O corpo humano é composto por diversas células que, unidas, promovem o bom funcionamento do organismo.

Ao realizar exames das células do sangue, por exemplo, diferentes indicativos são apresentados e é necessário entender cada ítem para avaliar os resultados.

Um dos elementos são os Eosinófilos, que auxiliam o sistema imunológico e estão presentes no plasma. 

Para entender mais sobre o assunto e saber para que servem os eosinófilos, continue lendo!

Índice — neste artigo você vai encontrar:

  1. O que são Eosinófilos e para que servem?
  2. Eosinófilos altos: é perigoso?
  3. Eosinófilos baixos: o que significa?
  4. Eosinófilos zerados: é grave?
  5. O que causa a alteração nos eosinófilos?
  6. Como identificar o número de eosinófilos?
  7. Quais os sintomas da alteração de eosinófilos?
  8. Tratamento: como aumentar o número de eosinófilos?
  9. Pesquisa de eosinófilos na urina: para que serve?

O que são Eosinófilos e para que servem?

Os eosinófilos são um tipo de glóbulo branco, ou seja, células de defesa do sangue. Eles atuam na resposta do organismo, destruindo substâncias estranhas e controlando inflamações do corpo. Assim, estão presentes em quadros de alergia e no combate a alguns parasitas e infecções.

Apesar de serem encontrados também na corrente sanguínea, a maior parcela de eosinófilos está presente nos tecidos do corpo.

Geralmente estão em menor número no organismo do que outras células brancas como os linfócitos, que atuam contra infecções e tumores, por exemplo.


O número normal de eosinófilos no sangue pode variar entre 100/µL e 500/µL, ou seja, entre 100 e 500 eosinófilos a cada mililitro de sangue. Caso haja grande aumento ou diminuição nesses números, pode haver complicações.

Eosinófilos altos: é perigoso?

Quando a contagem de eosinófilos no sangue está alta — maior de 500/µL — esse fenômeno é chamado de Eosinofilia.
O problema pode ter três níveis de gravidade, que variam de acordo com a quantidade de células encontradas no sangue:

  • Leve: 500 a 1.500 eosinófilos/μL
  • Moderado: 1.500 a 5.000 eosinófilos/μL
  • Grave: >5.000 eosinófilos/μL

Em geral, quando o organismo apresenta pequenas variações nos níveis de eosinófilos, o(a) paciente não sofre com efeitos colaterais, podendo ser esse aumento ser decorrente de condições normais em alguns casos.

Quando se preocupar?

Apesar de ser normal em alguns casos, a eosinofilia pode causar complicações.

Quando a contagem de eosinófilos é igual ou maior que 1.500/μL, isso é classificado como Hipereosinofilia — também chamada de Síndrome hipereosinofílica — e pode causar inflamações nos tecidos e danos em qualquer órgão do corpo.

Isso, pois além do aumento no sangue, há também o acúmulo dessas células em alguns tecidos.

Por isso, é importante estar alerta caso a contagem de eosinófilos esteja em quantidade muito elevada.

Eosinófilos baixos: o que significa?

Quando os eosinófilos estão em baixa quantidade no sangue, a condição é chamada de Eosinopenia. Ela ocorre quando os números estão abaixo de 40 eosinófilos/µL.

Apesar disso, em geral, a baixa contagem desse tipo de glóbulo branco no organismo não causa complicações expressivas e sintomas.

Isso, pois geralmente o corpo tende a equilibrar a falta de eosinófilos com o aumento de outras células de defesa.

O tratamento da origem do problema tende a restaurar a quantidade adequada dessas células no sangue. 

Eosinófilos zerados: é grave?

Não necessariamente. Em alguns casos, a porcentagem 0 de eosinófilos pode ser algo normal.

Existem 2 formas diferentes de avaliar o número de eosinófilos no organismo.

A primeira, como já descrito nos tópicos anteriores, é feita de acordo com o número de eosinófilos a cada mililitro de sangue, levando em consideração o número total dessas células no corpo.

Já a segunda maneira exibe a porcentagem de eosinófilos no sangue em comparação às outras células de defesa, como os neutrófilos, monócitos e basófilos, por exemplo.

Nesse caso, a porcentagem ideal de eosinófilos no sangue varia entre 1% a 4%. 

Entretanto, caso seja realizado um hemograma — exame que avalia a contagem de diferentes células do sangue — e haja como resultado 0% de eosinófilos, não necessariamente significa que a pessoa esteja com alguma doença.

Os exames não devem ser avaliados isoladamente, mas sim em conjunto com o histórico clínico de cada paciente. 

Dessa forma, pode ser que a porcentagem zerada seja resultado do aumento de outras células de defesa, por exemplo.

O que causa a alteração nos eosinófilos?

A baixa ou o aumento no número de eosinófilos no organismo pode ter diferentes causas, desde doenças até o uso de medicamentos.

Entre as possíveis origens do problema, estão:

Alergia

Em geral, um alto número de eosinófilos pode ser sinal de alergia como asma ou dermatite atópica. Isso, pois eles auxiliam o sistema imunológico nas respostas alérgicas.

Dessa forma, quando há alergias no organismo, há o aumento dessas células.

Infecções 

Infecções causadas por parasitas também podem ser a causa da elevação de eosinófilos, já que atuam no combate à substâncias estranhas que invadem o corpo. 

Doenças 

Alguns cânceres e doenças autoimunes podem provocar o aumento da taxa de eosinófilos, entre eles:

  • Leucemia;
  • Linfoma de Hodgkin;
  • Lupus;
  • Colite Ulcerativa.

Medicamentos corticoides

As causas do baixo nível de eosinófilos no organismo variam, podendo ser provocadas por infecções no sangue ou tratamentos com medicamentos como corticoides, por exemplo.

Esses remédios são imunossupressores, ou seja, utilizados para suprimir os mecanismos de defesa do corpo. Dessa forma, consequentemente diminuem os eosinófilos.

Síndrome de Cushing

A Síndrome de Cushing também pode ser uma das origens da queda na taxa de células. A doença tem como característica o aumento excessivo de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, no organismo. 

O cortisol é um hormônio liberado pelo corpo em situações de tensão e adrenalina. Na doença, essa substância geralmente é produzida de forma excessiva.

A liberação desse hormônio estimula a diminuição de eosinófilos no sangue, sendo essa uma das causas da eosinopenia. 

Estresse 

Situações de estresse liberam grande quantidade de cortisol. Assim como na doença de Cushing, isso pode afetar a contagem de eosinófilos, baixando as taxas.

Gravidez

Durante a gravidez, pode haver uma diminuição no número de eosinófilos no organismo, porém, não necessariamente indicando sinal de patologias, podendo ser uma alteração fisiológica.

Como identificar o número de eosinófilos?

A quantidade de eosinófilos presentes no sangue pode ser identificada através de um Hemograma.

O hemograma é um exame de sangue que tem como objetivo avaliar a saúde do paciente como um todo. 

É utilizado para medir os níveis das 3 células básicas do plasma sanguíneo: glóbulos vermelhos (hemácias), brancos (leucócitos) e plaquetas, e identificar possíveis distúrbios e patologias.

Assim como outros exames de sangue, o hemograma é efeito em hospitais ou laboratórios, e a amostra é retirada por meio de uma coleta de material.

No resultado, são apresentados diversos itens e, entre eles, a quantidade de eosinófilos.

Quais os sintomas da alteração de eosinófilos?

Quando os números de eosinófilos no organismo estão alterados, alguns sintomas podem aparecer.

Eles variam de acordo com a gravidade do quadro, podendo até mesmo não haver nenhuma manifestação em casos mais leves.

Porém, quando há situações críticas, podem ocorrer. Alguns dos sintomas são:

Altos

Quando os eosinófilos estão em alta no organismo, alguns sintomas podem se manifestar. Em geral, ocorrem apenas em casos mais graves.

Os sintomas da alta de eosinófilos podem variar de acordo com o órgão afetado pelo problema.

Por exemplo, caso os pulmões sejam afetados, pode haver falta de ar. Já se o órgão acometido for o estômago, é possível que ocorra dor no local.

Em geral, as enfermidades causadas por esse tipo de doença são caracterizadas pela nomenclatura “eosinofílica” após o nome do problema. 

Alguns exemplos são: 

  • Pneumonia eosinofílica — eosinófilos acumulados no pulmão; 
  • Gastrite eosinofílica — infiltração de eosinófilos no estômago; 
  • Enterite eosinofílica — infiltração de eosinófilos no intestino delgado.

Além disso, alguns sintomas gerais podem ocorrer. Entre eles: 

  • Perda de peso;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Dor no peito;
  • Fadiga;
  • Dor;
  • Erupção cutânea;
  • Fraqueza;
  • Inchaço.

Baixos

Quando há um baixo nível de eosinófilos no organismo, em geral, o corpo não manifesta sintomas expressivos.

Dessa forma, a carência dessas células é geralmente descoberta ao acaso, ao realizar exames com outras finalidades, não necessariamente por sinais do paciente.

Tratamento: como aumentar o número de eosinófilos?

Em diferentes situações, podem ocorrer uma baixa nos níveis de eosinófilos no sangue. Geralmente, para normalizar esse quadro, basta combater a origem da variação.

Dessa forma, caso os eosinófilos estejam em pequena quantidade no organismo, não necessariamente é preciso tomar atitudes para o aumento dessas células.

Em geral, a identificação e tratamento da causa do problema aumentam os níveis de eosinófilos no sangue naturalmente, retornando à sua quantidade ideal.

Pesquisa de eosinófilos na urina: para que serve?

O exame de urina é geralmente feito para auxiliar a identificação de problemas de saúde, ao avaliar as células presentes na substância. 

A identificação de eosinófilos na urina pode ajudar no diagnóstico de doenças como nefrite intersticial — inflamação renal — e doença ateroembólica renal — uma das causas da insuficiência renal.

Isso pois, em geral, há naturalmente uma pequena quantidade dessas células na urina, cerca de 1%. Quando encontradas em maiores quantidades, são geralmente indicativos da presença de doenças.


Entender sobre os componentes do nosso corpo é importante para saber quais cuidados tomar em relação à saúde.

Os eosinófilos são células de defesa que estão presentes no sangue e auxiliam o sistema imunológico nas respostas alérgicas. 

Quando estão em falta ou excesso no organismo, podem causar alguns distúrbios.

Caso seja diagnosticada a alteração no número dessas células, é importante buscar ajuda médica, que indicará o melhor tratamento para cada quadro clínico. 

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