O verão está praticamente batendo em nossa porta e, junto dele, diversas doenças típicas da estação também. É horrível encarar a estação mais aguardada do ano – para muitos – dessa maneira, mas vamos combinar que nada disso é mentira.

Pense no seguinte: quantas vezes você já teve um mal estar devido ao intenso calor ou por comer aquele churros de beira de praia que não caiu bem? Situações como essas acontecem devido, principalmente, pela falta de cuidados que temos com o nosso corpo.

E não só isso, pois muitas vezes acabamos ingerindo alimentos de lugares que não sabemos sequer de sua procedência.

A temperatura elevada em conjunto com o ar úmido, presente em várias regiões, auxilia na proliferação de patógenos característicos de diversas doenças, como vírus, bactérias e fungos. Além disso, por conta dessas temperaturas elevadas, os raios UV atingem o nosso organismo em maior intensidade, aumentando os riscos das doenças de pele.

Confira abaixo quais são as doenças mais comuns de aparecerem no verão, bem como as formas de preveni-las.

Desidratação

Que é imprescindível beber cerca de 2 litros de água diariamente todos já sabem. Porém, nos dias mais quentes, essa ingestão de água se faz praticamente obrigatória, pois é preciso repor a quantidade de líquidos e sais minerais que o corpo perde no decorrer das horas.

Normalmente, cerca de 2,5 litros de água por dia são eliminados pelo corpo humano através de suor, saliva, urina e fezes, mas no verão essa quantidade pode ser ainda maior, devido a transpiração excessiva ou vômitos e diarreias recorrentes de algum tipo de intoxicação.

Micoses

Qualquer pessoa pode contrair uma micose caso ela não se atente aos cuidados. Lugares frequentemente úmidos no corpo, como entre os dedos dos pés e as dobras do corpo, como axila e virilha, são bastante suscetíveis a essas infecções.


Causadas por fungos, as micoses podem ser evitadas através de hábitos saudáveis de higiene. Exemplo disso é secar-se bem após o banho, não andar descalço em locais úmidos e evitar o uso excessivo de calçados fechados.

Pé de Atleta (frieira)

Talvez a mais conhecida de todas as micoses, o pé de atleta — ou frieira, como é popularmente conhecido — é caracterizado por bolhas ou rachaduras causadas por fungos que se alojam entre os dedos, nas laterais, na sola e nas unhas dos pés. Para o tratamento da doença, é necessário o uso de pomadas ou medicamentos antifúngicos, vai depender se a micose é recente ou não curada.

Dermatofitose

A dermatofitose é uma infecção de pele superficial caracterizada por manchas brancas ou vermelhas que possuem bordas evidentes, podendo apresentar crostas em alguns casos. Ela pode atingir qualquer parte do corpo humano, mas sua maior ocorrência é em áreas de dobras, como axila e virilha.

O tratamento é a base de antifúngicos tópicos.

Pitiríase versicolor (pano branco)

Micose de pele comum, a pitiríase versicolor tem como causa fungos que já habitam o corpo humano. A infecção normalmente ocorre devido a fatores como, por exemplo, pele oleosa e transpiração excessiva e tem como característica principal manchas de cores variadas – branco, rosa, laranja e marrom são as mais comuns.

Como as outras micoses citadas, tem como forma de tratamento os medicamentos antifúngicos.

Bicho geográfico

Quem nunca ouviu que cachorro na areia da praia pode dar bicho geográfico que atire a primeira pedra. Essa frase, muitas vezes ditas pelos pais ou avós, é totalmente verídica.

Isso se deve ao fato de que, às vezes, as fezes desses animais podem estar contaminadas com a larva Ancylostoma caninum, causadora da doença. E, uma vez em contato com ela, sintomas como coceira e lesões vermelhas podem aparecer.

Como medida de prevenção contra a doença, sugere-se não andar com os pés descalços nesses ambientes.

Intoxicação alimentar

De origem viral ou bacteriana, as intoxicações alimentares são provenientes da má conservação ou preparo de determinados alimentos, como enlatados e carnes que demandam maior tempo de cozimento – porco, por exemplo. Geralmente, os sintomas mais comuns da intoxicação são vômitos, diarreias, febre e desidratação.

Caso vá viajar, fique atento ao local onde irá comer. Além disso, sempre fique atento à consistência, aroma e odor dos alimentos e evite comidas de ambulantes.

Doenças transmissíveis pelo ar

Com os dias quentes e úmidos, diversos micro-organismos se proliferam mais facilmente, causando, assim, maior incidência de algumas doenças. São elas:

Conjuntivite

A conjuntivite se caracteriza pela inflamação da conjuntiva, membrana transparente que reveste o globo ocular e a parte interna da pálpebra, e tem como sua principal causa os diversos vírus existentes. Porém, ela pode ser causada também pode ser de origem bacteriana ou alérgica. Por conta do clima mais seco, a doença se desenvolve com maior facilidade no verão.

Em caso de conjuntivite viral ou bacteriana, medicamentos podem ser receitados a fim de tratar a doença.

Para preveni-la, lavar bem as mãos antes de tocar os olhos e evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal é bastante recomendável.

Impetigo

Uma das dermatoses mais comuns em crianças, o impetigo é uma doença infecciosa e contagiosa causada pelas bactérias Streptococcus pyogenes e a Staphylococcus aureus. Como sintomas, pode apresentar lesões nas camadas superficiais da pele, que podem ser bolhosas ou não bolhosas, ou apresentar ectimas, isto é, lesões que acometem as camadas mais profundas da pele.

Para a prevenção, o ideal é não ter contato direto com as feridas ou com objetos contaminados, pois a doença pode se transmitir facilmente de uma pessoa para outras.

Dengue

A dengue é uma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e pode ser fatal quando não tratada de maneira correta e precoce. Alguns de seus sintomas mais comuns são cansaço extremo, febre alta, forte dor de cabeça e perda do apetite.

A doença não é transmissível de pessoa para pessoa, portanto as melhores maneiras de se prevenir é eliminado os focos de proliferação do mosquito, como água parada em vasos de plantas, pneus e garrafas velhas.

Hepatite A

Através de águas poluídas, o vírus causador da Hepatite A pode se proliferar e disseminar mais facilmente no ambiente. A doença tem como sintomas náuseas e vômitos, além de deixar a pele e os olhos amarelados (icterícia).

Para se prevenir, é necessário a toma da respectiva vacina, porém ela ainda não foi incluída no calendário de vacinação anual do Ministério da Saúde.

Leptospirose

A leptospirose é uma doença infecciosa bacteriana, transmitida através da urina do rato e atinge, principalmente, os rins, fígado, cérebro e pulmões.

O seu tratamento é feito com hidratação do corpo e o uso de antibióticos. Quando evolui para um quadro mais grave, a internação hospitalar se faz necessária.

A maneira mais básica de prevenção contra a doença é a prática de medidas básicas de higiene, tanto na pessoal quanto na de objetos que são usados recorrentemente.

Consequências do sol em excesso

Ficar horas “torrando” no sol para conseguir aquele tão desejado bronze pode trazer sérias consequências. Os raios UVA e UVB, quando em grande quantidade, podem prejudicar extremamente a nossa pele, principalmente quando a pessoa possui alergia ao sol ou pouca melanina em seu organismo.

Dentre as consequências que o sol pode causar na pele humana, estão:

Insolação

Por conta da exposição prolongada diante do sol, o corpo sofre um distúrbio em seu mecanismo de temperatura e causa um mal estar geral na pessoa, podendo incluir sintomas como febre alta, pele seca e avermelhada, falta de ar e enjoo.

Para que isso não ocorra, evite tomar sol entre as 10h e as 16h e aplique protetor solar 15 minutos antes de sair, reaplicando-o a cada 2 horas.

Câncer de pele

O câncer de pele é o tipo de câncer que mais acomete as pessoas no mundo todo e pode ser de dois tipos: melanoma, isto é, que se origina a partir dos melanócitos – células produtoras de melanina -, e não-melanoma.

Para a prevenção, é recomendável o uso de protetor solar e acessórios como chapéu e óculos escuros, pois fornecem uma proteção extra à pele.

Brotoeja

Por conta do calor excessivo e da eliminação natural de fluidos do corpo, o suor em demasia é bastante recorrente. Porém, quando essa transpiração não é feita da maneira correta, ou pelo indivíduo estar fazendo uso de cremes ou de roupas fechadas, as glândulas sudoríparas sofrem obstrução, ocasionando uma irritação cutânea conhecida como brotoeja.

Para se prevenir, use roupas leves e de algodão, bem como protetor solar em spray/gel, pois não deixam sua pele oleosa.

Fitofotodermatose

Assim como no caso do bicho geográfico, muito provavelmente você também já ouviu alguém te alertar sobre manusear limão e sair no sol sem lavar a mão. Isso ocorre porque manchas escuras realmente aparecem quando o manuseio com frutas cítricas é feito e a pele é exposta ao sol logo em seguida. Mesmo muitas pessoas acreditando que a preocupação em cima disso é apenas estética, essas manchas podem prejudicar a pele e acelerar o envelhecimento.

Para que isso não ocorra com você, lembre-se sempre de lavar bem as mãos com água e sabão após mexer com frutas como limão, laranja e maracujá.

Otite

O combo verão, sol e calor é um convite explícito para dar aquele mergulho na piscina ou no mar, não é mesmo? E é por isso mesmo que é bom ficar atento ao acúmulo de água que fica no canal auditivo, pois através dele pode surgir uma inflamação ou infecção – a otite.

Hábitos simples podem ser evitados para que tal consequência não ocorra, como não exagerar no tempo em atividades de imersão e suspender o contato com água assim que os primeiros sinais de dor aparecerem.


Informações e dicas dadas, é hora de colocá-las em prática e curtir a estação! Compartilhe com os amigos esse texto e garanta que eles tenham um verão tão saudável quanto você terá!


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