Daniele (Minuto Saudável)
16/01/2019 07:55

Hipercalemia (potássio alto): o que é, tratamento, exames, dieta e mais

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O potássio é um mineral essencial para nossa saúde, pois ajuda na comunicação entre nervos e músculos, contribui no processo de digestão e também no funcionamento do metabolismo.

Por meio de uma alimentação equilibrada é possível ingerir quantidades adequadas do nutriente. A banana, por exemplo, é um dos alimentos mais populares que contêm potássio, mas além dela há também a água de coco, o molho de tomate e o espinafre.

Mas é preciso manter a atenção, pois algumas condições ou alterações do organismo podem gerar um quadro de hipercalemia, em que o potássio está em níveis muito altos no sangue.

Conheça melhor a condição e saiba como combatê-la!

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é a hipercalemia?
  2. O que é e para que serve o potássio?
  3. Graus de hipercalemia
  4. Qual o nível normal de potássio no sangue?
  5. Causas
  6. Fatores de risco
  7. Quais os sintomas da hipercalemia?
  8. Diagnóstico
  9. Tem cura?
  10. Qual o tratamento?
  11. Medicamentos
  12. Convivendo
  13. Prognóstico
  14. Complicações
  15. Prevenção
  16. Qual a diferença entre hipercalemia e hipocalemia?

O que é a hipercalemia?

A hipercalemia é causada pelo aumento de potássio no sangue, o que gera problemas ao funcionamento do organismo, podendo levar a vômitos, náuseas e alterações respiratórias.

A condição pode ser ocasionada por uma série de fatores, como redução da eliminação da urina (devido a obstruções do canal urinário), uso de medicamentos, doenças renais, uso de suplementos de potássio ou, ainda, ser decorrente de lesões ou traumas físicos.

Um médico nefrologista ou um clínico geral são os profissionais indicados para fazer o  diagnóstico e tratar o quadro, que geralmente é diagnosticado por meio de exames de sangue.

O tratamento depende do grau de hipercalemia, que pode ser leve, moderado ou grave.

Em geral, a condição tem cura quando tratada com disciplina, aliada a uma boa dieta e medicamentos prescritos pelo especialista.

A alteração pode ser encontrada no CID-10 sob o código E87.5.

O que é e para que serve o potássio?

Nosso corpo não é capaz de produzir minerais como o potássio, mas eles são essenciais para nossa saúde. Por isso, precisamos ingeri-los pela alimentação.

Esse mineral é encontrado em diversos tipos de alimentos e bebidas, como a banana e a água de coco. Para garantir o equilíbrio no funcionamento do organismo é importante consumir a quantidade correta do nutriente.

A substância é responsável por por uma série de funções, como:

  • Participa da regulação do fluxo de sangue;
  • Mantém o balanço hídrico normal (distribuição de água no corpo);
  • Participa das contrações musculares;
  • Auxilia os impulsos nervosos (conexões entre neurônios);
  • Auxilia na digestão;
  • Controla o ritmo do coração;
  • Equilibra o pH (acidez) do sangue.

Graus de hipercalemia

A hipercalemia possui graus, podendo ser leve, moderada ou grave, que é avaliada com exames de sangue. Dependendo de qual seja o diagnóstico, cada uma possui uma maneira de ser tratada.

Hipercalemia leve

A hipercalemia do grau leve, fica em torno de 5.5 mEq/L e 6.5 mEq/L e o tratamento consiste sobretudo na mudança alimentar, com a redução da ingestão de potássio.

Também será necessário avaliar outros fatores que possam estar desencadeando o quadro, como algum medicamento ou quadros de funcionamento irregular dos rins.

Em geral, os sintomas costumam ser brandos e a condição é tratada sem dificuldades.

Hipercalemia moderada a grave

Neste caso, a situação é mais delicada, pois o nível de potássio precisa ser reduzido imediatamente do organismo. A hipercalemia moderada fica entre 6.5 mEq/L e 8.0 mEq/L, e acima de 8.0 mEq/L o quadro é considerado grave.

Como o nível de potássio é considerado alto nesses estágios, o coração precisa ser monitorado desde o início do tratamento para que sejam evitadas possíveis paradas cardíacas.

Em geral, são administrados cálcio para proteger o coração, insulina e também glicose para auxiliar na eliminação do potássio do sangue.

Qual o nível normal de potássio no sangue?

Os valores considerados normais de potássio no organismo ficam em torno de 3,6 a 5,3 mEq/L. Quando o nível se encontra maior que 5,5 mEq/L ocorre a hipercalemia, e abaixo dessa quantidade se classifica como hipocalemia.

Nos casos que ultrapassam o valor de 6 mEq/L, o estado é crítico e emergencial, podendo ser fatal à vítima.

Causas

Há dois sistemas que podem provocar o aumento excessivo de potássio no sangue: a eliminação irregular do nutriente naturalmente presente dentro das células ou a diminuição do trabalho renal, fazendo com o potássio se acumule no corpo.

Entre as principais causas que levam a essas condições estão:

Dieta com excesso de potássio

A ingestão média diária de potássio deve ser entre 1000mg a 2000mg, que equivale à uma colher de chá (5g).

Em geral, somente a alimentação não é a única causadora da hipercalemia, mas ela pode facilitar ou desencadear a condição em pacientes com predisposição.

Alguns alimentos devem ser consumidos com moderação por pacientes em alterações cardíacas, renais, diabetes ou que fazem uso de medicamentos que interfiram nos níveis de potássio, como:

  • Nozes;
  • Batatas;
  • Banana;
  • Produtos lácteos;
  • Abacates;
  • Fast foods;
  • Carnes processadas (como salsichas);
  • Espinafre;
  • Tomates.

Leia mais: Alimentação Saudável: o que é, benefícios, como ter, cardápio, dicas

Rejeição de um rim transplantado

Quando se realiza uma operação de transplante de rim, pode ocorrer de que a própria defesa do nosso corpo rejeite o rim transplantado. Nesse caso, são utilizados medicamentos para que o sistema imunológico se adapte ao novo órgão.

Porém, se houver rejeição do órgão, as funções renais são prejudicadas e o potássio pode se acumular no organismo.

Diminuição da função renal

A pessoa que possui um quadro de insuficiência renal (em que os rins perdem a capacidade de funcionar corretamente) do tipo aguda ou crônica, precisa observar e realizar exames constantemente.

Isso se deve ao uso de medicamentos para tratar a doença, porque com o tempo esses remédios podem afetar o balanço hidroeletrolítico (equilíbrio da água ingerida e perdida no organismo).

Quando o balanço é afetado, os rins não conseguem eliminar o potássio, resultando em um acúmulo que posteriormente pode se complicar e gerar um caso de hipercalemia.

Uropatia obstrutiva

A uropatia obstrutiva é uma doença que causa o bloqueio do fluxo de urina, podendo afetar o funcionamento dos rins. Dessa maneira ocorre o acúmulo de substâncias que deveriam ser eliminadas pela urina, como o potássio.

Cetoacidose diabética

A insulina, hormônio que age na regulação do açúcar no sangue, facilita a entrada de potássio nas células e, por isso, evita que o nutriente se acumule no sangue.

Quadros de cetoacidose são provocados quando o nível do açúcar no sangue se encontra muito alto, geralmente decorrente do diabetes não controlado ou não diagnosticado. Por isso, excesso de açúcar no sangue pode estar relacionado à elevação de potássio.

Suplementação de potássio

O potássio é adquirido por meio dos alimentos, mas em algumas dietas são adicionadas suplementos de vitaminas e minerais que contém o potássio. Dependendo do suplemento o nível desse mineral pode ser grande, resultando em um acúmulo no sangue.

Alguns medicamentos

O uso de certos medicamentos, como diuréticos ou suplementos que fornecem doses do mineral, pode influenciar no desenvolvimento da hipercalemia.

Entre eles os anti-inflamatórios não esteróides (usados para tratar dores), inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), heparina (usada em tromboses) e ciclosporina (para evitar rejeição de transplantes).

É importante que todo medicamento seja receitado pelo médico e o tratamento seja conduzido sob observação.

Traumas ou lesões

Em alguns casos, como queimaduras ou acidentes graves, pode ocorrer um acometimento intenso do tecido muscular, provocando a liberação das substâncias intracelulares, condição conhecida como rabdomiólise.

Nesses casos, o potássio, presente na célula, é extravasado para o sangue e se acumula.

Fatores de risco

Há outros motivos, além de consumir alimentos com excesso de potássio, que podem influenciar no início e desenvolvimento de um quadro de hipercalemia. São eles:

  • Idade (mulheres na faixa dos 50 anos);
  • Glomerulonefrite (inflamação nos rins);
  • Uropatia obstrutiva (bloqueio do fluxo urinário);
  • Lesões, traumas ou queimaduras;
  • Doença de Addison;
  • Rabdomiólise;
  • Anemia hemolítica;
  • Inflamação do glomérulo (inflamação que afeta os rins)
  • Sangramento gastrointestinal;
  • Cirurgias;
  • Tumores;
  • Uso de suplementos à base de potássio;
  • Uso de medicamentos para doenças cardíacas ou pressão alta.

Quais os sintomas da hipercalemia?

Nem sempre a hipercalemia manifesta sintomas, mas quando surgem, o paciente pode apresentar:

  • Alteração dos batimentos cardíacos;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fraqueza muscular;
  • Desmaios;
  • Palpitações;
  • Dores de cabeça;
  • Alucinações;
  • Alteração de audição e visão;
  • Tontura;
  • Queda de pressão (hipotensão);
  • Dificuldade em respirar;
  • Dores na região do peito;
  • Dores musculares.

Diagnóstico

Um médico nefrologista ou um clínico geral são os profissionais indicados para diagnosticar e tratar a condição. A hipercalemia pode ser identificada por um meio de um exame de sangue, em que é verificada a dosagem do potássio no plasma (parte líquida do sangue).

Normalmente, a condição é detectada pela primeira vez quando exames de sangue são realizados. Para identificar a causa, os médicos avaliam também o histórico da pessoa e também os medicamentos que o paciente costuma tomar.

Ainda pode ser necessário fazer exames complementares para diagnosticar a origem da alteração, como diabetes mellitus, acidose, degradação muscular ou distúrbios renais.

Entre os exames mais comuns estão:

Eletrocardiograma (ECG)

No eletrocardiograma (ECG) são monitorados os impulsos elétricos do coração, sendo um procedimento indolor e rápido.

Como a taxa elevada de potássio pode gerar alterações no ritmo cardíaco, o exame oferece informações de como está o batimento e a saúde do coração.

O ECG leva em torno de três minutos para ser realizado, sendo  feito por meio de eletrodos (semelhantes a adesivos), que são fixados no peito do paciente, gerando imagens que são avaliadas pelo médico responsável.

Exames de urina

Testes realizados com a coleta de urina podem indicar ou avaliar a hipercalemia, apontando o funcionamento inadequado dos rins, bem como obstruções ou infecções.

Os exames são feitos com uma coleta simples de urina, de modo não invasivo e não doloroso.

Tem cura?

Sim. Quando o tratamento é levado a sério, a condição geralmente pode ser curada com uma mudança na dieta e tratamentos que eliminam a origem do problema.

Apesar da maioria dos quadros ser solucionada sem grandes complicações, algumas vezes a condição pode evoluir e trazer complicações, ocasionando até mesmo na morte do paciente.

Qual o tratamento?

A hipercalemia geralmente é tratada por remédios prescritos pelo médico junto a uma dieta alimentar com baixa quantidade de potássio. Cada grau de hipercalemia possui suas recomendações de tratamento.

Algumas opções de terapia incluem:

Dieta alimentar

Aliada ao uso de medicamentos, uma dieta com baixa quantidade de potássio é fundamental no tratamento. O sal passa a ser restrito e controlado (em torno de 3 gramas por dia) e alimentos como leite, carnes e refrigerantes à base de cola são proibidos.

Para leguminosas (feijão, soja, ervilhas, lentilhas, grão de bico), hortaliças (legumes e verduras) e tubérculos (batata, mandioca, inhame) é necessário descascá-los, picar e cozinhar.

O acompanhamento alimentar é importante para que trocas saudáveis sejam realizadas, sem que haja prejuízo nutricional.

Avaliação dos medicamentos

Alguns medicamentos podem ser os responsáveis pela elevação do potássio no corpo. Entre eles:

  • Suplementos de potássio;
  • Medicamentos para doenças cardíacas e hipertensão (diuréticos e agentes betabloqueadores)
  • Imunossupressores;
  • Quimioterápicos
  • Bloqueadores dos receptores da angiotensina;
  • Inibidores da enzima conversora de angiotensina.

Nesses casos, é importante conversar com o médico para que ele avalie a possibilidade de trocar ou ajustar as dosagens se necessário.

Hemodiálise

Em casos mais severos, geralmente quando há um acometimento da função renal ou quadros de rabdomiólise grave, é necessário realizar o tratamento com hemodiálise devido ao alto grau de potássio no sangue.

O procedimento consiste em limpar e filtrar o sangue, o que auxilia na eliminação de substâncias como o potássio.

A quantidade de sessões e a duração do tratamento dependem de avaliação do quadro do paciente, mas geralmente o tratamento apresenta resposta rápida e eficaz.

Medicamentos

Os medicamentos usados para tratar a hipercalemia precisam ser prescritos pelo especialista.

Em geral, para eliminar o excesso de potássio do sangue, são utilizados medicamentos como:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Após o diagnóstico da condição, algumas medidas podem ser adotadas para ajudar no tratamento:

Faça trocas alimentares

Será necessário atenção com os alimentos, para não exagerar no consumo dos que podem conter níveis consideráveis de potássio. Dê atenção aos rótulos de produtos, para se informar das quantidades de potássio e prefira uma alimentação mais leve e natural.

Beba água

Consuma bastante água pois, além de auxiliar no funcionamento de todo o organismo, ela faz com que o excesso de potássio seja expelido na urina.

Problemas de retenção urinária também são favorecidos e minimizados com a ingestão adequada de líquidos.

Cuide da saúde

Manter a atenção à saúde é fundamental. Com a prática de exercícios físicos leves, como caminhadas, e uma alimentação balanceada todo o organismo é beneficiado.

Além disso, não esqueça de realizar visitas ao médico periodicamente e também faça exames solicitados pelo especialista.

Prognóstico

A hipercalemia é uma doença que possui cura, mas para isso é necessário realizar o tratamento da maneira correta para que o quadro seja restabelecido.

Muitas vezes, a condição se manifesta de forma silenciosa, sem apresentar os sintomas expressivos, fazendo com que o tratamento demore a começar.

No entanto, a maioria dos pacientes apresenta boas respostas à terapia e não sofre com sequelas ou agravantes.

Complicações

Se os níveis de potássio não diminuírem, o quadro evolui e pode ocasionar alguns problemas, como:

Parada cardíaca

A alteração de potássio pode causar arritmias cardíacas, condição em que os batimentos do coração são afetados. Em alguns quadros, a condição pode se agravar e gerar uma parada cardíaca. Geralmente acomete pacientes mais idosos e com histórico de insuficiência renal.

Dificuldade para respirar

Quando ocorre a hipercalemia em um grau alto, os problemas afetam a respiração. Fraqueza, dor no peito e a dificuldade em respirar podem ser ocasionadas pela alteração na contração e relaxamento dos músculos do trato respiratório.

Mudanças no controle neuromuscular

O controle neuromuscular é responsável por levar informação sensorial ao cérebro, para que haja a função dos músculos. A hipercalemia em alto grau pode provocar mudanças no controle neuromuscular, fazendo com que haja problemas de locomoção.

Prevenção

Algumas atitudes podem ajudar a prevenir o desenvolvimento da doença, são elas:

  • Cuidar da alimentação;
  • Fazer atividades físicas;
  • Evitar o consumo excessivo de potássio;
  • Usar suplementos sob orientação médica;
  • Manter consultas regulares ao médico.

Qual a diferença entre hipercalemia e hipocalemia?

Pode ocorrer o excesso do mineral no corpo, classificado como hipercalemia, ou a redução da substância, chamada de hipocalemia. Ou seja, a diferença consiste na quantidade de potássio no sangue.

Entenda melhor as diferenças:

Hipocalemia (hipopotassemia)

A baixa de potássio pode causar sintomas como cãibras musculares, fadiga, prisão de ventre, vômitos constantes e diarreia. Geralmente, a condição também é diagnosticada em pessoas que fazem uso regular de medicamentos diuréticos.

Para tratar a doença são utilizados remédios que auxiliam a correção do déficit de potássio, aliado a uma dieta com alimentos e bebidas recomendados pelo médico.

Hipercalemia (hiperpotassemia)

O excesso do mineral tem como sintomas fadiga extrema, espasmos musculares, fraqueza, cólicas, constipação, náusea ou vômito e batimentos cardíacos irregulares.

No tratamento, o médico prescreve remédios que podem diminuir a quantidade de potássio no organismo, aliados também a uma dieta, que nesse caso evita alimentos com alta concentração de potássio.


A hipercalemia é uma doença causada pelo excesso de potássio no organismo, podendo gerar sintomas mais brandos ou mais intensos. A condição às vezes demora para manifestar sintomas e, por isso, estar atento à saúde em geral e manter consultas regulares é essencial.

Compartilhe com os amigos essas informações para que eles também saibam sobre os riscos da hipercalemia!

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 16/01/2019

Fontes consultadas

16/01/2019 08:13

Daniele (Minuto Saudável)

Redatora, é jornalista e especialista em Mídias Digitais, ambos pela Universidade Positivo. Produz matérias sobre saúde e bem-estar.

Ver comentários

  • Bem esclarecido...mto bom... obrigada

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  • Muito bom!

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  • Muito bom, parabéns! O texto esclarece as dúvidas, dá informações precisas e ajuda na resolução dos problemas!

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