O que é Espasmo Muscular (costas, pernas), causas, tratamento

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O espasmo muscular ocorre por diferentes fatores que levam o músculo a se contrair involuntariamente, alternando com relaxamento (clônico) ou mantendo-se enrijecido (tônico), podendo apresentar dor e limitar os movimentos.

Eles são mais mencionados no meio esportivo ou em praticantes de atividades físicas, mas talvez você já tenha sentido a pálpebra pulsar sozinha ou foi acometido por um repuxão intenso na perna, a tão famosa câimbra.

Ainda mais comum são as cólicas e soluços, que apesar de pouco associados às contrações musculares involuntárias, são um tipo de espasmo.

Índice – neste artigo você vai encontrar as seguintes informações:

  1. O que é espasmo muscular?
  2. Como ocorrem as contrações musculares
  3. Contratura, estiramento ou distensão muscular?
  4. Tipos de espasmos musculares
  5. Espasmos da musculatura lisa
  6. Causas de espasmos muscular
  7. Fatores de risco
  8. Sintomas
  9. Como é feito o diagnóstico?
  10. Tem cura?
  11. Qual o tratamento para espasmo do músculo esquelético?
  12. Qual o tratamento para espasmos do músculo liso?
  13. Medicamentos
  14. Prognóstico
  15. Complicações
  16. Como prevenir os espasmos musculares?
  17. Curiosidades

O que é espasmo muscular?

Às vezes podem ser acompanhados de dores e desconforto, mas em outras, podem ser apenas movimentos incômodos de uma parte ou todo o grupo muscular.

Os espasmos podem ser provocados ou proporcionados por ações do sistema nervoso central (SNC) ou por agentes externos (por exemplo, um movimento brusco).

Apesar do nome remeter, num primeiro momento, à uma condição grave — podendo tirar jogadores de campo no meio de um jogo decisivo —, o espasmo não é uma lesão, mas apenas uma contração da musculatura.

Os espasmos são reflexos ocasionando encurtamentos involuntários das fibras musculares que, em geral, são uma resposta de proteção às estruturas do corpo. Ou seja, os músculos sofrem uma contração ou encurtamento a fim de proteger a região de possíveis lesões ou agravamentos.

Esse mecanismo de proteção não é completamente conhecido, mas os sinais e sintomas são bem identificáveis: dor, incômodo local, enrijecimento muscular, além da contração e relaxamento constante. Esse último — em que parece que o músculo está pulando —, é o caso da mioquimia palpebral, quando o cantinho da pálpebra fica tremendo e gera um certo incômodo.

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Para compreender qual a relação da contração com a proteção da estrutura corporal, basta você lembrar de alguma vez que tenha se machucado ou sentido dor: o movimento mais imediato (e involuntário) é a contrair (ou puxar) o membro para perto do corpo.

Por exemplo, se você estiver cozinhando e o fogo arder sua pele, retirar a mão, puxando-a para junto ao tronco, tende a ser uma resposta inconsciente para proteger a integridade da pele.

Assim ocorre com os músculos também, fazendo com que, em geral, os espasmos sejam uma resposta à uma inflamação, lesão ou condição estressante.

Lembrando que os espasmos não são lesões ou machucados, apenas condições que podem ser causadas por estresse, batidas, pancadas, sobrecarga muscular, atividades físicas intensas, além de ser sintomas decorrentes de doenças como diabetes, tireoide, doença de Parkinson, varizes e doenças venosas, por exemplo.

Entre tantos fatores desencadeantes, saber as causas nem sempre é fácil. Mas a região afetada pode indicar qual o possível motivo do espasmo. Enquanto os espasmos na pálpebra são normalmente causados por estresse, os que ocorrem nas pernas podem ser por excesso de exercícios, por exemplo.

Como ocorrem as contrações musculares?

Nosso corpo é composto por 9 grupos musculares e cerca de 650 músculos (dependendo do modo que são agrupados), que representam aproximadamente entre 40% e 50% do peso corporal (se você gostar de musculação, provavelmente esse valor é maior).

Há 3 tipos de musculatura: a lisa, a esquelética e a cardíaca. A musculatura lisa realiza os movimento involuntários e compõem os órgãos e vasos sanguíneos, por exemplo.

Os músculos esqueléticos recobrem os ossos, têm ação voluntária e possuem fibras estriadas esqueléticas, alongadas e que se dispõem paralelamente. E a musculatura cardíaca é semelhante à estriada, mas possui ação involuntária.

Compostas por aproximadamente 75% de água e 20% de proteína, as fibras musculares esqueléticas (aqueles que realizam movimentos a partir da nossa vontade) possuem um tamanho que pode variar muito, indo de 5mm e podendo chegar à 50cm, com diâmetro entre 0,01mm à 0,1mm.

No corpo humano há cerca de 1/4 de bilhão de fibras musculares esqueléticas e cerca de 420 mil nervos motores conectados. Ou seja, cada fibra nervosa pode estar ligada a mais de uma fibra muscular.

A actina e miosina são as protagonistas da contração muscular, pois são as duas principais proteínas envolvidas na movimentação.

De maneira resumida, as duas proteínas são atraídas entre si, mas durante o repouso há um complexo denominado tropomiosina que impede as substâncias de se tocarem. Quando há um estímulo, a actina e miosina se encostem, promovendo a contração muscular.

Porém, não basta que você queira movimentar uma parte do corpo, é preciso que o músculo receba um estímulo do neurônio motor, chamado de potencial de ação.

Ao passar para o músculo, há uma série de alterações que ocasionam a saída do complexo tropomiosina entre a miosina e actina, possibilitando que as proteínas se liguem e, portanto, o músculo se contraia.

Como uma fibra nervosa está ligada a várias fibras musculares, ao ocorrer um comando nervoso de contração, todas as fibras musculares inervadas a ela são ativadas ao mesmo tempo, fazendo com que o movimento seja rítmico, preciso e coordenado.

Quando o sistema neuromotor emite sinais (liberando neurotransmissores), esses sinais criam o potencial de ação na membrana da célula muscular. A contração nada mais é, de modo simplificado, do que um encurtamento ou retração das fibras.

Ao cessar o impulso nervoso, ocorre o desligamento do comando de contração, permitindo que haja o relaxamento e o retorno dos filamentos de fibra à posição inicial, e o consequente alongamento muscular.

O que gera a dor muscular?

A contração muscular não gera exatamente uma lesão, apenas um encurtamento do músculo (ele se contrai, portanto, fica menor). Esse encurtamento gera uma tensão sobre as fibras e causa um acúmulo ou sobreposição fibrosa, formando pontos-gatilho.

Chamados também de nódulos musculares, esses pontos-gatilho são a causa da dor — que pode ocorrer constantemente ou apenas quando a região é pressionada ou movimentada. Inclusive, essa é uma das principais causas de dor muscular, podendo ainda acometer tendões e ligamentos.

E não é só a dor que se manifesta nesses casos, pois os nódulos podem comprimir fibras nervosas sensitivas (que levam os impulsos nervosos do músculo ao sistema nervoso) e os vasos sanguíneos, prejudicando a circulação sanguínea.

Para amenizar a dor devido aos pontos-gatilho se deve alongar a fibra muscular, promovendo a descompressão da região. Para isso, podem ser usadas intervenções medicamentosas (com relaxantes muscular), alongamentos, aplicação de compressas, liberação miofascial e terapias complementares (como acupuntura).

Contratura, estiramento ou distensão muscular?

A contratura é o espasmo muscular. Ou seja, não representa uma lesão, mas apenas uma contração involuntária do músculo. Geralmente a contratura ocorre quando há dor, tensão ou um exigência elevada das fibras musculares (excesso de exercício físico).

O estiramento muscular é um alongamento exagerado do músculo, que causa ruptura em uma parte das fibras musculares, que é a parte vermelha do tecido.

Já a distensão é bastante semelhante ao estiramento, pois ocorre devido ao alongamento excessivo do músculo, porém a região lesionada é diferente. Nesse caso, ocorre uma lesão na junção músculo-tendínea ou no tendão propriamente dito.

E quanto ao grau?

Tanto o estiramento quando a distensão podem apresentar 3 graus de lesão.

Nas lesões de grau 1, sejam distensões ou estiramentos, há apenas um alongamento excessivo, que causa dor, mas não há ruptura das fibras.

No grau 2, há uma lesão parcial maior do tecido muscular. Ou seja, algumas fibras são efetivamente rompidas e há um comprometimento muscular mais grave, geralmente com dores mais acentuadas e dificuldade de movimentar a região.

Nas lesões de grau 3, há um rompimento completo ou de grande parte do tecido muscular, em que todas as fibras vermelhas são afetadas ou todo o ligamento tendíneo é rompido. Consequentemente, a dor é mais intensa e os movimentos ficam mais limitados.

Tipos de espasmos musculares

Os tipos de espasmo podem ser definidos pelo tipo de músculo acometido ou pelo tempo de contração.

A câimbra e a mioquimia de pálpebra são os tipos mais conhecidos e recorrentes de contrações involuntárias do músculo esquelético, já as cólicas são um dos tipos comuns de espasmos da musculatura lisa.

Quanto à musculatura acometida:

  • Músculos esqueléticos: geralmente, os espasmos nesse grupo muscular são causados por condições estressantes, como excesso de atividades físicas ou fatores emocionais.
  • Músculos lisos: as causas dos espasmos do músculo liso são diversas, podendo envolver intoxicação (como o espasmo do estômago), estresse emocional, condições patológicas (como doenças intestinais) ou causas biológicas (como cólicas menstruais).

A musculatura cardíaca é geralmente afetada por espasmos que podem ocorrer nas artérias coronárias, restringindo o fluxo sanguíneo e comprometendo a saúde do paciente. Nesse caso, tem-se uma insuficiência cardíaca ou infarto.

Não existe uma classificação oficial de espasmos musculares, mas eles podem ser divididos pela duração da contração, sendo separados entre clônicos ou tônicos.

Espasmo clônico

São os espasmos musculares com rápidas contrações seguidas de relaxamento do músculo. Em geral, são os que ocorrem na pálpebra e dão aquela sensação de olho tremendo (chamada de mioquimia de pálpebra).

A duração é variada, podendo iniciar e cessar em poucos minutos ou persistir por alguns dias. Geralmente estão associados a causas estressantes, exaustão física e mental ou tiques nervosos, e são menos ocasionados pela prática de atividades físicas.

Esses espasmos clônicos têm, portanto, origem neurológica e podem provocar mudanças de posição do membro ou parte do corpo ou limitação do movimento. Por exemplo, movimentação da pálpebra, retração da mão ou dificuldade em alongar as pernas.

Mioquimia de pálpebra

É um dos tipo mais comuns de espasmos clônicos, sendo caracterizado por movimentos levemente incômodos no canto do olho. Em geral, acredita-se que são causados por fatores emocionais, como estresse ou cansaços extremo (físico ou mental).

Quando ocorrem, o mais comum é que o médico sugira diminuir o estresse e esperar o reflexo cessar naturalmente. Mas em casos persistentes, é preciso investigar as causas.

Espasmo tônico

Nos espasmos tônicos, o músculo é acometido por contrações prolongadas, sem o relaxamento da região, geralmente durando alguns minutos, mas que podem se prolongar (é o caso dos torcicolos).

O espasmo tônico na musculatura esquelética que é acompanhado de dor e repuxamento do músculo, na maior parte das vezes, é considerado uma câimbra.

Espasmos da musculatura lisa

Vale lembrar que os espasmos podem acontecer na musculatura esquelética e lisa, ou seja, nos órgãos. A condição nem sempre representa fatores graves e, na verdade, faz parte da rotina de muitas pessoas, sobretudo mulheres.

Isso porque as cólicas são contrações da parede uterina, que causam dor e desconforto. Além delas, a irritação do intestino pode gerar aumento das contrações do órgão, envolvendo episódios de espasmos.

Causas de espasmos muscular

Em geral, os espasmos acontecem para proteger as estruturas do corpo, como ligamentos, nervos, discos vertebrais. Quando essas estruturas estão sofrendo alguma pressão, o espasmo se manifesta como uma precaução ou um sinal de que algo está errado no corpo.

A maioria é causada por condições de estresse físicos ou emocional, mas em alguns casos, as contrações são sintomas de doenças musculares, varizes, doenças venosas ou doenças do metabolismo.

Conheça um pouco sobre algumas causas dos espasmos:

Traumas ou lesões

Quando o músculo sofre um trauma, as fibras são danificadas e há um comprometimento dos movimentos, geralmente causando dores intensas.

Vale lembrar que traumas musculares podem ser aqueles sofridos durante a prática esportiva (rupturas muscular, torção, estiramento e esforço excessivo e repetitivo) ou causados por pancadas ou esmagamento (um acidente de carro, por exemplo).

Quando os traumas ocorrem, as fibras musculares ficam mais frágeis e, se a recuperação não for adequada, podem prejudicar o paciente por longo tempo (causando dores e limitações de movimento).

Vamos supor que você esteja praticando um exercício físico ou apenas vá pegar algo do chão. O movimento brusco, repentino ou inesperado ocasiona um alongamento indevido das fibras musculares, fazendo com que o organismo gere uma resposta protetiva do organismo.

Ou seja, o músculo se contrai para evitar um agravamento da condição do músculo. Mas se você sofreu um machucado e não se recuperou devidamente, os espasmos podem ocorrer inclusive em períodos de repouso.

É como se a região estivesse se contraindo para avisar que algo ainda não está devidamente solucionado.

Desidratação

A desidratação, prolongada ou pontual, pode causar distúrbios eletrolíticos. Ou seja, o organismo apresenta concentrações incorretas ou insuficientes de nutrientes e substâncias essenciais para a manutenção das funções.

Entre essas substâncias estão o sódio, o magnésio e o potássio. Com o desequilíbrio desses elementos, os espasmos podem ocorrer durante o repouso e, mais frequentemente, durante as atividades físicas.

Deficiência nutricional

Assim como ocorre na falta de hidratação, a carência de nutrientes pode ocasionar a contração irregular involuntária dos músculos.

Lembra daquela dica de comer banana para evitar câimbras? Isso é devida à presença de potássio na fruta, nutriente fundamental para o correto acionamento muscular.

Nutrientes como a vitamina D, B12, magnésio e cálcio também são fundamentais para evitar o incômodo nos músculos.

Medicamentos

Quando começamos um  novo medicamente, há geralmente um tempo de adaptação. Esse período pode ser acompanhado de alguns efeitos nem sempre agradáveis, entre eles os espasmos musculares.

Há diversos medicamentos capazes de provocar contrações involuntárias que podem manifestar o efeito apenas por um curto tempo ou mantendo espasmos mesmo após a fase de adaptação (nesse caso, é importante considerar, junto com o seu médico, a troca do remédio).

Alguns medicamentos que podem causar espasmos são:

Além disso, diuréticos podem causar desidratação ou desequilíbrio eletrolítico, provocando a contratura muscular.

Vale lembrar que substâncias tóxicas, como venenos e drogas, como a cocaína, também podem causar espasmos por diversos mecanismos, como redução da circulação sanguínea ou a hiperestimulação nervosa.

Má postura

Ficar com as costas muito curvadas ou tortas pode causar outros impactos além da dor na coluna. Os movimentos involuntários dos músculos são um deles.

Geralmente, a má postura gera dor nas costas, mas nem precisa ocorrer nessa região, pois ela pode prejudicar o fluxo sanguíneo dos membros ou fazer com que as fibras musculares permaneçam estiradas por muito tempo. Ou seja, com o espamos, o corpo provavelmente está avisando que é hora de corrigir a postura.

Doenças

Nesse caso, os espasmos são um sintoma e podem estar relacionados a diversas doenças capazes de comprometer a saúde do paciente. Por exemplo:

  • Doenças musculares (adquiridas ou hereditárias);
  • Doença de Parkinson;
  • Varizes e insuficiência venosa;
  • Doenças que alteram o metabolismo, como distúrbios da tireoide e diabetes;
  • Distonia: desordem de origem neurológica.
  • A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA ou Doença de Lou Gehrig);
  • Esclerose múltipla (doença que afeta o cérebro ea medula espinhal);
  • Miosite (inflamação muscular);
  • Nervo comprimido (compressão do nervo);
  • Poliomielite;
  • Síndrome de Isaac (síndrome rara que eleva a estimulação dos nervos e causa espasmos musculares).

Estresse emocional

Os espasmos não relacionados ao esporte ou atividade física são, em geral, causados por condições de grande estresse.

Quando o paciente apresenta níveis elevados de ansiedade, cansaço mental e distúrbios psicológicos (geralmente causadores de grande sofrimento) e falta de sono, os músculos podem apresentar movimentação involuntária.

Antes, o reflexo era denominado tique nervoso, mas hoje a denominação caiu em desuso.

Estresse físico

Além do estresse mental, há ainda o físico, em que o excesso de exercícios ou exigência muscular pode desencadear lesões ou fragilização muscular. Nesse caso, nem sempre o músculo apresenta um machucado perceptível, por exemplo uma dor grande ou incapacidade de movimentação.

Mas a repetição de alguns exercícios pode gerar o esgotamento das fibras, inflamação do tecido e fragilização muscular. O corpo, então, acaba promovendo o espasmo como mecanismo para proteção e sinalização  que algo está errado.

Hérnia de disco e alterações da coluna

Quando há alguma alteração da estrutura da coluna, doença degenerativa que compromete os ossos ou lesões das estruturas vertebrais (discos, vértebras ou articulações), os espasmos podem ocorrer como forma de evitar o agravamento dessa lesão.

Em geral, essas condições causam dores acentuadas na coluna e comprometem inclusive a movimentação e locomoção do paciente. Ao tentar poupar a região lesionada ou degenerada, os músculos se contraem de forma bastante dolorida.

Estiramento do músculo ou ligamentos

Quando há lesões nas fibras musculares causadas pelo alongamento ou estiramento excessivo, os espasmos podem ocorrer como mecanismo de proteção da região. Nesse caso, o corpo tenta evitar que o músculo lesionado continue sendo forçado, o que pode agravar a situação.

Síndrome de Fasciculações Benignas  (ou espasmos musculares persistentes)

A Síndrome de Fasciculações Benignas é uma desordem caracterizada por espasmos faciais quando a pessoa está em repouso.

As causas não são bem definidas, mas é preciso diferenciar a condição de outras disfunções ou patologias, como a esclerose múltipla ou a esclerose lateral amiotrófica.

Em geral, a condição não gera comprometimento severo da saúde do paciente, mas precisa de acompanhamento médico e, muitas vezes, pode persistir por anos ou por toda a vida.

Espasmo hemifacial

O espasmo acomete parte do rosto, geralmente toda a metade dele, desde a testa até abaixo do lábio. As contrações são rápidas e com frequências variadas, sendo arrítmicas.

Nesse tipo de espasmo, a causa mais frequente envolve alguma compressão do nervo facial, mas pode ser causado também por tumores benignos e aneurismas.

As contrações hemifaciais tendem a causar alterações perceptíveis da face devido ao enfraquecimento muscular, movimentos involuntários e incapacidade de movimentação voluntária.

Câimbras

As câimbras são contrações geralmente dolorosas e intensas, marcadas pela sensação de repuxamento muscular e enrijecimento de região. Tende a ser melhorada com o alongamento do músculo, mas pode causar dor muscular mesmo depois de algumas horas.

Distonia

Os espasmos têm origem em disfunções do sistema nervoso que envia comandos indevidos aos receptores, causando movimentação involuntária do corpo. A distonia pode ser causada por condições genéticas, por doenças ou por medicamentos, e precisa ser tratada com neurologista.

Doença dos vasos sanguíneos e os espasmos de Raynaud

Na síndrome de Raynaud, ocorrem espasmos dos vasos sanguíneos das mãos e pés, diminuindo a oferta de sangue às extremidades. O paciente apresenta inicialmente os dedos brancos ou arroxeados e gelados devido à falta de sangue.

Espasmos musculares de estômago

O órgão pode sofrer espasmos por uma série de fatores, como problemas de digestão, infecções, gastrites, fome, irritação da parede estomacal e doenças do trato digestivo. Além disso, as contrações do estômago são comuns durante a gravidez sem causa definida.

Infecção da bexiga e espasmos da parede da bexiga

A incontinência urinária pode ser causada por espasmos da bexiga, que se contrai indevidamente e diminui a capacidade do órgão em armazenar a urina.

Espasmos de esôfago

As contratações indevidas do esfíncter do esôfago causam distúrbios do processo digestivo, que podem ser temporários ou persistentes.

Os esfíncteres se abrem e se fecham através das contrações musculares e permitem a passagem dos alimentos para o estômago. Por isso, alterações nesse mecanismo pode gerar refluxos, vômitos e dificuldades de digestão.

Intoxicação alimentar e espasmos intestinais

Irritações do intestino, que podem ser causadas por alimentos, intoxicação ou medicamentos podem gerar espasmos na musculatura intestinal, geralmente aumentando ou afetando o fluxo digestivo.

Menstruação

Para muitas mulheres, a menstruação é acompanhada de cólicas, que nada mais são do que contrações da musculatura do útero.

Fatores de risco

Todas as pessoas estão suscetíveis a sofrer um espasmo muscular não associado a doenças, pois a contração ou retração do músculo é uma reação normal do corpo quando há necessidade de proteção.

Mas algumas situações podem favorecer o acontecimento:

  • Praticantes de atividades físicas intensas;
  • Pessoas sedentárias ou que estão na fase inicial dos exercícios físicos;
  • Má alimentação e pouca ingestão de água;
  • Ansiedade;
  • Altos níveis de estresse físico e emocional (realizar trabalhos físicos repetitivos por muito tempo, como ficar segurando uma bolsa por horas);
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Pessoas que necessitam ficar muito tempo em pé, na mesma posição;
  • Pacientes com doenças que interferem no funcionamento neuromuscular.

Sintomas

Geralmente, o espasmo muscular é o próprio sintoma, indicando alguma alteração no organismo — por exemplo, condições estressantes constantes ou exigência muscular muito grande.

Apesar de alguns casos serem acompanhados de dor — que pode ser leve ou intensa —, muitas pessoas apenas sentem o músculo tremer ou palpitar, como é o caso da mioquimia de pálpebra.

Outros sinais que acompanham a contração muscular esquelética podem ser:

  • Desconforto da região afetada;
  • Enrijecimento muscular: a região fica dura devido à contração;
  • Palpitação e tremor: parece que o músculo está “pulando”;
  • Falta de controle muscular: não é possível parar os movimentos;
  • Dor: geralmente ocorre nos quadros relacionados ao esporte ou quando os espasmos ocorrem com frequência.

É importante lembrar que as causas dos espasmos são diversas e que outros sintomas podem estar presentes, dependendo do agente causador.

Como é feito o diagnóstico?

Quando ocorrem esporadicamente, os espasmos tendem a indicar estresse físico ou mental. Por isso, ao realizar uma consulta médica, talvez não seja possível determinar exatamente a causa — pode ter sido a falta de hidratação ou um pico de ansiedade.

Em geral, o médico irá levantar seu quadro clínico, identificando seus hábitos de vida, a frequência de atividades físicas, a qualidade alimentar, a manutenção da hidratação e fatores estressantes que possam estar presentes.

É importante que os espasmos constantes sejam investigados a fim de descartar quadros de diabetes, hipotireoidismo e lesão da medula espinhal, por exemplo.

Além disso, o diagnóstico pode envolver a realização de exame físico, ou seja, apalpar a região que foi ou é constantemente acometida pelo espasmo. Muitas vezes a causa não é visível, mas o médico pode identificar os pontos-gatilho e encaminhar tratamentos para a resolução deles.

Além disso, o profissional irá verificar se não há obstruções das veias, sendo responsáveis pela diminuição da irrigação sanguínea e possíveis de causar os espasmos.

Se forem frequentes, as contrações não doloridas podem indicar alguma disfunção do organismo. Caso sejam constantes e prolongadas, mesmo que sem dor, é indicado realizar uma consulta com um clínico geral, fisiatra, ortopedista ou neurologista.

Os profissionais irão solicitar exames específicos, de acordo com o relato de cada caso, identificando as possíveis causas do sintoma.

Radiografias e exames de imagem podem ser solicitados para verificar se não há desvios de coluna ou de algum nervo comprimindo a musculatura e ocasionando os espasmos.

Diagnóstico dos espasmos da musculatura lisa

Em geral, a contração indevida dos órgãos gera sinais mais perceptíveis, como alterações gastrointestinais, cólicas e desconforto. Quando as dores e incômodos são constantes, é preciso consultar um clínico geral, cardiologista ou endocrinologista, por exemplo.

O profissional irá investigar o quadro do paciente e solicitar exames específicos, de acordo com a queixa. Hemograma, exames cardíacos, pressão arterial e exames neurológicos podem ajudar a compor o diagnóstico.

Tem cura?

O espasmo, por si só, é um reflexo muscular de proteção. Ou seja, não é uma condição que precisa ser curada. Quando a contração é frequente, pequenas mudanças na alimentação, na rotina de exercícios ou nas condições estressantes podem solucionar o problema.

Porém, se o espasmos for decorrente de doenças, é preciso realizar o tratamento. A diminuição ou a cura dos sintomas irá depender da causa e do quadro do paciente.

Qual o tratamento para espasmo do músculo esquelético?

Você está no meio da sua aula favorita da academia, correndo, em pé enquanto espera sua vez na fila ou, ainda, relaxando no sofá de casa e, de repente, seu músculo da perna começa a tremer.

Durante o espasmo, a melhor coisa a se fazer é parar a atividade e alongar a região, favorecendo que as fibras musculares sejam estendidas novamente.

A massagem do local e a aplicação de compressas também auxiliam a reduzir as dores e aliviar a rigidez muscular. Ingerir líquidos pode resolver a situação se o espasmo estiver sendo favorecido pela desidratação.

Se os espasmos forem clônicos (aquele que faz a pálpebra tremer, por exemplo), em geral, a recomendação é observar se os hábitos e rotinas estão favorecendo a situação.

Por exemplo, a mioquimia de pálpebra é, geralmente, atribuída ao estresse mental. Nesse caso, o tratamento consiste em controlar os estados psicológicos, reduzindo os agentes desencadeantes. Ou seja, não há muito o que ser feito a não ser esperar o organismo se reestabilizar.

Quando o espasmo é tônico, ou seja, persistente, pode ser necessário utilizar medicamentos, compressas e massagem imediatas para fazer o músculo relaxar. É o caso de pacientes que relatam a “coluna travada”.

Nessa situação, o tratamento pode necessitar de aplicação de calor profundo, feito com sessões de ultrassom e digitopressão.

Se o espasmo não for acompanhado de dor, provavelmente você conseguirá manter sua rotina normal, mas se houver dor ou incômodo, é preciso realizar tratamentos subsequentes que devem ser indicados por um profissional da saúde. Em todos os casos, é bom reduzir a intensidade das atividades físicas por alguns dias e intensificar os alongamentos.

Alguns tratamentos são:

Toxina botulínica

A aplicação de toxina botulínica vai além da estética, pois é empregada desde 1985 para o controle de espasmos musculares faciais, seja para os movimentos involuntários persistentes (tônicos) ou seguidos de relaxamento (clônicos).

A toxina é injetada diretamente no músculo acometido, fazendo as contraturas aliviarem por tempo determinado.

Digitopressão

A técnica vem da medicina tradicional chinesa e consiste em pressionar a musculatura para aliviar as dores. O tratamento é indicado para diversos tipos de dor, como as de cabeça e de coluna, e se mostra bastante efetiva no alívio das contrações musculares involuntárias.

Ultrassom contínuo

O ultrassom de ondas contínuas emite ondas sonoras de alta frequência através da pele, penetrando de modo profundo no tecido e produzindo calor na musculatura afetada.

Devido à elevação da temperatura, o fluxo sanguíneo é favorecido e os espasmos musculares reduzem. Além disso, se houver lesão das fibras (por exemplo, no caso de distensão ou ruptura muscular), o músculo apresenta uma recuperação mais acelerada.

Fisioterapia

A fisioterapia é recomendada para pacientes que apresentam dor ou têm chances de sofrer lesões musculares. Por exemplo, atletas ou praticantes de atividades intensas são mais susceptíveis a sofrer rupturas ou distensões musculares e, por isso, os espasmos podem ser um sinal de alerta.

Além disso, devido à sobrecarga muscular, a contração pode gerar dor ou travar a região acometida. A fisioterapia, então, atua com o relaxamento, fortalecimento e reabilitação do músculo.

Acupuntura

A técnica envolve principalmente o relaxamento da musculatura e o alívio dos sintomas de dor e enrijecimento. Além disso, a acupuntura é empregada também para melhorar os quadros emocionais, favorecendo a redução da ansiedade e do estresse, que são agentes possivelmente indutores de espasmos.

Liberação miofascial

A Liberação miofascial é uma técnica voltada ao alongamento muscular com o intuito de reduzir as tensões da região. O procedimento visa amenizar a rigidez, melhorar a mobilidade, aumentar a circulação sanguínea e reduzir dores.

Basicamente, são aplicadas pressões sobre a pele a fim de inibir a dor. O procedimento pode ser feito inclusive pelo próprio atleta, desde que haja conhecimento sobre os pontos específicos e a força que deve ser exercida.

Quiropraxia

A quiropraxia pode reduzir e prevenir dores, principalmente as que acometem as costas. A prática trabalha com a reeducação e adequação postural, ajuste manual do desalinhamento da coluna vertebral, estimulação muscular, estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), além de alongamentos e exercícios terapêuticos.

Qual o tratamento para espasmos do músculo liso?

Se a contração for da musculatura lisa, o tratamento durante a dor consiste basicamente em medicação, mas podem ser empregadas compressas quentes e repouso do paciente, como é geralmente indicado para quem sofre com cólicas menstruais intensas.

Quando há condições mais agravadas, como disfunções neurológicas, compressão de nervos ou doenças desencadeantes dos espasmos, o tratamento consiste no acompanhamento e regulação da causa primária, fazendo com que os espasmos cessem.

Medicamentos

Geralmente não é preciso utilizar medicamento para os espasmos pontuais, mas em casos de dor intensa ou contração prolongada, os relaxantes musculares podem ser utilizados.

Entre eles:

Há também cremes anti-inflamatórios, como ibuprofeno e nimesulida, que agem no alívio da dor e reduzem a inflamação, sendo mais indicados quando há espasmos ocasionados pelos exercícios físicos.

Ainda que os quadros emocionais desencadeiem os espasmos, o uso de calmantes e ansiolíticos devem ser avaliados pelo médico. Se necessário, medicamentos como diazepam, fluoxetina e sertralina são alguns dos remédios que podem auxiliar na estabilização emocional.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prognóstico

Recentemente o espasmo muscular entrou em pauta e com grande ibope. Isso porque, em meio ao jogo da copa do mundo de 2018, o jogador Marcelo, da seleção brasileira, deixou o campo poucos minutos após o início da partida, acusando um espasmo muscular na região da coluna.

Encaminhado para os devidos tratamentos, a equipe médica da seleção acalmou os torcedores garantindo que o jogador estava bem e que provavelmente estaria apto para as próximas disputas.

Geralmente esse é o prognóstico da maioria dos espasmos musculares que são acompanhados de dor ou debilidade dos movimentos. Com a intervenção correta — parar o exercício, aplicar massagem e usar algum relaxante muscular — em poucos dias a recuperação é completa.

Os prognósticos de espasmo do músculo esquelético são, normalmente, mais preocupantes em atletas ou praticantes de atividades intensas, pois pode haver uma lesão junto, como um estiramento ou ruptura muscular.

Em pessoas que não exigem muito dos músculos, se os espasmos são rapidamente amenizados e não trazem dor posterior ao paciente, em geral, tendem a não ocorrer novamente.

Para os casos de espasmos da musculatura lisa, o prognóstico depende da origem do problema. Na maior parte, as contraturas causam apenas cólicas e disfunções gastrointestinais passageiras, que evoluem bem e não representam riscos à vida.

No entanto, quando a origem das contrações são as doenças nervosas, tumores, patologias cardíacas ou metabólicas, o prognóstico positivo necessita que os tratamentos necessários sejam realizados.

Complicações

Os espasmos que não são causados por doenças primárias, em geral, representam poucas complicações que podem colocar a saúde do paciente em risco.

Mas, se forem frequentes, podem causar perturbações à qualidade de vida, pois geralmente causam dores, dificuldade de movimentação, debilidade motora e podem levar a danos aos nervos.

Como as contrações geram os pontos-gatilho, a acumulação desses nódulos pode causar bastante desconforto, sensibilidade e dores, que se não tratadas podem resultar em um comprometimento severo da movimentação, impedindo que o paciente faça tarefas simples e execute suas atividades diárias.

Além disso, vale lembrar que os espasmos podem ser um alerta sobre o ritmo de vida: muito estresse, ansiedade, atividade física incorreta (muito exercício ou sedentarismo) e má alimentação.

Quando esses fatores não são resolvidos ou amenizados, as complicações decorrentes podem ser inúmeras, como:

  • Anemias;
  • Transtornos psicológicos (crises de ansiedade, depressão, esgotamento mental);
  • Lesões musculares, como distensões e estiramentos;
  • Problemas de circulação;
  • Doenças cardíacas;
  • Obesidade;
  • Infartos e AVC.

Como prevenir os espasmos musculares?

Não há uma medida determinante para prevenir os espasmos, mas você pode adotar hábitos e rotinas que auxiliam a minimizar as chances deles ocorrerem. Esses hábitos podem ser praticados se você nunca teve um espasmo e quer prevenir ou, também, caso você sofra com as contrações de modo mais frequente (incluindo as cãibras).

Alongue-se

Os alongamentos devem ser feitos antes e depois das atividades (aliás, alongue-se inclusive se você não for uma pessoa muito ativa). Esticar os músculos ajuda a prevenir lesões, preparando o corpo para os exercícios e esforço físicos ou ajudando na recuperação das fibras.

Fazer alongamentos pode auxiliar na circulação sanguínea, melhorando a distribuição de oxigênio e nutrientes aos músculos. Durante o exercício, o tecido muscular vai desempenhar melhor a atividade e sofrer menos desgaste, evitando danos às fibras.

Alimente-se adequadamente

A falta de nutrientes pode ser uma das causas dos espasmos, então os cuidados com a alimentação são essenciais. Além de prevenir diversas doenças, a ingestão adequada de nutrientes ajuda o corpo a ter mais energia e a desempenhar suas funções da melhor maneira possível.

Hidrate-se

A água tem um papel importante no desempenho muscular. Mesmo que você não faça atividades intensas (que te façam transpirar muito), o corpo está constantemente perdendo água e, por isso, a reposição é fundamental.

Aliás, se você estiver no meio de uma aula de dança, por exemplo, a garrafinha de água precisa estar por perto. As cãibras são frequentes nas academias e em dias quentes.

Faça exercícios

Certamente você já sabe dos inúmeros benefícios da prática regular de atividades físicas. Manter o corpo em movimento auxilia na circulação sanguínea, fortalece os músculos e melhora a saúde como um todo.

Mas é importante manter a regularidade — nada de ser atleta de fim de semana —, buscar ajuda de um profissional e iniciar os exercícios gradualmente (isso evita espasmos por esforço excessivo).

Mas não exagere

Muitas pessoas ficam nos extremos: são sedentárias e, quando começam as atividades físicas, querem compensar tudo em pouco tempo. O problema é que acabam exagerando na quantidade, intensidade e velocidade dos exercícios.

Se o seu corpo não está preparado para as atividades, os espasmos podem surgir como uma reação ao movimento e à exigência nova.

Mas mesmo que você já seja frequentador há tempos da academia, exagerar no esforço pode causar estresse muscular. Por isso, dê atenção aos sinais e limites do seu corpo.

Cuide da postura

A má postura pode comprimir regiões musculares ou, a longo prazo, danificar partes do músculo, causando as câimbras.

Além disso, as dores nas costas são, em grande parte, causadas pela manutenção incorreta da coluna, ou seja, da má postura. Como a região sofre um esforço e pressão grandes, os espasmos ocorrem como forma de prevenir lesões e avisar que há algo errado nas estruturas vertebrais, por exemplo.

É importante cuidar da postura também durante a realização dos exercícios. Observe se o movimento está sendo realizado corretamente e se está mobilizando os músculos certos.

Manter as costas muito curvadas, estender demais os braços ou qualquer outro desvio postural durante o exercício pode causar dores e provocar machucados nos músculos, articulações e ligamentos.

Diminua o estresse

Cuidar com o estresse e manter a saúde mental evita uma série de problemas. O esgotamento psicológico está bastante relacionado à tensão muscular, que pode favorecer as contrações involuntárias e agravar as dores.

A boa notícia é que pode ser mais fácil cuidar de todas essas coisas do que você imagina, pois não são atitudes isoladas. Ao melhorar a alimentação, você tem mais disposição para fazer atividades físicas. Ao se exercitar, seu organismo sofre uma série de melhorias, entre elas, um suporte à saúde mental.

Além disso, com mais disposição e energia, todas as atividades ficam mais simples de ser realizadas, incluindo trabalhar e estudar. Com menos dificuldade, você lida melhor com as adversidades do dia, causando diminuição do estresse mental.

Faça acompanhamento profissional

Na hora de iniciar uma atividade, busque um profissional de educação física ou fisioterapeuta. Ao realizar acompanhamento especializado, são menores as chances de você se machucar durante a realização esportiva.

Além disso, o professor ou fisioterapeuta vai indicar os melhores exercícios, os modos corretos de realizar e a frequência ideal.

Sentiu dores ou incômodos? Procure um médico ou fisioterapeuta. As dores musculares causadas pelas atividades são, em geral, normais. Mas o incômodo durante a realização, as dores persistentes e a dificuldade em realizar movimentos são sinais de que algo não está correto.

Além disso, cãibras, contraturas (dolorosas ou não), cólicas ou outros sinais frequentes ou persistentes devem ser investigados. Nesse caso, o clínico geral ou o médico especialista deve ser consultados para constatar se há necessidade de exames complementares.

Curiosidades

O soluço é um espasmo do diafragma

O diafragma é um tecido muscular que separa as regiões torácicas e abdominais. Sua função é diretamente ligada à respiração, pois sua contração e relaxamento permitem a passagem de ar para os pulmões.

Quando ocorre um espasmo clônico no diafragma, a glote se fecha e reduz ou limita a passagem de ar para os pulmões. É essa diminuição de ar que causa aquele barulho típico dos soluços.

Geralmente, soluçar não é um sinal de alerta, pois comer demais ou ingerir refrigerantes podem ser a causa do espasmo do diafragma. Na grande maioria dos casos, as crises de soluço cessam sozinhas em pouco tempo.

Mas, em casos persistentes, é preciso buscar auxílio médico, pois a causa pode estar ligada ao sistema nervoso central, ao metabolismo, ao emocional ou, se for o caso, a cirurgias.

Espasmos após a morte

Mesmo depois de algumas horas que ocorre a morte cerebral, os músculos podem sofrer espasmos. Apesar de soar um pouco assustador, o reflexo é causado por impulsos nervosos que ainda permanecem no organismo.

Espasmos durante a noite

Cerca de 60% das pessoas tem espasmos enquanto dorme, mas nem sempre lembramos desses espasmos, sobretudo se eles não nos acordam.

Esses movimentos podem ocorrer com frequência ou isoladamente. As causas são, em geral, as mesmas das contrações durante o dia: estresse, agitação, falta ou excesso de exercícios, além da má postura.

Há, além disso, outras 2 hipóteses para esses movimentos involuntários: a primeira é que o espasmo é um reflexo que ocorre quando há alguma falha na transição entre a vigília e o sono.

A segunda hipótese é ligada à teoria da evolução. Como os primatas geralmente repousavam em árvores, caso dormissem, poderiam cair e se machucar. Então, ao entrar no processo de relaxamento, o corpo emite sinais de que está caindo e o espasmo age como um despertador.

O colchão pode causar espasmo muscular?

Apesar de parecer não haver muita relação, o colchão — mesmo os de boa qualidade — pode desencadear um espasmo. Isso porque passamos algumas horas sobre ele e, caso nosso corpo não se adapte ao modelo, as dores podem aparecer.

Além disso, a má postura durante a noite pode ser causada por um colchão muito duro ou muito macio. Ao passar uma noite toda em uma posição desconfortável, os músculos podem apresentar dor ou ficar mais sensíveis às lesões e tensões, sobretudo se outros fatores estiverem associados (como estresse, poucas horas dormidas e má alimentação).


Os espasmos musculares são contrações involuntárias que, na maioria das vezes, causam apenas incômodo, mas que também podem ser acompanhados de dor, rigidez e limitação dos movimentos.

As causas são diversas e, para a maioria dos casos, podem indicar a necessidade de mudanças de vida, adotando hábitos mais saudáveis, por exemplo. Nesses casos, provavelmente é apenas o seu organismo dando um alerta sobre as condições estressantes — sejam físicas ou mentais.

Em outras situações, as contrações musculares involuntárias são um sintoma e devem ser investigadas, buscando tratar ou controlar a condição primária.

Consulte sempre um profissional de saúde e confira mais informações no Minuto Saudável.

Referências

Laurino, C. (2018). Atualização em ortopedia e traumatologia do esporte [Ebook]. Retrieved from http://www.sbrate.com.br/pdf/artigos/atualizacao_lesoes_musculares.pdf
Limongi, J. (1996). Distonias: conceitos, classificação e fisiopatologia. Arquivos De Neuro-Psiquiatria, 54(1), 136-146. doi: 10.1590/s0004-282×1996000100024
Prentice, W. (2010). Rehabilitation techniques in sports medicine. New York: McGraw-Hill Higher Education.

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1 comentário

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  1. tenho problema fisico sinto dores nas costa que vai ate as nadegas e ai vem um cansaço nas pernas consigo andar mas me canso meu problema fisico e uma paralisia celebral nao ando sozinha tenho que ter ajuda de alguem

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