Cuidar da saúde mental é indispensável, pois ela reflete diretamente na qualidade de vida e saúde física. Algumas vezes, somente a terapia psicológica é suficiente. Outras, o foco fica no uso de medicamentos psiquiátricos. Mas, ainda, é possível fazer a combinação de ambas as terapias.

Por isso, vale conhecer mais sobre as indicações e diferenças de cada uma!

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. Qual a diferença entre psicologia e psiquiatria?
  2. Preciso fazer tratamento psicológico ou psiquiátrico juntos?
  3. Como saber se preciso de tratamento psicológico ou psiquiátrico?
  4. Qual a importância de combinar os tratamentos?

Qual a diferença entre psicologia e psiquiatria?

Tratamento psicológico e psiquiátrico têm diferenças, mas podem ser feitos juntos em alguns casos

A psicologia e a psiquiatria são duas especialidades que cuidam da saúde mental, contudo, são profissões bem diferentes. A psiquiatria é uma especialização da medicina, enquanto a psicologia é uma ciência que estuda o funcionamento mental e comportamental do ser humano.

Na psiquiatria, há um enfoque na diminuição dos sintomas. Enquanto isso, a psicologia investiga e trabalha também com questões de autoconhecimento e as relações interpessoais do indivíduo.

Dentro desta última, existe a psicologia clínica, que é uma área na qual os conhecimentos são aplicados para o tratamento de transtornos mentais, para a resolução de conflitos emocionais e interpessoais, entre outros.

A principal diferença dela clínica para a psiquiatria é que a psicologia busca trabalhar os problemas trazidos por pacientes por meio de técnicas, como as de relaxamento e de expressão de emoções, enquanto a psiquiatria utiliza uma abordagem farmacológica (medicamentos).

É importante ressaltar que a psicologia tem uma grande variedade de abordagens, ou seja, maneiras que a terapia é feita e quais técnicas serão aplicadas.


Dentre as principais estão:

  • Psicanálise;
  • Terapia cognitivo-comportamental;
  • Behaviorismo;
  • Psicologia analítica;
  • Terapia sistêmica;
  • Gestalt-terapia. 

Contudo, existem muitas outras abordagens que podem ser estudadas e aplicadas na clínica.

Tratamentos psicológicos

Cada abordagem da psicologia tem um modo de interpretar o funcionamento da mente. Com isso, é possível descobrir de onde vem o conflito emocional e “atacar o mal pela raiz”, ou seja, lidar com o problema a partir de sua origem.

O psicólogo ou psicóloga também tem qualificação para aplicar testes a fim de realizar uma avaliação psicológica, que é atividade exclusiva do psicólogo e, portanto, psiquiatras não podem fazer.

É importante ressaltar que a psicologia não rejeita o que é da ordem do biológico, porém não pode interferir nesta questão tendo em vista que psicólogos não são formados em medicina.

Quando necessário, o psicólogo pode encaminhar um paciente para um psiquiatra a fim de trabalhar nesta questão. Portanto, a psicologia clínica e a psiquiatria são complementares, e não excludentes.

Tratamentos psiquiátricos

A psiquiatria se preocupa mais com o diagnóstico, tratamento e prevenção de transtornos mentais e de comportamento.

Sendo uma especialidade da medicina, psiquiatras são médicos(as) que podem receitar medicamentos caso haja necessidade. Dentre os medicamentos psiquiátricos frequentemente indicados estão os antidepressivos, ansiolíticos e os estabilizadores de humor.

A psiquiatria, portanto, tem uma visão bastante médica do problema, levando em consideração fatores biológicos e neuroquímicos.

Especialistas podem pedir exames para verificar se os sintomas não estão sendo causados por enfermidades subjacentes, como por exemplo hipo ou hipertireoidismo, que podem ser confundidas com depressão e ansiedade respectivamente.

Preciso fazer tratamento psicológico ou psiquiátrico juntos?

Não é necessário fazer tratamento com psicólogo e psiquiatra ao mesmo tempo, mas em alguns casos é recomendado.

Uma série de transtornos podem ser tratados apenas com as técnicas da psicologia caso estejam em um nível leve ou moderado. Contudo, quando o transtorno é severo e afeta significativamente o funcionamento do indivíduo, o tratamento psiquiátrico é indicado.

Não existe uma obrigação de fazer tratamento com psicólogo ao fazer o tratamento psiquiátrico, mas com frequência é indicado que um paciente em uso de medicação psiquiátrica esteja fazendo terapia também.

Isso porque o psicólogo ou psicóloga pode fazer uma avaliação mais precisa da eficácia do medicamento, tendo em vista que as sessões de terapia ocorrem semanalmente, enquanto as consultas psiquiátricas ocorrem a cada 1 ou 2 meses.

Como saber se preciso de tratamento psicológico ou psiquiátrico?

Não é possível descobrir sozinho qual o tipo de tratamento adequado para o seu caso. É necessário visitar um dos dois profissionais para que eles façam o encaminhamento mais adequado.

É possível ir em psicólogos(as) para fazer uma avaliação inicial e, se o(a) profissional achar necessário, pode encaminhar para a psiquiatria e dar continuidade à psicoterapia.

Da mesma forma, pode-se marcar uma consulta diretamente com um psiquiatra, que irá avaliar o caso e, se necessário, indicar os medicamentos adequados e encaminhar para uma terapia.

Podem haver casos em que o(a) psiquiatra acredita não ser necessário o uso de medicamentos, encaminhando apenas para um(a) psicólogo(a). Muitas pessoas se sentem negligenciadas quando isso ocorre, pois querem uma resolução rápida para suas aflições.

Contudo, nem sempre o uso de medicamentos é o mais adequado para o caso e, portanto, um psiquiatra responsável irá pesar as consequências de indicar um medicamento sem necessidade, optando por indicar apenas uma terapia.

Qual a importância de combinar os tratamentos?

Fazer o tratamento correto, seja psicológico e/ou psiquiátrico, ajuda na qualidade de vida

Existem vários motivos pelos quais a psiquiatria e psicologia clínica andam de mãos dadas. O tratamento de diversas condições psicológicas depende muito do quadro que a pessoa está vivenciando. 

Uma pessoa com depressão, por exemplo, pode necessitar de antidepressivos — e esses são eficazes, mas frequentemente o problema está relacionado a fatores ambientais também.

Sendo assim, se a pessoa não souber agir adequada às demandas do ambiente, ao retirar o medicamento, a tendência é que haja uma recaída na depressão.

Por isso, um dos objetivos da psicoterapia em conjunto com o tratamento psiquiátrico é ajudar o(a) paciente a responder adequadamente ao ambiente, ou, se possível, modificá-lo para que deixe de ser prejudicial a sua saúde mental.

Existem casos, por exemplo, em que a pessoa não necessariamente tem um transtorno mental, mas está passando por um momento emocionalmente muito carregado, como processos de luto, separação, desemprego, entre outros.

Nesses casos, é comum o surgimento de sintomas depressivos que podem ser tratados por medicamentos. Para complementar, o acompanhamento psicoterápico também pode ajudar bastante.


Para ter qualidade de vida, é preciso encontrar equilíbrio entre saúde física e mental. Por isso, o Minuto Saudável te ajuda a entender mais sobre isso. 

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