Muito tem se falado na importância de ter uma boa autoestima, porém, esse nem sempre é um processo fácil. Então, muitas pessoas têm recorrido à terapia como forma de aprender a lidar melhor com os próprios sentimentos e emoções.

Quer saber se a terapia para autoestima tem efeitos benéficos e pode mudar a relação da pessoa com ela mesma e com o mundo? Descubra abaixo!

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. Dá para melhorar a autoestima na terapia?
  2. O que é autoestima segunda a psicologia?
  3. Quais são os tipos de autoestima?
  4. Como trabalhar a autoestima na terapia?

Dá para melhorar a autoestima na terapia?

Sim, é possível melhorar a autoestima através da terapia.

Levando em conta que a autoestima está ligada à maneira que a pessoa vê a si mesma, diversas terapias podem ajudar a melhorá-la.

A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, tem como foco corrigir as crenças disfuncionais que as pessoas têm a respeito de si mesmas, do mundo e das outras pessoas, e isso inclui a percepção e valorização de si mesmo, ou seja, a autoestima.

A ausência de um julgamento externo, como na abordagem centrada na pessoa, também pode ajudar.

Ao sentir-se aceita, a pessoa tende a alcançar novos insights a respeito de si, sendo capaz de formular uma nova visão de si — preferencialmente uma mais positiva.


Por fim, terapias psicodinâmicas como a psicanálise também podem auxiliar na melhora da autoestima, tendo em vista o seu grande potencial de autoconhecimento.

O autoconhecimento é um grande passo para descobrir suas maiores qualidades, maiores defeitos e mudar aquilo que não é de agrado, permitindo assim a construção de uma autoestima mais saudável.

O que é autoestima segunda a psicologia?

A autoestima pode ser conceituada como a visão que uma pessoa tem de si mesma, sendo capaz de enxergar suas próprias qualidades e se valorizar.

Não se trata de se achar feio(a) ao olhar no espelho; a autoestima é algo muito mais abrangente que isso. Trata-se da compreensão do próprio valor como ser humano.

Ela é tão importante que provoca alterações na forma de agir no mundo.

Pessoas com autoestima baixa podem ter dificuldades em falar, usando um tom de voz mais baixo e uma postura inadequada, enquanto pessoas com uma boa autoestima são confiantes e conseguem se expressar de forma mais aberta.

Isso implica em uma série de consequências, por exemplo, a pessoa com baixa autoestima pode acabar perdendo vagas de emprego pois sua postura durante a entrevista é a de quem não merece a vaga, enquanto pessoas com uma autoestima saudável podem conseguir emprego mais facilmente devido sua assertividade na hora da entrevista.

Vale lembrar que a autoestima não é fixa. Ela varia de acordo com o momento de vida da pessoa, podendo ser influenciada por fatores externos como sonhos frustrados, problemas nas relações interpessoais, divórcio, luto, por fatores internos como uma personalidade mais pessimista ou até mesmo pela presença de transtornos mentais como depressão e ansiedade.

Quais são os tipos de autoestima?

Não existe um consenso em relação aos tipos de autoestima, mas alguns dos que são discutidos são os seguintes:

Autoestima baixa

Pessoas com baixa autoestima são pessoas que têm uma visão negativa acerca de si mesmas, tendo dificuldade em ver suas próprias qualidades ou, mesmo sendo capaz de vê-las, opta por desvalorizá-las, como se fossem nada demais.

A autoestima baixa é caracterizada por sentimentos de inadequação, incapacidade e incompetência. Isso implica em dificuldades para enxergar as próprias qualidades, um exagero nos defeitos, podendo influenciar até mesmo na maneira que a pessoa se percebe fisicamente.

Em suma, autoestima baixa não é só se em relação à estética, mas sim sobre se achar inadequado em geral, inclusive na aparência física, mas também no próprio trabalho, nas atitudes que toma, nas relações, entre outros.

A baixa autoestima também faz com que seja difícil expressar seus sentimentos e impor limites nas relações interpessoais, o que pode prejudicar bastante a qualidade dessas relações. Inclusive, rebaixando a proatividade e a espontaneidade.

Autoestima alta

Pessoas com uma autoestima alta (saudável) são capazes de enxergar suas qualidades e valorizá-las, mas também estão abertas a críticas construtivas, reconhecendo seus erros e defeitos e buscando mudar aquilo que as desagrada.

É comum que pessoas com uma autoestima alta tenham inseguranças, tanto em relação à sua aparência física quanto em relação às suas capacidades e competências, mas isso não necessariamente indica uma queda na autoestima — indica, apenas, que a pessoa compreender que o ser humano possui falhas e que ela também está propensa a tê-las.

Autoestima inflada

A autoestima inflada é um tipo de autoestima mais alto do que deveria. Embora uma autoestima tão grande possa parecer algo bom, na realidade pode ser um problema tão grave quanto os níveis baixos.

Nesse quadro, a pessoa se sente melhor do que as outras, desvalorizando-as com frequência. Ela pode ter dificuldade em enxergar seus defeitos e não assumir seus erros, acreditar se capaz de fazer qualquer coisa, não ser aberta a críticas, entre outros.

No fim, uma autoestima inflada também é capaz de afetar significativamente as relações interpessoais, o trabalho, estudos e demais esferas da vida de uma pessoa.

Autoestima frágil

A autoestima frágil é caracterizada por ser facilmente abalada por acontecimentos externos. No dia a dia, a pessoa não necessariamente tem uma autoestima ruim, mas diante de determinadas situações, ela pode ter sentimentos de inadequação.

Essas pessoas são sensíveis a críticas e rejeições, mesmo aquelas construtivas ou que têm um bom motivo para acontecer. Magoam-se facilmente, não lidam muito bem com frustrações, buscam a aprovação dos outros com frequência, querem agradar a todos e têm dificuldade em dizer não.

É um tipo de autoestima bastante comum, aparecendo frequentemente nos consultórios, mesmo que a própria pessoa não perceba que se trate de um problema de autoestima.

Como trabalhar a autoestima na terapia?

Existem diversas formas de trabalhar a autoestima na terapia, independentemente da linha teórica que o(a) terapeuta segue. No entanto, em especial a terapia cognitiva-comportamental traz algumas técnicas interessantes para trabalhar essa questão, como por exemplo:

Reestruturação cognitiva

A TCC (terapia cognitivo-comportamental) trabalha com as crenças disfuncionais que a pessoa tem a respeito de si mesma, dos outros e do mundo. Essas crenças disfuncionais surgem a partir da história de vida do indivíduo, influenciando seus padrões de pensamento posteriormente.

A ideia da reestruturação cognitiva é refutar essas crenças disfuncionais, mostrando que a percepção que a pessoa tem de si mesma, dos outros e do mundo frequentemente é distorcida e não corresponde à realidade, substituindo-as por outras mais saudáveis e realistas.

Pessoas com crenças negativas acerca de si mesmas certamente têm uma autoestima baixa, mas através da reestruturação cognitiva elas podem desenvolver novas crenças mais realistas, permitindo uma melhora na autoestima.

Aceitação radical

A aceitação radical se refere a aceitar que as coisas são como elas são, e isso não significa se conformar com uma realidade cruel e uma autoestima ruim.

Na realidade, somente ao aceitar as coisas é que se torna possível a mudança, e, portanto, aceitar a existência destes sentimentos ruins de inadequação e incapacidade que vem com a autoestima ruim é o primeiro passo para conseguir equilibrá-los.

Ao aceitar que tem uma autoestima ruim, a pessoa pode trabalhar para mudar essa percepção de si mesma. 

Aceitar que o mundo não a vê do mesmo jeito e que quem está sempre a colocando para baixo é ela mesma pode ser um tanto quanto doloroso, mas importante para o processo de recuperação.

Tolerância à frustração

Frequentemente, a autoestima fica ruim por conta de fatores externos, como planos que não dão certo, relacionamentos frustrados, falta de reconhecimento, entre outros.

Embora ela seja um fator interno, sofre muita influência da situação externa. Então ignorar esse ponto é inútil. Sendo assim, para melhorar a autoestima, é preciso também trabalhar a tolerância à frustração.

Terapeuta vão ensinar uma série de técnicas e maneiras adequadas de agir diante de sentimentos de frustração e mal-estar, bem como ajudar o paciente a encarar os pensamentos automáticos de invalidação de si mesmo que surgem nesses momentos.

Rede de apoio

O ser humano é social e precisa de outras pessoas para sobreviver. Nesse sentido, uma rede de apoio é de extrema importância para a autoestima.

O terapeuta irá encorajar o(a) paciente a manter contato com amigos que ajudam a enxergar o melhor lado de si e que só fazem críticas construtivas quando necessário, impondo limites aos amigos e familiares excessivamente críticos que só reforçam a autoestima rebaixada do paciente.


A terapia pode trazer diferentes benefícios para a saúde mental e também física das pessoas. Um das possibilidades é trabalhar a autoestima durante o tratamento.

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