Mesmo após inúmeras pesquisas e experimentos realizados antes da sua comercialização, ainda é possível que os medicamentos causem efeitos inesperados em seus usuários. Para evitar que estes problemas se tornem recorrentes, o ideal é que a avaliação do produto seja realizada não apenas pelos órgão de saúde, mas também pelo próprio paciente.

Problemas como intoxicação, uso incorreto, excesso de medicação, erros de administração, entre outras ações, muitas vezes causam efeitos indesejados ao usuário. Ao utilizar corretamente a medicação, seguindo as orientações do especialista e respeitando as indicações do produto, os efeitos adversos raramente serão sentidos. Mas, infelizmente ainda podem acontecer.

Muitas vezes reações raras ou graves podem surgir em determinados grupos de pacientes, mesmo após a realização de diversos testes em laboratório, por isso o mais indicado é que a vigilância dos medicamentos não seja feita apenas pelos órgãos de saúde.

Como funciona?

Também conhecida como farmacovigilância, esta inspeção costuma ser realizada por órgãos estaduais e municipais da Vigilância Sanitária, e pela ANVISA para detectar quaisquer problemas com usuários envolvendo medicamentos.

A partir da identificação do produto e preenchimento de uma ficha de notificação é possível contribuir com este acompanhamento. A ficha deve ser entregue à Vigilância Sanitária da sua cidade ou enviada à ANVISA (farmacovigilância@anvisa.gov.br).

Esta ação é uma importante ferramenta, pois pode ajudar diversos pacientes e auxiliar na prevenção de inúmeras complicações por meio da avaliação contínua dos medicamentos disponíveis no mercado.

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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