A hepatite C é uma inflamação do fígado causada pelo vírus HCV. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 70% das mortes por hepatites são decorrentes dessa condição específica.

Existem diversas formas do vírus, que pode se modificar e até mesmo se replicar.

Por isso, se você quer se prevenir e saber como tratá-la, leia o artigo a seguir!

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é hepatite C?
  2. Qual a diferença entre as hepatites A, B e C?
  3. Tipos de hepatite C
  4. O que causa a hepatite C?
  5. Hepatite C é contagiosa e sexualmente transmissível?
  6. Como ocorre a transmissão do vírus da HCV?
  7. Grupos e fatores de risco
  8. Quais os sintomas da hepatite C?
  9. Diabetes e hepatite C: glicemia alterada é um sintoma?
  10. Diagnóstico: qual o exame de sangue que detecta a hepatite C?
  11. Exames para avaliação do fígado
  12. Eu tenho risco de ter o vírus da hepatite C? Quando fazer o exame?
  13. Hepatite C tem cura?
  14. Qual o tratamento?
  15. Medicamentos: quais remédios tratam a hepatite C?
  16. Convivendo
  17. Prognóstico
  18. Complicações: quais os riscos da hepatite C?
  19. Existe vacina para hepatite C?
  20. Como prevenir hepatite C?
  21. Perguntas frequentes

O que é hepatite C?

A hepatite C é uma doença infecciosa causada pelo vírus HCV, que provoca uma inflamação no fígado. Seus sintomas não são facilmente percebidos, podendo ser uma condição assintomática. Consequentemente, isso faz com que a maioria das pessoas só descubra a doença em estado avançado. 

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 10% a 30% das infecções não possuem um mecanismo de transmissão definido. 

Porém, a causa mais conhecida é por meio de transfusões de sangue, uma vez que o vírus da hepatite é transmitido através do contato com pessoas portadoras do HCV. 

Além disso, uma questão muito recorrente envolvendo a hepatite é se ela pode ser transmitida sexualmente. Esse tipo de contágio é pouco frequente, por isso, a doença não é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). 


Em casos de gravidez, é importante ressaltar que o risco de transmissão entre a mãe infectada e o bebê é baixo (5%). Porém, as chances aumentam caso a mãe também seja portadora do vírus HIV

Atualmente, o tratamento para hepatite C está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é recomendado para os casos agudos ou crônicos, com administração de medicamentos antivirais.  

Através de um acompanhamento médico correto, a chance de cura chega a 90%. Porém, é importante ressaltar que o tratamento deve ser realizado o quanto antes para evitar possíveis complicações. 

Essa condição pode ser encontrada no CID-10 sob os códigos:

  • B-17.1: hepatite viral aguda C;
  • B18.2: hepatite viral crônica C.

Qual a diferença entre hepatite A, B e C?

As hepatites provocam infecções no fígado com sintomas parecidos, porém são causadas por vírus diferentes. Além disso, a maneira como afetam o organismo também muda. 

Na hepatite A, a infecção é de curto prazo, na maioria dos casos. É uma condição que possui vacina, em que muitas das pessoas se recuperam sem danos hepáticos duradouros. 

Já o tipo B pode variar entre sintomas leves a graves, tornando-se uma condição crônica. É uma das principais causas de câncer de fígado, sendo transmitida principalmente pelo sangue ou sêmen. Mas vale lembrar que também pode ser prevenida com vacinação. 

A hepatite tipo C, por outro lado, não possui vacina e pode ser diferenciada entre aguda ou crônica. Esse tipo de hepatite é considerado uma das principais causas de transplante de fígado ou câncer hepático.

Guia das Hepatites

Tipos de hepatite C

A hepatite C é uma condição que pode variar os sintomas, podendo ser de curto prazo (aguda) ou estender-se por um longo período de tempo (crônica). Entenda mais cada um dos tipos:

Aguda 

Os casos iniciais de hepatite são considerados agudos e geralmente ocorrem em até 6 meses após a exposição ao vírus. 

Dificilmente esse tipo de condição apresenta sintomas, porém, quando estão presentes, a doença pode ser reconhecida por icterícia (pigmentação amarelada na pele e nos olhos), fadiga, náuseas, dores musculares e febre

Crônica 

Essa condição é conhecida por ser uma infecção prolongada (quando os quadros agudos duram mais de 6 meses) e, na maioria dos casos, silenciosa. 

Uma vez que essa doença não é tratada, ela pode desenvolver graves problemas de saúde, como cirrose e câncer de fígado. Em casos mais graves, pode levar a pessoa à morte.

O que causa a hepatite C?

A hepatite C é causada pelo vírus HCV, que possui 6 derivações de gene (genótipos). Isso significa que o vírus pode modificar-se, o que dificulta sua identificação pelo sistema imunológico. A principal forma de transmissão é por contaminação do sangue.

Pode ocorrer através de seringas, agulhas, alicates ou qualquer outro tipo de material cortante. Assim, ao entrar na corrente sanguínea, o vírus se espalha e infecta a pessoa. 

O período de incubação do vírus da hepatite C é de 2 semanas a 6 meses, tempo médio em que os primeiros sintomas levam para se manifestar no corpo humano.

Hepatite C é contagiosa e sexualmente transmissível?

A hepatite C é uma doença contagiosa, sendo uma condição que costuma ser transmitida pelo sangue de uma pessoa infectada (seja através de contato direto ou por transfusões) ou por contato sexual. Em algumas práticas ou profissões, o risco de transmissão é ainda maior.

Manicures, tatuadores e profissionais da saúde precisam ter um cuidado ainda maior com o risco de contaminação.

É importante destacar que o vírus da hepatite C não se espalha através de beijos, abraços, tosse, espirro ou até por meio da água e alimentação.

Como ocorre a transmissão do vírus HCV?

Entenda melhor as principais formas de contágio:

Compartilhamento de agulhas e seringas

Uma das causas mais comuns de transmissão do vírus da hepatite C é decorrente da reutilização de agulhas e seringas. Isso porque ao utilizar um objeto com sangue contaminado, é possível que a pessoa seja infectada com o vírus HCV. 

Materiais cortantes

É preciso estar atento com o uso de materiais como alicates, lâminas de barbear e piercings, uma vez que os instrumentos podem estar contaminados com o vírus e favorecer o contágio ao entrar em contato com o sangue do indivíduo. 

Transfusão de sangue

Pessoas que recebem transfusão de sangue têm risco de contrair a doença. As chances são maiores se o procedimento aconteceu antes de 1993, pois nessa época ainda não eram realizados testes sanguíneos para detectar doenças infecciosas, o que pode ter contribuído para a transmissão do vírus HCV. 

Contato sexual

Esse tipo de contágio é menos comum, mas pode ocorrer em relações desprotegidas. Porém, é preciso ficar atento com parceiros(a) sexuais que possuem outras condições, como o HIV, que podem aumentar os riscos de infecção por HCV. 

O sexo anal sem proteção também pode favorecer o contágio devido a possibilidade de pequenos traumas causarem sangramentos.

Transmissão vertical (durante a gestação)

Mulheres grávidas infectadas também devem ficar atentas, uma vez que, apesar de reduzido, existe o risco da criança contrair a doença durante a gestação. Assim como no contato sexual, essa chance aumenta caso a mãe seja portadora de HIV.

Vale lembrar que, nesses casos, a amamentação é segura para o bebê, desde que não existam lesões no seio da mulher que favoreçam o contato sanguíneo.

Grupos e fatores de risco

Existem diversos fatores de risco relacionados à hepatite C, porém, entre os mais comuns estão a transfusão sanguínea e as terapias invasivas, com equipamentos contaminados.

Existem diversos fatores de risco relacionados à hepatite C, porém, entre os mais comuns estão a transfusão sanguínea e as terapias invasivas, com equipamentos contaminados. 

Dentre os fatores de risco, podemos citar:

  • Compartilhar equipamentos não esterilizados;
  • Dividir utensílios como agulhas e seringas;
  • Ter realizado diálise renal por um período longo;
  • Receber doação de sangue contaminado;
  • Infecção por HIV.

Além disso, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções 2018 aponta que alguns grupos de risco devem ter prioridade na hora de realizar testes para comprovar a infecção, entre eles, pessoas que fazem ou fizeram uso de drogas, compartilhamento de seringas ou objetos perfurantes, pessoas que foram expostas a sangue, profissionais que são expostos a sangue ou condições de risco, pacientes com alguns tipos de doença (como diabetes, doenças cardiovasculares, antecedentes psiquiátricos, etc).

Existem diversos fatores de risco relacionados à hepatite C, porém, entre os mais comuns estão a transfusão sanguínea e as terapias invasivas, com equipamentos contaminados.

Dentre os fatores de risco, podemos citar:

  • Compartilhar equipamentos não esterilizados;
  • Dividir utensílios como agulhas e seringas;
  • Ter realizado diálise renal por um período longo;
  • Receber doação de sangue contaminado;
  • Infecção por HIV.

Além disso, existem alguns grupos de risco que devem ter prioridade na hora de realizar testes para comprovar a infecção, entre eles:

  • Pessoas que utilizam álcool e drogas ilícitas;
  • Pessoas com mais de 40 anos;
  • Profissionais da saúde que tiveram contato com centros de hemodiálise, independente da época;
  • Crianças nascidas de mãe portadora de hepatite C;
  • Pessoas que estiverem em cárcere privado por muitos anos.

Quais os sintomas da hepatite C?

A hepatite C dificilmente apresenta sintomas, sendo que apenas 20% a 30% das pessoas infectadas os manifesta. Ainda assim, quando ocorrem, costumam ser genéricos e pouco específicos. Por isso, é preciso ter atenção, uma vez que essa condição é silenciosa e de diagnóstico difícil.

A doença leva em torno de 2 semanas a 6 meses para manifestar-se. Nesse tempo, é possível que a pessoa contaminada apresente as seguintes manifestações:

Icterícia (pele amarelada)

O nosso fígado é responsável por metabolizar uma substância de cor amarelada conhecida como bilirrubina. 

Quando inflamado, o fígado não é capaz de eliminar corretamente essa substância, fazendo com que haja um acúmulo no organismo, que pode ser percebido na aparência amarelada da pele e da parte branca dos olhos. 

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções 2018, uma parte pequena dos(as) pacientes apresenta icterícia.

Urina escura

Mais uma vez, o excesso de bilirrubina pode afetar o organismo. A partir da excreção da substância em excesso, os rins podem provocar uma alteração na coloração da urina, tornando-a mais escura.

Assim como no caso da icterícia, no geral, poucas pessoas apresentam alteração na cor da urina.

Fadiga

A hepatite C é uma condição que acaba causando fraqueza nos pacientes que a possuem. Por isso, é importante descansar e ter boas noites de sono para que o corpo possa se curar melhor.

Dores abdominais

Hepatite é uma condição que causa inflamação do fígado, localizado na região do abdômen, abaixo do diafragma. Assim, é possível que algumas pessoas apresentem dores no local devido ao inchaço do órgão. 

Outros sintomas

Os pacientes também podem apresentar sintomas inespecíficos, como:

  • Febre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Dor nas articulações.

Diabetes e hepatite C: glicemia alterada é um sintoma?

A glicemia alterada não é, exatamente, um sintoma da hepatite C, mas há uma forte relação entre a infecção e a diabetes tipo 2. 

Pessoas sem qualquer alteração glicêmica, que contraem hepatite C, têm maiores chances de desenvolver diabetes, devido a mecanismos que, aos poucos, levam à resistência à insulina.

Isso ocorre porque a infecção altera a sinalização da insulina, que é o hormônio regulador do açúcar no sangue. Com isso, as taxas de glicose começam a ficar alteradas, levando a diabetes tipo 2. 

Além disso, pacientes que apresentam esse quadro tendem a acumular mais gordura no fígado, condição chamada de esteatose. Isso faz com que o quadro de hepatite evolua mais agressiva e rapidamente, podendo chegar à cirrose.

Por isso, pessoas com diabetes devem ser testadas para a hepatite.

Hepatite C na gravidez

Qualquer doença durante a gestação é uma preocupação para a saúde do bebê e da mãe. Como visto, uma das formas de transmissão da hepatite C se dá através durante o parto normal. É uma forma mais rara, mas pode ocorrer.

Por isso, para evitar esse risco de transmissão vertical, é importante que a gestante busque realizar exames ainda durante a fase em que está tentando engravidar. Quanto mais precoce for esse cuidado, menores os riscos de contágio.

Além disso, por ser uma doença muitas vezes assintomática, pode ser ainda mais difícil a prevenção. 

Essa é a importância de levar uma vida mais preventiva. O médico ou médica, além de pedir exames para diagnosticar a hepatite C, pode também orientar a gestante a manter uma alimentação capaz de reforçar ainda mais seu sistema imunológico.

Assim, o organismo da mulher estará mais fortalecido para combater a carga viral no sangue, reduzindo os riscos de transmissão para o feto.

Esses cuidados são importantes, pois os tratamentos existentes para a hepatite C não são considerados seguros durante a gravidez. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções 2018, deve-se evitar engravidar durante o tratamento e até os seis meses seguintes.

Caso haja a descoberta de uma gestação, a mulher deve interromper o uso dos medicamentos. Isso porque não há comprovação de segurança durante a gestação.

Como saber se o bebê foi contaminado? 

Se a gestante apresentar a doença, o(a) médico(a) deve solicitar exames para avaliar se o bebê foi contaminado devem ser feitos aos 18 meses de vida.

Caso seja reagente, deve-se solicitar o exame de CV-HCV. Se o resultado for positivo, então, confirma-se a infecção da criança.

Em grande parte dos casos, não há risco de contaminação ou os resultados dos testes apontam negativo, pelos anticorpos que o bebê recebe da mãe.

Quando acontece a transmissão da mãe para o bebê, não é comum o surgimento de sintomas e nem prejuízos ao desenvolvimento da criança. Contudo, as chances de complicações no fígado na fase adulta são maiores.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais, atualizado em 2019 aponta que:

  • 20% a 40% dos bebês irão negativar o vírus;
  • 50% das crianças vão desenvolver a infecção crônica assintomática (CV-HCV detectável intermitentemente e níveis normais de ALT);
  • 30% das crianças terão infecção crônica ativa com CV-HCV persistentemente detectável e ALT frequentemente anormal.

É possível amamentar?

A amamentação não é contraindicada, pois o leite materno não passa a hepatite C para o bebê. Essa transmissão é um risco apenas pelo contato com o sangue ou secreções genitais (transmissão via perinatal).

No entanto, amamentar é um risco quando há machucados nos mamilos, pois o bebê pode entrar em contato com o sangue materno.

Diagnóstico: qual o exame de sangue que detecta a hepatite C?

O diagnóstico de hepatite C aguda se dá de duas formas: quando há soroconversão há menos de seis meses (documentação de anti-HCV não reagente no início dos sintomas ou no momento da exposição e, na segunda testagem, anti-HCV reagente). 

Também se houver anti-HCV não reagente e detecção do HCV-RNA em até 90 dias depois dos sintomas começarem ou a partir da exposição ao vírus.

Em casos de hepatite C crônica, existem dois critérios usados para o diagnóstico:

  • Anti-HCV reagente por mais de 6 meses;
  • HCV-RNA também presente por mais de 6 meses.

Para tirar dúvidas sobre hepatite C ou receber um diagnóstico correto, o ideal é buscar por um hepatologista.

Nos casos de hepatite crônicas, o diagnóstico se dá quando o Anti-HCV está reagente por mais de seis meses e há confirmação diagnóstica com HCV-RNA detectável por mais de seis meses.

Os exames que podem ser utilizados são:

Anti-HCV

O anti-HCV pode ser feito por meio de testes sorológicos, em laboratórios, como os do tipo Elisa (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay). Ou também como teste rápido, em contexto ambulatorial, que retira uma pequena amostra de sangue e que pode ser realizado em unidades de saúde gratuitamente. 

Esse exame pode ser entendido como um marcador que indica se aquele organismo já esteve em contato com o vírus anteriormente. 

Porém, ele não é conclusivo, uma vez que a infecção pode estar inativa mesmo que o resultado seja reagente. Ou seja, ele não diferencia se a pessoa tem uma infecção ativa ou apenas foi exposta ao vírus há muito tempo.

Para complementar o diagnóstico, caso seja positivo, é preciso realizar um exame de detecção ativa do vírus, o HCV-RNA. 

HCV-RNA

Conhecido como teste de ácidos nucleico, também chamado de testes de carga viral (CV), o HCV-RNA é capaz de identificar alterações no DNA, indicando a infecção. Caso esse exame apresente resultados positivos, então é possível concluir que a pessoa possui hepatite C. 

O teste é realizado pelo SUS, logo que o Ministério da Saúde tem parcerias com vários laboratórios que realizam o exame.

Genotipagem 

Para identificar quais os genótipos, subtipos e se há populações mistas do HCV, o exame de genotipagem é necessário. Isso é importante para determinar a forma correta de tratamento, de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções de 2018. 

No entanto, o exame tem algumas limitações, como uma carga vital mínima de 500UI/mL na amostra. Caso não seja possível fazer a análise, há orientações para realizar esquemas terapêuticos determinados.

Exames para avaliação do fígado (estadiamento)

Exames de estadiamento servem para avaliar qual a extensão da fibrose e dos danos ao fígado. Apesar de todas as pessoas com hepatite C, aguda ou crônica, serem orientadas ao tratamento, a presença de fibrose avançada ou cirrose pode alterar o protocolo medicamentoso. 

Para isso, podem ser solicitados os seguintes exames:

Elastografia por ressonância magnética

Esse é um exame não invasivo que, por meio de imagens, apresenta um mapa de todo seu fígado, a fim de indicar se existe a presença de fibroses ou lesões referentes a hepatite C. 

APRI ou FIB4

APRI e FIB4 são formas não invasivas de calcular a fibrose no fígado. Para isso, usam valores obtidos nos exames de sangue, como AST (Asparto Aminotransferase), ALT (Alanina Aminotransferase) e Plaquetas do Hemograma Completo.

Vale lembrar que esses testes não são tão precisos quanto uma biópsia.

Elastografia transitória 

Esse exame é similar a um ultrassom, que percebe vibrações do fígado a fim de detectar a rigidez do órgão. É considerado um procedimento pouco invasivo e seu resultado é imediato. 

Biópsia hepática 

Esse procedimento tem como objetivo retirar uma pequena amostra de tecido do fígado, através de uma agulha fina que atravessa a parede abdominal.

O processo todo pode ser acompanhado com o auxílio do ultrassom, a fim de garantir a segurança e a precisão do procedimento.

Eu tenho risco de ter o vírus da hepatite C? Quando fazer o exame?

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia, estima-se que 657 mil pessoas tenham o vírus HCV. Apesar de o tratamento ser simples e, na maioria dos casos, efetivo, somente com um diagnóstico correto é possível eliminar a doença. 

Como a doença nem sempre manifesta sintomas claros, grupos com maiores riscos de infecção são orientados a fazer o teste como forma de prevenção ao diagnóstico tardio.

Todas as pessoas com idade igual ou superior a 40 anos devem fazer o teste. Além disso, pessoas abaixo dessa idade também devem ser testadas, desde que: 

  • Pessoas com HIV; 
  • Pessoas sexualmente ativas prestes a iniciar profilaxia pré-exposição contra o HIV; 
  • Pessoas com múltiplos(as) parceiros(as) sexuais; 
  • Pessoas com múltiplas infecções sexualmente transmissíveis; 
  • Pessoas transsexuais; 
  • Pessoas trabalhadoras do sexo; 
  • Pessoas em situação de rua; 
  • Pessoas que receberam transfusão de sangue ou hemoderivados antes de 1992 ou transplantes em qualquer época;
  • Pessoas com antecedente de uso de drogas injetáveis em qualquer época, incluindo aqueles que injetaram apenas uma vez;
  • Pessoas dependentes de álcool;
  • Pacientes ou profissionais da área da saúde que tenham frequentado ambientes de hemodiálise em qualquer época;
  • Pessoas com antecedente de exposição percutânea/parenteral a sangue ou outros materiais biológicos em locais que não obedeçam às normas da vigilância sanitária (ambientes de assistência à saúde, tatuagens, escarificações, piercing, manicure, lâminas de barbear ou outros instrumentos perfuro-cortantes);
  • Pessoas privadas de liberdade, em qualquer época;
  • Pessoas com antecedente de uso compartilhado de droga intranasal ou fumada;
  • Pessoas com antecedente ou em risco de exposição a sangue ou outros materiais biológicos contaminados: profissionais de saúde, cuidadores de pacientes, bombeiros, policiais, etc.;
  • Crianças nascidas de mães que vivem com o VHC;
  • Familiares ou pessoas de contato íntimo, incluindo parceiros sexuais, de pessoas que vivem ou com antecedente de infecção pelo VHC;
  • Pessoas com antecedente de uso, em qualquer época, de agulhas, seringas de vidro ou seringas não adequadamente esterilizadas, ou de uso compartilhado, para aplicação de medicamentos intravenosos ou outras substâncias lícitas ou ilícitas recreativas (vitamínicos, estimulantes em ex-atletas, etc.);
  • Pacientes com diagnóstico de diabetes;
  • Pacientes com antecedentes psiquiátricos;
  • Pacientes com histórico de doença no fígado sem diagnóstico ou com elevações dos testes hepáticos (ALT e/ou AST);
  • Pacientes com antecedente de doença renal;
  • Pacientes com história de imunodepressão, a qualquer tempo.

O ideal é que qualquer pessoa que se enquadre dentro desses grupos faça o teste para hepatite C anualmente.

Hepatite C tem cura?

Sim. A hepatite C é uma doença que tem cura em 90% dos casos tratados corretamente. Porém, quando não é possível obter a cura, a doença pode ser controlada para prevenir complicações.

Qual o tratamento para hepatite C aguda e crônica?

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite Viral C e Coinfecções, cerca de 25% dos quadros de infecção aguda regridem espontaneamente. No entanto, assim que identificado, o quadro agudo ou crônico deve ser tratado.

Ainda assim, não há consenso sobre o uso de medicamentos no tipo não cronificado. Vários fatores podem interferir na orientação médica para tratar a hepatite C aguda, como a presença dos fatores de riscos. 

Nos casos de hepatite crônica, uma opção para lidar com a condição é tratá-la com medicamentos antivirais que agem combatendo o vírus HCV. O tratamento deve ser realizado por pelo menos 12 semanas.

Medicamentos antivirais

O SUS disponibiliza gratuitamente o tratamento para qualquer tipo de lesão hepática, a fim de garantir o tratamento adequado para pacientes, levando em consideração o quadro da doença.

Os antivirais são medicamentos que atuam na inibição da síntese ou na regulação viral do hospedeiro. Os possíveis mecanismos de tratamento estão relacionados com o bloqueio de ligações do vírus, impedindo sua multiplicação no organismo. 

Transplante de fígado

Algumas complicações relacionadas a hepatite C podem gerar a necessidade de realizar um transplante de fígado. 

O procedimento visa retirar o fígado doente por meio de uma incisão no abdome e introduzir o órgão doado. Além disso, em alguns casos, é preciso reconstruir a via biliar. 

Durante o processo de recuperação, os pacientes passam cerca de dois dias no hospital caso não haja nenhuma complicação. 

Uma das partes mais importantes do processo todo é perceber como o corpo irá reagir. Isso porque o transplante provoca a introdução de um corpo estranho no organismo, o que pode gerar uma rejeição por parte do corpo. 

Para isso, é comum que os médicos receitam imunossupressores, que são medicamentos que combatem a rejeição.

Medicamentos: quais remédios tratam a hepatite C?

A hepatite é uma condição que é tratada com medicamentos antivirais, a fim de eliminar o vírus do HCV. 

Atualmente, devido ao avanço da medicina, é possível perceber uma gama maior de remédios com ação direta. Isso faz com que pacientes sintam menos efeitos colaterais e precisem de um tratamento de menor duração. 

Para indicar o medicamento correto, o médico ou médica responsável precisa saber qual o genótipo específico do vírus e quais os danos no fígado. 

Além disso, é importante que o paciente liste suas condições médicas e outros tratamentos realizados anteriormente. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções atualizado, os medicamentos que podem ser utilizados são:

  • Ribavirina 250mg – cápsula;
  • Daclatasvir 30mg e 60mg – comprimido;
  • Sofosbuvir 400mg – comprimido;
  • Ledipasvir 90mg/sofosbuvir 400mg – comprimido;
  • Elbasvir 50mg/grazoprevir 100mg – comprimido;
  • Glecaprevir 100mg/pibrentasvir 40mg – comprimido;
  • Sofosbuvir 400mg/velpatasvir 100mg – comprimido;
  • Alfaepoetina 10.000 UI – pó para solução injetável;
  • Filgrastim 300mcg – solução injetável;
  • Alfapeguinterferona 2a 180mcg – solução injetável.

Entre os mais comuns são:

Ribavirina

Esse princípio ativo é utilizado no combate a infecções virais, evitando a formação de novos vírus. Porém, ele é contraindicado para mulheres grávidas, pessoas com problemas cardíacos, hemoglobinopatias ou com disfunções hepáticas. 

Entre os nomes comerciais estão:

Glecaprevir + Pibrentasvir

Essas duas substâncias são agentes antivirais de ação direta, que atuam em múltiplas etapas do tratamento da hepatite C. Ambas podem atuar impedindo a multiplicação do vírus e, consequentemente, melhorar a saúde do organismo.

Sofosbuvir

Essa substância ativa é indicada para o tratamento de infecções de hepatite C. Foi desenvolvida para combater infecções pelos genótipos 1, 2 e 3.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Pessoas que possuem hepatite C crônica precisam manter uma rotina médica com um especialista, a fim de monitorar a atividade e a saúde do fígado.

Além disso, alguns cuidados básicos podem ser introduzidos na rotina de quem possui essa condição, como manter uma rotina de sono adequada. 

Quando seu organismo está descansado, seu órgãos conseguem funcionar com menos esforço. 

Algumas dicas podem incluir:

Mantenha sua saúde mental em dia

A saúde mental é sempre um importante fator para auxiliar no bem-estar e manter a qualidade de vida, seja em condições de debilidade ou não.

Manter bons relacionamentos afetivos e ter suporte de pessoas próximas é uma maneira simples e bastante importante que favorecem a condução do tratamento adequadamente. 

Cuide da alimentação

Alguns grupos alimentares, se consumidos em grandes quantidades, podem causar sobrecarga no fígado. Entre os que devem ser controlados, podemos citar:

  • Ferro;
  • Gorduras;
  • Sal;
  • Açúcar;
  • Café.

Evite o uso de álcool e drogas

Essas duas substâncias são extremamente prejudiciais para o fígado. Um estudo publicado no Alcohol Clinical Expert indicou que pacientes com histórico de alcoolismo e hepatite C crônica têm mais chances de desenvolver cirrose e carcinoma hepatocelular (câncer de fígado).

Prognóstico

A hepatite C é uma condição que tem um alto nível de cura. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 90% das pessoas que realizam o tratamento corretamente conseguem se curar. 

Porém, em torno de 20% dos pacientes com hepatite crônica podem apresentar uma evolução no quadro, migrando para uma cirrose hepática. Além disso, de 1% a 5% podem evoluir para um câncer de fígado.

Complicações: quais os riscos da hepatite C?

Caso não seja tratada propriamente, a hepatite C pode desenvolver complicações no fígado. Atualmente, os tratamentos têm grandes porcentagens de melhora, de 40% a 50% dos casos infectados com genótipo 1. 

Entre as possíveis complicações podemos citar:

Alteração glicêmica ou diabetes tipo 2

A infecção da hepatite C pode levar ao agravo ou desenvolvimento de alterações de glicemia, relacionadas ao diabetes tipo 2.

Cirrose hepática

A cirrose é uma condição crônica decorrente de lesões e alterações do fígado. Quando se desenvolve, a cirrose pode prejudicar as funções do rim, e o único tratamento para essa patologia é o transplante de fígado. 

Normalmente, na fase inicial, ela não apresenta nenhum tipo de sintoma. Porém, ao perceber fadiga, perda de apetite ou dores abdominais de maneira frequente, procure um hepatologista. 

Esteatose (gordura no fígado)

Essa condição é ocasionada pelo acúmulo de gordura no fígado e pode ser encontrada de duas formas: metabólica e induzida. Ambas aumentam os riscos de desenvolver câncer de fígado. 

Manter uma rotina de exercícios e uma alimentação balanceada, evitam o desenvolvimento dessa condição. 

Câncer no fígado

Essa condição pode ser considerada primitiva, ou seja, teve surgimento através das próprias células do fígado. 

Porém, esse órgão possui uma grande capacidade funcional, ou seja, caso ele não esteja mais de 60% comprometido, ele continuará realizando suas funções normalmente. 

O câncer de fígado tem como principal fator de risco a cirrose hepática e os vírus da hepatite B e C.

Insuficiência hepática

Pode ser considerada uma consequência grave caracterizada por uma dificuldade desse órgão em desempenhar suas funções normais, podendo haver um comprometimento agudo ou crônico.

Entre as causas mais comuns, podemos citar o uso recorrente de álcool e substâncias químicas, agente infecciosos (hepatites) e tumores.

Existe vacina para hepatite C?

Não. Atualmente as vacinas disponíveis são apenas para os tipos A e B. Isso porque o vírus da hepatite C é altamente variável, ou seja, ele se modifica facilmente, o que dificulta o processo de desenvolvimento de vacinas. Atualmente existem cerca de 6 genótipos diferentes, que resultam em mais 50 subtipos.

Por isso a melhor forma de prevenir a doença é não compartilhar objetos cortantes e objetos pessoais, como seringas, agulhas e alicates. 

Além disso, evitar o consumo excessivo de álcool e drogas, além do sexo sem preservativos, também são boas maneiras de evitar a infecção.

Qual a forma de prevenção da hepatite C?

Infelizmente, ainda não se tem conhecimento de uma vacina capaz de prevenir  a hepatite C. Porém, existem várias outras formas de evitar a condição. Essas práticas preventivas estão relacionadas com o compartilhamento de objetos cortantes ou que possam entrar em contato com sangue. Confira as medidas que podem evitar a transmissão:

Uma das maneiras mais comuns de transmissão da hepatite C é através do compartilhamento de seringas ou objetos cortantes. Por isso, tenha seus próprios alicates de cutícula, não reutilize e compartilhe seringas e tenha certeza que estúdios de tatuagem e piercing usam materiais descartáveis.

Evite sexo desprotegido 

O uso correto de preservativos é eficaz não só para prevenção da hepatite C, mas também para outras condições como o HIV. 

Os riscos de contaminação por meio do sêmen são baixos, porém, ainda existe a probabilidade de acontecer, então o melhor é sempre evitar. 

Faça exames antes de engravidar 

Umas das formas de transmissão da hepatite C é por meio da gestação, nos casos em que a mãe possui a condição. 

Por isso, se você está pensando em engravidar, o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é que seja feito um exame para verificar a presença dessa condição.

Perguntas frequentes

Como se pega hepatite C? 

Uma pessoa pode pegar hepatite ao entrar em contato com o sangue de uma pessoa infectada pelo vírus ou por conta com objetos contaminados. Por isso, agulhas, seringas, equipamentos para tatuagem, alicates de manicure podem transmitir a doença. Além do sangue, a hepatite C também é contraída em relações sexuais sem o uso de preservativo.

Hepatite C pega na relação?

Sim. A hepatite C também é transmitida em relações sexuais desprotegidas. Porém, acredita-se que esse risco de contaminação é mais baixo. Entretanto, pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou que tenham doenças sexualmente transmissíveis devem redobrar o cuidado. 

Hepatite C dá sintomas? Como saber se tenho a doença?

De acordo com o infectologista Rafael Mialski, na grande maioria dos casos (cerca de 75%), a infecção inicial pelo vírus da hepatite C é assintomática, ou seja, a pessoa não sente nada. 

Algumas pessoas podem manifestar quadros bastante genéricos, ou seja, poucos sintomas inespecíficos, como uma gripe. Já alguns poucos pacientes podem desenvolver uma hepatite aguda, uma inflamação no fígado que se caracteriza por febre, icterícia (amarelão), náuseas e dor abdominal.

De acordo com o infectologista, “a melhor maneira para se diagnosticar a infecção pelo vírus da hepatite C é fazer o teste, mesmo que o paciente não sinta nada. Atenção especial deve ser dada para os nascidos antes de 1993 e que receberam transfusão de sangue, pois antes disso os bancos de sangue do Brasil ainda não testavam as bolsas para a presença do vírus”.

Hepatite C tem cura espontânea?

O infectologista Rafael Mialski aponta que a cura espontânea da hepatite C é incomum e, em geral, ocorre antes de o paciente fazer o diagnóstico da infecção crônica. Lembrando que a maioria dos casos de hepatite C cronificam.

Normalmente, a pessoa descobre que teve hepatite C depois que já houve a cura espontânea, em média, até 6 meses após a infecção. 

Há riscos de contrair hepatite C compartilhando objetos pessoais, como escovas de dente e lâminas de depilação?

De acordo com o infectologista Rafael Mialski, há riscos de contrair hepatite C por meio do compartilhamento de objetos pessoais, como escovas de dentes e lâminas de depilação. Por isso, é importante cada pessoa ter itens pessoais próprios.

A hepatite crônica (cronificada) tem cura?

A Hepatite C cronificada tem cura e o tratamento, atualmente, é simples e bastante eficiente. O problema maior reside no não tratamento da infecção, pois o quadro pode evoluir para a cirrose hepática. Nesse caso, o tratamento é mais complexo e a cura se torna mais difícil também.

Quais as formas mais comuns de contágio ou transmissão?

De acordo com o médico Rafael Mialski, “a principal forma de transmissão é por contato com sangue contaminado pelo vírus. Sobretudo usuários de drogas injetáveis que compartilham agulhas, uso de materiais não esterilizados para procedimentos invasivos, como tatuagens e piercings, além do risco de profissionais de saúde se contaminarem com sangue de pacientes infectados durante a assistência”.

Quem tem hepatite pode doar sangue? 

As pessoas que possuem as hepatites B e C não podem ser doadoras. Isso porque esses dois tipos são considerados mais graves, podendo deixar resquícios do vírus no organismo. Dessa forma, caso isso realmente acontecesse, outra pessoa seria infectada por meio da transfusão de sangue. 

Quem tem hepatite pode engravidar?

Sim. Mas a principal recomendação é de que haja um o acompanhamento médico correto, sendo imprescindível fazer o pré-natal. Isso porque, ainda que baixos, existem riscos de transmissão entre a mãe infectada e o bebê.

Hepatite C pode evoluir para um câncer?

Sim, mas em casos graves. Caso a condição não seja diagnosticada ou tratada propriamente, a hepatite pode gerar uma lesão hepática e assim evoluir para um câncer de fígado. 

Uma hepatite aguda pode se tornar crônica? 

Sim. Após o contato com o vírus, na maioria das vezes a hepatite se torna crônica, chegando a 85% dos casos. Porém, o tratamento é relativamente simples e com poucos efeitos colaterais.

Desta forma, o tratamento adequado reduz riscos de cirrose hepática, que é um agravamento decorrente da hepatite C. Nesse caso, é uma lesão praticamente irreversível do fígado, sendo a cura mais difícil, de acordo com o infectologista Rafael Mialski.


A maioria das pessoas que possuem hepatite C não apresentam sintomas. Por isso, é importante manter uma rotina de exames e acompanhamento médico regular.

Compartilhe esse artigo com seus amigos e familiares, para que eles saibam a importância de se cuidar e prevenir essa doença!

Fontes consultadas

  • Epidemiologia da infecção pelo vírus da hepatite C, Revista da Associação Médica Brasileira.
  • Hepatite: Saiba tudo sobre a doença e o tratamento, Ministério da Saúde.
  • Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções – Ministério da Saúde.
  • Hepatite C, Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.
  • Rafael Mialski Fontana (CRM 26545-PR). Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, residência em Clínica Médica pelo Hospital de Clínicas da UFPR e Residência em Infectologia pelo Hospital de Clínicas da UFPR.


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6 comentários

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    1. Olá!

      Se você foi diagnosticado com hepatite C, deve seguir as recomendações de tratamento feitas pelo médico para evitar a progressão da doença e outras complicações.

  1. hepatite C é detectavel em qualquer exame de sangue , tipo pre operatorio ou do exercito?

    1. Olá, Jonathan!

      Não. Para saber se você tem hepatite C ou não, é necessário um exame que busque saber se existem anticorpos contra o vírus C. Entretanto, é praxe dos médicos de pedir, em qualquer check-up, um exame de transaminases, que vai detectar problemas no fígado. A partir desse exame, se o médico identificar alguma anormalidade, pode ser levantada uma suspeita, e aí será feito o teste específico de hepatite C.

  2. Descobri q tou com hepatite c e estou super proucupada pós tenho medo é grave esa doença

  3. olá boa noite eu gosto muito das sua publicação que apendemos muito com vocês ok obrigada a toda equipe

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