Mononucleose Infecciosa (doença do beijo): o que é, sintomas e mais

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O que é Mononucleose Infecciosa

A Mononucleose Infecciosa é uma doença causada, na maioria das vezes, pelo vírus Epstein-Barr (EBV) que, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), é componente da família do vírus da herpes.

Pelo fato de sua transmissão se dar, em grande parte, através da saliva, a doença é popularmente conhecida como Doença do Beijo, e acomete, principalmente, adolescentes e jovens adultos.

Estima-se que 50% das crianças já sofreu alguma infecção causada pelo vírus da Mononucleose, porém elas só irão descobrir essa informação quando tiverem mais idade, a partir do momento em que precisem fazer exames de sangue rotineiros.

Índice – neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Mononucleose Infecciosa
  2. Quais são as causas
  3. Como se dá a transmissão
  4. Quais os grupos de risco?
  5. Os sintomas da Mononucleose Infecciosa
  6. Como é feito o diagnóstico da doença
  7. Tratamento da Mononucleose Infecciosa
  8. Complicações possíveis
  9. Prevenção

Quais são as causas

Como já mencionado, a Mononucleose Infecciosa se dá através de um vírus chamado Epstein-Barr, um dos que mais acometem a saúde do ser humano, porém a doença pode se dar por conta de outros vírus também. Uma vez espalhado, esse vírus entra em contato direto com a nossa orofaringe para, depois, atingir os linfócitos B, isto é, os glóbulos brancos responsáveis pela produção de anticorpos.

Como se dá a transmissão

Normalmente, o vírus causador da Mononucleose Infecciosa é transmitido diretamente através de fluidos líquidos, principalmente a saliva. Além dessa forma de transmissão, a doença pode ser transmitida também pela exposição a tosses e espirros, bem como no compartilhamento de talheres e demais objetos do tipo, como copos e colheres e garfos mal lavados.

Há, ainda, outros meios de transmissão da doença, porém estes são mais raros, São eles: contato com sangue ou sêmen da pessoa infectada, transfusões de sangue e transplante de órgãos.

Quais os grupos de risco?

Por mais que a doença atinja qualquer pessoa, de qualquer idade, todas aquelas que estão em constante contato com um grande número de pessoas está mais vulnerável a contrair a Mononucleose Infecciosa. Dentre os grupos de risco estão:

  • Pessoas entre 15 e 30 anos de idade;
  • Estudantes;
  • Médicos residentes;
  • Enfermeiros;
  • Cuidadores;
  • Pessoas que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico.

Os sintomas da Mononucleose Infecciosa

O sintoma mais característico dessa doença é a febre muito elevada, podendo chegar até a 40°C. Quando a pessoa infectada é criança, normalmente a doença é assintomática. Mas, quando adulto, os sintomas, além da febre alta, incluem:

  • Fadiga extrema;
  • Sensação geral de mal estar;
  • Dor de garganta;
  • Inflamação da garganta que não melhora com o uso de antibióticos;
  • Amígdalas inchadas;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas;
  • Dor de cabeça;
  • Erupção cutânea;
  • Baço inchado.

Na maioria dos casos, os sintomas nos adultos se apresentam depois de 4 a 6 semanas que o vírus foi transmitido, tempo de incubação do mesmo. Em pacientes crianças, o tempo de incubação pode ser menor.

Dentre esses sintomas, a febre e a dor de garganta somem em mais ou menos, duas semanas. Já a fadiga, o aumento dos gânglios linfáticos e o baço inchado podem levar até 6 meses para terem a cura completa.

Como é feito o diagnóstico da doença

Em caso de suspeitas da doença, você deverá se consultar com um infectologista ou, no caso das crianças, com um pediatra.

Para diagnosticar a Mononucleose Infecciosa, basta analisar os sintomas do paciente, até porque não existe exames laboratoriais específicos para o diagnóstico da doença. Contudo, há alguns testes de anticorpos que podem ser feitos, através de exames de sangue, para ajudar na identificação da causa da Mononucleose. Esse exame feito em pessoas infectadas com o vírus EBV pode apresentar:

  • Quantidade maior do que o normal de linfócitos B;
  • Aparecimento de linfócitos atípicos;
  • Quantidade menor de neutrófilos e plaquetas;
  • Alteração na função hepática.

Tratamento da Mononucleose Infecciosa

Não há um tratamento específico para a doença em si, muito menos cura, porém o especialista pode indicar alguns medicamentos para o tratamento dos sintomas, como no caso da dor de garganta e do inchaço das amígdalas.

Há alguns estudos sobre a utilização do medicamento Aciclovir para que o vírus causador da doença seja impedido de se proliferar no organismo humano, mas não há nada confirmado sobre a eficácia desse tipo de tratamento.

Além do uso de medicamentos para o alívio dos sintomas típicos da Mononucleose Infecciosa, outras maneiras de curá-los são:

  • Repouso intenso;
  • Ingestão de bastante água e sucos de frutas;
  • Fazer gargarejo com água salgada;
  • Evitar a prática de exercícios até você estar completamente recuperado, pois o contato com eles pode causar a ruptura do baço – que já se encontra inchado.

Por mais que os sintomas da doença possam ser curados, o vírus EBV permanece no organismo humano por toda a vida, o que impede a cura da Mononucleose Infecciosa. Portanto, uma vez que a infecção se alastre, o risco de transmissão pode ser de até 18 meses após os sintomas aparecerem.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações possíveis

Há algum tempo, o vírus Epstein-Barr vem sendo relacionado com o linfoma de Burkitt, tipo de câncer mais comum na África tropical. Além disso, outras complicações podem surgir a partir da Mononucleose Infecciosa, de acordo com as seguintes divisões:

Células sanguíneas

Em 25% a 50% dos casos, a Mononucleose pode reduzir a produção de 3 tipos de células do sangue. São elas:

  • Glóbulos vermelhos, o que te faz se sentir cansado e sem fôlego;
  • Glóbulos brancos, o que te deixa mais vulnerável a desenvolver uma infecção secundária;
  • Plaquetas, o que te faz sangrar mais facilmente.

Inchaço ou rompimento do baço

Cerca de 50% das pessoas que contrai a Mononucleose Infecciosa sofre com o inchaço excessivo do baço. De imediato, isso não afeta tanto a saúde do paciente, mas caso ele venha a romper, é certo que uma dor muito forte se apresente na região abdominal.

O rompimento do baço normalmente acontece como consequência de um problema causado a partir de atividades físicas, como os esportes de contato. Portanto, caso você esteja com suspeitas de Mononucleose, evitar a prática desses tipos de exercícios ajuda bastante no processo de recuperação.

Complicações neurológicas

Estima-se que 100 pessoas diagnosticadas com a doença desenvolvem complicações neurológicas, tais como:

Infecções secundárias

Como já mencionado no início, é possível que alguns pacientes esses com uma imunidade muito baixa desenvolvam outros tipos de infecções:

Fadiga prolongada

Um em cada dez pacientes de Mononucleose Infecciosa sofre com a fadiga causada pela doença por um período bastante longo que pode durar até 6 meses ou mais. Não se sabe o porquê da fadiga acontecer, mas alguns especialistas dizem que esse sintoma pode ser um tipo de síndrome de fadiga crônica.

Esclerose múltipla

Pesquisas constataram que quem contrai a Mononucleose Infecciosa tem duas vezes mais chances de desenvolver esclerose múltipla futuramente. Porém, as chances disso acontecer são muito baixas (de 1000 pessoas infectadas com o EBV, apenas 1 a 5 pessoas desenvolvem a esclerose).

Prevenção

Atualmente, não há vacina que previna a contração da Mononucleose Infecciosa. Portanto, as únicas formas de prevenção – que, é importante saber, não possuem 100% de eficácia – contra a doença é não beijar ou dividir bebidas e itens pessoais com pessoas que estejam infectadas com o vírus EBV.

Como a doença apresenta diversos sintomas semelhantes de outras mais, é importante que um médico especialista seja consultado em caso de qualquer suspeita,  mesmo por menor que ela seja. Compartilhe esse artigo com seus conhecidos, pois quanto mais pessoas receberem essas informações, mais facilmente essa doença será conhecida e, por consequência, prevenida.

Referências

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/mononucleose
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/mononucleosis/home/ovc-20165827
http://www.healthline.com/health/mononucleosis
http://www.cdc.gov/epstein-barr/about-mono.html
http://www.your.md/condition/glandular-fever

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