O que é Obesidade?

A obesidade é uma doença crônica que afeta um grande número de pessoas no mundo todo. O termo “obesidade” tem origem no latim obesitas, que significa gordo ou corpulento. Tem tratamento, bem como prevenção. Sua principal característica é o acúmulo de gordura corporal (tecido adiposo), o qual pode ocasionar graves problemas de saúde, podendo até levar o paciente à morte.

Esse acúmulo de gordura geralmente é causado pelo consumo em excesso de calorias na alimentação, maior do que o valor de uma dieta comum para a manutenção do organismo ou para a realização das atividades do dia a dia (caminhar, limpar a casa,etc.). Um indivíduo torna-se obeso quando faz mais ingestão de alimentos do que o gasto da energia deles.

No Brasil, existem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas.Somando com o total de indivíduos acima do peso, o número chega a 70 milhões, mais que o dobro de 3 anos atrás. Uma pessoa é considerada obesa se o seu IMC for superior a 29,9.

Na maioria dos casos, diagnostica-se a obesidade pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e que é feito da seguinte forma:

  • Divide o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado.

IMC = peso (kg) ÷ (altura)²

A obesidade é definida de acordo com o IMC e, também, avaliando a distribuição da gordura do paciente pela cintura, quadris e fatores de risco cardiovascular. Segundo o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde, os resultados do cálculo do IMC indicam:

  • 18,5 e 24,9: peso normal.
  • 25,0 e 29,9: sobrepeso.
  • Acima deste valor: obesidade.

O IMC, em alguns países asiáticos, foi redefinido quanto aos seus valores de obesidade, uma vez que as populações asiáticas desenvolvem consequências de saúde negativas a um IMC menor do que os caucasianos. No Japão, por exemplo, definiu-se a obesidade como qualquer IMC superior a 25 kg/m2, e na China o IMC para obesidade é superior a 28 kg/m2.

A obesidade em pets

A obesidade em animais domésticos é relativamente comum em diversos países. Exemplo disso é os Estados Unidos, em que as taxas de sobrepeso e de obesidade nos cães variam entre 23% a 41%, sendo 5,1% obesos; já nos gatos, a taxa de obesidade era ligeiramente superior a 6,4%.

O risco de obesidade em cães está diretamente relacionado com seus donos serem ou não obesos, embora não se verifique esta relação no caso dos gatos.

A obesidade em crianças e adolescentes

As considerações de peso para esse grupo de pessoas é diferente. Para as crianças, o peso que é considerado como saudável varia em função da idade e do sexo.

A obesidade nesses grupos não é definida em função de um número absoluto, mas sim por um percentil (dados aproximadamente iguais ao dos adultos). Com isso, uma criança com idade superior a 2 anos será considerada obesa quando o seu IMC for igual ou superior ao percentil 95 para o seu sexo e idade.

Também considera-se que uma criança tem excesso de peso (pré-obesidade) quando o seu IMC está com o percentil entre 85 e 95. Os dados de referência nos quais estes percentis se baseiam correspondem ao período entre 1963 e 1994, pois não foram afetados pelo aumento recente da média de peso.

Um problema de saúde pública

Considera-se a obesidade um problema de saúde pública no mundo, por causa de sua prevalência, assim como os gastos e efeitos na saúde das pessoas. Mas a OMS antevê que a obesidade sobreponha-se à outras preocupações de saúde pública, como exemplo a subnutrição e doenças infecciosas.

Soluções foram apontadas, entre elas estão:

  • Diminuição do consumo de fast foods.
  • Restrição da publicidade destes produtos para as crianças.
  • Diminuição da venda e do consumo de açúcares nas escolas.
  • Promover e implementar o consumo de refeições saudáveis nas escolas.

Ou seja, as medidas que são tomadas quanto à saúde pública englobam entender e corrigir esses fatores ambientais que respondem pelas causas da obesidade na população mundial.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é Obesidade?
  2. As causas da Obesidade
  3. Quais os tipos de Obesidade?
  4. Sintomas
  5. Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?
  6. Tratamento
  7. Grupos e fatores de risco
  8. Mortalidade da obesidade
  9. Complicações e Prognóstico
  10. Como prevenir?

As causas da Obesidade

São muitas as causas da obesidade. Assim, para melhor compreendê-las, podemos dividir em classificações relacionadas às causas, vejamos:

Obesidade por distúrbio nutricional

  • Dietas ricas em alimentos gordurosos.
  • Dietas em lancherias, fast foods, etc.

Obesidade por inatividade física

  • Pessoas que não praticam quaisquer atividades físicas.
  • Sedentarismo.
  • Idade avançada.
  • Aumento da dependência de mobilidade: entende-se que a dependência de transportes para movimentar-se e máquinas para facilitar o trabalho manual contribuam para a redução das atividades físicas, auxiliando, consequentemente, a desenvolver a obesidade.
  • Dieta hiperenergética associada à falta de atividades físicas.

Obesidade secundária a alterações endócrinas

  • Patrimônio genético do paciente.
  • Maus hábitos alimentares.
  • Disfunções endócrinas.
  • Transtornos psiquiátricos.
  • Razões médicas em geral.
  • – Hipotireoidismo.
  • Síndrome de Cushing ou deficiência hormona do crescimento.
  • Transtornos alimentares.
  • Transtorno da compulsão alimentar periódica.

Obesidades secundárias

  • Determinantes sociais: estresse, discriminação, classe econômica, tabagismo, número de filhos e a urbanização.
  • Medicamentos: há medicamentos associados ao ganho de peso que provoca a obesidade, entre eles estão:
  1. Insulina.
  2. Sulfonilureias.
  3. Tiazolidinedionas.
  4. Antipsicóticos atípicos.
  5. Antidepressivos.
  6. Glicocorticoides.
  7. Alguns anticonvulsivos (fenitoína e valproato).
  8. Pizotifeno.
  9. Algumas formas de contraceptivos hormonais.

Obesidades por hereditariedade (predisposição genética)

  • Autossômica recessiva.
  • Cromossômicas (Prader-Willi).
  • Síndrome de Lawrence-Moon-Biedi.

Outra de suas causas também é a genética, devido a fatores ambientais. O risco de obesidade é maior nas pessoas com predisposição genética para a obesidade, e tem origem nos polimorfismos de vários genes que controlam o apetite e o metabolismo.

Há mais de 40 sítios do genoma humano que estão associados ao desenvolvimento de obesidade quando existe comida em quantidade suficiente para o corpo. As pessoas que possuem duas cópias do gene FTO pesam, em média, 3 kg a 4 kg a mais e apresentam um risco 1,67 vezes superior em desenvolver a obesidade, comparando com o restante da população.

A porcentagem de obesidade que pode ser atribuída aos fatores genéticos tem variação entre 6% e 85%, dependendo da população examinada. Já 7% das pessoas com obesidade grave precoce (obesidade antes dos 10 anos de idade e com IMC três vezes superior ao normal), possuem mutação pontual no DNA.

A obesidade é também uma das principais características de diversas síndromes genéticas, como a síndrome de Prader-Willi ou a síndrome de Bardet-Biedl.

Quais os tipos de Obesidade?

Há 3 definições quando uma pessoa está acima do peso:

1. Sobrepeso

Quando há mais gordura no corpo do que o ideal para uma vida saudável.

2. Obesidade

Ocorre quando o acúmulo de gordura é muito acima do normal, podendo gerar até problemas graves de saúde.

3. Obesidade mórbida

Quando o valor do IMC ultrapassa 40. Para esses casos, o tratamento inicial, além das mudanças de estilo de vida, incluirá medicamentos e até cirurgia bariátrica recomendada na maioria dos casos.

Classificação da obesidade de acordo com o segmento corporal

  • Obesidade difusa ou generalizada: a gordura compreende o corpo todo do indivíduo.
  • Obesidade andróide ou troncular (centrípeta): nesta classificação, o paciente demonstra a forma corporal como uma maçã; associa-se a uma maior quantidade de gordura visceral, com grande relação a doenças metabólicas e cardiovasculares, como a “Síndrome de Plurimetabólica”.
  • Obesidade ginecóide: a gordura é predominante no quadril, o paciente terá a forma corporal como de uma pêra. Esta classificação corre maior risco do paciente desenvolver Artrose e Varizes.

Sintomas

O paciente da obesidade não tem sinais e sintomas diretos, apenas quando a obesidade é extrema. Entre as condições mais apresentadas por quem é obeso estão:

  • Limitações estéticas: acentuadas pelo padrão atual de beleza, exigindo um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
  • Limitações de movimentos, podendo haver contaminação com fungos e outras infecções de pele nas dobras de gordura.
  • Sobrecarga na coluna e membros inferiores: desenvolvendo a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.

Os demais sintomas e doenças decorrentes da obesidade já entram no campo “complicações”.

Qual profissional devo procurar? E qual o diagnóstico?

O especialista que fará o diagnóstico e auxiliará o paciente no tratamento adequado é o endocrinologista depois que o indivíduo passar pela avaliação inicial do clínico geral.

O diagnóstico é feito inicialmente pelo cálculo do IMC e seu resultado varia de acordo com o peso normal de uma pessoa adulta com mais de 20 anos, de acordo com a seguinte tabela:

Altura (cm)

Peso Inferior (kg)

Peso Superior (kg)

145

38

52

150

41

56

155

44

60

160

47

64

165

50

68

170

53

72

175

56

77

180

59

81

185

62

85

190

65

91

Tratamento

Muitos médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para terem a noção da gravidade da situação do paciente antes de iniciar o tratamento. Há algumas doenças que necessitam com urgência de tratamento clínico da obesidade, são elas:

Porém, como a obesidade é adquirida pela ingestão de energia que supera o gasto do organismo, o tratamento mais simples consiste em um estilo de vida mais saudável, com menor ingestão de calorias (reeducação alimentar) e realização de atividades físicas.

Quando o paciente adquire essas mudanças, ele não só consegue alcançar a redução de peso e reverter a obesidade, como seu quadro de uma vida saudável será melhor de manter.

Importante!
Independente do tratamento que o paciente fará, a reeducação alimentar é o fator mais importante neste processo, precisando em muitos casos aliar a um suporte emocional ou psicológico nesta fase.

Tratamento medicamentoso

É possível o uso de remédios para o tratamento da obesidade, mas contribuirá apenas de forma modesta e temporária. É sempre bom lembrar, também, que jamais devem ser usados como única forma de tratamento.

Bastantes substâncias usadas no tratamento da obesidade têm atuação no sistema nervoso, podendo provocar reações adversas graves, como:

  • Aumento da pressão sanguínea.
  • Batimentos cardíacos acelerados.
  • Boca seca.
  • Dependência um dos riscos mais preocupantes dos remédios para obesidade é o de se tornar dependente.
  • Insônia.
  • Intestino preso.
  • Nervosismo.

Devido a essas reações, o tratamento medicamentoso poderá ser restrito a alguns pacientes. Os medicamentos mais indicados são:

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Cirurgia

Este procedimento cirúrgico, mais conhecido como “cirurgia bariátrica”, é indicada para os pacientes com a obesidade mórbida e comorbidade (Diabetes e Hipertensão). Tem como objetivo fazer a redução de estômago para controlar o peso, extinguindo a obesidade e voltando ao peso normal ou ideal.

A cirurgia bariátrica se apresenta em 4 técnicas diferentes, as quais são reconhecidas e autorizadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM):

  • Banda Gástrica Ajustável.
  • Gastrectomia Vertical.
  • Bypass Gástrico.
  • Derivação Bileopancreática.

O tipo de técnica será indicada pelo médico, que analisará o quadro do paciente, seu grau de obesidade e se há doenças relacionadas. Esses procedimentos cirúrgicos propiciam ao paciente uma redução de 29% no risco de mortalidade.

Dieta para a obesidade

Grande parte da energia consumida em excesso tem origem no aumento do consumo de hidratos de carbono, e não no consumo de gordura.

Assim, as principais fontes destes hidratos de carbono em excesso são as bebidas açucaradas e batatas fritas, que contribuem para o aumento dos índices de obesidade. Conforme as sociedades se tornam cada vez mais consumidoras de dietas hipercalóricas, como fast-foods e refeições de grandes porções, a ligação desses consumos à obesidade fica mais clara.

Grupos e fatores de risco

  • Casais obesos: cerca de 80% dos filhos de dois progenitores obesos são também obesos, valor que contrasta com os menos de 10% entre os filhos de pais com peso normal.
  • Idade: atinge mais pessoas entre 50 a 60 anos.
  • Sedentarismo: pessoas que não possuem o hábito de realizar atividades físicas.
  • Má alimentação: pessoas que não possuem hábitos saudáveis, mas, principalmente as que dão prioridades a açúcares e alimentos calóricos.

Mortalidade da obesidade

É uma das principais causas de morte evitáveis em todo o mundo. Por ano, morrem cerca de 3,4 milhões de adultos em consequência da obesidade ou do sobrepeso. A doença ainda é responsável pela origem de 44% dos casos de diabetes, 23% dos casos de doença arterial coronariana e entre 7% e 41% de determinados tipos de cancro.

Na Europa, 7,7% das mortes (cerca de 1 milhão de pessoas) tem o excesso de peso como responsável. Em média, a doença reduz a esperança de vida entre 6 a 7 anos.

Para se ter uma ideia, um IMC entre 30 e 35 kg/m2 reduz a esperança de vida entre 2 a 4 anos, enquanto que a obesidade grave (IMC > 40 kg/m2) reduz a esperança de vida em 10 anos!

O risco de mortalidade é menor no intervalo de IMC de 20-25 kg/m2 em pessoas que não são tabagistas e de 24 a 27 kg/m2 em pessoas que são. Ainda, há uma associação entre valores de IMC superiores a 32 kg/m2 e a duplicação da taxa de mortalidade entre mulheres, em um período de 16 anos.

Complicações e Prognóstico

Estudos comprovam que relacionamentos sociais e romances são menos frequentes entre obesos, já que esses pacientes saem menos de casa devido a diminuição da autoestima.

Quando há relacionamentos, a obesidade pode interferir no relacionamento sexual, pois está relacionada também à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens.

Nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes, provocando:

  • Aumento de pêlos.
  • Irregularidade menstrual.
  • Redução da fertilidade.

Esses problemas podem ser facilmente resolvidos com uma perda de peso na ordem de 10%. Além desses já citados, a obesidade é fator de risco para uma série de doenças, o paciente obeso tem maior probabilidade em desenvolver problemas e doenças como:

  • Algumas formas de câncer.
  • Asma.
  • Hipertensão arterial (pressão alta).
  • Doenças cardiovasculares.
  • Doenças cérebro-vasculares.
  • Diabetes tipo 2.
  • Dificuldades respiratórias.
  • Diminuição da esperança de vida.
  • Gota.
  • Problemas nas articulações.
  • Tumores de intestino e de vesícula.
  • Morte.

Distúrbios:

  • Distúrbios lipídicos.
  • Intolerância à glicose.
  • Apnéia do sono.
  • Aumento da insulina.
  • Hipercolesterolemia.
  • Diminuição do colesterol bom (HDL).

Problemas físicos:

Fatores psicológicos:

Para conviver de uma forma saudável, o paciente deverá:

  • Não colocar as esperanças do tratamento da obesidade apenas no medicamento ou na cirurgia. Afinal, o resultado também dependerá das mudanças nos hábitos diários.
  • O paciente pode voltar como era antes, mesmo sendo medicado. Se isso ocorrer, ele deverá novamente procurar um médico.
  • Não acredite nem faça uso de propagandas irregulares de medicamentos para emagrecer. Eles podem prejudicar, portanto sempre consulte um médico! Muitos desse medicamentos para emagrecer não são autorizados pelo Ministério da Saúde.
  • Estabelecimentos como clínicas e consultórios não podem vender medicamentos para obesidade. O paciente precisará ir até a farmácia ou solicitar manipulação. O Ministério da Saúde já proibiu a venda de várias substâncias, pois muitas fórmulas erradas levaram paciente à morte.

As comorbidades da obesidade

A obesidade, consequentemente, provoca um aumento do risco de diversas complicações físicas e psicológicas, chamadas “comorbidades”. Elas estão frequentemente integradas numa condição conhecida por “Síndrome Metabólica”, que é um conjunto de transtornos clínicos que engloba:

  • Diabetes mellitus tipo 2:  excesso de gordura corporal está na origem de 64% dos casos de diabetes em homens e 77% dos casos em mulheres. A obesidade ainda altera a reação do corpo à insulina, que pode provocar resistência a ela e, também, criar um estado pró-inflamatório e pró-trombótico.
  • Pressão arterial elevada.
  • Colesterol elevado.
  • Níveis elevados de triglicerídeos.

Essas complicações podem ser causadas diretamente pela obesidade, mas também de forma indireta, através de mecanismos com causas em comum. Exemplo disso é dieta desequilibrada ou um estilo de vida sedentário; assim, a relação entre a obesidade e complicações específicas é variável.

As consequências da obesidade a nível da saúde podem ser classificadas em duas categorias genéricas:

  1. As atribuídas aos efeitos do aumento da massa adiposa (como a osteoartrite, a apneia de sono ou o estigma social).
  2. As relacionadas ao aumento do número e do volume de células adiposas, como a diabetes, cancro, doenças cardiovasculares ou a doença hepática gordurosa não alcoólica.

Impacto econômico que a obesidade causa no Brasil e no mundo

Estudo recente aponta que a obesidade já custa trilhões de dólares ao mundo e, só no Brasil, 2,4% do PIB. Ela é a responsável por 10% a 13% das mortes nos países da Europa e estima-se que de 2% a 8% das despesas em saúde estão relacionadas à obesidade.

E os números só crescem, vejamos alguns exemplos:

Local

Período

Valor

Estados Unidos

2005

US$ 190,2 milhões (dólares americanos): 20,6% correspondente ao total de despesas em saúde do ano.

União Europeia

2002

€ 32,8 milhões (euros).

Portugal

2002

€ 297 milhões: 2,5% da despesa total em saúde

Canadá

1997

CS$ 2 milhões (dólares canadenses).

Inglaterra

XXXX

£ 0,5 mil milhões (libras): em despesas de tratamento para o Serviço Nacional de Saúde e que o impacto sobre a economia é de cerca de 2 mil milhões de libras.

A obesidade ainda é responsável pelo grande estigma social, levando os pacientes a terem dificuldade em encontrar um emprego. Mas, também, tem impacto em setores específicos, exemplo disso são as companhias aéreas que precisam ter  encargos com combustível cada vez maiores e pressão para aumentar o tamanho dos bancos.

Estudos estrangeiros sobre os custos econômicos da obesidade mostram que 2% e 7% do total de custos com cuidados de saúde são destinados a problemas de obesidade. Nos Países Baixos, a proporção do total dos gastos de clínica geral atribuível à obesidade e excesso de peso é de cerca de 3% a 4%.

Estima-se ainda que o custo humano da obesidade é de 18 milhões de dias de baixa por doença. São 30 mil mortes por ano, que resultam em 40 mil anos perdidos de vida laboral e, em média, uma longevidade reduzida em 9 anos.

Como prevenir?

A principal forma de prevenção contra a obesidade ainda é a conscientização sobre a importância em realizar atividades físicas e ter uma alimentação adequada e saudável.

Um estilo de vida sedentário, refeições com poucos vegetais e frutas, além de exceder no consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar contribuem para o aumento do número de pessoas obesas, seja em qualquer faixa etária, inclusive em crianças.


No dia 11 de outubro é comemorado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, determinado pela Lei 11.721/2008. A data foi criada há cerca de 10 anos pela Federação Latino-Americana de Obesidade, mas reconhecida em 1999, pelo Governo Federal e instituída no Brasil, na época, com o nome de Dia Nacional de Combate à Obesidade. É muito importante ficarmos de olho em nosso IMC.

Desta forma, compartilhe esse artigo para que mais pessoas saibam dos riscos da Obesidade e possam se prevenir!

Referências

http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-obesidade/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Obesidade
http://www.endocrino.org.br/obesidade/
https://www.abcdasaude.com.br/endocrinologia/obesidade
http://www.infoescola.com/doencas/obesidade/
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/11/obesidade-ja-custa-ao-brasil-24-do-pib-diz-estudo.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Obesidade
http://www.eufic.org/article/pt/expid/25/
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/11/1553927-obesidade-ja-custa-us-2-trilhoes-ao-mundo-aponta-consultoria.shtml

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