O que é Epilepsia, tipos, causas, sintomas, remédios, tem cura?

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O que é epilepsia?

A Epilepsia é um distúrbio do cérebro, não transmissível, em que as atividades das células nervosas são perturbadas. Isso causa uma atividade excessiva e anormal nas células cerebrais, gerando crises epilépticas.

Quando este distúrbio ocorre, o cérebro interrompe temporariamente sua função habitual e produz manifestações involuntárias no comportamento, no controle muscular, na consciência e na sensibilidade do indivíduo.

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A epilepsia se manifesta por crises repetidas e há mais de um tipo de crise epiléptica. Portanto, qualquer pessoa pode passar por uma crise epiléptica isolada, o que não significa necessariamente que esta pessoa sofra da doença.

Crises epilépticas isoladas podem ser desencadeadas por diversos motivos, alguns deles são:

  • Súbitas mudanças de intensidade luminosa;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Febre alta;
  • Ansiedade;
  • Cansaço;
  • Uso de algumas drogas e medicamentos;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Traumatismo craniano;
  • Algumas doenças como meningite, AVC e neurocisticercose.

A Epilepsia é mais comum e frequente do que imaginamos, já que entre cada cem pessoas, uma ou duas têm a doença. Estima-se que 50 milhões de pessoas tenham epilepsia ativa, indivíduos que estão em tratamento ou tenham tido crises no último ano, em todo o mundo. E no Brasil, 1,3% da população sofre da doença, sendo 50% desta porcentagem, crianças.

A maioria dos casos de epilepsia se inicia na infância ou na adolescência. Este fato favorece aos diagnósticos precoces, pois quanto mais cedo se estabelece um tratamento, mais fácil ameniza-se os sintomas.

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Índice — neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é epilepsia?
  2. Tipos de epilepsia
  3. Causas
  4. Sintomas da epilepsia
  5. O que fazer durante uma crise?
  6. Diagnóstico
  7. Epilepsia tem cura?
  8. Tratamento
  9. Remédios
  10. Complicações
  11. Convivendo
  12. Prevenção

Tipos de epilepsia

As crises são divididas em dois tipos, as parciais e as generalizadas.

Crises Generalizadas

São aquelas que envolvem todo o cérebro e as mais comuns deste tipo são:

  • Crises de ausência: é conhecida como “desligamento”, pois a pessoa fica com o olhar fixo e perde o contato com o meio por alguns segundos, como se estivesse desligada.
  • Crises tônico-clônicas: conhecida como convulsão, o indivíduo perde a consciência e pode chegar a cair, ficando com o corpo rígido, além de apresentar contrações musculares em todo o corpo, morder a língua, salivar intensamente, respirar ofegante e, às vezes, pode liberar até urina ou fezes.

Crises Parciais

São aquelas em que o distúrbio se limita a uma área do cérebro. Ela pode ser classificada como simples e complexas.

  • Crises parciais simples: não altera a consciência do indivíduo, porém consiste na convulsão de um membro ou formigações no mesmo, além de movimentos descontrolados de uma parte do corpo.
  • Crise parcial complexa: o indivíduo perde a consciência, ficando confuso ou fazendo gestos automáticos, como mastigação ou continuar o que estava fazendo.

Crise Parcial com Generalização Secundária

Há casos em que o distúrbio se inicia em uma parte do cérebro e, posteriormente, atinge todo o mesmo. A esta crise dá-se a classificação de parcial com generalização secundária.

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Outros tipos de crises

  • Crises mioclônicas, que consistem em tremores rápidos no corpo;
  • Crises clônicas, que consistem em movimentos de flexão e estiramento dos membros de forma repetitiva;
  • Crises tônicas, que consistem em contrações musculares repentinas e duradouras;
  • Crises atônicas, que consistem em uma crise contínua e com quedas, podendo durar até 5 segundos;
  • Estado de mal epiléptico, que consiste em crises prolongadas ou repetitivas, sem recuperação da memória do paciente.

Causas

Muitas vezes não se identificam as causas originárias da epilepsia e, quando isso ocorre, ela é chamado de epilepsia idiopática.

Porém, a epilepsia pode ser, também, genética ou adquirida, também chamada de epilepsia secundária ou sintomática, e algumas possíveis causas para esses tipos são:

  • Traumas durante ou após o parto;
  • Excesso de álcool e drogas;
  • Lesões cerebrais, devido a traumatismos na cabeça;
  • Infecções;
  • Doenças neurológicas.

Um caso mais raro é a epilepsia piridoxina-dependente, que envolve convulsões desde os primeiros meses de vida ou, em alguns casos, antes mesmo do nascimento. Sua causa mais provável é uma mutação do gene ALDH4A1, o antiquitina.

A epilepsia também pode ser desencadeada por sons fortes, flashes luminosos e privação de sono. A gravidez também pode causar crises de epilepsia.

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Sintomas da epilepsia

Os sintomas da epilepsia são as que compõem as crises parciais e generalizadas. Elas podem deixar o indivíduo com um medo repentino, desconforto no estômago, perda da consciência, contração dos músculos, mordida na língua, incontinência urinária, confusão mental e podem provocar alucinações fazendo com que o paciente veja ou escute de maneiras diferentes.

Após uma crise o indivíduo pode sentir-se confuso e não se lembrar do episódio.

Sintomas das crises parciais

Durante este tipo de crise podem ocorrer:

  • Tremores na face ou outros membros;
  • Distúrbios sensoriais, como alucinações;
  • Mudanças de humor e perda de memória;
  • Mal estar, palpitações, salivação, suor ou rubor;
  • Formigamento na boca e nas mãos.

Sintomas das crises generalizadas

Sintomas deste tipo de crise podem ser:

  • Grunhidos;
  • Corpo rígido;
  • Virar os olhos e cabeça;
  • Movimentação dos braços e pernas;
  • Salivação espumosa.

Sintomas da epilepsia piridoxina-dependente

Esta classificação de epilepsia é principalmente caracterizada pelos seus longos períodos de ataque epilépticpos, e pela baixa temperatura corporal (hipotermia) e baixo tônus muscular após ao nascimento. Outros sintomas são:

  • Rigidez muscular;
  • Convulsões;
  • Perda de consciência;
  • Irritabilidade antes o período de convulsão.

O que fazer durante uma crise?

Não tente parar uma crise epiléptica, nem segurar a vítima. Para ajudá-la, siga as dicas abaixo:

  1. Coloque o indivíduo de lado com a cabeça para baixo para que ele possa respirar melhor e não se engasgar;
  2. Coloque um apoio confortável embaixo da cabeça, para evitar que o indivíduo bata a mesma, podendo causar um traumatismo;
  3. Afrouxe as roupas do indivíduo;
  4. Retire objetos que estejam perto do indivíduo que possa feri-lo;
  5. Conte o tempo de duração da crise.

Nunca coloque a mão ou qualquer objeto dentro da boca do indivíduo, pois ele pode morder os dedos ou se engasgar. Não deve se dar de comer ou beber, pois pode provocar asfixia.

Se a crise durar menos de cinco minutos e o paciente tiver histórico de epilepsia, não é necessário chamar um médico. Caso contrário, leve o paciente para um hospital ou chame uma ambulância.

Mulheres grávidas e diabéticos devem ser levados obrigatoriamente para um hospital.

Diagnóstico

O diagnóstico da epilepsia deve ser realizado por um neurologista e é feito a partir do relato detalhado do paciente ou de alguém que presenciou a crise sobre o caso. É necessário informações detalhadas sobre o ocorrido, como que parte do corpo foi afetada, quanto tempo durou a crise, em que período do dia aconteceu; todas as informações ajudam no diagnóstico e consequentemente na busca do tratamento adequado.

A partir do relato detalhado, são feitos exames complementares para buscar a classificação da epilepsia. Os exames que mais auxiliam neste caso, são:

  • Eletroencefalograma: ele avalia a atividade cerebral a partir de eletrodos posicionados no couro cabeludo do paciente;
  • Tomografia Computadorizada: um método de imagem que utiliza raios-X para verificar a estrutura crânio-encefálica;
  • Ressonância Magnética: um método não invasivo que permite visualizar claramente vários tecidos nervosos, o tronco cerebral e o cérebro posterior. Este método é especialmente útil para descobrir se a epilepsia foi causada ou não por distúrbios cerebrais;
  • Ressonância Funcional: um método de neuroimagem que possibilita detectar alterações localizadas no fluxo sanguíneo cerebral relativo a uma determinada função e, assim, determinar qual seria esta função no cérebro;
  • Eletrocardiograma: verifica se a epilepsia foi causada ou não por problemas de coração;
  • Punção Lombar: um processo que coleta líquido da medula espinhal para verificar se a epilepsia foi causada ou não por alguma infecção cerebral;
  • Exame de Sangue: avalia níveis de açúcar, cálcio e sódio. Caso os níveis estiverem muito baixos, podem levar a crises epilépticas.

Estes exames reconhecem a classificação da epilepsia mais facilmente quando são realizados durante ou logo após uma crise. Quando realizados fora da crise dificilmente se evidencia alguma alteração cerebral. Em 65% dos casos não se identifica nenhuma causa.

Em relação a epilepsia piridoxina-dependente, por ser uma condição rara, seu diagnóstico nem sempre é preciso.

Epilepsia tem cura?

Como já mencionado, a maioria dos casos se iniciam na infância ou adolescência e, em metade desses casos, a epilepsia desaparece com o tempo e com o amadurecimento cerebral. Porém, não há curas para a doença, mas existem tratamentos que são capazes de diminuir os sintomas em grande escala.

Pacientes que estão sem medicação há anos e não sofreram nenhuma crise nesse tempo, podem se considerar curadas.

Tratamento

O tratamento mais indicado é o medicamentoso, que ajuda a regular a atividade cerebral anormal. O neurologista, após identificar a classificação, receita um anticonvulsivante adequado para seu tipo específico de epilepsia. Os anticonvulsivantes são remédios que alteram o funcionamento do cérebro, ajudando na diminuição das crises epilépticas.

O tratamento medicamentoso costuma ser longo, em alguns casos dura a vida toda, e deve ser feito com acompanhamento médico. O medicamento deve ser tomado nos horários e nas quantidades prescritas e não se deve dobrar a dose caso haja esquecimento em tomar no horário anterior. Consulte o médico periodicamente, pois assim ele será capaz de ajustar as doses da medicação para a sua necessidade, além de facilitar na descoberta dos fatores que possam contribuir para o aumento das crises e verificar os efeitos colaterais do uso do remédio.

O tratamento com anticonvulsivantes é ineficaz para a epilepsia piridoxina-dependente, portanto o tratamento mais indicado neste caso é o de grandes doses diárias de Vitamina B6, a piridoxina. Porém se não tratada a tempo, a criança pode desenvolver problemas neurológicos, como atrasos no desenvolvimento, distúrbios de aprendizagem e disfunções cerebrais graves.

Dormir a quantidade suficiente, fazer suas refeições em horários regulares e não abusar de álcool são hábitos imprescindíveis, pois ajudam a controlar as crises. A acupuntura e meditação, em conjunto com a medicação, também ajudam a controlar as crises epilépticas, pois fazem com que o indivíduo relaxe e elimine a tensão.

Outro método de tratamento é a cirurgia no cérebro, utilizada nos casos mais graves em que o medicamento não ajuda a controlar as crises. Esse procedimento consiste na remoção do foco epiléptico, ou seja, a parte do cérebro afetada pela epilepsia e só pode ser realizado se o local afetado pelo problema for localizado. Além disso, ele não deve ser realizado quando os dois hemisférios do cérebro são afetados pela doença. Outro fator que proíbe a cirurgia é a necessidade do foco epiléptico ser pequeno, pois, assim, a remoção dele não afeta o funcionamento global do cérebro.

Também existem outros tratamentos como:

  • Estimulação do nervo vago: um tratamento que, a partir de um implante localizado sob a pele do peito do paciente, libera impulsos elétricos que estimulam o nervo vago, principal nervo que liga o cérebro ao corpo. Este tratamento reduz as convulsões em 40%.
  • Colosotomia: uma cirurgia que interrompe o caminho do nervo que origina as crises, consiste no corte da ponte nervosa que conecta os dois hemisférios do cérebro. Apesar da interrupção da conexão entre os dois hemisférios, esse tratamento não causa danos na função intelectual.
  • Lobectomia Temporal: retirada total ou parcial da porção anterior e neocortical do lobo temporal e a extração total ou parcial das estruturas temporais mesiais (amígdala, hipocampo e giro parahipocampal).
  • Hemisferectomia: tratamento raro, é um procedimento cirúrgico que remove, desconecta ou desliga o hemisfério do cérebro responsável pelas descargas epilépticas.

Tratamento em Crianças

O tratamento medicamentoso pode causar efeitos colaterais desagradáveis para as crianças, como sonolência, ganho de peso e problemas na fala, mas podem ser feitos com aconselhamento médico.

Outro tratamento, mais utilizado nesse grupo, é a dieta cetogênica, baseada em maiores quantidades de gordura e quantidades reduzidas de açúcares e proteínas, calculadas de acordo com a idade e peso do paciente. 1% dos pacientes consegue controlar as crises a partir dessa dieta.

A dieta cetogênica deve ser indicada e controlada por um nutricionista, para que a criança receba as quantidades necessárias de gordura, vitaminas e minerais. Uma dieta mal gerida pode causar danos na nutrição da criança, além de doenças como hipoglicemia.

Tratamento em Grávidas

O tratamento medicamentoso não é recomendado para mulheres grávidas, pois os medicamentos podem causar malformações e alterações no desenvolvimento do feto.

Deve-se tentar controlar as crises epilépticas utilizando técnicas de relaxamento, para evitar o estresse, e evitar os fatores que causam a epilepsia.

As mulheres que necessitarem do medicamento para controlar as crises devem ser aconselhadas pelo médico neurologista e alterar sua medicação anticonvulsivante para medicamentos com menores efeitos colaterais no feto.

Mulheres grávidas também devem tomar 5mg de ácido fólico, antes e durante a gestação, e a vitamina K deve ser administrada no último mês de gravidez.

Remédios para epilepsia

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações

O epiléptico pode encontrar diversas complicações e desafios.

Complicações do tratamento medicamentoso

Algumas complicações são derivadas do tratamento medicamentoso e podem envolver efeitos colaterais como:

Lesões físicas

Causadas pela epilepsia durante uma crise. O indivíduo pode se machucar caindo no chão ou batendo em objetos enquanto convulsiona e, às vezes, a convulsão é forte o suficiente para causar danos, como lesões musculares.

Estado de mal epiléptico

São crises prolongadas e consideradas como emergência médica grave que pode envolver riscos de vida.

Morte súbita e inexplicada

São riscos maiores para portadores de epilepsia. Este fenômeno ainda não foi completamente compreendido, porém pode estar relacionado a um distúrbio cardíaco que pode ocorrer durante a convulsão. A Fundação para Epilepsia lista outras causas possíveis para este tipo de morte inexplicada, como problemas respiratórios, alteração na circulação do cérebro e alterações hormonais e metabólicas provocadas durante a consulsão.

Complicações de procedimentos cirúrgicos

Existem vários tipos de cirurgia para eliminar ou neutralizar a parte do cérebro afetada pela epilepsia e, como o tratamento medicamentoso, também há riscos durante a mesma.

  • Na Lobectomia Temporal pode haver alguma perda de visão ou comprometimento da memória e raramente pode causar perda de fala ou psicose;
  • Na Hemisferectomia envolve a desativação de um hemisfério do cérebro, retirando porções operacionais;
  • Na Calosotomia se separa parcial ou completamente o corpo colapso, tecido que faz a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro. Quando se separam, a comunicação entre os dois hemisférios é impedida;
  • Na Estimulação Vagal, pode causar dores, falta de ar, rouquidão e dor de garganta.

Complicações da gestação

Para mulheres grávidas, os maiores riscos envolvem:

  • Aborto espontâneo;
  • Parto prematuro;
  • Morte do bebê após o nascimento;
  • Atraso no desenvolvimento da criança;
  • Malformações no feto;
  • Baixo peso ao nascer;
  • Pré-eclâmpsia, quando a mulher fica com hipertensão;
  • Sangramento vaginal.

Não se sabe se estas complicações são derivadas da doença ou do tratamento medicamentoso.

No período do aleitamento, alguns medicamentos podem causar sonolência e irritação na criança. A orientação é amamentar somente após 1 hora depois de tomada a medicação. Também é orientado amamentar sentada ou deitada, pois crises epilépticas podem ocorrer durante o aleitamento.

Complicações sociais

Além das complicações já citadas, também há complicações sociais, e algumas são ocorrentes devido ao conceito equivocado que se faz da doença.

Alguns desafios para epilépticos envolvem atividades comuns como:

  • Cozinhar: podem ocorrer acidentes caso ocorra alguma crise;
  • Dirigir: algumas pessoas com epilepsia não podem dirigir. Porém, há uma legislação específica para isso, em que é possível dirigir, desde que a epilepsia esteja controlada e o indivíduo fora de crise há, pelo menos, dois anos;
  • Prática de alguns esportes e atividades recreativas, como natação em rios, represas e mar: caso ocorra uma crise o socorro é muito dificultado. A natação em piscinas é permitida somente com supervisão.

A epilepsia também pode causar ansiedade e depressão.

Convivendo

Não é incomum que epilépticos desenvolvam problemas emocionais. Isso, na maioria das vezes, se relaciona com a dificuldade de aceitação do diagnóstico, pois, para estes indivíduos, o risco de ataques epilépticos restringe sua independência.

Normalmente, epilépticos desenvolvem a negação como desenvolvimento de defesa, após esta fase ocorre o período de conflito, ou seja, quando a pessoa tenta aceitar sua condição. Quando o indivíduo começa a assimilar a situação de seu diagnóstico, ela pode passar por um período de pressão, que é considerado normal se não for muito longo. Após este período inicia-se a fase de aceitação.

O preconceito com a doença ainda é grande, mas só ocorre por falta de informação, e a melhor forma de passar por ele é conversar com um médico, que pode lhe ajudar a entender melhor sua condição. Isso melhora a qualidade de vida e o ajustamento psicossocial do epiléptico.

Apesar de enfrentarem algumas dificuldade, pessoas com epilepsia podem levar uma vida normal, podendo trabalhar, praticar alguns esportes, ter filhos e dirigir.

Prevenção

Não há muitas formas de prevenir a epilepsia, porém ainda há algumas coisas que podem ser feitas, como:

  • Evitar lesões na cabeça;
  • Não usar medicamentos sem orientação médica;
  • Sempre se vacinar contra as doenças infecciosas.

A epilepsia é uma doença que pode ser tratada e o epiléptico pode desfrutar de uma vida normal, porém esses pacientes ainda sofrem muitos preconceitos pela ignorância sobre o assunto.

Compartilhe com os seus amigos esse texto e ajude a espalhar informações úteis sobre a doença, pois elas podem ajudar alguém a se inserir no meio social e evitar problemas psicológicos.

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40 Comentários

Atenção: os comentários abaixo são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. boa tarde! meu nome é Paula Sou Angolana, aos 13 anos tive a minha primeira crise epileptica ninguém em casa sabia foi surpresa para todos tive uma mudança de comportamento logo pela manhã e as crises foram se intensificando durante os anos graças a Deus tenho uma família super e tive bons médicos a me acompanharem fui acompanhada por vários especialistas tomei todos os medicamentos já citados nos outros comentários dos quais comecei pelo fenobarbital, valproato de sódio, carbamazepina e muitos mais depois por um psiquiatra fui recomendada a tomar xanax e lexotan comprimidos super fortes que pelos vistos só pioravam as minhas crises depois o neurologista mandou suspender e só tomava o xanax que segundo o neurologista não podia ser acompanhado por nenhum outro medicamento e tinha que ser tomado e doses pequenas visto que só ele é uma droga muito forte, fiz todo tipo de exame possível e num dos electroencefalogramas viram que tinha lesão no cérebro na altura os médicos recomendaram a operar ou que tomasse os medicamentos a risca para que pudesse combater a lesão. passados 10 anos as crises reduziram muito as 24 anos engravido tive o meu primeiro filho de parto normal e hoje esta aí extremamente saudável , aos 30 anos engravido do 2º filho tenho dois filhos saudáveis sou casada. agora aos 33 anos volto a ter crise neste caso tive 2 crises e espero continuar a controlar porque estou preocupada com o meu esposo porque ele nunca me viu assim mais ele é muito carinhoso estou a voltar a ter baixa auto estima. por favor ajudem-me quis muito partilhar convosco a minha história. bjnhs

  2. Olá desde os 10 anos que sofro de epilepsia e minhas crises convulsivas só acontecem durante o sono, e a frequência das crises depende por vezes de 6 em 6 meses outras vezes passa mesmo um ano… Quero que me ajudem a perceber melhor

  3. Eu não tenho epilepsia, porém minha endócrino receitou um medicamento pra fibromialgia que é usado para tratamento de epilepsia pq ele emagrece, (amato 25 mg, 1 com as 22:00)li a bula dele e não vi ligação nenhuma com a fibrimealgia nela, fiquei com medo de tomar, gostaria de saber se eu tomar esse medicamento pode prejudicar de alguma forma meu cérebro ou pode fazer com que eu tenha crises, ou ser de alguma forma prejudicial a minha saúde? Tipo, qual seria a consequência de eu usar sem ter epilepsia?

    • Olá Lindinalva,

      O Amato é um medicamento utilizado para o tratamento de epilepsia e é utilizado também para o tratamento da Fibromialgia, a critério médico. Essa informação não consta na bula, por não ser a indicação principal do medicamento, geralmente são avaliados vários fatores em conjunto para que o médico opte por utilizar uma medicação assim para tratar a Fibromialgia. Porém, a diminuição do apetite e o possível emagrecimento, é uma reação adversa do medicamento, que pode acontecer ou não. O medicamento ainda apresenta uma série de outras possíveis reações adversas que podem ser prejudiciais e devem ser avaliadas para a utilização ou não do medicamento. Tente conversar com seu médico pra que ele tire sua dúvidas em relação a utilização desse medicamento! Esperamos ter ajudado!

  4. Compartilhando minha experiência, fui diagnosticada com eplepsia com meus 9 anos, depois de uma febre incomum uma crise.começei meu tratamento com fenobarbital meio comprimido antes de dormir, depois um comprimido, depois dois, e quando o tratamento não respondia trocaram para fenitoína o mesmo procedimento um depois dois e depois incluiram carbamazepina, 2 fenitoínas de manhã e 1 carbamazepina a noite.me consultava com neurologistas,clínicos,e me lembro de um clínico que toda vez que me consultava com ele me dizia que essa doença não tinha cura e que eu devia me apegar a Deus.
    Haviam dias que tinha crises muito fortes, fazia xixi, caia em qualquer lugar, mordia minha língua tão forte que perdia pedaços dela, tenho algumas cicatrizes de algumas crises, mas nada tão ruim quanto voltar de uma crise e ver a cara de pessoas que vc nunca viu umas olhando com dó, outras preocupadas, outras torcendo o nariz, depois de anos dependente de remédio aos 17 anos (8 anos de tratamento) eu começei a reduzir e no fim do ano parei,pq já não tinha mais crise ha cerca de um ano,não recomendo a ninguém o que eu fiz mas eu não queria mais ser dependente de remédio,hj fazem 13 anos que não tomo remédio,ou tenho crise,nem mesmo princípio dela,graças a Deus estou bem e com saúde,e crises nunca mais.
    Minhas crises como vieram assim também se foram, tive receio de ter crise durante minha primeira gestação, mas deu tudo certo.

  5. Olá boa noite a todos!
    Minha filha de 5 anos hoje pela segunda vez com um intervalo de uns meses do primeiro caso,ela apresentou o que parece uma crise epleutica, mas só cai na real agora e vim em busca de respostas,gostei muito desse site , é incrível como bate os sitomas dela com alguns casos

  6. Boa noite. Gostava de deixar também o meu testemunho e conselhos.
    Fui operado a tumor benigno (graças a Deus) no cérebro. A localização não era fácil.
    Arrisquei porque ele estava a crescer…
    Correu tudo bastante bem, apesar de alguns danos.
    Fiquei com epilepsia traumática.
    Controlei-a (médicos) com medicação em grânulos (valproato de sódio) e com um medicamento novo: Zebinix.
    Os grânulos parecem quase areia quando se engolem mas são muito melhores na assimilação no aparelho digestivo. É uma questão de nos habituarmos…
    Os comprimidos não eram dissolvidos uniformemente e por vezes quase que se mantinham inteiros por ali abaixo (se é que me faço entender…)
    O Zébinix não me dá efeitos secundários, o que é excelente.
    Noto alguma falta de memória mas nada de mais para o que passei…
    Não tenho problemas nenhuns em reconhecer as minhas qualidades, os meus defeitos e algumas fraquezas. Todos as temos.
    Graças a Deus faço a minha vida normal: tenho família e responsabilidades.
    Recorro ao telemóvel para me lembrar das coisas…
    Abraço a todos e todas.
    Força!

  7. Eu comecei a ter crises convulsivas depois q diz uma cirurgia,tive q por uma bioprotese mitral,convulsionei 3 vezes dormindo,meu cardiologista me encaminhou para o neuro e fiz alguns exames e foi constatado q tenho epilepsia,hj faço uso d gardenal e me sinto muito bem,mas ainda tenho medo d ter crises e muitas vezes não comentou com as pessoas a respeito pq sempre ouço alguem disser q quem toma esse medicamento é louco ,o preconceito é muito grande

  8. Site aki é otimo
    eu sou pai de um BB de 12anos ele teve esse crise de convulsão pela primeira vez, nos assustamos muito, pois nunca visto as cenas, mas Graças a Deus, deu tudo certo. Fizemos os exames ressonância magnética e constatou a epilepsia… difícil aceitar. Mas faz parte d vida da gente. Tenho muitas duvidas pois estou nesta sensação faz uma semana só. Estou preocupadíssimo com o remédio que o neuro receitou DEPAKOTE. pelos efeitos colaterais e por ser tarja preta .. isso assusta muito. e ele é apenas uma criança de 12anos.
    eu ainda estou muito assustado.. meio que sem chão.. o mundo passa a girar ao contrario pra mim. Duro vc ver um filho assim.. mas Deus é o dono de nossas vidas.. e Ele tupo pode até curar se Ele assim querer, pois Ele tem o poder de fazer aquilo que os medicos a medicina não é capas de fazer.
    Grato pelo site

    • Deus é bom e misericordioso ! Na bíblia diz que tudo é possível ao que crê . Deus só espera de nós um ato de fé como o seu que diante do mundo diz que Deus tudo pode e é dono de nossas vidas!! Deus abençoe vc e sua família grandemente !!

  9. Olá, em janeiro desse ano tive uma crise convulsiva dormindo, uma semana depois fiz uma tomografia e duas semanas depois um eletroencefalograma, os exames não apresentaram nenhuma alteração. Como eu estava muito estressada, trabalhando muito, cuidando do meu filho de dois anos e apresentava outros sintomas, como: dor de cabeça, sensibilidade a luz, sensação de falta de ar, palpitação, desânimo, ansiedade, etc. O neurologista disse que de início não podia me diagnosticar com epilepsia, disse que podia ser enxaqueca. Ele me receitou topiramato, acompanhado de uma dieta. Nos meses seguintes, eu melhorei, estava tomando o remédio de acordo como ele receitou e fazendo a dieta. No final de abril, eu estava sob pressão com um trabalho da universidade para entregar, sem tempo para fazer acabei fazendo apenas durante a noite, passei três noites praticamente sem dormir e durante o dia no trabalho a minha preocupação era total com medo de não conseguir concluir. Nesse período esqueci o remédio e também a dieta. Eu concluir o trabalho, mas um dia depois, dormindo novamente tive duas crises convulsivas muito forte, que me deixaram cinco dias inconsciente. Eu fiquei muito abalada e sem saber o que fazer. Como na cidade onde moro não tem neurologista, fui com dois clínicos gerais, o primeiro disse que não poderia dar um diagnóstico e me encaminhou para o neurologista, o segundo me diagnosticou com epilepsia e me receituou carbamazepina. A carbamazepina me ajudou a relaxar e dormir mais tranquilamente, mas ainda continuo sentindo alguns sintomas, como dor de cabeça, mal estar, formigamento no corpo, etc. Recentemente, fui no neurologista, ele disse que as possibilidades de ser epilepsia são poucas, que devemos investigar a fundo para descobrir o que tenho, enquanto isso devo tomar lamotrigina 25mg. Ainda não comprei esse remédio, pois tenho tantas dúvidas, tenho medo de suspender a carbamazepina e ter outra crise forte, como as anteriores, mas ao mesmo tempo fico preocupada em continuar tomando a carbamazepina e no futuro me prejudicar, por não ter descoberto a tempo o que tenho realmente, caso não seja epilepsia.

    • minhas primeiras crises em dormindo tambem, tomei gardenal por 1 ano mas mesmo assim as crises eram muito frequentes. tive uma consulta com um especialista e ele me receitou 200mg de carbamazepina 1 por dia. agora 11 anos depois tomo 1800mg por dia. tenho terriveis efeitos colaterais como depressao, nervosismo, terrivel ansiedade, falta de concetraçao e aprendizado e as vezes de fala. Mas nao de desanime se a carbamazepina for o remedio certo para voce vá em frente. Eu deveria ter feito acompanhamento com neurologista regularmente mas nunca foi assim, talvez depois de um tempo ele poderia trocar a medicacao por alguma medicacao nova. enfim estou indo ao neuro em novembro pois nao aguento mais. boa sorte

  10. Tenho Crises de Ausência desde a minha infância não sabia o que era,mais quando tive meu filho infelizmente as crises se intensificaram e eu tive depressão pós-parto.Hoje convivo com a Epilepsia tomo o medicamento e graças a Deus me sinto melhor tenho uma vida normal.

  11. Muito proveitoso essas informações.
    Obrigada por partilhar.
    Meu esposo(70 anos) a 05 anos fez cirugia de aneurisma e agora começou uma crise epilética que nescessitou internação.Graças a Deus agora está tudo bem.

  12. oi, meu esposo tem crises e qnd ele pára de se bater ele fica tentando se levantar(qnd ainda não esta consciente) isso tem sido muito dificil,pois temos um filho muito pequeno e ele fica apavorado. como ele nao tem controle do corpo,ele levanta e tenta andar e nisso eu tenho que estra segurando pra nao cair. como ou o que posso fazer pra que isso nao aconteça ou melhore?

    • Olá Simone!

      É importante que você busque conselho com seu médico de confiança, de preferência um neurologista. Existem alguns tratamentos para epilepsia que podem ajudar a aliviar os sintomas. As medidas irão variar de acordo com as condições de saúde do paciente.

  13. Meu namorado tem epilepsia, mesmo que ele tenha esse problema sei que seremos muito felizes. Tenho um pouco de medo…mas confio no meu Deus.

  14. Estou apavorada, recebi o diagnóstico que meu filho com 25 anos é epilético, deu a primeira crise, se machucou muito, deslocou o braço e teve um fratura, estou desesperada, e se ele da a crise pela rua bate a cabeça, no chuveiro tomando banho, na academia, meu Deus!, o que faço.

    • A opção é unica. Agendar uma consulta pra seu filho com neurologista. Até a avaliação é importante registrar as crises em data/hora/duração e vale até mesmo registros em video pelo celular.

    • Se começou a tomar a medicação, com o tempo as crises passarão a ser menos violentas. Eu vivo com epilepsia desde a nascença e a partir da altura que comecei a tomar a medicação embora não tenha eliminado as crises deu-me maior tempo para preparar-me e evitar que durante a graves lesões durante o ataque e as crises passaram a ser de menor duração e menos violentas

  15. Meu marido apresenta sintomas de epilepsia simples mais já comentei os episódios as médico que foram muitos que já o levei , mais ninguém me da uma resposta, os sintomas são de epilepsia simples como fazer para o médico entender isto.

    • Olá Neuza!

      Apenas um médico está apto para oferecer o diagnóstico, isto por meio do relato e de alguns exames complementares. É importante que você anote os sintomas detalhadamente e leve o paciente até um neurologista.

  16. que bom que e esse site esclarece que um epileptico e uma pessoa totalmente normal, porque conheço muitos que tem uma vida mas normal e saudavel do que aqueles que nem tem essa doença, sao casados, trabalham, estudam e tem filhos saudaveis e uma vida totalmente normal.

  17. Que ótimas informações, também sou epilético inclusive a minha esposa também sofre da mesma doença. No meu caso demorei bastante para aceitar a epilepsia, hoje vivo como uma pessoal qualquer por ai, tomo meu medicamento corretamente e graças a Deus trabalho e pretendo ter filhos em breve. Em relação ao site e muito bom e confortante para nós que temos essa doença saber que existem pessoas que prestam esse tipo de esclarecimento sobre o assunto.

  18. Então… Minha mãe é epiletica.. Eu nao sabia direito o q era… Mas ainda assim me preocupo muito com ela tenho medo q se machuque .. As vezes da crise bem fraca. Ja outras bem intensas . É tao complicado 😞

  19. gostei muito das resposta de vcs e muito bom ter um saiti que nus ajuda amei muito obrigado

  20. Muito boa a matéria! Recentemente depois de várias crises chegou o diagnóstico. Sou mais um epiléptico. No começo e bastante difícil de aceitar, mas vamos ter que se adequar para poder conviver com o problema.

  21. Muito importante e esclarecedoras as informações, de fácil compressão,
    Parabéns e gratidão pelo artigo.👍👏👏👏👏👏👏

  22. O problema todo, é como vocês falaram, ainda existe muito preconceito. Trabalhos se souberem que você tem essa doença, não te aceita, nem pra limpar o chão.

  23. Sinto falta de uma associação, ou de um grupo de epilépticos, como eu, para conversar, trocar experiências, tanto para nos socializar como aprender a lidar com essa doença. Ajudar a diminuir o preconceito, tanto dos amigos, conhecidos, e também consigo próprio.

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