O que é Psicose, tipos, causas, sintomas, tratamento, tem cura?

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Revisado por: Dr. Emerson Rodrigues Barbosa (CRM/PR 25901) – Psiquiatra

O que é psicose?

A psicose é um estado mental patológico de perda de conexão com a realidade que pode levar a alucinações, alterações de personalidade, desordem de pensamento, delírios, dificuldades sociais e problemas para manter atividades cotidianas. Não é reconhecida como doença, mas como sintoma de transtorno mental.

O filósofo e psiquiatra alemão Karl Jaspers (1883 – 1969) afirmou, em sua época, que as psicoses não causavam alterações na esfera cognitiva do paciente, porém hoje em dia sabe-se que algumas das doenças classificadas como psicoses podem, no decorrer do tempo, causar déficits cognitivos.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações

  1. O que é psicose?
  2. Tipos
  3. Causas
  4. Grupos de risco
  5. Sintomas
  6. Como é feito o diagnóstico de psicoses?
  7. Psicose tem cura?
  8. Qual o tratamento?
  9. Medicamentos para psicoses
  10. Convivendo
  11. Prognóstico
  12. Complicações
  13. Como prevenir a psicose?

Tipos

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças volume 10 (CID-10), atualmente utilizada no Brasil para referência de classificação de doenças, as psicoses são várias. Elas são a esquizofrenia, o transtorno de personalidade esquizotípica e os transtornos psicóticos. Cada um desses tipos pode conter subtipos.

Esquizofrenia

Esquizofrenia, no geral, é caracterizada por alterações no pensamento, na percepção, no comportamento e no humor.

Apesar de poder acontecer em outras idades, este tipo de psicose se manifesta pela primeira vez com maior frequência em adolescentes e jovens adultos na faixa dos 14 e 28 anos.

Existem diversos tipos de esquizofrenia, cada um com suas características específicas.

Transtorno de personalidade esquizotípica

O transtorno esquizotípico se mostra por anomalias do pensamento e humor semelhantes aos da esquizofrenia.

O paciente pode apresentar comportamento excêntrico, além de ideias estranhas e paranóides, mas que não evoluem completamente para um delírio. Períodos quase psicóticos e alucinações auditivas podem surgir.

Transtorno delirante persistente

Caracterizados única ou principalmente por delírios persistentes, mas sem outros sintomas que possam indicar esquizofrenia ou transtornos de humor, os transtornos delirantes não causam alucinações na maioria dos casos, mas idosos podem ter alucinações auditivas com frequência irregular.

Desde que alucinações tipicamente esquizofrênicas não dominem o quadro, o diagnóstico desses transtornos não é alterado.

Caso os delírios sejam de curta duração — em torno de duas semanas — o caso é classificado como psicose aguda e transitória.

Psicoses agudas e transitórias

Estes transtornos são caracterizados por sintomas psicóticos de curta duração e que não reincidem. Os sintomas incluem ideias delirantes, alucinações e percepções perturbadas, além de comportamento gravemente desorganizado. O tempo de duração costuma ser de, no máximo, duas semanas.

Transtorno delirante induzido

O transtorno delirante induzido é dividido por duas ou mais pessoas fortemente ligadas emocionalmente. É frequente em famílias, e apenas um das partes apresenta delírios autênticos, sendo o outro induzido a eles.

Pais podem passar delírios aos filhos que acreditam no que eles dizem. O afastamento das partes costuma ocasionar o abandono dos delírios por parte do induzido.

Transtornos esquizoafetivos

Este tipo de transtorno possui sintomas tanto de características esquizofrênicas quanto de transtornos de humor, não podendo ser classificados nem como um nem como outro. Está dentro do espectro da esquizofrenia.

Pode ser dividido em três:

Transtorno esquizoafetivo do tipo maníaco

Quando o paciente apresenta sintomas tanto de esquizofrenia quanto de mania de maneira predominante, esta é a classificação do transtorno. Sintomas de mania podem incluir euforia ou irritabilidade não condizente com a situação.

Quando leve, pode passar despercebida por parecer apenas um dia animado para a pessoa. Ela pode parecer feliz, sociável, com mais vontade de conversar, animada, com menos sono e mais energia. Ela também pode se sentir mais irritada.

Transtorno esquizoafetivo do tipo depressivo

Nesta condição, o paciente sofre com sintomas tanto de esquizofrenia quanto de episódios depressivos, ambos de maneira predominante.

Sintomas de episódios depressivos são falta de energia, desânimo, perda de interesse, falta de concentração, capacidade de experimentar prazer alterada, diminuição do apetite e da concentração apresentados em um contexto que não condiz com estes sentimentos.

Transtorno esquizoafetivo do tipo misto

Aqui, os sintomas de esquizofrenia são acompanhados tanto por episódios maníacos quanto depressivos em igual medida.

Transtornos afetivos X psicoses

Os transtornos afetivos são aqueles que afetam o humor. É o caso do transtorno afetivo bipolar. É importante ressaltar que transtornos de humor não são psicoses. Existem casos em que os transtornos afetivos (como também é o caso do transtorno depressivo) apresentam sintomas psicóticos, mas isso não quer dizer que eles passam a ser uma psicose.

Outros transtornos

Existem outras psicoses que não entram em nenhuma das classificações anteriores. É o caso, por exemplo, da psicose alucinatória crônica, uma condição que causa alucinações e delírios e cujos episódios podem ser espaçados por meses. Ela não se encaixa em nenhum tipo de esquizofrenia.

Causas

Pode-se dizer que existem duas causas para psicoses: genética e devido ao abuso de substâncias. Além disso, existem as chamadas psicoses secundárias, que são sintomas psicóticos causados por outras condições e não são realmente psicoses, fazendo parte de outro diagnóstico.

No geral, ou a pessoa possui psicose ou não. Um acidente, outras doenças ou traumas severos não irão criar uma psicose que não existe.

Existe, na medicina e na psicologia, a discussão sobre o que causa o desencadeamento de uma psicose latente, mas na gigantesca maioria dos casos é impossível saber. O que se sabe é que a pessoa já era propensa a desenvolver a psicose.

Entretanto, existe uma maneira de adquirir a psicose mesmo sem tê-la latente. O abuso de substâncias psicoativas é capaz de causar uma psicose legítima.

Psicose devido a abuso de substâncias

Usar drogas em grandes quantidades e de maneira frequente pode causar uma psicose. Se a pessoa já possui a condição latente, existe uma chance maior de a doença ser desencadeada. As drogas aqui listadas não estão em ordem específica e todas, em menor ou maior grau, apresentam riscos. As drogas que fazem isso são:

  • Cocaína;
  • Anfetamina;
  • Metanfetamina;
  • MDMA (ecstasy);
  • Mephedrone (MCAT);
  • Maconha;
  • LSD;
  • Cogumelos alucinógenos;
  • Ketamina;
  • Álcool.

Psicose secundária

Quando uma doença causa sintomas psicóticos como alucinações e delírios, ela não passa a ser considerada uma psicose. Estas doenças podem levar ao sintomas, mas são seu próprio diagnóstico e não entram na classificação de psicose.

Depressão grave

A depressão grave pode causar sintomas psicóticos, levando a alucinações e delírios.

Anomalias anatômicas no cérebro

Uma anatomia diferenciada no cérebro pode causar diversas condições, entre elas sintomas psicóticos.

Desequilíbrio entre os neurotransmissores

Alguns neurotransmissores desequilibrados podem causar alucinações e delírios.

Desequilíbrio hormonal

Hormônios em excesso ou em falta podem causar vários problemas. O cortisol, hormônio produzido pela glândula suprarrenal, quando em excesso, pode causar depressão e sintomas relacionados com psicoses.

Cisto no cérebro ou tumores cerebrais

Cistos e tumores localizados no cérebro podem causar alucinações, delírios e outros sintomas psicóticos.

Doenças autoimunes

Doenças autoimunes, como lúpus, além de outras doenças, podem causar sintomas psicóticos ao atacar o sistema nervoso central.

Sífilis

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada por uma bactéria e que pode afetar o sistema nervoso central e o cérebro como um todo, podendo causar sintomas de psicose, além de outras doenças neurológicas.

Câncer

Tumores malignos graves em qualquer parte do corpo podem causar sintomas temporários de psicose em um paciente.

Insuficiência renal

Algumas consequências da insuficiência renal estão conectadas com sintomas psicóticos. A uremia, por exemplo, que é causada por excesso de impurezas no sangue (que por sua vez é causada por falta de capacidade de filtragem dos rins) é capaz de causar confusão mental e delírios.

Epilepsia

Apesar de já ter sido um tema polêmico, atualmente a medicina reconhece que alucinações e delírios podem ser causadas por quadros de epilepsia parcial. O Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM, em tradução livre, Manual de Diagnóstico e Estatística das Desordens Mentais) considera pacientes com o foco na epilepsia no lobo temporal como parte do grupo de risco.

Demências e AVC

O acidente vascular cerebral e demências como a doença de Alzheimer podem causar sintomas característicos de psicoses, porém a análise anatômica do cérebro, somada ao conjunto de sintomas, tornam essa condição uma doença diferente das psicoses e não entram nesta classificação.

Grupos de risco

Estima-se que 1% das pessoas entre 14 e 28 anos de idade são consideradas de alto risco clínico para esse transtorno e que pelo menos 20% dessas pessoas sofrerão um episódio psicótico na vida.

Algumas pessoas estão no grupo de risco para o desenvolvimento de psicoses:

Abuso de substâncias

Pessoas que usam drogas psicoativas em grande frequência e quantidade estão no grupo de risco para o desenvolvimento de psicoses. Se a pessoa já possui a condição latente e não sabe, a frequência e quantidade deixam de ser variáveis: usar drogas psicoativas uma vez pode ser o bastante para desencadear uma uma crise psicótica.

Álcool

O alcoolismo pode desencadear uma psicose e o mesmo se aplica a abstinência de álcool, uma das mais perigosas crises de abstinência que existem.

Pessoas com familiares com psicoses

Existem estudos que vinculam psicoses com fatores genéticos, que podem ser passados de pais para os filhos. Se alguém sofre com psicoses, seus familiares também estão no grupo de risco.

Sintomas

Psicoses são caracterizados pela desconexão do paciente com a realidade. Entre seus principais sintomas estão:

Delírios

A percepção é a maneira como uma pessoa interpreta um estímulo externo, por exemplo quando você enxerga o desenho de um sol. O estímulo é o desenho. Seu cérebro interpreta este estímulo e você é capaz identificá-lo como um sol: esta é a percepção.

Em um delírio, o paciente possui uma percepção falsa sobre a realidade, necessariamente baseada em um estímulo externo. É um erro de julgamento. A pessoa em delírio acredita em coisas que não são reais baseada em estímulos reais.

Por exemplo, ela pode ver alguém trazer sopa ao ver o líquido se mover, acreditar que isso significa que ela está envenenada. Esse pensamento não é abalado apesar de contra-argumentação e provas óbvias do contrário. Isso significa que alguém em delírio não pode ser convencido do contrário, mesmo através de experiências que provem a impossibilidade do delírio.

Os delírios se apresentam como convicções firmes, que não podem ser mudadas, de coisas impossíveis. Esta impossibilidade, entretanto, é aplicada ao caso. Certas pessoas podem ter delírios em que acreditam que alguém envenenou seu alimento, mesmo que a pessoa saiba que este alguém nunca chegou perto da comida. Comida envenenada é tecnicamente possível, mas alguém que nunca esteve presente não pode adicionar o veneno.

Importante notar que os delírios são coisas individuais, diferentes de instituições como as religiosas, que são culturais e coletivas.

Alucinações

Alucinações são experiências que se assemelham com a percepção de um estímulo que não está presente no momento. Elas podem envolver qualquer um dos cinco sentidos, fazendo com que a pessoa veja ou ouça imagens ou sons que não estão sendo emitidos.

Desorganização do pensamento

Pensamentos e discurso confusos e desorganizados.

Comportamento motor desorganizado

O paciente pode ter o comportamento alterado, podendo estar por exemplo muito agitado ou catatônico, que é um estado de baixa reatividade ao ambiente.

Sintomas negativos

São chamados de sintomas negativos quaisquer sintomas que subtraem capacidades do paciente. No caso das psicoses, com o tempo, pode haver reduções cognitivas e perda da volição, ou seja, perda da capacidade de escolha e decisão.

Alterações de humor

Oscilações de humor podem ser comuns em psicoses, causando sentimentos de depressão ou euforia.

Alterações comportamentais

É comum que pacientes de psicoses tenham queda no rendimento escolar e profissional, além de prejuízo no círculo social. Entre os comportamentos alterados pode estar deixar de realizar responsabilidades que antes eram cumpridas como tarefa de casa ou o trabalho.

Agitação e agressividade

O paciente pode se tornar agitado e agressivo.

Como é feito o diagnóstico de psicoses?

Diagnosticar uma psicose é trabalho do médico psiquiatra ou psicólogo por meio de investigação adequada.

Nesta avaliação, devem ser abordados os sintomas das psicose através de entrevista e relatos de comportamentos, histórico familiar, história de vida do paciente, doenças e uso de substâncias.

Exames extras podem ser utilizados, por exemplo exames de sangue, ressonância magnética e tomografia computadorizada. É importante notar que estes exames não são feitos para encontrar sinais de psicose, mas para  descartar condições que possam causar uma possível psicose secundária.

Psicose tem cura?

Infelizmente, as psicoses não têm cura. Elas podem ser tratadas e entrar em remissão, mas o risco de afetar o paciente sempre estará presente.

Os tratamentos para a condição podem controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Qual o tratamento?

O tratamento para psicoses envolve o uso de medicamentos antipsicóticos e terapia psicológica, além de afastar o paciente de gatilhos conhecidos.

Medicamentos

Tomar os medicamentos nos horários e doses recomendadas pelo médico é importante para evitar e reduzir o número de episódios.

Ajustes na medicação podem ser necessários durante todo o tratamento, buscando uma dosagem correta para o corpo do indivíduo e o tipo certo de medicamento.

Terapia

As psicoses são condições que podem causar grande sofrimento no paciente e é importante que haja terapia psicológica para ajudá-lo a conviver melhor com seu transtorno.

Riscos

Em casos em que o paciente apresenta risco para si ou para outras pessoas, ele poderá ser hospitalizado.

Medicamentos para psicoses

O tratamento medicamentoso é o mais comum para psicoses.

Ele varia de pessoa para pessoa e de tipo para tipo de transtorno, então a dosagem e o medicamento específico pode variar. Dependendo do caso, provavelmente haverá necessidade de ajustes.

Os primeiros meses de tratamento podem ser difíceis devido a dosagens que precisam ser adaptadas para cada paciente.

Os medicamentos mais usados em caso de psicoses são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

O medo das crises, os medicamentos, os julgamentos sociais e dos familiares podem ser pesos complicados na vida do paciente com psicoses.

É importante que, para a convivência e aumento da qualidade de vida, a pessoa frequente o psicólogo. Os parentes próximos também podem usar de consultas psicológicas para aprender sobre e como lidar com a condição que será presente na vida a partir daquele momento.

Algumas recomendações são:

Orientação familiar

Os familiares são aqueles que irão passar mais tempo com o paciente doente e isso pode ser desgastante. A doença causa sofrimento, acima de tudo, para o paciente, mas os familiares também passarão por desafios.

É importante que a família aceite e entenda a doença, evitem tentar culpar alguém ou alguma coisa pelo que aconteceu e que não desconte no paciente as frustrações que ela lhe causa.

Terapia ocupacional

A terapia ocupacional pode ajudar o paciente a aprender como conviver com seus arredores e com sua condição. Este tipo de terapia é capaz de aumentar drasticamente a qualidade de vida do paciente, especialmente se houver terapia familiar junto da ocupacional.

Grupos de ajuda

Grupos de ajuda podem transmitir a sensação de que a pessoa não está sozinha na situação em que se encontra, tanto para os pacientes quanto para os familiares. Parte considerável da população passa por situações parecidas e os grupos de ajuda podem servir de apoio para quem se sente solitário nesta situação.

Prognóstico

Com o devido tratamento, o paciente pode ter seus sintomas controlados e entrar em remissão. Isso não é uma garantia e nem é definitivo.

A remissão significa que os sintomas não estão mais presentes e que a condição não está ativa no momento. Contudo, ela pode voltar e, por isso, o tratamento não deve se descontinuado mesmo durante a remissão.

Se o primeiro episódio do psicose se deu na vida adulta, é mais fácil viver com menos complicações, seguindo o tratamento e evitando gatilhos para as crises, já que o paciente passou pelas adaptações sociais necessárias antes da condição o atingir.

Entretanto, seguindo o tratamento medicamentoso e frequentando o médico psiquiatra e o psicólogo, mesmo em remissão, é possível ter uma qualidade de vida satisfatória.

Complicações

O paciente com psicose sofre com enorme perda de qualidade de vida e isso acontece mesmo com tratamento. Sem tratar a condição, as psicoses podem levar um paciente ao suicídio.

Perdas sociais

Por conta dos delírios e alucinações, pessoas com psicoses podem sofrer severas perdas sociais, tanto pelas pessoas não se sentirem confortáveis próximas a elas, quanto pelo paciente não se sentir confortável próximo de outras pessoas.

Durante uma crise psicótica, a pessoa pode acreditar que os outros estão tramando contra ela ou que querem seu mal. Fora de uma crise, ela pode se sentir mal e envergonhada pelo que acontece consigo.

Redução cognitiva e de memória

Com o tempo, existe o risco de diminuição cognitiva do paciente com psicose. Isso não necessariamente irá acontecer, mas é um risco real, especialmente sem tratamento.

Perda de volição

A volição é a capacidade de fazer escolhas. Com o tempo, o paciente pode ter sua volição reduzida, tornando o paciente dependente das escolhas de pessoas a seu redor.

Como prevenir a psicose?

Não existe como prevenir todas as causas de psicoses. Algumas são genéticas, algumas são doenças e algumas não são conhecidas. É possível, entretanto, prevenir comportamentos que facilitam o desencadear de psicoses.

Evitar o uso de drogas psicoativas como a maconha, o LSD e o álcool pode prevenir alguns tipos de psicose.


Psicoses causam grande sofrimento para os pacientes, que perdem contato com a realidade e a percebem distorcida. É importante evitar o abuso de substâncias psicoativas para dificultar o desencadeamento do transtorno.

Compartilhe este texto com seus amigos para que eles saibam um pouco mais sobre as psicoses!

Fontes consultadas

Publicado originalmente em: 23/04/2018 | Última atualização: 28/09/2018

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19 Comentários

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  1. Já tive 8 surto psicótico, o primeiro aos 25 anos e o ultimo aos 36 há 6 meses atrás, sempre fui usuário esporádico de drogas e alcoolista, os surtos em geral nunca duraram mais q duas semanas, mais uma vez eu tive e estava já há 3 meses sem drogas e álcool, os surtos tiveram espaçamento de meses, me identifico com o Luis se eu soubesse q as drogas causavam isso nunca tinha me envolvido, não sei se o meu caso é por causa só das drogas e o álcool mesmo ou se encaixa naquele psicose alucinatória crônica, alguém pode me esclarecer? Depois do ultimo episódio parei com as drogas eo álcool espero não ter outro surto desse, fui no psiquiatra e ele me receitou respiridona pelo tempo determinado de 2 anos. Parabéns pela matéria muito boa!

  2. olá a todos.
    Bem eu apanhei uma psicose por drogas faz quase 2 anos já. Infelizmente devido a discussoes em casa com os meus pais que cada vez foram agravando mais por coisas que nao tinham muita importancia um dia fartei me e saí de casa. Fui viver para casa do meu melhor amigo , e entretanto os meus pais decidiram falar com os pais dele e nao sei bem o que aconteceu mas a mae do meu melhor amigo disse que nao podia la ficar mais e voltei para a minha casa e as coisas acalmaram até que novamente voltou ao mesmo e eu sai de casa outravez e fui viver com uma namorada que tinha na altura que vivia sozinha , começei a frequentar outra zona da cidade e conheci pessoas envolvidas a drogas e um dia começei a exprimentar LSD e fui consumindo quase todas as semanas … Chegou a um ponto que eu estava demasiado fora de mim , coisa que na altura eu nao tinha noçao , as pessoas ja me chamavam de frito e coisas do genero mas eu nao ligava nenhuma. Passava a vida na noite , e tambem fumava erva/maconha ja antes disto. Bem as coisas foram andando e o meu pai cada vez me tentava procurar mais e ajudar mas eu nao queria saber… Um dia mais tarde voltei para casa , até que numa tarde estava com muitas dores nas costas e com dificuldade em respirar e fui as urgencias do hospital. Duas pessoas maravilhosas amigas do meu pai foram la ter , nao sei bem porque mais tarde chamaram-me para um gabinete que era do psicologo que eu nao tinha lido a placa , e falamos e assim … chegaram a conclusao que tinha uma psicose. Bem eu nao tinha minima nocao do que aquilo era , mas aceitei o tratamento. Hoje estou “bem” apesar de isto neste momento estar estavel penso eu , comparado ao que eu era e estou agora … tenho nocao que se algum dia soubesse que as drogas causavam esta doenca nunca na vida tinha tocado em nada ,mas tarde demais … mas bem , eu li o artigo todo e sinto que muitas coisas aqui escritas como ter mudancas de humor e ficar facilmente irritado ainda ocorre comigo , mas eu acho que tambem sempre fui assim , nao tenho bem certeza se é psicose ou sou mesmo eu. Espero que se alguem esta a passar por psicose de drogas que saiba que é apenas um erro que cometemos e agora temos que viver com ele e simplesmente aceitar.

    p.s : estive talvez 1 ano e pouco em casa sem falar para nenhum amigo.

    • OI LUIZ .Gostaria de compartilhar com voce uma grande fonte de cura para a psicose:a palavra de Deus a biblia .Sou professora teologa e psicanalista clinica com master e doutorado.Iniciei minhas busca atraves dos problemas serios que teve meus ex marido . Procurei psicologos ele foi internado mas depois voltou as drogas .Mas unica coisa que o curou foi frequentar uma igreja .
      GOSTARIA DE TE DIZER: para ler a biblia e estuda la e devagar deixar de usar os medicamentos e sera liberto.o.
      Um grande abraço DEUS te abençoe .

  3. Boa noite! Estou escrevendo um livro, onde uma das persongens é diagnosticado como maníaco depressivo, tenho lido muitos artigos, e livros sobre esta doença. Mas não consigo encontrar um texto que descreva uma típica cena de um surto psicótico.
    Não gostaria de escrever, de forma grosseira ou simplista, mas a realidade, de forma que o leitor tenha a visão correta e respeitosa para com as pessoas que passam por isso. Obrigada e espero ajudar com esse livro diminuir os preconceitos, que percebo sofrem alguns pacientes.
    Walkiria Ank

    • Olá Walkiria!

      Como um veículo de comunicação, ficamos felizes que tenha encontrado informações úteis por aqui. A psicose é uma condição bastante complexa e, de fato, é preciso um cuidado maior ao se referir sobre ela, especialmente pelo julgamento social que ela carrega. O que podemos recomendar é que busque conversar com especialistas no assunto, como psiquiatras e psicólogos, além de pacientes, familiares e pessoas que de certa forma convivem diariamente com a condição. Isso pode lhe dar uma visão mais humanizada do que um texto informativo.

      Obrigado e desejamos sorte em seu trabalho!

  4. Boa noite, nao vou divulgar meu Nome, pois me sinto contrangida ainda com as alucinacoes auditivas que tenho, entao vou me chamar de Ge, na primeira vez que tive uma crise estava prestes a me casar, ouvi pessoas da minha rua planejando que qdo o dia amanhecesse iam me matar, pq eu nao mercecia viver, emagreci 10kg, por medo, parei de sair de casa fiquei 1 ano e 2 meses sem trabalhar pq achava que haviam entrado em uma conta do face e descobriram toda a minha vida, nao conseguia abrir o portal na casa da minha mae pro meu noivo, hj meu marido.
    E agora tive uma nova crise no trabalho, um medo insulportavel , vou trabalhar tremendo , e com isso sinto que as pessoas ficam rindo de mim pq era bem popular, e hj em dia fico mais calada, sinto que ate meu chefe tira sarro da minha cara, mas entrego nas maos de Deus porque estou comecando a dar volta por cima, me classifico como uma fenix, a ave que ressurge das cinzas e vou vencer essa sindrome idiota!

  5. Cristiane sou Ana Flávia mãe de um adolescente também, meu filho teve uma crise agora é tudo está muito confuso para nós, ele está fazendo o tratamento estou pesquisando muito a respeito, gostaria muito de ter um contato com uma mãe que passou por está experiência. Deus está no comando.

  6. Muito bom…esclarecedor. No entanto, é difícil receber a notícia de que temos um familiar com esse diagnóstico. Triste saber as limitações que a doença vai lhe causar.

  7. Tenho um filho que agora está com 14 anos ,descobri que ele tinha piscose infantil quando ele tinha 8 anos de idade,desde quando ele tinha 4 anos que via um comportamento diferente mas não entendia o porquê,,mas graças a Deus e a uma amiga quer percebeu, conseguir diagnósticar a piscose,foi quando começou a tratar,ele passou por momentos muitos difíceis na escola por não ter um desenvolvimento bom e Também por ser uma criança diferente,mas hoje ele entende bem o que ele tem e aceita o tratamento numa boa ,não é fácil… Mas ele é bem ligado a mim e luto com todas as forças para que ele tenha uma vida tranquila e normal ,isso sempre colocando Deus na frente de tudo ,ele é um adolescente muito inteligente e bem comunicativo e trás alegria a minha casa, creio que em tudo Deus tem um propósito e falo que ele é uma criança especial para mim e para Deus e fui escolhida para cuidar e para ser mãe de uma pessoa tao amavel 😍

  8. Sou Eugénia Maria Galveias de 56 anos, reformada por invalidez devido a psicose. Comecei a tomar medicamentos aos 17 anos ( haloperidol e Cogentin ou akineton. )Como agora esses medicamentos estão ultrapassados, a psiquiatra receitou-me paliperidona, ou seja INVEGA 6. Fiquei doente aos 12 anos, mas só comecei a tomar medicação aos 17. Mesmo assim, no passado leccionei inglês, e além disso fui explicadora de inglês e francês. Também sei alemão. Agora é que estou reformada. Nunca! Nunca na minha vida fui agressiva. Sou delicada e muito nervosa.

    Só isto.

    • É bom ler a sua história. Tenho um amigo de 20 anos que faz uma semana que teve a primeira crise psicótica. Estamos torcendo para ele se recuperar logo e voltar a ter uma vida o mais normal possível.

    • fico feliz que vc esteja retornando sua vida.. tô lendo sobre pq acho que eu to tento umas crises.. as vezes penso em algo e imagino… ai quando menos percebo to falando e respondendo comigo mesmo.. isso e algo momentâneo muito rápido.

  9. Quero trabalhar posso com esse problema fazendo tratamento não aguento ficar sem fazer nada me ajudem sou concursado dos correios só porque surtei mereço uma cance

  10. Muito bom! bom ler isso, me ajudou com um problema que estou passando com um primo meu de 22 anos que surtou ontem

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