Aproximadamente 1% da população mundial sofre com dores e limitações decorrentes da artrite reumatoide. Só no Brasil há, em média, 2 milhões de pessoas.

Dores, dificuldades de movimento e alterações na estrutura óssea são apenas alguns dos sintomas e complicações relacionados à doença.

Porém, engana-se quem acha que a condição só acontece com gente mais velha. Apesar de ter uma relação direta com o envelhecimento, a artrite reumatoide pode ocorrer também em crianças e adolescentes.

Índice — neste artigo você irá encontrar as seguintes informações:

  1. O que é artrite reumatoide?
  2. Tipos
  3. Quais as causas?
  4. Fatores de risco
  5. Sintomas da artrite reumatoide
  6. Diagnóstico
  7. Quais exames ajudam na detecção?
  8. Artrite reumatoide tem cura?
  9. Qual o tratamento?
  10. Remédio para artrite reumatoide
  11. Tratamento caseiro e natural
  12. Convivendo
  13. Complicações
  14. Prognóstico
  15. Prevenção
  16. Fotos
  17. Perguntas frequentes

O que é Artrite Reumatoide?

A artrite reumatoide (AR) é uma doença crônica, autoimune e sistêmica caracterizada pela inflamação das articulações.

Não se sabe exatamente o que desencadeia a alteração, mas, assim como outras condições autoimunes, o organismo começa a ser atacado pelas próprias células de defesa.

Aos poucos, as articulações de todo o corpo (mas principalmente das mãos) vão sendo afetadas pela inflamação.


O resultado é que dores, inchaços e redução da mobilidade acometem o paciente.

Considerada uma condição sistêmica, com o tempo, a doença pode causar deformidades nas estruturas e afetar também outros tecidos e órgãos.

As alterações causadas pelas frequentes inflamações podem causar lesões ósseas e articulares irreversíveis, o que pode resultar em deformações que reduzem a qualidade de vida do paciente.

Por se tratar de uma doença sistêmica, as inflamações podem ocorrer também em outros lugares, como em volta do coração, no pulmão e até mesmo nos olhos.

Ainda não há cura, mas a artrite reumatoide pode ser controlada com medicamentos antirreumáticos.

Em geral, as condições que afetam as estruturas articulares (reumatismo) são atribuídas às pessoas mais velhas.

Porém, a artrite reumatoide é uma doença autoimune e, por isso, pode se manifestar em qualquer idade, incluindo nas crianças.

Ainda assim, o envelhecimento está associado à doença, que tem maior incidência a partir dos 40 anos.

No CID-10, a artrite reumatoide podem ser encontrada sob o código M05.

  • M05 — Artrite reumatoide soro-positiva;
  • M05.3 — Artrite reumatoide com comprometimento de outros órgãos e sistemas;
  • M05.9 — Artrite reumatoide soro-positiva não especificada;
  • M06.0 — Artrite reumatoide soro-negativa;
  • M06.9 — Artrite reumatoide não especificada;
  • M08.0 — Artrite reumatoide juvenil.

Tipos

A artrite reumatoide pode ser subclassificada em alguns tipos. São eles:

AR soro-positiva

O fator reumatoide está associado às lesões em diferentes tecidos e órgãos, mas vale ressaltar que não é ele o causador ou o determinante da artrite reumatoide.

Quando os exames detectam o fator no sangue do paciente, o quadro é considerado AR soro-positiva.

A maioria dos pacientes com artrite reumatoide tem o tipo positivo, mas não é o fator que determina a doença. Isso porque pessoas sem nenhuma alteração ou patologia reumática podem apresentar níveis do fator reumatoide.

Porém, de acordo com a Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro, pacientes com o tipo positivo tendem a apresentar sintomas mais graves e mais acometimento da saúde do que aqueles do tipo negativo.

AR soro-negativa

Nesses pacientes, os exames que detectam o fator reumatoide estão negativados, mesmo na presença de sintomas. Por isso, o diagnóstico é feito sobretudo com base nos exames laboratoriais e de imagem.

Artrite reumatoide juvenil

Atualmente, a denominação correta da artrite reumatoide juvenil é Artrite idiopática juvenil.

A condição acomete crianças e adolescentes de até 16 anos, sendo que entre todas as artrites crônicas, é a mais frequente na infância.

Em geral, a doença é bastante semelhante àquela que ocorre em adultos (artrite reumatoide) e, da mesma forma, as causas não são completamente conhecidas, por isso é chamada de idiopática.

Quais as causas?

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, ou seja, acontece quando o sistema imunológico se confunde e começa a atacar o próprio organismo.

Não se sabe exatamente o que desencadeia a alteração do organismo, mas, entre as possibilidades, está a herança genética.

A articulação e ponto que liga os ossos. A cartilagem é um tecido que recobre as extremidades e protege cada osso do atrito.

Nessa região, há ainda membrana sinovial, um tecido bastante fino que produz lubrificantes paras as articulações, evitando que haja atritos ou dificuldade de movimentação.

O paciente com artrite reumatoide, por alguma razão, desenvolve uma resposta inflamatória que acomete as articulações, causando a inflamação da região, que gera dor, vermelhidão e inchaço.

Em seguida, ocorre uma entrada de células de defesa no tecido sinovial, fazendo com que ocorra a produção de outras substâncias que ficam acumuladas no tecido articular. Isso causa os sintomas, como inchaço e dor.

Aos poucos, a membrana sinovial fica mais espessa e a cartilagem sofre um desgaste progressivo, podendo danificar os ossos, que enfraquecem devido aos atritos.

Todos esse mecanismo é possivelmente desencadeado por uma associação de predisposição genética e fatores ambientais.

Fatores de risco

Ainda que não se saiba, ainda, indicar se há um fator determinante, algumas condições estão associadas à possibilidade da artrite reumatoide se manifestar. São elas:

Genética

Pessoas que possuem os marcadores genéticos têm 10 vezes mais chances de desenvolver artrite reumatoide. Ou seja, ter uma parente próximo com a doença pode elevar os riscos de desenvolvê-la.

Agentes infecciosos

Especialistas acreditam que alguns agentes infecciosos, como vírus e bactérias, estar relacionados com a doença e agirem como gatilhos desencadeadores em pessoas com predisposição.

Idade

Ainda que a artrite reumatoide possa ocorrer em pessoas jovens, inclusive crianças, o envelhecimento é um fator de risco.

Em geral, as articulações sofrem desgastes comuns da idade. Por isso, o tecido fica mais fragilizado.

Sexo

Para cada homem com artrite reumatoide, há 3 mulheres que sofrem do mesmo problema.

Outros fatores de risco

Embora pouco compreendidos, existem alguns fatores de risco associados ao desenvolvimento da AR. Alguns deles são:

  • Fumo: Acredita-se que o hábito de fumar pode desencadear a doença, principalmente em quem já possui predisposição genética.
  • Hormônios: Especialistas acreditam que fatores hormonais estão ligados à doença, o que explica a maior incidência em mulheres e o fato de que muitas gestantes apresentam melhoras clínicas sem demais explicações.
  • Exposição a substâncias: Pessoas que passaram muito tempo expostas a substâncias como sílica e asbestos têm mais propensão a desenvolver doenças autoimunes, incluindo a artrite reumatoide.
  • Obesidade: Pessoas acima do peso ou obesas parecem ter mais chances de desenvolver AR devido à sobrecarga articular.

Sintomas da artrite reumatoide

Os primeiros sintomas da AR costumam ser sutis, como dores nas juntas das mãos e dos pés. O paciente pode ter problemas para realizar tarefas simples como abrir potes e girar maçanetas, ou até mesmo sentir dor nos pés ao caminhar após levantar da cama de manhã.

Dor e inflamação

A inflamação faz com que leucócitos (células de defesa) entrem nas articulações, acumulando substâncias no local.

Em geral, elas seguem um padrão simétrico, ou seja, quando há uma inflamação na mão direita, muito provavelmente, há uma na mão esquerda também.

Como há um aumento ou concentração de células e substâncias, a região fica inchada.

Esse inchaço faz o tecido sinovial esticar, tornando as terminações nervosas mais sensíveis e doloridas.

A dor pode ser constante e com intensidades diferentes, dependendo de cada paciente.

Inchaço e vermelhidão articular

O inchaço ocorre devido à inflamação das articulações. Células se acumulam nas camadas sinoviais e geram a distensão do local.

Já a vermelhidão é devido às células de defesa migrando para a região das articulações. Como o corpo precisa enviar mais sangue ao local, ocorre a dilatação de vasos sanguíneos, a fim de suprir as demandas circulatórias.

Rigidez

A rigidez das articulações está bastante relacionada à dor e, muitas vezes, o paciente tem a capacidade de movimentar completamente a região.

Ou seja, a inflamação torna a região sensível, gerando dores e incômodos. Aos poucos, o próprio paciente limita seus movimentos a fim de evitar o desconforto.

Deformidades

Como há uma distensão das camadas sinoviais, aos poucos, as articulações começam a ficar instáveis.

O tecido cartilaginoso começa a sofrer degeneração e, com isso, causa alteração nos encaixes ósseos, fazendo com que as estruturas, como dedos, fiquem tortas.

Nódulos reumatoides

Também pode ocorrer a formação de nódulos reumatoides, que são nódulos subcutâneos de 2mm a 5cm de tamanho, localizados principalmente ao redor de articulações.

Essas lesões costumam ser duras e assintomáticas, mas podem desenvolver infecções e ulcerações.

Fadiga e cansaço intenso

Em geral, 40% dos pacientes com artrite reumatoide sentem fadiga e cansaço extremos. A condição pode ser resultado do comprometimento muscular, que provoca redução de força e condicionamento físicos.

Nesses casos, a condição é agravada porque, conforme o paciente sente dores, dificuldade em se locomover e fadiga, há a tendência de reduzir ou evitar os exercícios agravando a redução do condicionamento.

Outros sintomas

Ainda podem se manifestar sintomas como:

  • Falta de apetite;
  • Febre;
  • Irritabilidade;
  • Suor frio.

Diagnóstico

O profissional mais adequado para diagnosticar a artrite reumatoide é o clínico geral e o reumatologista.

Não existe um teste específico para a AR, então o diagnóstico depende da manifestação dos sinais e sintomas, assim como de exames laboratoriais e de imagem.

Segundo as Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento da artrite reumatoide, o paciente deve apresentar pelo menos 4 dos 7 itens abaixo:

  • Rigidez matinal: rigidez nas articulações e músculos durante, pelo menos, 1 hora após acordar.
  • Artrite em três ou mais áreas: inflamação em três áreas de articulação ou mais, que apresenta acúmulo anormal de líquido (edema) nas partes moles ou derrame do líquido articular;
  • Artrite de articulações das mãos ou punhos;
  • Artrite simétrica: inflamação das mesmas articulações nos dois lados do corpo simultaneamente;
  • Nódulos reumatoides: nódulos debaixo da pele, localizados sobre proeminências ósseas, em superfícies extensoras ou em regiões próximas das articulações (região justarticular);
  • Fator reumatoide (FR) sérico: grupo de anticorpos presente no sangue da maioria das pessoas com AR;
  • Alterações radiológicas: Aparições de erosões ou descalcificações articulares em exames radiográficos.

Além disso, os itens 1 a 4 devem estar presentes por, no mínimo, 6 semanas.

Quais exames ajudam na detecção?

Alguns exames podem ser fundamentais para o diagnóstico da artrite reumatoide. Entre eles:

Exame de sangue

O exame de sangue pode ajudar o médico a identificar se há anticorpos fator reumatoide (FR) e anticorpos antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP), que estão presentes na corrente sanguínea da maioria dos pacientes com artrite reumatoide.

Outras verificações que podem ser feitas com a amostra de sangue são a Velocidade de Hemossedimentação (VHS) e Proteína C Ativa, que indicam a presença de inflamações no corpo.

Exames por imagem

Exames como Raio X e ressonância magnética são usados para conferir o estado das articulações.

O aparecimento de erosões, descalcificações e outras deformidades pode reforçar o diagnóstico.

Análise do líquido sinovial

Consiste na retirada de uma amostra do líquido sinovial de uma articulação inflamada, que pode ajudar a descartar outras causas para a artrite.

Por meio de uma punção na articulação, chamada artrocentese, retirasse uma pequena quantidade de material. O procedimento é semelhante a uma coleta de sangue comum, só que localizado em alguma articulação.

Artrite reumatoide tem cura?

Não. A AR é uma doença crônica e, até hoje, não se conhece uma cura para a condição. Entretanto, existem tratamentos que podem mantê-la controlada e diminuir, assim, os sintomas.

Qual o tratamento?

Por ser uma condição capaz de gerar problemas de mobilidade, o tratamento deve ser multidisciplinar com o objetivo de controlar a doença, aliviar o desconforto, estabilizar o quadro e devolver a autonomia ao paciente.

Medicamentos

O paciente pode ser orientado ao uso de medicamentos que aliviam dores e reduzem as inflamações, além de remédios considerados modificadores do curso da doença.

Ainda que dificilmente ocorra a remissão dos sintomas completamente, esse tipo de medicamento demonstra bons resultados para evitar o agravamento do quadro.

Leia mais: Relaxante muscular (remédio, natural): o que é, nomes, dá sono?

Fisioterapia

A realização de exercícios físicos orientados por um fisioterapeuta pode prevenir a perda da mobilidade e aliviar as dores

Alongamentos evitam que os tendões sofram encurtamententos pela inatividade, assim como a utilização de órteses pode ajudar a manter a funcionalidade das articulações que sofreram deformidades.

Terapia ocupacional

O terapeuta ocupacional pode ajudar o paciente a manter sua autonomia através de adaptações dos espaços e objetos, além de auxiliar a mobilidade das articulações com técnicas cinesioterápicas.

Além disso, o profissional é bastante importante se for necessário o uso de órteses ou acessórios que facilitem a manutenção das atividades diárias do paciente.

Cirurgias

Quando os medicamentos não fazem efeito e não conseguem prevenir o dano às articulações, procedimentos cirúrgicos podem ser realizados para reparar e recuperar a função das articulações.

Algumas cirurgias que podem ser realizadas são:

  • Sinovectomia: Procedimento que retira a parte inflamada da membrana sinovial, evitando danos à cartilagem. Pode ser feito nos joelhos, cotovelos, pulsos, dedos e quadris.
  • Reparação de tendão: As recorrentes inflamações e danos podem causar rupturas ou até mesmo soltar os tendões. Um cirurgião pode ser capaz de reparar esses tendões às articulações, para que o movimento seja readquirido.
  • Artroplastia total: Nesse procedimento, as partes danificadas da articulação são retiradas e substituídas por uma prótese de metal e plástico. Essa prótese, quando bem cuidada, pode durar até 20 anos antes de ser necessária uma troca.
  • Artrodese: Quando não há possibilidade de fazer uma artroplastia total, a artrodese se torna um último recurso e consiste na fusão entre os dois ossos, eliminando definitivamente a articulação. Costuma ser feita quando não há outra maneira de aliviar a dor sentida nas juntas.

Remédio para artrite reumatoide

O tratamento medicamentoso é voltado para a redução das inflamações e prevenção de deformidades. Existem 4 classes de medicamentos utilizados para tratar a AR e o médico irá escolher a mais apropriada de acordo com a gravidade do caso. São elas:

Anti-inflamatórios não esteroides (AINES)

Aliviam os sintomas da artrite, tratando inflamações. Servem como paliativos, pois oferecem muitos riscos e efeitos colaterais a longo prazo. Além disso, não são capazes de prevenir deformidades. Alcançam seu efeito máximo entre 2 e 4 semanas de uso.

Alguns dos anti-inflamatórios mais usados são:

Corticoides

Reduzem processos inflamatórios e aliviam sintomas. Assim como os AINES, não previnem deformidades e são indicados no início do tratamento para alívio rápido dos sintomas. Muitas vezes, sua administração é feita simultaneamente com os anti-inflamatórios. A substância mais usada nesses casos é a prednisona.

Drogas anti-reumáticas modificadoras de doença (DMARDs)

Diminuem os processos inflamatórios, impedindo, assim, a progressão da doença deformante. São drogas imunossupressoras, ou seja, enfraquecem o sistema imunológico, portanto seu uso deve ser acompanhado por um médico. Os efeitos são sentidos só após semanas ou meses de tratamento.

O médico poderá receitar, entre outros:

Modificadores da resposta biológica

Essa é a classe mais nova de medicamentos para tratar a artrite reumatoide. Sua ação concentra-se diretamente nos mediadores inflamatórios e nas células envolvidas na artrite.

Os medicamentos são obtidos através da biotecnologia, possuem efeito imunossupressor e seus efeitos colaterais podem ser mais graves que as outras classes de medicamentos. São usados exclusivamente em casos nos quais a doença não responde ao tratamento convencional.

Alguns medicamentos pertencentes a essa classe são:

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Tratamento caseiro e natural

A artrite reumatoide deve sempre ser acompanhada clinicamente, com profissionais capacitados, seguindo as orientações terapêuticas.

Porém, algumas ações podem ser adotadas em casa para auxiliar na melhoria dos sintomas. Elas devem ser feitas sempre em conjunto, sem substituir a orientação médica.

Entre as opções estão:

Chás

Os chás, em geral, possuem propriedades relaxantes e podem auxiliar no bem-estar do paciente.

A bebida quente pode reduzir a ansiedade e agitação, fazendo com que o paciente controle o estado emocional. Como consequência, pode haver uma redução na percepção da dor.

Sobretudo as bebidas que contêm propriedades anti-inflamatórias, como camomila, pode auxiliar.

Compressas

Compressas quentes podem auxiliar na redução da inflamação, promovendo o relaxamento muscular.

Aos poucos, é possível perceber melhoras na rigidez e dificuldades de movimentação. Mas as compressas frias também podem ser eficazes para reduzir o inchaço.

O ideal é conversar com o médico para que, juntos, sejam estabelecidos os melhores horários e tempo de aplicação de compressas.

Almofadas e travesseiros

Usar o conforto a favor do paciente é uma medida eficaz para reduzir o impacto das dores da artrite reumatoide.

Ao acordar, o paciente geralmente percebe as articulações mais rígidas. Por isso, usar almofadas e travesseiros confortáveis pode ajudar durante o sono.

Também é possível posicionar almofadas ao longo do corpo para deixá-lo mais alinhado, evitando agravar as dores.

Convivendo

As limitações que a artrite reumatoide traz consigo podem tornar a convivência com a doença difícil, tanto física quanto psicologicamente.

Ainda assim, existem diversos recursos e dicas para que o paciente possa garantir uma boa qualidade de vida.

Apoio psicológico

É normal que portadores de AR acabem por desenvolver depressão, uma vez que a doença provoca dores intensas que parecem não ter fim, além de criar sentimentos de perda e incapacidade.

Para isso, é importante que o paciente receba, também, tratamento psicológico.

Leia mais: Ser sociável melhora a qualidade de vida de pessoas mais velhas

Exercícios

Uma maneira de manter as funções das articulações por mais tempo é a realização de exercícios físicos leves no dia-a-dia.

Enquanto as sessões de fisioterapia podem ocorrer algumas vezes na semana, é importante também que o paciente mantenha uma rotina de exercícios caseira.

Para formular essa rotina, pode-se pedir a ajuda de um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.

Alimentação

Não existe uma dieta específica para portadores de artrite reumatoide, porém, ter uma alimentação equilibrada e nutritiva ajuda a manter o peso estabilizado, o que auxilia na diminuição das dores nas articulações dos quadris, pernas e pés.

Compressas

Para aliviar as dores, pode-se aplicar uma compressa quente ou gelada. O calor ajuda a relaxar os músculos doloridos, assim como o gelo pode entorpecer o local.

Roupas e calçados

A utilização de roupas e calçados adequados ajudam a facilitar o dia a dia do paciente.

Os tecidos devem ser confortáveis e adequados ao paciente, evitando limitar os movimentos ou comprimir as articulações (por exemplo, calças muito apertadas).

Adaptação de ambientes

O chuveiro é um dos locais mais perigosos para portadores de AR, uma vez que o chão escorregadio pode facilmente provocar quedas. É recomendado o uso de tapetes antiderrapantes e, caso necessário, cadeiras à prova d’água próprias para banhos.

Banheiras não são recomendadas para uso sem supervisão, uma vez que o paciente pode ter problemas para entrar ou sair dela.

Além disso, alguns pacientes podem sofrer com movimentos limitados e precisar de ajuda na cozinha.

Para isso, existem equipamentos próprios para incapacitados, que podem ajudar a abrir potes, latas, garrafas, entre outros.

Quando se trata de alcançar os utensílios mais utilizados, um terapeuta ocupacional pode ajudar a replanejar a cozinha, a fim de facilitar a vida do enfermo.

Viagens

Alguns pacientes podem ter problemas na praia, por conta das radiações UV, do calor, assim como as inflamações e dores podem piorar, por exemplo.

Lugares como campo, montanhas ou termas são ótimas opções de viagem, onde o paciente pode manter sua rotina de cuidados, além da possibilidade de outros exercícios benéficos, como, por exemplo, nadar em piscinas aquecidas.

Complicações

Muitas das complicações relacionadas à artrite reumatoide são conhecidas como manifestações extra-articulares (ou seja, além do acometimento da articulação), embora sejam causadas pela doença.

Além disso, as medicações utilizadas no tratamento muitas vezes enfraquecem o sistema imunológico, proporcionando maior facilidade de contrair infecções e outras doenças.

Por se tratar de uma condição sistêmica, as inflamações podem atacar outros órgãos e tecidos do corpo, causando diversas complicações graves.

Confira, abaixo, as principais manifestações extra-articulares:

Olhos secos

A secura é um dos principais sintomas relacionados aos olhos. Como a lubrificação auxilia também na proteção dos órgãos, o paciente com artrite reumatoide fica mais propenso às infecções.

Escleratite

Podem ocorrer inflamações na esclera, parte branca dos olhos. A condição gera dor e vermelhidão.

Uveíte

Úvea é uma das camadas do olhos, que participa da correta irrigação sanguínea da retina (outra camada dos olhos). Assim, a uveíte é a inflamação dessa camada, causando vermelhidão e alterações da visão.

Insuficiência cardíaca

Portadores de AR são 2,5% mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares que a população em geral.

O coração também pode ser afetado pela artrite reumatoide. As inflamações prolongadas pode provocar o acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos.

Aos poucos, as placas reduzem o fluxo sanguíneo e podem bloquear as artérias.

Pericardite

O pericárdio é uma membrana que envolve o coração e participa do controle sanguíneo, evitando que ocorra acúmulos da substância no coração.

A artrite reumatóide pode causar inflamações nesse tecido, causando dores e dificuldades para respirar.

Compressão de nervos e síndrome do túnel do carpo

Em decorrência das inflamação articular, os nervos podem sofrer compressão e resultar em alterações de sensibilidade.

Assim, pode ocorrer dormência, formigamento, redução de força e movimentação de braços, mãos e pernas.

Entre os nervos que podem ser acometidos está o nervo mediano, localizado no canal do carpo, na região entre mão e antebraço.

Doença pulmonar intersticial (DPI)

Em geral, é comum que ocorram alterações no funcionamento ou estrutura dos pulmões decorrentes da artrite reumatoide.

Ainda que, muitas vezes, elas não representem riscos ou manifestem sintomas, alguns acometimentos podem gerar riscos ao paciente.

Entre as condições mais comuns está a doença pulmonar intersticial, que designa um grupo de alterações capazes de afetar os pulmões, causando inflamação prolongada e danos ao funcionamento dos órgãos.

Bronquiectasias

Os brônquios (tubos que levam o ar até os pulmões) podem sofrer dilatações e ter seu funcionamento comprometido em decorrência da artrite reumatoide.

Essas dilatações se tornam permanentes e levam à destruição das estruturas, ocasionando o acúmulo muco dos pulmões.

Derrame pleural

Pode ocorrer acúmulo de líquido na pleura, que é uma camada de revestimento dos pulmões.

Esse líquido acúmulado desencadeia tosse, falta de ar, dor e alterações respiratórias.

Anemia

Em média, a anemia acomete entre 30% e 70% dos pacientes com artrite reumatoide. As causas são diversas e podem estar relacionadas ao comprometimento digestivo ou aos efeitos colaterais do uso de medicamentos

Osteoporose

Com o tempo, os ossos dos pacientes com artrite reumatoide podem ficar fracos e danificados.

Devido à redução da cartilagem (camada que evita o atrito entre ossos), as extremidades começam a sofrer lesões, podendo causar erosões e fragmentação óssea.

Linfoma

A chance de desenvolver linfoma, o câncer no sistema linfático, é maior em portadores de artrite reumatoide.

Prognóstico

A doença não tem cura e o prognóstico está diretamente relacionado à rapidez em que se inicia o tratamento.

Ou seja, quanto antes ocorrer o diagnóstico, melhores as chances de controle e estabilização da doença.

Prevenção

Não existe maneira de prevenir a artrite reumatoide.

Manter hábitos saudáveis, uma rotina de atividades físicas e alimentação balanceada são as melhores maneiras de cuidar da saúde como um todo.

Além disso, se há casos na família, é importante dar atenção às consultas e ao acompanhamento médico.

Fotos

Uma das características da artrite reumatoide é a irregularidade ou alteração as estruturas ósseas:

Pelos exames, as alterações ficam bastante nítidas:

Sendo que pequenas articulações em geral são bastante acometidas:

Perguntas frequentes

Artrite reumatoide aposenta?

Se a doença estiver em um estágio avançado, comprometendo a vida profissional do paciente, sim.

É importante lembrar que há uma série de complicações envolvidas na artrite reumatoide e elas podem trazer prejuízos à vida do paciente.

Como as complicações são, em geral, irreversíveis, quando a doença afeta de forma grave o cotidiano, é possível solicitar ao INSS a aposentadoria por invalidez.

O processo requer perícia médica, que irá verificar as condições do solicitante, por meio de exames e consulta. Constatadas as limitações e a progressão da doença, a aposentadoria é concedida.

Porque artrite reumatoide é uma doença autoimune?

Doenças autoimunes são todas aquelas que decorrem de uma alteração imunológica em que o corpo ataca as próprias células e tecidos saudáveis. Na artrite reumatoide o sistema imune afeta a membrana sinovial, gerando inflamação em uma ou mais articulações do corpo.

Quais os alimentos que fazem mal para artrite reumatoide?

A alimentação equilibrada e saudável é especialmente importante aos pacientes com artrite reumatoide. Em geral, é indicado que o paciente reduza a ingestão de sódio, o que incluir colocar menos sal na comida e diminuir o consumo de produtos processados, além de reduzir as frituras e o uso de açúcar refinado no dia a dia.

O ideal, é escolher por alimentos com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e nutritivos.


A melhor maneira de prevenir a evolução da doença é a informação e o diagnóstico mais cedo possível.

Compartilhe esse texto para que mais pessoas tenham acesso à informação! Qualquer dúvida, entre em contato conosco que responderemos.

Publicado originalmente em: 30/06/2017 | Última atualização: 22/02/2019

Fontes consultadas


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47 comentários

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  1. Muito interessante as informações sobre a artrite reumatóide tenho essa doença a cinco anos mais tenho acompanhamento médico . Obrigada

  2. Nossa! Eu tenho AR há 2 anos, faço tratamento e n sabia a era tão séria.. obrigada pelas informações

  3. Oi, quase sempre entro para saber se existe novidades quero dizer se descobriram algum remédio que não me deixe sentir tantas dores tenho um médico maravilhoso, me consulto com ele há dezessete anos, mas sinto dores demais, tomo meus remédios todos os dias, o que me preocupa é que estou envelhecendo rápido, as minhas coxas estão moles e outras partes do corpo também, não posso tomar hormônios porque tenho pressão alta. Está difícil para mim, me ajude

    1. Olá Catia,

      Somente um médico é capaz de indicar o melhor tratamento para o seu caso, bem como receitar o medicamento adequado para suas condições de saúde. Lembre-se que a automedicação pode trazer sérios riscos à saúde do paciente.

  4. estou há mais de 5 meses sofrendo com dores e inchaços. Fui a um reumatologista e não resolveu. Tive que ser internada, estou na medicação mas é pouca a melhora. Estou com depressão

  5. Interessante. Mas me deixa chateado que nenhum artigo desse site faz se quer uma referência a um profissional de educação física. Até entendo, se não temos esse reconhecimento a culpa é toda nossa. Até porque a maioria dos profissionais dessa área vende estética e não saúde, aí leigos esquecem que existe profissionais de educação física competentes para trabalhar com grupos de risco. Até porque o exercício físico na dosagem exata de volume e intensidade e carga de trabalho tem um grande potencial na melhora das capacidades físicas, que vão influenciar no sistema imunológico e logo nas doenças.

    Ex: A capacidade de força, segundo um estudo recente de Havard Prognostic Value of grip strenght find ngs from the prospective urban rural epidemiology(PURE) study, conseguiu provar que baixos níveis de força esta mais correlacionado com doenças cardiovasculares, do que a própria pressão arterial elevada. Por que estou dizendo isso? Por causa que quando esse site faz referência a exercício físico não faz nenhuma ressalva aos profissionais de maior competência em relação ao exercício. Pois o exercício trabalha com o aumento de melhora de depressão por causa da secreção de endorfina que é liberado em cada contração anti-inflamatórios, melhora no aumento da luz da câmera do miocárdio e nos previne de qualquer cardiopatia. Claro não é qualquer profissional de educação física que tem todas essas competências, mas existe profissionais especializados na prescrição de doenças autoimunes, especialistas em periodização em grupos de risco. Mas infelizmente mesmo assim, um artigo tão rico como esse não faz nenhuma ressalva aos profissionais de educação física, mesmo a todo momento citando o exercício físico.

    1. Olá Matheus!

      O Minuto Saudável reconhece a importância de todo e qualquer profissional de saúde. Por isso, buscamos sempre ressaltar que é imprescindível buscar o auxílio destes profissionais e que nada substitui seu acompanhamento. Pedimos desculpas a você e a todos os educadores físicos, se isso não ficou claro. Fizemos a correção neste artigo e estaremos mais atentos aos próximos.

      Muito obrigada pelo seu comentário!

    2. Bem, eu tenho essse diagnóstico pois em 2008 quando cursava faculdade de Educação Física estava em licença prêmio para estudar um pouco mais tranquila as áreas anatomicas e após um exame solicitado por um “Médico” (muito competente por sinal), foi realizado na Espanha pois era unico local para diagnosticar após 60 dias retornou o resultado sugerindo “artrite reumatóide”, como esse médico já tinha me receitado remédios para esse possível diagnóstico embora anteriormente outros especialistas achavam que era: tuberculose, lupus,etc…
      Hoje tenho que a cada 6 meses mais ou menos fazer exames para controlar ferro, calcio,etc…. pois fiquei com problemas de imunidade. Em alguns casos meu organismo não mostra em exames resistência para alguns fatores.Não tenho problemas de inchaços a não ser que exagere em algumas atividades as mãos começam a dar sinais de dores em algumas partes . E frequento uma academia de PILATES só que o profissional trabalha de acordo com o problema do cliente e o meu é “Funcional” apenas e tem ótimos resultados. Recomendo ok Matheus?

  6. fui diagnosticada ar ha dois meses fiquei muito inchada nos joelhos e cotovelos,estou tomando medicamentos ,mas as dores e inchaços continuam.trabalho num ambiente com ar condicionado e parece que isso me prejudicam.tem dia que choro de tanta dor, e infelizmente parece que o médico não acredita na minha dor.

  7. Estou eu aqui tb com este problema. vamos lutar e não desistir de procurar uma melhoria de vida. Faço Pilates, e tenho tomado chás como.gengibre e canela de velho. Não aceitei corticóides e estou começando com remédios de manipulação. Agora é esperar resultados pisitivos

    1. Olá!

      Nos pacientes que enfrentam estágios mais avançados da doença, é possível obter aposentadoria por invalidez. As condições para garantir esse e outros benefícios devem ser esclarecidas junto ao INSS. Recomendamos que procure a sede do órgão em sua cidade.

  8. A minha Ar apareceu com 27 anos, hoje tenho 35 anos.. No começo chorei muito, muito mesmo. Muito complicado para quem tem. Remédios muito forte, até hoje ainda não me acostumei com essa doença. Infelizmente terei ela até o meu ultimo dia..Minha médica fala para eu não ficar pesquisando nada na internet, pois já tenho depressão. Que Deus possa iluminar todas que tenham.. Fiquem com Deus

    1. boa noite : sra. vc tem como se cura a cura esta tam perto de vc ??
      me procure
      att
      figueroa

  9. Achei muito importante o saber sobre a doença.. Pois depois de sofrer muita dor pelo corpo só agora descobri realmente a doença que pode ser Artrite Reumática . Muito Obrigada pelas informações boa noite. paz seja convosco.

  10. Sofro com dores a muitos anos ate hoje eu ainda não tenho um diagnóstico concreto e definitivo.na minha ultima consulta com a reumatologista ela me disse que e artrite reumatoide. será que consigo um auxilio pelo INSS uma vez que não consigo trabalhar nem mesmo na minha casa ainda mais que sou agricultora e meu trabalho e muito pesado e ainda com um agravante tenho dermatite perivascular cronica. Alguém ai tem caso semelhante e pode me orientar?

  11. Tenho AR desde o ano de 2005. Me trato com um reumatologista desde então, já tomei todas as medicações orais possíveis. No ano de 2014 passei à tomar medicações no hospital. Já fiz tratamento com ACTENRA, HUMIRA e CIMZIA 400. Não obtive resultados satisfatórios. Agora neste mês de maio 2018, começarei à tomar o RITUXIMABE. Tenho 58 anos e deformações nos dedos das mãos e dificuldades de caminhar, por conta dos joelhos e tornozelos. Estou muito aflita com essa nova medicação, para ser bem sincera…estou com muito MEDO. Passei por três reumatologista desde o início da doença. Só esse último me recomendou fazer musculação. Não consegui iniciar, pois estou com muitas dores. Me trato de depressão desde do ano de 1996. Tô sem chão…já me informaram que o RITUXIMABE é uma droga bastante agressiva para o organismo. Obrigada

    1. Olá Rogeria!

      É importante que você discuta os possíveis efeitos da medicação com seu médico. Você pode encontrar a bula completa do Rituximabe aqui. Não deixe de ler e procurar aconselhamento.

  12. Eu sofro com a AR desde os 2 anos de idade, hoje tenho 21. Inicialmente foi muito difícil, até mesmo para um correto diagnóstico, motivo pelo qual só fui corretamente diagnosticado aos 4 anos. A partir dai iniciei a fisioterapia e tomei a medicação até os 16 anos, até o momento em que se iniciou uma fase de remissão da doença. Felizmente até o momento não tenho sofrido com crises ou algo do tipo, exceto da rigidez muscular habitual.
    Mas deixo o recado para aqueles que possuem a doença se atentar a seus filhos, pois apesar de a doença não ser hereditária os filhos do portadores possuem um fator de risco que não deve ser esquecido pelos pais.

    1. Edilson, olá. Como foi esse seu tratamento seguido de remissão?
      E felicidades para você!

  13. Venho sofrendo desďe Outubro de2017 com dores articulares, formigamento na mão esquerda , síndrome do tunel do carpo, deformidade nos dedos das mãos, dores no calcanhar ao pisar no chão ao me levantar vivo em ortopedista e sempre me dão remédio pra dor e inflamação não aguento mais! Agora sinto dores nos quadris e quase não durmo mais , oque eu faço nem trabalhar eu aguento direito! Só quero ficar deitada mas tem hora que não dá! Me ajudem por favor.

      1. Roseane ..por favor se puder me falar sobre esse protocolo, eu já vi que é muito.eficaz.. meu telefone se puder me chamar é 13996589113

  14. Boa noite.
    Vivo em tratamento de gota, li estas informações e me ajudou muito a entender a doença.
    Até porque sempre vou ao médico sozinha, a minha família não tem muito interesse em saber o que sinto e isso me deixa muito depressiva.
    Então hoje vivo a querer entender as causas das doenças reumáticas.. Agradeço por estas informações. Sou Maria Wedna Pereira dá Silva. De guarulhos.

    1. Olá Márcia!

      Existem vários grupos e associações espalhados por todo o país e que podem ser encontrados facilmente por meio de pesquisas na internet. Um deles é o encontrAR. Você também pode fazer a pesquisa de acordo com a região/cidade em que vive.

    1. Olá Alan!

      Sendo uma doença crônica autoimune, não há cura. A cirurgia, assim como os outros tipos de tratamento, visam somente controlar/amenizar os sintomas e evitar a progressão da condição.

  15. Boa noite,
    Minha situação é um pouco confusa, porque há mais ou menos uns 25 anos atrás, caí numa escada onde bati a nuca num degrau e as costas em outro e fiquei ali caída por alguns minutos com muita dor até conseguir me levantar.

    Deste dia em diante começou o meu sofrimento de dores na região da coluna cervical e lombar, foi sempre nestes dois locais onde sentia dores.

    Começou, a partir daí, minha luta de um médico para outro na área de ortopedia, fazendo exames e nada comprovava o motivo das dores. fui então numa reumatologista que depois dos exames feitos disse que o meu problema era FIBROMIALGIA, receitou amitriptilina ( acho que é assim que escreve) um antidepressivo, recomendou atividade física constante. Só que o medicamento me deixava agressiva, irritada, parecendo uma louca do hospício, sem reação para nada e 0 pior é que mesmo cumprindo todas as recomendações do médico continuava sempre com muitas dores e cada vez mais aumentando.

    No decorrer do tempo fui em outra reumatologista que disse estar tudo bem e não tinha nada relacionado à área dela.

    Fiz várias modalidades de fisioterapia, quando fiz umas sessões de microfisioterapia, obtive uma melhora significante na cervical e não tive mais crise nessa região, só que a partir daí parece que a lombar foi piorando cada vez mais.

    Com este resultado, procurei uma outra reumatologista recomendada por um colega de trabalho que tem Artrite e após alguns exames de sangue ela disse que eu tinha doença autoimune e me deu este nome ( espondiloartropatia soronegativo) para eu pesquisar sobre a minha doença e receitou para fazer uso de azulfim de 500 mg. e assim fiz, tomo o remédio desde o mês de novembro de 2017 até hoje.

    Acontece que, ao pesquisar na internet, fiquei sem entender nada porque com aquele nome achei foi um monte de doença autoimune e começaram surgir dores em outras partes do corpo que eu não tinha como: ombros, antebraço, cotovelos, braços punhos, mão dedos pernas, laterais dos joelhos em fim no corpo todo sem contar com fraqueza total no corpo, perca de peso, entre outras coisas. Voltei na médica com estas queixas e pedi para me explicar qual seria a minha doença já que no site tinha várias e ela disse que eu tenho Espondilite Anquilozante e mais outra não identificada e prescreveu além do Azulfim outro medicamento que chama REMICADE e já estou na terceira dose e o efeito só dura por 13 dias e continuo sem nenhuma melhora quer dizer estou é pior pois têm dias que fico com os braços, mãos, dedos, tudo atrofiado totalmente tortos e sem poder me movimentar nem dormir porcausa de tanta dor.
    Como a médica não é de fácil acesso, tentei voltar com ela sem sucesso, e no desespero procurei um clínico geral, contei toda minha estória, ele achou absurdo dizer que eu tinha espondilite, suspendeu o azulfim, pediu uns exames de radiografia e ultrassonografia os quais aguardo os resultados, passsou para tomar um corticoide por cinco dias e clonazepam para dormir.

    É cêdo para dizer que estou bem porque não estou, sinto dores todos os dias que para mim já tornou normal, mas posso dizer que depois que fui neste ultimo médico tenho dormido, claro que é por causa do remédio, nos cinco dias que tomei o corticoide não senti dor nenhuma e graças a Deus, meus braços e dedos não entortaram mais.

    Está aí o meu depoimento, se alguém tem algo parecido compartilhe comigo, pois já ando muito triste e com medo de entrar em depressão, pois ando chorando muito sem contar com outros comportamentos.

    Desde já obrigada por me ouvirem.

    Evaldete

    1. Valdete,seu depoimento tem algumas coincidências com o que aconteceu comigo, começando pela queda,sofri uma queda terrível em janeiro de 2017 e fraturei uma vértebra, fiquei meses imobilizada, passou mais de ano é continuei com dores na coluna, quadris e pernas e pensei que fosse ainda consequências da queda,de repente comecei além das dores sentir muita fraqueza, cansaço imenso, emagrecimento e etc, chegando a ficar acamada, fiz exames de rotina e no resultado deu alterações na tireoide, fiz outros exames e foi confirmado hipertireoidismo, comecei o tratamento e houve grande melhoras, as dores na coluna e quadris desapareceram, agora estou com sintomas dessa artrite reumatoide nas mãos, ainda não fui ao médico por isso, vou tentar frear com remédios naturais, mas enfim se vc ainda não investigou a tireóide te aconselho a fazer, problemas na tireoide da chance das doenças auto imunes atacar o nosso organismo. Boa sorte

  16. Olá boa tarde! comecei a sentir muita dores articulares no início do de 2016 cadê vez piores!as dores começou nos pés de início todos diziam que era essa doença que deforma os pés principal as juntas dos dedos joanetes! Cheguei a ficar com tala nos pés e repouso de até oito dias! Já era 2017 e aí já estava nas mãos punhos ombro joelhos e dor de chora mas chora dia e noite porque não tinha mais vida só tomando remédio tratamento e antinflamatorio etc até outro médico que era clínico geral pediu um monte de exames aí foi descoberto artrite reumatóide no início era doses altas de corticosteróides intra venal hoje faço tratamento a oito meses com metrotexato e continuo com as crises as vezes aguda ou leve mas sempre com dores tenho dedos da mão que escolhem uma semana e direito outra esquerdo para inchar doer fica travado os pés se caminho é pior tentei volta às rotina de exercícios físicos mais não da!essa doença apareceu no auge da minha vida! Caminhava fazia dança, exercícios funcional, estava com peso ideal larguei tudo isso porque as dores são crônica já tive diversas vezes vontade de m mata porque até meu cabelo cortei porque meus ombros e pulsos não m ajudam mais! Me pergunto como fui ficar assim aos 40anos!

    1. minha querida sei que e difil ,me chamo dantas tenho 52anos e estou fazendo exames para saber se estou com AR venho mais de ano com dores nas maos e nos tornozelos mais nao me abati nao vou passar o resta da vida a base de medicamentos estou tomando produtos naturais entre eles o freedon da forever que me ajudou muito entre outros e mais importante eu sirvo um Deus que vivo e poderoso que pra ele nada e impossivel ele ja me curou de outras enfermidades e vai me curar dessa tambem .portanto siga firme comfia no senhor entrega teus caminhos a ele e tuda fara abracos e Deus te abencoe

  17. Olá, eu tenho lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatóide secundária, no começo é tudo muito confuso, os sintomas são muito difíceis de serem identificados…mas agora já se passaram 11anos que convivo com esses problemas. Devemos seguir todas as orientações médicas,eu fiz acompanhamento com nutrição, e também o que me ajudou foi a hidroginástica, se todos pudessem fazer seria um ótimo aliado no tratamento…a gente recupera muito com a hidroginástica.
    Ajuda no sentido de se adquirir mais positividade…algo que não conseguimos só tomando a medicação…entendeu, atividades físicas em primeiro lugar.
    Porque não é fácil conviver com essas doenças, às vezes ninguém nos entende.
    Eu já fiquei no auxílio doença mas já era… agora estou trabalhando num escritório…a gente tem que se virar…
    Mas é isso a força do pensamento tem que ser positiva…
    Um abraço a todos.
    Achei o artigo muito interessante.

  18. Fui diagnosticada há pouco tempo como portadora de AR com comprometimento de outros órgãos. O seu artigo me representa do começo ao fim. Foi ótimo. Entendi algumas coisas que sentia mas não sabia como explicar. Vou mandar seu texto para meus familiares. Obrigada. Parabéns pelo detalhamento tão necessário e bem vindo.

  19. Oi boa tarde eu tenho artite é atrose tenho dores todos os dias faiz 10.anosa
    que eu sofro os remédios não fizeram os
    efeitos esperados venho sofrendo muito
    é muita dor não aguento mais tanto sofrimento

    1. Olá, Leuzimar.
      É bastante importante que você converse com seu médico, apontando que os medicamentos não estão surtindo o efeito esperado.
      Pode ser necessário trocar o medicamento ou aliar outras terapias complementares, visando amenizar as dores.

  20. Boa noite !! gostei muito dos depoimentos , pois como todos eu levava uma vida saudável,, academia todos os dias alimentação bem equilibrada peso ideal , ate agora fico me perguntado porque isso veio me acontecer ? alguns dias antes do natal de 2018 lembro-me muito bem , acordei como um dia normal fui a academia sem sentir nada de dor e quando comecei a fazer aquecimento sentir uma leve dor no meu punho direito mas nem liguei , malhei e fui para casa e quando foi no dia sequente já não conseguir andar estava doendo tudo principalmente meus pés , fui logo ao clinico e ele me encaminhou para um reumatologista que logo fui diagnosticada com AR .Estou muita aflita estou tomando prednisolona mas não esta fazendo efeito algum e os inchaço dos pés e mãos continuam sem contar que meu peso era 60 agora to com 76, choro de dor todos os dias , o que me doi também e me olhar e não me reconhecer meu corpo esta irreconhecível.

    1. Olá, Onelilza.
      A artrite reumatoide é um quadro bastante complexo. Como você relatou, os impactos na rotina são, geralmente, grandes.
      O importante é manter o acompanhamento médico, pois somente a visita regular e a avaliação contínua dos profissionais poderá determinar os tratamentos adequados.
      Caso você ache que os medicamentos não estão surtindo o efeito esperado, converse com a(o) médica(o) que te acompanha. Informe seus sintomas e tente encontrar tratamentos aliados, como exercícios, fisioterapia ou atividades terapêuticas — eles podem resultar em melhorias significativas se forem corretamente aliados aos medicamentos.
      Também é possível buscar segundas opiniões. A artrite reumatoide, geralmente, é uma condição de tratamento multidisciplinar com psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, reumatologistas e outros especialistas.
      Desejamos boa sorte!

    2. Olá Onelilza. Tenho 50 anos e te digo de tudo que li nada é novo pra mim. Mas se vc está tomando prednisolona e não esta fazendo efeito.Então ou a dose esta muito baixa para combater o quadro inflamatório ou não é processo reumático. Outra coisa, para diagnóstico de AR precisa ter exames de sangue que diagnostiquem realmente a doença. Podemos trocar uma idéia qdo quiser.

  21. Desde do início de do ano passado venho sentindo muitas dores nas articulações. Passava em pronto de só socorro me indicavam antiflamatorios e relaxantes musculates. Até então me encaminharam para um reumatologista quando .quando fiz uns exames e deu fator reumática. A 3 meses que tomo medicamentos estou me sentindo ótima
    Estou esperando retorno. Será que vou continuar tomando medicamento?
    Se eu para de tomar vou sentir as mesmas dores?

    1. Olá, Val.
      A artrite reumatoide é uma condição bastante individual, em que o tratamento precisa ser avaliado pela(o) profissional que te acompanha.
      Em geral, o tratamento é contínuo e não deve ser interrompido, a não ser que haja indicação médica.
      Caso você interrompa os medicamentos sem orientação, é provável que as dores retornem. Por isso, há a necessidade de não abandoná-los.

  22. gostei das informação sofro com esta doença ar sera que não tem cura mesmo

    1. Olá, Horácio.
      Por enquanto, a doença ainda tem cura, mas tem tratamento. Os sintomas podem ser amenizados e controlados, aliviando bastante as dores.
      É importante você consultar um(a) especialista e seguir as orientações, buscando as melhores formas de reduzir os sintomas.

  23. Alguém perguntou se aposenta ,aposenta sim, mas infelizmente não foi pela primeira perícia do INSS. Lá não passa ninguém más por vias de de advogado e federal e vc está toda documentada que tem AR e seus outros agravantes sim. Levar laudo ,exames, nome do remédio uns 50%SUS e 50%plano e ser segurada do INSS. Enfim levar todos os exames e laudos que tiver.

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