Trombocitopenia: o que é, causas, tratamento, sintomas, tem cura?

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O que é trombocitopenia?

Trombocitopenia é uma condição na qual há uma deficiência de plaquetas (trombócitos) no sangue, células fundamentais para a coagulação e consequente estancamento de um sangramento. Está relacionada a diversas causas.

A falta de plaquetas pode levar a sangramentos leves ou graves que não param. Eles podem ocorrer dentro ou fora do corpo (hemorragias internas ou externas). Também podem acontecer nos tecidos logo abaixo da pele, formando hematomas.

Os valores referência para contagem de plaquetas em indivíduos adultos saudáveis variam entre 150.000 e 450.000 plaquetas por microlitro de sangue. Embora níveis abaixo de 150.000 sejam o bastante para caracterizar a trombocitopenia, os sangramentos só acontecem quando os níveis estão muito baixos.

Sangramentos leves podem ocorrer quando a contagem atinge 50.000 plaquetas por microlitros, enquanto os sérios só ocorrem quando se atinge níveis críticos (abaixo de 20.000 plaquetas por microlitro).

Na Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição (CID-10), a trombocitopenia é encontrada pelo código D69.6, sendo também chamada de plaquetopenia.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é trombocitopenia?
  2. O que são plaquetas e qual sua utilidade?
  3. Causas
  4. Tipos
  5. Grupos de risco
  6. Sintomas
  7. Trombocitopenia na gravidez
  8. Trombocitopenia em cães e gatos
  9. Como é feito o diagnóstico da trombocitopenia?
  10. Trombocitopenia em cura?
  11. Trombocitopenia pode matar?
  12. Tratamento
  13. Medicamentos para trombocitopenia
  14. Complicações
  15. Convivendo
  16. Prognóstico
  17. Prevenção

O que são plaquetas e qual sua utilidade?

Plaquetas são as células sanguíneas responsáveis por estancar sangramentos. Quando há uma lesão, essas células se juntam e formam um coágulo, uma espécie de capa protetora no machucado, o que impede que o sangue continue saindo até que o ferimento esteja curado.

Também chamadas de trombócitos, as plaquetas são formadas na medula óssea.

Causas

A trombocitopenia acontece quando:

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  • A medula óssea não consegue produzir plaquetas em quantidade suficiente;
  • O corpo destrói as plaquetas que são produzidas;
  • Algumas doenças causam coágulos usando muitas plaquetas, deixando o resto do corpo em falta;
  • O baço armazena muitas plaquetas;
  • Uma combinação de todos os fatores acima.

Tudo isso pode acontecer por conta de condições herdadas (genéticas) ou adquiridas (doenças que se desenvolvem durante a vida). Entenda melhor:

Medula óssea não produz plaquetas o suficiente

A medula óssea é um tecido esponjoso que existe dentro dos ossos. Sua função é produzir células sanguíneas como os glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. E você pensando que o osso servia só para dar sustentação, hein?

A produção desse material sanguíneo é feita por meio de células tronco, que são capazes de se tornar qualquer tipo de célula do corpo humano. Existem condições que afetam a saúde dessas células e impedem que elas se desenvolvam para se tornar células sanguíneas saudáveis. Algumas delas são:

Câncer

Certos tipos de câncer afetam a medula óssea diretamente, danificando as células tronco. É o caso da leucemia e dos linfomas, tumores que afetam tanto a circulação sanguínea quanto o sistema imune.

Além disso, os tratamentos quimio e radioterápicos empregados nessas doenças também são capazes de destruir as células tronco.

Anemia aplástica

Trata-se de um tipo de anemia extremamente rara, na qual a medula óssea simplesmente deixa de fazer células sanguíneas o suficiente. Ela não afeta apenas as plaquetas, como também os glóbulos brancos e vermelhos.

Substâncias tóxicas

Certas substâncias tóxicas são capazes de desacelerar a produção de células pela medula óssea. A exposição prolongada a pesticidas, arsênio e benzeno são, portanto, fatores de risco para uma trombocitopenia temporária.

Medicamentos

Alguns medicamentos podem acabar reduzindo a produção de plaquetas. Exemplos são diuréticos, cloranfenicol (um antibiótico), ácido acetilsalicílico (Aspirina) e ibuprofeno.

Consumo de álcool

O álcool também desacelera a produção de plaquetas, especialmente em pessoas que sofrem de alcoolismo. Essas pessoas podem vivenciar trombocitopenia temporária, especialmente quando suas dietas são pobres em nutrientes importantes para a criação de células sanguíneas, como ferro, vitamina B12 ou ácido fólico.

Infecções virais

Infecções como sarampo, rubéola, caxumba, mononucleose infecciosa e a parvovirose podem reduzir a contagem de plaquetas temporariamente. Já em pacientes com HIV, a redução tende a durar mais tempo.

Doenças genéticas

Algumas doenças genéticas também afetar a produção de plaquetas. Exemplos são síndrome de Wiskott-Aldrich (que causa uma imunodeficiência congênita) e de May-Hegglin (caracterizada pela produção de plaquetas gigantes e em menor número).

Destruição das plaquetas

Mesmo que a medula óssea produza plaquetas o suficiente, algumas condições podem provocar a destruição dessas células. Exemplos:

Doenças autoimunes

As doenças autoimunes acontecem quando o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo contra corpos estranhos, se confunde e passa a atacar tecidos e células saudáveis do corpo.

Alguns exemplos de doenças autoimunes que causam trombocitopenia são lúpus e artrite reumatoide.

O sistema imunológico pode atacar os trombócitos (ou a medula óssea) mesmo quando não há uma doença autoimune. Para esses casos, dá-se o nome de trombocitopenia autoimune.

Medicamentos

Certos medicamentos podem fazer o corpo se confundir e começar a destruir as plaquetas. Alguns exemplos de remédios que fazem isso são quinina, antibióticos derivados de sulfanilamida, rifampicina e alguns medicamentos para epilepsia, como vancomicina e fenitoína.

A heparina, muito usada para prevenir coágulos dentro dos vasos sanguíneos, também pode acabar alterando a contagem de plaquetas. Isso porque o corpo tem uma reação que causa coágulos e trombocitopenia ao mesmo tempo. Quando isso acontece, chama-se trombocitopenia induzida por heparina, e raramente ocorre fora do ambiente hospitalar.

Infecções bacterianas

Quando as bactérias se proliferam demasiadamente, elas podem acabar “envenenando” o sangue, o que causa a destruição de trombócitos.

Cirurgias e procedimentos médicos

As plaquetas podem ser destruídas ao passarem por próteses de válvulas cardíacas, bypass vascular (cirurgia que reconstrói o caminho de um vaso sanguíneo) e até mesmo máquinas e tubos usados na transfusão de sangue.

Gravidez

No final da gravidez, cerca de 5% das mulheres grávidas acabam desenvolvendo trombocitopenia leve.

Doenças que causam coágulos

Existem doenças raras e graves que causam coágulos e reduzem a contagem de plaquetas. Isso ocorre porque os coágulos usam muitas das plaquetas disponíveis, ao passo em que a medula óssea não aumenta a produção para contornar a situação.

Alguns exemplos dessas condições são:

Púrpura trombocitopênica idiopática (PTI)

A púrpura trombocitopênica idiopática é caracterizada pela formação de coágulos em pequenos vasos sanguíneos, inclusive aqueles que irrigam o cérebro, coração e rins. Acontece, geralmente, por conta de danos em um gene.

Coagulação intravascular disseminada

Já a coagulação intravascular disseminada costuma ser uma complicação de infecções e traumas severos, assim como gravidez. É caracterizada pela formação de pequenos coágulos espalhados pelo corpo.

Baço retém muitas plaquetas

É normal que os trombócitos sejam armazenados no baço (cerca de ⅓ deles são), mas às vezes alguma condição pode fazer com que seja armazenado do que o normal. Essas condições fazem com que o baço aumente de tamanho, retendo muitas plaquetas e fazendo com que falte para o resto do corpo. São elas:

Cirrose

A cirrose é uma doença que causa cicatrizes no fígado, fazendo com que ele deixe de funcionar adequadamente. Como o fígado e o baço atuam juntos, o trabalho do baço fica dificultado, levando a um aumento do órgão.

Mielofibrose idiopática

A mielofibrose idiopática não afeta diretamente o baço, mas causa fibrose na medula óssea, dificultando seu trabalho. Isso acaba causando uma sobrecarga de plaquetas no baço.

Tipos

Existem dois tipos de trombocitopenia, classificados de acordo com a origem do problema. São eles:

Trombocitopenia central

A origem da trombocitopenia central é na medula óssea. Quando certas condições alteram o funcionamento dessa parte do corpo, o problema é classificado como central.

Casos de leucemia, anemia aplásica, desidratação e carência de alguns nutrientes estão relacionados a esse tipo de trombocitopenia.

Trombocitopenia periférica

Na trombocitopenia periférica, a medula óssea funciona bem e o problema tem sua origem já na circulação. É causada pela destruição das plaquetas como nos casos de infecções, doenças autoimunes, uso de medicamentos, entre outros.

Grupos de risco

Os principais grupos de risco para trombocitopenia são:

  • Pessoas com câncer, anemia aplástica ou doenças autoimunes;
  • Trabalhadores que entram em contato com substâncias tóxicas frequentemente;
  • Pessoas que têm reações a certos medicamentos;
  • Pacientes infectados com certos tipos de vírus;
  • Pessoas que nascem com certas condições genéticas;
  • Alcoólatras;
  • Mulheres grávidas.

Sintomas

A trombocitopenia pode, muitas vezes, ser assintomática, sendo detectada por exames de sangue de rotina. No entanto, em casos mais graves, o paciente pode apresentar:

  • Sangramentos espontâneos que podem ser internos ou externos;
  • Aparição de hematomas de coloração vermelha, marrom ou roxa;
  • Pontinhos vermelhos ou roxos na pele;
  • Sangramento que demora para parar, mesmo em cortes pequenos;
  • Sangramento na gengiva ao escovar os dentes;
  • Sangramentos espontâneos do nariz;
  • Nas mulheres, pode haver um fluxo menstrual muito intenso ou sangramentos vaginais irregulares.

Sinais de emergência

Os sangramentos internos podem não ser facilmente vistos, uma vez que não aparecem na pele. No entanto, quando o sangramento é no cérebro ou intestino, ele pode ser fatal. Felizmente, esses sangramentos geram sintomas reconhecíveis, como:

  • Sangue nas fezes, apresentando-se na coloração avermelhada ou simplesmente escurecendo as fezes;
  • Dores de cabeça intensas;
  • Fraqueza ou paralisia de um lado do corpo;
  • Alterações na consciência;
  • Convulsões;
  • Desmaio;
  • Sensibilidade à luz;
  • Dificuldades para falar.

Trombocitopenia na gravidez

Não raramente, mulheres grávidas desenvolvem trombocitopenia, em especial nos últimos 2 meses de gravidez. Trata-se de uma diminuição fisiológica da contagem de plaquetas causada pela diluição do sangue por conta da retenção de líquidos e aumento do plasma sanguíneo nessa etapa da gestação.

Nesses casos, a condição é geralmente leve e costuma se resolver espontaneamente após o parto. No entanto, mulheres grávidas não estão livres das doenças que podem causar o problema e, por isso, é importante investigar sua origem.

Trombocitopenia em cães e gatos

Você sabia que os animaizinhos de estimação também podem sofrer com trombocitopenia? Pois é, e as causas são bem parecidas com a dos humanos: problemas na produção de plaquetas, doenças infecciosas e autoimunes, câncer, entre outras.

Os sintomas, no entanto, podem ser diferentes. O animalzinho pode apresentar:

  • Pequenos pontos vermelhos na pele, geralmente vistos ao levantar o pelo do animal;
  • Sangramentos na região do focinho;
  • Febre;
  • Letargia;
  • Sangramento urinário.

Portanto, se você tem um bichinho, esteja sempre atento a esses sinais e procure um veterinário o quanto antes!

Caso seu animal de estimação tenha recentemente feito um exame de sangue e, nos resultados, esse exame acusou trombocitopenia, não se preocupe: existem muitas contagens errôneas dos níveis plaquetários, em especial quando são feitos por contadores automáticos.

Isso porque em alguns animais, como no caso dos gatos, as plaquetas são muito parecidas com as hemácias, inclusive no tamanho. Nesses casos, os resultados podem ser errados até mesmo em contagens manuais!

Caso você desconfie que o resultado do exame do seu animalzinho está errado, especialmente quando não há sintomas relacionados, peça um novo exame para que possa ser averiguado se o diagnóstico está correto.

Como é feito o diagnóstico da trombocitopenia?

Como dito anteriormente, a trombocitopenia é, na maioria das vezes, diagnosticada em exames de sangue de rotina. No entanto, após a constatação dos sintomas e do histórico médico do paciente, o clínico geral pode pedir os seguintes exames para identificar o problema:

Hemograma

O hemograma é uma exame que avalia a quantidade e a qualidade de diversos componentes do sangue, como glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. É muito usado para diagnosticar distúrbios nutricionais, doenças autoimunes e leucemia.

Esfregaço de sangue

O esfregaço é um exame de sangue no qual a amostra é colocada em uma lâmina de vidro e é “esfregada”, espalhando o sangue por toda a superfície da lâmina. Isso permite uma análise microscópica do formato e tamanho das células sanguíneas. Geralmente, constitui uma parte do hemograma.

Biópsia da medula óssea

A biópsia consiste na remoção de uma amostra da medula óssea, que é enviada para análise laboratorial. Lá, o tecido é examinado para verificar o número e os tipos de células presentes.

Alternativamente, o médico pode coletar e analisar o líquido que está presente na medula, a fim de identificar células danificadas.

Ultrassom do baço

A fim de detectar a causa, o médico pode pedir um ultrassom do baço. Esse exame utiliza ondas sonoras para criar imagens dos órgãos e tecidos internos do corpo humano. Deste modo, ele será capaz de verificar se o baço está aumentado, que pode ser o motivo da trombocitopenia.

Trombocitopenia tem cura?

Sim, a trombocitopenia pode ser curada, pois geralmente é apenas um reflexo de alguma outra condição médica. Ao resolver esse problema, a plaquetopenia se resolve também. No entanto, quanto tempo demora para isso acontecer depende muito da causa: a trombocitopenia pode durar dias, meses e até mesmo anos.

Existem casos, também, que o problema pode persistir o resto da vida, como nas doenças autoimunes. Embora os medicamentos deixem a trombocitopenia controlada, não é possível livrar-se de sua causa definitivamente, fazendo com que o fenômeno possa ocorrer novamente a qualquer momento.

Trombocitopenia pode matar?

Infelizmente sim, a trombocitopenia pode chegar ao ponto de levar ao óbito. Isso por conta de sangramentos severos que não conseguem ser parados pela falta de plaquetas para formar um coágulo.

Tratamento

O tratamento depende da gravidade da situação. Trombocitopenias leves podem simplesmente não precisar de tratamento algum, enquanto as variáveis mais graves dessa condição podem requerer medidas mais invasivas para resolver o problema.

Tratando a causa

Ao detectar a causa da trombocitopenia, é importante tratá-la. Cuidar da falta de plaquetas sem tratar as condições adjacentes é como varrer a sujeira para baixo do tapete, sem chegar na cura do problema.

Caso a escassez de trombócitos seja causada por algum medicamento, o médico pode receitar outro para substituí-lo.

Já nos casos de câncer, por exemplo, pode ser necessário quimio ou radioterapia que, por sua vez, podem prejudicar a produção de plaquetas. Deste modo, podem ser necessários outros tratamentos para manter uma quantidade adequada de trombócitos na corrente sanguínea.

Medicamentos imunossupressores

Em caso de trombocitopenia autoimune, o médico pode indicar medicamentos que diminuem a atividade do sistema imunológico ou anti-inflamatórios corticosteroides.

Transfusões de sangue ou plaquetas

Os casos mais graves podem necessitar transfusões de sangue e/ou plaquetas, especialmente quando há hemorragias severas.

Problemas relacionados a esse tratamento é a destruição das plaquetas antes mesmo de elas alcançarem a corrente sanguínea do paciente (por conta das condições dentro dos tubos e cateteres) e a possibilidade de infecção por microrganismos não filtrados.

Cirurgia: esplenectomia

Em casos raros, é preciso a remoção do baço, a fim de permitir que as plaquetas continuem circulando ao invés de ficarem presas no órgão.

Felizmente, na maior parte das vezes, esse procedimento só é necessário nos casos de trombocitopenia autoimune em adultos.

Medicamentos para trombocitopenia

Alguns medicamentos frequentemente indicados para o tratamento de trombocitopenias são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Complicações

Hemorragias intensas

O corpo humano é frágil e vive sofrendo lesões, mesmo quando está tudo bem. Às vezes, um simples aumento na pressão sanguínea é o bastante para lesionar uma artéria ou algum órgão.

Por conta da falta de plaquetas no organismo, a formação de coágulos é insuficiente para estancar os sangramentos. Deste modo, o paciente pode sofrer hemorragias severas sem nem mesmo saber.

Quando a hemorragia é externa ou próxima à pele, é fácil perceber o problema, por conta da formação de hematomas ou da ferida que simplesmente não para de sangrar. Já as hemorragias internas podem ser descobertas quando já é tarde demais.

Lesão cerebral

Raramente, a trombocitopenia pode causar sangramentos no cérebro. Ao entrar em contato com os tecidos nervosos, o sangue pode danificá-lo, ocasionando lesões cerebrais.

Morte

Tanto por conta de hemorragias internas muito severas quanto por lesões cerebrais, a trombocitopenia pode levar ao óbito.

Convivendo

Sabendo que o corpo pode sangrar facilmente e que isso não é fácil de estancar, existem alguns cuidados que o paciente deve tomar até que o problema seja resolvido. Algumas dicas são:

Evitar situações que oferecem risco de sangramento

Pela dificuldade em parar sangramentos, é recomendado evitar:

  • Esforços intensos;
  • Esportes de contato como futebol, rugby, basquete etc.;
  • Consumo de álcool, tanto pela alteração que a substância causa na produção das plaquetas quanto pela possibilidade de acidentes;
  • Remédios que alteram a função das plaquetas (anticoagulantes, anti-inflamatórios, Aspirina, ginkgo biloba).

Alimentação

Mantenha uma alimentação equilibrada que ajuda na produção de células sanguíneas, rica em:

  • Cereais;
  • Frutas;
  • Legumes;
  • Verduras;
  • Carnes magras.

Cuidado com infecções

Em caso de remoção do baço, o paciente pode ficar mais suscetível a certas infecções. Por isso:

  • Lave sempre as mãos com água e sabão;
  • Evite o contato com superfícies possivelmente contaminadas. Se isso não for possível, tenha sempre um produto antisséptico para limpar as mãos frequentemente;
  • Limpe bem as feridas e troque os curativos com frequência, a fim de evitar a entrada de bactérias.

Prognóstico

A trombocitopenia pode ter um prognóstico bastante favorável quando é possível detectar sua causa, tratá-la e mantê-la sob controle. No entanto, existem casos graves que podem levar a morte.

Prevenção

Normalmente, não é possível prevenir a trombocitopenia, pois ela pode ser resultado de problemas autoimunes, câncer ou outras doenças que podem estar fora do controle. Entretanto, existem algumas medidas para evitar fatores de risco que podem desencadear o problema, como:

  • Evite o consumo de álcool, visto que essa substância desacelera a produção de plaquetas;
  • Evite o contato com substâncias tóxicas;
  • Evite medicamentos que você sabe que já te causaram trombocitopenia antes;
  • Tome cuidado com medicamentos que promovem efeitos na corrente sanguínea, especialmente nas plaquetas. Medicamentos como Aspirina e ibuprofeno podem acabar afinando demais o sangue, impedindo coágulos quando estes são necessários;
  • Esteja sempre vacinado contra os vírus que podem afetar as plaquetas. Se você tiver filhos, converse com o pediatra deles para manter as vacinas em dia.

Apesar de pouco falada, a trombocitopenia traz consequências perigosas quando não é tratada. Compartilhe este texto para que mais pessoas tenham conhecimento sobre a condição.

Caso você suspeite do problema, procure um médico o mais rápido possível!

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4 Comentários

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  1. Muito bom o texto. Tenho PTI, tenho feito vários exames pra tentar descobrir a causa, mais nada foi confirmado. Os médicos dizem que e uma provável ação do meu sistema imune contra as plaquetas. Faço uso da Prednisona e graças a Deus as plaquetas já tem aumentado aos poucos. Já são 7 meses de tratamento. Obrigada pelo texto.

  2. Acabo de fazer Hemograma para risco cirúrgico, a finalidade é extrair um pequeno tumor de pele na testa do rosto. Veio na observação “Trombocitopenia” confirmada en citrato. Plaquetocrito (pct) 0,090%: Volume plaquetario médio 8,0 fL – Trombocitopenia confirmada em lâmina. Já tive várias hemorragias inc. urinária!
    Na leitura dos dados aqui não encontro o medicamento Varfarina Sódica, sob rótulo de laboratório Marevan, que faço uso por uns 17 anos para evitar coágulos uma vez que sofro de fibrilação de átrio, sendo forte condição de coágulos. Tenho que manter um INR de 2 a 2,5 sob recomendação médica. Permanentemente estou em 1,2 estacionado mesmo sem tomar a Varfarina. Tenho que conversar com meu médico urgente após a leitura de tantos dados como encontrei aqui. Um grande abraço.

  3. Muito boas as informações. Bem amplas e só mesmo com consultas médicas será possível detectar. Parabéns! Procurei apenas informações pois já perdi uma amiga com essa doença e foi muito rápido o óbito.

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