Muitas pessoas não consideram a pele como um órgão do corpo humano, porém é exatamente isso que ela é. A pele humana é responsável pela troca de calor e água com o ambiente e pela proteção dos órgãos internos contra agentes patógenos, como bactérias. Esse órgão possui três camadas: a epiderme (mais externa), a derme e o tecido subcutâneo (localizado mais profundamente).

Por ser muito exposta a agentes externos, como a climatização e a luz solar, a nossa pele pode sofrer sérias consequências se ela não for bem tratada e protegida. Uma dessas consequências é o Melanoma, tipo de câncer de pele mais perigoso dentre todos os existentes. E é exatamente sobre ele que esse artigo irá tratar.

Índice – neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Melanoma
  2. Quais são as causas e os fatores de risco
  3. Os tipos de Melanoma
  4. Quais os sintomas do Melanoma?
  5. Como se dá o diagnóstico
  6. Tratamento do Melanoma
  7. Prevenção

O que é Melanoma

O Melanoma é um tumor maligno que se origina a partir dos melanócitos células que produzem a melanina, pigmento do nosso corpo. Por mais que o câncer de pele seja o mais frequente em nosso país, essa doença representa apenas 3% dos casos de tumores malignos – e mesmo assim é a mais perigosa, pois possui um alto nível de letalidade.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), estimase 5670 novos casos de melanoma apenas em 2016, sendo 3000 casos em homens e 2670 em mulheres. Com base no número de mortes ocasionadas por esse tipo de câncer dados levantados em 2013 , a incidência da doença é maior em homens do que em mulheres, visto que das 1547 mortes, 903 foram de homens e 644 de mulheres.

Quais são as causas e os fatores de risco

O Melanoma acontece quando há um erro nas células produtoras de melanina, mas ainda não há estudos que comprovem exatamente os danos que isso pode causar à nossa pele. A maioria dos casos indica que a principal causa seja o excesso de exposição aos raios UV – que podem ser provindos tanto da luz solar quanto das câmaras de bronzeamento artificial. Além disso, alguns fatores de risco podem, também, aumentar as chances do aparecimento da doença em determinadas pessoas. Confira abaixo quais são eles.

Exposição prolongada ao sol

A exposição excessiva aos raios solares, principalmente sem a devida proteção, ajuda no envelhecimento da pele e aumenta a chance do desenvolvimento de câncer no futuro.

Pessoas com pele clara

O risco de ter câncer de pele é bem maior em pessoas de pele clara do que as de pele negra. Isso não significa, porém, que os negros não tem câncer de pele também.

Queimadura de sol grave

Se você já sofreu uma grave queimadura advinda de raios solares, seja na infância ou na adolescência, suas chances de desenvolver um câncer são aumentadas.


Outro caso de melanoma anteriormente

Caso você já tenha tido outro melanoma, suas chances são bem altas de têlo mais uma vez.

Possuir certos tipos de pintas

Alguns tipos de pintas aumentam bastante o risco da pessoa de desenvolver o melanoma. Se você possui muitas pintas em seu corpo é necessário o acompanhamento médico de forma regular, especialmente se elas forem grandes.

Histórico familiar

Estimase que 10% dos pacientes com melanoma possui um parente próximo que tem a doença também. Chamado de melanoma familial, ele também pode ocorrer devido a um defeito genético hereditário.

Xeroderma pigmentoso

Doença genética rara, as pessoas que possuem xeroderma pigmentoso não são capazes de reparar os danos do DNA danificado pela ação dos raios do sol, o que pode ocasionar diversos outros tipos de câncer de pele, começando já na infância.

Idade

Melanomas são mais comuns entre adultos com mais de 50 anos de idade.

Pessoas com imunidade baixa

Pessoas que possuem o seu sistema imunológico enfraquecido devido a algum fator, como transplante de órgãos, leucemia ou uso de certos medicamentos, possuem um risco aumentado em adquirir câncer de pele.

Os tipos de Melanoma

Os melanomas podem ser classificados em diferentes tipos, totalizando 13, como o melanoma da mucosa, o de espalhamento superficial e o polipóide. Porém, os principais deles são 4:

Melanoma extensivo superficial

Esse tipo de melanoma é o mais comum. Geralmente é plano e irregular e ocorre em tons diferentes de preto e marrom. Pode se manifestar em pessoas de diferentes idades e várias partes do corpo. É mais comum em pessoas de pele clara.

Melanoma nodular

Normalmente esse tipo de melanoma começa como uma área elevada de cor preta azulada ou vermelha azulada. Porém, alguns melanomas nodulares não apresentam cor alguma.

Melanoma lentigo maligno

O melanoma lentigo maligno ocorre, em grande parte, em idosos e é mais comum aparecer em peles danificadas pelo sol nas regiões do rosto, pescoço e braços.

Melanoma lentiginoso acral

Esse tipo de melanoma é a forma mais incomum do câncer. Geralmente ocorre nas palmas das mãos, nas solas dos pés ou embaixo das unhas e é mais frequente em pessoas de pele escura.

Quais os sintomas do Melanoma?

O local mais recorrente de aparecer um melanoma é na pele, mas ele pode aparecer também em outros locais como olhos, orelhas, pulmões, trato gastrointestinal, cérebro, coração e genitálias – a isso, dáse o nome de metástase. Geralmente, os primeiros sinais de um melanoma são:

  • Mudança em uma mancha ou pinta já existente;
  • Desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou que possua aparência incomum;
  • Outras mudanças suspeitas, como coceira, comichão, sangramento e a não cicatrização da área afetada.

É preciso ter em mente que, às vezes, uma pessoa com melanoma pode não apresentar todos esses sintomas. Por isso, a existência de uma regra didática ajuda bastante na hora de uma pessoa verificar se suas manchas ou pintas correspondem a um caso de melanoma. A essa didática, que tem o objetivo de reconhecer um câncer de pele em estágio inicial, dáse o nome de ABCD.

  • Assimetria: divida mentalmente a sua pinta e verifique se os dois lados dela são iguais. Em caso negativo, há a necessidade de uma investigação.
  • Bordas irregulares: verifique se a borda da sua pinta está irregular, serrilhada e não uniforme.
  • Cor: se houver cores misturadas em uma mesma pinta, procure o seu médico.
  • Diâmetro: verifique se a sua pinta ou mancha está crescendo de forma progressiva. Melanomas geralmente possuem um diâmetro equivalente a 5mm.

As manchas características da doença aparecem com maior frequência no dorso, entre os homens, e nas pernas, entre as mulheres, conforme o quadro explicativo abaixo.

Local do corpo

Homens

Mulheres

Cabeça e pescoço

22%

14%

Tronco

38%

17%

Braço

17%

21%

Perna

15%

42%

Sem especificação

8%

6%

Como se dá o diagnóstico

Caso você tenha identificado alguma mudança brusca enquanto fazia o método ABCD de verificação das pintas ou manchas que tem em seu corpo, é necessário que você vá a um médico especialista no assunto – dermatologista ou oncologista. Caso você já tenha sido diagnosticado com melanoma anteriormente e possui um dos sintomas abaixo, procure a ajuda médica também.

  • Dificuldade para respirar ou engolir;
  • Tosse ou cuspe com sangue;
  • Sangue no vômito ou diarreia;
  • Urina ou fezes negras.

Uma vez no médico, o procedimento de diagnóstico da doença acontece através de uma ou mais etapas descritas a seguir:

Avaliação clínica

Num primeiro momento, o seu médico irá avaliar a sua pele clinicamente. Ele pode verificar, também, os seus nódulos linfáticos, a fim de saber se eles estão maiores do que o normal ou não. Após essa primeira avaliação, ele poderá indicar alguns exames para ter um diagnóstico mais preciso.

Dermatoscopia

Exame complementar muito importante para o diagnóstico do melanoma, a dermatoscopia pode ser feita de duas maneiras: manual ou digital. Na forma manual, o médico olha as suas pintas com o dermatoscópio e, imediatamente, avalia o risco da lesão. Já a forma digital, permite que as suas pintas sejam avaliadas de maneira mais minuciosa, podendo identificar lesões de risco mais facilmente.

Microscopia confocal

Método de diagnóstico por imagem não invasivo, a microscopia confocal é realizada através de um laser de diodo que torna possível a visualização de detalhes da estrutura das células da pele em um tecido ainda vivo.

Biópsia

A biópsia consiste na coleta de parte do tecido a fim de ser avaliado histologicamente. Será isso que confirmará se o tecido é canceroso ou não.

Outros exames

Alguns exames podem ser solicitados para verificar se o câncer se espalhou para outros órgãos além da pele. Dentre esses exames estão:

  • Biópsia aspirativa com agulha fina (BAAF);
  • Biópsia cirúrgica de linfonodo;
  • Biópsia do linfonodo sentinela;
  • RaiosX;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética (MRI);
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET).

Tratamento do Melanoma

Cada tipo de melanoma exigirá um tipo diferente de tratamento. Normalmente, quando ele está em estágio inicial, a cirurgia realizada para a sua remoção já é o suficiente. Porém, quando o câncer está em um estágio mais avançado, ou seja, quando ele se espalhou para além da pele, outras formas de tratamento podem ser necessárias. Algumas delas podem não curar a doença, mas sim diminuir os sintomas causados por ela.

Os tratamentos realizados nos melanomas em estágio avançado são:

  • Cirurgia para a remoção dos linfonodos comprometidos;
  • Quimioterapia;
  • Radioterapia;
  • Bioquimioterapia;
  • Imunoterapia.

Prevenção

Com alguns cuidados diários com a sua pele, você pode evitar com que a melanoma se desenvolva em seu corpo:

  • Use filtro solar (com, no mínimo, fator 30) todos os dias, inclusive nos de mormaço.
  • Evite se expor ao sol das 10h às 16h. Caso precise se expor justamente nesse período, use além do filtro solar, óculos escuros e chapéu/boné.
  • Conheça a sua pele! Examinese, pelo menos, uma vez ao mês. Faça uso de espelhos para enxergar lugares que você normalmente não consegue enxergar. Fazendo isso, você identificará anormalidades muito mais fácil e solicitará ajuda médica o quanto antes.
  • É importante que as pessoas de risco visite um dermatologista frequentemente, porém essa dica é válida também para as que não são.

O melanoma é perigoso, mas se diagnosticado precocemente, tem chances de cura total. Informe os seus amigos e conhecidos sobre a seriedade da doença. Para isso, compartilhe com eles esse artigo e nos ajude a repassar essas informações para a maior quantidade de pessoas possível!

Referências

http://www.accamargo.org.br/tudosobreocancer/pelemelanoma/31/
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/definicao
https://en.wikipedia.org/wiki/Melanoma


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7 comentários

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  1. muito bom que alcance os necessitados como um balsamo e esperança hora certa.

  2. muito esclarecedor estou com suspeita de melanoma ,me tranquilizei com a matéria

  3. Os ensaios q li, demonstram q o melanoma é mais frequente em pele parda e negra, não em pele clara. E TB esses ensaios não relaciona a exposição solar a incidência de melanoma. Isso pq as lesões aparecem em regiões da pele q não estão expostas ao sol. Tem algo muito errado nas informações passadas aqui…

    1. Olá, Giulianna.
      O câncer tipo melanoma, segundo dados do INCA e do Instituto Oncologia, é mais frequente em pessoas de pele clara. Isso porque, nesses casos, há menor concentração de melanócitos, que produzem melanina e dão proteção à pele.
      Pessoas com pele negra também podem ter câncer, porém a incidência é, em geral, menor.
      Mas o processo ocorre da mesma forma: onde há menos melanócitos, há maiores riscos. Por isso, mãos e pés, que têm menos pigmentação, são mais sensíveis.
      Ainda de acordo com os órgãos, a exposição solar é um fator de risco para o câncer, sendo que são exatamente as áreas mais expostas ao sol, como braços e pescoço, as mais afetadas.
      Caso você esteja com dúvidas, pode acessar a fonte da informação diretamente pelo link do INCA.
      Vale lembrar que os estudos sobre o câncer são diversos e algumas informações são levantadas com base no desenvolvimento de estudos. A relação entre a exposição solar, a pele clara e o câncer melanoma está amplamente aceita na comunidade médica, sendo adotada pelo Ministério da Saúde e órgãos internacionais.

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