Repelente para grávidas (icaridina, DEET), marcas, qual o melhor?

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Para que serve o repelente?

Falta de saneamento básico, além do clima úmido e quente são alguns dos fatores que favorecem o aparecimento de mosquitos, como Aedes aegypti (transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana), Haemagogus e Sabethes (vetores da febre amarela silvestre).

Segundo a pesquisa realizada pela Fundação Bill e Melinda Gates, os mosquitos ficam em primeiro lugar como responsáveis pela morte no mundo, em segundo, vem os próprios seres humanos. Cerca de 1 milhão de pessoas vão à óbito por doenças transmitidas por eles.

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As gestantes, no entanto, devem redobrar os cuidados. Doenças como dengue e zika trazem sérios problemas para a mãe e para o feto. Entre as medidas adotadas, está o uso de repelentes, que distanciam os mosquitos do ambiente.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. Para que serve o repelente?
  2. Como age o repelente?
  3. Tipos
  4. Princípios ativos
  5. Grávida pode usar?
  6. Importância do repelente para gestantes
  7. Como usar
  8. Marcas e opções de repelentes
  9. Preço e onde encontrar
  10. A picada
  11. Mosquitos transmissores de doenças
  12. Outras medidas para afastar mosquitos
  13. Perguntas frequentes

Como age o repelente?

Os repelentes alteram a percepção do mosquito por meio de uma camada de vapor de até 4 centímetros acima da superfície da pele. O produto não é nocivo ao ser humano.

Tipos

Os repelentes podem ser classificados como de contato ou espaciais. De contato são aqueles passados ou borrifados diretamente na pele, evitando que o mosquito se aproxime e realize a picada. São os mais indicados na defesa contra mosquitos que propagam doenças.

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Já os espaciais, disseminam o componente repelente no ar, matando ou repelindo mosquitos em locais fechados, como quartos. Vale ressaltar que os repelentes espaciais são uma das alternativas para se proteger contra insetos. Não são tão eficazes quanto os de contato e não os substituem.

No geral, podem ser apresentados na forma de espirais, sprays, cremes ou elétricos.

Espirais

Os espirais são uma das opções de repelentes espaciais. Devem ser queimados em ambientes abertos e por pouco tempo. Alerta-se para riscos de incêndio e pela fumaça, que é prejudicial ao ser humano.

Sprays

O spray, conforme a escolha, pode ser aplicado na pele (repelente de contato) ou no ambiente (repelente espacial). A praticidade deste formato é uma de suas vantagens.

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Pessoas com muitos pelos nos braços e pernas ou que tendem a ter mais oleosidade na pele, costumam optar por este tipo.

Cremes

Algumas versões de creme possuem ação hidratante, deixando a pele mais macia. Outra possibilidade é unir o repelente com o protetor solar. Por serem repelentes de contato, estão entre os mais utilizados para combater os mosquitos causadores da dengue, chikungunya, zika e febre amarela silvestre.

Elétrico (de tomada)

Os repelentes elétricos ou de tomada, como também são conhecidos, estão na categoria dos espaciais. Podem ser apresentados em formato líquido ou em pastilhas.

No formato líquido, podem garantir até 12 horas de proteção por pelo menos 30 noites. Eles liberam pelo ambiente inseticidas que afastam os insetos. São mais eficientes perto de portas e janelas.

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As pastilhas, por sua vez, proporcionam o afastamento dos mosquitos por 12 horas, sendo necessária a troca de refil depois desse tempo.

Princípios ativos

No Brasil, os repelentes costumam apresentar em sua fórmula um dos seguintes princípios ativos:

Dietiltoluamida (DEET)

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para gestantes, o DEET é o princípio ativo mais utilizado em repelentes de loção.

A dietiltoluamida foi criada pelo exército dos Estados Unidos em 1946 com o intuito de proteger os soldados em locais com muitos insetos, passando a ser usado pelos cidadãos estadunidenses em 1957.

O material é incolor e apresenta um leve odor. Pode ser apresentado em formato de spray líquidos, loções e bastões, agindo contra mosquitos, moscas, larvas, pulgas e carrapatos.

Sua ação interfere na busca de sangue, pois dificulta a atração química exercida pelo mosquito. Em uma concentração de 10%, sua eficácia fica em torno de 2 horas, nos de 20% a 40%, este tempo aumenta para 10 horas. No Brasil, produtos à base de DEET geralmente possuem concentração inferior a 20%.

Devido a alta temperatura e umidade do país, sua durabilidade pode ser menor, especialmente na permanência em locais abertos por períodos prolongados.

Alguns efeitos colaterais incluem irritações na pele, reações alérgicas, dermatites (inflamação cutânea) e, em casos específicos, intoxicação.

Icaridina

Presente em cremes e géis, a icaridina, também conhecida como hidroxietil isobutil-piperidina carboxilato ou picaridina, causa desordem no sistema olfativo do inseto. Ela repele mosquitos (transmissores da dengue, chikungunya, zika vírus, malária, febre amarela, leishmaniose) e carrapatos.

O produto é incolor, não possui cheiro, deixa a pele com um aspecto suave e não oleosa, além de manchar pouco os tecidos das roupas. A irritação da pele acontece de forma mais amena se comparado ao DEET.

Sua fórmula é mais concentrada, cerca de 20% a 25%, o que garante uma eficácia similar ao DEET, com proteção por um período de 4 a 8 horas. No entanto, sua durabilidade está associada ao tipo de mosquito. A icaridina é eficaz por 5 horas, com uma taxa de proteção de aproximadamente 97% contra o Aedes aegypti.

IR3535

O IR3535, também chamado de etil butilacetilaminopropionato ou EBAAP, é constituído por várias substâncias. O sintético é indicado para crianças, sendo sua composição mais suave e de menor concentração.

Em uma composição de 15%, sua efetividade é de 4 a 6 horas. No entanto, se a gestante desejar usá-lo, é preciso fazer a aplicação a cada 2 horas para garantir sua eficácia.

Grávida pode usar?

Sim, as grávidas podem usar repelente. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há contraindicações para gestantes, desde que os produtos estejam registrados no órgão e que as instruções de uso sejam seguidas corretamente.

Os repelentes à base de DEET são os mais recomendados para gestantes. Isto se deve porque o produto não prejudica o feto e nem a mãe, além de proteger contra outros animais (moscas, larvas, pulgas e carrapatos). Outro fator importante é o seu tempo de proteção, que é maior se comparado com outros princípios ativos.

Importância do repelente para gestantes

Os mosquitos possuem um bom sentido de direção quando se trata da busca pelo sangue. Eles são capazes de identificar a temperatura corpórea do ser humano, a exalação de ácido lático (que auxilia na descamação da pele) pelo suor e o dióxido de carbono liberado quando soltamos o ar.

Mulheres grávidas são mais suscetíveis ao mosquito porque neste período seu corpo sofre um pequeno aumento de temperatura, cerca de 0,7 graus. Outro fator é a quantidade de dióxido de carbono emitido: 21% a mais do que as demais pessoas. Por isso a importância da proteção de gestantes contra insetos, especialmente daqueles que transmitem doenças.

Como usar

Antes de começar a se proteger contra os mosquitos, leia as instruções de uso contidos na embalagem. Nela são estabelecidas a quantidade e frequência de administração do produto.

A Anvisa recomenda que os repelentes de tomada ou espirais, devem ser utilizados em locais com grande circulação de ar, a 2 metros de distância das pessoas. Além disso, pessoas asmáticas e com alergias respiratórias não devem estar no mesmo ambiente.

Outros cuidados de aplicação devem ser adotados:

  • Passar na pele 15 minutos após o uso de maquiagem, hidratantes e protetores solares;
  • Evitar o contato com mucosas (olhos, nariz, boca e região íntima);
  • Lavar as mãos depois de utilizá-lo;
  • Antes de aplicar repelentes em creme, umedecer com as mãos a pele exposta e depois colocar o conteúdo moderadamente, passando de forma uniforme;
  • Em repelentes em spray, verificar se há a necessidade de agitar ou não. Usar o produto em movimento lento de varredura. Ao proteger o rosto, borrifar primeiro nas mãos e depois passar na face;
  • Não inalar o produto em spray;
  • Não utilizar próximo a alimentos;
  • Lavar áreas do corpo e roupas que contenham o produto quando o uso for dispensável;
  • Não aplicar o repelente em partes do corpo que estejam cobertas, pois isso aumenta as chances de reações. A aplicação, no entanto, pode ser feita por cima das roupas, especialmente quando o tecido não impede a entrada do mosquito;
  • Não dormir com o produto na pele;
  • Usar até 3 vezes ao dia;
  • Manter o repelente longe do alcance das crianças;
  • Ler o rótulo para saber se há risco de inflamar. Caso haja, evitar administrar o produto perto de chamas abertas ou cigarros acesos.

A eficácia do produto está relacionada a forma como ele é administrado e demais condições, como:

  • Exercícios físicos, suor;
  • Contato com água;
  • Temperatura do ar;
  • O nível de atração do mosquito, que é variável para cada pessoa.

Cuidado!

O mau uso de repelentes pode ocasionar intoxicação e reações alérgicas, que varia de acordo com a sensibilidade de cada um, concentração, tipo de repelente e se a pele está lesionada, o que permite a entrada de substâncias.

O DEET, por exemplo, pode ocasionar irritação na pele em pessoas não tolerantes à sua composição e nas que tiveram contato com o produto por um período prolongado. Em casos incomuns, algumas declarações informaram que o DEET provocou distúrbios no sistema nervoso central (confusão ou convulsões). A icaridina pode irritar os olhos e a pele.

Em casos de reações alérgicas, lave a região. Se o problema persistir, consulte o médico com a embalagem do produto em mãos.

Marcas e opções de repelentes

Para proteger a si mesma e ao bebê de doenças transmitidas através de mosquitos, as futuras mamães possuem muitas opções no mercado. Porém, antes de comprar, é importante consultar seu médico. Confira algumas opções:

Preço e onde encontrar

O preço do repelente varia de acordo com sua tipologia, podendo variar em média de 3 reais, quando em espiral, à 50 reais, nos formatos de spray ou gel. Podem ser encontrados em redes de farmácias e supermercados.

Em nosso site comparador de preços, Consulta Remédios, é possível encontrar diversas opções de repelentes em farmácias online de todo o país, inclusive nos locais que entregam em sua região.

Além disso, os repelentes são distribuídos gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde para grávidas em situações de vulnerabilidade — residir em locais endêmicos, ser usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), apresentar contraindicações à vacina da febre amarela — e cadastradas no programa Bolsa Família.

A picada

Devido à sua visão bem desenvolvida, os mosquitos focalizam locais mais finos da pele, onde conseguem enxergar a curvatura dos vasos sanguíneos, o que favorece a perfuração. Através desse contato, o inseto infiltra no organismo enzimas anticoagulantes e anestésicas, tornando difícil sentir a picada.

Em resposta corporal surge coceira e inchaço na área afetada. Insetos comuns, como pernilongos e borrachudos, não fazem mal ao bebê e nem a mamãe, sendo necessário apenas a lavagem do local com água e sabão.

Contudo, determinados insetos trazem consigo vírus de doenças ainda mais perigosas para gestantes.

Mosquitos transmissores de doenças

Mosquitos que transmitem doenças, como o Aedes aegypti, Haemagogus e Sabethes, exigem que a pessoa contaminada tenha acompanhamento médico e tratamento específico. No período gestacional, as defesas do organismo da mulher tendem a enfraquecer, agravando os sintomas.

Aedes aegypti

O inseto Aedes aegypti é preto com manchas brancas pelo corpo todo, mede menos de 1 centímetro e um tempo médio de vivência de 30 dias. Sua picada ocorre durante o dia.

Contudo, somente as fêmeas são transmissoras de doenças, visto que os machos se alimentam apenas de frutas. Típico de regiões tropicais, o mosquito se prolifera através de água parada, sendo que a fêmea pode chegar a pôr 150 a 200 ovos.

Ele é responsável por transmitir doenças virais como Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela urbana, todas prejudiciais para o feto e a mãe.

Dengue

Existem quatro tipos de vírus da dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Os sintomas iniciam três dias depois da picada, por um período de 2 a 7 dias.

A pessoa pode sentir:

  • Febre alta súbita (39 a 40 ºC);
  • Dor de cabeça e ao redor dos olhos;
  • Dor muscular e nas articulações;
  • Fraqueza;
  • Aparecimento de lesões na pele;
  • Coceira;
  • Diarreia;
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Estremecimento;
  • Falta de apetite.

Nas futuras mamães, a doença pode desencadear complicações como hemorragia, convulsões e insuficiência hepática (suspensão da função do fígado), podendo levar ao óbito.

Na maioria dos casos, o bebê não corre riscos. Porém, em situações mais agravadas, pode ocorrer partos prematuros e irregularidades fetais. A transferência da dengue da mãe para o filho já foi apontada em alguns casos.

A amamentação é permitida pois o colostro (secreção líquida produzida pela mãe após o parto) e leite materno contêm anticorpos que defendem a criança do vírus.

Chikungunya

A Chikungunya é uma doença causada pelo vírus CHIKV, do grupo Togaviridae. Além do Aedes aegypti, ela também pode ser transmitida pelo Aedes albopictus.

O nome significa “aqueles que dobram” e vem do swahili, idioma tailandês. A referência é da fisionomia arqueada dos pacientes na primeira epidemia identificada na Tanzânia, na década de 1950.

Os sintomas manifestam-se de 2 a 12 dias após a picada, com duração de uma semana, podendo aumentar para três semanas. Em 30% das ocorrências, as pessoas não os apresentam.

Os indícios são parecidos com os da dengue, mas neste caso as dores nas articulações são contínuas:

  • Febre alta abrupta;
  • Intensa dor de cabeça;
  • Dor nas costas;
  • Dor muscular e nas articulações (mãos, pés, dedos, tornozelos e pulsos);
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Arrepios;
  • Manchas vermelhas corporais.

Normalmente, a doença não traz riscos para o bebê, mas há casos de aborto espontâneo em situações de contração no início da gestação. Alguns apontamentos sugerem que a criança pode ser contaminada em contato com o sangue da mãe durante o parto (normal ou cesárea).

Os recém-nascidos portadores desse vírus podem sofrer complicações, como infecção grave, dificuldade em se alimentar, inchaço, doenças de pele ou convulsões.

Não é possível ter Chikungunya mais de uma vez. A partir do primeiro contágio, a pessoa fica imune pelo resto da vida.

Zika

O Zika Vírus (ZKV) surgiu no Brasil em 2015 e foi nomeado devido ao local de origem onde foi constatado pela primeira vez, na floresta Zika, em Uganda no ano de 1947.

Em 80% dos casos não há presença de sintomas. Os sinais mais comuns são:

  • Febre baixa;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor leve nas articulações;
  • Coceira;
  • Manchas vermelhas na pele.

Algumas pessoas podem apresentar também inchaço corpóreo, dor de garganta, tosse e vômito. Geralmente o problema desaparece sozinho em torno de 3 a 7 dias. Complicações são incomuns, mas a condição pode levar à morte.

O vírus da Zika é muito temido por gestantes, pois ele pode causar microcefalia.

A microcefalia é caracterizada pela malformação congênita do cérebro que não se desenvolve de maneira normal, tornando a cabeça e o cérebro menores em comparação a outras crianças de mesma idade e sexo.

Em 2015 houve uma epidemia de microcefalia no nordeste do país. O Ministério da Saúde (MS) atestou a ligação entre o vírus Zika e microcefalia.

De acordo a revista acadêmica Cell Host & Microbe, o vírus atinge células cerebrais, importantes na construção dos ossos e da cartilagem do crânio.

Febre amarela urbana

Não há registros de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. O vírus e os sintomas são os mesmos da febre amarela silvestre, mudando apenas o vetor de transmissão.

Neste caso, o mosquito Aedes aegypti pica uma pessoa infectada e depois segue para outra pessoa saudável que esteja exposta.

Os primeiros sinais ocorrem de 3 a 6 dias após o contágio:

  • Febre repentina;
  • Fortes dores de cabeça;
  • Dores no corpo;
  • Calafrios;
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Fadiga;
  • Fraqueza.

Segundo o Ministério da Saúde, na maior parte dos casos, há melhora no estágio inicial da doença. No entanto, 15% dos pacientes não apresentam os sintomas nas primeiras horas ou durante um dia, evoluindo para o quadro mais grave da febre amarela, sendo que 20% a 50% dessas pessoas podem morrer.

Nestas situações, o paciente pode ter:

  • Febre alta;
  • Icterícia (cor amarela da pele e do branco dos olhos);
  • Hemorragia, principalmente no sistema gastrointestinal;
  • Estado de choque;
  • Insuficiência múltipla de órgãos.

Apesar dos riscos, a vacina contra a febre amarela não é recomendada para gestantes, mas é possível realizar uma consulta médica e averiguar os prós e contras, de acordo com cada situação. A vacina é contraindicada para mulheres que estão amamentando bebês com menos de 6 meses e crianças com idade inferior a 9 meses.

Haemagogus e Sabethes

Haemagogus e Sabethes são transmissores da febre amarela silvestre. Ambos são encontrados em matas e beiras dos rios. Em 2016, foram contabilizados 761 casos da doença e 246 pessoas mortas.

A transmissão é feita através da picada do mosquito em macacos contaminados e, posteriormente, no ser humano.

Outras medidas para afastar mosquitos

Além do uso de repelentes para afastar insetos transmissores ou não de doenças, é importante tomar precauções para evitar o surgimento do mesmo.

Elimine focos do mosquito

Não deixe água parada, pois este é o meio de reprodução do Aedes aegypti. Vasos de plantas e vasilhas de água para animais devem ser trocados com regularidade. Uma dica é colocar areia nos recipientes das plantas.

Esteja atento ao acúmulo de água em pneus, canos ou calhas. Em caso de armazenamento de água da chuva, não deixe por mais de uma semana e não esqueça de tampar.

Escolha as roupas corretamente

Roupas escuras chamam a atenção do mosquito. Por isso, invista em roupas claras e mais confortáveis, pois a picada pode ocorrer por cima do tecido. Além disso, use calças e camisas de manga comprida.

Evite perfumes florais

Fragrâncias florais e adocicadas tendem a atrair mosquitos. O ideal é usar produtos sem cheiro. No entanto, aromas como lavanda, citronela, capim-limão ou cravo podem ajudar à afastá-lo.

Use telas e mosquiteiros

Colocar telas em portas e janelas, além de mosquiteiros na cama, impede que o mosquito entre no ambiente.

Não vá para lugares endêmicos

Se possível, não vá para regiões com surtos de doenças relacionadas à transmissão por mosquitos, como no caso da febre Amarela silvestre e Zika Vírus.

Perguntas frequentes

Repelente causa problemas congênitos no feto?

Toda gravidez tem chances de 3% a 5% do bebê apresentar um problema congênito, ou seja, de nascença. Esta condição é conhecida como risco de fundo. Poucos repelentes foram analisados relacionando sua utilização em gestantes com problemas desenvolvidos no feto.

Uma das análises apontou que casos de hipospádia (quando a abertura do pênis encontra-se na parte de baixo, não na ponta) ocorreram mais em bebês em que as mães passaram repelentes no início da gestação. No entanto, este estudo não comprovou que os repelentes foram a causa da anomalia.

Na segunda metade da gestação foi observado em 449 mulheres o uso diário de DEET. Não foi percebido anomalias congênitas e nem problemas no desenvolvimento das crianças até seu primeiro ano.

Os demais tipos de repelentes não foram verificados. Contudo, por possuírem baixa toxicidade, entende-se que a absorção sanguínea ocorreria de maneira insuficiente para causar algum tipo transtorno, se administrado de maneira apropriada.

Usar repelentes na amamentação é permitido?

Há poucas pesquisas acerca do uso de repelentes durante a amamentação. Porém, deve-se avaliar as vantagens em aplicá-los, visto que as doenças transmitidas por mosquitos podem trazer sérios danos para o bebê e a mãe.

Os cuidados ao utilizar os produtos devem ser os mesmos seguidos durante a gestação. Porém, a mulher deve atentar-se para não passar o repelente no local dos mamilos, para que a criança não tenha contato através da sucção.

O que acontece quando ocorre a absorção de DEET na pele?

Quando aplicado, uma pequena parcela (cerca de menos de 10%) de DEET pode ser absorvida pelo corpo e cair na corrente sanguínea.

De acordo com estudos, a absorção do DEET na pele se dá em maior quantidade quando a aplicação é feita em conjunto com o álcool ou quando o álcool é ingerido. Protetores solares com DEET também aumentam a infiltração cutânea.

O componente pode ser detectado na corrente sanguínea até 12 horas após a administração. Dentro do organismo, o DEET é integrado pelo fígado e expelido através da urina em até 24 horas. Em casos de grande absorção, pode haver intoxicação.

O que acontece com o DEET no ambiente?

Em contato com o solo, a substância pode ser fragmentada por bactérias e fungos. Na maior parte das vezes, o produto incorpora-se à superfície, mas pode migrar para outros solos. Na água, não dilui facilmente.

Devido a sua grande utilização, o DEET pode ser encontrado em águas residuais (água descartada pela indústria, comércio, residências e plantações) e nos meios de passagem, como esgotos e encanamentos.

No ar, como névoa ou vapor, ele é decomposto na atmosfera. O período para isto ocorrer está sujeito a temperatura, umidade e vento.


Os repelentes são grandes aliados no combate contra mosquitos transmissores de doenças. Futuras mamães devem redobrar os cuidados, pois além de correrem mais riscos, os bebês também podem ser afetados.

Consulte seu médico e veja qual repelente é o mais indicado para você. Não deixe de compartilhar o post!

Fontes consultadas

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