Estela (Minuto Saudável)
26/03/2019 08:00

Hipertireoidismo: o que é, causas, sintomas, CID, tem cura, engorda?

A tireoide é uma das glândulas mais importantes do organismo, sendo responsável por secretar os hormônios T3 e T4 (triiodotironina e tiroxina), que participam de diversos processos em nosso corpo.

Infelizmente, algumas doenças e condições específicas podem prejudicar a produção ou secreção correta desses hormônios, fazendo com que sejam liberados em excesso ou escassez.

Quando acontece uma liberação em excesso, caracteriza-se como um quadro de hipertireoidismo, doença que acelera o metabolismo e causa diversos sintomas.

Continue a leitura do texto a seguir para saber sobre essa condição!

Entenda também a diferença entre a baixa produção (hipotireoidismo) e hipertireoidismo.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é hipertireoidismo?
  2. Como funciona a tireoide?
  3. Hipertireoidismo e hipotireoidismo: qual a diferença?
  4. Causas
  5. Hipertireoidismo subclínico
  6. Fatores de risco
  7. Hipertireoidismo em homens
  8. Hipertireoidismo na gravidez
  9. Hipertireoidismo engorda?
  10. Sintomas
  11. Diagnóstico
  12. Exames
  13. Hipertireoidismo tem cura?
  14. Tratamentos
  15. Medicamentos
  16. Convivendo
  17. Prognóstico
  18. Complicações: hipertireoidismo pode matar?
  19. Como prevenir o hipertireoidismo?

O que é hipertireoidismo?

O hipertireoidismo é uma doença em que a glândula tireoide libera os hormônios T3 e T4 em excesso, o que acaba interferindo no funcionamento de diversas funções do organismo, como o metabolismo.

O paciente, nessa condição, pode apresentar sintomas como sudorese, alteração nos batimentos cardíacos, perda de peso repentina, irritabilidade e nervosismo.

Pode ser desencadeada por uma série de fatores, podendo ser provocada por uma resposta autoimune do organismo, excesso de iodo, ingestão inadequada de hormônios tireoidianos (tratamento do hipotireoidismo), cirurgias na tireoide, presença de nódulos, alterações hormonais da gravidez, entre outros.

É mais prevalente nas mulheres, entre os 20 e 50 anos, mas também pode acometer os homens.

O prognóstico da doença, no entanto, depende muito da causa.

Na maioria dos casos, o tratamento medicamentoso é suficiente para controlar os níveis hormonais e promover a remissão dos sintomas. Em casos mais graves, terapias com iodo radioativo e cirurgia podem ser necessárias.

Infelizmente, na maioria dos casos, não existe uma forma de prevenção, mas é possível levar uma vida confortável com o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

O médico responsável por fazer o diagnóstico e acompanhar os pacientes, nessa doença, é o endocrinologista.

Na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), o hipertireoidismo é encontrado pelo código E05.

Como funciona a tireoide?

A tireoide é uma das glândulas do nosso corpo. É constantemente comparada ao formato de uma borboleta e que está localizada na garganta (região do pomo de Adão ou gogó).

Com peso aproximado de 15g a 25g, é uma das maiores e mais importantes glândulas do corpo humano.

Podemos dizer que todas o organismo, para funcionar perfeitamente, precisa que as glândulas funcionem de forma harmônica entre si.

No caso da tireoide, o funcionamento depende também da hipófise, uma outra glândula localizada na região cerebral.

É a hipófise que produz o hormônio que estimula a produção da tireoide, o TSH (thyroid-stimulating hormone ou hormônio estimulante da tireoide, em português).

Quando a hipófise libera TSH, a tireoide produz os hormônios triiodotironina e tiroxina (T3 e T4), que interferem em funções do nosso organismo como nossa capacidade de concentração, ciclos menstruais, batimentos cardíacos, funcionamento do intestino, tônus muscular, humor e respiração, por exemplo.

Quando, por algum motivo, a tireoide ou a hipófise não funcionam corretamente, a liberação desses hormônios fica prejudicada. Com isso, doenças como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo podem se desenvolver.

Hipertireoidismo e hipotireoidismo: qual a diferença?

Muitas pessoas confundem essas doenças, mas elas são condições opostas no funcionamento da tireoide e a maior diferença é na dosagem dos hormônios.

Enquanto no hipotireoidismo a secreção de T3 e T4 é insuficiente, no hipertireoidismo é em excesso. Assim, causam sintomas e complicações diferentes.

No hipotireoidismo, por exemplo, o organismo desacelera, pois o metabolismo não consegue funcionar corretamente com doses tão baixas de hormônios tireoidianos.

Por isso, nesses casos, os pacientes ficam mais cansados, apresentam fraqueza, sensibilidade ao frio, ganho de peso e intestino preso, ficando vulneráveis até mesmo a doenças como a depressão.

Já no hipertireoidismo, o metabolismo fica muito acelerado. Por isso, as pessoas podem ter uma perda de peso relevante sem motivo aparente, ficam mais intolerantes ao calor, o intestino fica mais funcional, apresentam suor excessivo, ficam mais irritados e ansiosos, entre outros sintomas.

Causas

O hipertireoidismo pode ocorrer como consequência de outros distúrbios do sistema endócrino. Uma das principais causas é a doença de Graves, responsável pela maior parte dos casos dessa condição.

No entanto, inflamação na tireoide, medicamentos e nódulos também podem provocar essa variação na dosagem de hormônios.

Entenda um pouco mais sobre essas causas:

Doença de Graves

A doença de Graves é uma doença autoimune em que os anticorpos do paciente atacam as células da tireoide, fazendo com que a produção de hormônios T3 e T4 seja excessiva.

Essa é a principal causa do hipertireoidismo, sendo uma condição sem formas de prevenção e mais comuns nas mulheres. Pode manifestar-se nos pacientes de qualquer faixa etária, mas é mais frequente entre 20 e 50 anos.

Um fator de risco para essa doença é o histórico familiar. Por isso, pessoas que possuem familiares com a doença devem ser orientados a realizar exames periódicos para verificar o funcionamento da tireoide e realizar dosagens hormonais através de exames laboratoriais.

Bócio

O bócio é uma condição em que a glândula tireoidiana apresenta um crescimento anormal, que pode, em alguns casos, ser perceptível na frente do pescoço (formando um papo ou inchaço).

Em alguns casos, é causado pela presença de nódulos (bócio nodular), mas pode ser também devido à doença de Graves, por medicamentos, infecções e carência de iodo.

Quando a pessoa nasce com essa disfunção na tireoide, caracteriza-se como um quadro de bócio congênito.

Tireoidite

A tireoidite é uma condição causada por diferentes tipos de inflamação na glândula da tireoide. Alguns tipos de tireoidite incluem a subaguda (tireoidite de Quervain), pós-parto, tireoidite de Hashimoto e fibrótica.

Nesses casos, a inflamação pode provocar tanto o hipotireoidismo como o hipertireoidismo.

Tireoidite subaguda

Também conhecida por tireoidite de Quervain, essa é uma inflamação na tireoide sem causa bem definida, mas com provável relação com as infecções virais na região.

Por ser uma condição subaguda, caracteriza como uma inflamação que se manifesta dentro de poucos dias, provocando um aumento da glândula (bócio) e, consequentemente, sintomas como dores e desconforto durante a deglutição.

Pós-parto

A tireoidite pós-parto é uma inflamação resultado de uma resposta autoimune, que pode ocorrer nas gestantes dentro do primeiro ano após o parto. Pode ocorrer com maior prevalência em mulheres que possuem outras doenças autoimunes, como diabetes mellitus tipo 1.

Tireoidite de Hashimoto

A tireoidite de Hashimoto é uma doença também autoimune e um dos tipos de tireoidites. No entanto, diferente dos outros, é uma das principais causas do hipertireoidismo

Tireoidite fibrótica

Também chamada de tireoidite de Riedel, a tireoidite fibrótica é uma inflamação crônica que ocorre por uma reação autoimune do organismo. Ao se espalhar pelos tecidos próximos da região da tireoide, acaba formando um bócio mais denso e endurecido.

Na maior parte dos casos, provoca o hipotireoidismo, mas também pode acabar despertando uma produção excessiva dos hormônios.

Medicamentos

Alguns medicamentos, até mesmo suplementos, que contêm hormônios tireoidianos na composição podem desencadear uma desordem na tireoide.

Eles são um dos fatores capazes de causar hipertireoidismo quando são usados de forma inadequada. No tratamento do hipotireoidismo, por exemplo, que é feito com reposição hormonal, o uso inadequado dessa medicação pode causar o hipertireoidismo.

Tumores

O surgimento de tumores benignos nas glândulas da hipófise ou da tireoide também pode causar o hipertireoidismo.

Uma compressão causada por esses tumores pode gerar a elevação da produção dos hormônios T3 e T4.

Tumores em outras partes do organismo, como ovário e testículo, também podem causar alguma desordem na tireoide por aumentarem a produção do hCG, um hormônio estimulado também durante a gestação.

O hCG, assim como o TSH, também aumenta a secreção dos hormônios T3 e T4.

Hipófise hiperativa

Nesses casos, a hipófise (ou glândula pituitária) libera em maiores quantidades o TSH, hormônio estimulante da tireoide. Essa liberação pode ocorrer por diversos motivos, como a presença de um tumor na hipófise.

Hipertireoidismo subclínico

O hipertireoidismo subclínico é a condição em que a concentração de TSH no sangue é baixa e os níveis de T3 e T4 são normais. Por isso, esses pacientes não costumam apresentar sintomas ou, quando apresentam, são mais leves.

É uma condição muito mais rara do que o hipotireoidismo subclínico.

Nesses casos, o tratamento pode ser diferente do que é feito nos pacientes com um hipertireodismo mais grave.

A necessidade de uma medicação deve ser discutida com o endocrinologista, sendo necessário o acompanhamento de forma periódica para avaliar as concentrações desses hormônios no sangue.

Fatores de risco

Existem grupos que estão mais propensos ao hipertireoidismo, mesmo esta sendo uma doença que pode acometer qualquer pessoa.

Ser mulher

O hipertireoidismo é uma doença muito mais prevalente em mulheres do que nos homens. Sendo que a doença de Graves, condição autoimune, ocorre em 7 mulheres para cada homem.

Além disso, a gestação também se torna um risco maior de desenvolvimento de alguma desordem na tireoide, devido a flutuação dos níveis hormonais deste período.

Histórico familiar

Entre as causas do hipertireoidismo, a principal é a doença de Graves, uma doença autoimune. Um dos fatores de risco para essa condição é o histórico familiar, o que acaba sendo, consequentemente, um risco para o hipertireoidismo também.

Hipertireoidismo em homens

Como visto, o hipertireoidismo é bem mais comum nas mulheres, mas também pode afetar os homens.

Um dos fatores que contribuem para essa diferença no número de casos entre os gêneros se dá, especialmente, pelo fato da doença de Graves — principal causa da desordem — ser 5% mais comum no sexo feminino.

Além disso, o período gestacional também pode acabar provocando alterações nas dosagens hormonais, o que favorece o número maior de casos de hipertireoidismo nas mulheres.

Nos homens, o hipertireoidismo pode provocar a ginecomastia, condição em que ocorre um crescimento das mamas como consequência do excesso de hormônios no organismo.

No entanto, não é tão comum. Acontece em um terço dos pacientes, podendo ser um dos primeiros sintomas.

O tratamento primário deve ser o de regularizar o hipertireoidismo, para estabilizar os níveis hormonais.

Para a ginecomastia, pode acontecer uma regressão natural do crescimento das mamas com o tratamento do hipertireoidismo. Em alguns casos, podem ser necessárias intervenções cirúrgicas para retirada dos tecidos.

Hipertireoidismo na gravidez

Durante a gestação, principalmente nos primeiros 3 meses, o organismo da mulher faz com que ocorra um maior estímulo da tireoide. Isso ocorre pois é liberado um número maior de hormônios de hCG (gonadotrofina coriônica humana), que, assim como o TSH, também estimula a glândula a secretar T3 e T4 em doses maiores.

Na maioria das gestações não acontece esse estímulo por hCG ou acontece por um período de tempo muito curto e imperceptível.

Mas, às vezes, o hipertireoidismo pode desenvolver-se. Nesses casos, a gestante pode apresentar sintomas como perda de peso, taquicardia, pressão alta, tremores nas pálpebras e alargamento da tireoide (bócio).

Para prevenir e tratar a condição, é indispensável o acompanhamento e diagnóstico das dosagens dos níveis de hormônios tireoidianos, especialmente diante de qualquer sintoma citado.

Hipertireoidismo engorda?

Não, o que acontece é geralmente o contrário.

As pessoas que possuem hipertireoidismo e que não estão em tratamento normalmente apresentam facilidade em perder peso, sem muitos esforços, devido ao aumento da velocidade do metabolismo — uma das principais características da doença.

No hipotireoidismo, geralmente ocorre o oposto, devido aos níveis altos de hormônios tireoidianos no organismo, que aceleram o funcionamento do metabolismo, exigindo maior gasto de energia e que, consequentemente, interferem no peso do paciente.

No hipotireoidismo, a insuficiência dos hormônios T3 e T4 provoca uma lentidão no metabolismo, o que facilita o ganho de peso.

Entretanto, é visto que, em alguns pacientes, especialmente nos mais jovens, é possível ocorrer ganho de peso com o hipertireoidismo. Nesses casos, o que interfere é o aumento considerável no apetite e não uma falha no funcionamento do metabolismo.

Mas, de modo geral, é mais característico o emagrecimento repentino como um sintoma e não o contrário.

Sintomas de hipertireoidismo

Os hormônios tireoidianos em excesso provocam várias reações no organismo, resultando em sintomas que são típicos do hipertireoidismo. Nessa condição, o paciente apresenta um metabolismo acelerado, que desencadeia sintomas como taquicardia, suor em excesso, alterações no ciclo menstrual e irritabilidade.

Por secretar hormônios em níveis altos, o hipertireoidismo acelera o metabolismo do paciente e dessa forma promove a perda de peso, mesmo que a pessoa não altere a alimentação. Outros sintomas incluem:

Variações no ciclo menstrual

Por ser uma doença que interfere nas doses hormonais, pode causar também alterações no período menstrual. No hipertireoidismo, as mulheres podem ter uma redução no fluxo e, em alguns casos, pode ocorrer uma pausa na menstruação.

Exoftalmia (olhos arregalados)

A exoftalmia é uma inflamação que pode acometer os pacientes que possuem hipertireoidismo por causa da doença de Graves. Nessa condição, o paciente pode ficar com os olhos esbugalhados, consequência da inflamação que “empurra” os olhos mais pra frente.

Batimentos cardíacos acelerados

Um dos sintomas do hipertireoidismo é a alteração que provoca no ritmo dos batimentos cardíacos. Nessa condição, diferente do que ocorre no hipotireoidismo, eles ficam mais acelerados. Sem tratamento, esse sintoma pode se agravar para problemas mais graves.

Perda de peso

As pessoas nessa condição, por terem um metabolismo mais acelerado, podem emagrecer mesmo mantendo a mesma dieta. É considerado um sintoma clássico do hipertireoidismo.

Aumento do apetite

Ao mesmo tempo que pode ocorrer uma perda de peso sem explicação aparente, o paciente com hipertireoidismo pode sofrer também com um aumento expressivo no apetite. Em alguns casos, esse apetite maior pode causar ganho de peso, mas não é o mais comum.

Ginecomastia

A ginecomastia é uma condição em que ocorre um crescimento anormal das mamas nos homens, por um excesso de tecido na região. No hipertiroidismo, isso acontece devido à desregulagem hormonal que acontece no organismo.

Alterações emocionais

Além de todos os sintomas físicos, os pacientes com hipertireoidismo também podem sofrer com algumas variações emocionais. Com condição não tratada, podem ficar mais irritados, nervosos e ansiosos devido aos hormônios.

Outros sintomas

O hipertireoidismo pode também interferir na sensibilidade do paciente ao calor, provocar maior sudorese, cãibras, fadiga e evacuações mais frequentes

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do hipertireoidismo é realizado normalmente por um médico endocrinologista, que avalia os sintomas e solicita exames de sangue para avaliação da dosagem de hormônios T3, T4 e TSH.

Quando há sintomas mais clássicos da doença, como perda repentina de peso, intolerância ao calor, intestino funcionando de forma mais acelerada, tremores e palpitações, por exemplo, o diagnóstico pode ser mais fácil.

No entanto, nem sempre é assim, já que o paciente pode apresentar sintomas pouco específicos e que não indicam que possa se tratar de uma variação nos níveis hormonais.

Por isso, é importante que o endocrinologista faça um exame físico eficiente, para investigar esses sintomas.

No exame físico, que ocorre normalmente no primeiro contato com o médico, o especialista ouve as queixas do paciente e avalia os sintomas apresentados por ele.

Nesse momento, é importante que o paciente conte se possui também outras condições clínicas, se toma alguma medicação e também que relate sobre seus hábitos de sono e alimentares, pois são fatores que podem estar associados à doença

Em alguns casos, é possível verificar se há inchaço no pescoço, que pode indicar que a tireoide está em um tamanho anormal, um dos possíveis sinais da doença.

Exames

Na consulta com o endocrinologista, os seguintes exames podem ser feitos ou solicitados.

Exame de sangue

O exame de sangue realizado para rastrear o hipertireoidismo pode ser feito com três finalidades principais: para a dosagem do TSH, do T3 e do T4.

A partir do resultado desses níveis hormonais, é possível confirmar o diagnóstico da doença.

Teste de absorção de iodo radioativo

Em alguns casos, pode ser solicitado um teste de absorção de iodo radioativo, exame também chamado de cintilografia da tireoide. Ele não é exatamente um teste de diagnóstico do hipertireoidismo, mas ajuda a descartar outras doenças.

Nesse exame, o paciente ingere uma pequena quantidade de iodo radioativo, que é absorvida pela tireoide. A partir disso, é possível obter imagens da tireoide através de um equipamento que se chama gama câmara.

Pode ser feito para descartar a hipótese de se tratar de um caso de câncer da tireoide, já que o exame identifica possíveis nódulos malignos. Quando o exame aponta a presença de algum nódulo assim, o médico pode solicitar uma biópsia.

Ultrassom

O ultrassom, um exame de imagem comum, pode ser feito para que o médico consiga visualizar melhor o tamanho e formato da tireoide, avaliando se está dentro do esperado ou se é possível identificar algum nódulo.

Também pode ser feito para identificar se esses nódulos são de massa sólida ou cística.

Hipertireoidismo tem cura?

Depende. Em alguns casos o hipertireoidismo pode ter cura, como no caso de um hipertireoidismo provocado por inflamações, tumores, medicamentos ou alimentação rica em iodo. Nesses casos, apesar da remissão, há chances de recidivas.

Contudo, quando se trata de um caso de hipertireoidismo por doença de Graves, não há cura. Felizmente, nessas condições, os pacientes podem contar com tratamento para tornar a doença controlada.

Tratamentos

O tratamento do hipertireoidismo consiste no uso de medicamentos, na administração de iodo radioativo ou, em casos mais graves, em cirurgia.

Remédios

O tratamento medicamentoso do hipertireoidismo é feito com medicamentos antitireoidianos e betabloqueadores, que inibem a produção de hormônios tireoidianos em excesso.

Iodo radioativo

O iodo, ou iodeto de potássio, é uma substância química presente na alimentação humana. Consumimos ele através da alimentação, utilizando o sal de cozinha. Em pequenas quantidades, é capaz de ajudar a manter o funcionamento da tireoide.

Leia mais: Conheça os perigos do sódio em excesso

O iodo radioativo, por sua vez, é uma substância usada na medicina para ajudar no diagnóstico e tratamento de problemas da tireoide, sendo comum em pacientes que apresentam tumores tireoidianos, já que esse tipo de iodo é capaz de destruir células cancerígenas.

Existem, portanto, 2 tipos de radiação emitidos por esse iodo, sendo a radiação gama (semelhante aos raios X) e radiação beta, usada nos pacientes que ainda possuem células cancerígenas mesmo após cirurgia para retirada de tumores.

No caso do hipertireoidismo, pode ser usado também como tratamento quando a causa da doença se dá pela presença de um tumor.

Porém, pode ser indicado também para pacientes com a doença de Graves ou em outras condições que, por motivos que podem variar, não conseguiram controlar a produção dos hormônios com medicamentos.

Cirurgia

Em alguns casos, quando o tratamento medicamentoso não é suficiente para controlar o hipertireoidismo, pode ser necessário que o paciente tenha que passar por algum procedimento cirúrgico chamado tireoidectomia.

Nessa cirurgia, pode ser necessária a retirada total ou parcial da glândula tireoide.

Após a cirurgia, o tratamento desses pacientes continua através do uso de hormônios tireoidianos, para prevenir o efeito contrário: o hipotireoidismo.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso do hipertireoidismo é feito a partir de dois tipos principais de medicamentos: os antitireoidianos e os betabloqueadores. Eles possuem uma ação no organismo de inibição dessa produção em excesso dos hormônios.

Antitireoidianos

Esses medicamentos são responsáveis por frear a ação da tireoide quando ela está hiperativa, isto é, secretando em doses elevadas os hormônios T3 e T4.

Com a medicação, os sintomas começam a ser controlados, mas não é tão imediato. Pode levar algumas semanas ou meses até que as doses hormonais estejam totalmente sob controle.

Esse tratamento, em alguns casos, não é para toda a vida. Há pacientes que permanecem em terapia medicamentosa por um ano, em média, e conseguem ter controle total da doença. Outros, contudo, podem ter recaídas, o que exige o uso da medicação novamente.

O uso deve ser feito somente com a orientação do endocrinologista, que deve fazer um acompanhamento, pois os remédios podem provocar efeitos colaterais graves à saúde do fígado, por exemplo.

Outras reações que podem ocorrer em pessoas alérgicas incluem urticária, dor nas articulações, febre e erupções na pele.

Alguns exemplos de antitireoidianos incluem o Tapazol e Propilracil.

Betabloqueadores

Os betabloqueadores (cloridrato de propranolol) são normalmente usados para o tratamento de outras doenças, como a hipertensão.

Nos pacientes com hipertireoidismo, eles são usados para alívio dos sintomas, não tendo ação sobre o funcionamento da tireoide.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Receber o diagnóstico de alguma doença não é fácil. Com a condição, muitas dúvidas sobre como será o dia a dia dali pra frente surgem. É assim também com quem tem o hipertireoidismo.

Apesar de ser uma doença com tratamento e, em alguns casos, com remissão completa, algumas mudanças também podem ser necessárias e adaptações ou hábitos saudáveis podem ser feitos para ajudar no tratamento:

Manter uma dieta balanceada

Pacientes nessa condição devem manter uma dieta equilibrada e saudável, buscando alimentos nutritivos e que façam bem para o funcionamento da tireoide, como algas marinhas, quinoa, óleo de peixe, castanha-do-Pará, leites, ovos, carne vermelha.

Uso de suplementos

O hipertireoidismo pode provocar uma maior fragilidade óssea, por interferir na absorção de cálcio e vitamina D. Nesses casos, o médico pode orientar o paciente a tomar também suplementos.

Praticar exercícios

Praticar atividades físicas é sempre válido. Além de todos os benefício, manter uma rotina de exercícios é importante para fortalecer os músculos e o sistema cardiovascular.

Prognóstico

O prognóstico do hipertireoidismo depende da causa. De modo geral, os pacientes conseguem tratar a condição e levar uma vida sem grandes dificuldades ou limitações. Para isso, podem precisar de medicação para o resto da vida.

Sem tratamento, o hipertireoidismo causado por doença de Graves, por exemplo, pode causar sérios riscos à saúde, piorando com o tempo.

Complicações: hipertireoidismo pode matar?

Sim, o hipertireoidismo quando não tratado pode se agravar ao ponto de levar o paciente à morte, devido a uma série de complicações que pode desencadear.

As principais complicações incluem problemas como:

Problemas oculares

Alguns pacientes que possuem a doença de Graves desenvolvem problemas oculares, condição chamada de oftalmopatia de Graves.

Nesse caso, podem apresentar os olhos mais esbugalhados, inchados ou vermelhos. Também podem ter maior sensibilidade à luz (fotofobia), visão duplicada e turva.

Osteoporose

A quantidade de hormônios secretados no hipertireoidismo interfere na quantidade de cálcio e outros minerais importantes para a saúde óssea. Dessa forma, os pacientes que não recebem tratamento adequado possuem um risco maior de desenvolver a osteoporose.

Leia mais: Material restaura ossos e pode substituir transplante de medula

Problemas cardíacos

Os hormônios T3 e T4 podem afetar o ritmo cardíaco, devido ao metabolismo mais acelerado.

Com essa variação cardíaca, o paciente fica mais vulnerável a doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, que pode levá-lo à morte.

Riscos gestacionais

Mulheres com hipertireoidismo possuem um risco maior de sofrer aborto espontâneo do que as gestantes que não apresentam essa doença.

Crise tireotóxica ou tempestade tireoidiana

Nesta condição, o paciente tem um aumento repentino dos sintomas, em que se tornam mais graves, acompanhado de febre, batimentos cardíacos acelerados e, em alguns casos, delírios.

Quando ocorre, é necessário ajuda médica urgente, pois o paciente pode sofrer sequelas graves, correndo risco de morte.

Como prevenir o hipertireoidismo?

O hipertireoidismo, na maior parte dos casos, não é uma doença que possui prevenção, como quando é causada pela doença de Graves, ao se desenvolver na gestação ou por um tumor, por exemplo.

Em alguns casos, certos cuidados podem ser tomados para tentar prevenir a doença, como quando é causado por medicamentos ou por excesso de iodo.

Nessas situações, o hipertireoidismo pode ser prevenido através da alimentação, sendo cerca de 150 microgramas de iodo o suficiente para preservar o funcionamento da tireoide.

Para isso, é recomendado o consumo de alimentos como salmão, pescada, bacalhau e frutos do mar.

Também é aconselhável evitar o excesso de alimentos como couve, repolho e nabo, pois eles possuem uma substância chamada tiocianato, que podem interferir no funcionamento da tireoide.


Assim como o hipotireoidismo, o hipertireoidismo também é uma desordem da tireoide bastante comum e que pode causar complicações graves. Por isso, é indispensável manter uma rotina de exames para medir os níveis de hormônios secretados pela glândula.

Obrigada pela leitura e continue acompanhando nossos artigos sobre saúde e bem-estar!

Publicado originalmente em: 29/06/2017 | Última atualização: 26/03/2019

Fontes consultadas

Consenso brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo: recomendações do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Scielo.

26/03/2019 10:02

Estela (Minuto Saudável)

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Ver comentários

  • Tenho Hipertiroidismo. Sou hiper ativa 18 hs por dia. Sou atleta. Pego muito peso. Tenho hiper apetite. Sou extremamente magra. Ultrapasso meus limites. Tenho insônia. Estou muito cansada. Resolvi desacelerar um pouco. Pasmem. Tenho 67 anos. Meu nome é Creusa Freitas Cardoso.

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  • Olá boa noite eu tenho hipoteriodismo foi descoberto agora esse mês preciso tomar remédio pro resto da vida?

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    • Olá!

      Como toda doença crônica, o hipotireoidismo necessita de acompanhamento e tratamento constante. É importante que você esclareça todas suas dúvidas com seu endocrinologista.

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  • Olá, tinha hipertireoidismo, não sei se curou, pois comecei uma alimentação adequada, e engordei! Ia ao medico e sempre pedia para repetir os exames, e os resultado sempre era de melhora! E nunca receitava medicamentos. Então como comecei a engordar parei de ir ao médico, porque sempre repetia os exames e eu engordando. Gostaria de saber se é normal hipertireoidismo curar sozinho?
    Obrigada

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    • Olá Priscilla!

      O hipertireoidismo é uma doença crônica, que requer um tratamento contínuo para manter os níveis de hormônio dentro dos valores adequados. Se você possui essa doença, é importante que faça um acompanhamento médico regularmente para que este profissional indique qual o melhor tratamento de acordo com suas condições de saúde.

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  • Gostei muito do conteúdo, tirou muito minhas dúvidas já que fui diagnosticada e não conhecia detalhes da doença.

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  • Boa noite, tenho 69 anos e descobri que tenho hipertiroidismo há uns 4 anos. O médico receitou Tapazol mas quando terminou o vidro não tomei mais pois ele não me disse pra tomar por quanto tempo. De 1 ano pra cá meu apetite que nunca aumentou, agora sumiu! Como muito pouco e forçando para engolir, ando me sentindo muito fraca. Sei que tenho que ir ao médico mas tenho medo de descobrir mais doenças pois sempre acontece isso.... Alguém toma algum remédio que estimule o apetite, qual? Muito obrigada.

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  • Bom dia!
    Me chamo Ágata, há 2 meses descobrir que minha filha de 4 anos tem hipertiroidismo.
    fizemos os exames, levei ao especialista e o mesmo passou o tapazol. 1 mês após o uso do medicamento foi repetido os exames e ao invés de controlar ou baixar o anti-tpo dela de 348 do exames anterior agora esta em 500,28 o TRAB deu 16,78.
    estou desesperada. Pois ela esta perdendo muito peso, sentindo praticamente quase todos os sintomas.

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  • Boa tarde, estou escrevendo pra dizer que curei meu hipertireoidismo. Em abril/2017 percebi que estava com os batimentos muito acelerados, sempre acima de 100. Fiz exames e descobri o hiper. Além disso, sentia muita fome e emagreci muito. Comecei a tomar remédio (Tapazol) até controlar. Quando meus níveis de TSH aumentaram (alguns meses depois), comecei a diminuir a dose do remédio até parar de tomar. No total, fiquei quase 1 ano tomando remédio. Hoje estou curada. Muito provavelmente desenvolvi o hiper por causa de um surto de estresse. Agradeço ao meu endocrinologista Dr. Rubens (Niterói-RJ) que acertou em cheio no meu tratamento.

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  • Essas informações foram de muita importância para mim.
    Eu tenho 49 anos, e , em 2009 quando fui fazer um cateterismo, o médico me pediu pra levantar a cabeça e engolir a saliva,mas não consegui.
    Ele simplesmente me olhou e disse que eu tinha hipertireoidismo. Mas na época não quis saber, pois já estava tensa demais com o procedimento que iria fazer.
    Depois do cateterismo minha situação ficou pior por conta da suspensão do atenolol. Tomei atenolol de 50mg por 10 anos.
    De lá pra cá, por conta da piora nos batimentos cardíacos e todo resto, voltei a tomar a medicação com autorização médica, mesmo não tendo dado alteração nenhuma no eletrocardiograma.
    Fiz exames por 2 vezes e deu tudo normal, mas o pescoço estava bem inchado e os sintomas mais fortes.
    Então o médico me sugeriu um ultrassom por desconfiar de nódulos na tireóide, mas ainda não fiz.
    Hoje, 04/06/2018, estou aqui deitada, pois toda vez que tento fazer alguma coisa, meu coração dá um soco no peito, e acelera. Fico ofegante.
    Não durmo a noite.
    Não saio mais de casa sozinha.
    Às vezes parece que vou morrer.
    Estou escrevendo para desabafar, pois vivo sobre muito estresse, e na maioria das vezes os aborrecimentos é que me fazem passar mal.
    Agradeço pela atenção!

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  • Olá! Adorei o conteúdo deu pra entender e tirar muitas dúvidas que eu tinha, descobri uma alteração na minha tireóide e vou tratar!

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  • Eu tenho hipertireoidismo, os sintomas começaram em 2016. Me tratei só por 3 meses de setembro/17 até dezembro/17 e parei, pois não tenho dinheiro para comprar o remédio. Em janeiro os sintomas pioraram. Tem 2 anos que estou doente, meu coração está muito acelerado, estou sempre cansada, tenho muito sono, não aguento fazer nenhum esforço físico.
    Já é a segunda vez que tenho essa doença. Da primeira vez foi em maio/2002, eu tinha 25 anos, estava casada e tinha condições de tratar. Meu tratamento durou até o começo de 2004.
    Essa doença aparece em mim quando meu estado mental está abalado. Da primeira vez eu filho faleceu e agora com meu divórcio.
    Tenho 42 anos agora em 2018.

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  • Eu tive uma forte crise sno passado de hiper, agora esta normal os exames devido ao uso de tapazol! Essa medicaçao vou ter que usar por quanto tempo?

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    • Olá Jussie,

      O Tapazol, inibe a produção dos hormônios da tireoide, que são produzidos em excesso quando ocorre o hipertireoidismo. O tempo adequado de tratamento depende do seu quadro clínico geral, por isso recomendamos que você procure seu médico e leve até ele os resultados dos exames. Com todas essas informações em mãos, ele poderá definir a interrupção ou não do seu tratamento.

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  • Minha filha tem hipertiroidismo, e fez tratamento errado por quase três anos com psiquiatra, neurologista, psicologo, e a 15 dias ficou sabendo através de um exame simples no sangue.

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  • Olá!
    A minha ginecologista após meu relato de alguns sintomas (nervosismo,ansiedade,suor repentino)solicitou um exame de sangue para medir a quantidade de hormônios da tireoide (principalmente T4) no qual foi constatado que tenho hipertireoidismo.Fui encaminhada a endocrinologista que solicitou:cintilografia e ultrassom da tireoide dentre outros exames.aA mesma,receitou tapazol e atenolol.Atualmente estou me sentindo bem!Já fiz alguns exames,faltando apenas a Cintilogafia.O médico que fez a ultrassom adiantou que possuo nódulos.Estarei indo médica na próxima semana.Muito essa matéria.Muita informação que eu desconhecia!Obrigada!

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  • Oi boa tarde ..encontrei essa publicação pesquisando sb hipertiroidismo,tenho esse distúrbio á mais de 20 anos,já fiz uso d tapazol e do propiltiouracil...hoje faz 1 ano q não tomo nada...sinto uma leve aceleração cardíaca e tenho um sono leve...na maioria do tempo estou fadigada..porém n geral tenho poucos sintomas,gostaria de saber se o café interfere no meu metabolismo pois sou viciada kkkkk..pois tomo todos os dias Preciso saber ...Apenas faço uso do propranolol. Obrigada. AAA tenho 47 anos.Meu nome é Maria Imaculada!

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    • Olá Maria,
      Primeiramente se você tem hipertireoidismo diagnosticado não é recomendado ficar sem a medicação. É necessário fazer exames e ter acompanhamento médico para ter a certeza de que a medicação não está sendo necessária. Mesmo que você aparentemente tenha poucos sintomas, eles podem se agravar com o passar do tempo e comprometer a sua saúde, procure um médico para fazer um acompanhamento! O café é uma bebida estimulante, que pode aumentar alguns sintomas do hipertireoidismo, como a ansiedade, por exemplo. Deve ser evitado ou consumido com moderação. Esperamos ter ajudado!

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  • Oi boa noite eu tenho hipertireoidismo a 3 anos eu passava com o hidocrinoligista e ele me encaminhou pro pescoço e cabeça chegando lá a Dr me tirou meus remédios por 2 meses daí pra frente comecei a fica Rui o que acabou acontecendo a pescoço e cabeça me mandou de novo pro hidocrinoligista ele me almentou as dosagens de remédios só que tem dias que tenho umas sensações horríveis pareço que vou morrer tenho umas agonias horrível no corpo gostaria de saber se é normal essas coisas que estão acontecendo com migo

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    • Olá Josefa!

      A sensação de agonia e angústia pode ser sintoma de uma depressão ou um quadro de ansiedade. É importante que você consulte um médico para obter um diagnóstico e iniciar o tratamento adequado (caso seja necessário). Não deixe de buscar um especialista ;)

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  • Olá eu tenho esse probleminha de nome esquisito "doença de graves". Não digo o tratamento á uns cinco anos tem não faço acompanhamento com o endocrinologista tento levar uma vida normal sem tratar é complicado pois só quem vive nessa condição conhece a dificuldade e tbm se desconhece tudo é incerto mas tudo é provável com o hipertireoidismo!!!! Sinto dores insuportáveis nas articulações principalmente nos pés,tornozelos e nas mãos, olhos secos e irritados sempre sei q é bem difícil manter a qualidade de vida sem fazer o tratamento , tenho 37 anos mas me sinto com muito mais idade ,um cansaço fora do comum é como se meu corpo precisasse de descanso 24 horas por dia , tento não pensar muito nos sintomas mas eles simplesmente tão em mim o tempo todo algo q é anormal pra mim é q consigo manter meu peso sempre próximo dos 70 kg.
    Algo q é difícil demais pra mim é fazer o tratamento uma vez q estou aguardando uma consulta com o endocrinologista á muito tempo pelo SUS tem sido difícil fazer tratamento uma vez q não temos acesso às especialidades pelo SUS . Mas sei q preciso seguir em frente com o tratamento e recuperar o tempo perdido se é q é possível 🤔

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    • Olá, Claudiana.
      O tratamento é muio importante para amenizar os sintomas. Após você ajustar a dose do medicamento, o controle da disfunção tireoidiana é mais fácil. Fazendo exames de sangue regulares, você e seu médico vão encontrar a dosagem adequada e sua qualidade de vida será estabilizada.
      O endocrinologista é o especialista mais indicado, porém, um clínico geral pode te receitar o medicamento até que você consiga a consulta com o especialista. Isso vai possibilitar que você comece o tratamento mais rápido e elimine os sintomas.

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  • Um dos sintomas, também poderia ser, um nó na garganta?
    Dificuldade pra engolir?
    Isso me incomoda o tempo todo....
    Parece que tem um bolo preso na garganta...essa sensação é mto ruim...
    Agradeço desde já...

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    • Olá, Mirna.
      O hipertireoidismo pode aumentar a glândula da tireoide, que fica na região do pescoço. A maioria dos pacientes não percebe nenhum incômodo, mas é possível que ocorra.
      Outro fator está relacionado com a agitação e ansiedade, causada pela disfunção. Ou seja, esse nó na garganta pode ser resultado do quadro emocional.
      Todos os casos, o mais indicado é sempre buscar uma avaliação médica.

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  • Ola boa noite eu mesma pedi ao medico uma checagem de colesterol, glicose juntamento com exames femininos anuais e o medico pediu muitos exames dentre eles o exame que o ginecologista me informou que eu estava com hipertiroidismo e pediu que eu procurasse um endocrino...nunca imaginei que tivesse algum problema ...ainda estou assustada procurando saber mais sobre a doenca...fiz o exame em abril e somente hoje levei ao medico gineco ...ja havia mostrado o exame a um clinico que nao viu nada anormal...hoje apresentei com todos outros exames ao gineco que viu esse problema no mesmo exame apresentado ao clinico...estou insegura sobre quem tem razao...pelos sintomas apresentados no site nao tenho...tenho 1,70 e peso em torno de 82 kg estaveis...sera preciso repetir exame para confirmar?

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    • Olá, Angelica.
      O exame de tireoide é bastante seguro e são raras as divergências de resultado.
      Converse com o endocrinologista que te atendeu e esclareça suas dúvidas quanto ao exame. Você também pode buscar uma segunda opinião e, se necessário, repetir os exames.

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  • Olá, me chamo Natália. Sempre tive hipotireoidismo, mas como meu TSH sumiu muito, minha endócrina receitou um aumento do Puran T4 de 25mm foi pra 50mm. E agora a doença reverteu e estou com hipertireoidismo, meu TSH está 0,01 e por isso já imagreci 11kg. Há 5 meses que estou hipertireoidismo sem tratar devidamente, esperando o SUS.

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  • Olá, tenho 35 anos e através de uma convulsão descobri que tenho hiper,perdi minha visão por três meses e quando voltou uma sensibilidade cm a luz, tenho todos os sintomas e estou sofrendo muito com eles, quando eu descobri já estava avançado, estou tomando o tapazol de 10mg, três vezes ao dia, no início emagreci muito, mas agora estou engordando muito, estou em um momento muito difícil com essa doença!

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