O que é transtorno de ansiedade generalizada?

Conhecido como TAG, o transtorno de ansiedade generalizada é caracterizado por sentimentos de preocupação excessiva e apreensão persistente por um período de 6 meses ou mais. Esses sentimentos vêm acompanhados de sintomas como inquietação, tensão muscular, entre outros.

Diferentemente da maioria dos transtornos de ansiedade, nos quais há crises agudas com sintomas físicos intensos, o paciente com TAG sofre com uma ansiedade mais amena, porém constante — é como se o paciente simplesmente não conseguisse parar de se preocupar.

Esse transtorno pode trazer muitas dificuldades para o dia-a-dia, uma vez que o estresse constante pelo qual o paciente passa acaba drenando suas energias. O indivíduo pode ter problemas para se concentrar, sentir irritabilidade e até mesmo ser abatido por uma fadiga extrema e debilitante.

O portador de TAG pode ser definido como uma pessoa extremamente preocupada e que sofre em diversas áreas da sua vida por não conseguir deixar essa preocupação de lado. Ele é afetado não somente na vida profissional, mas também no convívio social e na vida acadêmica.

Em geral, suas preocupações estão voltadas a assuntos corriqueiros com os quais todos se preocupam, como saúde, dinheiro, problemas sociais, família, amigos, morte, entre outros. Contudo, diferente do que acontece com a maioria das pessoas, esses indivíduos simplesmente não conseguem se desligar dessas preocupações, e as sentem mesmo quando não há qualquer sinal de perigo iminente.

Por falar em perigo, é exatamente isso que o paciente com TAG sente o tempo inteiro: para ele, algum desastre irá acontecer a qualquer momento e ele terá dificuldades em dar a volta por cima. Trata-se de uma hipervigilância difusa, relacionada a todas as áreas consideradas importantes para a vida humana.

De certa forma, a ansiedade é algo natural e que traz certa vantagem para a vida. Contudo, quando ela é demais, torna-se patológica. Esse assunto será abordado mais profundamente no tópico “Ansiedade fisiológica versus Ansiedade patológica”.

Na 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), o TAG pode ser encontrado pelo código F41.1.

O TAG é comum?

Pode não parecer ser algo muito comum, mas a ansiedade está presente na vida de cerca de 20 milhões de brasileiros. De fato, o Brasil é o país mais ansioso do mundo.

Já o transtorno de ansiedade generalizada, em específico, atinge de 3 a 6% da população mundial, e é mais frequente em mulheres abaixo dos 21 anos de idade. Entre os idosos, o percentual é de 7 a 10%.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é transtorno de ansiedade generalizada?
  2. Ansiedade fisiológica versus Ansiedade patológica
  3. Causas
  4. Fatores de risco
  5. Sintomas
  6. Quando devo procurar um médico?
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Transtorno de ansiedade generalizada tem cura?
  9. Qual o tratamento?
  10. Medicamentos
  11. Vou ter que tomar remédios para sempre?
  12. Convivendo: Dicas para superar o TAG
  13. Prognóstico
  14. Complicações
  15. Como prevenir o TAG?

Ansiedade fisiológica versus Ansiedade patológica

Existem dois tipos de ansiedade: a fisiológica e a patológica. A diferença entre elas está mais relacionada à intensidade e às situações nas quais aparecem do que aos seus sintomas.

A ansiedade fisiológica é natural do ser humano e até mesmo de outros animais. Ela serve para ajudar o indivíduo a planejar melhor suas ações diante de situações de perigo.

Quando temos uma entrevista de emprego, apresentação de um seminário, uma prova importante ou até mesmo uma apresentação musical, é normal ter uma sensação de inquietação, misturada com medo e vontade de terminar tudo logo. Essa é a ansiedade fisiológica agindo.

Nenhuma dessas situações é perigosa no sentido de poder tirar a vida, mas seria desastroso para nossa vida se alguma delas desse errado. Não conseguir um emprego em uma empresa inspiradora, ou ir mal numa apresentação para um público trazem consequências financeiras e sociais desagradáveis.

Caso não fossemos ansiosos, correríamos o risco de ir para a entrevista de emprego sem pensar direito sobre o que será dito, ou não iríamos estudar tanto para a nossa apresentação. Nesse sentido, a ansiedade é um sentimento desagradável, porém vantajoso: um sinal claro de que o que iremos fazer é importante para nós.

O problema é quando esses sintomas passam a acontecer sem motivo aparente ou quando eles são extremamente intensos. Pessoas que têm dificuldade para falar em público podem ter crises de diarreia antes de um seminário, por exemplo. Outras podem sentir falta de ar, palpitações e sudorese durante o expediente sem qualquer razão.

No caso do TAG, esses sintomas costumam ser menos intensos, porém constantes. A pessoa está sempre preocupada com alguma coisa, mesmo que não haja motivos para tal. Um indivíduo com esse transtorno pode se preocupar com seu financeiro mesmo que haja R$ 5.000,00 em sua conta bancária e as contas estejam todas pagas.

Há indícios de que as pessoas que sofrem com a ansiedade patológica tenham alguma defasagem no mecanismo de regulação da ansiedade fisiológica e, por isso, ela é mais intensa e duradoura.

No caso da ansiedade patológica, há também consequências de desempenho no trabalho, na vida acadêmica, nas relações sociais e qualquer outra atividade diária.

Causas

Não se sabe, exatamente, quais são as causas diretas do transtorno de ansiedade generalizada. No entanto, há evidências de que fatores genéticos, neuroquímicos e ambientais estão envolvidos. Entenda:

Genética

Existem diversas pesquisas que apontam para um possível componente genético no TAG. Isso porque pessoas com histórico familiar têm maiores chances de desenvolver o transtorno. Não se sabe, contudo, se há algum gene específico causador do problema.

Pesquisas mostram que há uma correlação de 50% entre gêmeos idênticos e 15% entre gêmeos não-idênticos, o que fortalece essa noção de que há um componente genético entre as causas desse distúrbio.

Fatores neuroquímicos

A química do cérebro parece estar ligada ao aparecimento de diversos transtornos de ansiedade. Dentre eles, o TAG.

Como a ansiedade é uma reação fisiológica, o próprio corpo tem os mecanismos necessários para cessá-la quando necessário. Entretanto, há indícios de que pessoas ansiosas têm um mal funcionamento nesse mecanismo.

No cérebro, os neurônios se comunicam através de impulsos elétricos e mensageiros químicos, denominados neurotransmissores. Quando um neurônio envia um impulso elétrico para outro, ele transforma esse impulso em energia química e o transmite através de neurotransmissores.

Durante a ansiedade, os neurônios estão agitados, enviando mensagens o tempo todo, pois o corpo está hipervigilante.

Para lidar com isso quando a ansiedade não é mais necessária, existe um neurotransmissor chamado ácido gama-aminobutírico, mais frequentemente chamado de GABA. Ele é liberado para aumentar a resistência dos neurônios à transmissão de informações.

Sendo assim, no momento em que o GABA se liga a um neurônio, ele impede que esse neurônio continue hiperativo, promovendo calma.

Nas pessoas saudáveis, o GABA é liberado em quantidades o suficiente para que atinja um grande número de neurônios e a pessoa fique mais calma. Já nos casos de ansiedade patológica, acredita-se que:

  1. Ou é liberada uma quantidade baixa de GABA;
  2. Ou o GABA liberado não consegue se ligar aos neurônios por algum motivo.

Felizmente, há medicamentos disponíveis no mercado capazes de auxiliar esse mecanismo. Falaremos mais sobre isso no tópico “Medicamentos para transtorno de ansiedade generalizada”.

Fatores ambientais

Diversos fatores ambientais podem influenciar não apenas na ansiedade, mas em muitos outros transtornos mentais. Viver em ambientes estressantes, ter passado por traumas, conviver com uma família violenta ou que briga demais são todos fatores que podem contribuir para um declínio da saúde mental.

Dentre outros fatores que podem auxiliar no desenvolvimento do TAG, estão:

  • Estresse no trabalho ou nos estudos;
  • Ambientes de alta pressão psicológica;
  • Passar por abuso físico ou psicológico, situações de violência e outros traumas;
  • Morte de um ente querido;
  • Divórcio;
  • Situações de grandes mudanças como troca de emprego, promoção no trabalho, término de graduação, mudança de cidade ou país, entre outros;
  • Problemas financeiros ou desemprego;
  • Relacionamentos interpessoais complicados.

Alcoolismo

Há pesquisas que apontam o alcoolismo como um possível causador do transtorno de ansiedade generalizada. Nesses casos, a abstinência prolongada de álcool é o bastante para solucionar o problema.

Fatores de risco

Dentre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do TAG estão:

Sexo

O transtorno de ansiedade generalizada é mais comum em mulheres. Isso pode estar relacionado a uma combinação de fatores, como mudanças hormonais, exposição frequente ao estresse ou, até mesmo, o papel da mulher na sociedade.

Nos dias de hoje, a mulher ainda é vista como um ser que se preocupa e cuida de tudo e todos. Ela é a dona de casa, a mãe, quem cuida das questões domésticas, entre outros.

Sendo assim, muitas mulheres precisam lidar com a pressão de cuidar dos filhos, de manter a casa sempre arrumada, de ser uma boa companheira ou anfitriã…

Não raramente, a mulher acaba sendo a central de comando da casa, cuidado da agenda dos filhos e maridos, marcando consultas para os outros membros da família quando necessário, dentre outras atividades que acabam sendo atribuídas às mulheres.

Devido a tudo isso, não é de se estranhar que as mulheres vivam preocupadas com muitas coisas ao mesmo tempo, e a preocupação crônica é um fator de risco para o TAG.

Preocupação crônica

Preocupar-se com aquilo que é importante é normal. Contudo, muitas pessoas se preocupam demasiadamente com coisas que, às vezes, não precisam de preocupação.

Fazer um balanço dos gastos do mês é saudável, mas viver com um escorpião dentro do bolso para não gastar mais por medo de imprevistos pode ser um sinal de que algo está errado. O mesmo acontece em todas as esferas da vida.

Esse comportamento preocupado gera um estresse desnecessário que pode contribuir para o desenvolvimento do transtorno de ansiedade generalizada.

Personalidade

A personalidade pode ser definida como um conjunto de características psicológicas que determinam certos padrões de comportamento, pensamento, reações emocionais, entre outros.

Existem pessoas que tem uma certa tendência cognitiva negativa, ou seja, elas enfatizam aquilo que é desagradável. As coisas boas que acontecem na vida dessas pessoas são importantes, mas elas ainda tendem a dar mais atenção aos infortúnios do dia a dia.

Sendo assim, essas pessoas acabam entrando num ciclo vicioso do humor, pois elas têm pensamentos negativos e, quando algo desagradável acontece, esse padrão de pensamento é reforçado. No entanto, quando algo bom acontece, não há um reforço de pensamentos positivos, pois a tendência cognitiva da pessoa é negativa.

Esse traço de personalidade é encontrado em muitas pessoas com transtornos de humor, como a depressão, e de ansiedade.

Comorbidades

Ter algum problema de saúde crônico ou um diagnóstico de algum transtorno mental aumenta a probabilidade de desenvolver o TAG.

Receber o diagnóstico de um câncer, por exemplo, pode fazer com que a pessoa fique muito preocupada em fazer planos para o futuro, especialmente quando tem uma família para cuidar, e então ela passa a se preocupar demasiadamente com questões financeiras, de saúde, educação, etc.

Além disso, muitas pessoas que desenvolvem o TAG têm, também, algum outro transtorno de ansiedade, como a síndrome do pânico, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outros. A depressão também está presente em muitos dos pacientes diagnosticados. A relação entre depressão e ansiedade ainda não é clara, mas ela existe e é bem frequente.

Pessoas com transtornos de personalidade ou humor também são mais propensas ao desenvolvimento do TAG.

Abuso de substâncias

O uso excessivos de drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, pode estar relacionado ao surgimento do transtorno de ansiedade generalizada.

Pode ser que o indivíduo faça o uso de drogas por conta da ansiedade em si, uma vez que essas substâncias ajudam o paciente a lidar melhor com as sensações provocadas pelo transtorno, ou a própria condição pode ser um efeito colateral desse abuso.

No caso do álcool, por exemplo, pacientes que passaram por um longo período em abstinência tiveram uma melhora significativa nos sintomas do transtorno.

Sintomas

O sintoma mais notável presente no TAG é a preocupação excessiva e apreensão constante, ainda que não haja motivos para esses sentimentos. Eles surgem em relação às mais diversas esferas da vida humana e podem mudar de foco a qualquer momento.

Entenda melhor os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada abaixo:

Pensamentos

O conteúdo dos pensamentos é o que mais entrega um indivíduo com TAG. Pensamentos extremistas e negativos como “meu marido está atrasado, deve ter acontecido algo com ele” ou “se o vôo atrasar, eu vou perder minha entrevista” são constantes e aparecem sem motivo algum.

Esse primeiro pensamento pode ocorrer por um atraso de 20 minutos no trânsito, e o segundo pode muito bem aparecer na mente do indivíduo mesmo que o vôo esteja programado para chegar no seu destino 5 horas antes da entrevista.

Frequentemente, essas pessoas pensam que não conseguem desligar seus pensamentos, que eles simplesmente correm pela mente e não há nada que se possa fazer.

Sentimentos de medo e apreensão frequentes

Não importa o motivo, qualquer coisa é vista como uma ameaça para a pessoa com transtorno de ansiedade generalizada. Ela pode sair de casa já pensando em todas as precauções que deve tomar caso aconteça algum desastre na rua, ou pode temer incessantemente pelos seus entes queridos.

Incapacidade de tolerar a incerteza

Um outro sintoma marcante no TAG é a própria incapacidade de tolerar incertezas. Ninguém gosta de ficar sem uma resposta, mas, para o indivíduo portador do transtorno de ansiedade generalizada, esperar por uma conclusão em alguma situação é uma representação fiel do inferno na Terra.

O indivíduo não consegue fazer alguma coisa caso não haja certeza que ele vai ser bem sucedido ou que ganhará algo com isso. Seu medo de “perder tempo” é tão grande que pode deixar de realizar diversos projetos por conta disso.

Caso a pessoa tenha uma viagem marcada e, logo em seguida, tem um casamento para ir, meses antes ela já começa a se preocupar se tudo vai dar certo. Essa pessoa não consegue lidar com questões como se o vôo atrasar ou se ocorrer qualquer imprevisto. A possibilidade de algo dar errado e perder o casamento atormenta seus pensamentos dia e noite mesmo muito tempo antes das datas marcadas.

Incapacidade de relaxar

Não adianta nada chegar para um portador de TAG e tentar fazê-lo relaxar, apresentando algumas opções de entretenimento para que ele se distraia. Relaxar é a uma realidade extremamente distante para essas pessoas.

O indivíduo simplesmente não consegue desligar seus pensamentos daquilo que o atormenta. Mesmo se estiver assistindo um filme e gostando, alguma coisa no filme inevitavelmente o lembrará de alguma situação em sua vida, e ele começará a se preocupar com aquilo de novo.

Dificuldade de concentração

Por se preocupar constantemente, o portador de TAG costuma ter muitas dificuldades para se concentrar nas atividades que está realizando. Assim como acontece no filme, que ao invés de distrair, o faz lembrar do que incomoda, o indivíduo também não consegue se desconectar dos seus problemas durante o trabalho ou estudos.

Dificuldade com autoexpressão

Expressar a si mesmo é um verdadeiro desafio para quem sofre de transtorno de ansiedade generalizada. Essas pessoas tendem a sentir o perigo em todos os lugares e, por isso, não conseguem ser elas mesmas em diversas situações, inclusive na companhia de amigos e familiares.

Evitar certas situações

Uma característica marcante de todos os transtornos de ansiedade é o hábito de evitar as situações que proporcionam esses sentimentos de ansiedade. Contudo, no caso dos portadores de TAG, essas situações podem ser as mais diversas possíveis, afinal, eles se sentem em perigo em praticamente todos os lugares.

Perfeccionismo

Outro sintoma muito frequente nos transtornos de ansiedade é o perfeccionismo, ou seja, a incapacidade de entregar algum trabalho ou desempenhar uma função sem que seja feito com maestria.

Pessoas que sofrem com TAG podem demorar muito tempo revisando seus trabalhos da faculdade antes de entregá-los ou ter problemas no trabalho por demorar demais para entregar um projeto por se ater muito aos detalhes.

O simples medo de fracassar ou entregar algo abaixo das suas próprias expectativas já é algo que atormenta gravemente esse indivíduo.

Sintomas físicos

Apesar de serem menos intensos e frequentes no TAG do que em outros transtornos de ansiedade, os indivíduos com esse distúrbio podem sofrer de alguns sintomas físicos. São eles:

  • Sensação de tensão e rigidez muscular;
  • Dores no corpo;
  • Problemas para adormecer ou manter o sono (insônia) por conta da mente hiperativa;
  • Inquietação;
  • Bruxismo;
  • Problemas de estômago, como disfagia;
  • Náuseas;
  • Diarreia;
  • Sudorese excessiva;
  • Necessidade de ir ao banheiro com frequência;
  • Tremores e espasmos.

Quando devo procurar um médico?

Como a ansiedade é uma parte normal da vida de todas as pessoas, não é muito claro quando ela se torna um problema e deve ser analisada por um médico.

No entanto, existem alguns sinais de que a situação está passando do controle e é preciso procurar ajuda. São eles:

  • Preocupação excessiva que acarreta em um desempenho diminuído no trabalho, estudos, relacionamentos e outras esferas da vida;
  • Sintomas de depressão, alcoolismo ou abuso de substâncias;
  • Evitar situações específicas que podem desencadear sentimentos de ansiedade;
  • Pensamentos ou comportamentos suicidas.

O problema dos transtornos de ansiedade é que os sintomas não costumam melhorar com o tempo, pelo contrário: eles apenas pioram e se tornam mais intensos sem a ajuda médica. Por isso, caso você se identifique com os pontos citados acima, procure ajuda o mais rápido possível.

Como é feito o diagnóstico?

Ao constatar que é preciso procurar ajuda médica, deve-se marcar uma consulta com um psiquiatra, o médico especializado no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais. O psicólogo também pode auxiliar no diagnóstico.

Em um primeiro momento, o médico irá pedir informações sobre os sintomas e o histórico médico do paciente. Essas informações são importantes para descartar a possibilidade de se tratar de outro problema.

Ele pode, também, requisitar o histórico familiar de transtornos mentais, já que existem diversas distúrbios com um componente genético. Há, também, psicólogos que costumam aplicar questionários psicológicos padronizados para identificar o nível de ansiedade do paciente.

O laudo produzido por esses psicólogos pode ser levado ao psiquiatra para uma análise mais detalhada.

Existem alguns critérios para o diagnóstico do transtorno de ansiedade generalizada, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), um livro publicado pela American Psychiatric Association muito utilizado por profissionais da saúde mental para auxiliar no diagnóstico. Tais critérios são:

  • Presença de ansiedade na maior parte dos dias durante os últimos 6 meses, prejudicando diversas atividades;
  • 3 ou mais dos seguintes sintomas para o diagnóstico em adultos, ou 1 em crianças:
    • Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele;
    • Fadiga;
    • Dificuldade em se concentrar ou sensações de “branco” na mente;
    • Irritabilidade;
    • Tensão muscular;
    • Perturbações do sono, como dificuldades em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto.

Vale lembrar que, para que o diagnóstico seja possível, é preciso ter certeza de que os sintomas não são causados pelos efeitos fisiológicos de alguma substância (uso de drogas ou medicamentos) ou alguma condição médica, como o hipertireoidismo.

Comorbidades e diagnósticos diferenciais

Em alguns casos, o TAG pode vir acompanhado de outros transtornos mentais ou até mesmo ser confundido com outras condições.

Não raramente, o transtorno é confundido com síndrome do pânico, um tipo de ansiedade na qual o paciente acredita estar correndo risco de vida e tem sintomas parecidos com o de certas situações, como um ataque cardíaco ou sufocamento.

Se a ansiedade ocorre simultaneamente a uma depressão maior, então o diagnóstico deve ser de um transtorno misto ansioso e depressivo. Já nos casos em que ocorre apenas em eventos sociais, o diagnóstico é de fobia social.

Nos casos em que a ansiedade é encontrada juntamente com hábitos “inúteis” que o indivíduo insiste em fazer e/ou repetir mesmo sem necessidade, o diagnóstico é de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Tais hábitos podem ser simples, como lavar as mãos ou fechar as portas repetidas vezes, ou mais complexos, como rituais de apagar e acender a luz precisamente 5 vezes antes de dormir ou abrir as gavetas 3 vezes antes de pegar um talher.

Transtorno de ansiedade generalizada tem cura?

Infelizmente, o transtorno de ansiedade generalizada costuma ser persistente e difícil de tratar. Contudo, o paciente pode, sim, entrar em remissão.

A diferença entre remissão e cura é que, na cura, há uma ausência total da doença, enquanto nos casos de remissão, o que está ausente são os sintomas. Isto é, os sintomas tendem a voltar assim que o tratamento é descontinuado, pois a doença não foi erradicada.

Sendo assim, é possível que o paciente necessite de tratamento para toda a vida, não sendo algo pontual que se resolve em poucas semanas ou meses.

Qual o tratamento?

O tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada é complexo e abrange a utilização de medicamentos e psicoterapia.

Psicoterapia

Um dos tratamentos mais recomendados para quem sofre de transtornos de ansiedade é a terapia psicológica. Nela, um psicólogo irá ajudar o cliente a conhecer melhor a si mesmo e modificar, em si mesmo, aquilo que o cliente sente que o atrapalha.

São diversas as abordagens da psicologia que podem auxiliar uma pessoa com transtornos de ansiedade. Dentre elas, uma das mais recomendadas é a terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Isso porque essa abordagem em específico ajuda o cliente a reconhecer e modificar seus padrões de pensamento e comportamentos que geram situações nas quais a ansiedade se manifesta. Além disso, o psicólogo pode ensinar técnicas para aliviar a ansiedade nos momentos em que ela já apareceu.

Por fim, o profissional da saúde mental ajuda a evitar distorções de pensamento e auxilia o cliente a encarar suas preocupações de uma forma mais realista.

Outras abordagens também são eficazes, mas utilizam outras técnicas para assistir o cliente no combate à ansiedade. No entanto, a TCC é uma das mais usadas por conta do seu grande respaldo científico.

Uma revisão de 35 artigos (Gould, Otto, Pollack & Yap, 1997) indica que a terapia cognitivo-comportamental é um dos tratamentos mais eficazes e duradouros para o TAG, sendo superior, até mesmo, aos próprios medicamentos.

O mesmo estudo ressalta, também, que os resultados são ainda melhores quando a psicoterapia é integrada com o tratamento farmacológico.

Dentro da TCC, existem ainda outras “mini” abordagens que podem auxiliar no tratamento do indivíduo com TAG. São elas:

Terapia de aceitação e compromisso

Esse tipo de terapia é baseada na cognitivo-comportamental, mas seus objetivos terapêuticos são mais específicos. São eles:

  • Reduzir o uso de estratégias de evitação, que visam fugir de determinados sentimentos, pensamentos, memórias e sensações;
  • Diminuir as respostas literais do indivíduo aos seus pensamentos (exemplo: entender que pensamentos negativos, como “eu sou uma pessoa horrível”, não são a realidade e sim uma distorção do pensamento);
  • Aumentar a habilidade de manter-se comprometido com suas mudanças de comportamento.

Tudo isso deve ser feito através de técnicas de mindfulness (que traz a atenção do indivíduo para o seu propósito no momento presente, seus arredores e seu corpo) e habilidades aceitação, a fim de responder adequadamente a eventos fora de seu controle.

Terapia de intolerância à incerteza

A intolerância à incerteza é uma característica muito comum na mente de pessoas com TAG. Por isso, existe uma espécie de terapia focada principalmente em lidar com esse sentimento.

Pode-se definir a intolerância à incerteza como uma reação negativa em relação a eventos ambíguos ou incertos, independente da probabilidade de ocorrência desses eventos.

Ao viajar de avião, o paciente com TAG não consegue evitar de pensar na possibilidade do avião cair e ninguém sobreviver. Mesmo que seja uma chance muito remota, o paciente não consegue lidar com essa incerteza: ele precisa da garantia que o avião chegará ao seu destino com segurança, e isso causa muita angústia.

Sendo assim, a terapia de intolerância à incerteza foca em ajudar o cliente a desenvolver uma habilidade de aceitação das incertezas. Para isso, o psicólogo auxilia o indivíduo a desenvolver as seguintes habilidades:

  • Consciência das preocupações;
  • Reavaliação da importância dessas preocupações;
  • Treinamento de resolução de problemas;
  • Reconhecimento das incertezas;
  • Imaginar a exposição a essas incertezas;
  • Exposição gradual a eventos incertos.

Entrevista motivacional

A entrevista motivacional é uma metodologia que busca aumentar a motivação intrínseca do cliente e diminuir os sentimentos ambivalentes em relação às mudanças propostas no tratamento. Ela é especialmente eficaz quando usada juntamente da terapia cognitivo-comportamental.

Medicamentos

Os medicamentos utilizados no tratamento do TAG se diferem pela duração do tratamento. Entenda:

Tratamento a curto prazo

A curto prazo, os medicamentos utilizados para o tratamento de diversos transtornos de ansiedade são os ansiolíticos, especialmente os benzodiazepínicos. Eles têm um efeito sedativo que auxilia na diminuição dos sintomas de ansiedade.

Esses medicamentos são usados, geralmente, no começo do tratamento, quando é necessário um efeito terapêutico mais rápido.

Contudo, se usados por muito tempo, eles causam tolerância e dependência, fazendo com que o indivíduo necessite de doses cada vez mais altas para que o medicamento faça efeito. Dessa forma, o abuso destes medicamentos pode levar à morte.

Alguns exemplos de benzodiazepínicos são:

Tratamento a longo prazo

Como vimos acima, os benzodiazepínicos não podem ser usados a longo prazo por conta do perigo de dependência. Sendo assim, os medicamentos utilizados no tratamento do TAG a longo prazo são os antidepressivos, que auxiliam, também, na melhora dos sintomas ansiosos.

Diferentemente dos benzodiazepínicos, esses medicamentos não causam dependência e trazem efeitos colaterais menos graves. Contudo, eles não são usados logo no início do tratamento porque o efeito terapêutico demora, em média, 15 dias para ser alcançado.

Alguns exemplos desses medicamentos são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Vou ter que tomar remédios para sempre?

Como o TAG é difícil de ser tratado, muita gente se pergunta se o tratamento farmacológico é para a vida inteira. Felizmente, não, não é preciso tomar os remédios para sempre.

Após o desaparecimento dos sintomas, é preciso manter o tratamento farmacológico por 6 a 12 meses. Depois, deve-se descontinuar o uso dos medicamentos diminuindo a dose aos poucos.

Caso os sintomas retornem, o tratamento deve ser readequado para que eles entrem em remissão novamente. Contudo, muitas pessoas conseguem descontinuar o tratamento farmacológico após alguns anos, especialmente quando tiveram acompanhamento psicoterápico.

Convivendo: Dicas para superar a TAG

Viver preocupado com todas as coisas o tempo inteiro não é nada fácil. Por isso, aqui vão algumas dicas para melhorar o convívio com a doença e ajudar a superá-la:

Faça atividades físicas

Pode não parecer muito intuitivo, mas a mente não é uma entidade separada do corpo. As atividades físicas estimulam a produção e liberação de serotonina, o principal neurotransmissor regulador do humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, sensibilidade à dor, temperatura corporal, entre outros processos corporais e cognitivos.

Essa substância proporciona prazer e bem-estar a longo prazo, o que ajuda bastante o portador de TAG a lidar melhor com seus sentimentos.

Se você não pratica nenhum tipo de atividade física, comece o mais rápido possível! Até mesmo uma simples caminhada já pode ajudar.

Lembre-se, no entanto, que apenas atividades físicas não irão curar o problema, como muitos pensam. Apesar de auxiliar na regulação de certos neurotransmissores e na saúde geral do indivíduo, essas atividades não são capazes de substituir uma terapia adequada.

Consuma alimentos com triptofano

O triptofano é uma substância encontrada em diversos alimentos que auxilia na síntese de serotonina. Sendo assim, ter uma maior quantidade de triptofano na alimentação ajuda a melhorar a disponibilidade deste neurotransmissor.

Mas cuidado para não exagerar! Os alimentos que contêm essa substância são, muitas vezes, ricos em proteínas, mas não podem suprir todas as necessidades nutricionais do organismo.

Sendo assim, ter uma dieta equilibrada e incluir esses alimentos de maneira sensata é o melhor caminho. Se precisar de ajuda, consulte seu nutricionista para que ele indique uma dieta adequada para você.

Alguns alimentos ricos em triptofano são:

  • Carnes;
  • Peixe;
  • Ovos;
  • Queijos;
  • Leite e seus derivados;
  • Amendoim;
  • Castanha de caju;
  • Ervilha;
  • Amêndoas;
  • Abacate;
  • Batata;
  • Banana.

Combata o estresse diário

Um dos fatores de risco para sintomas ansiosos é o estresse crônico. Por isso, saber combater o estresse do dia a dia pode ajudar muito na melhora da condição.

Meditação, aromaterapia, musicoterapia, yoga e reiki são apenas algumas das práticas que podem ajudar a manter a calma mesmo em momentos de alta pressão.

Assim como as atividades físicas, nenhuma dessas práticas é capaz de curar o TAG. Sendo assim, é importante usá-las apenas como auxílio no tratamento, e não como substituto.

Tenha metas alcançáveis

Metas são uma ótima maneira de perceber o que tem dado certo na vida. Por isso, é muito bom para uma pessoa com TAG ter metas, uma vez que essas pessoas têm uma tendência de enxergar somente o lado negativo das coisas.

No entanto, traçar metas difíceis de serem atingidas em pouco tempo é mais prejudicial do que saudável. Isso porque a demora para alcançar esses objetivos pode reforçar os sentimentos negativos do portador de TAG.

Sendo assim, é interessante não sonhar demais e traçar metas alcançáveis, como “correr 20 minutos na esteira todos os dias por 30 dias”. Tal meta é completamente alcançável, não é mesmo? E o sentimento de recompensa é extremamente prazeroso, auxiliando no ânimo do indivíduo.

Respire fundo

Você sabia que, dentre os diversos benefícios da respiração profunda, está o alívio de sintomas ansiosos?

Quando estamos ansiosos, o sistema nervoso autônomo (do qual não temos controle e faz tudo por si só) inicia uma série de reações fisiológicas para que possamos estar preparados caso seja preciso lutar ou fugir.

Com isso, o batimento cardíaco aumenta, a respiração fica mais rápida e superficial, sintomas bem frequentes durante uma crise de ansiedade. Isso é o corpo reagindo ao estresse. No entanto, esse sistema nervoso autônomo pode se enganar e reagir quando não precisa.

Nessas horas, respirar fundo é a única coisa que realmente funciona.

Isso acontece porque a respiração profunda ajuda na liberação do GABA, principal neurotransmissor depressor do sistema nervoso central. Isso quer dizer que, quando o cérebro está a todo vapor, esse neurotransmissor chega e diz “calma, tá tudo bem, podemos relaxar”.

Dessa forma, o sistema nervoso autônomo entende a mensagem e retorna ao funcionamento normal do organismo. Ou seja, adeus sintomas de ansiedade!

Evite pensar nas possibilidades

Uma característica bem marcante do pensamento ansioso é a quantidade de pensamentos que iniciam com “e se…”. Isso é apenas uma consequência da ansiedade, mas continuar pensando assim acaba alimentando esses sentimentos ansiosos que, por sua vez, promovem mais pensamentos assim.

Por isso, é importante se policiar e evitar pensar nas possibilidades, principalmente as negativas. Pode ser extremamente difícil no começo, mas, aos poucos, esse exercício vai se tornando mais fácil.

Um psicólogo da abordagem cognitivo-comportamental pode ser de grande auxílio nessas horas, pois ele entende o funcionamento dos pensamentos e do comportamento, podendo ajudá-lo a encontrar a maneira mais assertiva de mudar seus pensamentos.

Comemore cada conquista

Mesmo que não seja grande coisa, comemore todas as conquistas. Passar um dia sem ligar para os amigos em busca de reafirmações, conseguir ir no cinema sem saber qual filme está passando, pegar o ônibus sem ficar contando atrasos ou possibilidade de acidentes, são todas coisas “pequenas” que devem ser comemoradas.

Portanto, quando você perceber que deixou de fazer alguma coisa que contribuia para o TAG, pare tudo e comemore! Se estiver no trabalho, na faculdade ou não puder comemorar com vigor, comemore em silêncio, consigo mesmo, mas comemore.

A comemoração deve ser feita assim que você se dá conta da conquista, pois o cérebro associa essa sensação prazerosa à conquista que você teve, e assim tenderá a repetir essa conquista mais vezes pela sensação de prazer.

Chás calmantes

Para momentos de grande ansiedade, um chá pode ajudar bastante. Existem diversos chás que auxiliam na liberação e utilização do GABA, o que combate os sintomas de transtornos de ansiedade.

Dessa forma, ter o hábito de tomar chás calmantes pode ajudar no tratamento. No entanto, é importante conversar com seu psiquiatra antes de tomar os chás, pois alguns deles podem interagir com a medicação.

Alguns exemplos de chás calmantes são:

  • Camomila;
  • Lúpulo;
  • Valeriana;
  • Erva-cidreira;
  • Maracujá;
  • Lavanda;
  • Alecrim;
  • Melissa.

Organize o seu dia a dia

Uma das coisas mais estressantes no dia a dia é a desorganização, seja de ideias, tarefas a fazer, roupas no armário, o que for. Por isso, criar um método de organização pode ajudar a combater o estresse e, de quebra, você poderá encontrar tudo que você precisa mais facilmente.

É possível organizar as tarefas do dia para não ficar se preocupando caso algo aconteça e você não tenha como fazer aquilo que precisava. Dessa forma, você vai saber exatamente o que precisa fazer quando as coisas voltarem ao normal.

Também é bom separar as coisas importantes e guardá-las em lugares específicos, para que tudo fique de fácil acesso. Assim, não é preciso se preocupar com medo de perder um prazo por não achar um documento.

Mindfulness

O mindfulness é uma técnica que busca aliviar sensações desagradáveis ao promover uma maior atenção e consciência das sensações físicas e dos arredores do indivíduo. É trazer-se de volta para o aqui-e-agora, da maneira como ele é, e desligar-se do que poderia ser.

Em um primeiro momento, o indivíduo deve prestar atenção nas suas próprias sensações corporais e aceitá-las. Em momentos de estresse, aceitar os sintomas da ansiedade é justamente uma maneira de combatê-los. Tomar consciência dos mesmos e focar no presente faz com que o indivíduo esteja na experiência atual, e não viajando nos seus pensamentos.

Dessa forma, o corpo tende a voltar ao normal, uma vez que a mente não está mais tomada pelas preocupações, e sim pelo momento presente, da maneira que ele é.

Tenha hobbies

As atividades de lazer são extremamente importantes para todas as pessoas e, para uma pessoa com TAG, elas podem acabar ficando de lado por conta da preocupação excessiva. No entanto, nunca é tarde para descobrir um novo hobby!

Investir tempo para aprender uma nova habilidade é algo que certamente contribui para a qualidade de vida de pessoas com transtornos de ansiedade. Dentre essas habilidades estão cantar, tocar um instrumento musical, desenhar, cozinhar, bordar, fazer crochê, entre outros.

Autoconhecimento

Conhecer a si mesmo é um passo extremamente importante para solucionar diversos problemas da vida, e com a ansiedade não é diferente. Saber sobre quem você é e o seu próprio funcionamento é o que dará forças para lutar contra as adversidades, o estresse e os sintomas ansiosos.

Busque realizar atividades que promovem o autoconhecimento, como a medicação, o mindfulness, a psicoterapia, entre outros.

Sono adequado

O sono é extremamente importante para a recuperação de transtornos mentais, e o TAG não foge a essa regra. Isso porque a privação do sono traz diversas consequências. Entre elas, um desequilíbrio eletroquímico que pode ajudar no desenvolvimento de transtornos ansiosos.

Por isso, é preciso dormir cerca de 8 horas por noite. Durante esse tempo, o cérebro passa por processos de consolidação de memórias e reequilíbrio de neurotransmissores, o que é crucial para uma melhora nos sintomas da ansiedade generalizada.

Prognóstico

É difícil traçar um prognóstico para o transtorno de ansiedade generalizada, uma vez que o curso da doença varia muito de pessoa para pessoa.

Não é raro que os pacientes tenham períodos longos de remissão dos sintomas, mas que eles voltem uma hora ou outra, pelos mais diversos motivos.

Contudo, a maior parte dos pacientes com TAG conseguem levar uma vida normal, construir uma carreira, casar, ter filhos, entre outros. O TAG, nesses casos, é apenas um obstáculo diário, mas que pode ser contornado.

Complicações

Se não tratado, o transtorno de ansiedade generalizado pode trazer diversas complicações para a vida do indivíduo. Entenda:

Problemas sociais

Socializar já é algo difícil. Para quem tem TAG, então, isso se torna uma tarefa extremamente complicada.

O indivíduo pode ter problemas para fazer amizades por medo de que algo aconteça, ou até mesmo se preocupar demasiadamente com o que as pessoas irão pensar dele.

Situações sociais, como festas, formaturas, entre outros, são um verdadeiro espetáculo de pavor para uma pessoa com TAG. Isso porque ele começa a se preocupar com o evento semanas antes do acontecimento.

Corre por sua cabeça a possibilidade de acontecer diversas coisas, como sofrer um acidente ou precisar cuidar de alguém no hospital na noite do evento. Além disso, ele se preocupa também com quem estará nesses eventos: se há pessoas que o indivíduo admira, se há potenciais parceiros sexuais, entre outros.

Tudo isso é motivo de preocupação constante para uma pessoa com TAG, e isso pode culminar numa performance social insatisfatória.

Não raramente, as pessoas também acabam se afastando dos pacientes com TAG, por conta das preocupações e estresse constantes.

Problemas profissionais

Embora seja preciso ser cuidadoso com a carreira, a preocupação exacerbada e o autojulgamento do paciente com TAG pode fazer perdê-lo diversas oportunidades.

Se o chefe chama o indivíduo para conversar, ele já começa a pensar como fará para pagar as contas dali em diante porque tem certeza que será demitido. Inclusive, ele mesmo pode se demitir por medo de ser demitido, simplesmente para sentir que tem o controle da situação.

Ele também pode perder oportunidades de subir na carreira por preocupações como não conseguir fazer as novas tarefas ao receber uma promoção, por exemplo.

Depressão

A depressão é um transtorno de humor que, muitas vezes, vem acompanhada de transtornos de ansiedade. Não se sabe direito se é a ansiedade que leva à depressão ou se é a depressão que leva à ansiedade, mas as duas estão intimamente ligadas.

Sendo assim, acredita-se também que um transtorno de ansiedade não tratado aumenta as chance de desenvolvimento de transtornos depressivos.

Piora da ansiedade e ataques de pânico

Deixar os sintomas ansiosos sem um tratamento adequado pode fazer com que eles piorem gradativamente. Assim, o indivíduo vai ficando cada vez mais ansioso, e pode até mesmo desenvolver ataques de pânico. Contudo, o tratamento adequado impede que as coisas cheguem a esse ponto.

Como prevenir o TAG?

Não existe uma real maneira de prevenir o transtorno de ansiedade generalizada, uma vez que não se sabe ao certo quais são suas causas. No entanto, é recomendado evitar o uso de drogas recreativas, uma vez que elas tendem a aumentar a possibilidade de desenvolver um transtorno de ansiedade.

Evite o álcool e o tabaco

Apesar de serem duas drogas que, a princípio, relaxam o corpo, no fim das contas elas só pioram o estado do indivíduo.

O álcool é um depressor do sistema nervoso central, e isso realmente ajuda a lidar com a ansiedade momentaneamente. Contudo, o cérebro fica acostumado aos efeitos do álcool e tenta compensar criando mais sinapses excitatórias que, por sua vez, resultam em uma atividade acelerada do cérebro, desencadeando, inclusive, sintomas ansiosos.

Já o tabaco age de uma forma um pouco diferente. Durante o fumo, ele parece relaxar o corpo. No entanto, a nicotina é uma droga estimulante que faz com que o cérebro fique mais ativo, o que serve de gatilho para sintomas ansiosos. Se você fuma, uma boa ideia seria parar. Saiba como no nosso artigo sobre tabagismo.


A preocupação excessiva não deveria fazer parte da vida de ninguém. Se você sente que anda se preocupando demais com as coisas, está na hora de procurar um profissional da saúde mental para um diagnóstico correto e receber ajuda.

E você, sofre de transtorno de ansiedade generalizada? Conte como você lida com isso nos comentários, assim você pode ajudar muitas outras pessoas!

Fontes consultadas

Minuto Saudável: Somos um time de especialistas em conteúdo para marketing digital, dispostos a falar sobre saúde, beleza e bem-estar de maneira clara e responsável.

Participe da discussão

28 comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. Como ja relatei anteriormente sou portador de depressão ansiosa .Segundo a referencias sobre TAG os sintomas são iguais,so muda a nomeclatura.
    É como o portador de sindrome do panico o qual apresenta uma crise aguda e intensa,porem o mesmo é medicado e tratado em um curto periodo e o portador do TAG, leva anos ou mesmo toda a vida com intesidade menor , esse quadro cronico leva o seu portador a ser incapaz de viver com alegria e com capacidade de gerenciar a propria vida, dependendo dos outros para tomar iniciativas muitas vezes simples,isso é muito sofrido, bate o maior desespero e faz com que fique desejando brevidade em sua vida, porque a mesma não faz mais sentido
    grato

      1. a primeira providência é procurar ajuda de um psiquiatra e terapias com um psicólogo. Felizmente há medicamentos que controlam os sintomas e como foi mencionado no texto acima, é necessária disciplina para contornar o problema. Há uns 03 meses estava tendo crises horríveis de pânico, quando mal conseguia ao menos dar partida no veículo, falta de ar, tremedeira, suor e arrepios e a sensação de que haveria grandes perdas em todas as atividades da vida. O medo generalizado parece não ter fim para quem sofre do problema. Felizmente, já sinto que recuperei minha paz com o tratamento adotado.

        1. Tenho TAG desde 2010, há 4 anos estou sendo tratado pelo SUS do meu município. Meu Psiquiatra em parte ignora meus sintomas, não fala em Psicoterapia, e os medicamentos já não fazem mais efeitos, às vazes acho q vou morrer se depender do meu atual médico! Por isso, não é só procurar “Um Psiquiatra´´mas, “O Psiquiatra´´ …

          1. Nao desista estamos juntos e vamos vencer , enfrentamos muitos preconceitos mais somos fortes pois temos Deus em nossos corações e com isso conseguimos vencer matando vários leões por dia ! Deus e contigo !

  2. Sofro de tag a 6 anos. Tratamento com medicamentos é um bom começo para o problema. Tenho longos períodos de remissão e curtos períodos de ansiedade forte. É muito importante aceitar o desafio. E nos tempos de remissão, não deixar de fazer as terapias e as boas práticas. Para continuar em remissão. Tenha coragem e aceite o desafio. Vc não está sozinho. Boa sorte e boa melhora a todos! Vou fazer minha caminhada agora. E vc?

  3. Pessoal, já estou vivendo a minha 9a volta após bons periodos de remissão. Até hoje exercícios só pioraram minha situação.. a única coisa me ajuda são os remédios e a terapia. E sempre penso como o Sérgio. Minha vida deveria ser mais breve. Q q adianta viver assim????

    1. César Marim e acreditar que dias melhores virão tudo passa , estudos científicos mostram que há algo não funciona corretamente eprecisa ser reorganizado procurar profissional bom e muito importante

  4. Olá! Sofro de tag desde os meus 11 anos de idade, sempre foi muito complicado para mim todas as questões da vida e principalmente as fases de transições, como por exemplo da infância para a adolescência e da adolescência para a vida adulta! Tomo medicação continua a 11 anos e não pretendo parar, pois não quero passar novamente por tudo que passei! Destes 11 anos de tratamento, fiquei 04 sem medicação e tive que retornar , por depressão e síndrome do pânico, ocasionados pela TAG! Procurem ajuda, a vida será mais fácil!

  5. Tenho TAG e já tive depressão grave. Faço terapia salvo engano há mais de 6 anos e já trato com psiquiatra há 10 anos. Na depressão precisei de internamento pois cheguei numa situação grave de não me reconhecer. A TAG é um transtorno de difícil convivência. Minhas crises atualmente são de no máximo duas semanas mas duram o dia inteiro. A dor que sinto é tão grande que tenho vontade de passar o dia dormindo. Tenho uma filha de 10 anos e me sinto culpada a todo momento. Já tenho 41 anos e voltei para casa pois preciso de ajuda. Tudo me cansa. Mas mesmo assim a terapia já me fez evoluir muito. Acredito que um dia entrarei em remissão e manterei meu tratamento. Serão dias melhores. Trabalho e tem dias que sou a própria guerreira. Não falto, venho em pedaços porque acredito em mim. Passo o dia fazendo respiração. Levanto da mesa para respirar. Lavo o rosto. Ouço uma meditação. Dos olhos muitas vezes vem algumas lágrimas. Mas cansei de ser minha inimiga. Venho tentando cuidar de mim da melhor forma possível.

  6. Muito elucidativo o texto.
    Me identifiquei bastante com os relatos.
    Tenho depressão e TAG. O que me incomoda mais é quando me dá um tremor intenso e dores no corpo. É horrível.
    Esses problemas, me levaram a desenvolver outros problemas, inclusive cardíacos.
    Há dias em que não tenho vontade de viver, e o que me mantém aqui ainda é o amor que tenho pela minha filha, apesar de eu me sentir culpada por não ser a mãe que ela merece.
    A pior batalha é a que travamos conosco.

  7. Estou há três meses lutando contra algo que jamais imaginei passar! Fui parar em hospitais várias e várias vezes com sintomas da morte. Dor no peito, pressão alta e baixa ao mesmo tempo, formigamento no lado esquerdo do braço, pescoço doendo até minha orelha ficou formigando, um medo terrível de ficar em pé. Cheguei no hospital com pressão de dezessete por nove autisima e de repente caiu para treze por dez, fiz eletro e nada deu! O clínico pediu para eu procurar um cardiologista e um psiquiatra assim fiz! A demora em realizar exames e marcar consulta me constou uma semana na cama e a noite vinha um medo desconhecido algo fora do normal. No início fiquei relutante pois já tomo remédio controlado para epilepsia e não entrava na minha cabeça tomar outros foi um período de um mês de crises até vim a aceitação, que euprecisava de ajuda, pois não aguentava ver meu marido e meus filhos sofrer e serem afetados por tudo. Depois de um mês comecei a ir na psicóloga e psiquiatra onde veio remédios que me deram noite de sono coisas que eu não tinha mais. No decorrer do tratamento e a minha ansiedade generalizada era mais forte onde fui parar novamente em hospitais, naquele momento veio o desispero o meu chão sumiu!!! Comecei outra etapa, a minha ansiedade fez com que eu começasse a ter pressão alta, fiz exames onde veio a confirmação. Entrei em um tremendo desespero, não me conformava, chorei horrores durante três dias sem querer fazer nada. Mas olhei para minha família e busquei ajuda, comecei um novo processo de aceitação, fácil não é mas sei que posso continuar a viver. Hoje utilizo quatro medicamentos por dia e vou continuar pois nada vem por acaso. Quero que deixar aqui para aqueles que estão passando por isso que vale a pena viver.Primeiro passo é a aceitação,eu demorei por isso vim a ter pressão alta. Não tenha vergonha de assumir que faz tratamento pois é algo muito simples, pessoas que não tem uma mente aberta ou nunca passou por isso vai falar que é besteira dentre outras. Vá com coragem busca sua vida de paz mental, e outra não importa qual seja sua crença agarre a ela pois foi algo que fiz e faço. A nossa luta é diária mas vamos vencer! tenho fé. Caso alguém queira conversar estarei a disposição assim podemos compartilhar experiências.

    1. Oi comecei com a tag em 2017 depois de um falimento onde perdemos tudo tinha um padrao de vida alto minha mae faleceu…mas consegui sair dessa situacao…recomecamos vim para a italia terra do meu marido e aqui nao ta facil temos que viver na casa da mae dele fumante inveterada ..ai em setembro do ano passado recomecou tudo hospitais exames

    2. Olá estou tão desanimada sobro a 6 anos e quando Minha irmã foi assassinada pelo ex marido fiquei pior tenho um filho de 3 anos e um relacionamento muito perturbado não tenho como fazer terapia tomo medicação descontrolada estou muito magra me sinto horrível tenho 30 anos não tenho pai nem mãe moro sozinha com meu filho e uma luta muito grande não consigo fazer nada minha vida paralisou vivo prostrada em uma cama não saiu de casa vivo dependendo do pai do meu filho financeiramente parei faculdade não me sinto capaz não consigo fazer atividades físicas pq meu coração fica acelerado não sei o que fazer só consigo ir a igreja

      1. Olá, Bruna.
        Os problemas e transtornos emocionais têm um peso grande e nem sempre são condições simples de serem tratadas.
        Assim como qualquer outra doença ou alteração, persistir no tratamento é a melhor alternativa. Por isso, manter o uso da medicação e da terapia é fundamental — você pode encontrar atendimento psicológico no SUS ou em universidades que têm curso de psicologia (muitas oferecem terapia semanal de graça ou com preços simbólicos).
        Se você faz uso de alguma medicação sem orientação médica, é importante avaliar o quadro. Caso não consiga consulta com um psiquiatra, você pode buscar orientação com um(a) clínico geral também. Mesmo sem ser o(a) especialista na área, o(a) profissional poderá indicar um medicamento correto, com dosagens ajustadas.
        Mas nem só de medicação é feita a recuperação. É importante você reconstruir sua autoestima por meio de atividades e companhias que te façam bem e te deem apoio.
        Você querer melhorar e conhecer suas limitações é um passo importante para a recuperação. Com isso, tenha em mente que é um processo que vai ocorrendo gradualmente. Muitas vezes, de forma não linear. Ou seja, há dias melhores e outros não muito bons.
        Mas saber que você está desejando sentir-se bem é o melhor caminho, sempre respeitando o seu tempo de melhoria.
        Ter apoio de amigos(as) e familiares é importante para retomar sua vida acadêmica e profissional. Além disso, dividir as responsabilidades da maternidade também é necessário, apesar de nem sempre ser fácil, pois reduz as cobranças.
        Desejamos melhoras!

  8. A depressão ansiosa é o pior diagnostico das doenças psiquiatricas, ainda mais quando cronicas e resistentes ao uso de medicamentos
    Venho sofrendo dessa patologia ,ha mais de vinte anos que destruiu minha vida , minha atividade laboral e minha relação com minha vida familiar. Cada dia que passa é uma verdadeira tortura mental . Sei que é deficiencia de serotonina de GABA nas sinapses nervosas cerebrais ,venho lutando com todas as minhas forças pra sobreviver ,porem ja tenho 67 anos e ter todo o apoio de minha familia a qual me mantem vivo.Ja me submeti ao longo desse periodo á 03 series de ect sem resultado positivo. Sou acompanhado por minha psiquiatra que reajusta as medicações ao longo dos anos com pouca evolução favoravel .
    Vou continuar lutando para ter uma vida mais favoravel e com melhor prognostico para continuar enfrentando essa doença incapacitante !!!….

  9. Olá! comecei com transtornos de ansiedade há 4 anos atras, insônia, coração acelerado, enformigamento nos braços ao deitar na cama.. por dois anos tratei apenas o sintoma da insônia os profissionais que procurei nao viram o TAG em mim.. dois anos depois tive uma grande crise de ansiedade por algumas semanas, e entao procurei um psiquiatra que detectou o TAG e iniciei uso da medicação e concomitante inicia a terapia.. o médico me disse que teria de tomar o medicamento por no mínimo um ano. eu era muito resistente ao uso de medicamentos, mas nao tive escolha estava muito mal.. este ano comecei a reduzir a medicação por uma dose mais baixa, depois a tomar apenas meio comprimido e agora meio um dia sim um dia não. Infelizmente alguns sintomas se intensificaram (preocupação, insônia, pensamentos acelerados..) e terei que voltar a tomar todos os dias a medicação. A terapia e o mindfulness me ajudam bastante, sigo com a medicação, em dose menos, do que iniciei e hoje me sinto muito melhor do que no começo do tratamento, minhas crises já são menos mas o trabalho é diário, todos os dias monitorando os pensamentos e observando o aparecimento do TAG. Hoje, infelizmente ou felizmente posso dizer que o TAG me levou a buscar, me aprimorar e com certeza a ser uma pessoa melhor, não é fácil, muitos momentos foram ruins, mas com toda certeza posso dizer que sem ele eu não seria a pessoa que sou hoje. Não teria evoluído tanto como pessoa. Então para todos que sofrem de TAG fica meu conselho em ver todo o lado positivo da doença, e aceitar que SIM é uma doença e sim tem tratamento, mas infelizmente ,como toda doença, temos que aprender a viver e nos adaptar ao que ela nos impõe.

  10. Foram anos de sofrimento, mas consegui superar a TAG. O desafio é sim enorme, mas temos que ter resiliência e força de vontade.
    Transe Generativo e Hipnose – Melhores resultados. (dica de quem passou por MUITOS profissionais diferentes)

  11. Minha TAG começou com 35 anos, bebi muito na minha vida e com 23 anos já senti uma tonteira estranha..mas depois normalizou fui até em um otorrinolaringologia achando que era vertigem…ao longo da vida bebi muito..acho que isso já era sinal de ansiedade. Depois entrei para o mercado de ações ..e minha família tem histórico de ansiedade e depre…..acho que estes foram os fatores para ativar no dia 15/07/2016 um ataque de panico. ..eu ia morrer…Não estava acreditando naquilo…urgennnnte…parei no hospital e calmante…aí já era começou. ..2 anos de tratamento..malho rei. ..mas agora está voltando…hj mesmo foi difícil é a noite vai piorando….da até zumbido agudo!…muito difícil. ..mas vou lutar ..lutar ..lutar até sumir de minha vida!!!..leia o poder do subconsciente. Faça atividade física. .pare de beber fumar e coma saudável. .tenha fé e busque o sobrenatural. ..Ronan Frota!

  12. Sofrer de ansiedade generalizada (TAG) é de uma dor imensurável. Dói na alma, dói o coração… dói.., dói…
    Desde criança sempre fui muito ansioso, já tinha insônia e palpitações no coração antes de ir para a escola… sentia medo na minha adolescência, principalmente em perder enti queridos.
    Na época da faculdade, já terminando, aos 21 anos tive a primeira depressão… lutei, tomei venlafaxina e Olcadil… fui reduzindo as doses aos poucos… Aos 30 ela voltou bem pior, após uma separação e morte da minha mãe de câncer de mama aos 60 anos. Fiquei mais 4 anos em tratamento com Venlafaxina…. Fui mais uma vez reduzindo e até fiquei um ano vivendo bem melhor sem tomar nada. Agora ela voltou… Há 8 meses voltando de São paulo a salvador de carro, tive uma crise de pânico do nada… em seguida 3 meses depois meu pai morre derrepente de parada cardio respiratória… Me senti acelerado, depois veio o estado de prostração… Choro… Sigo tomando os mesmos remédios… Não está sendo fácil! “Matamos um leão” todos os dias para continuar vivendo. As vezes dá vontade de desistir de tudo pq a vida parece não fazer mais sentido… O que me faz continuar vivendo é saber que existem pessoas que me amam e que ainda precisam de mim, contudo, a dor da depressão, da ansiedade e do pânico não dá p medir… é algo terrível… não desejo a ninguém. Já me convenci que terei que conviver com isso p o resto da minha vida.
    Continuarei lutando, até quando não sei!

    1. :'( muito triste! sei bem o que vc passa! o que nao me faz desistir é saber que nao estou nessa, que mts pessoas esta que nem eu e esta lutando, entao eu vou lutar tbm !

  13. Eu fui diagnosticada com TAG e tenho todos esses sintomas citados procurei ajuda médica e o tal me receitou antidepressivos porém é minha primeira vez tomando medicamentos e estou com medo de usar o que me aconselham ? ?

    1. Olá, Mônica.
      Os medicamentos antidepressivos são como qualquer outro remédio e o ideal é que sejam usados com cautela e somente quando há necessidade. Mas se o médico avaliou que eles são importantes para a sua recuperação, não deve haver preocupação em tomá-los.
      Todo tratamento é gradual. Ou seja, podem ocorrer efeitos colaterais, mas que são normais e passageiros. O mais importante é você manter contato com o seu médico e informar sobre sintomas ou progressão do tratamento.
      Lembrando também que o medicamento é uma parte, muitas vezes, fundamental para você melhorar, mas não a única. Busque, com o seu médico, outras atividades para complementar e otimizar os efeitos do medicamento, sempre seguindo a orientação que ele prescrever.
      Boa sorte!

  14. Não é uma ansiedade mais amena, é uma ansiedade mais forte, pois chega a abalar fisicamente o paciente…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *