O que é um relacionamento abusivo? Sinais, relato e como sair

20

Relacionamentos são complicados, sejam eles amorosos, entre pais e filhos, entre amigos, com colegas de trabalho, professores ou entre quaisquer pessoas sem um vínculo emocional.

Somos complexos, diferentes, divergimos opiniões e crenças. Na maioria das vezes, como civilizados que somos, essas relações se tornam mais fáceis, ou ao menos parecem ser.

PUBLICIDADE

Os abusos podem estar presentes em todas as relações, mas ao nos aproximarmos de uma data como a do dia dos namorados, um enfoque nas violências presentes em uma relação amorosa se faz necessário.

O dia 12 de junho é sim uma data muito importante e que tem uma mensagem de valor por trás. Afinal, homenagear quem amamos e escolhemos para estar ao nosso lado é algo especial.

Mais especial do que isso é colocar o amor próprio em primeiro lugar e estar ciente do que é um relacionamento sadio.

Por isso, iremos nos aprofundar em um tema nada romântico: relacionamentos abusivos.

Neste artigo, vamos discutir um pouco mais sobre o tema e analisar as atitudes, comportamentos e sentimentos que envolvem um relacionamento não saudável. Boa leitura!

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é um relacionamento abusivo?
  2. Sinais de um relacionamento abusivo
  3. Relato: como é viver em um relacionamento abusivo?
  4. Diferenças entre o relacionamento saudável e o abusivo
  5. Como sair de um relacionamento abusivo?
  6. Como ajudar alguém que está nessa situação?

O que é um relacionamento abusivo?

Em teoria, um relacionamento amoroso deveria ser algo saudável, prazeroso, repleto de sentimentos bons e companheirismo.

Felizmente, muitas pessoas conseguem manter um amor assim. Infelizmente, outras estão aprisionadas em um relacionamento abusivo. E o pior, muitas vezes não percebem.

Quando se fala em relacionamento abusivo é comum que as pessoas imaginem a relação amorosa entre um casal, principalmente a relação em que o homem é abusador e a mulher é a vítima.

Esse exemplo é muito comum, mas o abuso também acontece com a inversão desses papéis. A mulher também pode ser abusiva.

PUBLICIDADE

Por isso, vale lembrar que as relações abusivas podem acontecer em qualquer tipo de relacionamento, seja ele amoroso, entre amigos, profissional ou familiar.

Reconhecer que isso acontece em diferentes ambientes é um passo importante para conseguir identificá-los e mudá-los. Nem sempre essas mudanças são fáceis.

É preciso se afastar. Estar em um relacionamento abusivo não é saudável mental e fisicamente. As pessoas que estão em uma relação assim podem mesmo adoecer.

Nessas situações é comum que a vítima se sinta mal consigo mesma, que sofra com a autoestima baixa, insegurança, ansiedade ou depressão.

O abusador é aquele quem manipula, controla, provoca situações humilhantes para a vítima, a usa e a faz se sentir mal sempre.

As agressões presentes neste tipo de relação podem ser diferentes de uma para outra e isso pode tornar ainda mais difícil para as vítimas reconhecerem os sinais.

Para o parceiro abusivo estar sempre no controle do relacionamento ele pode apresentar os seguintes comportamentos:

  • Abuso emocional;
  • Agressões verbais;
  • Perseguição (stalker);
  • Abuso econômico, em que controla o dinheiro da vítima ou a impede de trabalhar e estudar;
  • Abusos físicos (violência física)  e comportamentos agressivos como chutar portas, esmurrar objetos etc.;
  • Ameaças;
  • Agressão sexual ou violência sexual.

Sinais de um relacionamento abusivo

Muitas vezes atitudes abusivas são confundidas ou consideradas como apenas uma demonstração de amor e cuidado.

PUBLICIDADE

A pessoa que está sofrendo abuso, por estar em uma situação vulnerável e fragilizada, às vezes não é capaz de discernir os sinais de que está em um relacionamento abusivo.

Separamos alguns indicativos que podem ajudar nesse processo de “descoberta” e que servem de alerta para situações abusivas no dia a dia.

Ao se identificar com alguns dos tópicos, aconselhamos que separe um momento para refletir sobre o porquê disso estar acontecendo, para conversar com alguém que você confie e buscar ajuda.

Verifique se o(a) seu(ua) companheiro(a):

Faz você se sentir ridicularizado(a)

Dentro do seu relacionamento, é comum que se sinta ridicularizado. Talvez tenha passado por situações em que seu parceiro riu de você ou fez você ser alvo de piadas que te fizeram ficar desconfortável.

Demonstra insegurança e ciúmes excessivo

Uma das principais características atribuídas ao perfil de uma pessoa abusadora é a insegurança e o ciúme extremo.

Esses dois traços da personalidade de alguém abusivo são fatores que contribuem para que os outros sinais aconteçam, tais como o ato de controlar todas as ações do outro, intimidação, chantagem e jogos emocionais para que a vítima se sinta culpada.

Faz você pensar que está louco(a)

De alguma forma, seu parceiro faz com que você pense que todos os problemas da relação são loucura da sua cabeça ou quando você questiona alguma atitude aponta para você e diz que está louco(a).

PUBLICIDADE

Fala que ninguém nunca vai te amar

Seu parceiro já disse frases como “se você me deixar, nunca vai encontrar alguém melhor”, “ninguém nunca vai te amar” ou “ninguém nunca vai te querer”? Não é preciso parar muito pra pensar para perceber o quanto essas frases são abusivas.

Um relacionamento saudável não é construído com ameaças como estas.

Faz você se afastar das pessoas

Pense se alguma vez o seu parceiro já te fez se afastar de alguém, se você se afastou dos seus amigos e familiares por ele ou se ele coloca restrições na quantidade de vezes que você quer sair com seus amigos.

Muitas vezes, a pessoa abusiva provoca esse isolamento da vítima. Assim, se sentindo sozinha e tendo somente seu parceiro ao seu lado, ela pode se sentir ainda mais fragilizada e dependente desse relacionamento nocivo.

Faz você se sentir inferior e não fica feliz por suas conquistas

Como seu parceiro reage às suas conquistas e as coisas boas que acontecem na sua vida? Em um relacionamento saudável, é normal que o parceiro fique feliz e comemore junto a você suas vitórias.

É importante reparar na reação do seu companheiro nesses momentos, se ele fica feliz por você ou se diminui suas conquistas, se faz você sentir que o que aconteceu não é nada demais e que nem merece comemoração.

Se você passa a achar que não é bom o suficiente e começa a questionar sua capacidade por comentários de seu companheiro, é importante repensar o relacionamento.

Nem sempre essas ações acontecem durante uma briga. Às vezes estão presentes em sinais sutis, comentários despretensiosos, mas que de alguma forma te afetam.

Isto não significa que seu parceiro irá te olhar e dizer “nossa, como é você burra(o)”, mas se você tem medo de falar algo porque sente que será desvalorizado ou diminuído, de que tudo que diz não é bom o bastante, fique atento a este sinal.

Faz você se sentir incapaz

É comum que o abusador dentro da relação tenha atitudes que façam a vítima se sentir incapaz. Ele pode usar discursos que façam o parceiro se sentir inferior e isso o levar a enxergar o abusador sempre como a figura superior.

Frases como “você não é bom nisso”, “desista, não é para você”, “você não fez nada certo” e outras do mesmo gênero podem estar presentes dentro deste sinal de relação abusiva.

Dessa forma, a vítima se afunda em sentimentos negativos, se sentindo incapaz, burra e insuficiente.

Controla todas a suas ações

Ao lado do seu parceiro você se sente sempre controlado, como se tivesse todos os seus passos, pensamentos e atitudes analisados?

Repare no quanto o seu parceiro se mostra controlador em relação às suas ações, as pessoas com quem você anda e com quem você conversa.

Além disso, no fundo, você sabe que esse controle não é uma preocupação saudável, mas sim uma forma de te manipular? Esses sinais são cruciais para compreender se sua relação é tóxica.

Fique atento com comentários como permissões de lugares onde pode ir, com quem pode falar, como deve se comportar e outras limitações impostas pelo companheiro.

Diz o que você deve vestir

Você já trocou de roupa antes de sair de casa porque sabia que a escolha iria desagradar seu parceiro? Já ouviu comentários referentes ao tamanho de uma saia, ou ouviu que o vestido era muito justo ou decotado?

Para algumas pessoas, esse tipo de comentário é interpretado como um sinal de ciúmes, podendo até mesmo ser considerado normal, mas não é. Esse é um sinal específico que está implícito em uma personalidade controladora do abusador.

É ameaçador(a)

Um sinal muito importante para conseguir entender se o seu relacionamento é abusivo implica na presença de um sentimento muito ruim: o medo.

Se alguma vez, alguma ação ou comentário do seu companheiro te fez sentir medo dele, é um grande alerta de que o relacionamento não está indo nada bem, mesmo.

Para psicólogos que acompanham casos de relacionamento abusivo, a intimidação e ameaça são consideradas recursos comuns entre os abusadores.

Algumas frases com tom ameaçador, tais como “se você não fizer isso…” ou “se você fizer tal coisa…”, “é melhor para você fazer o que estou dizendo…”, podem estar presentes no relacionamento tóxico.

São sempre condições que a vítima deve atender e que são sempre acompanhadas por uma espécie de “castigo”.  Se o seu parceiro ameaça te deixar e usa dos seus sentimentos por ele para conseguir o que quer, o seu relacionamento é abusivo.

Demonstra reações exageradas

É importante notar se o parceiro demonstra reações exageradas e explosivas diante de algumas situações que podem facilmente ser levadas de outra forma.

Se a vítima faz algo considerado simples e o abusador aproveita daquela situação para arquitetar uma briga e reage de forma ignorante ou violenta, é um sinal de que é melhor se afastar.

É preciso que os sentimentos que você tem pelo seu parceiro não te façam incapaz de perceber quando acontece uma reação desproporcional ao que aconteceu. Errar é normal do ser humano, mas é preciso lidar com esses erros de forma racional.

Não respeita quando você diz “não”

O não, uma palavra, três letrinhas e um significado. Parece simples, mas parece que é sempre necessário reforçar o que isso significa, até mesmo dentro de um relacionamento.

Preste atenção no quanto o seu parceiro respeita quando você se nega a algo. É comum em relacionamentos abusivos até mesmo que o abusador force a vítima a relação sexual.

Não é difícil de encontrar relato de pessoas que disseram ter feito sexo com seu parceiro por se sentirem manipuladas, ameaçadas ou chantageadas. Isso é abusivo e até mesmo um crime, pois o sexo sem consentimento é considerado estupro, mesmo acontecendo dentro de um relacionamento.

É agressivo(a)

Esse é um sinal de alerta grave. Uma relação onde acontecem agressões é extremamente abusiva.

E nesse caso não se trata apenas da agressão física, mas sim da moral e psicológica também. Todos os sinais listados anteriormente são uma forma de agressão.

Se você está em um relacionamento em que as violências se tornaram mais graves, saiba que é possível buscar ajuda em ONG’s que possam te acolher e existem leis de proteção a esses casos, como a lei Maria da Penha. Denuncie.

Não se sinta sozinha nesse momento, busque conversar com alguém em quem confia ou ligue para o 180, a Central de Atendimento à Mulher.

Relato: como é viver em um relacionamento abusivo?

Mesmo que para as pessoas que estão vendo de fora os sinais de abusos sejam óbvios, nem sempre é fácil para a vítima reconhecer esses problemas. Além disso, nem todo relacionamento abusivo começa ruim.

No começo, as coisas podem parecer que estão indo bem, como foi para Thalia Chiquetano, 20 anos, que esteve em um relacionamento abusivo por 1 ano.

“Nos primeiros meses, tudo era perfeito: ele sempre queria me ver, sempre me comprava coisas mesmo que eu tentasse recusar, era carinhoso, atencioso e tudo o que você sonha em um relacionamento. Ficamos noivos. Eu tinha certeza que queria me casar com ele, pois nunca existiria alguém tão perfeito pra mim como ele era. Até que ele começou a se mostrar outra pessoa”, conta.

Aos poucos, seu parceiro abusivo foi se transformando e tendo atitudes que minavam sua autoestima e confiança.

“Ele me fazia ciúmes o tempo todo, mesmo sabendo o quão insegura sou e o quanto aquilo me fazia mal, ignorando todas as vezes que eu pedia para ele parar. Me ofendia, me chamando de burra. Diversas vezes, quando eu o confrontava sobre algo que ele tinha feito que me incomodava, ele conseguia virar o jogo e me fazer pedir desculpas por algo que ele havia feito.

Nos nossos últimos três meses, o namoro estava um inferno. Ele arranjava desculpas para não me ver, saía toda semana e só voltava de madrugada, não me beijava e muito menos me tocava.

Eu comecei a pensar o que eu pudesse ter feito, pedia desculpas constantemente por qualquer coisa que eu pudesse estar fazendo. Me sentia errada em sentir ciúmes do aplicativo de encontro instalado em seu celular, em não gostar que meninas mandassem fotos íntimas e que ele sequer fizesse esforço para cortar essas atitudes, ou até mesmo de ficar magoada por ele mostrar essas conversas em tom de deboche para mim.

Eu estava triste o tempo todo, e chorava constantemente. Eu não tinha forças nem para fazer algo simples, como tirar o meu pijama e colocar uma roupa normal“.

Não há nada romântico e nem saudável em relações como esta.  Para a vítima, o fim do relacionamento abusivo aconteceu após muitas lágrimas derramadas. Mesmo após meses do fim da relação, as cicatrizes permaneceram. Levou algum tempo para serem superadas.

“Se eu pudesse conversar com cada pessoa que passa por essa situação, eu gostaria de dizer apenas uma coisa: se você se identificou com apenas 1% do que eu passei, ou se você leu esse depoimento e essa postagem e teve qualquer dúvida sobre seu relacionamento, sinto muito lhe informar, mas é muito provável que você esteja vivendo um relacionamento abusivo.

Abuso não é apenas uma força física, ele também pode destruir seu psicológico. Não importa o que você sinta pela pessoa, não tenha medo de terminar algo que não lhe faz bem. A pessoa certa está por aí, te esperando; tenha certeza que você não tem culpa de nada, e que você não merece todo o mal que está passando. Nenhum relacionamento deve te destruir de dentro pra fora.

Hoje estou namorando novamente, e pela primeira vez depois de tanto tempo, eu finalmente sinto que estou feliz. Existe respeito, carinho e amor, mas às vezes existem conflitos — afinal, um namoro de verdade tem seus prós e contras. E o meu erro foi acreditar que o que eu tinha com meu ex era literalmente perfeito”.

Diferenças entre o relacionamento saudável e o abusivo

Colocamos lado a lado algumas características de um relacionamento saudável e algumas atitudes abusivas, para possibilitar uma comparação entre esses extremos.

Relacionamento saudávelRelacionamento abusivo
Conversam abertamente sobre seus sentimentos e pensamentosQuando existe um diálogo, é para tentar fazer com que o outro se sinta culpado pelo que está sentindo
Há confiança e por isso nenhum dos dois controla onde o outro está e com quem estáDiz com quem você deve ou não conversar ou sair. Não há confiança e por isso impõe que o parceiro fique provando onde está e o que está fazendo
Há respeito aos momentos em que o parceiro quer estar sozinho, com os amigos ou famíliaProíbe o parceiro de sair sozinho ou com os amigos
Não te xinga e muito menos te agrideTe ofende constantemente e tenta te controlar usando força física
Os conflitos são resolvidos de forma respeitosa, sem agressões, xingamentos ou competitividadeÉ explosivo e ciumento. “Desconta a raiva” chutando portas, cadeiras ou esmurrando objetos, o que faz você sentir medo
Existe respeito a privacidade do outroControla todas as suas redes sociais para ver com quem conversa. Proíbe amizades e está sempre tentando invadir sua privacidade
Não há tentativas de mudar ou controlar o parceiroEstá sempre dizendo o quanto você não é bom, dispara ofensas e diz que ninguém irá te amar
Não existem ameaças ou medo, pois o seu parceiro é sempre carinhoso e compreensivoÉ sempre explosivo, o que faz você sentir medo de suas reações, o que implica agressões verbais, emocionais e físicas
Não há imposições no que o outro deve ou não vestirProíbe de usar determinadas roupas que não o agradem
Há respeito quando o outro diz “não”, principalmente quando o outro não está afim de transarNão respeita quando o parceiro diz “não”. Força o parceiro a ter relação sexual ou a fazer coisas que não se sente confortável
Os dois comemoram as conquistas um do outro juntosDemonstra inveja do parceiro e tenta diminuir suas conquistas
Ninguém tenta humilhar, ridicularizar ou diminuir de alguma forma o parceiroHumilha, ridiculariza e está sempre querendo se mostrar superior ao parceiro
Os dois tomam decisões importantes juntosNão existe diálogo, até mesmo em momentos de decisões que afetam os dois
Demonstrações de admiração e elogios são sempre presentesSempre está criticando o parceiro. Aponta sempre para os defeitos querendo diminuí-lo, faz brincadeiras sobre a aparência do outro
Um está sempre encorajando o outro e não há críticas que não sejam construtivasNão existe apoio, apenas críticas frequentes
Incentiva o parceiro a estudar e trabalhar e não interfere no que ele faz com o próprio dinheiro Controla financeiramente o parceiro, às vezes, impedindo-o de trabalhar e estudar
Não tenta atingir, de forma alguma, a autoestima e confiança do parceiroFaz você pensar que é louco (a) e diz coisas que minam sua autoestima

Como sair de um relacionamento abusivo?

Não é fácil compreender e aceitar que, de alguma forma, se está preso em um relacionamento abusivo. Para quem conseguiu passar por essa etapa, a próxima também não é nada simples.

Muitas pessoas que olham de fora podem questionar, por senso comum, por que as vítimas simplesmente não vão embora. A resposta a essa pergunta envolve uma série de fatores.

Muitas vezes, o amor que a vítima sente pelo abusador a inibe a tomar alguma decisão, deixando-a paralisada diante dessa situação. Há também pessoas que sentem medo da reação do parceiro abusivo, o que torna tudo mais delicado.

Nem sempre a vítima sabe que está em um relacionamento abusivo, pois está envolvida demais nesse relacionamento violento e nocivo que acaba naturalizando as ações do parceiro.

Além disso, alguns sinais de abuso são sutis, o que torna ainda mais complicado de se perceber a agressão psicológica que a vítima sofre.

No entanto, mesmo com todas as dificuldades desse momento, alguns passos podem ser seguidos:

Compreenda e busque mudanças

O primeiro passo para sair de um relacionamento abusivo é perceber que se está em uma relação assim. Em segundo lugar, é preciso querer mudar essa situação, pois apenas se dar conta dos abusos e continuar nessa relação não é o suficiente para trazer sua felicidade e um relacionamento saudável.

Converse com seu parceiro(a)

Converse abertamente com seu parceiro, sem acusações e discussões exaltadas, para esclarecer e entender por que a relação chegou a esse ponto. Se a pessoa em posição de abusador estiver disposta a mudar para continuar nesse relacionamento, os dois vão precisar trabalhar juntos para que a relação dê certo.

Isso não é fácil. Essa transformação só é possível quando a pessoa que está em posição de abusador quer realmente mudar, pois é um processo de dentro para fora. A vítima não é capaz de mudá-lo, somente ele pode promover isso.

No entanto, se o seu parceiro não consegue enxergar suas atitudes como abusivas, ou percebe e não quer mudar, a vítima precisa entender que não há o que se fazer, a não ser ir embora.

Entenda que o problema não é você

Dentro do relacionamento abusivo, é comum que o abusador manipule os sentimentos da vítima para que ela se sinta culpada.

É muito importante entender que os abusos não acontecem por culpa da vítima, mas que algo precisa ser mudado nas atitudes da pessoa que está na posição de abusador.

Converse com pessoas em quem você confia

Peça ajuda e busque a companhia de pessoas que lhe fazem bem. Superar um relacionamento abusivo não é fácil, por isso se una as pessoas que você confia para conversar sobre o que estava acontecendo e para se fortalecer nesse momento.

Terapia

O acompanhamento de um psicólogo pode ser bastante positivo nesse processo onde a vítima está se desfazendo do relacionamento abusivo. Em um momento vulnerável como este, apenas o apoio de pessoas amigas pode não ser o suficiente para que ela consiga passar por essa fase.

Além disso, os abusos sofridos pela vítima podem levá-la ao um quadro depressivo ou de ansiedade, que precisam ser acompanhados por um profissional que saiba dar os cuidados específicos para a saúde mental do paciente.

Converse com pessoas que passaram pelo mesmo

Conhecer e ouvir alguém que passou pelo mesmo problema e conseguiu superar um relacionamento abusivo pode ser um dos passos mais importantes para conseguir deixar para trás essa relação.

Reconhecer em outra pessoa os mesmos sofrimentos que está sentindo e ver que mesmo com o término tudo ficará bem pode ser um dos impulsos para que a vítima consiga agir e sair do relacionamento abusivo.

Infelizmente não é difícil encontrar pessoas que já passaram por isso, pois é muito mais comum do que se pensa. Portanto, busque essas pessoas, ouça o que elas têm a dizer e peça ajuda para encontrar a melhor solução para o seu caso.

Se empodere

Não deixe que as chantagens emocionais do seu parceiro abusivo te façam desistir de sua felicidade e amor próprio. Não acredite que sem ele ficará sozinho para sempre e que outras pessoas podem sim te valorizar e te amar de uma maneira saudável.

Busque realizar as atividades que te fazem bem e que você pode ter deixado de lado por causa do relacionamento. Saia com seus amigos e familiares para se divertir e acredite que o sofrimento do rompimento vai passar, por mais difícil que esteja agora.

Enquanto isso, busque fortalecer sua autoestima e não deixe que essa experiência ruim te afete ainda mais.

Como ajudar alguém que está nessa situação?

Uma questão muito presente quando o assunto são relações abusivas é de quando e até que ponto quem está olhando de fora pode se intrometer para tentar ajudar.

Sempre ouvimos coisas como “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, mas quando falamos isso simplificamos uma situação que pode ser bem mais grave do que se pensa, com agressões físicas e psicológicas que podem levar a vítima a ter sequelas graves.

Portanto, se você conhece alguém que está numa situação abusiva, não espere que ela perceba por conta própria. Nem sempre isso acontece. O abusador pode envolvê-la de tal maneira que ela normaliza todas as agressões e ainda se culpa por isso.

Algumas coisas podem sim ser feitas por quem está acompanhando de fora a relação:

Ofereça ajuda

Empatia é fundamental para quem está próximo dessas pessoas, portanto, ofereça sua ajuda. Isso significa estar presente na vida da pessoa mesmo que ela não aceite quando você diz que ela está em um relacionamento abusivo. Cada pessoa leva um tempo para compreender.

Se mostre disponível para sair com ela, diga que ela pode contar com sua ajuda, sendo esta ajuda um ombro amigo para chorar ou até mesmo para oferecer abrigo, pois muitas pessoas são dependentes do abusador financeiramente e as coisas podem ficar mais complicadas.

Seja paciente e não julgue

Entenda que as pessoas levam um tempo diferente para entender quando estão em um relacionamento abusivo e é muito mais fácil para quem está de fora do relacionamento perceber, pois a vítima está envolvida emocionalmente com seu parceiro.

Não diga coisas como “está com ele porque quer”, “se quisesse mesmo, já tinha terminado”. Não julgue a posição da vítima em relação ao abusador. Seja apenas presente e amigo e ofereça ajuda para o que ela precisar.

Coloque essa pessoa em contato com outras que passaram pelo mesmo

Apresente ou mostre casos de pessoas que passaram pelo mesmo problema ao seu amigo que está em um relacionamento abusivo. Ouvir de outras pessoas que viveram o mesmo pode ajudar.

Não a culpe

Por fim, nunca culpe a vítima. Não diga que ela está nesse relacionamento porque quer ou porque ela merece. Por mais próximo da pessoa que você seja, você não tem total conhecimento sobre o que acontece entre ela e o abusador. Nesse momento, a vítima precisa de ajuda, acolhimento e empatia.


A intenção desse artigo é que mais pessoas possam refletir sobre esses abusos, muitas vezes normalizados pela sociedade, encarados como gestos de ciúmes e preocupação. Também para reforçar que a culpa não é da vítima e que é possível ajudar essas pessoas.

Se você acredita que está em um relacionamento abusivo, peça ajuda! Não desista de ser feliz e buscar um relacionamento saudável. O amor deve ser compartilhado e não aprisionado em atitudes nocivas como as listadas nesse artigo.

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (31 votos, média: 4,90 de 5)
Loading...

20 Comentários

Atenção: os comentários abaixo são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

  1. Boa noite estou em um relacionamento abusivo, não aguento mais 💔😭😭😭, infelizmente ele não aceita que nós nos separarmos .eu já não sei o que fazer .
    Tenho 2 meninos lindos
    Não são dele (atual),foi através deles (filhos) que percebi o relacionamento onde me encontrava .
    Pois ele passou a tratar meus filhos mal ,cobrar ciúmes dos meus próprios filhos ,mandar nas minhas roupas e até meu dinheiro ele quer controlar, fora amigos que afastou de mim todos não restou nem 1 sem falar da minha família que não vem mais ah minha casa por que ele trata mal meus parentes .
    Então se afastaram
    No momento estou com braços ,pernas e seios roxos não por bater
    Por pisar na perna forte a ponto de não conseguir sair de onde estava
    Os braços foi uma mordida
    Os seios para marca como um animal que tem dono .
    Já agrediu homens na rua só pelo fato deles estarem olhando pra nós
    Mais ele acha que é para mim
    Acredito que irá responder processo por esse ato afinal o homem estava em seu local de trabalho.
    Hoje não estamos mais na mesma casa .
    Coloquei as coisas dele para fora
    Mais ele vem todo dia na porta da minha casa .
    O que eu faço me ajudem
    Obrigada atenção

  2. Bom dia meninas, sou estudante de Psicologia, me forme esse ano ainda. Vou contar para vocês um pouco dos meus últimos 3 relacionamentos abusivos (nunca tive um saudável), o primeiro comecei namorar quando tinha 19 anos, durou 3 anos, no começo era bom, me tratava super bem, ele era de família pobre e sempre que saia comigo o meu pai bancava (não me importava com isso) porem, depois de quase 1 ano de namoro ele passou no concurso da Caixa, começou a ganhar bem, e foi então que começou os maus tratos, me humilhava, chamava de burra porque eu não era concursada, falava que eu nunca iria conseguir nada na vida, uma vez desconfiei dele e fui atrás e vi ele com uma ex dele, desde então quando desconfiava eu ia atras, pesquisava, olhar celular dele e sempre pegava mensagens de mulheres, ligações de madrugada, enfim, e todas as vezes que eu questionava eu era a louca ciumenta e nunca tinha nada, era sobre o trabalho dele, era somente carona que dava etc… Logo meu pai faleceu e isso foi só piorando, pois ele jogou na minha cara que eu e minha mãe eramos inútil, que teríamos que passar dificuldade na vida para aprender a viver porque nós duas só estudávamos e não trabalhávamos… enfim, nos morava em RO e então viemos para MG morar com minha avó, tive que vim falando que só iria passear e que eu iria voltar para lá, ele fez eu fazer um documento de união estável e não deixou eu trazer todas minhas coisas (eu já vim com intenção de fugir dele e acabar com esse relacionamento) logo chegou a época do carnaval, ele foi viajar para Floripa com os amigos e me ligou chamando para ir, eu disse que queria ir e então ele disse para eu comprar a passagem e reservar o hotel e logo falou assim, opssss esqueci que seu pai morreu e você ta sem dinheiro para nada (e ainda deu risos) Isso só fez eu ficar com mais raiva dele e esperei passar o carnaval e liguei terminando, logo descobrir que ele já estava em um relacionamento serio com uma das meninas que eu já havia pegado mensagens a um tempo atras.
    No segundo relacionamento foi logo quando terminei esse ai de cima, esse menino que conheci pareci ser tudo de bom, me trazia flores e presentes sempre, queria passar muito tempo comigo e eu fiquei encantada com isso, pois era o oposto do meu ex, logo ele já me levou para dormir todos os dias na casa dele (ele morava com avos) e eu fui (doida rsrs) com menos de uma semana ele já dizia ser alma gemea, que me amava etc, e depois de uns meses ele começou a mostrar quem era de verdade, ele é viciado em um jogo de rpg no pc, ele virava a noite inteira jogando, as vezes eu acordava 9h da manhã e ele estava virado jogando ainda, toda vez ele saia de lá e queria transar comigo, todo suado, sem banho com fedor horrível de cece, e eu sempre rejeitando, falando que não e ele insistindo e eu sempre levantava e ia embora para casa da minha avo, até que teve um dia que ele virou e mandou eu ir embora que eu não servia nem para satisfazer ele, ai brigamos feio, foi aquele show de baixaria e depois começou a chorar pedindo perdão etc, e eu fiquei com dó eu resolvi perdoar. Nessa relação eu bancava tudo, até roupa minha mãe comprava para ele, mas porque eu ficava com dó, ele se fazia de vitima que não tinha roupa boa para sair comigo etc, me manipulava para que eu ficasse com dó e bancasse ele, e era exatamente o que eu fazia, ate um dia que fomos viajar para o RJ e eu estava com pouco dinheiro, porque resolvi ir de ultima hora para passear na casa da minha tia, eu banquei tudo para ele, viagem, comida etc, ai no ultimo dia fomos ao shopping e eu comprei umas coisas que eu estava precisando e ainda comprei cueca e meias para ele, coisas mais baratas… ai eu ainda teve a cara de pau de me pedir um presente, ai perguntei o que era que ele queria e dai me levou na loja da lacoste querendo uma camisa cara, dai eu disse que nem pra mim eu comprava roupa daquele valor e que eu tinha grana para isso, ele pegou pirraça e ficou emburrado me tratando super mal por causa disso, no outro dia voltamos para nossa cidade e a mãe dele me contou de que 200 reais para ele viajar, fiquei arrasada, foi ai que comecei a perceber o abuso, depois disso eu comecei a me afastar dele, parei de dormir todos os dias na casa dele, meu plano era sair aos poucos para ele não perceber, ai quando ele começou a perceber ele grudou em mim, começou a ficar dentro da casa da minha avo o dia inteiro me enchendo o saco, eu não tinha paz para estudar, nem banho eu podia tomar com a porta fechada, ele literalmente grudou em mim, dai comecei a ficar com nojo dele, até hackear meu celular ele estava tentando para vê o que eu fazia… Foi ai que virei e disse que não gostava mais dele e que eu me sentia fazendo papel de mãe dele, que eu queria terminar e tal, ele chorava muito, implorava para eu não terminar ate que consegui convencer ele que precisava de um tempo para eu saber o que eu queria, até que nesse tempo eu pedi para ele não me ligar nem nada, ele aceitou porque não tinha outra opção, mas me perseguia na rua, onde eu estava ele sempre estava por perto, era horrível isso, ate que ele começou me pressionar para voltar e eu terminei de vez, a primeira noite ele passou a noite chorando na frente da minha casa, fui forte eu fingi que ele não estava la, passou uma semana eu já comecei a sair com minhas amigas e ele logo arrumou outra para suprir suas necessidades, mas isso não bastou, ele teve que sair falando mal de mim para todas as pessoas possíveis, pessoas que nem me conheciam vinham me perguntar as coisas sobre o que ele falou, enfim, ele disse que eu era vagabunda que eu terminei com ele porque eu queria fazer um menage e ele por ser uma pessoa boa não aceitou e foi por isso que eu deixei ele… Mas eu desmenti e contei a verdade para todas as pessoas que vinham me perguntar.
    No terceiro e atual relacionamento (porque ainda estou junto) está sendo o pior de todos até hoje, vai fazer 1 ano de namoro, ele tenta me enganar de todas as formas, eu fui desatenta no começo, mas hoje percebo o que ele faz, no começo começou me pedindo para dormir com ele sempre, até que quando me dei conta estava morando com ele, todos os dias pela manhã me pedia 5 reais para tomar café, eu fiquei sem graça e dava, logo minha mãe me deu um carro, ele tomou posso do carro, eu nem via o meu próprio carro, eu colocava gasolina e quando precisava tava sem nada e ele sempre tirava a culpa, falando que o carro poderia esta com defeito porque ele nem tinha andado, foi quando comecei a desconfiar dos abusos financeiros. Um dia falei que estava indo na rua comprar um som para por no carro, ele se dispôs como prestativo que ele iria que eu não precisava ir, que ele entendia sobre isso, então deixei ele ir, na hora de ir pagar o som ele veio pegar o dinheiro comigo e eu desconfiei porque não deixou eu sair do carro para pagar, acabou que não deu para por o som no carro e então fomos embora, e não compramos o som, e no outro dia cedo voltei na loja sozinha e perguntei o valor do son, o som custava 120 e ele me disse que valia 150, (me dando a pernada em 30 reais) e o instamento era grátis, nesse mesmo dia fomos viajar e bateram no carro e deu PT, fiquei sem carro e comprei uma biz, ele fica com minha biz o dia inteiro e é sempre uma briga quando preciso usar ela, já planejei varias coisas para ele não usar a moto mas nunca dá certo, então deixei de lado, agora ganhei outro carro, no mesmo dia que peguei o carro ele já falou que queria ficar com carro e eu cortei as asas dele, fica me tratando mal por causa que não uso o carro e não deixo ele usar… Resumindo as outras coisas, tem meu notbook novinho que comprei e ele não deixa eu usar, fica me pedindo dinheiro para tudo, faz eu comprar as coisas para ele sem eu querer, não aceita não como resposta, me tranca no quarto quando brigamos, usa drogas, já traficou (usando minha moto para vender), e por ultimo começou mexer com dinheiro falsificado… Sem contar que eu tive um prejuízo de 20mil dele ficar fazendo eu pagar tudo para ele, pedindo dinheiro emprestado e não paga, ele é daquele tipo que me leva para comer fora e na hora de pagar faz eu pagar pq esquece a carteira em casa e fala que vai me pagar e nunca paga… Ainda tem as traições, já peguei inúmeras vezes, mensagens etc.. não consigo terminar, já tentei varias vezes e ta sendo muito difícil, ele não me deixa de jeito nenhum, são ameaças, manipulações etc… não sei mais o que fazer para sair dessa relação

  3. Vivo em um relacionamento abusivo a 8 anos , apos 5 meses de namoro eu engravidei, tive uma gravidez de risco, nao podia fazer nada que levasse a esforço fisico, ele passou a sair sozinho apos o trabalho, chegava de madrugada ou no dia seguinte, sempre bêbado e arrependido, ia me segurando para nao mandar ele embora pois dependia dele financeiramente eu havia saido do emprego por conta da gravidez, nao me deixava ter redes sociais, quando nosso filho nasceu eu estava no hospital e e ele saiu para comemorar com amigos e mulheres ( so descobri depois) durante 1 e meio ele saiu todos os dias , chegava de madrugada eu sempre sozinha em casa. Consegui um trabalho , começei a trabalhar, tudo ia bem . Mas ele nunca deixou eu ter amigas dizia que elas eram vagabundas que mulherer casada nao tem que ter amigas, era um otimo pai, bom marido de faixada, depois que eu estava bem financeiramente passou a me humilhar, dizia q eu era burra, nunca ia ser ninguem sem ele, que nao ia embora pelo nosso filho, eu sempre descobria alguma mentira dele , achei preservativo no carro dele me disse que nao era dele, ai passei a acreditar quando as pessoas me diziam que ele me traia me achei no direito de descontar, tive algumas conversas com um ex namorado meu, me arrependi, ele mudou de emprego, nao estava mais estressado, nao saia mais achei q tudo ia bem. Lembrando que sempre sofria abuso psicológico, ddizendo que so ele me queira, me humilhava, brigava quando a casa nao estava arrumada (eu trabalhava das 7 as 7). Engravidei novamente ja havia passado 5 anos. Ai ele descobriu minhas conversas com o meu ex, me agrediu fisicamente psicologicamente, e disse que me perdoava, me senti culpada. Mas tudos os dias me ofendia com palavrões, chantagens, desconfiança, manipulando meus pensamentos e passos, durante toda a gravidez dizia que o filho nao devia ser dele pois eu era vagabunda,puta, eu sempre chorando pedindo perdão e me sentindo culpada pela traição, nosso filho nasceu , ele o rejeitou no início, pois ele nasceu loiro e com a pele clara, mas meu pai e loiro. Apos alguns meses achei outro preservativo no carro dele , disse q usou com uma garota de programa,pois se sentia no direito de descontar minha traiçao, isso apos quase dois anos da descoberta, tentei conversar explicando que havia sido apenas uma conversa, quase apanhei. Aceitei mais uma vez , nao achava que era um relacionamento abusivo,achava q era apenas desconfiança ciume .apos eu o meu retorno da licença maternidade Ele fazia eu ligar o tenpo todo para ele, por chamada de video para saber oque estava fazendo, na entrada durante o expediente para saber se realmente eu estava trabalhando. E quando nao atendia vinha os insultos sua vagabunda esta me traindo, mentindo dando pra alguem , ameaçava ir no meu serviço fazer escândalo se me atrasasse pra chegar em casa, brigava novamente nao me deixava usar perfumes maquiagem, pois dizia que eu estava atras de macho na rua , nao podia dar bom dia para ninguem que ja vinha os xingamentos. Resolvi sair do serviço pois aquilo estava me corroendo por dentro, como nao posso falar com ninguem , dar bom dia ou boa noite para os colegas de trabalho, se alguem me cumprimentava ja vinha os xingimentos. Sai do trabalho, hoje estou em depressão e com ansiedade ele Sempre me manipulou diz que devo servir a ele , dando comida, casa limpa e na cama todos os dias, o dia que isso nao acontece me xinga, ja me bateu, uma vez fui fazer as crianças dormirem no quarto deles. Eles tem 6 anos e 1/7 meses peguei no sono ele acordou jogando agua em mim e nos meus filhos. Dizendo que eu estava rejeitando ele, pois estava dormindo sozinho. Nao posso olhar pra homem nenhum na rua, mesmo que seja porque passou ao meu lado, que diz que sou uma vagabunda que nao mudo, diz que o dia que ele se cansar de mim vai embora e leva meu filho mais velho, o caçula nao pois ele assumiu pra nao ser taxado de corno. Mando ele embora , ele nao vai. Tento me separar , mas nao consigo muitas vezes me acho culpada pela situaçao, nao quero perder meus filhos, ele pode ficar com tudo , minha casa q e herança dos meus avós, carro todo o dinheiro mais oq nao conseguiria e ficar sem meus filhos.e na mesma hora penso que nao posso privar meus filhos do convívio com o pai, pois no fundo e bom pai, e bom marido, trabalhador, atencioso, carinhoso comigo e com as crianças,mas quando algo sai do controle dele ele se transforma neste monstro machista, grosso ciumento possessivo. NAO SEI OQUE DEVO FAZER POIS JA NAO GOSTO TANTO DELE, EU SABERIA VIVER SEM ELE, MAS PENSO NAS CRIANÇAS E JA ESTOU ACOSTUMADA COM TUDO ISSO

  4. Vivi 6 anos num casamento extremamente abusivo! Como todo início, pensei que havia encontrado minha alma gêmea, um homem extremamente atencioso, carinhoso, encaixe perfeito na cama, levava flores, falava as palavras certas, minha família adorou, casei…
    No inicio o trouxe para morar comigo, ele me ajudou num momento difícil, mas me levantei rapidamente e passei a ajuda-lo. Limpei seu nome, e fazia tudo pela nossa família! Ele ganhava pouco na época, então passei a suprir nossos luxos, como passeios, viagens, restaurantes… e assim vivíamos bem. Mas comecei a perceber uma certa violência, controle de onde eu ia, chegou a brigar comigo por que fui tomar um café com uma amiga depois do trabalho, peguei mensagens dele com ex namorada, e principalmente, não comemorava comigo nenhuma conquista, era extremamente indiferente. Tivemos uma primeira briga em que ele me agrediu fisicamente me segurando com forca pelo braco, rasgou minha blusa e luxei o dedo do pé pois bati na parede quando ele me segurou com extrema violência, porque depois da briga, ele veio me abracar e queria transar, e eu neguei. Sempre, depois de todos os ataques de violência, na mesma hora, quase que instantaneamente, ele vinha me pedir perdão, ajoelhava e falava que me amava, que eu era seu porto seguro, essas coisas…
    Vivi bancando tudo e aguentando muita violência por 3 anos, mas por que aguentei… porque eu era totalmente dependente emocional… sabia que aquilo era errado, mas não conseguia viver sem aquela pessoa toxica.
    3 anos se passaram e eu engravidei. Tive uma doença durante a gravidez e precisei parar de trabalhar, passando a ser dependente financeira dele. Foi a partir daí que conheci realmente essa pessoa. Passei a sobreviver com R$10 reais por dia, passei fome de verdade, fui traída, abandonada por inúmeras vezes, pois ele saia com os amigos, começou a jogar futebol de madrugada depois que saia do trabalho, me agrediu com 6 meses de gravidez por que fui conversar com ele sobre os horários que estava chegando em casa, me chamava de puta barata, vaga bunda, bancada, vai trabalhar vaga bunda, coisas do tipo. Nossa filha nasceu, tudo muito escasso, mesmo ele tendo um bom salário essa época.
    Ele é chefe de cozinha e quando minha bebê tinha 8 meses, ele ganhou uma premiação muito importante nessa área, reconhecido mundialmente. E então passou a ser “importante” no meio dele. Estava frustrado com o restaurante que trabalhava e esperava mais por conta dessa premiação. Então um dia, antes de sair para trabalhar ele sentou na cama, chorou e eu o abracei e disse “você é maravilhoso, talentoso, e uma hora alguém vai te reconhecer e vai te oferecer uma oportunidade incrível, acredite nisso” e então ele saiu para trabalhar e eu fiquei em casa cuidando da minha bebê, eu ainda amamentava.
    Exatamente 3 dias depois disso, um cliente muito rico, o fez uma proposta de abrir um restaurante com o nome dele.
    Enfim, num relacionamento abusivo, ele já começa falido, pois tudo é ilusão, a pessoa só esta do seu lado para te sugar e te destruir, mas foi nessa sociedade que eu conheci uma pessoa ainda pior, pois é, ele conseguiu ficar pior ainda.
    Começou a entrar muito dinheiro, festas, viagens, garotas de programa, luxuria, bebidas caras, e eu… Extremamente abandonada, nunca fui incluída nessa nova vida, continuei vivendo com R$10, R$20 por dia, sempre na promessa de que tenha paciência, as coisas vão melhorar para nós dois. (sim, ele se passava por pobre)
    Tentei voltar ao mercado de trabalho, não aparecia mais nada, mandava milhares de currículos e não era chamada nem para entrevistas, ele dizia “pra que voltar a trabalhar agora, deixar a bebê na escola integral, pra ganhar uma merreca! Não te falta nada em casa, fique com ela mais tempo, daqui a pouco vamos ficar muito bem e você vai ser meu braco direito, terá um salario bom… bla bla bla… Tudo mentira.
    Inauguração do restaurante, pleno ano novo, numa cidade litorânea, uma festa muito luxuosa, mil reais por cabeça, fui abandonada em sp, sem dinheiro, porque é trabalho e ele não podia me levar. Disse que eu não fazia parte desse mundo. Contratou todos os amigos dele como funcionário, sobrinha, prima, e eu fiquei pra trás mais uma vez. Sumiu dia 31 de dezembro, até o dia 02 de janeiro, eu em casa destruída, passando mal literalmente por tanta deslealdade e falta de amor. Ele reapareceu depois como se nada tivesse acontecido. Eu, doente, depressiva, auto estima destruída, sem forças para reagir. Entrou o ano, mudamos para um dos bairros mais ricos de sp, puro status, eu sem um real pra nada, continuei sendo chamada de puta e as putas de verdade que ele chamava de modelos eram as amigas dele.
    Peguei muita traição, msgs em whatsapp, amigos falando que ele estava na festa chapado de bêbado beijando todas, e ele sempre negando, falando que eu era louca, que gostava de brigar e tirar nossa paz por conta da minha loucura, do meu ciume doentio.
    Passaram-se mais 3 anos depois da gravidez, minha bebê com quase 3 anos, dia dos namorados, estávamos numa discussão, sua mãe junto. Pensa numa discussão normal em que tudo poderia acabar bem, mas não, ele não tem cacife para ser decente. Se levantou, ameaçou me dar um soco, me chamando de puta, vaga bunda, escrota, me deu duas cuspidas no rosto. A mãe neutra, ficou do lado de seu filhinho querido e mimado. Eu não fiz nada, por medo de realmente tomar aquele soco no meio da cara. Só abaixei a cabeça e sai andando pro quarto, dizendo para ele que acabou. Na mesma hora ele veio atras de mim pedindo para eu perdoa-lo, implorando, pedindo pelo amor de Deus… Sim, ele falou de Deus… Eu teria vergonha. Não perdoei dessa vez.
    Estamos separados desde 12 de junho, meu presente de dia dos namorados. Hoje ele entrou com processo contra mim, age sempre no oculto. O trato bem por causa da minha filha. Voltei a estudar, mas ainda não consegui arrumar emprego. Ele voltou pra casa da mãe. Trouxe uma amiga para me ajudar e faço extras para nos sustentar. Mas em busca desesperada por um bom emprego e deixar de ser dependente dele totalmente. Entrei com advogado também e espero conseguir uma pensão justa para minha filha.
    Hoje faco psicanálise com um grupo de feministas que me acolheram e sou extremamente grata, pois não pago por enquanto esse tratamento.
    Vivo um dia de cada vez, como se fosse um dependente químico e estou me fortalecendo mais a cada dia e espero de verdade me livrar definitivamente desse mal, dessa pessoa que conheceu um pavão lindo, que brilhava e hoje me sinto um peru depenado.

  5. Boa noite Istela, me atenção que no seu artigo, pelo menos, o que li, só mulheres se manifestaram, embora, tenha dito que num relacionamento abusivo mulheres, também, são abusadoras. Estou vivendo um momento que nunca planejei na minha vida, estou me separando, depois de ser acusado de abusador. Ao ler seu artigo e outros, me senti empoderado e descobri, depois de uma de 18 anos juntos, que fui abusado. Quero parabenizá-la pelo artigo, pois abusos são de ambos os lados.

  6. Olá, não gostaria de me identificar por medo, estive em um relacionamento de apenas um mês, e nesse um mês eu me senti num relacionamento totalmente abusivo, o meu ex e muito machista, então por isso ele acha que mulher não tem direito a certas coisas, quando estive com ele na primeira semana ele já mandou eu lavar as louças da casa dele como se a gente já fossemos casado, eu lavava pois não via problema algum naquilo, só que chegou a um ponto q eu vi que aquilo estava estranho, pq além das louças ele pedia pra eu arrumar a casa dele, pedia pra eu lavar as roupas dele, fora q ele pedia pra eu lavar até às louças da casa da mãe dele, meu ex me chantageava muito, ele sempre falava que se eu fizesse algo ele terminaria comigo, antes da gente começar a namorar ele ficava com outra menina e logo depois começou a ficar comigo, a gente brigou algumas vezes no começo por que ele disse q eu teria doenças sexualmente transmissíveis, e por esse fato eu n aceitei ele dizer isso pois a gente estava apenas se conhecendo primeiro, só que ele conseguiu me convencer pra namorar com ele, numa terça feira ele veio na minha casa, conversamos, falamos em namorar ( na vdd a gente já estava namorando) logo a noite não fui dormir na casa dele, ele ligou pra menina q ele tinha ficado pra ela ir pra casa dele, eles dois ficaram e no outro dia ele me ligou dizendo que tinha sido um erro ter ficado com ela e que ele queria ficar apenas comigo, na nossa relação ele sempre protegia ela, ele sempre fazia as coisas favoráveis a ela, ele descobriu que ela era casada mas msm assim ele sempre a defendia, ele fazia chantegns emocionais comigo, falava q eu era burra, falava q eu n sabia de nada, me dava motivos pra eu ter ciúmes dele, ele falava q eu era possessiva, mas eu sempre demonstrei ciúmes dele qnd ele me dava motivos pois ele só falava de mulher e de ex, e qnd eu ia conversa com ele ele falava q eu tava louca, que ele n falava nada dessas coisas, q era pra eu parar pq eu era muito ciumenta, controladora e etc… Chegou a um ponto em q eu n queria que ele saísse só pq ele me dava motivos pra eu ter ciúmes e desconfiança dele, fui abusiva nessa parte mas por consequências dele, tentei de tudo não ter ciúmes dele mas msm assim ele me dava motivos pra ter, ele me deixava de uma forma como se só ele fosse correto, e eu n estava mais aguentando aquilo pois eu sabia q n estava errada na discussão mas msm assim ele me apontava como a errada de tudo que aconteceu entre nós, enfim… Eu gosto dele mas não estava feliz, via que tudo q eu tinha que fazer era somente pra agrada-lo era somente pra ele, por mim ele n fazia nada q eu pedia, ele pedia muitas coisas pra mim, pra eu mudar meu jeito, mudar minha forma de trata-lo, algumas roupas minhas ele falava q era feia, me sentia triste e pra baixo, espero q eu esqueça ele bem rápido pois sei o quão estressante foi esse relacionamento.

  7. Me chamo Iana. Estela, teria como eu entrar em contato com você? Por e-mail ? Algo do tipo. Queria conversar com você… Por favor.. 🙁
    No aguardo, Iana.

    • Olá, Iana
      Primeiramente, gostaria de agradecer pela leitura de nosso artigo e pelo contato. No entanto, gostaria de te dizer que, como jornalista, tenho apenas o papel de trazer informação e ajudar as pessoas nesse sentido. Para um melhor aconselhamento, não sou a pessoa mais adequada. Esse é um assunto sério, que exige o acompanhamento de um profissional qualificado. Se você precisa de ajuda para conversar sobre o tema, a melhor opção é procurar um psicólogo.

  8. Boa noite, me chamam de Nana. Eu namoro a quase 1 ano e meio. E meu namorado não gosta que eu fale com pessoas que já me relacionei, ou já deram em cima de mim, não gosta que eu fale com certos amigos porque pensa que já tive algo com eles, e quando falo, ele fica puto de raiva, me ignora, as vezes dá murro na parede. Além disso ele não suporta nem pensar em eu sair com amigas/amigos, já falou que não namoraria mais comigo se eu fizesse isso. Ele também não gosta que eu tenha rede social, apaguei uma rede social porque ele não gostava (ele também apagou a dele junto) e quando eu tinha rede social, ele ficava o tempo todo “vigiando”, olhava com quem eu tava conversando, se fosse uma pessoa nova, ele perguntava quem era, porque comecei a falar com ela, falava que não gostava disso, e ele até hoje proíbe que eu fale com algumas pessoas. Não curte que eu conheça pessoas novas, ele já fica desconfiado e com ciúmes. Enfim… Sei que “provavelmente” estou em em um relacionamento abusivo. Mas o “provavelmente” porque eu já estou esse tempo todo acostumada com isso, e já parece tudo normal pra mim, por mais que eu saiba que nada disso é certo. Pelo menos é extremamente carinhoso. Acho que isso que me faz amar tanto ele. Não sei o que fazer… Me ajuda… Estou pensando se termino ou não, mas não sei se tenho força. Ele fala que não vive sem mim, e ele também tem o coração muito bom além disso que contei. Tenho medo de machucar ele, mas meu bem estar em primeiro lugar, né? Me ajuda, por favor. 🙁

    • oi, eu espero não falar algo errado, mas acho que você poderia conversar com ele, sobre ele ser tão controlador e tentar chegar a um acordo, mas apenas se você achar que vale a pena, já que ele pode se demonstrar agressivo, como você já disse. Enfim, boa sorte, espero que você resolva e se mantenha feliz num relacionamento não abusivo

  9. Boa noite , me chamo Rose vivo em um relacionamento há 12 anos , se faço alguma alguma coisa que não agrade meu parceiro é motivo pra é sair pra beber, é quando volta quer que eu sirva comida e fique ouvindo tudo o que ele quer se eu não fizer isso ameaça sair novamente e pra que isso não aconteça acabo cedendo mas me sinto muito mal e quando passa o efeito do álcool passa vou conversar ele diz que não lembra de nada e pede desculpas mas isso volta a se repetir, me de uma luz por favor hoje é um desses dias, não sei mas o que fazer.

  10. Que matéria completa sobre o assunto. ..estou passando por isso e neste momento estou mais confiante devido às explicações. ..muito obrigado por nos ensinar a viver novamente. ..abraço ly….

  11. Existe a possibilidade do agressor reverter esse quadro e recuperar um relacionamento, isso depende de uma unica pessoa ou do casal?

    • Olá, Cleber

      Mudar pode ser muito difícil, mas não é impossível. Assim como um vício qualquer, deixar para trás esses comportamentos pode ser um processo lento e de constante aprimoramento, pois não há uma cura. A vítima pode tentar apoiar seu parceiro, mas essa mudança deve partir dele.
      A partir disso, o abusador deve reconhecer seus erros e aceitar as responsabilidades de suas atitudes, pois ser abusivo é uma escolha. Assim como para a vítima, o acompanhamento psicológico também pode ajudar o abusador. Busque ajuda! Nunca é tarde para recomeçar e reconhecer o problema é o primeiro passo para a mudança.

    • Acho difícil, a menos que queira muito, ao ponto de fazer terapia de casal. Passei por isso…tentei ajudar a pessoa a mudar..não mudou. Hoje já esta no terceiro casamento( depois de mim). Ou seja, eu não acredito que haja mudança em quem é abusivo e manipulador. Ja se passaram 6 anos, e o que eu consegui , foi um distubio de ansiedade e úlcera (para mim e minha filha). Portando, a minha dica é saia fora dessa relação o quanto antes. Só te fará mal.

  12. Olá!
    Não sei se estou com depressão ou em um relacionamento abusivo, mas me sinto muito infeliz. Tudo que eu gostava de fazer hoje não tem graça… meu namorado desde o começo era ciumento, não gostava das minhas amigas e me insultava. Chegou a terminar comigo no dia dos namorados (data que hoje eu detesto). Quando engravidei ele me deixou claro que não queria filho e que por minha culpa ele estava tendo que ser algo que não queria (pai)… chegamos a terminar enquanto eu estava grávida mas por machismo da sociedade acabamos voltando. Enquanto estava grávida ele falava q eu poderia passar perfume e me arrumar pois ninguém olha para uma grávida mas hoje ele nao gosta que eu use maquiagem, perfume, esmalte (a nao ser na presença dele), minha roupa nunca está bonita pra ele (diz que só tenho roupa velha) e quando tenho planos para o futuro (como estudar ou arrumar um trabalho extra) ele me critica, diz q nao preciso disso. Não tenho vontade nem de transar e ele me da prazos “vc tem 2 semanas para mudar senão vc vai ter consequencia”… atualmente moro com minha mãe pois ele pediu para que eu me retirasse da casa dele (com nosso filho) pois disse q minha tristeza e infelicidade era loucura, que eu devia me tratar… tenho que cuidar a forma e o qie eu falo pra ele pois ele reclama muito e pensa muito negativo… cheguei a falar que ele era qm estava me deixando doente porem, a culpa na opiniao dele é toda minha, fala qie não sou carinhosa, nao sou querida, nao me arrumo pra ele (que fico de pijama a noite)…
    sera que eu estou realmente louca ou isso é abuso?

    • Olá, Vitória

      Obrigada por compartilhar o seu relato conosco. Primeiro, gostaríamos de dizer o quanto é importante que as vítimas de um relacionamento abusivo não se sintam culpadas pela situação em que se encontram. Uma das características desse tipo de relação é a manipulação que ocorre para que a vítima se sinta responsável por tudo que está acontecendo de ruim.
      Todas esses comportamentos listados tornam qualquer relacionamento difícil e, sim, abusivo. Não se sinta culpada pelo que está acontecendo e não carregue todo esse sentimento sozinha. Converse com pessoas de sua confiança e busque se fortalecer. Nesse momento, experimentar fazer um acompanhamento com um psicólogo pode te ajudar. Colocar sua saúde mental como prioridade pode te ajudar a superar esse momento.

  13. E qdo é o abusador quem tem q sair da casa e se nega a sair? Ou pior, ele estipula prazos para sair, mas nunca cumpri. Usando isso como forma de torturar a vítima. Como sair dessa situação?

    • Olá Elizandra,

      Essa é uma situação bastante complicada, mas de acordo com a legislação brasileira, existem alguns passos que a vítima pode seguir para tentar garantir os seus direitos e sair dessa situação de abuso. Por isso, aconselhamos que a vítima procure ajuda de um advogado, ou se as condições financeiras não forem favoráveis, que ela procure a Defensoria Pública do Estado em que mora para conseguir esse amparo de forma gratuita.
      É preciso saber também que o afastamento do abusador não é algo que acontece de forma imediata, considerando que esse processo pode ser bastante burocrático e lento. Nesses casos, uma avaliação é feita da situação, para que seja possível entender quem tem condições de ir para outro local.
      Quando se trata de uma situação em que a vítima sofre violência doméstica, a Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340) prevê que medidas protetivas de urgência sejam tomadas, para garantir o afastamento do agressor do lar ou local de convivência, podendo fixar um limite mínimo de distância da vítima. De todo modo, aconselhamos também que a vítima converse com pessoas de confiança e que possam ampará-la nesse momento.

Deixe o seu comentário, nos preocupamos com sua opinião:

Por gentileza, escreva seu comentário
Por favor, insira seu nome aqui

Lamentamos a não possibilidade de dar-lhe conselho médico ou responder a questões médicas e farmacêuticas individuais através de e-mail, pois apenas um médico pode prestar tal atendimento. Embora tentemos responder a todos os comentários, opiniões e e-mails que recebemos em até dois dias úteis, nem sempre é possível devido ao grande volume que recebemos. Por favor, tenha em mente que qualquer solicitação ao Minuto Saudável está sujeita aos nossos Termos de Uso e Política de Privacidade, ao enviar, você indica sua aceitação.