir a sinusite.

Apesar se manifestarem sintomas relativamente semelhantes, há uma boa diferença entre as duas: a rinite é causada por infecção viral ou resposta alérgica, e ataca somente a região do nariz (as mucosas nasais). Os sintomas principais são a coriza, coceira no nariz, espirros e nariz entupido.

Enquanto a sinusite pode ser por vírus, bactérias e fungos, além de agentes alergênicos e outros fatores (anatômicos, por exemplo), e acomete os seios paranasais, comprometendo a excreção das secreções.

Fatores de risco

Em geral, todas as pessoas estão suscetíveis à sinusite, mas quem tem alergias constantes, baixa imunidade ou alterações nasais apresenta maior propensão.

Os pacientes que já têm alguma doença ou condição respiratória, como a asma, bronquite, amigdalite, faringite e rinite, tendem a ser mais sensíveis à inflamação.

Mas é preciso lembrar que, muitas vezes, há uma associação de fatores que implica na doença — como exposição à poluição, cigarro, poeira ou agentes alergênicos com a baixa imunidade.

Pessoas que sofrem com certa frequência de sinusites agudas e não realizam o tratamento corretamente representam grupo de risco para o tipo crônico, pois o quadro pode provocar alterações nasais permanentes.

Sintomas

O paciente pode apresentar sintomas bastante semelhantes aos da gripe ou até confundir o quadro com uma dor de cabeça insistente.

Apesar da pressão na região dos olhos, sensação de cabeça pesada e obstrução da respiração serem os sinais mais associados à sinusite, podem ocorrer também:

  • Pressão nos ouvidos — ocasionada pelo acúmulo de secreções na região da face;
  • Alteração do olfato e do paladar;
  • Cansaço — ocorre sobretudo devido à debilidade do organismo ou queda da imunidade;
  • Redução ou falta de apetite;
  • Mau hálito (halitose) — geralmente provocada por infecções bacterianas ou sinusite crônica;
  • Náusea;
  • Catarro (amarelo-esverdeado) na garganta, sobretudo ao deitar.

Além disso, alguns sintomas são bastante característicos e significativos durante a sinusite. Entre eles estão:

Tosse

Em geral, um dos primeiros sintomas que se manifestam na sinusite é a tosse. Sobretudo na infância, ela tende a ser um sinal essencial para o diagnóstico correto.

Muitos pacientes percebem uma piora da tosse no período noturno, isso porque as secreções ficam acumuladas na região nasal e, quando o paciente se deita, há uma facilitação delas escorrerem para a faringe.

A tosse surge como uma reação à irritação da mucosa, a fim de eliminar o catarro.

Além disso, os pacientes que sofrem de sinusite devido à disfunções gástricas, como refluxo, podem apresentar tosse porque o suco ácido do estômago irrita as mucosas. Ao deitar, há mais facilidade desse ácido sofrer refluxo e irritar a garganta.

Dor de cabeça

Em geral, ocorre uma pressão na região da cabeça, que pode ser em partes específicas ou mais generalizadas (dependendo sobretudo da localização da inflamação). Normalmente os pacientes sentem uma piora quando abaixam ou inclinam o pescoço.

Devido ao acúmulo de secreções nos seios paranasais, podem ocorrer dores na região dos olhos, ouvidos e nuca.

Dor de dente ou na arcada dentária

Na verdade, a sensação dolorida é devido à inflamação dos seios paranasais próximos ao maxilar. Ou seja, é uma dor de cabeça que se confunde com a região dental.

Em alguns casos, o paciente pode demorar a perceber outros sintomas e atribuir o incômodo à inflamação da gengiva, por exemplo.

Secreção nasal

O paciente pode apresentar dificuldades respiratórias devido ao bloqueio ou obstrução nasal. Ainda assim, é possível que o nariz fique escorrendo ou com presença de secreções espessas (semelhantes ao catarro).

Em geral, as secreções e obstruções nasais fazem com que o paciente precise respirar pela boca, ocasionando ressecamento da garganta e favorecendo as tosses.

Febre

Em geral, quando há apenas obstrução ou congestão nasal a febre não se manifesta, mas se houver infecção dos tecidos, as alterações de temperatura podem se manifestar. Comumente elas persistem por pouco tempo e não são muito altas, ficando na faixa de 38 graus.

Como é feito o diagnóstico?

O profissional mais capacitado para diagnosticar e tratar a sinusite é o clínico geral e o otorrinolaringologista.

Normalmente, o médico fará um levantamento do quadro clínico do paciente, avaliando-o fisicamente através do exame da garganta, ouvidos e tecidos nasais, bem como escutando a respiração para verificar a presença de catarros, obstruções ou dificuldades de inspirar ou expirar.

Em geral, o procedimento se restringe ao exame clínico pois os casos de sinusite tendem a ser facilmente identificados, evitando encaminhar o paciente para exames radiológicos faciais, que acarreta na exposição, geralmente desnecessária, à radiação.

Porém, casos persistentes da doença, complicações ou caso o médico verifique a necessidade de um diagnóstico mais aprofundado, podem ser realizados exames de tomografia computadorizada, endoscopia nasal e raio-X.

Exames de sangue podem ser solicitados em casos em que há suspeita de sinusite fúngica ou bacteriana, para confirmar o diagnóstico.

Pacientes que apresentam condições imunológicas debilitadas ou doenças antecedentes podem ser encaminhados a exames como hemograma para avaliar o quadro geral do organismo, bem como a necessidade de tratar outras debilidades.

Exames

Exames complementares ao diagnóstico são solicitados geralmente quando há complicações, quadro severamente agravado, má resposta ao tratamento ou em casos especiais, como pacientes com comprometimento imunológico.

Entre os exames mais frequentes estão:

Endoscopia nasal

O exame é indolor, mas pode causar algum desconforto leve e não são precisos cuidados específicos antes da realização.

Geralmente, o exame faz parte da rotina de diagnóstico da sinusite, em que é inserida uma haste flexível (endoscópio) com uma câmera ou um luz na ponta, permitindo que o médico avalie a mucosa e as cavidades nasais mais profundas.

Exames de imagem

Tomografias computadorizadas (TC) são mais indicadas nos quadros de sinusites crônicas ou recorrentes, e quando há complicações do estado de saúde. O procedimento auxilia o profissional a avaliar as condições dos seios e da área nasal e identificar uma inflamação profunda ou obstrução física.

Os exames de raio-X são considerados discutíveis segundo as diretrizes para diagnóstico da sinusite.

Eles podem ser solicitados em casos agudos, mas expõem os pacientes à radiação de modo nem sempre necessário, sobretudo porque a tomografia computadorizada tende a apresentar imagens mais precisas para a avaliação da sinusite. Por isso, são priorizados outros exames de imagem.

Culturas nasais

Nos casos em que a inflamação não responde ao tratamento, analisar os tecidos nasais pode ajudar a definir a causa, como uma sinusite causada por bactérias ou fungos.

O exame é indolor, pois são coletadas amostras das secreções nasais e enviadas ao laboratório para testes clínicos.

Testes de alergia

Geralmente o exame é solicitado quando a sinusite manifesta sintomas recorrentes, mas não há presença de agentes infecciosos, como vírus ou bactérias.

Sobretudo nos casos de alergia persistente ou rinite, o teste pode auxiliar a detectar o agente desencadeador, auxiliando inclusive no tratamento.

Os tipos mais comuns de pesquisa para alergia são através da coleta de sangue e do teste cutâneo.

Quando o paciente tem alguma suspeita de qual seja o agente alergênico, pode ser solicitado um exame de sangue específico, em que são avaliados os anticorpos reagentes para a determinada substância.

Há também o teste cutâneo, que verifica a sensibilidade a um número maior de substâncias. De modo resumido, são de diversos elementos, geralmente causadores de alergias.

Tem cura?

Sim. Se o tratamento for devidamente realizado, o quadro é revertido geralmente sem complicações.

Os casos de sinusite aguda tendem a ser curados em poucos dias, algumas vezes de modo espontâneo, desde que o organismo esteja saudável e desempenhando suas funções imunológicas corretamente.

As sinusites crônicas podem ser tratadas e curadas desde que a causa primária possa ser resolvida (um desvio nasal, por exemplo).

Qual o tratamento?

Para o tratamento da sinusite é preciso facilitar a drenagem dos seios nasais e curar a infecção, geralmente com o uso de antialérgicos, corticoides e antibióticos, dependendo de cada caso.

O tratamento correto e bem conduzido é essencial para que o quadro não se agrave, persista ou torne-se crônico.

Também podem ser associados medicamentos a fim de reduzir febres, dores, desobstruir as narinas e facilitar a expectoração.

Vale lembrar que, sobretudo no tipo crônico, a amenização dos sintomas é um tratamento secundário, visando reduzir o desconforto do paciente.

Medidas que facilitam a recuperação e podem ser associadas aos medicamentos para acelerar a desobstrução nasal são:

Lavagem nasal

A utilização de água salina ou de soro fisiológico ajuda a dissolver as secreções nasais e descongestionar os seios da face. Para utilizá-las, o paciente pode inalar as soluções (através da vaporização) ou pingá-las diretamente no nariz.

Os soros podem ser encontrados em farmácias, prontos para o uso, e a solução salina pode ser preparada misturando 1 colher de bicarbonato de sódio, 2 colheres de sal à 250mL de água.

Uma outra opção é, durante o banho, manter a água bem aquecida e inalar o vapor.

Spray nasal ou descongestionantes

Provavelmente você conhece alguém que usa descongestionantes nasais com frequência. O medicamento auxilia no alívio do nariz entupido, facilitando a respiração em diversas condições (gripes, resfriados, alergias e sinusites, por exemplo).

Em geral, os sprays ou descongestionantes utilizam substâncias como nafazolina, oximetazolina, fenilefrina e pseudoefedrina que, basicamente, agem diminuindo os vasos sanguíneos nasais e reduzindo o volume da mucosa, o que facilita a passagem de ar.

Para usar os sprays ou descongestionantes, é recomendado higienizar bem as mãos, assoar o nariz e pingar ou espirrar o produto (conforme recomendação médica).

O médico pode recomendar que você incline a cabeça para trás ou aspire o produto, se for possível, pois isso fará com que o líquido penetre melhor e desobstrua mais rapidamente as narinas.

Durante o tratamento da sinusite, os sprays podem aliviar bastante o incômodo nasal, mas devem ser usados com cautela e por tempo delimitado, pois podem causar o chamado efeito rebote ou até uma dependência medicamentosa.

Corticoides orais ou nasais

Os corticoides podem facilitar a redução da inflamação, sobretudo em sinusites alérgicas e associadas à rinite. Nesse caso, há opções orais ou em spray, que são borrifadas diretamente nas narinas.

Antibióticos

Estima-se que até 70% das sinusites bacterianas sejam melhoradas sem o uso de antibióticos, desde que o organismo esteja em condições imunológicas adequadas. Isso porque, em geral, o quadro é leve.

Não são raros os casos em que antibióticos são receitados mesmo quando não há confirmação de infecção por bactérias.

Há dois problemas nessa prática: se a sinusite for causada por vírus, por exemplo, o medicamento não terá efeito positivos no quadro do paciente, resultando em gastos desnecessários e até efeitos colaterais.

O segundo e principal problema é que o uso indiscriminado de antibióticos favorece a adaptação e resistência das bactérias, fazendo com que os tratamentos sejam cada vez menos efetivos.

Porém, nos casos em que se constata a infecção bactericida, o uso dos antibióticos é fundamental e deve ser conduzido rigorosamente como prescrito pelo médico.

Cirurgias

As cirurgias são empregadas quando as obstruções são causadas por alguma alteração da anatomia e podem ser corrigidas ou removidas, por exemplo no desvio séptico.

O médico irá indicar o tipo mais adequado de procedimento de acordo com cada caso. As opções atuais incluem:

Cirurgia Endoscópica Funcional dos Seios da Face (FESS)

O método denominado FESS se refere à Funcional Esdoscopic Sinus Surgery, que é uma cirurgia endoscópica sinusal. Podem ser utilizados instrumentos médicos como endoscópios, balões e câmeras para facilitar o procedimento.

O procedimento realiza a correção e modificação das estruturas anatômicas do nariz e dos seios paranasais, favorecendo a passagem de ar e a eliminação de secreções. O paciente recebe anestesia geral e, em média, o procedimento dura entre 2 e 3 horas.

Um endoscópio é inserido no nariz para que a condição da região seja bem analisada. Após localizar corretamente o ponto de obstrução, instrumentos bastante finos são inseridos no canal nasal e removem os tecidos necessários.

Cirurgia de Caldwell Luc

A técnica pode ser empregada para remover algum conteúdo (como aglomerado de fungos) dos seios paranasais e fazer a drenagem adequada da região. O procedimento faz a remoção da mucosa do seio maxilar com anestesia geral.

A incisão é feita através do maxilar, na proximidade do dente canino, pela parte interna da boca. Apesar de bastante empregada para tratar alterações sinusais, a cirurgia tem sido gradativamente substituída pelos procedimentos que recorrem às técnicas de endoscopia, devido à melhor precisão.

Sinuplastia

Para as doenças sinusais (entre elas a sinusite), a sinuplastia é um dos métodos mais empregados e recomendados de tratamento cirúrgico.

Enquanto as cirurgias endoscópicas tradicionais envolvem a remoção das mucosas e partes ósseas do nariz, a sinuplastia realiza a dilatação do canal. Aplicando altas pressões dentro do nariz, a técnica provoca micro fraturas ósseas, fazendo com que a estrutura nasal se reorganize e remodele.

Medicamentos

De acordo com as diretrizes para o tratamento de sinusite, os quadros agudos leves podem, em geral, ser tratados com os medicamentos amoxicilina, por 7 ou 10 dias. Há também indicação do uso de sulfametoxazol-trimetoprim, mas é preciso dar atenção à possibilidade do remédio causar resistência bacteriana.

Também pode ser receitado o uso de Doclaxin (amoxicilina + ácido clavulânico), por 7 a 14 dias, por um antibiótico do grupo cefalosporina, como cefaclor, cefprozil, axetilcefuroxima ou cefpodoxima-proxetil.

Outras opções, ainda segundo as diretrizes, incluem:

Sprays nasais ajudam a prevenir e tratar a inflamação. Exemplos incluem:

Entre os corticoides que podem ser ministrados estão:

Alguns medicamentos anti-histamínicos podem ser indicados, quando a sinusite for de origem alérgica. Entre eles:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Remédios caseiros

Se você já foi ao médico e está realizando o tratamento indicado, há ainda algumas medidas caseiras que podem facilitar e melhorar a recuperação da sinusite.

Tratam-se de medidas simples que você pode fazer em casa e vão reduzir os sintomas, trazendo mais bem-estar durante os dias de tratamento. Lembre-se que as opções devem ser complementares às indicações do médico. Entre elas:

Expectorante com eucalipto

O eucalipto auxilia na expectoração e pode ser uma boa opção para facilitar a limpeza dos seios paranasais. Para isso, basta misturar água, sal e um pouco de eucalipto, levar ao fogo até ferver e inalar o vapor da mistura.

Chá de camomila

Os chás fazem parte da rotina de cuidados de gripes e resfriados, sobretudo o de camomila, pois possui propriedades anti-inflamatórias e analgésica.

Por isso, a bebida pode ser aliada ao tratamento da sinusite, reduzindo a congestão, a irritação da garganta, facilitando a expectoração e a limpeza das mucosas nasais.

Inalação

A inalação pode ser feita inclusive no banho, com o vapor que sai da água quente do chuveiro. Mas além disso, o paciente pode intensificar as inalações, realizando mais vezes ao dia.

Um opção é adicionar produtos com propriedades anti-inflamatórias à água, como cebola ou óleo de orégano. Basta adicionar uma pequena quantidade dos alimentos à água e, ao ferver, fazer a inalação.

Compressas quentes

As compressas mornas ou quentes na região do nariz, testa e olhos podem amenizar as dores e facilitar a eliminação das secreções. Em geral, basta aquecer a água (cuidando com a temperatura), umedecer um algodão ou toalha, e aplicar a compressa na região facial.

Sucos naturais

Além dos chás, os sucos fortificados são opções para incrementar a alimentação e reforçar o sistema imune. Vale lembrar que as receitas devem priorizar alimentos naturais e ricos em nutrientes, como açafrão, cenoura, couve, limão, laranja e beterraba, por exemplo.

Basta escolher os alimentos, higienizá-los corretamente e bater no liquidificador com água. Por exemplo:

  • 150mL de água;
  • Suco de 2 laranjas;
  • 1 Cenoura ralada;
  • 1 folha de couve ou açafrão;
  • Mel se for preciso adoçar.

Convivendo

O tratamento das sinusites é geralmente acompanhado da diminuição dos sintomas, até que o paciente esteja completamente recuperado.

Algumas medidas simples podem ajudar no tratamento, reduzindo os sintomas e trazendo mais conforto na recuperação, entre elas:

Cuidados com a alimentação

A alimentação é um fator essencial em todas as circunstâncias do organismo, mas principalmente quando há alguma debilidade imunológica.

Durante o processo de recuperação, é recomendado priorizar alimentos naturais, ricos em nutrientes e que auxiliem no fortalecimento das defesas orgânicas.

Nesse caso, sopas de legumes, sucos fortificantes e frutas são boas opções para compor um cardápio leve e enriquecido.

Além disso, pessoas que têm intolerâncias ou alergias alimentares devem reforçar os cuidados com a dieta, pois a negligência com as restrições pode favorecer quedas na imunidade ou respostas alérgicas do organismo.

Alguns alimentos que o paciente deve reduzir o consumo incluem:

  • Açúcar: evite consumir alimentos doces e ricos em açúcar, pois isso pode favorecer as infecções.
  • Lácteos e farinhas refinadas: eles podem estimular a produção de muco e dificultar a expectoração, assim como as farinhas e grãos refinados.
  • Sal: o excesso de sal pode desidratar o organismo, favorecer a retenção de líquidos e dificultar a expectoração.

Repouse

A medida é simples — alguns dias de repouso —, mas pode ser fundamental para melhorar os sintomas e acelerar o processo de recuperação. Ao descansar, o corpo reduz o desgaste físico devido ao esforço e pode voltar as atenções à recuperação.

Além disso, o paciente pode apresentar cansaço, fadiga e dificuldade de respiração, que são amenizados quando o organismo está repousando.

Beba líquidos

É importante ingerir bastante líquido, pois além de ser fundamental para o equilíbrio do organismo, a água hidrata as mucosas e facilita a eliminação dos mucos.

Além da água, os chás são opções para complementar a hidratação, sobretudo os que possuem propriedades anti-inflamatórias, como o de camomila, de gengibre e de hortelã.

Evite agentes alergênicos

Mesmo para pacientes não alérgicos, é indicado evitar agentes que possam desencadear alergias ou agravar a obstrução, como poeira, pólen, pelos de animais, cigarro e poluição.

Apesar de ser difícil se manter distante de componentes externos, sobretudo durante os primeiros dias, o mais recomendado é se manter em um ambiente limpo e desinfectado.

Em casa, evite usar produtos de limpeza com cheiros fortes, aromatizadores de ar e perfumes pessoais.

Cuide de outras patologias

Os cuidados com a saúde em geral são fundamentais, por exemplo, pacientes com doenças crônicas ou imunodeprimidos podem ser mais suscetíveis às infecções, sendo esse um fator desencadeante da sinusite.

Nesses casos, a principal medida para auxiliar na recuperação da sinusite é tratar e controlar a condição primária, que resultará na melhora imunológica e, consequentemente, atuará como uma medida de de novas crises ou otimização do tratamento.

Evite o ar-condicionado

Mesmo que o aparelho, em si, não cause gripes, resfriados ou sinusite, eles podem ser a causa indireta desses problemas.

Geralmente, as mudanças bruscas de temperatura podem favorecer alterações na imunidade ou o ar gelado pode irritar as mucosas da narina, fazendo com que os sintomas se agravem.

Além disso, equipamentos mal higienizados podem disseminar agentes infecciosos e favorecer a contaminação das pessoas que dividem o ambiente.

Prognóstico

Os prognósticos de sinusite aguda são, em geral, muito bons, sendo que a maioria dos pacientes apresenta completa melhora em até 2 semanas, muitas vezes usando medicamentos apenas para amenizar os sintomas.

Porém, tratamentos mal realizados ou quando não há a cura completa do paciente nos casos agudos, podem levar a danos nasais permanentes e causar a sinusite crônica.

O prognóstico do tipo crônico depende do fator desencadeante. Em geral, quando o problema ou alteração é tratada, a sinusite se resolve sem grandes problemas.

Complicações

Em geral, a evolução do quadro é boa e são poucos os casos que envolvem complicações, mas quando ocorrem, estão normalmente associadas à debilidade imunológica severa, agressividade do agente infeccioso ou associação de fatores ambientais.

Na sinusite aguda, é preciso observar os sintomas após 72h do uso de antibióticos, pois podem se manifestar edemas ou inchaços nos olhos (abscesso periorbitário), lesões da pálpebra, alterações visuais e problemas de visão, sinais de toxemia (intoxicação por excesso de toxinas) ou irritação meníngea (sinais do organismo de que há alterações, como em casos de meningites, hemorragias e sífilis, por exemplo).

Se os quadros de febre ou reação alérgica forem muito acentuados ou frequentes, em geral, pode ser necessário fazer uma investigação imunológica. Doenças crônicas ou infecção por HIV podem afetar as respostas de defesa do organismo.

Se houver alterações de pele e dores ósseas, pode ser indicativo de infecções disseminadas, como a osteomielite. Algumas alterações olfativas podem ser decorrentes da obstrução nasal, mas pode ocorrer inflamação do nervo olfatório, implicando na perda temporária ou permanente de sentido.

As alterações de visão ocorrem quando a infecção acomete aos olhos e pode afetar parcial ou completamente a visão. Além disso, o quadro pode comprometer permanentemente os olhos e resultar em cegueira.

Se houver um agravamento da inflamação, que se espalha para outras regiões do corpo, podem ocorrer abscessos cerebrais, meningite, infecção generalizada, trombose cavernosa (entupimento na veia que drena o sangue do cérebro) e, apesar de raro, ocasionar a morte.

Como prevenir a sinusite?

A sinusite é uma condição que pode ser bastante debilitante, dependendo do paciente e da intensidade eu se desenvolve.

Algumas pessoas podem ter predisposição às inflamações e infecções, favorecendo os quadros da doença. Mas mesmo as que possuem boas condições imunológicas pode adotar algumas medidas preventivas, como:

Evite gatilhos

O primeiro modo de prevenir as sinusites é evitar fatores desencadeantes. Por isso, pessoas alérgicas ou sensíveis a substâncias devem evitar o contato com os alergênicos. Como não é possível se isentar de tudo (por exemplo, poluição ou poeira), é preciso reduzir ao máximo o contato com o agente.

Por isso, é importante manter os ambientes bem arejados, com circulação de ar limpo. Locais que usam ar-condicionado devem ter o cuidado de manter a correta higienização do equipamento.

Trate gripes e resfriados

Com a chegada do frio, a manifestação de doenças respiratórias é geralmente maior. Apesar de ser bastante comum nos períodos mais frios, as condições não devem ser ignoradas, pois a grande parte das sinusites decorre de um resfriado ou gripe.

Às vezes, bastam alguns cuidados simples para recuperar o organismo, como inalações e uma boa alimentação.

Fortaleça a imunidade

Os cuidados também incluem aquelas regras preciosas para a boa saúde: manter a alimentação adequada, ingerir cerca de 2 litros de água por dia e, se possível, realizar limpezas nasais com soro fisiológico.

Dar atenção à imunidade ajuda a prevenir várias doenças ou situações, por isso, é ideal consultar um médico regularmente e avaliar como anda a saúde. Além disso, realizar adequadamente os tratamentos para doenças crônicas evita comprometimento do organismo.

Cuide da saúde como um todo

Pessoas com alergias alimentares podem ter o sistema imune debilitado ao ingerir a substância restrita. Além disso, um dos efeitos da ingestão pode ser a reação alérgica, favorecendo as sinusites. Então é essencial manter a dieta em dia.

Pessoas que estão gripadas ou resfriadas podem recorrer às inalações para facilitar a recuperação e reduzir os riscos de obstrução paranasal.

Perguntas frequentes

Ar-condicionado causa sinusite?

O ar-condicionado, em si, não causa a sinusite. Geralmente, podem ocorrer duas condições: a primeira é que a mudança de temperatura brusca ou constante favorece a queda de imunidade e, com isso, as gripes e resfriados se instalam mais facilmente. Então a sinusite é decorrente.

Uma segunda possibilidade é que os aparelhos que não devidamente higienizados podem promover a proliferação de bactérias e fungos. Como o aparelho dissemina ar em ambientes fechados, todo o local fica infestado.

Sinusite aguda pode virar crônica?

Sim. Se não tratada corretamente, a sinusite pode provocar alterações nas fossas paranasais, fazendo com que o quadro seja crônico.

Como são tratadas sinusites crônica e aguda?

O tratamento da sinusite crônica vai depender das causas. Em geral, ela é causada por inflamação decorrente de condições primárias (desvios sépticos ou doenças, por exemplo). Nesse caso, é preciso controlar a inflamação e tratar a causa.

Já nas sinusites agudas é preciso amenizar os sintomas com medicamentos e expectorantes. Se a infecção for bacteriana, é necessário recorrer aos antibióticos.

Qual a dor de sinusite?

A dor de cabeça é um dos sintomas mais associados à sinusite, mas é preciso diferenciá-la de outras cefaleias. Em geral, a dor pela sinusite apresenta uma ação pulsátil, ou seja, parece que algumas regiões da cabeça estão pulsando.

Também há tendência da dor se agravar quando a pessoa se abaixa, dando uma sensação de peso na cabeça. Geralmente, as maçãs do rosto e a região acima dos olhos são as que mais apresentam dor.

Sinusite dá tontura?

Apesar de não ser um sintoma frequente, pode ocorrer vertigem e tontura devido a sinusite, geralmente causada pela dor de cabeça intensa.

Sinusite dá febre?

Em geral, pode ocorrer febre. No entanto, a elevação de temperatura é mais frequente nos tipos agudos da sinusite. No quadro crônico, apesar de também poder apresentar febre, a incidência é menor.

Sinusite fúngica é perigosa?

A sinusite fúngica ocorre quando a infecção das cavidades paranasais é ocasionada por fungos, que formam um aglomerado na região. As complicações são geralmente mais recorrentes e mais severas.

Há casos que podem evoluir para derrame cerebral devido ao agravamento do quadro, mas basta a remoção do aglomerado de fungos para que o paciente se recupere completamente.


As alterações de imunidade, alergias, gripes e resfriados são condições relativamente comuns e que podem ser favorecidas pelos fatores ambientais. Muitas vezes, essas alterações de saúde desencadeiam a sinusite que, apesar de geralmente simples, pode trazer um grande desconforto ao paciente.

Mesmo os quadros leves da doença devem ser devidamente diagnosticados e encaminhados para que os riscos de complicações ou agravamento sejam minimizados.

Medidas simples podem ser adotadas para que episódios de sinusite e demais doenças tenham menos incidência, como os cuidados com a circulação de ar, a higienização do ambiente e os cuidados gerais com a saúde.

Para respirar melhor e saber mais dicas de bem-estar, acompanhe o Minuto Saudável!

Referências

Dall’Igna, C., Palombini, B., Anselmi, F., Araújo, E., & Dall’Igna, D. (2005). Rinossinusite fúngica em pacientes com infecção nasossinusal crônica. Revista Brasileira De Otorrinolaringologia, 71(6), 712-720. doi: 10.1590/s0034-72992005000600004
Sakano, E., Weckx, L., & Sennes, L. (2001). Diagnóstico e Tratamento da Rinossinusite. Projeto Diretrizes: Associação Médica Brasileira E Conselho Federal De Medicina.

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