O que é a meningite C?

A meningite é uma infecção que acontece nas meninges, membranas que envolvem o cérebro. Pode acontecer por infecção bacteriana, viral, por fungos ou traumatismos.

A meningite C, ou meningite meningocócica,  especificamente, é uma infecção bacteriana provocada pela bactéria Neisseria meningitidis.

Muitos dos sintomas comuns nessa doença se assemelham aos de outras doenças, como a gripe. Contudo, um deles é bem característico, quando o paciente apresenta rigidez na nuca e não consegue encostar o queixo no peito.

Entre os tipos de meningite, as provocadas por bactérias são as mais alarmantes, devido ao número de casos e aos possíveis surtos que podem provocar, uma vez que podem ser transmitidos por secreções respiratórias.

No Brasil, as campanhas para vacinação de meningite C são intensamente incentivadas. Esse fato muito se deve a fama que a doença deixou quando, na década de 1970, provocou uma grande epidemia nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Além do risco de epidemia, esta é uma doença que pode deixar graves sequelas no paciente e até mesmo levar a morte, se não tratada rapidamente e de forma adequada. Felizmente, existe  vacina e, atualmente, campanhas são ativadas para reforçar a importância da prevenção.

A meningite C acomete pessoas de todas as idades, mas possui maior incidência em crianças com menos de 5 anos e lactentes entre 3 e 12 meses. Diante de epidemias, as faixas etárias mais afetadas podem variar.

A Neisseria meningitidis, bactéria causadora, está distribuída por todos os lugares do mundo. A maior incidência de casos, no entanto, se concentra na região da África subsaariana, área que se estende do oeste, em Senegal, ao leste, na Etiópia.

Mesmo com ferramentas para prevenção, aproximadamente 30 mil casos são registrados anualmente nessa área de maior risco.

No texto a seguir, você verá quais os sintomas, complicações e formas de prevenção da meningite C. Boa leitura!

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é a meningite C?
  2. Causas
  3. A meningite C é transmissível?
  4. Grupos de risco
  5. Sintomas
  6. Como é feito o diagnóstico?
  7. Tem cura?
  8. Tratamentos
  9. Medicamentos
  10. Prognóstico
  11. Convivendo
  12. Complicações
  13. Como prevenir a meningite C
  14. Como funciona a vacina contra meningite C?
  15. Tipos de vacina
  16. Campanha de vacinação
  17. Perguntas frequentes

Causas

A meningite C é provocada pela bactéria  Neisseria meningitidis, ou meningococo. Seu processo infeccioso começa na nasofaringe, região localizada acima do palato mole e posterior à cavidade nasal.

Para provocar a meningite essas bactérias precisam formar uma espécie de colônia na nasofaringe do paciente e ali permanecerem. Porém, a presença das bactérias, unicamente, não significa que o paciente vai manifestar a meningite.

O que acontece é que essas bactérias se fixam em receptores de células não-ciliadas da nasofaringe e posteriormente se deslocam aos vacúolos fagocíticos (estruturas celulares responsáveis pela defesa do corpo pela ingestão de bactérias e outros agentes estranhos).

As células não-ciliadas são células incapazes de alertar o organismo da presença dessas bactérias, e, como elas são encapsuladas, se tornam mais resistentes ao processo chamado fagocitose. Nesse processo, os vacúolos fagocíticos, não conseguem se defender.

O grande problema é que, assim, essas bactérias conseguem chegar até a corrente sanguínea, o que passa a ser um risco grave a saúde do paciente, pois tais organismos acabam alcançando e provocando uma infecção nas meninges, as três membranas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem e protegem o Sistema Nervoso Central (SNC).

O SNC, parte do sistema nervoso composto pelo encéfalo e medula espinhal, é como um grande canal de troca de informações em nosso organismo. É nele que as mensagens relacionadas aos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) chegam e é dele que partem os comandos para as funções dos músculos e glândulas.

Além da proteção das meninges, o SNC também conta com a proteção do líquido cefalorraquidiano, que desempenha a função de amortecedor em casos de lesões.

Esse líquido, diante da infecção bacteriana da meningite C, sofre alterações, o que se torna fundamental para diagnosticar a doença.

A meningite C é transmissível?

Sim, a  meningite C é transmissível e por isso se torna ainda mais perigosa e preocupante. Mesmo que a pessoa infectada pela bactéria não esteja apresentando os sintomas, como portador, pode transmitir para outras pessoas.

A transmissão acontece por meio de secreções respiratórias, onde a bactéria se espalha através de gotículas expelidas por espirros e tosses. Além disso, pode ser transmitida pelo beijo ou ao compartilhar objetivos como talheres, copos, batons e cigarros.

Lugares muito pequenos, abafados ou superlotados, como transportes públicos em horários de pico, também podem ser um foco de transmissão. Dessa forma, pessoas que dividem quarto ou dormem em dormitórios devem prestar atenção a qualquer sinal da doença.

Diante de suspeita de caso de meningite, procure o mais rápido possível ajuda médica e evite permanecer em lugares com essas características. Também nunca compartilhe os utensílios utilizados para comer ou beber.

O tempo médio de incubação é de 4 dias, podendo variar de 2 a 10 dias. A entrada dessa bactéria no organismo pode acontecer tanto pelo nariz (mais comum) como pelas orelhas, garganta, pulmões e pele. Em casos mais raros, a entrada pode ser direta, através de feridas na cabeça.

Grupos de risco

De um modo geral, todos estão suscetíveis a doença, uma vez que sua transmissão ocorre de pessoa para pessoa. Contudo, em algumas faixas etárias e condições a meningite C se mostra um risco maior. Veja quais são:

Crianças

A meningite meningocócica é uma condição grave de saúde e se torna ainda mais perigosa para as crianças, que representam a maioria dos casos da doença.

Eles fazem parte do grupo de risco mais preocupante, pois durante os primeiros anos de vida, o sistema de defesa da criança ainda não está completamente organizado, digamos assim. Dessa forma, fica mais fragilizado diante da ação da bactéria.

A necessidade de um diagnóstico e tratamento imediato, nesses casos, se torna ainda mais urgente, pois a meningite C pode provocar a morte em questão de horas, ou ainda, deixar grave sequelas na criança.

Nem sempre é fácil reconhecer os sintomas nas crianças, pois a rigidez na nuca, por exemplo, não é um sinal comum nos pequenos.

Em crianças menores de um ano pode ser ainda menos evidente perceber a meningite, por isso é preciso estar atento a sinais como moleira mais tensa ou elevada, irritabilidade, rigidez corporal, inquietação constante e choro persistente e agudo.

Idosos

Em idosos, a meningite C também costuma ser um risco maior. Não provoca tantos casos de óbitos quanto em crianças, mas mesmo assim se faz necessário uma atenção maior.

O motivo de estarem dentro do grupo de risco é o mesmo das crianças. Assim como elas, os idosos também apresentam sistema imunológico mais instável.

Ambiente comunitário

Pessoas que dividem quarto ou moram em repúblicas fazem parte de um grupo de risco para a meningite C.

Considerando o fato de que doenças transmissíveis por secreções respiratórias tendem a se espalhar ainda mais em lugares muito lotados ou onde grupos muito grande de pessoas convivem, essa doença se torna um risco maior para esses indivíduos.

Pessoas que moram ou vão viajar para uma área de risco

Em alguns países, a doença apresenta maior incidência de casos. O cinturão da meningite  na África subsariana, representa o maior ônus. Pessoas que estão viajando para os países da região devem tomar cuidado, pois o risco de contrair a doença é maior.

Deve-se, ainda, verificar a necessidade de receber a vacina antes de embarcar. O mesmo vale para os moradores da região, que devem seguir as recomendações de prevenção.

Pessoas com complicações médicas

Algumas condições médicas podem colocar o paciente dentro dos grupos de risco da meningite C. Por exemplo, pessoas que possuem doenças como a AIDS, que apresentam um sistema imunológico mais fragilizado, correm um risco maior.

Outras condições, como não ter o baço ou apresentar alguma deficiência do complemento, também podem aumentar as chances da pessoa ter a doença.

Sintomas da meningite C

Os sintomas da meningite C surgem dentro de poucos dias após a exposição do organismo à bactéria Neisseria meningitidis. Contudo, não aparecem sempre da mesma forma em todos os pacientes, nem mesmo na mesma ordem.

Outro aspecto importante dentro da análise dos sintomas é que muitos dos sinais são comuns a várias doenças. Inicialmente, os sinais da meningite podem aparecer como uma simples gripe, mas que terá uma piora rapidamente.

Em recém-nascidos é ainda mais complicado, pois eles podem não apresentar os sintomas mais característicos da doença, como febre, rigidez na nuca e dores de cabeça.

No lugar destes sinais podem apresentar maior lentidão, se mostrarem mais irritados, menos ativos e com falta de apetite. Outro sinal da meningite C comum nos bebês é um possível inchaço ou tensão na moleira.

Considerando que a meningite C é uma doença grave, diagnosticar o mais cedo possível é crucial, sendo assim, saber os sinais mais característicos dessa patologia é fundamental.

Conheça quais são os sintomas que os pacientes podem apresentar nesta condição:

  • Febre alta (38ºC ou acima);
  • Fortes dores de cabeça;
  • Rigidez na nuca;
  • Fotofobia;
  • Dor de garganta;
  • Pressão intracraniana;
  • Sonolência;
  • Dificuldade para acordar;
  • Convulsões;
  • Sensação de confusão mental;
  • Vômitos e náuseas;
  • Irritabilidade;
  • Perda de apetite;
  • Cansaço;
  • Letargia (inconsciência e incapacidade de reação a estímulos externos);
  • Manchas vermelhas na pele, podendo ser grandes ou pequenas.

No início, as manchas podem ser semelhantes a pequenas picadas, mas, com a progressão da doença, se espalham rapidamente pelo corpo. Com essa evolução, a aparência das manchas, agora maiores, são de cor avermelhada ou roxa.

Em pessoas de pele escura, essas erupções podem ser mais difíceis de serem identificadas. Nesses casos, deve-se observar se há presença das manchas em regiões mais pálidas, como solas dos pés, mãos, dentro das pálpebras, barriga e céu da boca.

As manchas vermelhas na pele, nesta patologia, são um dos testes para o diagnóstico da doença, mas que nem sempre é possível.

Tem-se que, ao encostar um copo e pressioná-lo na mancha, se no local a pele não ficar mas branca com essa pressão, pode ser um sinal de envenenamento do sangue, que pode indicar meningite C.

De todos os sintomas que a meningite C pode manifestar no paciente, é importante se atentar aos quatro principais:

  • Febre;
  • Dores de cabeça;
  • Rigidez na nuca;
  • Manchas na pele.

Cerca de 27% dos pacientes apresentam os três primeiros sintomas principais, e, 89% apresentam pelo menos dois sintomas destes quatro sinais.

O aumento de pressão intracraniana é um sintoma presente logo no início da infecção, as erupções na pele, fotofobia, rigidez na nuca, alterações da consciência e as dores de cabeça costumam aparecer mais tardiamente.

Esses fatores tornam o diagnóstico precoce um desafio, principalmente em casos que ocorrem ao final do inverno, estação em que pode ser comum esses sintomas em quadros de gripe.

Como é feito o diagnóstico?

Para chegar ao diagnóstico da meningite C, é possível que o paciente tenha que passar por uma avaliação de clínicos gerais e pediatras, sendo o mais adequado o atendimento de médicos infectologistas e neurologistas.

O diagnóstico é clínico, no qual o paciente deverá ser encaminhado para exames específicos, como a punção lombar,  exames de sangue e de imagem:

Punção Lombar

A punção lombar não é um exame tão simples e pode provocar certo desespero em pessoas que se sentem desconfortáveis com injeções. Nele, o médico insere uma agulha na medula espinhal do paciente para conseguir extrair uma pequena quantidade de líquido cefalorraquidiano.

Para a tranquilidade dos pacientes, em quase todos os casos se faz uso de anestesia local. A anestesia geral, por sua vez, não é muito utilizada. Mas, em ocasiões no qual o paciente não tem condições de seguir acordado durante o procedimento, se faz o uso.

Durante o exame, o paciente deve ficar deitado de lado, em posição fetal. Essa agulha é um pouco maior do que estamos acostumados, com uma média de 12 centímetros. Após ser devidamente higienizada, deve ser inserida entre as vértebras lombares L3/L4 ou L4/L5.

Quando atinge a medula espinhal, o mandril da agulha (parte que a preenche) é retirado para que o líquido possa sair. São necessárias apenas algumas gotas.

Após a retirada da agulha, deve ser feita uma pequena pressão no local para prevenir que se derrame mais líquido.

Esse não é um exame demorado e não exige nenhuma preparação especial. A única recomendação é que o paciente evite refeições muito pesadas.

Em média, o exame leva de 15 a 20 minutos para ser feito, mas isso depende muito do paciente, uma vez que para algumas pessoas possa ser mais complicado.

É compreensível que haja um receio de se fazer exame, pois ele provoca dores e é desconfortável. Contudo, é eficiente para o diagnóstico da meningite C para comprovar a presença da bactéria causadora.

Com a punção lombar é possível analisar a cor do líquor cefalorraquidiano e sua pressão, por exemplo, aspecto específicos de doenças relacionadas as meninges. Comparado às outras formas de diagnóstico, esse se mostra o mais preciso.

De um modo geral, a punção lombar é um exame sem grandes complicações, pois a quantidade de líquido retirada é muito pequena para provocar qualquer dano à medula espinhal ou no SNC.

Os riscos associados ao teste estão mais passíveis de acontecer por alguma infecção, hemorragia ou falha técnica na hora da execução.

Bacterioscopia

A partir do líquor obtido no exame de punção lombar, é feito uma bacterioscopia para identificar se é mesmo uma meningite bacteriana, ou se a causa é por vírus ou fungo.

Descobrindo ser uma meningite bacteriana, o exame consegue também identificar qual a bactéria. Esse procedimento é fundamental para dar sequência ao tratamento com o antibiótico mais adequado.

Hemocultura

A hemocultura é um exame que identifica a presença de bactérias ou fungos no sangue. Após a coleta do sangue do paciente, é feito uma cultura.

A coleta é feita de duas partes distintas do corpo, geralmente, o sangue é retirado das veias dos dois braços. Não é necessário nenhum preparo específico para o exame, nem mesmo ficar em jejum.

O processo, partindo da coleta do sangue, até o diagnóstico, leva cerca de 5 dias. Nesse tempo, o sangue passa por frascos específicos para a cultura, para identificar a presença da bactéria, qual o tipo de bactéria e, posteriormente, deve passar por testes a resistência de antibióticos.

Exames físicos

Os exames físicos para diagnosticar a meningite são feitos através da análise dos sintomas característicos da doença, como a rigidez na nuca. Em um primeiro contato, o médico pode pedir para que o paciente tente encostar o queixo no tórax, uma forma de simples de verificar esse sinal.

Também podem ser solicitados exames neurológicos para identificar os níveis de consciência do paciente e verificar a pressão dentro da cabeça (hipertensão intracraniana).

Dentro dos exames físicos que podem ser feitos está a opção do teste do copo. Ao observar que os pacientes de meningite C apresentam como sintomas manchas vermelhas no corpo, alguns pais procuram realizar esse teste para tirar a dúvida.

Pode funcionar, pois realmente muitos pacientes com a doença apresentam as manchas e a pressão de um copo sobre a região da pele afetada não fica branca, como ficaria em alguém saudável. Contudo, é um risco que não deve ser corrido.

Alguns pacientes com essa doença não chegam a apresentar as manchas na pele e, em alguns casos, esse é um dos sintomas tardios.

Em uma doença como a meningite, um diagnóstico lento pode ser decisivo. Portanto, só o teste do copo não é o suficiente.

Tomografia computadorizada

É possível, ainda, como diagnóstico, realizar uma tomografia computadorizada no paciente para observar se há algum dano no cérebro, como inchaços.

Esse é um exame de imagem, que utiliza o raio-X para trazer detalhes do interior de qualquer parte do corpo. Não é um exame doloroso, costuma ser bem rápido e se mostra bem preciso, até mesmo em urgências.

Meningite C tem cura?

Sim, a meningite C tem cura. No entanto, ainda depende muito de um diagnóstico precoce e de um tratamento efetivo. Muitos pacientes conseguem se recuperar com o tratamento, mas é possível que fiquem com sequelas da doença.

Tratamentos

O tratamento da meningite meningocócica é feito com medicamentos antibióticos. Por ser uma doença grave, normalmente, a meningite é tratada de forma emergente, em que o médico receita antibióticos generalizados.

Ao se confirmar ser uma meningite bacteriana, os antibióticos devem ser trocados para tratar de forma específica.

Pessoas que ficaram expostas ao paciente devem receber tratamento preventivo. Os antibióticos podem ser administrados por via venosa (injeção) por 7 a 14 dias. O tempo depende da evolução clínica do paciente.

Na meningite C, a recomendação de antibióticos pelos médicos deve ser feita o quanto antes, de preferência, logo após os resultados da punção lombar ou hemocultura.

Além dos antibióticos, o tratamento consiste em reposição de líquidos e acompanhamento médico.

Em casos mais graves, existe a recomendação médica do uso de medicamentos corticoides, que podem ajudar a reduzir o inchaço ao redor do cérebro.

Existem estudos que mostram que o uso desses medicamentos podem ser benéficos para diminuir os riscos de sequelas graves da meningite C, como a perda de audição. No entanto, deve-se considerar os efeitos colaterais que esses medicamentos apresentam.

Outros recursos de emergência, que podem ser utilizados no tratamento hospitalar, incluem o uso de suporte respiratório (máscaras), medicamentos para controle de pressão arterial baixa e cuidados com feridas no corpo do paciente.

Medicamentos

O principal tipo de medicamento utilizado no tratamento de meningite C são os antibióticos. Em lugares com poucos recursos e infraestrutura limitada de saúde, existe o uso de óleos de cloranfenicol e ceftriaxona.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prognóstico

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a meningite C é considerada um tipo muito sério da doença, sendo letal em até metade dos casos que não são tratados.

O prognóstico da doença se mostra mais positivo quando o diagnóstico e o tratamento são precoces, mas fatores como idade, condições clínicas, resposta inflamatória do organismo e questões etiológicas devem ser considerados.

Assim, as taxas de mortalidade variam. Quando o tratamento e diagnóstico é rápido, a taxa pode diminuir para 5% a 15%. Em meningites em recém-nascidos, a condição se torna mais grave, tendo taxa de 15% a 20%, podendo chegar a 40%. Em países subdesenvolvidos esses números podem ser ainda mais elevados.

Os casos de morte por meningite meningocócica ocorrem ainda no início da doença, dentro dos três primeiros dias.

Por ser uma patologia considerada grave, mesmo quando o tratamento é imediato, o paciente pode ter sérias complicações, onde um em cada cinco pacientes de meningite C apresentam sequelas duradouras, como danos cerebrais e perda de audição.

Convivendo

Apesar de ter cura, a meningite C é uma doença dolorosa e pode deixar sequelas graves. Nesse momento, o paciente pode ter que aprender a conviver com os sinais que a doença deixou, para continuar realizando suas atividades do dia a dia da melhor forma possível.

Por apresentar uma taxa de mortalidade significativa, para os familiares que perderam alguém também será um momento difícil.

Alguns pacientes, principalmente quando crianças,  podem apresentar sintomas emocionais e físicos causados pelo transtorno da doença, como começar a ter pesadelos frequentemente, fazer xixi na cama, apresentar dificuldade de aprendizado, depressão e medo de hospitais e médicos.

Veja algumas dicas para conviver da melhor forma possível com a meningite C:

Aproveite o seu tempo ao lado das pessoas que te fazem bem

A meningite C é uma doença grave, que pode ser fatal. É importante o paciente reconhecer esse fator e entender que o sucesso no tratamento é como um novo recomeço, que mesmo com sequelas e complicações, há motivos para ficar otimista.

Sendo assim, é importante valorizar os momentos ao lado das pessoas que te fazem bem e realizar atividades que proporcionam prazer e felicidade.

Da mesma forma, famílias que perderam alguém para a doença, por mais difícil que seja esse momento, devem buscar motivações para seguir em frente.

Busque se adaptar às novas necessidades

Nesse momento, é importante ouvir as necessidades do seu corpo e ser paciente, durante o tratamento, para que o seu organismo se recupere da melhor forma. Os pacientes que estudam e trabalham, provavelmente, terão de permanecer de licença por determinado tempo.

Pacientes que apresentam complicações mais severas, como a perda de audição total, por exemplo, necessitam de adaptações para o dia a dia, que podem implicar até mesmo em mudanças de área de trabalho, na escola e dentro de casa.

Nessa hora, é importante contar com o apoio dos familiares e pessoas próximas, para tornar essa fase mais fácil de ser superada.

Converse sobre os sentimentos negativos

Assim como a saúde física do paciente, a saúde mental também deve ser uma prioridade. Muitos pacientes apresentam dificuldade de lidar com os sentimentos negativos diante de uma condição grave como a meningite C.

É importante que se estimule esses pacientes a conversarem sobre os seus sentimentos e emoções, principalmente em relação às sequelas, que podem ser difíceis de serem aceitas ou compreendidas, de imediato.

No caso de crianças pequenas, pode ser comum que elas evitem mencionar o que aconteceu com elas, ou que se tornem mais irritadas, tristes e introvertidas.

Pode ser benéfico que esses pacientes compartilhem suas experiências, conversem com outras pessoas que passaram pelo mesmo problema e até mesmo busquem apoio de um profissional, como o psicólogo.

Complicações

Por ser grave e interferir no SNC, essa doença pode desencadear uma série de complicações e, como visto anteriormente, levar a morte. A estimativa é de que 1 em cada 10 casos de meningite bacteriana seja fatal.

Conheça as principais sequelas que essa doença pode provocar:

Artrite

Pessoas que tiveram meningite C podem apresentar como sequela a artrite séptica. Essa complicação acontece por uma reação imunológica do corpo as bactérias da doença.

Nesta condição, surgem sintomas como dores intensas nas articulações durante as primeiras semanas após a incidência da meningite. O tratamento indicado, neste caso, é o de se permanecer em repouso e o uso de analgésicos prescritos para aliviar as dores.

A artrite costuma melhorar dentro de algumas semanas, mas, em casos raros, as dores nas juntas podem ser permanentes.

Perda de audição

Apesar da infecção bacteriana desse tipo de meningite atingir o SNC como um todo, e ele estar associado ao funcionamento dos 5 sentidos, é a audição que se mostra mais afetada.

É comum que crianças que tiveram a doença tenham como sequela a perda da audição, podendo ser uma perda leve, moderada ou intensa (surdez).

O grau de dano na audição depende de fatores como a idade e a eficiência no tratamento da meningite. Essa perda auditiva acontece devido a infecção que pode entrar no ouvido interno, causando danos às células ciliadas da cóclea (cavidade em forma de espiral) e nas fibras nervosas de nosso aparelho auditivo.

Essa complicação é classificada como uma perda auditiva neurossensorial, sendo uma perda permanente.

Em alguns casos, é possível que ocorra uma ossificação da cóclea e a perda auditiva já existente se torne ainda mais grave. Esse é um dos fatores que torna o acompanhamento médico da perda auditiva tão importante.

Se torna indispensável a realização de exames de rotina para verificar a saúde dos ouvidos. Outra complicação relacionada a perda de audição por meningite C é uma condição chamada de orelha de cola —glue ear, em inglês. Nela, o ouvido médio se enche de um fluido pegajoso parecido com cola.

Apesar de desagradável, esse não é um dano permanente e, na maioria dos casos, desaparece de forma espontânea.

Perda de visão

Assim como pode provocar perda de audição, pacientes que tiveram meningite podem sofrer sequelas na visão, tendo perda parcial ou total.

Necrose de pele e perda de membros

A porcentagem de casos de pacientes que apresentam necrose na pele devido a meningite C é de 9,4%. Por isso, em 2,4% é necessário realizar enxerto de pele e, em 1%, há amputação de membros.

Danos cerebrais

Pacientes que tiveram meningite C podem apresentar várias complicações cerebrais, como paralisia cerebral, retardo mental, hidrocefalia, edema cerebral e convulsões.

Nem sempre os danos são permanentes e graves. Em alguns casos, a causa desses danos também não é tão clara, como em situações em que há perda de memória, perda de concentração e coordenação. Diante dessas condições, com o tratamento da doença, pode se ter uma melhora natural.

Ainda durante a ação da bactéria sobre as meninges, antes mesmo do tratamento, pode ocorrer um aumento da pressão intracraniana que impede a possibilidade de uma punção lombar no diagnóstico.

Os danos causados pelo aumento de pressão ou por falta de oxigênio podem afetar qualquer área do cérebro, o que pode interferir em várias funções do corpo que a área atingida controla.

Problemas como perda de memória, coordenação, equilíbrio, falta de capacidade para realizar tarefas como escrita, fala, perda de visão, paralisia parcial, epilepsia e outras complicações estão relacionadas a esses dois fatores mencionados.

Durante o tratamento, no hospital, nem sempre é possível que os médicos possam prever se alguma dessas sequelas ocorrerá ou se serão permanentes no paciente.

Como prevenir a meningite C

A principal forma de prevenção contra meningite C é a vacina. A partir dos 2 meses de idade já se torna possível recebê-la.

Outras maneiras de evitar a doença implicam cuidados ao dividir objetos, evitar lugares muito lotados e fechados, se informar sobre possíveis epidemias. Ao viajar, por exemplo, pesquise se há necessidade de receber a vacina antes de embarcar.

Contudo, a vacinação ainda é a forma mais eficaz de evitar ou conter a doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em locais em que se é comum surtos da doença, uma campanha de vacinação bem sucedida pode diminuir em 70% o número de casos.

Além da vacina e desses cuidados, é possível prevenir a meningite C com a quimioprofilaxia. Entenda o que é:

Quimioprofilaxia

A quimioprofilaxia é uma maneira de medicina preventiva que busca evitar casos secundários de meningite C. É usada para tratar pessoas próximas de um paciente diagnosticado.

Ainda que não signifique uma proteção total e prolongada, apresenta bons resultados na contenção de casos secundários.

Sendo assim, deve ser feita com uso de antibióticos específicos, até 48 horas depois da exposição com a doença, considerando esse tempo como o prazo de transmissão e incubação da bactéria.

Esses casos chamados de secundários não são muito comuns, mas mesmo assim devem ser tratados de forma preventiva.

Como funciona a vacina contra meningite C?

A vacina oferece proteção contra a bactéria meningocócica do grupo C. Essa mesma bactéria apresenta outros sorogrupos que podem provocar outros tipos de meningite, mas no caso dessa doença, deve ser aplicada a vacina correspondente ao sorogrupo C.

Nos bebês com até um ano de idade, a vacina utilizada é uma combinação entre a HIB e a de meningite C. A HIB é uma bactéria que pode provocar meningite e outras doenças como  faringite, bronquite e pneumonia.

Os efeitos colaterais provocados pela vacina, geralmente, são leves e de curto prazo. Incluem sintomas como febre, vermelhidão  e dor no local da injeção.

A eficácia da vacinação costuma ser boa, em alguns casos apresenta duração elevada, não sendo necessário segunda dose. Quando é aplicada em crianças com menos de 1 ano de idade, se mostra ainda mais eficiente.

Indicações

A vacina contra meningite C é indicada para as faixas etárias de risco e em alguns casos mais específicos:

Crianças e bebês

A partir dos 2 meses de idade, os bebês já podem receber a primeira dose da vacina contra meningite C. No calendário de vacinação está definido quando devem ser tomadas as próximas doses de reforço.

É fundamental que os pais se atentem as datas de vacinação, principalmente dentro dos primeiros anos, pois as crianças fazem parte do grupo de risco.

Para crianças que possuem características específicas, a vacina é ainda mais indispensável, como nos seguintes casos:

  • Crianças que possuem algum distúrbio raro ou deficiência no sistema de complemento;
  • Crianças que possuem algum dano no baço, ou que o tenham removido;
  • Crianças que pertencem a uma população considerada em estado de risco;
  • Crianças que possuem HIV;
  • Crianças que vão viajar para um lugar onde a doença é comum ou região em que sofre algum surto.

Adolescentes e adultos

A vacina é indicada para todos os adolescentes entre a faixa etária de 11 a 14 anos, recebendo uma dose de reforço aos 16 anos.

Em adultos, a vacina é indicada em casos mais específicos, no qual não se estabelece um calendário de vacinação ou faixa etária delimitada. Os casos específicos colocados para crianças e bebês também devem ser considerados nestes dois grupos.

Casos específicos

Em alguns casos mais específicos, a vacina também é recomendada. São eles:

  • Pessoas que moram em área afeta por uma epidemia da doença;
  • Estudantes universitários que residem em repúblicas ou dormitórios;
  • Para pessoas que estão viajando para áreas onde a doença é mais comum, como sul do Saara (África), entre os meses de estação seca (dezembro e junho) e Arábia Saudita;
  • Recrutas militares;
  • Pessoas que trabalham em laboratórios ou indústrias que pesquisam sobre a bactéria;
  • Pessoas que apresentam algum distúrbio do sistema imunológico, como pacientes com anemia falciforme;
  • Pessoas que possuem disfunção no baço ou que foram submetidos a cirurgia para retirada (esplenectomizados).

Contraindicações

A vacina contra meningite C apresenta algumas contraindicações. Ela não deve ser realizada nos seguintes casos:

Reação alérgica grave

Pessoas que apresentaram reação alérgica grave, incluindo risco de morte, após receber alguma dose da vacina não deve receber o reforço.

Também é contraindicado por pessoas que apresentem qualquer reação aos componentes da vacina. O profissional que aplicará a vacina pode informar quais são os ingredientes, para evitar complicações.

Mulheres grávidas ou amamentando

A vacina é contraindicada para mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Diante de um surto ou situação de risco, o médico deve considerar se o benefício da vacina supera os riscos de não tomá-la.

Pessoas com doenças graves

Pessoas que estão sofrendo com outras doenças e que já demonstram estado de saúde fragilizado não são indicadas a tomar a vacina. O recomendando é que esperem uma melhora do quadro atual para receber a vacina com segurança.

Da mesma forma, em casos de urgência como epidemia, o médico deve avaliar a relação risco-benefício da vacina.

Efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais da vacina contra meningite C incluem sinais como vermelhidão e dor no local, e, em alguns casos, febre por 1 ou 2 dias.

Reações mais sérias são raras, mas podem acontecer, pois a vacina é também uma forma de medicamento. Caso os efeitos colaterais continuem por mais de 2 dias ou sinais mais sérios apareçam, deve-se buscar orientação médica.

Tipos de vacina para meningite C

Existem três tipos diferentes de vacina para esta doença: as vacinas polissacarídicas, conjugadas e a base de proteínas.

Vacinas polissacarídicas

As vacinas polissacarídicas são mais usadas como resposta a epidemias, principalmente nas regiões mais afetadas da África. É uma vacina de baixo custo e por isso se torna uma boa opção para esses casos.

Podemos também associar seu uso em surtos a sua função bivalente (para os sorogrupos A e C), trivalente (para os sorogrupos A, C e W) ou tetravalente (para os sorogrupos A,C,Y e W).

Esse tipo de vacina, contudo, não se torna a melhor opção em todos os casos, pois não é eficaz antes dos 2 anos de idade, oferece proteção de 3 anos e não induz a imunidade de rebanho.

Sendo assim, é uma vacina para frear um surto, mas não uma vacina de prevenção, pois não estimula o sistema imunológico para reconhecer a bactéria e produzir anticorpos.

Vacinas conjugadas

São utilizadas como prevenção e fazem parte de programas ou campanhas de vacinação. Isto significa que aquela vacina marcada no seu calendário de vacinação pertence a este tipo.

Todavia, as vacinas conjugadas também podem ser utilizadas como resposta aos surtos e se mostram ainda mais efetivas do que as polissacarídicas.

A imunidade das vacinas conjugadas oferece duração maior, de 5 anos ou mais, impede que o organismo transporte a bactéria e promove o efeito rebanho, isto é, previne a saúde do vacinado e por consequência, a saúde da população.

Ao contrário das vacinas polissacarídicas, estas podem ser usadas a partir de 1 ano de idade, contendo a ação monovalente (proteção ao sorogrupo C), monovalente A (sorogrupo A) e tetravalente (sorogrupos A, C,Y e W).

Vacina à base de proteínas

Algumas vacinas são construídas à base de proteínas. Elas ajudam a destruir as cápsulas das bactérias, que são compostas de uma substância semelhante ao açúcar.

Essas proteínas ajudam o sistema de defesa do corpo a reagir contra a doença e proporcionar uma proteção de longa duração. É assim com esse tipo de vacina para meningite C.

Ela é específica para agir contra a Neisseria meningitidis e é mais utilizada como resposta aos surtos.

Campanha de vacinação

A campanha de vacinação contra meningite C, no Brasil, é uma ação proposta pelo Ministério da Saúde, para intensificar a prevenção contra a doença. Ao lado da meningite C, a campanha reforça a importância da vacina contra HPV.

Em 2017, foram aplicadas vacinas em adolescentes de 12 a 13 anos, o que significou um total de 2,3 milhões pessoas vacinadas, com reforço ou dose única.

Já em 2018, a campanha alterou a faixa etária para atender meninos e meninas de 11 a 14 anos, com o objetivo de vacinar cerca de 10 milhões de adolescentes.

A vacina, de acordo com o calendário de vacinação, deve ser aplicada aos 3, 5 e 12 meses de idade, e com reforço na adolescência.

Aplicando a vacina nessa faixa etária, há proteção direta desses adolescentes e, por efeito rebanho, a proteção se estende às demais pessoas, que pertencem aos grupos de risco ou não.

Apesar da campanha permanecer ativa por um tempo limitado, a vacina pode ser feita durante o ano todo. Basta comparecer a uma unidade de saúde, levar o caderno de vacinação e estar dentro da idade estabelecida.

Pergunta frequentes

A meningite C é uma doença que levanta muitas dúvidas. Veja algumas das perguntas mais frequentes:

Tive contato com alguém que foi diagnosticado com meningite C, devo procurar um médico?

Sim, deve. A meningite C é uma doença grave e, mesmo com a cura, existe o risco de sequelas. Por ser transmissível, é aconselhável que se procure um médico para que ele possa te orientar.

Ter tido contato com alguém com os sintomas não significa necessariamente que você está com a doença, mas o contato mais próximo, indica uma possibilidade. Por via das dúvidas, busque ajuda. Não vale a pena correr esse risco.

Mas, lembre-se: somente um profissional poderá te encaminhar para o uso ou não de medicamentos. Mesmo suspeitando de estar com a doença, nunca se automedique.

Qual a diferença entre doença meningocócica e meningite meningocócica?

Na verdade, não existe uma forma de diferenciar, uma condição pertence a outra, isto é, a meningite meningocócica, ou meningite C, é um tipo de Doença Meningocócica (DM).

Na DM, existem diferentes formas de manifestação, as mais comuns são a meningite C e a síndrome séptica.

Quando a infecção bacteriana ataca a corrente sanguínea, especificamente, o que se tem é a manifestação da síndrome séptica, que terá como principal característica as erupções na pele. Na meningite C, a manifestação da infecção se dá nas meninges.

É possível contrair essa doença mais de uma vez?

É muito raro, mas sim, é possível. A infecção ocorrida primariamente não torna o paciente imune a outras infecções no futuro. Por isso, o ideal é que qualquer pessoa tenha uma postura preventiva.

A recomendação é que todos os pré-adolescentes e adolescentes sejam vacinados. Em situações especiais, adultos e crianças também devem ser vacinados contra essa doença.

Com a vacina, estou totalmente imune a doença?

As vacinas contra os tipos de meningite são bem específicas. Uma pessoa que foi vacinada contra a meningite C, que é uma doença causada por bactéria, por exemplo, pode vir a ter meningite viral.

Existe algum risco da vacina acabar provocando a doença?

Não, este risco não existe em nenhuma das vacinas, contra qualquer tipo de meningite. As vacinas utilizadas na prevenção da meningite C são vacinas conjugadas que não possuem microrganismos vivos.

Se utiliza apenas parte ou fragmentos desses microrganismos, capazes de promover uma resposta imunológica e a criação de anticorpos para combater a bactéria. Portanto, não há motivos para temer a vacina, ela não deve provocar a doença.

Porque é necessário tomar a vacina com menos de 1 ano de idade?

A vacina de prevenção contra a meningite C deve ser tomada ainda no primeiro ano de vida, pois é neste momento que ocorre o maior número de casos da doença. Além disso, provoca sequelas mais graves e o risco de morte é maior.

As vacinas polissacarídicas são mais baratas, mas não são as mais indicadas ou usadas, por quê?

Apesar de se ter a opção de receber a vacina por redes públicas de saúde, há a possibilidade de receber a vacina por unidades particulares. De uma forma ou de outra, essa vacina tem um custo.

As polissacarídicas são as mais baratas, mas não são as mais usadas porque se mostram menos eficientes. Elas produzem menos anticorpos e não podem ser utilizadas para vacinação de crianças com menos de 2 anos, a faixa etária que está dentro dos grupos de risco.

Além disso, os níveis de anticorpos duram menos tempo, tendo em média proteção por 3 anos.

Com as doses de reforço, os efeitos colaterais podem se tornar mais fortes, a resposta imunológica pode se tornar pior e, por fim, não ser capaz de nem mesmo induzir a memória imunológica.

Isso significa que se a pessoa que recebeu essa vacina entrar em contato com a bactéria, pode ser que o seu organismo não a reconheça e não produza os anticorpos necessários.


Neste artigo discutimos os riscos da meningite C e como sua prevenção é fundamental para evitar epidemias e diminuir a taxa de mortalidade dessa doença.

Ao notar qualquer um dos sintomas, procure o mais rápido possível ajuda médica. Não esqueça de compartilhar esse texto com seus amigos e familiares!

Fontes consultadas

Branco, R., Amoretti, C., & Tasker, R. (2007). Meningococcal disease and meningitis. Jornal De Pediatria, 83(7), 46-53. http://dx.doi.org/10.2223/jped.1612
https://www.cdc.gov/meningococcal/
http://neurologiahu.ufsc.br/files/2012/10/MENINGITES_Guia-de-Vigil%C3%A2ncia-Epidemiol%C3%B3gica-da-Secretaria-de-Vigil%C3%A2ncia-em-Sa%C3%BAde-7%C2%AA-edi%C3%A7%C3%A3o.pdf
http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites https://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/meningite?gclid=CjwKCAjw4sLVBRAlEiwASblR-_fAB4H_6Fn0b8LBXmOCTnyYh4d1ncz2FMkOK7QJhFrXmUfPoyCRoRoCJ3UQAvD_BwE
https://www.meningitis.org/ 

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Editor Médico

Dr. Paulo Caproni

CRM/PR 27.679

Graduado em Medicina pela PUCPR. Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela USP. MBA em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV.

Farmacêutica Responsável

Dra. Francielle Mathias

CRF/PR 24612

Farmacêutica generalista, com Mestrado em Ciências Farmacêuticas, ambos pela Unicentro. Doutorado em Farmacologia pela UFPR.

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