De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Marcelo Mazza, a insuficiência renal é uma doença epidêmica, que vive uma crescente de casos registrados no Brasil. Só nos últimos 10 anos, o número de pacientes acometidos dobrou.

A condição compromete o pleno funcionamento e as funções dos rins, que são extremamente importantes para vários processos do corpo humano.

Pensando nisso, separamos informações importantes para que você entenda os fatores que predispõem a doença, quais sintomas precisam de atenção e como prevenir. Confira!

Índice – Neste artigo você vai encontrar:

  1. O que é e o que causa insuficiência renal?
  2. Quais são os tipos de insuficiência renal?
  3. Sintomas de insuficiência renal
  4. Como é feito o diagnóstico?
  5. Complicações da insuficiência renal
  6. Insuficiência renal tem cura? Quais os tratamentos?
  7. Dieta e mudança de hábitos
  8. Como prevenir a insuficiência renal?

O que é e o que causa insuficiência renal?

A insuficiência renal é uma doença que compromete as funções e a saúde dos rins. Além de ser responsável por eliminar toxinas nocivas ao sangue, o órgão também libera hormônios na corrente sanguínea que ajudam no fortalecimento dos ossos, na regulação da pressão arterial e na produção de glóbulos vermelhos (células responsáveis, entre outras coisas, pela oxigenação do sangue e pela eliminação de gás carbônico dos pulmões).

Entre as principais causas da insuficiência renal estão desidratação (baixo consumo de água), automedicação/uso de medicamentos sem prescrição (especialmente anti-inflamatórios) e suplementos nutricionais, lesões causadas por pedras no órgão e infecção generalizada (septicemia), complicação desencadeada pela contaminação do sangue por microrganismos, como fungos e bactérias.

Entre os grupos de risco estão pacientes com diagnóstico de diabetes tipo 1 e 2, hipertensão e portadores de obesidade. Além disso, se o (a) paciente já adquiriu outras complicações no rim, como cálculos, cistos e câncer, por exemplo, ou possui histórico familiar, há maior predisposição de desenvolver a doença.

Em crianças, a insuficiência dos rins pode estar ligada a questões congênitas, ou seja, hereditárias, ou ainda que surgem em decorrência de complicações durante o desenvolvimento do feto na gestação.


Quais são os tipos de insuficiência renal?

A doença possui duas classificações, são elas:

1. Aguda (IRA)

O (a) paciente recebe o diagnóstico de quadro agudo quando a condição possui menos de 3 meses. Podendo ser revertida com tratamento médico adequado e acompanhamento regular quando descoberta ainda nessa fase. Portanto, fique atento (a) aos sintomas adversos e procure um (a) médico (a) imediatamente.

2. Crônica (IRC ou DRC)

Por outro lado, o quadro crônico pode ser diagnosticado como insuficiência ou doença renal crônica, pois é possível que nesse estágio o (a) paciente não apresente comprometimento total das funções dos rins. Como é o tipo mais avançado, os tratamentos são mais invasivos e tendem, com o passar do tempo e evolução do quadro, a serem menos efetivos.

Para receber o diagnóstico de crônico, o (a) paciente precisa ter sintomas persistentes e perda gradual das funções do órgão após 3 meses.

Sintomas de insuficiência renal

Os sintomas tendem a variar dependendo do estágio da doença. No quadro agudo, por exemplo, os (as) pacientes podem nem sequer ter sintomas e, quando percebem algo estranho, a doença já está avançada. Por isso é extremamente importante fazer exames uma vez ao ano e não só procurar o (a) médico (a) quando surgem sintomas adversos.

Contudo, alguns sinais tendem a ser mais recorrentes. Confira na lista abaixo os mais característicos:

1. Aguda (IRA)

  • Diminuição das idas ao banheiro para urinar;
  • Inchaço causado por retenção de líquido em algumas partes do corpo, como pernas e tornozelos;
  • Fadiga;
  • Náuseas e vômitos;
  • Convulsões;
  • Variação da pressão arterial;
  • Falta de ar;
  • Dor ou desconforto no peito.

2. Crônica (IRC ou DRC)

  • Fadiga;
  • Náuseas e vômitos;
  • Espasmos e cãibras frequentes;
  • Perda de apetite;
  • Inchaço causado por retenção de líquido em partes do corpo, como pernas e tornozelos;
  • Inchaço ao redor dos olhos;
  • Confusão e dificuldade de concentração;
  • Dificuldade para respirar;
  • Idas frequentes ao banheiro para urinar, especialmente à noite.

Se você possui algum dos sintomas descritos acima, procure imediatamente ajuda médica. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores as chances de reversão do quadro, especialmente se for agudo.

Além de dor, entre os principais sintomas de insuficiência renal estão inchaço, especialmente nos membros inferiores, e fadiga.

Como é feito o diagnóstico da insuficiência renal?

O diagnóstico de insuficiência renal pode ser feito por meio de exames de sangue (que indicam a quantidade de potássio na corrente sanguínea), de urina ou biópsia (remoção de um pequeno pedaço do rim).

Além disso, o (a) médico (a) também pode solicitar exames de imagem, como ultrassom e tomografia. Enquanto o primeiro permite analisar a saúde de um órgão específico e não utiliza radiação, o segundo proporciona imagens de melhor qualidade, o que facilita ainda mais o diagnóstico.

Complicações da insuficiência renal

A condição pode desencadear uma série de complicações em todo o organismo. Entre os mais relatados estão:

1. Aguda (IRA)

2. Crônica (IRC ou DRC)

  • Anemia;
  • Hemorragias gástricas e intestinais;
  • Comprometimentos dos nervos, especialmente de regiões como pernas e braços;
  • Derrame, especialmente o pleural (água no pulmão);
  • Demência;
  • Comprometimento dos ossos, músculos e da fertilidade; bem como comprometimento das funções do coração e do pulmão;
  • Vulnerabilidade a infecções.

Insuficiência renal tem cura? Quais são os tratamentos?

Nos casos de insuficiência renal aguda, há cura sim. O tratamento é estipulado de acordo com o estágio atual e origem do problema. Por exemplo, se a causa da insuficiência renal aguda é o uso de medicamentos, deverá ser suspenso imediatamente.

Além de recomendar o uso de antibióticos caso a origem da doença seja bacteriana, o (a) médico (a) pode recomendar o uso de algum diurético para ajudar a amenizar a retenção de líquido. Para evitar que haja um aumento de potássio na corrente sanguínea, a prescrição de cálcio e de insulina, dependendo da necessidade do (a) paciente, pode ser necessária. 

Além de tratamento medicamentoso, alguns casos podem necessitar do uso de diálise (remoção por filtragem de substâncias tóxicas no organismo) e uma mudança radical de alguns hábitos de vida e alimentação.

Agora, se a insuficiência renal é crônica, não há cura. É possível amenizar os sintomas causados pela doença com a ajuda de diálise, de alguns medicamentos, mudando alguns hábitos e adotando uma dieta especial, que pode ser formulada por um (a) nutricionista.

Em casos avançados, onde nenhuma intervenção medicamentosa ou terapêutica consegue frear sua progressão, o mais indicado é o transplante de rins.

A diálise é um dos tratamentos mais recomendados para tratar e impedir complicações da insuficiência renal.

Dieta e mudança de hábitos

Após o diagnóstico tanto de quadro agudo quanto crônico, algumas mudanças serão cobradas pelo (a) médico (a) dependendo da necessidade de cada paciente.

Na alimentação, por exemplo, pode haver restrição do consumo de alimentos ricos em potássio, incluindo algumas frutas e verduras. Isso porque, como vimos anteriormente, a condição aumenta os níveis desse nutriente no sangue. Em alguns casos, o consumo de proteínas, como carnes e leite, também pode ser diminuído ou retirado do cardápio, pelo menos por um período.

Vale ressaltar que a remoção parcial ou total desses alimentos não vale para todos os pacientes. Para saber a melhor opção para o seu caso, consulte seu (sua) médico (a) e nutricionista.

Além disso, a automedicação deve ser completamente abolida, visto que alguns medicamentos podem desencadear a insuficiência renal. Sempre que sentir algum desconforto, procure seu (a) médico (a).

A prática de atividade física é outra mudança extremamente necessária. Portanto, caminhadas ou treinos na academia podem ajudar o (a) paciente a fortalecer os ossos e a musculatura, estruturas comumente comprometidas pela doença. E claro, é necessário consultar seu (a) médico (a) para saber qual tipo de exercício é o mais adequado para você.

Como prevenir a insuficiência renal?

O controle de doenças que comumente desencadeiam o comprometimento dos rins, como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, são fundamentais. Pacientes diagnosticados com obesidade têm maior chance de desenvolver insuficiência renal, portanto, é essencial se atentar ao ganho de peso anormal e fazer exames de rotina todos os anos ou conforme indicação médica.

Além disso, o uso de medicamentos e de suplementos vitamínicos sem prescrição também deve ser evitado ao máximo.

O famoso “2 litros de água por dia” também é importante para evitar esse tipo de complicação. Se atente à sua alimentação, opte sempre por alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes e evite ao máximo os processados e gordurosos, como industrializados, embutidos e carnes vermelhas.

Não abuse de bebidas alcoólicas, não fume e pratique atividade física regularmente.


A conta de alguns hábitos nada saudáveis, como automedicação, má alimentação e não acompanhamento médico, mais cedo ou mais tarde, chega.

Portanto, se você está com algum dos sintomas adversos citados acima, ou possui diagnóstico de alguma condição, como diabetes e obesidade, não deixe de consultar seu (a) médico (a). Como vimos, a descoberta precoce da insuficiência renal é essencial para evitar sua progressão e diversas outras complicações.

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Fontes consultadas:


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