Saúde

Doença Cardiovascular (DCV): veja sintomas e tratamentos

Publicado em: 10/04/2018Última atualização: 26/10/2020
Publicado em: 10/04/2018Última atualização: 26/10/2020
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O que é doença cardiovascular?

A doença cardiovascular (DCV), também chamada de cardiopatia, é um termo geral que descreve uma doença do coração ou dos vasos sanguíneos.

Existem diversos tipos de doenças cardiovasculares, variando desde a causa até o grau de agressividade. Podem ser causadas por fatores genéticos ou ambientais, como o tabagismo, sobrepeso e o consumo excessivo de álcool.

Estima-se que esta doença seja responsável por cerca de 1 em cada 3 mortes prematuras em homens, e 1 em cada 5 mortes prematuras em mulheres.  Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 17,5 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças cardiovasculares. É a principal causa de mortes do mundo!

Mais de ¾ das mortes por doenças cardiovasculares acontecem em países de baixa e média renda, e maioria delas poderia ser prevenida por meio da prevenção dos fatores comportamentais de risco, como o uso de tabaco e a obesidade.

A mesma entidade diz que esses números poderiam ser menores caso fossem realizadas melhorias no acesso à saúde, sobretudo no que diz respeito ao controle da pressão arterial, do colesterol e outras condições que aumentam o risco da doença se desenvolver.

A simples prática de 30 minutos de atividade física diária já ajuda na prevenção desse problema. Entretanto, se não vier aliada à hábitos mais saudáveis, pode não ser suficiente.

Descubra mais sobre as doenças cardiovasculares e o que você pode fazer para se prevenir delas no texto a seguir!

Índice - neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é doença cardiovascular?
  2. Como funciona o sistema cardiovascular?
  3. Tipos
  4. Doenças cardiovasculares em crianças
  5. Causas
  6. Fatores de risco
  7. Sintomas
  8. Como é feito o diagnóstico?
  9. Qual o tratamento?
  10. Medicamentos
  11. Convivendo
  12. Prognóstico
  13. Como prevenir?
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Como funciona o sistema cardiovascular?

Para entender como as doenças cardiovasculares funcionam é necessário, antes de tudo, saber mais sobre o funcionamento do sistema circulatório humano.

Composto basicamente pelo coração e vasos sanguíneos, o sistema cardiovascular é responsável pela circulação do sangue, o que garante o transporte de nutrientes e oxigênio para todo o corpo humano.

Entenda a função de cada um dos componentes do sistema circulatório:

Vasos sanguíneos

Os vasos sanguíneos não passam de uma grande rede de tubos por onde o sangue circula. Eles se encontram distribuídos por todo o corpo e se subdividem em 3 tipos: as artérias, as veias e os vasos capilares.

Artérias

As artérias são os vasos do sistema circulatório por onde passa o sangue que sai do coração para o resto do corpo. Ou seja, o sangue que circula pelas artérias é cheio de oxigênio e nutrientes que serão distribuídos para todas as outras células do organismo.

Por transportar o sangue que está saindo diretamente do coração, a musculatura das artérias é bastante espessa, sendo formada por um tecido muscular que possui a necessidade de ser elástico, justamente para aguentar a pressão sanguínea.

Esse tipo de vaso sanguíneo se ramifica pelo corpo e vai se tornando cada vez mais fino, de onde se ramifica ainda mais, formando as arteríolas, que, por sua vez, se ramificam mais uma vez, se transformando em capilares.

Existem ainda 2 tipos de artéria cujo conhecimento sobre é bastante importante: a artéria aorta e a artéria pulmonar.

A artéria aorta é aquela que sai do lado esquerdo coração e transporta sangue arterial (rico em oxigênio) para o resto do corpo, enquanto a artéria pulmonar sai do lado direito do coração e transporta sangue venoso (rico em gás carbônico) para o pulmão, onde a troca de gases irá acontecer.

Veias

As veias são os vasos sanguíneos que transportam o sangue das diversas partes do corpo de volta para o coração. Por conta da pressão mais baixa, suas paredes e sua musculatura são mais finas que das artérias e, portanto, o transporte de sangue acaba sendo bem mais lento também.

Por essa razão, a pressão do sangue no interior das veias é baixa, o que dificulta seu retorno ao coração. É para contornar esse problema que existem uma série de válvulas no seu interior.

A maior parte das veias só transporta sangue venoso (rico em gás carbônico), com exceção da veia pulmonar, que leva sangue arterial (rico em oxigênio) dos pulmões para o lado esquerdo do coração, logo após a troca de gases.

A veia cava, por outro lado, é a responsável por trazer o sangue venoso do resto do corpo em direção ao coração, de onde será enviado para os pulmões e realizará as trocas de gases.

Vasos capilares

Os vasos capilares são as ramificações das artérias e das veias. Suas paredes são muito finas para possibilitar a troca de substâncias (nutrientes e gases) entre o sangue e as células.

O Coração

O coração é como uma bomba. É um conjunto de músculos que possuem mais ou menos o tamanho de um punho fechado e são responsáveis por bombear o sangue para os pulmões e para o resto do organismo.

Nos mamíferos, diferente de grande parte dos animais, o coração é dividido em 4 cavidades: 2 átrios e 2 ventrículos. Essa divisão em cavidades ajuda a evitar que o sangue rico em oxigênio (arterial) se misture com o sangue rico em gás carbônico (venoso).

O ciclo sanguíneo no coração funciona da seguinte maneira:

  1. Sangue rico em gás carbônico entra do lado esquerdo do coração pela veia cava;
  2. O coração bombeia esse sangue para os pulmões através da artéria pulmonar;
  3. No pulmão, ocorre a troca de gases;
  4. O sangue enriquecido em oxigênio volta para o coração através da veia pulmonar;
  5. O coração bombeia o sangue rico em oxigênio para o resto do corpo pela artéria aorta.
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Tipos

Existem diversos tipos de doenças cardiovasculares. Cada uma afeta o coração e o sistema circulatório de uma forma. Confira:

Doença arterial coronária

A doença arterial coronária ocorre quando o suprimento de sangue para o coração é bloqueado ou interrompido por um acúmulo de substâncias gordurosas (ateroma) nas artérias coronárias. As artérias coronárias são os dois principais vasos sanguíneos que fornecem sangue ao coração.

Se as artérias coronárias ficam mais estreitas devido a uma acumulação de ateroma, o fornecimento de sangue para o coração será diminuído, causando angina (dores no peito).

Se uma artéria coronária ficar completamente bloqueada, pode causar um ataque cardíaco.

Doença arterial periférica

A doença arterial periférica, também conhecida como doença vascular periférica, ocorre quando existe um estreitamento nas artérias, impedindo o fluxo sanguíneo em direção aos membros, normalmente a perna.

Ela comumente é um sinal de depósitos de gordura e cálcio que se acumulam nas paredes das artérias.

O sintoma mais comum da doença arterial periférica é a dor nas pernas ao caminhar. Isso geralmente ocorre em uma ou ambas as pernas, coxas ou quadris. A dor geralmente vem e vai piorando durante os exercícios que necessitam das pernas, como caminhar ou subir escadas.

Doenças da Aorta

A aorta é o maior vaso sanguíneo do nosso corpo, sendo o primeiro vaso a sair do coração e responsável por levar o sangue para o resto do seu corpo.

O tipo mais comum é o aneurisma da aorta, que acontece quando a parede deste vaso torna-se enfraquecida e se retrai. Quando a doença chega, o paciente tem dor no peito, costas ou abdômen (barriga).

Doença cardíaca reumática

Também conhecida como febre reumática ou cardiopatia reumática caracteriza-se por ser uma doença inflamatória desencadeada faringoamidalite (inflamação na faringe e nas amígdalas) causada pela bactéria Streptococcus pyogenes.

Ocorre, geralmente, em crianças e adolescentes entre os 5 e 15 anos de idade.

Essa doença surge por volta de 3 semanas depois da infecção bacteriana e pode afetar articulações, pele, cérebro e o coração. O comprometimento cardíaco acontece por causa do processo inflamatório, que afeta diversas partes do coração.

Cardiopatia congênita

A cardiopatia congênita é um problema estrutural do coração presente desde o nascimento. Os sinais e sintomas dependem bastante da especificidade do problema, fazendo com que eles variem entre sintomas inofensivos ou até problemas que colocam a vida do paciente em risco.

É causada por um defeito congênito do coração e sua causa muitas vezes é um mistério. Alguns casos podem ter origem em infecções durante a gravidez, como a rubéola, além do consumo de certos medicamentos ou drogas como o álcool e o tabaco.

Arritmia cardíaca

A arritmia cardíaca acontece quando a frequência cardíaca do paciente se encontra anormal e irregular. Ou seja, ou bate de forma muito acelerada, ou muito lenta.

Essa condição ocorre quando os impulsos elétricos do coração não funcionam de maneira correta, provocando batimentos acelerados (taquicardia), lentos (bradicardia) e até mesmo alterados.

Na maior parte dos casos, as arritmias não geram sintomas, sendo consideradas benignas e inofensivas à saúde. Entretanto, em casos mais graves, a doença pode provocar sensações como desmaio e dor no peito, além de aumentar significativamente os riscos de parada cardíaca e morte.

Outros tipos

  • Pressão alta: ocorre quando a força que o sangue exerce sobre as paredes é muito grande;
  • Insuficiência cardíaca:é um tipo de doença crônica que faz com que o coração não bombeie o sangue como deveria;
  • Angina: dor no peito.

Doenças cardiovasculares em crianças

As crianças são acometidas em menor proporção pelas doenças cardiovasculares. Segundo dados da OMS, a incidência desse tipo de cardiopatia varia entre 0,8% nos países desenvolvidos e de 1,2% em países em desenvolvimento.

O número pode parecer pequeno quando visto em forma de porcentagem, mas, para que se tenha uma ideia do real tamanho do problema, usando essas mesmas estatísticas como base, podemos dizer que cerca de 33 mil crianças nascem com uma doença cardíaca apenas no Brasil.

Felizmente, a maior parte dessas doenças pode ser detectada já durante o período gestacional, por meio de exames como o ecocardiograma fetal. Em alguns casos a criança já precisa ser operada nos primeiros dias ou meses de vida.

Veja a seguir as 3 cardiopatias infantis mais comuns:

Comunicação Interventricular (CIV)

Trata-se de um defeito na parte interior do coração. Uma abertura se forma na parede dos ventrículos, fazendo com que sangue venoso (rico em gás carbônico) se misture com sangue arterial (rico em oxigênio).

Quando essa abertura é grande demais, o coração pode ficar sobrecarregado e, em casos mais graves, a criança pode desenvolver sopro cardíaco. Recém-nascidos podem sofrer de falta de ar e interromper frequentemente as mamadas.

É a partir desses sintomas que são realizados exames como o raio-x do tórax, o ecocardiograma e o cateterismo. Há situações em que a abertura é pequena, fazendo com que a cirurgia se torne desnecessária.

Coartação da aorta

É caracterizada pelo estreitamento da aorta, o que dificulta o transporte de sangue para o resto do corpo. Quando o fluxo sanguíneo fica diminuído, é possível que a criança sofra de insuficiência cardíaca já nos primeiros dias de vida.

Essa doença é diagnosticada através da avaliação de alterações no pulso e diferença de pressão arterial nos membros inferiores e superiores.

Tetralogia de Fallot

A tetralogia de Fallot é uma doença que causa 4 defeitos que, em conjunto, impedem a oxigenação do sangue e sua distribuição para o resto do corpo. Nesse caso ocorre a comunicação interventricular, desvio da aorta, obstrução do ventrículo direito e hipertrofia ventricular.

Essa doença pode fazer com que a criança tenha desmaios e azular os lábios e as pontas dos dedos. Em alguns casos, é necessário colocar um tubo entre a artéria aorta e a artéria pulmonar para melhorar a oxigenação e o transporte do sangue aos pulmões.

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Causas

Existem diversas razões para que surjam doenças cardiovasculares. Confira:

Genética

A cardiopatia congênita é uma doença cardiovascular de origem genética. Esse problema nas estruturas do coração acontece já nas oito primeiras semanas de gestação e é muito comum em pacientes com síndrome de Down, por exemplo.

Tabagismo

Uma das maiores causas de doenças cardiovasculares é o tabagismo. Segundo dados da União Européia, o consumo de tabaco pode estar relacionado a 50% das mortes evitáveis e sua prática pode aumentar em até 40% o risco de doenças cardiovasculares.

Isso acontece porque o tabaco aumenta a frequência cardíaca, contrai as artérias, causando irregularidade nos batimentos cardíacos, e eleva a pressão sanguínea, o que aumenta as chances de AVC.

Além dos efeitos nocivos cumulativos, os riscos de fumantes sofrerem infarto, por exemplo, é diretamente proporcional ao consumo de tabaco, ou seja, o risco aumenta de acordo com o número de cigarros fumados por dia.

Sobrepeso e obesidade

O excesso de peso aumenta os riscos de um acidente vascular cerebral (AVC) ou o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Isso ocorre por causa dos níveis elevados de açúcar no sangue, que aumentam a pressão arterial e podem dificultar o fluxo de sangue pelos vasos sanguíneos, causando doenças como doença arterial coronária ou doença arterial periférica.

A doença ainda pode ser potencializada pela diabetes, com a qual está intimamente relacionada.

Diabetes

Muitas vezes aliada à obesidade, a diabetes pode potencializar os sintomas de doenças cardiovasculares. Isso porque a doença causa hipertensão, o que aumenta as chances de doenças cardiovasculares como o AVC.

Consumo excessivo de álcool

O consumo excessivo de álcool também é um problema. Isso porque o álcool é interpretado pelo sangue como glicose, fazendo com que os níveis de insulina no organismo aumentem e, em consequência, a pressão arterial também, o que pode levar a doenças como infarto.

Fatores de risco

Existem diversos fatores de risco associados entre si para doença cardiovascular, incluindo a hipertensão arterial, tabagismo, má alimentação e falta de exercício. Confira:

Pressão arterial elevada (hipertensão)

É de longe o fator de risco mais importante para DCV. Uma pressão arterial elevada e mal controlada pode danificar as paredes das artérias e aumentar o risco de desenvolvimento de um coágulo sanguíneo.

A presença desses coágulos aumenta o risco de uma série de doenças, como o infarto, pois impossibilita a passagem natural do sangue pelas artérias.

Tabagismo

As toxinas do tabaco podem prejudicar e estreitar suas artérias, tornando mais vulnerável à doença coronária. A nicotina, por exemplo, é uma substância que causa alterações na pressão arterial, podendo levar a problemas no futuro.

Além disso, o tabaco contribui para o endurecimento das artérias, promovendo a aterosclerose (acúmulo de gordura e outros químicos que leva à formação de trombos).

Colesterol alto no sangue

O colesterol é um tipo de gordura que circula no nosso sangue. Existem, de modo geral, 2 tipos de colesterol, o HDL, também conhecido como colesterol “bom”, pois ajuda a remover o colesterol “ruim” da parede das artérias, e o LDL, conhecido como colesterol “mau”, que se acumula no interior das artérias e pode levar à doenças graves, como infarto e AVC.

Hipercolesterolemia Familiar

Muitas vezes, os altos índices de colesterol não acontecem por culpa de hábitos do paciente. Isso porque o nosso organismo possui uma proteína chamada de receptor das LDL (LDLR) que é responsável pela remoção do colesterol “mau” das paredes das artérias.

Essa proteína é produzida no fígado e, caso o paciente possua uma mutação nesse receptor, ele possui uma doença genética chamada de Hipercolesterolemia Familiar. Isso gera níveis muito elevados de colesterol no sangue, o que, como já vimos, pode levar o paciente a desenvolver doenças graves.

Triglicerídeos elevados (hipertrigliceridemia)

Além do colesterol, ainda existem outras gorduras que circulam em nosso organismo e que podem ser nocivas para a saúde do coração: os triglicerídeos.

Os valores dessa gordura no corpo variam bastante de acordo com a alimentação. Valores muito altos normalmente indicam uma alimentação rica em gorduras, que também podem se acumular na parede das artérias.

Normalmente, pessoas com altos índices de triglicerídeos também apresentam baixos níveis de HDL, o que pode ser bastante prejudicial, já que índices baixos de HDL também podem causar doenças cardiovasculares.

Por isso, uma boa maneira de aumentar os valores de HDL é através da prática regular de exercícios.

Diabetes

A glicose elevada no sangue pode danificar as artérias. Por isso, pessoas com diabetes tipo 1 ou 2 têm mais risco de sofrerem de doenças cardiovasculares, já que a deficiência na produção de insulina leva ao aumento dos níveis de açúcar no sangue.

Seja diabetes tipo 1, a congênita, ou tipo 2, adquirida, é muito importante que os pacientes com esse tipo de problema se atentem bastante à saúde do coração.

Má alimentação

Uma dieta rica em gordura pode acelerar a formação de depósitos de gordura dentro das artérias, elevando os níveis de colesterol e pressão arterial.

Sedentarismo

Pessoas que não se exercitam regularmente têm normalmente níveis mais elevados de colesterol, pressão arterial e stress, sendo também mais propensas ao sobrepeso.

Sobrepeso ou obesidade

O sobrepeso e a obesidade aumentam o risco de desenvolver diabetes e pressão arterial elevada. Pessoas nessas condições muitas vezes têm dietas pobres e não se exercitam com regularidade.

Consumo excessivo de álcool

Além de causar doenças no fígado, como a cirrose, o álcool prejudica muito outros órgãos, como o coração, cérebro e testículos, enfraquecendo as artérias e danificando (ou até mesmo matando) as células.

Estresse

O stress pode aumentar a pressão arterial e, os hormônios associados ao estresse, também podem aumentar os seus níveis de glicose no sangue.

Gengivite e outros problemas bucais

Periodontite, gengivite, cáries e outros problemas bucais podem desencadear problemas cardíacos, pois os microrganismos alojados na mucosa oral podem aprofundar-se e atingir os vasos sanguíneos, causando infecções nos tecidos do coração.

Por isso, manter uma higiene bucal em dia, além de deixar o sorriso mais bonito e o hálito mais gostoso, também ajuda a manter a saúde do coração.

Idade e sexo

Dois fatores de risco não modificáveis, isto é, que não dependem do paciente, são a idade e o sexo. Ser do sexo masculino é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, o que se agrava conforme a idade vai aumentando.

As mulheres, até o momento da menopausa, estão mais protegidas dessa doença, pois os hormônios femininos atuam defendendo-as desse tipo de problema.

Entretanto, mesmo antes da menopausa as mulheres devem se preocupar com a saúde do sistema circulatório, estando sempre atentas aos níveis de colesterol e outros fatores de risco cardiovascular.

Sintomas

Como a variedade de doenças cardíacas é muito grande, disponibilizamos uma lista com os principais sintomas que indicam algum problema cardíaco. Se algum desses sintomas se fizer presente, é hora de procurar um médico.

Hipertensão arterial

Uma pressão arterial elevada pode aumentar o risco para ataques cardíacos e AVCs, além de comprometer o funcionamento das artérias, causando sérios problemas ao coração.

Quando se exerce uma pressão sanguínea demasiada sobre as paredes dos vasos sanguíneos, o coração trabalha com mais dificuldade e de maneira menos eficiente.

Tosse persistente

É normal a tosse surgir em decorrência de um resfriado, gripe ou algum outro problema respiratório. Quando a tosse é persistente e ocorre de maneira independente à essas doenças, pode ser sinal de problemas cardíacos.

Isso porque muitas vezes existe um excesso de líquido nos pulmões causado por uma insuficiência cardíaca congestiva, que pode causar chiado e tosse, fazendo com que o problema seja muitas vezes confundido com asma ou outra doença pulmonar.

Quando o coração não bombeia o sangue de maneira adequada para o resto do corpo, líquidos bombeados voltam para outros lugares incomuns, como os pulmões, fígado, trato gastrointestinal, braços e pernas.

Um dos possíveis fatores por trás desse tipo de problema pode ser a insuficiência cardíaca.

Dificuldade de respirar durante o sono

A apneia obstrutiva do sono é uma condição que tem sido relacionada a uma série de problemas, como maior risco de ataque cardíaco e arritmia cardíaca.

A apneia do sono faz com que o paciente pare de respirar por alguns instantes durante a noite. Essa interrupção no fluxo respiratório faz com que os níveis de oxigênio do sangue diminuam, o que, por sua vez, é interpretado pelo organismo como um sinal de perigo.

Isso faz com que o corpo “mande” os vasos sanguíneos se contraírem, pois isso aumenta o fluxo de sangue rico em oxigênio para regiões vitais, como o cérebro e o próprio coração.

O aumento de fluxo do sangue através da contração dos vasos sanguíneos aumenta a pressão arterial, deixando o paciente mais suscetível à problemas cardiovasculares.

Falta de ar

Subir escadas ou correr curtas distâncias e sentir uma súbita falta de ar é um indício de doença cardiovascular.

Dor no peito e palpitações

A dor no peito é o sintoma mais comum relacionado a problemas cardíacos. Essa correlação é correta, pois muitas doenças cardíacas fatais apresentam esse sintoma desde o princípio.

Essa dor, entretanto, pode se alastrar para diferentes partes do corpo, como ombros, braços, cotovelos, costas, pescoço, mandíbula ou abdômen.

Quando os batimentos cardíacos aparentam estar irregulares, existe a possibilidade de problemas cardiovasculares, como a arritmia cardíaca, estarem acontecendo. O batimento cardíaco muito fraco, forte ou irregular também pode ser um sinal de doenças do coração.

Náuseas e falta de apetite

Muitas pessoas sentem náuseas e vomitam nos momentos que precedem um ataque cardíaco. Além disso, sintomas como inchaço abdominal estão relacionados à insuficiência cardíaca, podendo interferir no apetite.

Outros sintomas

Outros sintomas que podem ser indícios de problemas no sistema cardiovascular são:

  • Taquicardia;
  • Angina (dor no peito);
  • Indigestão;
  • Náusea;
  • Sudorese intensa;
  • Dor no pescoço, mandíbula, garganta e costas;
  • Fadiga;
  • Desmaio;
  • Sensação de frio nas pernas ou braços;
  • Inchaço dos pés, tornozelos e pernas;
  • Dificuldade para atingir ou manter a ereção;
  • Coloração azulada na ponta dos dedos ou nas unhas;
  • Transpiração excessiva;
  • Palidez.

Como é feito o diagnóstico?

De modo preliminar, ou seja, antes de solicitar qualquer tipo de teste, o médico cardiologista vai fazer um exame físico padrão e analisar o histórico e os antecedentes médicos dos familiares do paciente para observar alguma predisposição à doenças cardíacas.

Em seguida, uma série de exames de imagem e análises laboratoriais podem ser requisitados para que se identifique a natureza do problema e, assim, se chegue a um diagnóstico mais contundente. Dentre eles, estão:

Análises de sangue

A coleta de sangue para análise é feita para detectar diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares, como a detecção de gorduras, a medição do colesterol e a presença de lipídios no sangue, incluindo o HDL, o LDL e os triglicerídeos.

Os níveis de açúcar e de hemoglobina glicada também são medidos para que se descarte ou confirme a presença de diabetes. Também se verifica a presença de proteínas como a PCR (Proteína C Reativa) e outros marcadores como as apolipoproteínas A1 e B, pois níveis anormais podem indicar inflamação.

Esses valores são coletados porque, durante um ataque cardíaco, os músculos cardíacos morrem e liberam uma grande quantidade de proteínas na corrente sanguínea. As análises de sangue podem medir a quantidade dessas proteínas no sangue e evitar um ataque cardíaco.

Eletrocardiograma (ECG)

O eletrocardiograma, também conhecido como ECG, é um exame simples e indolor que vai medir a atividade elétrica do coração.

É feito de uma maneira muito simples: o paciente se deita em uma maca e limpa e desengordura a pele do peito. Em seguida, uma série de eletrodos são dispostos em locais específicos, como peito, braços e pernas, e a medição é registrada pelo computador dentro de mais ou menos 5 minutos.

Caso o paciente apresente muitos pelos na região, será feita uma depilação, e em casos de muita oleosidade na pele, será realizada uma limpeza com álcool.

Leia mais: O que é o exame ECG (Eletrocardiograma)?

Teste do esforço

Neste teste, também conhecido como teste ergométrico ou ECG de esforço, um eletrocardiograma é realizado enquanto o paciente realiza algum tipo de exercício físico, como correr na esteira ou pedalar a bicicleta.

Para que o exame seja bem sucedido, o paciente deve levar roupas apropriadas para realização de exercícios físicos, não fumar por pelo menos 2 horas antes do exame e deve ter realizado uma alimentação leve no dia no exame. Mulheres devem usar sutiã ou top.

O exercício começa lento e fácil e vai gradualmente se intensificando. Em caso de exaustão, o paciente pode parar o exame e sua duração não passa de 20 minutos.

Este exame permite delimitar como o coração do paciente gera o estresse, além de diagnosticar doenças coronárias e determinar sua gravidade.

Ecocardiograma

Este é um exame de ultrassom, ou seja, se utiliza de ondas sonoras para criar uma imagem em tempo real do coração.

O paciente fica deitado sob o lado esquerdo, com o peito nu — nas mulheres, usa-se uma camisola cirúrgica com abertura frontal. O médico cardiologista especializado em ecocardiografia desliza um transdutor com gel sobre o peito do paciente para visualizar todas as partes do coração.

Em alguns momentos, são feitas pequenas pressões para facilitar a visualização do órgão e de suas funcionalidades, sempre evitando causar dor ou desconforto ao paciente.

É um teste não invasivo e indolor. É rápido, durando cerca de 15 minutos e não necessita preparo prévio. Pode ser feito por adultos, crianças e mulheres grávidas a partir da 28ª semana de gestação.

Pode ser realizado em clínicas ou hospitais, dependendo do tipo de ecocardiograma solicitado e da doença a ser investigada. É necessário retirar todas as jóias e objetos que possam atrapalhar a realização do exame.

Em alguns casos, são colocados eletrodos no peito do paciente para que o exame seja realizado em associação ao eletrocardiograma. Também pode ser usado um oxímetro para medir a oxigenação do sangue durante o procedimento.

Cateterismo cardíaco e angiografia coronária

Estes são métodos semi-invasivos que permitem estudar o coração e os vasos sanguíneos que irrigam o órgão (artérias coronárias) sem que seja necessário realizar uma cirurgia.

Geralmente são feitos quando:

  • Os exames não invasivos fornecem informações insuficientes ou quando sugerem que há um problema no coração ou nos vasos sanguíneos;
  • O paciente apresenta sintomas que tornam muito provável a presença de algum problema no coração ou na artéria coronária.

Uma das vantagens desses exames é que, durante sua realização, os médicos já podem tratar diversas doenças, incluindo a doença arterial coronária.

Cateterismo cardíaco

Neste exame, um cateter fino (um tubo de plástico pequeno, flexível e oco) é inserido em uma artéria ou veia do pescoço, braço ou virilha por uma punção feita por uma agulha. É dada anestesia local na área de inserção e, em seguida, o cateter é direcionado através dos vasos sanguíneos principais até o interior das câmaras do coração.

Através desse tubo, diversos instrumentos podem ser guiados até o coração. Eles incluem dispositivos para medir a pressão em cada câmara do coração e nos vasos sanguíneos ligados ao órgão, visualizar ou registrar imagens de ultrassom do interior dos vasos sanguíneos, coletar amostras de sangue de diferentes partes do coração ou remover uma amostra de tecido de dentro do coração para exame microscópico.

O procedimento é realizado no hospital e pode durar de 40 minutos a 1 hora e é única maneira de medir diretamente a pressão do sangue em cada câmara do coração e nos principais vasos sanguíneos que se ramificam do coração para os pulmões.

Angiografia coronária

A angiografia coronária é bastante similar ao cateterismo, sendo feito quase sempre simultaneamente.

Nele, depois de se injetar um anestésico local, o médico introduz um cateter fino em uma artéria através de uma incisão no braço ou na virilha. Este cateter vai ser direcionado até o coração e, em seguida, até as artérias coronárias.

Depois que a ponta do cateter foi inserida no local determinado, um agente de contraste (corante) radiopaco, ou seja, que pode ser visto em radiografias, é injetado através do cateter nas artérias coronárias e o contorno das mesmas pode ser visualizado em uma tela.

Os médicos utilizam-se dessas imagens para detectar bloqueios ou espasmos nas artérias coronárias. É o exame que fornece informações sobre as artérias coronárias que irrigam o coração com sangue rico em oxigênio.

Radiografia do tórax

Na medicina, a radiografia do tórax é chamada comumente de raio-X de tórax. Esse exame é utilizado para diagnosticar doenças que afetam o tórax e suas estruturas próximas. Através dele, é possível observar o tamanho e formato dos pulmões, do coração e dos principais vasos sanguíneos.

É utilizado muito raramente para o diagnóstico de doenças cardíacas, pois não fornece informações tão precisas quanto um ecocardiograma, por exemplo.

Tomografia computadorizada por feixe de elétrons (EBCT)

Este teste é rápido e sensível para detectar o acúmulo de cálcio nas artérias do coração. A quantidade de cálcio nas artérias dá ao médico a possibilidade de diagnosticar uma doença conhecida como aterosclerose (endurecimento das artérias).

Ressonância magnética

A ressonância magnética permite a visualização dos órgãos do interior do corpo humano e das estruturas superficiais musculares, ligamentares e tendinosas.

Nele, o paciente é exposto a um poderoso campo magnético que realinha as moléculas de água dentro do corpo para gerar uma imagem em tempo real do órgão a ser analisado.

Qual o tratamento?

A melhor forma de tratar as doenças cardiovasculares é através da prevenção. Entretanto, após o diagnóstico da doença, existem algumas coisas que podem ser feitas para melhorar as condições. São elas:

Mudanças de comportamento

Mudanças de comportamento são uma maneira não só de prevenir a doença, mas também de evitar que os sintomas causados por ela se intensifiquem. Por isso, se você já foi diagnosticado com algum tipo de doença cardiovascular considere:

  • Iniciar uma dieta com gordura e sal reduzidos;
  • Praticar pelo menos 30 minutos de exercício moderado diariamente ou com a maior frequência semanal possível;
  • Parar de fumar;
  • Diminuir o consumo de álcool.

Uso de medicamentos

Mudanças de hábito por si só não são suficientes para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa diagnosticada com alguma doença cardíaca. Por isso, os médicos podem prescrever uma série de medicamentos como medida de controle.

O tipo de medicação vai depender do tipo de problema no sistema cardiovascular.

Cirurgia

Se os medicamentos e a mudança de vida não forem suficientes, é possível que o médico recomende a realização de alguns procedimentos, como o cateterismo cardíaco, ou então cirurgias.

O tipo de procedimento a ser utilizado vai depender da doença que afeta o paciente e do tamanho do dano causado ao coração. Dentre os principais procedimentos, se encontram:

Cirurgia de revascularização cardíaca

Esta cirurgia é feita quando as artérias não conseguem mais fornecer sangue suficiente para o coração. O procedimento, então, tem como objetivo restaurar o fluxo sanguíneo do coração.

Angioplastia com balão

Trata-se de um método minimamente invasivo que tem como objetivo alargar as artérias estreitas. O cirurgião insere um balão pequeno dentro da artéria do paciente e a infla no local onde é necessário para tratar dos problemas.

Reparação e substituição da válvula cardíaca

Este procedimento corrige a válvula cardíaca que apresenta mau funcionamento. É um procedimento minimamente invasivo em que cirurgião vai promover mudanças nas estruturas das válvulas do coração.

Transplante do coração

Trata-se de uma cirurgia que substitui um coração por outro, vindo de um indivíduo que esteja em morte cerebral e que seja compatível com o do paciente que tem problemas cardiovasculares.

Esta cirurgia só é feita em casos de doenças graves e que ponham em risco a vida do paciente. É realizada no hospital, sendo necessário internamento durante 1 mês e uma série de cuidados depois da alta para que não ocorra a rejeição do órgão.

Medicamentos

Se você tem um risco particularmente elevado de desenvolver doenças cardiovasculares, o médico pode prescrever medicamentos para ajudar a reduzir o seu risco. Medicamentos utilizados para prevenir doenças cardiovasculares podem incluir:

  • Comprimidos de pressão arterial, tais como enzimas de conversão da angiotensina(ECA): usados para tratar a pressão arterial elevada;
  • Estatinas: usadas para diminuir os níveis de colesterol no sangue;
  • Dose baixa de Aspirina: utilizado para prevenir coágulos sanguíneos.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

É bastante difícil conviver com um diagnóstico de qualquer doença cardiovascular, especialmente porque o imaginário popular é muito pessimista quando falamos sobre esse tipo de problema.

Não é porque você foi diagnosticado com algum problema cardíaco que sua vida está arruinada. Não! Isso só significa que do momento do diagnóstico em diante você vai ter que tomar mais alguns cuidados.

Veja mais no tópico “Prevenção”. Lá estão dicas não somente para prevenir as doenças cardiovasculares, mas também para evitar a progressão dos sintomas.

Prognóstico

Apesar de parecem assustadoras, o prognóstico para pessoas com doenças cardiovasculares é bastante positivo, especialmente por causa dos avanços da medicina.

Através de mudanças no estilo de vida e do acompanhamento ao médico, é possível viver uma vida normal e sem grandes complicações.

Consequências

Quando não tratadas da maneira correta, as doenças cardiovasculares podem trazer uma série de consequências graves. Entenda:

Falência cardíaca

Uma das complicações mais comuns quando falamos de doenças cardiovasculares é a falência cardíaca. Ela acontece quando o coração não consegue bombear sangue o suficiente para suprir as necessidades do corpo.

A falência cardíaca é resultado de uma grande variedade de doenças cardiovasculares, incluindo defeitos congênitos e infecções.

Infarto

Um infarto acontece quando o coração deixa de receber uma quantidade suficiente de sangue oxigenado. Esse problema ocorre por conta de uma obstrução na veia coronária, que pode acontecer por diversos motivos, que variam desde um coágulo sanguíneo na região até a formação de placas de gordura.

Por conta da falta de oxigenação nessa região, o músculo do coração entra em processo de necrose, o que pode levar à morte do paciente.

Acidente vascular cerebral (AVC)

Um acidente vascular cerebral (encefálico), ou AVC, é uma condição médica séria que ocorre quando o suprimento de sangue para o cérebro é perturbado.

Como todos os órgãos, o cérebro precisa de um fornecimento constante de oxigênio e de nutrientes para funcionar corretamente. Tais nutrientes e o oxigênio são fornecidos pelo sangue, por isso, se o seu fluxo sanguíneo é restrito ou interrompido, as células cerebrais começam a morrer. Isto pode levar a danos cerebrais irreversíveis e, possivelmente, à morte.

Portanto, um acidente vascular cerebral é uma emergência médica e o tratamento imediato é essencial, é vital. Quanto mais cedo uma pessoa recebe o tratamento, menores serão os danos.

Aneurisma

Trata-se de uma complicação séria que pode acometer qualquer parte do corpo. Um aneurisma nada mais é do que uma dilatação na parede interior das artérias. Se um aneurisma estoura, é possível que o paciente enfrente uma hemorragia interna muito complicada e com alto risco de morte.

Parada cardíaca

Normalmente, uma parada cardíaca é resultado de um distúrbio elétrico no coração. Não é a mesma coisa que um infarto, pois não é causada por falta de oxigenação nos músculos do coração.

Na verdade, trata-se de uma parada súbita e inesperada da função do coração, da respiração e perda da consciência. Ela é muitas vezes causada por conta de arritmia cardíaca e é considerada uma emergência médica. Se não tratada imediatamente, a doença pode ser fatal.

Prevenção

A maioria das mortes causadas por doenças cardiovasculares são prematuras e poderiam ser facilmente evitadas apenas por fazer algumas mudanças no seu estilo de vida, como uma dieta saudável e parar de fumar.

Estima-se que esta doença seja responsável por cerca de 1 em cada 3 mortes prematuras em homens e 1 em cada 5 mortes prematuras em mulheres.

A maioria dos fatores de risco para doença cardiovascular (DCV) estão “conectados”, o que significa que se você tem um fator de risco, você provavelmente terá outros também.

Por exemplo, as pessoas que consomem muito álcool ​​geralmente têm dietas pobres em nutrientes e são mais propensos a fumar. Além disso, as pessoas obesas são mais propensas a ter diabetes, colesterol alto e pressão arterial elevada.

Focar em diminuir um fator de risco, tal como deixar de fumar, trará sim importantes benefícios à saúde, porém, para reduzir significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, você precisa fazer alterações no seu estilo de vida como um todo.

Você precisa considerar:

  • Sua dieta;
  • Seu peso;
  • A quantidade de álcool que você bebe;
  • A quantidade de exercício e atividade física que você faz;
  • Se você precisa parar de fumar.

Apresentamos abaixo um quadro resumido dos fatores.

Diminua o álcool

Se você beber álcool, não deve exceder os limites diários recomendados de 3-4 doses para homens e 2-3 doses para as mulheres. Uma dose de álcool é aproximadamente equivalente a metade de um litro de cerveja normal ou um pequeno copo de vinho.

Você deve consultar o seu médico se você está encontrando dificuldades para moderar o consumo de álcool. Serviços de Aconselhamento, como o AA, e medicação ajudam a reduzir a ingestão de álcool.

Controle a dieta

Para um coração saudável, considere uma dieta com baixo teor de gordura, rica em fibras e abundante em frutas e legumes frescos (pelo menos cinco porções por dia). Sua dieta deve incluir não mais do que 6g de sal por dia, pois ele tende a aumentar a sua pressão arterial.

Também é bom limitar a quantidade de alimentos salgados que você come, como refeições prontas, enlatados ou industrializados, já que tais alimentos possuem uma grande quantidade de sódio.

Não coma alimentos ricos em gordura saturada, porque isso vai aumentar o seu nível de colesterol. Alguns exemplos de alimentos ricos em gordura saturada:

  • Carnes gordas e salsichas;
  • Manteiga;
  • Banha de porco;
  • Creme;
  • Queijo;
  • Bolos e biscoitos;
  • Alimentos que contêm coco ou óleo de palma.

Comer alguns alimentos ricos em gordura insaturada pode ajudar a diminuir o nível de colesterol, estes alimentos incluem:

  • Peixes oleosos;
  • Abacates;
  • Nozes e sementes;
  • Óleo de girassol;
  • Colza (couve-nabiça);
  • Azeite.

Faça exercícios e controle seu peso

Se você estiver com sobrepeso ou obeso, o mais indicado para você perder o excesso de peso é a prática de exercícios regulares e uma dieta com calorias controladas. A recomendação para adultos é de 30 minutos de exercício aeróbico de intensidade moderada todos os dias durante pelo menos cinco dias por semana.

Se você achar que é difícil fazer 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana, comece em um nível que você se sinta mais confortável.

Por exemplo, ao fazer de 5 a 10 minutos de exercício leve por dia e aumentar gradualmente a duração, assim como a intensidade da sua atividade, você perceberá como o seu nível de condicionamento físico melhora.

Reduza os níveis de açúcar no sangue

A maior parte dos alimentos que consumimos se transforma em glicose, que nosso corpo usa posteriormente para obter energia. Entretanto, níveis altos de glicose no sangue podem ser gatilhos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes.

Então, para reduzir os níveis de açúcar no sangue e prevenir a diabetes deve-se diminuir o consumo de açúcares simples, que existem em refrigerantes, doces e sobremesas, além de praticar exercícios físicos de maneira regular.

Caso você já tenha diabetes, siga à risca a dieta recomendada e tome todos os dias a medicação prescrita pelo seu médico.

Diminua os níveis de estresse

O estresse cotidiano causa ansiedade e tensões emocionais que podem levar um paciente a adotar hábitos que não são nada saudáveis, como fumar, comer mal ou ser sedentário. Esses hábitos, por sua vez, são grandes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Uma grande gama de estudos mostra que o estresse agudo provoca uma redução do fluxo sanguíneo para o coração e um aumento das arritmias. Portanto, busque por atividades que ajudam a diminuir os níveis de estresse, como a meditação e a prática de exercícios físicos.

Caminhar, nadar, praticar esportes são uma boa maneira de combater o estresse causado pelo cotidiano.

Pare de fumar

Se você fuma, é altamente recomendável que você pare o mais rapidamente possível. Isso porque fumar aumenta em até 30% o risco de um ataque cardíaco. O cigarro conta com mais de 4 mil substâncias químicas, e pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas.

Existem algumas dicas para te ajudar a parar de fumar. Confira:

  • Tenha como objetivo pararde fumar, e não somente diminuir o número de cigarros fumados por dia;
  • Evite tudo que pode dar vontade de fumar, como café e bebidas alcoólicas;
  • Após as refeições, levante e deixe a mesa imediatamente;
  • Escove os dentes após cada refeição;
  • Elimine objetos que podem lembrar o cigarro, como isqueiros, cinzeiros etc;
  • Tome cuidado para não engordar. Se tiver que beber ou comer alguma coisa, dê preferência para frutas, água, bebidas sem açúcar ou use goma de mascar diet;
  • Beba bastante água a cada vez que sentir vontade de fumar;
  • Faça exercícios físicos, como caminhada, natação, musculação etc.

É muito importante parar de fumar o quanto antes. O homem fumante vive, em média, 13 anos a menos do que um homem não fumante. Para mulheres, esse número é 15 anos a menos.

Mas lembre-se, sempre, que recaída não é fracasso. Tenha força de vontade e comece novamente, procurando ficar mais atento aos gatilhos que te levam a fumar.


Doenças cardiovasculares são problemas sérios e que devem ser acompanhados de perto por médicos e outros profissionais de saúde. Apesar de exigir mudanças no estilo de vida, as doenças cardiovasculares podem ser controladas e seus portadores têm a possibilidade de ter uma boa qualidade de vida.

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Imagem do profissional Rafaela Sarturi Sitiniki
Este artigo foi escrito por:

Rafaela Sarturi Sitiniki

CRF/PR: 37364Farmacêutica generalista graduada pela Faculdade ParananseLeia mais artigos de Rafaela
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