O que é Hiperglicemia, sintomas, tratamento e consequências

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O que é Hiperglicemia

Hiperglicemia é um termo médico designado para a alta taxa de glicose (açúcar) no sangue e, normalmente, afeta as pessoas que sofrem de diabetes, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2. O quadro acontece pelo fato do corpo não conseguir remover essa taxa de glicose do sangue e transformá-la em energia, por conta da falta de insulina no mesmo. Além disso, ela possui um desenvolvimento lento, isto é, tem duração de vários dias.

A doença pode ser causada por diversos fatores nem sempre ligados à diabetes e necessita de tratamento para que possa evitar o desenvolvimento de diversas complicações que podem vir a aparecer, como defeitos nos vasos sanguíneos, órgãos e nervos.

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Como identificar uma crise de hiperglicemia?

A taxa de açúcar no sangue pode ser facilmente consultada através de seu monitoramento a partir do teste de glicose. A taxa normal é de até 110 mg/dL, portanto, ao passar disso, considere-se com hiperglicemia.

Índice neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é Hiperglicemia
  2. Tipos
  3. Causas
  4. Sintomas da Hiperglicemia
  5. O que fazer diante de um quadro de Hiperglicemia?
  6. Diagnóstico
  7. Tratamento para Hiperglicemia
  8. Complicações e consequências da Hiperglicemia
  9. Prevenção

Tipos

São existentes dois tipos de hiperglicemia:

Hiperglicemia de jejum

Acontece quando sua taxa de açúcar no sangue está maior do que 130 mg/dL (miligramas por decilitros), medida padrão de um organismo que não recebe alimento e bebida durante um período de 8 horas.

Hiperglicemia pós-refeição

Após duas horas da refeição, a sua taxa de açúcar no sangue deverá estar em, no máximo, 180 mg/dL. Caso ela esteja acima disso, um caso de hiperglicemia pode estar ocorrendo. É importante salientar que pessoas não-diabéticas possuem a taxa de glicose pós-refeição na faixa dos 140 mg/dL.

Causas

A hiperglicemia ocorre quando há pouca insulina no organismo de uma pessoa ou quando ele não consegue usá-la da maneira correta. Essa elevada taxa de glicose no sangue se deve, na maioria das vezes, pelo fato da pessoa ser diabética, já que seu organismo não possui insulina suficiente para quebrar as moléculas de glicose e transformá-las em energia para o mesmo.

Nem sempre a condição se deve a essa causa, mas sim a outros três fatores: os gatilhos para a hiperglicemia, determinadas doenças ou, ainda, o uso de alguns medicamentos. Confira abaixo o que caracteriza cada um deles.

Gatilhos para a hiperglicemia

Algumas situações podem, repentinamente, elevar a sua taxa de glicose no sangue. São elas:

  • Estresse emocional;
  • Mudança de medicamento;
  • Dose errada ou insuficiente de insulina;
  • Mudança de dieta ou comer demasiadamente;
  • Alta ingestão de alimentos que contém hidratos de carbono, isto é, alimentos com açúcares simples ou que se transformam em açúcares simples;
  • Não se exercitar regularmente;
  • Algum tipo de doença, como o resfriado;
  • Estar ferido ou se recuperando de uma cirurgia.

Doenças

Algumas condições médicas podem ser as responsáveis pelo quadro de hiperglicemia, são elas:

Medicamentos

O uso de alguns medicamentos pode aumentar o risco do aparecimento de quadros de hiperglicemia:

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  • Corticosteróides;
  • Octreotida;
  • Betabloqueadores;
  • Epinefrina;
  • Diuréticos tiazídicos;
  • Niacina;
  • Pentamidina;
  • Inibidores da protease;
  • L-asparaginase;
  • Antipsicóticos, como olanzapina e duloxetina;
  • Administração aguda de estimulantes, como anfetamina.

Sintomas da Hiperglicemia

Os sintomas da hiperglicemia podem ser divididos em precoces e tardios. Entenda melhor:

Sintomas precoces

Reconhecer os sintomas precoces da doença faz com que ela seja tratada o quanto antes. Esses sintomas são:

Sintomas tardios

Quando a hiperglicemia não é tratada de imediato, ela pode gerar ácidos tóxicos (cetonas) em seu sangue e urina (cetoacidose). Dentre os sintomas dessa condição, estão:

  • Hálito com mau cheiro de fruta;
  • Perda de peso (com a falta de insulina, o corpo começa a gastar a gordura já estocada no corpo e não a dos açúcares ingeridos);
  • Náuseas e vômitos;
  • Respiração curta;
  • Boca seca;
  • Cansaço;
  • Confusão;
  • Coma;
  • Dor abdominal.

O que fazer diante de um quadro de Hiperglicemia?

As medidas a serem tomadas podem ser de duas vertentes e irão depender se você é ou não diabético. Veja:

Se você não for diabético

Caso possua um medidor de glicose em casa, faça a autoverificação. Porém, caso não o possua, mas apresente sintomas como aumento de apetite, micção frequente, boca seca e muita sede, procure atendimento médico imediatamente.

Para a consulta, leve consigo as seguintes informações:

  • Hábitos alimentares (principalmente quando relacionados à ingestão de carboidratos);
  • Nome e horário de ingestão de medicamentos e/ou suplementos;
  • Possíveis situações de estresse;
  • Quantidade de água ingerida no dia;
  • Número de idas ao banheiro.

Se você for diabético

Se você já foi diagnosticado anteriormente com diabetes, o ideal é que a verificação da glicose seja feita, pelo menos, três vezes ao dia. Caso a sua taxa de glicose esteja acima do recomendado, faça uma visita ao médico e veja com ele o que poderá ser feito para prevenir quadros semelhantes futuramente.

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Diagnóstico

São existentes diferentes tipos de exames de sangue que podem ser solicitados pelo médico especialista clínico geral ou endocrinologista a fim de verificar se você está, ou não, com hiperglicemia. Veja abaixo quais são:

Glicemia aleatória

Esse teste visa medir a taxa de glicose presente no sangue em um determinado ponto no tempo. O valor, normalmente, varia entre 70 e 125 mg/dL.

Glicemia no jejum

Os níveis normais de glicose no sangue nesse período antes de comer ou beber qualquer coisa desde a noite anterior são inferiores a 100 mg/dL. Acima disso, outras condições de saúde podem estar em jogo:

  • Entre 100 a 125 mg/dL: pré-diabetes;
  • Acima de 126 mg/dL: diabetes.

Teste de tolerância à glicose

Usado geralmente para diagnosticar diabetes gestacional, esse teste mede a taxa de glicose no sangue em determinados pontos no tempo, após a ingestão de uma certa quantidade de açúcar pelo paciente.

Glicohemoglobina A1c

Esse exame mede o nível de glicose ligado diretamente aos glóbulos vermelhos. A partir dele, pode-se verificar os níveis de açúcar no sangue nos últimos 2 a 3 meses.

Tratamento para Hiperglicemia

Como a hiperglicemia, muitas vezes, está atrelada a um quadro de diabetes, conversar com o seu médico sobre maneiras de controlar a taxa de açúcar em seu sangue é fundamental. Dentre as sugestões que ele pode te dar, estão:

Exercícios físicos

Fazer exercícios regularmente é uma forma muito efetiva para controlar a taxa de glicose no sangue. Porém, se você apresentar quadro de cetoacidose (cetonas em excesso que surgem na urina ou sangue, por conta da insuficiência de insulina), não se exercite, pois a atividade pode elevar ainda mais a glicose em seu organismo.

Tomar a medicação corretamente

Se você possui quadros de hiperglicemia de forma recorrente, o seu médico poderá reajustar a dosagem ou o horário em que deverá ser tomada.

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Seguir a sua dieta

Pessoas diabéticas necessitam de uma dieta específica, onde comer menos e evitar bebidas açucaradas ajuda no controle da glicose e muito. Caso você tenha dificuldades para seguir essa dieta, peça a ajuda de seu médico ou, se preferir, de um nutricionista.

Verificar a taxa de glicose no sangue

Ficar de olho em seu nível de glicose é muito importante. Para isso, pode-se utilizar aparelhos caseiros, não precisando ir até o médico para a avaliação. A verificação se faz mais importante ainda quando você está doente ou desconfiado de um quadro de hipoglicemia ou hiperglicemia.

Ajustar a sua dose de insulina

Um ajuste na dose de insulina ou o uso de um suplemento de insulina de ação curta pode ajudar no controle da hiperglicemia. Converse com o seu médico sobre essas opções.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações e consequências da Hiperglicemia

As complicações de um quadro de hiperglicemia podem ser classificadas em dois grupos: as emergenciais e as de longo prazo. Saiba o que é cada um deles:

Complicações emergenciais

Quando a sua taxa de glicose no sangue está muito elevada ou persiste por um longo período de tempo, duas complicações emergenciais podem surgir:

  • Cetoacidose: Quadro que se desenvolve por causa das cetonas em excesso que surgem em seu sangue ou urina, causadas pela falta de insulina suficiente no organismo para quebrar as moléculas de glicose e transformá-las em energia. A cetoacidose pode gerar um coma diabético, se não tratada, gerando até mesmo a morte.
  • Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica: Essa condição é caracterizada pela presença da insulina no corpo, mas que não funciona da forma adequada, o que faz com que os níveis de glicose no sangue sejam superiores a 600 mg/dL. Dessa forma, a glicose é eliminada através da urina, causando aumento na frequência da urinação. Se não tratada imediatamente, a síndrome hiperosmolar hiperglicêmica pode gerar risco de vida e coma.

Complicações de longo prazo

Se não tratada, a hiperglicemia pode causar diversas complicações ao longo do tempo:

  • Doença cardiovascular;
  • Neuropatia (dano no nervo);
  • Nefropatia (dano nos rins) ou insuficiência renal;
  • Retinopatia (dano nos vasos sanguíneos da retina), podendo ocasionar a cegueira;
  • Catarata;
  • Problema nos pés, causados por nervos danificados ou fluxo de sangue insuficiente, e que podem precisar de amputação quando mais graves;
  • Problemas ósseos e articulares;
  • Problemas de pele, como infecções bacterianas, fúngicas e feridas não cicatrizantes;
  • Candidíase, pelo fato do fungo responsável se alimentar da glicose armazenada na parede das células dos pacientes diabéticos, principalmente nas genitálias;
  • Problemas nos dentes e infecções na gengiva.

Prevenção

Como não há um medicamento específico para o controle da hiperglicemia, além da insulina, as formas de tratamento da condição tornam-se, também, as de prevenção. Relembre:

  • Seguir uma dieta apropriada;
  • Praticar exercícios físicos de forma regular;
  • Tomar os medicamentos nos horários certos;
  • Monitorar a taxa de glicemia no sangue;
  • Relatar doenças e estresses incomuns ao médico;
  • Listar os medicamentos ingeridos, inclusive os que não precisam de prescrição.

A hiperglicemia não é sinônimo de preocupação, desde que você saiba controlar de forma adequada a sua taxa de glicose no sangue e, ao perceber que algo está estranho, consultar um médico de sua confiança. Compartilhe o texto com seus amigos e conhecidos, quanto mais pessoas tiverem acesso a ele, melhor!

Referências

http://www.medicinenet.com/hyperglycemia/article.htm
http://www.your.md/condition/hyperglycaemia
http://www.webmd.com/diabetes/guide/diabetes-hyperglycemia#1
https://www.tuasaude.com/hiperglicemia/
https://www.bd.com/brasil/diabetes/page.aspx?cat=19151&id=63815
http://www.diabetes.org.br/para-o-publico/hiperglicemia
https://en.wikipedia.org/wiki/Hyperglycemia
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/hyperglycemia/basics/definition/con-20034795
http://www.apdp.pt/diabetes/a-pessoa-com-diabetes/hiperglicemia
http://fransmoribe.blogspot.com.br/2011/03/diabetes-x-candidiase.html
http://www.mundoboaforma.com.br/hiperglicemia-o-que-e-quais-sao-os-sintomas-e-o-que-fazer/#

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