Anemia Ferropriva: o que é, sintomas, tratamento e diagnóstico

6

O que é anemia ferropriva?

A anemia ferropriva é caracterizada pelos baixos níveis de ferro no organismo, diminuindo o número e piorando a qualidade dos glóbulos vermelhos no sangue. É mais comum em crianças e mulheres grávidas.

Também é conhecida como anemia ferropênica ou anemia por deficiência de ferro, este tipo de anemia pode ser causado por dietas inadequadas, doenças adjacentes ou hemorragias internas e externas.

O tratamento normalmente consiste em reeducação alimentar e administração de suplementos férricos. No entanto, dependendo da causa, podem ser necessários outros medicamentos e até mesmo intervenção cirúrgica.

Embora não seja uma doença que possa levar à óbito, pode gerar complicações sérias que podem, sim, acabar levando à morte.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia ferropriva é o tipo de anemia mais comum no mundo, correspondendo a cerca de 90% dos casos da doença. No Brasil, em 2006, a prevalência de anemia em crianças era de 20,9% e de 29,4% em mulheres.

Na Classificação Internacional de Doenças, a anemia ferropriva é identificada pelo código CID-10 D50.

Índice — neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é anemia ferropriva?
  2. Causas
  3. Mas afinal, pra que serve o ferro?
  4. Quantidade de ferro que deve ser ingerida diariamente
  5. Tipos de ferro
  6. Fatores de risco
  7. Sintomas
  8. Como é feito o diagnóstico da anemia ferropriva?
  9. Anemia ferropriva tem cura?
  10. Tratamento
  11. Remédios para anemia ferropriva
  12. Convivendo
  13. Prognóstico
  14. Complicações
  15. Anemia pode virar leucemia?
  16. Anemia ferropriva pode matar?
  17. Como prevenir anemia ferropriva?

Causas

A causa da anemia ferropriva é a falta de ferro o suficiente no organismo para a realização das funções básicas que dependem desse nutriente.

Essa ausência de ferro, por sua vez, pode ser ocasionada por uma série de fatores. Alguns deles são:

PUBLICIDADE

Alimentação inadequada

Ter uma dieta que não corresponda aos níveis de ferro necessários é a origem mais comum para anemia ferropriva. As causas dessa falta do nutriente no cardápio são variadas, e podem ter motivações como:

  • Fazer dietas restritivas visando o emagrecimento;
  • Comer pouca ou nenhuma carne, sem fazer a substituição adequada desses alimentos;
  • Comer pouco ou nunca comer determinados legumes e verduras de folhas escuras (Para mais informações, leia a subseção “Comer alimentos ricos em ferro”);
  • Sofrer com distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia;
  • Não ter condições financeiras adequadas para garantir variedade ao prato;
  • Ser um bebê, não mamar no peito e tomar apenas leite de vaca, sem fórmulas infantis.

Problemas que dificultem a absorção de ferro

Algumas doenças têm o potencial de afetar a capacidade do organismo de absorver ferro. Isso faz com que, por mais que a pessoa tenha uma dieta balanceada, seu corpo não consiga obter os níveis nutricionais necessários.

Nesses casos, antes de tratar a anemia, será necessário detectar e cuidar da doença que está ocasionando as dificuldades para absorver ferro.

Esses problemas de saúde são:

Doença celíaca

A doença celíaca é um problema autoimune, ou seja, em que o próprio sistema imunológico do paciente afetado destrói estruturas saudáveis do corpo. Afeta diretamente o intestino delgado e consiste, basicamente, na intolerância a uma proteína chamada glúten.

Um dos principais desdobramentos da doença celíaca é a deficiência na capacidade de absorção de nutrientes. Por isso, não é incomum que os pacientes portadores do problema sofram de complicações como anemia ferropriva e osteoporose (esta causada pela baixa absorção de cálcio).

Doença de Crohn

A doença de Crohn é uma inflamação que atinge o sistema digestivo. Se manifesta de forma crônica, ou seja, à longo prazo, podendo se estender por semanas, meses ou até mesmo anos.

Uma das partes mais comumente afetadas pela doença de Crohn é o íleo terminal, que fica no finalzinho do intestino delgado. Esse trecho do sistema digestivo, por sua vez, é justamente o responsável pela absorção de nutrientes. Por isso, o problema afeta significativamente a capacidade do organismo absorver ferro, provocando anemia.

Retocolite Ulcerativa

Também conhecida como retocolite ulcerativa inespecífica, essa doença consiste na inflamação dos tecidos moles – chamados de mucosas – que revestem o interior do intestino grosso, criando lesões e feridas que sangram.

Como essas lesões e hemorragias acontecem justamente no sistema digestivo, a absorção de ferro é consideravelmente prejudicada e a carência é intensificada pela perda de sangue, facilitando o aparecimento de anemia ferropriva.

Hemorragias

Perder sangue também pode ser uma forma de desenvolver quadros de anemia ferropriva, uma vez que uma hemorragia implica na perda direta de glóbulos vermelhos (para mais informações, leia a seção “Mas afinal, para que serve o ferro?”).

A anemia ferropriva pode se estabelecer através de dois tipos de hemorragia: aguda e crônica.

A hemorragia aguda se estabelece quando há um sangramento súbito, repentino. Isso pode acontecer em situações como:

  • Cirurgias;
  • Acidentes;
  • Partos.

Já a hemorragia crônica é a perda de sangue a longo prazo. Geralmente acontece quando há algum sangramento interno, como aqueles ocasionados por úlceras, hemorróidas e tumores, por exemplo.

Mas afinal, para que serve o ferro?

O ferro é um elemento de origem mineral, importante para diversos processos essenciais ao funcionamento do corpo humano. Sua principal função é atuar no processo de produção de hemácias, células mais conhecidas como glóbulos vermelhos.

Essas estruturas fazem uma espécie de serviço de transporte de oxigênio pelo corpo humano: o coração bombeia o sangue pobre em oxigênio para o pulmão, onde o gás é captado pelos glóbulos vermelhos e, em seguida, o sangue volta para o coração para ser bombeado para o resto do corpo, alimentando as células com oxigênio.

Tanto o oxigênio quanto o gás carbônico são as matérias-primas para o processo de respiração do organismo. Sem as hemácias, o transporte dessas substâncias de um órgão para o outro é impossível. Sentiu a responsabilidade?

A participação do ferro na produção de hemácias está na formação da hemoglobina, uma proteína que corresponde a mais ou menos 35% do peso de cada glóbulo vermelho.

As hemoglobinas são, justamente, as estruturas responsáveis por captar e carregar o oxigênio carregado pelas hemácias, além de distribuir nutrientes para diversas células e órgãos do corpo.

Sem a quantidade adequada de ferro, as hemoglobinas não conseguem executar suas funções da maneira certa e se tornam deficientes. O transporte de oxigênio e gás carbônico feito pelas hemácias, por sua vez, também se torna ineficiente. Como consequência, o corpo todo sofre com a falta de ferro.

Quantidade de ferro que deve ser ingerida diariamente

O organismo humano não é capaz de produzir ferro por conta própria.

Isso significa que, para absorver as quantidades da substância necessárias para que o corpo continue executando suas funções vitais da melhor forma possível, é preciso ingerir alimentos ricos em ferro diariamente.

As quantidades de ferro necessárias por dia variam de acordo com algumas características, como sexo e peso.

Assim sendo, as quantidades de ferro que precisam ser ingeridas diariamente por cada pessoa são:

  • Crianças com até 10 kg: Cerca de 1mg de ferro por quilo;
  • Meninas com mais de 10 kg que ainda não menstruem: 10 mg;
  • Meninos com mais de 10 kg: 10 mg;
  • Mulheres em idade reprodutiva: 18 mg;
  • Mulheres grávidas: 30 mg;
  • Homens adultos: 10 mg.

Por que crianças e gestantes precisam de tanto ferro?

É gritante a diferença entre os valores diários de ferro para crianças, mulheres grávidas e adultos saudáveis. Tudo isso se dá porque o adulto saudável possui uma espécie de “estoque” de ferro, que na criança e na gestante acaba sendo gasto mais rapidamente.

Quando absorvido, o ferro é “embalado” por uma proteína chamada ferritina, que o armazena no fígado. Metade do ferro fica nesse estoque, enquanto a outra fica nas hemácias. O curioso, na verdade, é que o ferro é constantemente reciclado pelo organismo, ou seja, o ferro já usado pelas hemácias não é simplesmente excretado.

Essa reciclagem acontecem assim: quando uma hemácia morre e é destruída, o ferro livre é captado por uma outra proteína, chamada transferrina, que o leva para a medula óssea, onde ocorre a produção das células sanguíneas. Deste modo, o ferro já usado participa da formação de novas hemácias.

Em um adulto saudável, para que o estoque de ferro seja escasso, é preciso muito tempo sem adquirir ferro, visto que ele é constantemente reutilizado. No caso das crianças — e das grávidas também —, o crescimento acaba usando mais ferro do que em um adulto, e por isso o estoque se esgota mais rapidamente.

Tipos de ferro

O ferro que está presente em um vegetal e numa carne vermelha não é o mesmo. Embora a substância presente nos dois alimentos cumpra a mesma função no organismo, suas taxas de absorção são diferentes.

Existem dois tipos de ferro, que podem ser mais ou menos absorvidos pelo organismo. Vem entender um pouco mais como funciona:

Ferro heme

O ferro heme é o tipo de ferro que possui maior taxa de absorção pelo corpo humano.

A cada vez que você ingere certa quantidade de ferro heme, cerca de 20% a 30% do componente será aproveitado para produção de hemoglobinas. Por isso, para quem está sofrendo de anemia ferropriva, alimentos que contenham ferro heme são os mais recomendados.

As principais fontes de ferro heme são alimentos de origem animal, como peixes, carne vermelha e miúdos.

Ferro não-heme

O ferro não-heme é um tipo de ferro que possui, naturalmente, uma taxa de absorção mais baixa pelo organismo.

De todo o ferro não-heme ingerido, apenas algo entre 5% e 8% é totalmente aproveitado pelo corpo humano para executar suas funções.

Esse tipo de ferro está presente em alimentos de origem vegetal, como folhas e grãos, por exemplo.

E os vegetarianos?

Os vegetarianos são considerados como parte do grupo de risco para anemia ferropriva justamente por conta dessa diferença entre ferro heme e ferro não-heme.

Pessoas que não comem carne acabam se alimentando exclusivamente de pratos com baixa absorção de ferro. Por isso, não é incomum que esse grupo desenvolva anemia, sobretudo quem se joga na dieta vegetariana sem prestar muita atenção à quantidade de nutrientes que está ingerindo por dia.

Então não tem como escapar da anemia sem comer alimentos de origem animal? A resposta é: claro que sim.

Como quem não come carne ingere apenas ferro não-heme, é preciso caprichar bastante para compensar essa diferença. Uma boa tática é fortalecer o cardápio com a presença constante de leguminosas (como feijão branco miúdo, feijão preto, lentilha, soja, grão-de-bico e tofu, por exemplo), que são ricas em ferro.

Uma dica é tentar ao máximo comer alimentos que são fontes de ferro quando eles estiverem frescos. Quanto mais fresca estiver determinada comida, maior será o aproveitamento que o corpo fará de seus minerais.

Outra estratégia importante é ingerir bastante vitamina C, que maximiza a absorção de ferro não-heme pelo organismo. Para essa finalidade, inclua alimentos como lichia, acerola, limão, laranja, melão, goiaba, morango e abacaxi na sua lista de compras.

Por fim, se for possível, é muito importante ter um nutricionista acompanhando uma dieta vegetariana, para garantir que todos os nutrientes necessários estejam presentes no prato do vegetariano ou vegano.

Fatores de risco

O maior fator de risco para desenvolver um quadro de anemia ferropriva é não ter alimentos ricos em ferro na dieta.

Algumas outras condições também podem favorecer a aparição do problema. São elas:

Menstruar

Durante o ciclo menstrual, com a perda de sangue, o organismo também acaba perdendo quantidades significativas de ferro. É por isso que a quantidade diária de ferro ingerida por quem menstrua deve ser um pouco maior.

Os riscos podem ser maiores em algumas situações específicas, como:

  • Ter fluxo menstrual muito intenso;
  • Ter períodos menstruais muito longos, durando mais de 7 dias;
  • Ter ciclos menstruais com menos do que 24 dias.

Ser bebê

Há uma controvérsia na comunidade médica a respeito das quantidades de ferro no leite materno.

Muitos estudos sustentam que, entre o 4º e o 6º mês de vida do bebê, a quantidade de ferro presente no leite da mãe já não seria mais suficiente para, por si só, suprir as necessidades da criança. No entanto, essa informação não é unanimidade entre os médicos.

Enquanto não são feitos estudos definitivos e conclusivos, alguns pediatras preferem se precaver e recomendar complemento de ferro para bebês a partir dos 4 meses, para serem ministrados até o início da alimentação sólida, eliminando, assim, os riscos de anemia ferropriva.

Algumas outras características entre os bebês podem aumentar os riscos de desenvolver anemia ferropriva, como:

  • Ser prematuro;
  • Estar abaixo do peso ideal para a idade;
  • Bebês menores de 4 meses que não mamam no peito.

Estar grávida

Durante a gravidez, o ferro exerce um papel muito especial: transportar oxigênio para o feto e alguns nutrientes necessários para a formação das estruturas que abrigam o bebê (os chamados anexos embrionários).

Por isso, gestantes precisam de mais ferro do que o resto da população, uma vez que precisam da substância para elas mesmas e também para o feto. Aí, não é incomum que grávidas que não reforcem a ingestão de ferro acabem desenvolvendo anemia ferropriva.

Em um dado referente a 2013, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimava que, em média, 40% das mulheres que passaram por gestações naquele ano tenham sofrido com anemia ferropriva.

O desenvolvimento de anemia ferropriva costuma ser extremamente comum entre mulheres grávidas de múltiplos bebês.

Cirurgia bariátrica

Popularmente conhecida como “cirurgia para redução do estômago”, a cirurgia bariátrica pode alterar a maneira que o organismo absorve os nutrientes e, consequentemente, constituir um fator de risco para a anemia ferropriva.

Ter uma dieta inadequada

Ter uma dieta composta por alimentos que não contemplem as necessidades do organismo é o motivo mais comum para o desenvolvimento de quadros de anemia ferropriva.

Não ter uma alimentação variada e saudável, portanto, coloca a pessoa em grande risco de desenvolver o problema.

Ser vegetariano ou vegano

O ferro que compõe os alimentos de origem vegetal tem uma taxa de absorção consideravelmente menor em relação ao ferro de origem animal.

Por isso, vegetarianos e veganos que não suprem essa desvantagem em sua alimentação entram no grupo de risco de anemia ferropriva.

Ter transtornos alimentares

A anemia ferropriva é uma das consequências mais comuns de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, por exemplo.

Doar sangue frequentemente

Pessoas que doam sangue com frequência podem desenvolver anemia ferropriva devido à diminuição nos níveis de armazenamento de ferro do organismo.

Contudo, entre doadores de sangue, essa condição costuma ser temporária e pode ser facilmente evitada através do reforço da alimentação com comidas ricas em ferro.

Sintomas

É comum que quadros iniciais de anemia ferropriva sejam totalmente (ou quase totalmente) assintomáticos, ou seja, não apresentam sintomas.

Conforme a deficiência de ferro se intensifica, começam aparecer os primeiros sinais, como:

  • Fadiga;
  • Dor de cabeça, que piora quando a pessoa está exposta a luz ou barulho;
  • Dor no peito;
  • Palpitações;
  • Falta de ar;
  • Palidez;
  • Tontura;
  • Confusão mental;
  • Dificuldade de concentração;
  • Perda de coloração nas unhas, que podem ficar arroxeadas ou parecerem “pálidas”;
  • Mãos e pés gelados, mesmo quando a pessoa não está com frio;
  • Formigamento e sensação de dormência nas pernas;
  • Inflamação e dores na língua;
  • Perda de apetite;
  • Vontade repentina de comer coisas que não são alimentos, como gelo ou sujeiras, por exemplo.

Como é feito o diagnóstico de anemia ferropriva?

O diagnóstico de anemia ferropriva pode ser feito por um clínico geral. A consulta irá consistir em algumas perguntas sobre seus sintomas e histórico de saúde.

Em seguida, o profissional provavelmente irá solicitar alguns exames de sangue para analisar as suspeitas de anemia.

Na maior parte dos casos, um hemograma completo é o suficiente para confirmar o diagnóstico de anemia ferropriva. Em circunstâncias especiais, alguns outros testes complementares podem ser solicitados.

Hemograma completo

O hemograma completo é um exame de sangue que oferece um panorama sobre as principais células do sangue.

A hemoglobina é uma estrutura importante para o carregamento de oxigênio e nutrientes na corrente sanguínea, sendo um dos componentes das hemácias. Os valores de referência dessas células em um hemograma normal são os seguintes:

  • Para homens: superior a 13 g/dL de sangue;
  • Para mulheres: superior a 12g/dL de sangue.

Ter hemoglobinas abaixo dos valores de referência indica um quadro de anemia, ainda que não especificamente a ferropriva (existem pelo menos seis outros tipos de anemia).

Vale lembrar que o hemograma também revela a morfologia das células, ou seja, é possível analisar as hemácias qualitativamente, verificando informações como tamanho das células (hemácias pequenas indicam anemia) e a quantidade de hemoglobina em cada hemácia.

Ferritina

Para que o médico tenha certeza de que se trata de anemia ferropriva, será necessário observar os valores de um outro componente sanguíneo: a ferritina.

A ferritina é um tipo de proteína produzida pelo fígado. A principal função dessa estrutura é armazenar ferro no organismo, criando uma espécie de reserva para momentos em que a substância está em falta no corpo.

Em um hemograma de uma pessoa saudável, o valor de referência para ferritina (que normalmente vem identificada nos resultados como “ferritina férrica”) para adultos é o seguinte:

  • Para homens: de 24 a 336 ng/mL de sangue;
  • Para mulheres: de 11 a 307 ng/mL de sangue.

Níveis que estejam abaixo dos valores de referência para ferritina indicam que o estoque de ferro no organismo está muito baixo. Assim, esse índice confirma que o problema que aflige o paciente se trata de uma anemia ferropriva.

Outros exames

Ao ser constatado o diagnóstico de anemia ferropriva, é preciso investigar sua causa. Por isso, o médico pode solicitar exames como colonoscopia (aponta problemas intestinais), sangue oculto nas fezes (verifica a possibilidade de sangramento intestinal), endoscopia digestiva, entre outros.

Anemia ferropriva tem cura?

Sim, anemia ferropriva tem cura. O tratamento do problema em si consiste na recuperação dos níveis de ferro do organismo, através de reeducação alimentar e suplementação.

Tratamento

A principal forma de tratamento para anemia ferropriva é repor os níveis de ferro no organismo, através de mudanças na alimentação e, em alguns casos, suplementação.

Se a anemia ferropriva tiver alguma outra origem, o tratamento também pode envolver a causa do problema.

Suplementos de ferro

Os suplementos de ferro são compostos químicos elaborados especialmente para suprir a deficiência da substância. Esses complementos não devem substituir a alimentação sólida e nem serem consumidos sem orientação médica.

As doses do suplemento de ferro que devem ser ingeridas pelo paciente, assim como a duração do tratamento, serão definidas pelo profissional de saúde, levando em consideração variáveis como peso, idade, sexo, histórico de doenças e gravidade da anemia.

Entretanto, é possível afirmar que o tratamento costuma durar, em média, de 3 a 6 meses. As doses recomendadas costumam ser semelhantes aos seguintes valores:

Idade

Quantidade

Bebês de 6 meses a 1 ano

1 mg de ferro por dia OU 1 mg por quilo da criança diariamente, dependendo da idade do bebê e da gravidade da anemia.

Crianças e adolescentes de até 60kg

De 2 a 5 mg de ferro por dia OU de 2 a 5 mg por quilo diariamente, sendo que a quantidade diária de suplemento pode ser de no máximo 60 mg.

Adultos

De 60 a 120 mg de ferro por dia, em média.

Além disso, gestantes e lactantes podem precisar de suplementações especiais de ferro, muitas vezes acompanhadas da ministração de complementos de ácido fólico (também chamado de vitamina B9), que oferece um reforço ao sistema imunológico.

Após o fim do período de suplementação férrica receitado pelo médico, pode ser recomendado que o paciente faça um novo exame de sangue para averiguar se os níveis de ferro no organismo já estão normais.

Caso os resultados ainda não sejam satisfatórios, o profissional poderá indicar que o tratamento se estenda por um período maior.

Tipos de suplementos de ferro

O suplemento de ferro pode ser apresentado em várias formas, como em versões líquidas, em tabletes ou em cápsulas.

O tipo de suplemento mais indicado para o seu caso é aquele que for recomendado pelo médico. Os suplementos líquidos, no entanto, costumam ser receitados apenas para bebês e crianças.

Já os suplementos de ferro em forma sólida (cápsulas, comprimidos e tabletes) são mais indicados para adultos. A forma de consumo desse tipo de complemento varia. Alguns precisam ser ingeridos em jejum enquanto outros podem ser consumidos antes ou durante as refeições.

Se tiver dúvidas sobre a forma correta de ingerir seu suplemento de ferro, vale ler atentamente a bula do medicamento e conversar com seu médico.

Efeitos colaterais de suplementos de ferro

Algumas pessoas podem apresentar certos efeitos colaterais ao ingerir suplementos de ferro, como:

  • Queimação, azia e dores no estômago, principalmente se o suplemento for ingerido em jejum;
  • Enjoo;
  • Gosto metálico na boca;
  • Diminuição temporária de apetite;
  • Vômito, em casos mais raros.

Quando esses efeitos colaterais se manifestam, costumam aparecer alguns minutos após a ingestão do suplemento de ferro, e, geralmente, não duram mais de uma hora. Esses sintomas também tendem a desaparecer após a primeira semana de tratamento.

Efeitos colaterais muito intensos ou persistentes precisam ser comunicados ao médico responsável pela prescrição do suplemento alimentar.

Tratamento para anemia ferropriva severa

Se a anemia for muito grave e/ou estiver em um estágio muito avançado, alguns tratamentos complementares podem ser necessários.

Alguns tratamentos comuns para esses casos são:

Reposição férrica endovenosa

A reposição férrica endovenosa nada mais é do que, à grosso modo, a aplicação de ferro direto na veia.

Esse método de tratamento pode ser utilizado nas seguintes situações:

  • Quando os níveis de ferro no organismo do paciente estiverem extremamente baixos;
  • Se o paciente, por alguma razão, não puder tomar suplementos de ferro;
  • Se a pessoa não estiver respondendo positivamente ao tratamento com suplementos de ferro após alguns meses;
  • Caso o paciente tenha problemas de absorção de ferro pelo intestino.

A reposição férrica endovenosa deve ser feita em um hospital ou clínica especializada. Internações para realização do procedimento podem ou não ser necessárias, de acordo com a gravidade do caso.

Transfusão de sangue

Em casos extremamente severos e raros de anemia ferropriva, o paciente pode precisar receber glóbulos vermelhos, o que acontece através de uma transfusão de sangue.

Geralmente, esse tratamento é utilizado para casos emergenciais e é uma solução paliativa. Assim que o quadro do paciente se estabilizar, será necessário complementar com suplementos férricos.

Tratamento para anemia ferropriva causada por hemorragia

Caso um sangramento esteja causando o quadro de anemia ferropriva, o tratamento irá tratar como prioridade detectar a causa dessa hemorragia e estanca-la o mais rápido possível.

O tratamento para esse tipo de caso pode ser medicamentoso (com antibióticos ou anticoncepcionais, por exemplo, dependendo da causa) ou mesmo cirúrgico.

Tratamentos caseiros para anemia ferropriva

Os tratamentos alternativos para anemia ferropriva, na verdade, consistem em caprichar na alimentação adicionando bastante ferro às refeições.

Lembre-se de que o tratamento caseiro deve ser feito sempre em conjunto com o tratamento convencional recomendado pelo médico, e nunca o substituindo.

Comer alimentos ricos em ferro

Elaborar um cardápio rico em ferro é o tratamento caseiro mais eficaz para superar uma anemia ferropriva.

Lembre-se de que é importante que pessoas anêmicas prefiram fontes de ferro heme, que possui maior taxa de absorção pelo organismo. (Para mais informações, leia a seção “Tipos de ferro”).

Alimentos ricos em ferro heme

Os alimentos ricos em ferro heme costumam ser mais indicados para pacientes com anemia ferropriva porque podem ser melhor aproveitados pelo corpo humano.

Alguns pratos ricos em ferro heme são:

  • Fígado de boi;
  • Fígado de galinha;
  • Ostras;
  • Carré;
  • Sardinha enlatada com óleo;
  • Salmão;
  • Atum;
  • Mexilhão;
  • Cordeiro;
  • Gema de ovo;
  • Vitela.
Alimentos ricos em ferro não-heme

O ferro não-heme costuma ser menos aproveitado pelo organismo, por isso, não costuma ser a recomendação principal para quem tem anemia ferropriva.

No entanto, isso não quer dizer que esses alimentos não sejam importantes e não possam fazer a diferença em um quadro de anemia.

Alguns pratos ricos em ferro não-heme são:

  • Salsinha;
  • Grão-de-bico;
  • Feijão branco miúdo;
  • Feijão preto;
  • Lentilha;
  • Ervilha;
  • Tofu;
  • Abóbora;
  • Cenoura;
  • Agrião;
  • Gergelim;
  • Batata (de preferência assada e com casca).
Beterraba ajuda a combater a anemia?

Esse tópico é um tema controverso entre nutricionistas. Isso porque a beterraba até possui alguma quantidade de ferro em sua composição (mais ou menos 0,2 mg em 100g do legume cozido e 0,3 mg quando cru), mas não dá para dizer que é exatamente uma fonte rica em ferro.

Além disso, o ferro presente na beterraba é do tipo não-heme, que possui baixa taxa de absorção pelo organismo.

Aí, alguns nutricionistas indicam o alimento para pacientes com anemia ferropriva, enquanto outros afirmam que tratar a beterraba como uma fonte significativa de ferro para quem já está anêmico não é correto.

Na dúvida, a melhor fonte sempre é um médico de sua confiança. Converse sobre o tema com o profissional de saúde que acompanha o seu caso para que vocês possam decidir juntos se beterraba é a melhor escolha para você.

Tomar vitamina C

A vitamina C é uma substância muito importante para quem está tratando anemia ferropriva porque melhora a absorção de ferro pelo organismo.

Portanto, vale a pena complementar a alimentação com esse componente e, inclusive, tomar seus comprimidos ou tabletes de suplemento férrico com um bom copo de suco de alguma fruta rica em vitamina C.

Alimentos ricos em vitamina C

Alguns alimentos que contém bastante vitamina C são:

  • Limão;
  • Acerola;
  • Laranja;
  • Morango;
  • Goiaba;
  • Abacaxi;
  • Brócolis;
  • Mamão;
  • Melão;
  • Framboesa;
  • Couve;
  • Acelga;
  • Tomate.

Tomar sucos ricos em ferro

Complementar uma alimentação balanceada com os sucos certos é uma maneira gostosa, refrescante e efetiva de reforçar a quantidade de ferro no organismo.

A seguir, listamos alguns sucos que podem te ajudar nessa empreitada. Confere aí:

Suco de limão e salsa

O suco de limão e salsa não é o mais agradável no quesito sabor, mas é extremamente benéfico para a saúde. Além de ser rico em ferro e vitamina C, também é antioxidante, ou seja, elimina várias toxinas do organismo.

Você vai precisar de:

  • Um maço pequeno de salsa;
  • Um limão grande;
  • Um copo (250mL) de água.

Para preparar:

  1. Esprema o limão até sair todo o suco da fruta;
  2. Lave a salsinha com água corrente;
  3. Em um liquidificador, bata o suco de limão com a salsa e a água;
  4. Coe o líquido e despeje em um copo. Está pronto para beber!
  5. De preferência, tome o suco antes das refeições.
Suco de cenoura com agrião

Além de conter bastante ferro, o suco de cenoura com agrião também tem uma boa quantidade de fibras e vitaminas que ajudam a fortalecer o organismo.

Você vai precisar de:

  • 2 maços de agrião;
  • 3 cenouras;
  • Um copo (250mL) de água.

Para preparar:

  1. Descasque as cenouras e corte-as em pedaços;
  2. Lave bem os maços de agrião com água corrente e corte-os também;
  3. Coloque o agrião e as cenouras no liquidificador junto com o copo de água e bata-os bem;
  4. Coe o suco e despeje em um copo;
  5. Se possível, beba dois copos por dia, sempre antes das refeições.
Suco de cenoura, laranja e salsa

O suco de cenoura, laranja e salsinha contém altas quantidades de ferro e vitamina C, além de ser desintoxicante.

Você vai precisar de:

  • Um maço pequeno de salsinha;
  • 2 laranjas grandes;
  • 2 cenouras;
  • Um copo (250mL) de água.

Para preparar:

  1. Lave bem a salsinha e corte-a em pedacinhos. Reserve;
  2. Descasque e pique a cenoura. Reserve;
  3. Com o auxílio de um espremedor, faça o suco de laranja, aproveitando totalmente o líquido da fruta;
  4. Coloque a salsinha, a cenoura, o suco de laranja e a água no liquidificador e bata bem. Está pronto para beber;
  5. Se possível, beba de um a dois copos por dia, sempre antes das refeições.

Remédios para anemia ferropriva

A maior parte dos tratamentos medicamentosos de anemia ferropriva é feita através da ministração de suplementos de ferro.

Alguns remédios que podem ser receitados pelo seu médico para este fim são:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Seguindo as recomendações médicas, será possível se ver livre dos sintomas de anemia ferropriva em alguns meses. Por isso, é importante botar em prática todas as dicas do profissional de saúde, por mais complicadas que algumas delas possam parecer. Afinal, mudar hábitos alimentares nunca é fácil.

Se possível, uma boa saída pode ser recrutar um nutricionista para facilitar a missão de incluir mais ferro no cardápio. Outra dica interessante é buscar por receitas variadas, gostosas e divertidas em sites e canais de vídeos voltados para gastronomia saudável.

Enquanto estiver estabelecido o quadro de anemia ferropriva, poderá ser recomendado ao paciente interromper o tratamento com alguns medicamentos que podem interferir na absorção de cálcio, se tal interrupção for possível. Alguns desses remédios são:

  • Colestiramina;
  • Neomicin;
  • Quinolonas urinários;
  • Tetraciclinas;
  • Repositores de cálcio;
  • Repositores de magnésio;
  • Repositores de zinco.

Além disso, também pode ser recomendado que o paciente suspenda ou reduza o consumo de café, chá, vinho e fibras, que também atrapalham a absorção de cálcio.

Prognóstico

Com o tratamento adequado, as perspectivas de recuperação de uma anemia ferropriva são excelentes. A perspectiva é que os níveis de hemoglobina no sangue voltem ao normal após 2 meses de tratamento, na maior parte dos casos. Depois disso, são necessários mais alguns meses para que as reservas de ferro do corpo humano voltem ao normal.

É necessário, no entanto, dedicar alguma atenção especial às causas da anemia. Se o problema for ocasionado por outra doença, o prognóstico dependerá diretamente da evolução do agente causador.

O médico poderá solicitar exames de sangue para verificação dos níveis de ferro 3 meses após o início do tratamento e 3 meses depois do fim dele. Depois disso, o quadro deverá ser acompanhado pelo menos uma vez por trimestre no ano subsequente ao episódio de anemia.

Complicações

A anemia ferropriva que não seja adequadamente tratada pode acabar gerando alguns desdobramentos e problemas de saúde graves.

São eles:

Baixa imunidade

Quando falamos em imunidade, estamos nos referindo aos mecanismos de defesa do organismo, responsáveis por barrarem o desenvolvimento de agentes infecciosos que podem causar doenças.

Alguns nutrientes são responsáveis por fortalecer as respostas rápidas do sistema imunológico, entre eles, o ferro. Por isso, um quadro de anemia ferropriva pode ocasionar imunidade baixa.

Ter baixa imunidade significa que o corpo está mais suscetível a infecções graves, uma vez que o sistema imunológico não está forte o suficiente para combatê-las.

Problemas cardíacos

Uma das principais funções do ferro no organismo é possibilitar o transporte de oxigênio através da corrente sanguínea.

Quando os níveis de ferro estão muito baixos, o coração precisa trabalhar um pouco mais rápido que o normal para compensar essa diminuição no transporte de oxigênio. Assim, o músculo cardíaco bate mais rápido.

Esse processo de alteração no ritmo cardíaco pode acabar ocasionando diversos problemas graves, que podem, eventualmente, levar à morte.

Entre as doenças que podem ser causadas por essa aceleração no ritmo do coração, estão:

Arritmias cardíacas

A arritmia cardíaca é um problema que consiste, basicamente, na alteração do ritmo dos batimentos do coração.

Costuma ser caracterizada por sintomas como:

  • Aceleração dos batimentos cardíacos, em casos de arritmia provocada por anemia ferropriva;
  • Incômodo no peito;
  • Tontura;
  • Falta de ar;
  • Suor excessivo;
  • Palidez;
  • Desmaios, em casos mais graves.

A arritmia, por sua vez, pode ocasionar problemas sérios, como:

  • Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs);
  • Insuficiência cardíaca;
  • Ataque cardíaco;
  • Morte.

Insuficiência cardíaca

Também conhecido como insuficiência cardíaca congestiva, esse problema é caracterizado pela incapacidade do coração bombear sangue o suficiente para todos os órgãos do corpo. Pode acontecer devido ao esforço excessivo do músculo cardíaco em quadros de anemia ferropriva.

Seus principais sintomas são:

  • Falta de ar, tanto em repouso quanto durante esforço físico;
  • Tosse;
  • Abdômen inchado;
  • Inchaços nos pés, tornozelos e mãos;
  • Fadiga;
  • Insônia;
  • Aumento injustificado de peso;
  • Dificuldade de concentração;
  • Perda de apetite;
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Alterações nos batimentos cardíacos.

A insuficiência cardíaca é um fenômeno grave, que pode levar à morte. Além disso, também pode causar insuficiência renal, provocando a necessidade de um processo de hemodiálise.

Aumento do tamanho do coração

Esse problema atende pelo nome clínico de cardiomegalia. Acontece quando, devido ao esforço excessivo do músculo, o coração incha e perde a capacidade de bombear todo o sangue que o organismo precisa.

Seus principais sintomas são:

  • Falta de ar;
  • Palpitações;
  • Fadiga extrema;
  • Tonturas;
  • Desmaios;
  • Pressão arterial elevada;
  • Dificuldade para urinar.

A cardiomegalia é um problema de saúde gravíssimo e que exige um tratamento complicado. Pode levar à morte.

Atraso no desenvolvimento

Em crianças e adolescentes, a falta de quantidades adequadas de ferro pode atrasar o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, cognitivas e também atrasar o crescimento.

Além disso, nesse grupo, a anemia ferropriva também pode causar graves deficiências imunológicas, deixando as crianças suscetíveis a infecções que seriam facilmente evitáveis em outra situação.

Complicações na gestação

O ferro é um componente essencial para garantir o desenvolvimento do feto. Por isso, quando a mãe sofre com anemia ferropriva, algumas complicações podem acabar atingindo o bebê.

Em casos de anemias graves que não são adequadamente tratadas, a criança pode acabar nascendo abaixo do peso ideal ou mesmo prematura.

Entretanto, é raro que esse tipo de complicação aconteça entre gestantes que fazem acompanhamento médico, já que deficiências de ferro costumam ser detectadas logo nos primeiros exames pré-natal.

Anemia pode virar leucemia?

Não, anemia não pode virar leucemia.

A crença popular de que uma anemia não tratada pode acabar evoluindo e se tornando câncer vem de uma pequena confusão: a anemia é um dos primeiros sintomas na maior parte dos casos de leucemia.

Então, por conta disso, surge a crença de que a leucemia é resultado da anemia, quando, na verdade, é o contrário.

Por isso, mesmo que você esteja com anemia ferropriva há muitos meses, fique tranquilo quanto a esse aspecto: não existe a menor possibilidade do seu problema se tornar uma leucemia.

Anemia ferropriva pode matar?

Diretamente, não. Ninguém morre de anemia.

No entanto, as complicações causadas por um quadro de anemia ferropriva — principalmente aquelas que atingem o funcionamento do coração — podem, sim, causar a morte.

Como prevenir anemia ferropriva?

A principal maneira de prevenir anemia ferropriva é manter uma alimentação equilibrada e saudável, composta por alimentos ricos em ferro e respeitando as quantidades diárias da substância que precisam ser consumidas em cada faixa etária. (Para mais informações, leia a seção “Quantidade de ferro que deve ser ingerida diariamente”).

Também é recomendável fazer exames de sangue para verificar as quantidades de ferro no organismo pelo menos uma vez a cada 2 anos, especialmente se você perde sangue mensalmente através da menstruação.

Prevenção de anemia ferropriva em bebês

Embora não tenham contato com comidas sólidas, bebês com menos de 4 meses de idade têm acesso ao alimento mais completo do mundo: o leite materno.

Até os 4 meses de idade da criança, estudos comprovam que o leite da mãe é perfeitamente capaz de suprir as necessidades de ferro do pequeno organismo sem nenhum problema. Por isso, se seu filho mama no peito, não é preciso se preocupar muito quanto a isso.

Bebês menores de 4 meses que não mamam no peito precisarão se alimentar através de fórmulas infantis. Existe uma fórmula infantil para cada fase do desenvolvimento do bebê, com diferentes níveis de cada nutriente, incluindo o ferro. Por isso, é importante prestar atenção ao rótulo e pedir orientação ao pediatra quanto à melhor fórmula para seu filho.

Crianças que não mamam no peito precisam de fórmulas infantis. Não é recomendada a substituição do leite materno por leite de vaca, que pode acabar atrapalhando o desenvolvimento do bebê.

A partir dos 4 meses, alguns pediatras podem recomendar suplementos de ferro para garantir que o bebê não corra riscos de desenvolver anemia ferropriva.

Como esse tema é polêmico entre a comunidade médica, somente um pediatra de sua confiança pode definir qual é a melhor estratégia para prevenção da anemia ferropriva entre os 4 e os 6 meses do seu filho, quando alimentos sólidos passarão a fazer parte da dieta dele.


A anemia ferropriva é um problema de saúde que, embora tenha consequências graves, pode ser facilmente superado com o tratamento adequado.

Conhece alguém que sofre com anemia? Compartilhe este artigo e ajude a informação a chegar a quem precisa dela!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (8 votos, média: 5,00 de 5)
Loading...

6 Comentários

Atenção: os comentários abaixo são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. É a matéria mais completa que achei a respeito desse assunto. Já passei por isso antes e não vi explicação mais eficiente. Nesta época o formigamento e a sensação de dormência já haviam passado da minha cintura alem de algumas hemorragias. Eu não sentia absolutamente nada. Passei em vários especialistas e não sabiam o que poderia ser. Então comecei a pesquisar na internet sobre formigamento e dormência, descobri que a falta de ferro era um dos motivos. Eu estava fazendo exames de endoscopia e deu positivo para H Pylori, e a gastrologista descobriu pelo exame de sangue que eu estava sem plaquetas e sem ferro, ela ficou muito assustada com o resultado dos exames e pediu que eu me consultasse com um Hematologista urgente. E foi o que eu fiz, pois até para andar só conseguia dar 05 passos e tinha que parar pela falta de ar e cansaço, além da memória que ficou péssima. Não fiz exames mais específicos, apenas os de sangue. Tomei medicação endovenosa e outras para os formigamentos e dormências. Melhorei maravilhosamente. Agora voltou tudo e estou repetindo tudo novamente, entretanto pedirei exames específicos dessa vez para descobrir a causa. Uma observação: Na época meu convênio cobria a medicação endovenosa então paguei somente para cada aplicação. Hoje meu convênio não cobre, e para a este procedimento ficaria: dependendo da clínica ou hospital de R$120,00 à R$380,00 mesmo levando a medicação. Então comprei a medicação na farmácia após pesquisa e depois de muito procurar descobri que as AMAS aplicam e os Postos de Saúde voltaram a aplicar e o melhor não pagamos nada é só levar a medicação. Graças a Deus.

  2. Quero agradecer imensamente pela maravilhosa matéria, me ajudou muito nos meus estudos e conhecimento pessoal! Sendo assim fiz questão de compartilhar com colegas de sala!!
    Um Abraço!

  3. Tenho anemia ferropriva e já está afetando o cardíaco, Tomo remédios indicados pelo médico sulfato ferroso e ácido fólico, porém o que me ajuda muito e o feijão cozido com beterraba crua batido no liquidificador, em dois dias tomando essa sopa o desconforto respiratório e batimento cardíaco melhorou, não totalmente, mas antes eu subia escadas e no segundo lance já estava me acabando, hoje estou no terceiro dia subi três lances bem melhor e não precisei para e deitar para acalmar os batimentos cardíacos. Esse além dos dicas que tive aqui vão me ajudar.

  4. Adorei toda explicação, bem util pois fala absolutamente de tudo. Eu estava procurando alguns alimentos que auxiliariam minha alimentaçao e achei aqui. Muito obrigada pela dedicaçao. Só tenho uma observaçao, ao colocar o nome de alguns medicamentos, as pessoas que querem resultado rapido podem de auto medicar e talvez seja prejudicial pra elas, eu vi que tem o aviso de sempre procurar um medico pra remediar, mas é um risco a se correr. De qualquer forma me ajudou muito. Obrigada novamente.

Deixe o seu comentário, nos preocupamos com sua opinião:

Por gentileza, escreva seu comentário
Por favor, insira seu nome aqui

Lamentamos a não possibilidade de dar-lhe conselho médico ou responder a questões médicas e farmacêuticas individuais através de e-mail, pois apenas um médico pode prestar tal atendimento. Embora tentemos responder a todos os comentários, opiniões e e-mails que recebemos em até dois dias úteis, nem sempre é possível devido ao grande volume que recebemos. Por favor, tenha em mente que qualquer solicitação ao Minuto Saudável está sujeita aos nossos Termos de Uso e Política de Privacidade, ao enviar, você indica sua aceitação.