Ultrassom (3D, 4D): transvaginal, morfológico, obstétrico, estético, preço

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As ondas sonoras de alta frequência e seus ecos propagados são responsáveis pelo que hoje conhecemos como ultrassonografia, ou apenas ultrassom. O procedimento é um exame de imagem que permite a várias especialidades médicas o diagnóstico e prevenção de doenças.

Também é essa a técnica responsável por sanar a curiosidade dos pais que esperam por um bebê e que não querem aguardar 9 meses para saber o sexo biológico da criança.

Até mesmo no mundo da beleza essas ondas têm seu espaço, ajudando, por exemplo, a amenizar as celulites e as gordurinhas localizadas.

Quando falamos desses benefícios do ultrassom, nos referimos ao uso mais atual e desenvolvido da técnica – que não é nova.

Muito se evoluiu desde a década de 1950, em que o paciente permanecia imóvel e imerso em tanques de água para conseguir realizar a ultrassonografia, até chegarmos aos aparelhos usados hoje.

E nem só na saúde as ondas de alta frequência são aplicadas, pois é interessante destacar a importância que o ultrassom teve em episódios históricos, como no conhecido naufrágio do Titanic ou durante a Primeira Guerra Mundial.

No caso do navio, o uso do ultrassom foi feito para ajudar a detectar objetos submersos. Na Primeira Guerra, a técnica foi empregada como uma estratégia de defesa, contribuindo para a localização de submarinos de países inimigos ou icebergs.

No texto a seguir, descreveremos como a tecnologia contribui para a área da saúde e de que forma ele funciona. Mas, fique tranquilo, para entendê-lo não será necessário estudar a Teoria do Som ou se aprofundar nos conceitos de física acústica moderna. Na prática, o exame é mais simples do que parece. Boa leitura!

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é o ultrassom?
  2. Como funciona?
  3. Para que serve o exame de ultrassom?
  4. O que é o transdutor do ultrassom?
  5. Tipos de exame
  6. Ultrassom 3D e 4D
  7. Ultrassom na gravidez
  8. Ultrassom na fisioterapia
  9. Ultrassom estético
  10. O que pode afetar os resultados?
  11. Riscos
  12. Preço: quanto custa um ultrassom?
  13. Contraindicações
  14. História do ultrassom dentro da medicina
  15. Perguntas frequentes

O que é o ultrassom?

O ultrassom, conhecido também por ecografia ou ultrassonografia, é um exame de imagem feito para visualizar determinado tecido ou órgão do corpo em tempo real, facilitando o diagnóstico de doenças e outras condições.

Entre as recomendações do exame, um dos  mais comuns é o seu uso durante a gravidez, no pré-natal e ao longo da gestação. Nesse caso, tem como objetivo o acompanhamento do desenvolvimento e o rastreamento de doenças no recém-nascido, além de permitir a identificação do sexo biológico — uma das grandes curiosidades dos pais durante esse período.

A realização é rápida e os preparos do paciente são simples, sendo que o exame é realizado em clínicas, laboratórios ou hospitais.

De modo geral, essa é uma técnica usada para gerar imagens através de ondas sonoras de alta frequência (ultrassom) e seus ecos, que não são audíveis para os seres humanos.

Essas ondas sonoras passam pelo organismo ou tecido do corpo e seus ecos são “escutados” pelo computador, transformando esses sinais em imagens (fotos ou vídeos).

Por permitir a diferenciação de diferentes tecidos e órgãos do corpo, o que só é possível devido a variação de densidade e componentes que apresenta em suas estruturas, a ultrassonografia é bastante versátil e pode auxiliar diversas especialidades da saúde.

Como funciona?

Para compreender como o ultrassom funciona é necessário relembrar um pouquinho as aulas de física.

Existem dois tipos de onda: as ondas eletromagnéticas, que não precisam de um meio para se propagar; e as ondas mecânicas, que precisam de um meio para se propagar.

No caso do ultrassom, que é uma onda mecânica, a propagação acontece através de nossos tecidos biológicos. Com o uso de um aparelho chamado transdutor, as ondas sonoras ― que são inaudíveis para os humanos ―  são emitidas na região analisada.

Essas ondas passam pela área do corpo pela qual o transdutor é pressionado e se propagam em ondas que são refletidas, criando assim uma imagem na tela do aparelho de ultrassom em tempo real.

A forma como a ultrassonografia funciona é semelhante ao processo de ecolocalização de alguns animais, como os golfinhos e morcegos. Essa ecolocalização é uma habilidade biológica que permite a esses animais perceberem a distância e a posição de outros animais e objetos a partir da emissão de ondas ultrassônicas.

Seja no ar ou dentro d’água, os bichos possuem a capacidade de analisar o tempo necessário para emissão e reflexo dessas ondas, como um eco.

De forma resumida, é assim que o ultrassom funciona na teoria (e na prática), mas da forma como é realizado parece muito mais simples.

O exame é indolor e não exige grandes preparos para ser realizado. Normalmente é feito dentro do departamento de ultrassom ou radiologia dos hospitais e clínicas especializadas.

Durante o procedimento, normalmente o paciente permanece deitado e o médico utiliza um gel específico para ajudar a conduzir o transdutor sobre a região a ser avaliada.

Esse gel é importante para evitar que o ar presente entre o aparelho e a pele do paciente prejudique as ondas sonoras, além de ajudar o aparelho a deslizar melhor sobre a pele, por ser um gel também lubrificante. Passando o transdutor sobre a superfície do corpo, o médico pode observar em tempo real as imagens, o que ajuda a alcançar um diagnóstico mais preciso.

Para que serve o exame de ultrassom?

O ultrassom é feito para ajudar no diagnóstico de doenças relacionadas aos órgãos reprodutivos, glândulas, articulações, músculos, tendões ou qualquer outra parte do corpo.

Também é realizado para acompanhar o desenvolvimento do bebê durante a gestação, permitindo a investigação de complicações clínicas ou para descobrir se é menino ou menina.

Além de ser usado na medicina, o ultrassom também é utilizado na estética, em procedimentos que ajudam a reduzir as medidas ou para o tratamento de celulites, por exemplo.

Dessa forma, o uso do ultrassom pode ser dividido em três finalidades principais:

Acompanhamento gestacional

O ultrassom para as gestantes é um exame comum, podendo ser feito a cada trimestre. É solicitado para o acompanhamento da saúde do bebê, para analisar se está se desenvolvendo dentro do esperado e para rastrear possíveis complicações.

Também é feito para os pais conhecerem um pouco mais sobre o bebê, já que o exame permite ouvir os batimentos cardíacos, saber o seu sexo e, dependendo do tipo de ultrassom, até mesmo alguns traços do rosto.

Diagnóstico e prevenção de doenças

O ultrassom é um exame de imagem fundamental para a prevenção e diagnóstico de uma série de patologias, utilizado por especialistas de diferentes áreas médicas.

Pode ser usado para analisar possíveis problemas na tireoide, endometriose e doenças cardiovasculares, por exemplo.

Tratamento fisioterapêutico ou estético

O ultrassom pode também ser usado para o tratamento de determinadas condições. Quando utilizado como tratamento terapêutico, contribui para a redução de dores musculares, cicatrização e recuperação de fraturas. Na estética, o ultrassom ajuda na redução de celulites e gorduras localizadas.

O que é o transdutor do ultrassom?

O transdutor de ultrassom é o aparelho utilizado durante o exame e funciona como uma espécie de câmera para capturar as imagens para o diagnóstico. Ele é responsável por emitir as ondas ao transformar as voltagens em vibração, formando assim as imagens.

Os modelos variam de acordo com o exame realizado, sendo divididos da seguinte forma:

  • Linear: com uma estrutura mais reta, esse tipo de transdutor é mais usado para exames dos órgãos superficiais e externos, como mamas, testículos, tendões, pele, tireoide, etc;
  • Convexo (curvo): é um tipo de transdutor com estrutura curvada, o que permite melhor o exame dos rins, ovários, coração, feto, útero, vesícula biliar, fígado, etc;
  • Endocavitário: permite a realização do ultrassom interno ou em cavidades, como em exames ginecológicos. Também pode ser utilizado para visualizar o esôfago, vias respiratórias ou em cirurgias;
  • Cardio: específico para exames cardíacos, o modelo é mais sensível, pois permite melhor percepção do fluxo sanguíneo e movimento do coração;
  • Setorial: se destina também a exames de órgãos internos, como os neurológicos e cardiológicos;
  • Especiais: possuem algum tipo de tecnologia além das citadas, que permitem a obtenção de imagens 2D (biplanares), como é nos outros tipos, mas também a visualização do bebê em três diferentes ângulos (3D) e em movimento (4D).

Além dessas variações de transdutores, existem também aplicativos que permitem determinadas avaliações nos exames:

Elastografia

Quando presente nos transdutores, esse aplicativo é usado para avaliar a elasticidade dos tecidos, como fígado, tireoide e mamas, por exemplo.

A elastografia é uma tecnologia que permite a avaliação da rigidez tecidual, importante para o diagnóstico de doenças como a hepatite C, pois permite a análise da fibrose hepática provocada pela condição. Quanto maior a fibrose, maior a rigidez tecidual e isso pode ser diagnosticado com a ajuda da ultrassonografia.

Doppler

Proporciona maior percepção do fluxo sanguíneo, sendo um recurso comum a maioria dos transdutores e aplicado em diversas áreas da medicina, como na obstetrícia, cardiologia, hepatologia, nefrologia, entre outras especialidades.

Panorâmico

Permite o alcance de planos mais amplos, permitindo a visualização de áreas maiores do que o obtido com transdutores convencionais.

Contrastado

Permite a avaliação de perfusão de tecidos por proporcionar um contraste através da corrente sanguínea. É mais utilizado para o diagnóstico de doenças cardiovasculares.

Tipos de exame

Esse exame é dividido em alguns tipos, dependendo da região diagnosticada e de acordo com a condição clínica que está sendo investigada. Conheça os principais:

Ultrassom transvaginal (endovaginal)

A ultrassonografia transvaginal, conhecida também por ultrassom endovaginal, é um exame feito para visualizar os órgãos internos, como as tubas uterinas, ovários, útero, colo do útero e o canal vaginal.

Normalmente, esse tipo de exame é solicitado por ginecologistas para diagnóstico de doenças relacionados aos órgãos do sistema reprodutor feminino.

Através do ultrassom é possível observar a presença de infecções, cistos, diagnosticar alguns tipos de câncer, gravidez ectópica ou para confirmar uma gestação.

É um exame seguro e indolor, feito através do uso de um transdutor endocavitário. Durante o exame, a mulher permanece deitada e o médico introduz um preservativo para encapar o aparelho e utiliza um pouco de gel lubrificante. O aparelho é introduzido no canal vaginal da mulher e as imagens são visualizadas em tempo real.

Ultrassom transretal

Normalmente, esse tipo de ultrassom é feito para o diagnóstico de câncer de próstata, em homens que, durante o exame de toque retal, foi observado alguma anormalidade ou que apresentam níveis altos de Antígeno Prostático Específico (PSA, sigla em inglês).

Durante o procedimento, uma sonda lubrificada é inserida no reto do paciente e a partir disso as imagens emitidas pelos ecos das ondas sonoras são captadas e transformadas em imagens na tela do aparelho, assim como funciona nos outros tipos. É um exame indolor e que dura, em média, 10 minutos.

Ultrassom transesofágica

A Ecocardiografia Transesofágica é um tipo de ultrassonografia, que é feito através da introdução de uma sonda no esôfago, com o paciente sob efeito de anestesia local, para evitar náuseas ou vômitos. As imagens são capturadas a partir do transdutor localizado na ponta da sonda, geralmente introduzida com lidocaína spray (analgésico) e gel.

É um procedimento feito para analisar possíveis alterações no funcionamento ou estruturas do coração.

Pode ser realizado em casos de suspeita de embolia sistêmica e pulmonar, para visualizar malformações, próteses valvares, endocardite, doenças da aorta e outras condições relacionadas ao sistema vascular.

Ultrassom pélvica

Diferente do que é feito no ultrassom transvaginal, nesse tipo o médico usa o aparelho transdutor na área externa da região pélvica.

No entanto, o objetivo é semelhante. Esse também é um exame feito em mulheres para observar estruturas como ovário, útero e vasos sanguíneos da região, normalmente solicitado pela ginecologista.

Para ser realizado, é necessário que o paciente esteja com a bexiga cheia. Geralmente, devem evitar ir ao banheiro por até 2 horas antes do exame, consumindo bastante líquido, para que o ultrassom consiga capturar imagens mais nítidas.

Ultrassom abdominal total

A ultrassonografia abdominal total é um exame que permite a observação de vários órgãos dessa região, normalmente feito para investigar a causa de dores abdominais, observando as estruturas dos órgãos, alterações anatômicas, presença de tumores ou anomalias.

Capaz de produzir imagens do pâncreas, fígado, rins, baço, bexiga e vesícula biliar, o exame pode captar os órgãos sólidos ou que contém líquidos, apesar de não ser a melhor opção para regiões repletas de ar, como estômago e intestino, pois os gases prejudicam o exame.

Ultrassom das mamas

A ultrassonografia das mamas é um exame realizado para ajudar no diagnóstico e prevenção do câncer de mama. Pode ser solicitado pelo ginecologista ou mastologista, ao sentirem a presença de algum caroço durante palpação da mama, em casos em que a mamografia não foi conclusiva ou em mulheres que possuem histórico familiar da doença.

Durante esse exame, a mulher fica deitada de barriga para cima e com os braços atrás da cabeça. Em seguida, o médico aplica o gel na região das mamas e pressiona levemente o transdutor sobre elas.

Geralmente, não é necessário realizar o ultrassom com a mulher de bruços, somente quando ela possui mamas mais volumosas. Assim, o exame se torna mais completo.

O procedimento é simples e geralmente dura entre 15 e 30 minutos. Com exceção de mulheres que apresentam hipersensibilidade na região das mamas, esse tipo de ultrassom não causa dor.

Apesar de ser um bom exame para confirmação da presença de nódulos, não é o mais indicado para o diagnóstico precoce do câncer de mama, pois dependendo do tamanho do nódulo pode não ser possível visualizá-lo.

Ultrassom da tireoide

A tireoide é uma glândula localizada na região do pescoço, abaixo do pomo de Adão, responsável pela produção e secreção dos hormônios T3 e T4, triiodotironina e tiroxina, atuantes na regulação do metabolismo.

Ela interfere na ação de várias funções do organismo e quando apresenta uma produção hormonal irregular, algumas complicações podem ocorrer, como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo, por exemplo.

Na ultrassonografia da tireoide é possível observar se há variações no tamanho e no formato da glândula, além de permitir investigar a presença de nódulos. É um exame importante para verificar a necessidade de uma biópsia, por exemplo.

A realização é simples e o paciente permanece deitado, com o pescoço estendido e com o queixo erguido, deixando a região da garganta bem exposta. Após passar o gel lubrificante na região, o transdutor é movido pela superfície da pele para obter as imagens.

Ultrassom morfológico e obstétrico

Ambos se referem aos exames durante a gestação, mas para fases ou períodos distintos. Apesar do nome não ser tão familiar, o ultrassom morfológico é bastante conhecido pelas grávidas. Ele é feito com o objetivo de investigar se está tudo bem com a saúde do bebê e se o seu desenvolvimento está ocorrendo dentro do esperado.

Normalmente, são realizados, no mínimo três exames de ultrassom durante a gestação, feitos a cada trimestre. Como só é possível sentir o bebê se mexer a partir do 4º mês de gestação, esse exame feito no 1º trimestre também serve para deixar a gestante mais tranquila, sabendo que está tudo bem com seu bebê.

Dependendo da posição do bebê, nesse momento também já é possível identificar o seu sexo biológico.

No exame, a mulher deve deitar com a barriga pra cima e com o dorso mais elevado. Com a barriga lubrificada com o gel transparente (à base de água), o médico deve passar o transdutor pela superfície abdominal para capturar as imagens.

Existem algumas diferenças, dependendo do trimestre em que o exame é feito:

1º trimestre

No 1º trimestre de gravidez, o ultrassom pode ser chamado de ultrassom obstetra. O médico o solicita por diversos motivos, como para conseguir datar a gestação, ver o crescimento do feto, avaliar o cordão umbilical, placenta, saco amniótico e a anatomia do bebê.

Além disso, permite avaliar a região pélvica, a presença de doenças gestacionais, gravidez ectópica ou casos de aborto.

2º e 3º trimestre

No 2º e no 3º trimestre gestacional, a mulher é submetida a esse exame para que condições como malformações, crescimento do feto (para ver se está pequeno ou grande demais), vitalidade e também para acompanhar a progressão comparada aos exames anteriores.

Também permite visualizar maior parte das estruturas do bebê, como cabeça, coluna vertebral, genitália externa, membros inferiores e superiores, tórax e pescoço. Para ver o rosto do bebê, por exemplo, pode ser feito o ultrassom 3D.

Quando feito no segundo trimestre, geralmente, o exame é realizado entre a 20ª e 24ª semana. Já no terceiro trimestre, é feito entre a 28ª  semana a 32ª semana, próximo do fim da gestação.

Ultrassom 3D e 4D

Esses tipos pertencem a um modelo mais avançado de ultrassonografia por possibilitarem a visualização de uma imagem mais real e detalhada da região analisada. No caso do ultrassom 4D, por exemplo, é possível também identificar melhor os movimentos, o que é muito utilizado no exames feito em gestantes, obtendo uma imagem mais detalhada do órgão, tecido ou do bebê.

Normalmente, esse tipo de ultrassom (3D e 4D) é indicado para as grávidas, sendo mais recomendado para a 26ª ou 29ª semana de gestação, pois o bebê já está mais desenvolvido e há uma boa quantidade de líquido amniótico na barriga da mulher, facilitando a captação das imagens.

Antes disso, o bebê ainda é muito pequeno e o procedimento pode não ser tão efetivo. A partir da 30ª semana, o bebê já ocupa um espaço muito grande, deixando a imagem menos nítida.

Além da semana gestacional, outras questões podem influenciar no resultado, por exemplo:

  • Quando o bebê está posicionado de costas para a barriga da mãe, impedindo a visualização do seu rosto;
  • Quando o bebê está com o cordão umbilical ou algum dos membros posicionados na frente do rosto;
  • Quando há uma quantidade excessiva de gordura na região abdominal da mãe, pois dificultam que as ondas do ultrassom formem a imagem;
  • Quando não há líquido amniótico o suficiente, pois quanto mais líquido tiver, melhores são as imagens obtidas no exame.

Ultrassom na gravidez

O ultrassom na gravidez (ultrassonografia morfológica) é o tipo mais conhecido de exame de ultrassom. É feito para acompanhar o desenvolvimento do bebê e para investigar condições como anencefalia, hidrocefalia, Síndrome de Down e outras possíveis variações apresentadas pelo bebê.

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Por ser possível medir a cabeça, o médico pode investigar se há algum problema grave de malformação nessa estrutura do bebê. Além disso, ele pode analisar se os ossos estão bem formados e alinhados (principalmente os da coluna) e se o coração está se desenvolvendo corretamente.

De modo geral, o médico deve observar a formação dos órgãos, artérias e dos membros do bebê, além da posição da placenta, do cordão umbilical e a quantidade de líquido amniótico na barriga da mãe.

Para os pais ansiosos que querem conhecer um pouco do rosto do bebê, no ultrassom 3D ou 4D é um recurso facilitador, pois é possível vê-lo com mais detalhes.

Já para os médicos, o exame permite que o médico observe se o bebê apresenta lábio leporino (quando existe uma fenda labial) ou outras alterações mais específicas.

É um exame seguro para as gestantes e pode ser feito entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Dependendo da posição do bebê na barriga, os pais que estão curiosos sobre o sexo do bebê já podem descobrir através do exame.

O procedimento pode durar entre 20 a 40 minutos, sendo um momento importante para a gestante esclarecer suas dúvidas sobre o desenvolvimento gestacional.

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Ultrassom na fisioterapia

O ultrassom na fisioterapia é usado para ajudar no tratamento de inflamações (quando já possuem a causa diagnosticada e em tratamento), para acelerar a cicatrização de ferimentos, reparação de ossos fraturados, lesões musculares, lesões nos tendões, ligamentos, promoção da melhoria do fluxo sanguíneo, dores e espasmos musculares.

A quantidade de sessões necessárias para o tratamento depende do que é prescrito pelo médico e fisioterapeuta, podendo variar de acordo com a gravidade do problema. Contudo, não é recomendado a realização de sessões por mais de 20 dias consecutivos.

Pode ser feito através de duas diferentes técnicas: o ultrassom contínuo e o ultrassom pulsátil.

  • Pulsátil:  mais recomendado para o tratamento de lesões agudas, pois emite ondas com pequenas pausas, não produzindo um efeito térmico nos tecidos. No entanto, possui também a capacidade de reduzir sinais causados por inflamações ou resultantes da cicatrização.
  • Contínuo: diferente do pulsátil, emite as ondas sem interrupções, causando um efeito térmico, ou seja, elevam a temperatura da região. Age interferindo no metabolismo e permeabilidade das células, o que também é importante para a cicatrização, redução de inchaço e melhora de lesões, nesse caso, mais recomendado para lesões crônicas.

Ultrassom estético

Apesar de ser também um ultrassom, a forma como é realizado se diferencia da que é feito no ultrassom médico. Nesses casos, ele normalmente é realizado por um médico dermatologista ou por um fisioterapeuta especialista, que utilizam um aparelho diferente do transdutor.

Com esse aparelho, são feitos movimentos circulares sobre a região tratada (pernas, barriga, braços e até rosto), que também deve estar preparada com o gel.

Não deve ser um tratamento doloroso, o que pode ocorrer é de a cliente sentir um calor no local e um leve formigamento. No entanto, diferente do ultrassom feito para diagnosticar doenças, as contraindicações nesses casos são maiores.

A principal indicação visa o tratamento de celulites, mas ele também pode ajudar na redução de gorduras localizadas.

Isso acontece porque o ultrassom possui uma ação mecânica, provocando dois diferentes tipos de pressão sob a pele de forma alternada. Assim, promove uma compressão e expansão das células de gordura, fazendo com que elas quebrem e sejam eliminadas pelo sistema linfático.

Além disso, esse tipo de ultrassom também pode ajudar a estimular a produção de colágeno, melhorando a firmeza da pele em pessoas que sofrem com flacidez no pescoço ou rosto, por exemplo.

Nesse caso, é a sua ação térmica, pois, para combater a flacidez, o procedimento provoca a vibração das moléculas e a produção calor, fazendo o colágeno ser estimulado.

Para começar a ver os resultados, são recomendadas entre 10 a 12 sessões, feitas de forma quinzenal, semanal ou de forma mensal. Os resultados podem ser mais lentos ou acelerados, pois varia de acordo com o organismo de cada pessoa.

Além desses benefícios para a beleza, o ultrassom estético também pode ser utilizado para melhorar a circulação e para ajudar na recuperação pós-operatória de procedimentos como a lipoaspiração.

Não deve ser feito em pessoas com marcapasso, com problemas vasculares (trombose ou aterosclerose, por exemplo), em pele com lesão ou irritação, sobre regiões do corpo expostas à radiação recentemente e em gestantes e lactantes.

O preço das sessões pode variar bastante, dependendo da clínica onde é realizada. A média pode estar entre 80 a 100 reais por sessão.

Para esses tratamentos estéticos, existem dois tipos de ultrassom: o focado e o não focado. Entenda:

Ultrassom não focado

O ultrassom não focado é o mais recomendado para o tratamento de celulites, pois age alterando a permeabilidade das células de gordura da região, provocando a redução do volume, ou seja, diminuindo medidas. Como a celulite é uma inflamação do tecido adiposo, é por meio da redução dessa camada que a celulite é minimizada.

Geralmente, é feito de forma semanal ou quinzenalmente, por ao menos 12 sessões. Após essas sessões, a cliente pode optar por realizar o procedimento estético mensalmente ou de 3 em 3 meses, como forma de manutenção.

Vale reforçar que esse tipo de tratamento, como outros procedimentos estéticos que visam reduzir as celulites e medidas, deve ser feito aliado à prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.

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Ultrassom focado

O ultrassom focado, mais utilizado para o tratamento de gorduras localizadas, atinge diretamente a célula de gordura, pois provoca a morte ou necrose da célula de gordura, mas pode também auxiliar na redução da flacidez, por estimular a produção de colágeno.

Esse tipo de procedimento deve ser feito com pausas maiores do que o não focado. O recomendado é que sejam feitas sessões com, no mínimo, um mês de intervalo. E, diferente do tratamento para a celulite, o número de sessões pode ser mais reduzido, entre 1 a 3 sessões.

Também não é recomendado que as clientes façam manutenção, sendo mais aconselhável o início de um novo tratamento.

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Preparos especiais

Antes e depois de realizar esse procedimento, são necessários alguns cuidados básicos:

  • É importante não ter nenhum ferimento na pele da região em que o ultrassom será usado;
  • Estar com a pele bem limpa e seca. Por isso, é importante não passar maquiagem ou cremes na região;
  • Relatar ao profissional que irá realizar o procedimento dos medicamentos que utiliza, pois alguns medicamentos podem alterar a coagulação sanguínea e, por causa disso, ocasionar hematomas.

Ainda sobre a sessão, em procedimentos estéticos em que camadas mais profundas da pele serão atingidas, é possível que a cliente sinta um pouco de dor ou incômodo. Nesses casos, pode ser aplicado anestesia.

Após a sessão, não são necessários cuidados muito específicos, sendo a principal recomendação a prática de exercícios físicos para ajudar a eliminar as gorduras localizadas, sempre de acordo com a indicação profissional.

O que pode afetar os resultados?

Alguns fatores podem interferir na nitidez das imagens obtidas, podendo prejudicar o resultado. Por exemplo, na ultrassonografia morfológica, realizada durante a gestação, é importante que exista uma boa quantidade de líquido amniótico para que as imagens capturadas sejam boas.

O acúmulo de gases, produzido naturalmente pelo organismo, também é um dos fatores que podem afetar nas imagens obtidas, pois podem estar entre o órgão a ser analisado e o transdutor.

Riscos

Os riscos presentes no ultrassom são considerados mínimos e, em geral, não há contraindicações, cabendo sempre ao profissional avaliar a necessidade de realização.

Em geral, o ultrassom estético é o que apresenta maiores limitações e atenção. Pode ocorrer, nesses casos, uma absorção da energia das ondas pelos tecidos e água presente no organismo, o que eleva a temperatura da região. Assim, os pacientes podem sofrer com queimaduras ou formação de bolhas.

Para evitar esses riscos, é importante buscar um profissional competente e especializado nesse tipo de procedimento.

Preço: quanto custa um ultrassom?

O preço de um exame de ultrassom pode variar de acordo com a finalidade, podendo ser um valor diferente para o exame na gravidez, para diagnósticos de doenças ou para um tratamento estético. Depende também da região do país e da clínica.

Um ultrassom morfológico, por exemplo, pode custar, em média, entre 100 a 200 reais. Para os pais que desejam registrar as imagens do bebê em fotos ou vídeo, pode ocorrer ainda um preço adicional ao valor do exame.

Para o diagnóstico de doenças, o preço pode ser um pouco mais em conta. Em algumas regiões, pode variar de 20 a 180 reais, dependendo do objetivo do diagnóstico.

No entanto, também pode ser feito através de alguns planos de saúde, que cobrem o exame, e pelo SUS, de forma gratuita.

No ultrassom estético, os valores costumam ser mais altos, até mesmo por exigir várias sessões para um bom resultado. A média varia de 80 a 100 reais por sessão.

Contraindicações

De modo geral, o ultrassom é um exame seguro. No entanto, o médico deve avaliar todas as condições clínicas do paciente antes de orientá-lo para uma ultrassonografia, pois em alguns casos especiais a realização do exame não pode ser feita.

Em pacientes que estão em tratamento de câncer, que possuem problemas circulatórios graves, em áreas do corpo com inflamação aguda, com feridas abertas, em pacientes com marca-passo e em pessoas com extrema sensibilidade ao exame o ultrassom não é recomendado.

Em áreas fraturadas ou em regiões do corpo como olhos, ouvidos e cérebro também deve ser tomado um cuidado maior. Normalmente, por ser recomendado pelo médico que acompanha o paciente, essas contraindicações são avaliadas na hora da solicitação do exame.

História do ultrassom dentro da medicina

Os primeiros registros do uso de ultrassom na medicina começaram durante os anos 1940. Essa era uma técnica vista como o remédio para muitas doenças, usado de forma generalizada e sem comprovação científica.

Foi o neuropsiquiatra Karl Theodore Dussik, da Universidade de Viena, o pioneiro no uso. Ele enxergou na ultrassonografia uma forma de identificar tumores cerebrais nos pacientes, observando o local e o tamanho dos ventrículos cerebrais.

Outros nomes importantes para o uso do procedimento são os de John Reid e John Wild, esse último considerado o pai da ultrassonografia dentro da medicina. Wild foi responsável por criar, em 1951, um instrumento responsável por ajudar a detectar os tumores nas mamas.

No que diz respeito ao uso do ultrassom para diagnóstico, sabe-se que o médico Douglas Howry e sua esposa também foram um dos primeiros a utilizar o procedimento. Ainda na década de 1950, os dois começaram a usar a técnica nos pacientes, em um processo muito mais complicado e distante do que é feito atualmente.

Nesse contexto, o paciente ficava submerso e imóvel dentro de uma grande banheira com água. O resultado das imagens, assim como a praticidade do exame, não era muito recompensador, pois tinham baixa resolução.

Contudo, a contribuição de Howry foi muito importante para o método utilizado atualmente.

Ainda na mesma época, a banheira de água deu lugar ao gel de ultrassom.

Alguns anos depois, em 1966, John Reid e outros dois colegas, Don Baker e Dennis Watkins, desenvolveram o uso do doppler pulsado, técnica que permite também a análise de fluxo sanguíneo e estruturas mais profundas de órgãos como o coração.

No Brasil, esse exame começou a ser usado na década de 1970, sendo especialmente utilizado na obstetrícia. Aos poucos, o ultrassom foi ganhando outros espaços dentro da medicina, atualmente utilizado para diversos diagnósticos.

Perguntas frequentes

Qualquer pessoa pode fazer exame de ultrassom?

De modo geral, sim. Com exceção das restrições descritas no tópico Contraindicações, o ultrassom pode ser feito em qualquer pessoa, sendo um método seguro.

Posso fazer ultrassonografia e endoscopia para o mesmo dia?

Sim, é possível fazer os dois exames no mesmo dia. No entanto, o exame de ultrassom deve ser feito antes da endoscopia.

O ultrassom utiliza radiação?

Não, o ultrassom é uma exame feito através da emissão de ondas de ondas sonoras. Para isso, não é necessário o uso de radiação ionizante, como é utilizado em exames de imagem como o raio-x, por exemplo.

Qual profissional pode realizar um ultrassom?

Depende. Os exames de ultrassom para diagnóstico são realizados por médicos especialistas, que normalmente possuem especialização de 3 a 4 anos em diagnóstico de imagem.

Nos procedimentos estéticos, o indicado é que as sessões sejam feitas por médicos dermatologistas, fisioterapeutas ou esteticistas especializados nesse tipo de procedimento.

O ultrassom causa dor?

Não. O ultrassom não provoca dores. O médico, durante o exame, passa o transdutor de forma levemente pressionada pela região diagnosticada, o que não deve causar desconforto.

No ultrassom transvaginal, o tipo de procedimento que é um pouco mais invasivo, pode ser desconfortável se a mulher não estiver tranquila durante o exame, mas, em geral, também não é um processo doloroso.

Com qual frequência um ultrassom pode ser realizado?

Quando se trata do ultrassom médico, não existe uma definição em relação a essa periodicidade. O exame é feito de acordo com a necessidade do paciente, prescrito pelo médico que o acompanha.

Durante a gestação, para o acompanhamento do desenvolvimento do bebê, em média são feitos 3 a 4 exames.

No caso do ultrassom estético é um pouco diferente. O ideal é que sejam respeitados os intervalos de tempo descritos no tópico Ultrassom estético, sempre conforme as recomendações do profissional esteticista ou dermatologista.

Com quantas semanas dá para ver o bebê no ultrassom?

É possível ver o bebê pelo ultrassom somente após a 5ª semana de gestação, mas, nesse momento, o feto contém em média apenas 5 ou 6mm.

Para saber o sexo do bebê, a espera deve ser maior. O mais recomendado é que os pais esperem entre a 11º e 13ª semana de gestação para isso, o que também não é uma garantia, já que depende também da posição do bebê dentro da barriga da mãe.

Quando os pais conseguem ouvir o coração do bebê no ultrassom?

Dependendo da sensibilidade do aparelho, é possível ouvir os batimentos cardíacos do bebê a partir da 5ª semana de gestação. Com o ultrassom com doppler, em geral, é possível ouvir a partir de 12 semanas.

Às vezes, a captação dos batimentos cardíacos se torna difícil pela posição do bebê. Nesses casos, é importante que as gestantes fiquem calmas, pois isso é comum de acontecer. O período mais favorável para ouvir o coração do bebê, sendo assim, acontece por volta da 16ª semana da gravidez.


O ultrassom, por ser um exame simples, não invasivo e permitir a visualização de diversas estruturas do organismo, é frequentemente usado para diagnóstico e prevenção de doenças em diferentes especialidades médicas.

Neste artigo buscamos esclarecer as principais dúvidas sobre como o exame funciona e quando pode (ou deve) ser feito. Se você conhece alguém que fará o exame, que tal compartilhar essas informações? Obrigada pela leitura!

Fontes consultadas

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