O que é Eritema Nodoso, causa, tratamento, sintomas e mais

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O que é

É uma doença reumática, caracteriza-se por uma erupção cutânea nodular (afeta a pele), que provém de uma reação de inflamação do tecido subcutâneo subjacente, ou seja, a gordura subcutânea, sendo uma doença inflamatória dermatológica (paniculite). Esta inflamação provoca inchaços (nódulos) avermelhados muito dolorosos sob a pele, geralmente sobre as canelas, mas também pode aparecer nos braços e outras regiões.

Muitas vezes, não é uma doença isolada, mas sintoma de outro processo ou alergia a algum fármaco; ainda pode estar associado a várias doenças, como a hanseníase, a tuberculose e a colite ulcerativa, e também aparecer no decorrer do tratamento com determinadas drogas (sulfonamidas, sulfaniluréias e tomalato de sódio de ouro).

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Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é?
  2. Qual profissional devo procurar? Qual o diagnóstico?
  3. Como identificar? Quais são os sintomas?
  4. O que causa?
  5. O Eritema Nodoso tem cura? Qual é o tratamento?
  6. Complicações
  7. Grupo de risco

Qual profissional devo procurar? Qual o diagnóstico?

O dermatologista é o mais indicado para diagnosticar o Eritema nodoso. Este diagnóstico é feito através da biópsia de um dos nódulos e estudo histopatológico.

Outros exames que podem ser solicitados pelo médico são:

  • Exame de sangue;
  • Exame para infecção estreptocócica;
  • Radiografia do tórax;
  • Exames para disgnóstico de tuberculose e sarcoidose, amostra de fezes e demais exames intestinais.

O tratamento tende a ser específico, para cada paciente, e também, medidas paliativas que possam atenuar os sintomas decorrentes do processo inflamatório.

Diagnóstico diferencial

Exclui-se a paniculite, a vasculite e picada de mosquito ou vespa.

Como identificar? Quais são os sintomas?

O eritema nodoso costuma aparecer na zona das canelas e parece uma série de contusões salientes que passam gradualmente de uma cor rosada para um tom castanho-azulado. É frequente a pessoa ter dores nas articulações e febre; por vezes, os gânglios linfáticos do peito aumentam de tamanho.

Os nódulos dolorosos costumam ser o principal sintoma para o médico. A biopsia de um nódulo (uma amostra colhida e examinada ao microscópio) pode ajudar a estabelecer o diagnóstico. Não existem análises de laboratório específicas que identifiquem a causa subjacente. Seus sintomas podem durar meses ou anos.

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  • Aumento dos gânglios linfáticos.
  • Cansaço.
  • Dor nas articulações, rigidez e dor geral nos membros inferiores (podendo deixar as juntas inchadas). As articulações mais afetadas são do tornozelo, joelho e pulso, podendo durar semanas ou meses.
  • Febre alta.
  • Mal-estar, geralmente antes do aparecimento dos nódulos, com duração de algumas semanas.
  • Nódulos vermelhos e dolorosos sob a pele.
  • Perda de apetite.
  • Perda de peso.
  • Sintomas de gripe.

Os nódulos podem ter dimensões entre 2 e 6 cm, as suas margens (bordas) não são bem definidas. As pernas são os lugares mais frequentes de ocorrência desses nódulos. Cada nódulo tem duração de aproximadamente duas semanas, mas pode formar nódulos novos até seis semanas mais tarde.

No início, o nódulo é vermelho, quente e sólido; mais tarde, torna-se mais macio. Quando inicia o seu desaparecimento, a sua aparência fica similar a um equimose de cor azul e depois amarelo. Geralmente, são necessárias várias semanas para a cura completa dos nódulos, mas não deixam cicatrizes. A quantidade pode ser de dois nódulos ou até mais de cinquenta deles.

O eritema nodoso do tipo crônico é uma doença em que as lesões ocorrem em qualquer lugar ao longo de um período de várias semanas ou meses. O eritema nodoso crônico com recidivas intermitentes pode ocorrer com ou sem uma doença subjacente.

O que causa?

As causas são diversas e são semelhantes a uma reação de hipersensibilidade.

O eritema nodoso pode ser uma reação aos fármacos, em especial às sulfamidas, aos iodetos, aos brometos e aos contraceptivos orais. A contagem de leucócitos pode estar normal ou levemente elevada, o VHS costuma estar aumentado. E assim, ocorrem os nódulos sobre a face anterior das pernas (principalmente na crista tibial) e, ocasionalmente, nas coxas e antebraços, na face é raro surgir. Nessas localizações menos comuns, as inflamações costumam ser menores e mais superficiais.

Os nódulos eritemato-edematosos são dolorosos e quentes. Começar com sua coloração vermelho-vivo, e com a evolução tornam-se vinhosos e purpúricos com tonalidade amarela-esverdeada devido à destruição da hemoglobina, pois ocorre nos hematomas, conhecidos por “nódulos contusiformes”.

Estas lesões são simétricas e variam em número e tamanho, sendo que os maiores nódulos se encontram nas pernas. Às vezes se agrupam formando placas, envolvendo o tecido cutâneo e subcutâneo. Na involução ocorre hiperpigmentação moderada, mas não atrofia a epiderme nem a derme.

As causas mais comuns são:

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Doença de Behçet:

Provocando também aftas na boca, psoríase artrítica e certas doenças do olho (conjuntivite e uveíte).

Gravidez:

Mulheres grávidas podem apresentar o eritema nodoso, mas ele desaparece após o parto, podendo reaparecer em outro período de gestação.

Idiopática:

Às vezes, a causa é desconhecida.

Infecções:

Na garganta de crianças, quase sempre o Eritema Nodoso está associado a dor de garganta, especialmente a que tem causa por estreptococos. Já em adultos, as infecções estreptocócicas e a sarcoidose são as causas mais frequentes. E infecções por citomegalovírus, mononucleose, hepatite B e outros.

Sarcoidose:

Eritema nodoso é associado frequentemente com gânglios linfáticos inchados (linfadenopatia hilar) no toráx, conhecido por “síndrome de Lofgren”. É uma doença pulmonar que pode causar tosse seca ou falta de ar.

Pílula anticoncepcional:

O eritema pode ocorrer após os primeiros 2 ou 3 ciclos de pílula anticoncepcional.

Tuberculose:

Associada com o eritema nodoso, pode ocorrer com a infecção primária da tuberculose, que também pode causar eritema indurado de Bazin, este caracterizado por erupções de pele que podem se tornar úlceras e estão localizadas na panturrilha.

Tumores:

Linfoma e leucemia podem desencadear a doença.

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Ainda a lepra (o “eritema nodoso leproso” é uma variante que afeta algumas pessoas tratadas para lepra), a coccidioidomicose, a histoplasmose, a psitacose, o linfogranuloma venéreo e a colite ulcerosa também podem ser causas do eritema nodoso. Em países desenvolvidos, as infecções estreptocócicas e a sarcoidose são as causas mais importantes, quase não se encontrando mais casos decorrentes de tuberculose (muito comuns), assim como drogas e infecções por fungos nos países restantes.

O Eritema Nodoso tem cura? Qual é o tratamento?

Sim, o eritema nodoso pode curar por si só em 3 a 6 semanas. O tratamento irá variar de acordo com a causa do eritema nodoso. Geralmente, quando provocado por fármacos, estes são suspensos e qualquer infecção subjacente é tratada. Mas se a doença é provocada por uma infecção estreptocócica, o paciente pode precisar de antibióticos durante um ano ou mais, se necessário.

O paciente deverá ser mantido em repouso e realizar poucos movimentos com os membros afetados, para evitar dor e possíveis complicações. O repouso pode ajudar a aliviar a dor que os nódulos provocam e ajudar a redução do inchaço. Se a causa não for infecção ou fármaco, o médico pode recomendar a Aspirina, que pode ser muito eficaz.

Os nódulos são tratados de forma individualizada, injetando neles um corticosteroide. Mas, se a quantidade for grande, o médico indicará comprimidos de corticosteroides.

Se a causa do eritema nodoso for por infecção, será tratado por antibióticos, que podem ser Penicilina, Cefalosporinas ou Tetraciclinas, a tetraciclina de via oral têm propriedades anti-inflamatórias e pode encurtar a duração da doença e desconforto.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

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Complicações

Após a cura, o eritema nodoso pode deixar um hematoma temporário ou uma depressão crônica da pele, no local em que a camada adiposa foi atingida.

Grupo de risco

Os jovens adultos são mais propensos a sofrer deste mal, que se pode repetir durante meses ou anos. Contudo, a frequência é nas mulheres adultas, 1 caso a cada 3 mulheres, com risco de 3 a 6 vezes maior do que nos homens.

Os pacientes costumam ter entre os 20 e 30 anos de idade. Raramente afeta os idosos e as crianças. A maioria das pessoas com eritema nodoso é saudável, mas muitas vezes, uma infecção recente ou uma doença está associada.


O eritema nodoso não é uma ameaça para os órgãos internos, mesmo que seja irritante e muitas vezes doloroso. A longo prazo, vem de uma completa recuperação, embora às vezes a doença é recidivante. Compartilhe este artigo para que outras pessoas tenham conhecimento dessa doença de pele!

Referências

http://www.manuaismsd.pt/?id=221&cn=1806
http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1902&fase=imprime
http://www.tuasaude.com/eritema-nodoso/
http://www4.unirio.br/ccbs/revista/caderno%20brasileiro/eritema.htm
http://www.fisioterapiaparatodos.com/p/doencas-da-pele/eritema-nodoso/

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